Notas iniciais
Bem, estamos de volta, OOOBA!!!
Depois de enfrentarmos bloqueios, insanidades, férias improdutivas e volta às aulas frenéticas, conseguimos, com muito custo concluir este capitulo sofrido.
Pedimos imensas desculpas pelo incomodo causado pelo o hiatus, se é que alguém notou que existiu, mas bem. Queremos dizer que voltamos pra firme e forte pra terminar com a fic. Não se preocupem nunca a abandonaríamos.
Bem, eu Katerina queria dá um recadinho: foi postada minha nova fanfic (primeiro solo).
Redenção De Sangue: A Maldição Do Herdeiro.
Você acredita em destinos, eles acreditam em maldições.

De volta ao lar abandonado, a família original revive seu passado, constrói seu presente e desconhece seu futuro.
Elijah, a força para reconstruir o que está em destroços.
Rebekah, a imperatriz aprisionada sob os laços de sangue em busca liberdade, felicidade, todavia sangue é mais poderoso que paixão, paixão é chama tênue e passageira, sangue é eterno.
Klaus, o rei destronado, a essência do mestre replicada pelo aprendiz traidor. O herdeiro indesejado no caminho de seus passos, enigmas e sombras encobrem o destino da criança milagrosa, ou seria amaldiçoada?
Se interessar, passem por lá. Ainda está bem no inicio, mas com muito apoio eu consigo seguir.
Beijos e mais beijos.
P.S : Obrigado pelos comentários e perdoem a Juh por não responder, ela está tendo sérios problemas de tempo. Mas minhas respostas valem por ela também.


O híbrido aconchegou-se mais na cama, pensando em talvez dormir um pouco. Sabia que ainda teria pesadelos, mas talvez toda a felicidade que estava sentindo agora, o fizesse sonhar com algo bom ou apenas não sonhar com algo ruim.



[...]



Sentiu o movimentar ao seu lado e então abriu os olhos com dificuldade, desde quando o sol do outono francês é tão vigoroso? Indagou a si mesmo em silêncio. Levantou-se com instintiva cautela, percebendo então que não se tratava do sol e sim de algo mais próximo, tentou olhar diretamente, mas sentiu as pupilas arderem. “Mas que inferno?” ofegou raivoso, moveu-se lentamente empurrando os lençóis para longe de si, percebendo com estranheza, que se encontrava sozinho, os pés tocaram o chão, percebendo-o inundado, água lhe cobrindo até os calcanhares, apertou os olhos, tentando aliviar o incômodo que a intensa luz causava. O que quer que fosse havia algo muito errado ali, seria mais um sonho ruim ou apenas uma visagem de sua mente perturbada, poderia ser tudo, menos real. Mas havia tanta vivacidade ali, que o híbrido questionou-se se não poderia ser verdade. As mãos tatearam o ar, em busca de Caroline,



– Caroline? – Indagou o híbrido receoso, não recebendo uma resposta imediata, mas lentamente, a luz foi reduzindo seu reflexo, tornando-se apenas feixes luminosos, alternando-se como os de um farol marítimo, todavia a imagem aos olhos dele permanecia turva e confusa, não o permitindo identificar nada em volta de si.



– Klaus... – a voz de Caroline soou de algum quanto inespecífico, como um sussurro, um assovio do vento, dissipando-se pelo ar como fumaça.


Klaus estremeceu, sentindo um arrepio excruciante lhe percorrer a espinha, algo agourento demais até para ele.

Moveu-se para longe da cama, sentindo a profundida das águas aos seus pés, variar-se a cada movimento, como se fosse ser tragado a qualquer momento, tateou o vazio, buscando por apoio ou referência, não encontrando nada sólido, aquela claridade cegava tanto, ou mais, que a escuridão. De repente pode sentir algo em volta de si, uma parede se formando sob seus dedos, sentiu a água gélida correr sobre a superfície a sua frente e então houve nitidez, pode ver o espaço que o circundava, havia quatro paredes iguais, brancas como gesso polido, o chão era de um material que lembrava muito porcelana, alvo e gelado, lembrava muito o âmbito hospitalar, uma sala cirúrgica desequipada. O que mais chamava atenção era a pertinente presença de uma cascata de água límpida e cristalina que deslizava constante pela amplitude das paredes, chocando-se contra o já inundado chão e também o fato de não haver um teto visível, somente uma luz intensa proveniente de algum lugar acima de si.

– Klaus... – um novo sussurro percorreu o espaço, o som chocando-se contra a superfície das paredes, produzindo um eco inconstante que se distanciou no limbo, desaparecendo em meio ao vácuo.

