Notas iniciais
Heeeeey, acabamos de sair da página de desaparecidos para estar de volta com vocês o/ Bom, primeiramente, bom dia, segundamente primeiramente. C0mo estão?? Bem, temos que nos desculpar pela demora absurda e pela desistência da fanfic ~pq a verdade seja dita... Nós abandonamos, mas voltamos. A falta de tempo, de comunicação e inspiração nos deixou frustradas, principalmente, quando é algo que amamos fazer e devemos a vocês. Cada um de vocês, leitores, por nos acompanharem, nos aturarem, aturarem as tolices de nossos personagens nas fanfics e todo o resto. Então, obrigada. Obrigada por nã0 desistirem de nós, por não terem deixado de nos pressionar sobre a atualização da fanfic. Esses últimos meses, estive sem computador, sem nenhuma forma de comunicação com a Larissa, mas ainda sim, ela esteve comigo, e me ajudando. Desde o momento em que eu cogitei desistir dessa fanfic por não ter ideias tão boas e pensar em finalizar de uma vez por todas. Eu estou orgulhosa do que construímos juntas. E juntas com vocês. Bom... Estamos nós em uma reta final. Não sabemos exatamente quanto capítulos ainda nos restam, mas saibam que são poucos e estamos trabalhando nisso. Então pessoal, obrigada por tudo e... Até a próxima. O que torcemos para ser em breve.

A lápide de mármore cor âmbar cintilava sob o céu azul, como um dia puro de verão. Tranquilo como os do que crianças brincavam animadamente, correndo de lados para outros, vendendo suas limonadas por pequenos preços absurdos.

No entanto, aquele dia quente não era nem de longe um daqueles dias felizes em que famílias faziam piqueniques, sentados sob suas toalhas quadriculadas e cheias de guloseimas. Ao olhar para baixo, Klaus podia ver o peso daquilo. O peso do que o maldito universo estava-lhe fazendo. Alguém que ele havia amado como uma mãe, que havia lha amado mais que sua própria mãe agora jazia sob a terra escura de um cemitério em um bom lugar em Londres.

“Louise DeLouvrier, mãe, amiga. Descanse em paz nos braços de Deus”.

A cena em que Louise segurou-lhe a mão, impedindo-o de dar-lhe seu próprio sangue para salvação própria, tamborilava em sua mente.

– Por que? – ele havia perguntado quase que infantilmente. Louise soltou-lhe um pequeno sorriso. Sua pele enrugada e flácida, seus olhos como bolsas, cheios de olheiras sob. Louise parecia ainda mais velha do que realmente era. E a culpa mastigava o peito de Niklaus por isso... – Deixe-me salvá-la...

– Não... – ela balbuciara. – Eu quero ir em paz. Meu trabalho aqui acabou, menino... Eu já vivi o suficiente... Eu encontrarei meus amigos, meu Edgar, minha Emmanuelle... Eu estarei bem com eles.

– E quanto a Magh? – ele indagou.

– Ela lidará bem... Ela é forte – sorriu débil.

– Eu sinto muito, Louise... – ele então se permitiu pôr para fora o que o estava esmagando miseravelmente. – Eu deveria ter-lhe ouvido... Eu...

– Está tudo bem, menino... – silenciou-o suavemente, dando-lhe tapinhas sobre a mão. – Eu preciso que fique bem... Eu estarei olhando vocês de onde eu estiver e eu terei uma conversa com sua mãe... – ele sorriu com aquilo, beijando a mão da velha mulher. – Não deixe de viver e amar a garota apenas porquê sua mãe é uma bruxa má... Ela não vê o bem dos outros, o bem em você como Caroline vê... Não deixe a luz se tornar trevas novamente, menino... Nunca... Prometa-me...

– Eu prometo.

Agora, Klaus não sabia como faria para cumprir aquela promessa... Havia muitas trevas em si, o suficiente para tomá-lo por completo, sabia. Mas seria Caroline capaz de retirar todo aquele mal de sua alma como havia feito antes de retornar do mundo dos mortos? Ou seu retorno apenas havia sido para escurecer ainda mais o abismo que havia dentro de si? Pareciam perguntas sem respostas para o Original.

