Notas iniciais
Olá, senhoras!
Então... Eis aqui o cap. Espero que gostem. E... Bem vindas, leitoras novas. Amanhã mesmo, estarei respondendo a todos os Reviews! SEM FALTA.
Então... É isso.
Boa leitura, se cuidem e até a próxima!!! ^-^'


Caroline se pegou admirando a vista da sacada para a rua. Veneza era ainda mais bonita pessoalmente do que qualquer outra vez em que ela pensou, ou vira na TV. Ela podia se lembrar do quão resmungona ela estava quando chegou no local. Parecia que um balde de água fria havia caído em cheio em sua cabeça, fazendo-a estacar ao ver toda a beleza daquele lugar. Mas dar o braço a torcer, não fazia parte de sua barganha.

Quando era mais nova, antes dos vampiros entrarem em sua vida, ela havia sonhado em viajar ao mundo, tornar-se repórter... Fazer qualquer coisa que pudesse tirá-la de Mystic Falls. E lá estava ela. Envolvida com o que viria a ser a “dor de cabeça” de toda a cidade, família e amigos.

Com um suspiro pesado, ela sentiu a aproximação de alguém. O sol tocava seu rosto de forma que sua barba rala brilhasse em um loiro profundo e quase avermelhado. Ele sorria, enquanto encava a rua, admirando — ou fingindo fazê-lo.

– Um dos meus lugares preferidos de se estar em todo o mundo. – disse ele, em seu sotaque elegante. Caroline virou-se para ele, sentindo uma onda estranha atingi-la. Ele virou-se para ela, com um sorriso torto nos lábios, fazendo as altas bochechas levantarem-se. – Não se acanhe, amor. Você deveria estar aproveitando. Não tensa...

– Eu não quero conversar. – alertou ela, dando as costas para ele e voltando para o quarto. Ela podia sentir os olhos dele cravados em suas costas, mas fez seu melhor para não demonstrar que estava ligando.

– Você deve estar cansada... – disse Klaus, caminhando até o quarto, em direção à porta. Caroline apenas o fitou, sabendo que ali havia a mentira e algo por debaixo. – Descanse. Mais tarde, teremos um jantar para ir. Nas ruas de-

– Não acho que eu vá. – disse ela, se sentando na cama, e cruzando as longas pernas, jogando o cabelo por cima do ombro e cruzando as mãos sobre os joelhos. – Eu não quero acabar com a sua alegria, mas... Eu não estou interessada em beber e me divertir com você. Muito menos, ir parar na sua cama.

Klaus sorriu, ainda que de forma estranha, trocando o peso de uma perna para outra, ele entortou sua cabeça para o lado, uma sobrancelha erguida.

– Eu não estou-

– Eu não sou inocente a ponto de acreditar que não é isso o que você pretende. – argumentou ela, fazendo o sorriso de Klaus se desfazer por completo. Ele se aproximou dela, com passos lentos, a fazendo olhar para cima, quando parou à sua frente, seus lábios entreabertos. Caroline reparou em como os lábios dele eram avermelhados, em como os olhos azuis acinzentados dele brilhavam perigosamente.

– Eu não sou o que todos costumam dizer, Caroline... – Ali estava. O estalar de língua, o tom perigoso. Ainda que houvesse perigo esvaindo dele, ela ainda podia sentir outra coisa beirando. Talvez fossem seus hormônios femininos. Ela se lembrava da última vez na qual havia tido essas sensações. Havia acabado na cama com Tyler. O corpo de Klaus se inclinou um pouco mais para frente, sua expressão séria, mas não esvaindo tanto perigo quanto antes. Havia uma tensão entre eles e... Simplesmente, apenas um rosto apareceu em sua mente. O de Tyler. E com isso, como se um balde de água fria tivesse derramado sobre ela, ela sentiu seu corpo, pensamentos e qualquer outra coisa sair do transe.

– Teremos bastante tempo para descobrir. Agora... Se me der licença... Eu gostaria de tomar um banho. – ela disse, se levantando o mais afastadamente possível do corpo dele.

Caminhou até a porta do banheiro, fechando-a, sem ao menos esperar que Klaus fosse embora do quarto. Ela trancou a porta, como se ali houvesse algum tipo escudo. Algo que a estivesse protegendo. Ela podia escutar a porta do quarto agora bater com força. E ao que parecia, não era só ela quem havia sentido aquilo.

– O que está acontecendo comigo? – resmungou, escorregando suas costas pela porta branca do banheiro, de encontro ao chão. Apoiando seus braços nos joelhos, ela enfiou sua cabeça em suas mãos, colocando os cabelos para trás. Estava começando a achar que aceitar aquele acordo, havia sido uma péssima ideia.



[...]



O celular vibrando, chamou atenção de Caroline o suficiente para fazê-la despertar. Ela de primeira, tentou se lembrar onde estava, até que o reconhecimento do quarto barroco, de paredes azul marinho e moveis de uma cor próxima ao caramelo, vieram para sua mente. Ela suspirou, enquanto se arrastava pela cama até o criado-mudo, pegando o telefone celular ali. Uma nova mensagem de Stefan. Ela abriu prontamente.