[...]

Bonnie Bennett alinhou as velas, de forma que estas formassem um círculo decente. Não muito distante dali, Stefan se encontrava encostado contra a parede da sala. Parecia que se se mexesse muito, atrapalharia a bruxa. Todavia, Damon não pensava o mesmo. Este encontrava-se jogado sobre o sofá, com um copo de uísque em mãos e um sorriso debochado nos lábios; assistindo tudo com certo deleite.

Era óbvio para todos ali a sua opinião sobre contatar o espírito de Caroline Forbes e o mais compreensível, surpreendentemente para Bonnie e os outros, era Tyler. Principalmente, quando para o vampiro, matar Matt Donovan e mandá-lo para o outro lado, para procurá-la parecia a melhor solução e muito mais rápido.

Mas Matt não se lembraria de nada, Elena havia dito, calando-o prontamente. E, aparentemente, ela estar com ele nesses momentos, calava-lhe seu senso crítico e cético. Senso estes que Bonnie odiava, tanto quanto ao vampiro.

Uma vez em que todos estavam reunidos em um círculo ao redor da mesa de centro da sala da mansão dos Salvatore, de mãos dadas, Damon se permitiu perguntar:

– Isso realmente irá dar certo? – Bonnie o fitou, de forma cética. – Bom, quero dizer... Ela não era muito minha fã... Vai que simplesmente desiste de vir?

– É por isso que temos Stefan conosco – Matt retrucou inocentemente, alheio aos olhares de Elena e Tyler em direção à Stefan que permanecia encarando o círculo de velas e símbolos riscados com giz.

– Por favor, Caroline... Não seja uma vaca e nos dê uma luz – Damon resmungou para o ar, olhando ao redor, como se a loira pudesse escutar o que quer que ele estivesse dizendo ou eles fazendo.

– Mantenha seu cão de boca fechada – Jeremy resmungou para a irmã mais velha, que acotovelou o namorado no braço.

Coçando a garganta, Bonnie Bennett deu início ao seu ritual. Sussurrando palavras incompreensíveis para os outros ali, mas que acataram estas com silêncio pleno e olhos fechados, para logo, sentirem as chamas das velas se expandirem.

– Caroline... Fale conosco... – Bonnie dizia, quando alternava com as palavras incompreensíveis para os outros. Tão logo, seus olhos tornaram-se completamente brancos, ainda sussurrando as palavras.

Um forte vento soou ao redor, fazendo as persianas da casa levantarem com o vento. As velas continuaram a aumentar suas chamas. Então, alguma coisa pareceu pairar sobre o grupo ali. Parecia pesado, parecia triste e sem vida.

– Caroline? É você? – Stefan perguntou. Outro vento soou, agora, fazendo com que as luzes piscassem algumas vezes.

– Nos dê um sinal... Qualquer um! – Elena pediu, olhando ao redor, como se pudesse ver qualquer coisa além do material. – Mova alguma coisa... Eu não sei... Apenas nos dê uma prova de que realmente está viva...

Outro forte vento soou, desta vez, apagando todas as luzes do cômodo. Elena sentiu seu corpo tremer fortemente, amedrontada. Jeremy parecia confuso, assim como Matt encarava como o restante, como se pudesse ver qualquer coisa naquele escuro que se formou. E então, no meio daquela mesa de centro, alguma coisa gotejou... E parecia água...

Olharam então para cima, para ver o vestido translúcido e cabelos ensopados de uma figura pálida, translúcida. Caroline.

– Não quebrem o círculo! – Bonnie ordenou ao notar que Damon quase o fizera.

– Caroline... Diga algo... – pediu Jeremy, que, embora estivesse tão assustado quanto todos ali, sentiu-se na obrigação de pronunciar-se... Bonnie continuava sussurrando algumas palavras, para manter o espírito da loira ali.

– Quem fez isso a você? – Stefan perguntou, assombrado.

A loira virou seu rosto translúcido, seus olhos eram vagos e sua pele parecia cortada. Profundamente cortada, como se milhares de arames tivessem sido amarrados aos seus braços e puxados violentamente, quando estiveram realmente presos a carne. Ela levantou seu braço suavemente, olhando em direção à Tyler Lockwood, que aparentava estar alheio, quase como se não estivesse ali.

A expressão de Caroline mudou de vazia para alguma coisa estanha, próxima a reconhecimento. Ela o havia reconhecido de uma forma estranha... De uma forma sombria. O que fez Tyler se perguntar se estaria ela acusando-o de tê-la matado.

O que o fez se perguntar como ela poderia acusá-lo, de alguma forma, de ter algum tipo de participação em sua morte. Havia sido culpa de Klaus... Ele havia escolhido não salvá-la, tal como Rebekah contara-lhe dias depois do episódio no galpão. Sua mordida não havia sido fatal como o egoísmo de Klaus. Agora, ela estava morta... Acusando-o.

O fantasma de Caroline abriu a boca, como se para pronunciar alguma palavra. E se ela dissesse assassino?, se perguntou ele.

Eles nunca entenderiam... Tão céticos e hipócritas... Eles não entenderiam se aquele fantasma chamasse-o de assassino... Porque, na verdade, ele nunca quis que aquilo tivesse acabado naquela proporção. Ele jamais havia querido que a garota que amava morresse.

Então Tyler Lockwood fez a única coisa que pareceu-lhe capaz de parar aquele espírito ou o que quer que aquilo fosse. Ele quebrou o círculo, fazendo com aquela mesa tremesse violentamente.

As luzes piscaram, e a ventania continuou, até que, de repente, parou. Tudo estava silenciosamente quieto. Apenas suas respirações eram ouvidas.

– Oh, puta merda... – Damon chiou, olhando para cada rosto ali.

– O que foi isso? – Stefan perguntou então, fitando a bruxa que respirava com dificuldade, esta tentou se levantar, mas em vão. Jeremy por vez, a ajudou a se levantar, oferecendo-se para levá-la para um quarto, para que esta descansasse.

– Isso foi... Assustador... – Tyler se manifestou.

– Bizarro... – Matt completou.

– Definitivamente, estranho... – concluiu Elena. Todavia, os irmãos Salvatore estavam quietos, trocando olhares.

– Então... Isso quer realmente dizer que a Caroline está morta, não é? – Matt perguntou por fim. Os amigos trocaram olhares tristes, e Matt apertou o ombro de Tyler, como quem quer consolar alguém. O híbrido aceitou, fazendo uma careta triste.

Não muito distante dali, Stefan Salvatore acotovelou o irmão mais velho, meneando com a cabeça em direção a mesinha de centro onde as velas haviam se apagado e o giz estava riscado. E, diferentemente do esperado, havia respingos de água... Uma água escura, lamacenta. A água que escorria dos pés do fantasma de Caroline. E esta mesma água formava um símbolo, notaram... Um símbolo desconhecido. O que mostrava o ponto de Stefan, discutido mais cedo entre com o irmão: Caroline parecia quer comunicar alguma coisa. Alguma coisa muito ruim.

[...]

As árvores pareciam vultos enquanto Caroline Forbes corria por elas, rindo divertidamente e descontrolada enquanto podia escutar que era perseguida. Parecia que então as coisas haviam se ajeitado.

Era tarde já, todavia, ela não conseguia ir para qualquer outro lugar além do bosque nas proximidades do cemitério de Mystic Falls. Aquilo a fazia se lembrar de quando era mais nova — enquanto corria com suas amigas, ao fugirem da aula, para beberem ali e encontrarem com outros garotos. Agora, essas lembranças pareciam distantes demais, mas ainda boas de serem recordadas. Ela sentia falta daquilo, mas de uma forma diferente. Uma forma boa...

Após ter morrido e voltado, parecia que sua percepção sobre a vida era ainda mais ampla... Ela queria viver, desfrutar de tudo o que podia, e lembrar-se de tudo com um carinho. Todos os momentos agora faziam parte de seu percurso para onde estava agora. E, agora, ela estava feliz.