“Ele não reagiu tão bem a noticia, mas está voltando. Quando souber o que aconteceu com você, será realmente difícil lidar com ele e sua raiva. Bonnie está vendo o que consegue fazer para prender Klaus.”

Ela suspirou aliviada, sorrindo para o telefone celular. Ela sentia falta de Stefan. Não de forma romântica, afinal... Ele havia se tornado um de seus melhores amigos. Senão, o melhor. Ela torcia para que ele não estivesse tão magoado assim como Elena. Ela não queria ver Stefan explodindo e matando inocentes, tudo por causa de Damon.

Mas pensar em como as coisas em Mystic Falls estavam, apenas fazia sua dor de cabeça aumentar. Ela levantou-se da cama, caminhando até a sacada e assistindo alguns casais passeando de um lado para o outro, de mãos dadas. Ela queria poder fazê-lo com Tyler.

– Ainda não está pronta? – a voz soou atrás dela. Virou-se para encarar um Klaus muito bem vestido. Usava um terno preto, assim como seu jeans e sua camisa de botões pode debaixo. Caroline o observou por alguns longos instantes, então, lembrando-se do que havia dito mais cedo sobre jantar fora. Caroline sorriu, envergonhada.

– Eu pensei que não estivesse falando sério. – mentiu ela. Ele balançou a cabeça, de forma lenta.

– Eu espero. – disse ele, caminhando até a cama e se sentando ali. Com um suspiro, Caroline caminhou de volta para o quarto, avistando a caixa sobre a cama, ao lado de Klaus.

– O que é isso? – perguntou ela, apontando para a caixa.

– Abra. – disse ele, cabeceando em direção a mesma. Caroline caminhou até a cama, desfazendo o laço e abrindo a tampa, tirando de lá um longo vestido azul marinho, até seus joelhos, de alças grossas feitas de renda. Justo na cintura e solto — quase que rodado — à partir dos quadris com pequenas pregas. Ela o admirou por um longo instante, notando as pequenas pedrinhas brilharem bem posicionadas ali. Klaus sorriu. – O que você achou?

Ela então o fitou, sentindo-se envergonhada por passar tanto tempo encarando ao vestido, por ter gostado.

– É lindo... – balbuciou, voltando a fitar ao vestido. O sorriso dele apenas aumentou.

– Eu espero que eu tenha acertado nos outros, também. – disse ele, fazendo a atenção da loira voltar para ele. Ele riu pelo nariz, fazendo-a deixar o vestido de volta na caixa, abrindo a boca para perguntar o porque daquilo, ele se antecipou. – Você deixou todas as coisas em Mystic Falls. Eu não deixaria você totalmente nua pelo mundo. Não pelo mundo. Talvez em qualquer outro lugar, mas não por aí... Então... Eu comprei. Bem, à caminho, mandei comprarem um closet para você, amor.

As sobrancelhas de Caroline se levantaram, espantada demais. Ela piscou algumas vezes, aturdida e sem conseguir dizer mais nada, ignorando a piada no meio daquela frase.

– Bem... Obrigada. Eu... Eu vou me aprontar. – ela correu para o banheiro, sentindo-se envergonhada e estática. Não havia levado fé quando Klaus dissera que daria um jeito na questão de suas roupas. Ela fechou a porta atrás de si, ligando ao chuveiro e se permitindo descansar sob a água quente. Após alguns longos minutos, ela saiu, enrolada em uma toalha, à caminho da cama e vestido sobre a mesma. Junto ao tecido macio do vestido, havia um bilhete, e ela o pegou. A caligrafia elegante de Klaus estava ali.


“Lhe aguardo no andar de baixo.

Amor, K.”


Ela sabia que teria sorrido, ou ela talvez tivesse o feito. Ela pegou ao vestido e o vestiu rapidamente, deixando o cabelo solto, ela aplicou um pouco de maquiagem e calçou seus sapatos de salto. Dentro de alguns minutos, estava pronta. Com um suspiro pesado, ela caminhou até o corredor da casa, notando então o quão bonita era. As paredes em um vermelho mesclado entre o vinho e vermelho um pouco mais escuro. Móveis de cerejeiras, pisos de carvalho.

Nas escadas, andando com passos rápidos pelo carpete vermelho, Caroline avistou Klaus de costas, que se virou prontamente para ela, ao escutar o som dos passos. Ela desceu os degraus, e no final deles, alcançou a mão estendida de Klaus, quente e macia. Ele sorriu para ela. Um sorriso torto, tal como mais cedo.

– Você está maravilhosa. Melhor do que eu imaginei que poderia estar. – elogiou.

– Você também... Está maravilhoso. – ela comentou, recebendo um beijo em sua mão. Ela sorriu para ele, percebendo então que seria fácil se acostumar com um Klaus cavalheiro, tentando lhe agradar. – Para onde vamos?

– Temos Veneza para conhecer, amor.

Afinal... Veneza era conhecida como a cidade dos apaixonados, se deu conta. E o problema maior, para Caroline ao menos, era que ela era a única ali que temia isso. Acabar caindo nos encantos de Klaus.