Sentiu seu corpo ser pressionado contra uma árvore, enquanto se escondia, em vão... Logo sentira a mão pressioná-la contra a árvore, seus olhos se fecharam, para que assim, pudesse desfrutar da sensação dos dedos frios que deslizaram pelo seu pescoço, fazendo a pele se arrepiar; os lábios quentes escorregaram por seu rosto, acariciando-o com uma paixão juvenil.

Caroline pressionou seus dedos sobre o braço coberto pela jaqueta de couro negro, sentindo seu corpo responder ao toque do híbrido. E lá estavam eles, em Mystic Falls, juntos... O que soava estranho.

– Caroline... – Klaus suspirou em seu pescoço, beijando-o levemente. A loira então afastou seu rosto, para poder olhá-lo nos olhos, e sorrir quase que diabolicamente maliciosa.

– Me pegue – ela disse, num ronronado repleto de duplo sentido e malícia e então, a loira tornou a correr. Desta vez, em direção ao portão de uma das lápides em que a loira e as amigas costumavam se encontrar. Onde ela havia comemorado seu aniversário de dezoito anos.

Sentou-se sobre a mesma, esperando pelo híbrido, enquanto fitava as velas quebradas ali e alguns ratos que perambulavam pelo pequeno espaço. A loira cruzou os braços, assistindo então que o escuro filete desaparecera há algum tempo. Exatamente há uma semana. Não esteve sendo atazanada por sonhos ruins e vozes em sua mente. Apenas havia estado normal, completa.

Escutou um som não muito longe e se pegou sorrindo, enquanto começava a desabotoar alguns botões de sua blusa.

– Isso é no mínimo curioso... Este lugar – Klaus comentou, na porta do mausoléu. Ela sorriu para ele, continuando a desabotoar a blusa, deixando aparecer o negro da renda de sua lingerie. Ela sorriu, divertida.

– É sempre bom criarmos novas lembranças de velhos lugares... Principalmente, lembranças boas... – ela disse, levantando um dedo indicador e chamando-o com este. Klaus acatou, se aproximando com um sorriso leve, apaixonado.

Suas mãos se fecharam ao redor da cintura da loira, puxando-a para perto de si, posicionando-se entre as pernas compridas desta, suas mãos levantaram-se até a blusa, escorregando esta por sobre os ombros da loira e deixando-a apenas com a pele coberta pelo tecido negro. Um sorriso sensual tomou conta de seus lábios, enquanto se inclinava para poder beijar-lhe o colo, barriga... Deslizando os lábios por sobre a pele quente de Caroline, que apenas se posicionou melhor para tirar-lhe a jaqueta, puxando esta para baixo e trabalhando para tirar-lhe a camisa que ele usava. Sentia-se quente e contente por estar em casa, completa.

Após se livrar dos jeans de ambos, Caroline se permitiu se deleitar sobre o corpo do híbrido, vê-lo viril, pronto para ela. E ainda por cima, ver como seus olhos a fitavam, com uma devoção que havia sonhado quando mais nova, que pensara encontrar em Tyler... Uma que era diferente, mais pura. E aquilo a aquecia completamente. Terrivelmente.

Ela puxou-o para mais perto, para beijar-lhe os lábios carnudos, enlaçar suas pernas ao redor de seus quadris, puxando-o para tão perto que podia senti-lo pulsar contra seu corpo pronto, senti-lo afundar-se em sua carne, enquanto a apertava as coxas, beijava-lhe os lábios, acariciava seus seios, e algumas vezes, levantava seu queixo, para olhá-la e dizer-lhe o quanto a amava, o quanto a desejava. Fazendo-a se sentir completamente amada.

Quando alcançaram o ápice de suas satisfações pessoais, vestiram-se, sem nunca deixar de lado uma conversa leve, fácil entre eles.

– Você está com fome? – Klaus perguntou-lhe, enquanto terminava de pôr um de seus tênis, observando a loira terminar de abotoar a blusa. Esta o fitou, com um olhar significativo, ousado.

– Depende de que tipo de fome... Mas tenha certeza... – ela se aproximou numa velocidade vampiresca do híbrido, sentando-se com cada perna em um lado de seus quadris, para sussurrar no ouvido do mesmo. – Eu estou faminta de todas as formas possíveis.

Este segurou-lhe, deslizando suas mãos fortes em cada lado de suas pernas, subindo por seu traseiro e apertando-o suavemente, fitando os lábios entreabertos da loira.

– Uh... Podemos dar um jeito em todas elas, amor... – ele beijou-lhe os lábios suavemente, sentindo-a se mexer sensualmente em seu colo. – Mas digo de um bom restaurante... Comida humana... Um bom vinho. Talvez um filme depois... Uma lareira...

– Deus... Você está me provocando – ela riu, enterrando seu rosto na curva do pescoço do Original, beijando-lhe o pescoço.

– Um pouco de sexo, de mais vinho e quem sabe assistirmos ao amanhecer nus... Eu não me importaria desde que você estivesse nua – ele tornou a provocá-la, com um sorriso divertido.

– Eu posso pensar sobre isso – disse ela, logo, sentindo uma leve tontura. Algo sutil, mas o suficiente para fazê-la se levantar, afastando-se do híbrido. E ele notou isso.

– Está tudo bem? – ele então perguntou, preocupado. Caroline respirou fundo, para então olhá-lo.

– Sim... Eu só fiquei tonta – admitiu. Não sentia como se tivesse algum tipo de necessidade de esconder-lhe tal coisa, principalmente quando, nos últimos dias, ela havia se alimentado do híbrido.

Eles haviam notado que a loira apenas reagia positivamente sobre o sangue do híbrido. E ele dava de bom grado a ela. Havia alguma coisa estranha sobre aquilo, claro... Não havia nada de normal no fato de um vampiro beber do sangue híbrido sem a necessidade de se curar de uma mordida de lobisomem... Mas a fase de “não aceitação” da parte do híbrido havia passado, agora, a aceitação era vista como quase a fonte natural de vampiros... E isso parecia fazer Caroline especial. Ele só não desejava que outros vampiros viessem voltando do mundo dos mortos e precisando de seu sangue.

– Venha – ele disse, levando seu pulso até os lábios e mordendo este. O sangue escuro e preciso pingou, enquanto Klaus esperava paciente pela loira.

Hesitante, Caroline tomou o pulso do híbrido em seus lábios, mas sem antes olhá-lo nos olhos.

– Isso sempre vai ser estranho – ela comentou sarcástica. Klaus sorriu fracamente, sentindo então os dentes da loira se afundarem em seu pulso, bebendo de seu sangue e um terrível formigar subir-lhe pelas costas, como uma brisa gélida. Ele assistiu como os olhos da vampira mudaram para um total vermelho, algo assustador nas primeiras semanas e como seu rosto se tornava de outra pessoa... De outra coisa.

Quando Caroline soltou seu pulso, nem ao menos fez menção em aproximar-se dele. Sentia-se estranha, como todas as vezes em que se alimentava do híbrido.

– Você está bem? – ela perguntou a ele, não realmente se referindo a perda de sangue, mas com toda a situação.

– Yeah. Anda – Klaus disse, recompondo-se e passando pela loira, de volta ao cemitério. – Vamos comer alguma coisa.

E Caroline o seguiu prontamente.

[...]

O som das pessoas em Mystic Falls era quase irritante, dado que estiveram em outros lugares. O som parecia familiar, todavia. Mas Paris... Itália... Não era o tipo de lugar que você deixaria de desejar para estar em Mystic Falls.

Caroline ainda se lembrava do Rio Sena, da catedral de Notre-Dame, da ponte de Rialto, do Coliseu, pelos vinhedos em Toscana e em como o sol de Toscana era fantástico. O incrível era que agora, Mystic Falls parecia realmente um lugar muito pequeno para se viver. Quase um lugar nenhum num mapa velho. E embora houvesse história ali, não havia satisfação em uma pequena cidade onde todos sabiam sobre todos.

– No que está pensando? – Klaus sussurrou em seu ouvido, assim que o garçom do pequeno restaurante os serviu.

– Sobre como Mystic Falls é pequena para sonhadores – ela contou, com um pequeno sorriso. Klaus a correspondeu com um igualmente cúmplice.

– Nascemos aqui, querida – ele disse com falso espanto, como se aquilo que ela havia acabado de dizer fosse algum tipo de coisa absurda. Caroline sorriu amplamente, divertida.

– Eu sinto muito... Mas na sua época, não havia muitos lugares pelos quais correr – ela apontou, com falso veneno. Klaus riu, levando seu uísque até os lábios e bebendo deste. Em seguida, ele tocou o rosto da loira, acariciando-o para em seguida beijá-la, de forma suave; doce.

Logo em seguida, seus pratos foram servidos e assim que terminaram estes, ambos se levantaram, ainda envolvidos em uma conversa suave, natural. Parecia que tudo estava em seu lugar para Klaus. Caroline não estava mais surtando vez ou outra, não havia mais aqueles malditos filetes passeando por seu corpo e isso era algum tipo de vitória pessoal.

Quando saíram, cogitaram assistir E O Vento Levou, que reprisava — como em todo final de semana nos cinemas de Mystic Falls. Pouco mais tarde, abraçados, saíram do cinema, Caroline sorria de orelha à orelha, abraçada ao Híbrido. Eles pareciam um casal normal de uma cidade pequena.

[...]

Matt serviu a seus amigos uma dose extra de tequila — embora que, tequila fosse o tipo de bebida para festejar, não parecia haver outra bebida que lembrasse ou homenageasse mais Caroline Forbes do que tequila. Pegou-se sorrindo, enquanto Elena Gilbert levantava seu copo, em sinal de brinde.

– Eu quero dedicar à Caroline Forbes. E quando éramos mais novas e prometemos que não morreríamos antes de conhecermos o mundo. Eu aposto que ela já o fez – Elena brindou, tomando de uma só vez sua bebida, fazendo uma pequena careta, sendo seguida por seus amigos, que urraram um “saúde”.

– Embora seja uma das pessoas mais insuportável que eu já conheci – Stefan começou – Caroline tinha um terrível grande coração. Ela era como uma...

– Oh, puta merda! – alguém exclamou não muito longe da mesa onde eles se encontravam. Sete pares de olhos se viraram para o homem que praguejou, jogando seu copo de volta na mesa, irritado.

– Babaca – Jeremy resmungou, tornando a pôr seu braço ao redor dos ombros de Bonnie. Uma Bonnie calada. Não apenas pela constatação da morte de sua amiga, mas... Bem, uma vez em sua vida, ela esperava que seus poderes estivessem errados. Que ela pudesse deixar a Impressão de lado. Na realidade, deixar toda e qualquer magia de lado. E agora parecia ser um bom começo.

– Eu sinto muito... – ela se levantou, sorrindo educadamente.

– Está tudo bem? – Elena perguntou, com uma careta.

– Yeaph. Vou ao banheiro – sorriu a morena. Assentindo, a vampira a deixou em paz.

Bonnie caminhou até o sanitário feminino automaticamente. Parecia que alguma coisa ruim havia grudado em sua pele, como aquelas sanguessugas... Sugando-a e serpenteando por sua pele, deixando-a úmida e pegajosa.

A morena encarou-se no espelho, precisava controlar aquilo; aquela sensação estranha que sentia. Então, sentiu alguma coisa passar por trás dela. Bonnie se perguntou se olhava ou ignorava — o medo do que pudesse ser a assustava, principalmente, quando os sonhos estranhos com Caroline continuavam a atormentando.

Uma batida na porta de uma das cabines a fez pular de susto.

– Desculpe – uma mulher baixa de cabelos negros e curtos, rentes à cabeça sorriu, entrando em seguida na mesma cabine. Bonnie suspirou, abaixando-se para molhar o rosto.

– Não é nada demais, Bonnie... São apenas sonhos – ela murmurou baixo para si mesma. – Apenas sonhos...

Ao levantar o rosto, tornou a encarar o espelho, notando o quão exausta aparentava estar. Precisava dormir... Dormir de verdade. Então, as luzes piscaram, fazendo um leve barulho de chiado e alguma coisa no ar mudou. Bonnie prendeu a respiração, amedrontada.

Ela correu até a porta, enquanto as luzes permaneciam piscando sem cessar. O chiado agora parecia de corrente elétrica na água. A água agora caia no chão, da mesma pia na qual ela havia usado, mas a jovem bruxa não se permitiu ir até lá fechar a torneira. Ela estava apavorada. E foi então que Bonnie viu, no espelho que havia se visto, havia uma mancha de algo grudento — parecia lama, uma bem escura. Uma que lembrava a mesma que Caroline gotejava de seus pés quando fizeram o ritual mais cedo.

Ela prendeu o fôlego, se aproximando do espelho então, tentando compreender melhor o que aquilo era. Um monte de rabiscos, um desconhecido para ela.

– O que diabos... – ela não terminou.

– Hey? – alguém perguntou, sacudindo Bonnie pelo ombro levemente. A morena piscou algumas vezes para então fitar a pequena mulher que havia usado a cabine segundo atrás. – Você está bem?

Demorou alguns longos segundos para Bonnie então conseguir encontrar sua voz.

– S-sim – gaguejou. Então voltou a olhar para o espelho. Seja o que quer que aquele desenho tivesse sido, não estava mais lá. Nem mesmo a torneira estava ligada. Estava tudo perfeitamente normal. – Eu estou bem, obrigada.

Então, caminhou para a porta passando por esta rapidamente. Começava a acreditar que estava louca de vez.

Quando chegou à mesa, sentou-se ao lado de seu namorado, mas sua expressão e humor não haviam melhorado desde que chegara ao lugar e fora ao banheiro, o que foi notável para Jeremy; agora, a garota parecia ainda mais tensa.

– Você está bem? – ele sussurrou em seu ouvido, apertando um pouco seu aperto sobre os ombros da garota.

– Mais tarde – foi tudo o que ela disse, com um sorrisinho.

–... Eu acho que está na hora de Donovan seguir em frente e arrumar alguém decente – Damon dizia com veneno e divertimento, enquanto Matt revirava os olhos. Damon gargalhou.

– É... Pelo menos eu não estou pelos cantos quando estou solteiro – retrucou venenosamente.

– Ouch! – Stefan exclamou

– Haha. Você não fica muito atrás, irmãozinho – disse Damon.

– Você não me vê lamentando pelos cantos por causa do meu irmão e ex-namorada estarem juntos – o vampiro deu de ombros.

– Um brinde à Stefan e sua superação – zombou Tyler que ria de toda a situação.

– Um brinde! – exclamaram rindo, com exceção a Bonnie e Elena; principal alvo daquela discussão. Ela suspirou, olhando então para Bonnie, à sua frente com uma expressão estranha. Pegou seu telefone celular e digitou uma mensagem de texto para a amiga:

“Tem certeza que está tudo bem?”

“Sim”, Bonnie respondeu. “Não dormi muito bem nos últimos dias. É apenas cansaço.”

Elena levantou seu rosto, para olhar para a amiga. Seu rosto mostrava o quão irritada havia ficado por sua amiga ter mentido. Mas havia dito a si mesma que não insistiria. Insistir nem sempre é o melhor caminho... Não quando não se está preparado para se abrir.

– Oh, meu Deus... – alguém exclamou. O atento Damon.

Seis pares de olhos seguiram onde Damon tanto encarava. Seus queixos caíram sobre a mesa. Lá estava, Klaus e Caroline, abraçados em uma surpreendente demonstração de afeto que fora totalmente esquecida quando o fato de Caroline estar viva, em pele e osso na frente deles.

– É... – Elena não conseguiu terminar, tão boquiaberta que estava.

Caroline – Stefan completou, aturdido.