Klaus buscou pela origem do som, dois passos à frente e então a parede atrás de si havia tomado inexplicavelmente metros de distância, Klaus virou-se, fitando o vazio nefasto, toda aquela brancura lembrava o ambiente estéril de leitos hospitalares. Klaus lembrava-se nitidamente de tal cena, só não sabia de onde ela viera, a lembrança existia, mas havia também a plena certeza de que ela não lhe pertencia. Decidiu ignorar o incômodo causado pela cena, se estava sonhando boa parte de tudo ali, definitivamente não tinha sentido e nem necessitava de tê-lo.

Andou mais alguns passos e então em súbito, como por assombração, um vulto formou-se diante do híbrido, um vidro extremamente embaçado, expunha uma turva silhueta, mal dava para distinguir o que era vazio e o que era o corpo. Klaus aproximou-se, ponderando por um segundo se não deveria acabar com aquele jogo de insanidade, acordar seria a melhor escolha, mas Klaus nunca enveredava pelo caminho mais fácil, nem mesmo quando o podia fazer.

Tocou o vidro, notando que a nuvem esbranquiçada sobre a superfície era tal qual as manchas de condensação dos choques térmicos, sabia que era só esfregar a mão sobre a superfície que a imagem velada se revelaria, mas era isso que realmente desejava? Ver de quem era o rosto escondido no limbo de sua mente louca? A palma friccionou contra o vidro, dissipando a barreira úmida que impedia a visão, revelando o rosto morbidamente pálido de Caroline, observando-o praticamente sem expressão nenhuma, o susto fora inevitável, o corpo reagira por si só, jogando-se para trás quando sem aviso o vidro desfez-se em água, como gelo derretendo-se.

Klaus perguntou-se por um momento se aquilo não poderia ser um aviso de que algo estava errado, por mais alienado que estivesse pelo êxtase da paixão e felicidade de ter sua amada de volta, Klaus já havia vivido e visto demais para simplesmente ignorar o fato de que a garota havia retornado do túmulo e isso quase nunca significa algo bom. Como se ouvisse os pensamentos do híbrido, a garota sussurrou em quase um silvo peçonhento:

“Os mortos não voltam, Klaus... Eles nunca voltam e você não pode mudar isso.”

Havia repreensão, magoa e dor naquelas palavras, mas acima de tudo havia certeza, verdade.

Klaus sabia do que ela estava falando, mas aquilo não era real, era apenas uma maldita alucinação de sua mente covarde e apavorada. Bastava acorda para que tudo desaparecesse. Nada nunca fora tão simples assim.

Não precisava estar ali, não queria estar ali e então não o faria. Decidindo então pôr um fim naquilo tudo, Klaus encheu-se de coragem e dirigiu-se firme e seguro a garota, fantasma ou qualquer outra maldita armadilha que aquilo fosse. Mas logo que seus pés moveram-se, ela estava ali, rente a ele, olhando no fundo dos olhos esverdeados, Klaus pôde sentir uma dor ser transmitida pelos olhos da garota. Ela estava sofrendo, mas do que qualquer criatura pode suportar.

– Caroline – sussurrou sem querer, era ela. Sua querida Caroline... Não era um sonho; convenceu-se de que aquilo era real e então teve certeza que seu martírio só estava começando, não eram alucinações provocadas pelo medo, eram presságios da dor e sofrimento que não tardariam a chegar. Um grito estridente percorreu o local, notas agudas, extremas. Klaus assustou-se ao perceber que a garota a sua frente gritava em uma agonia dilacerante, o corpo pálido chocou-se contra a água tão repentinamente que o híbrido mal pôde esboçar qualquer reação, a garota fora tragada pelas águas, que antes cristalinas, agora se tornaram turvas, manchadas de escarlate, sangue brotava do local onde o corpo caíra e também jorrava abundantemente das paredes, o cheiro pútrido do liquido espesso preencheu o lugar, atingindo Klaus, que nauseou tamanha repulsa, o sangue nunca o enojara como agora.

Recuperando-se do asco, abaixou-se rapidamente na esperança de recuperar o corpo de Caroline, as mãos entraram em contato com o sangue, buscando pelo fundo que deveria estar próximo, já que os pés não estavam encobertos nem até os tornozelos, mas pelo contrário do esperado, havia uma extensa profunda, buscou por alguns minutos, já se questionando do que estava a fazer. De repente, sentiu algo prender sua mão, puxando com uma força sobre humana, fazendo seus joelhos encontrarem-se com o líquido asqueroso, tentou resistir para não ser afogado naquela inundação sórdida, usou todas as suas forças, mas não por muito tempo, sentiu seu corpo em contato com o liquido quente e logo seu rosto foi imerso e o ar faltou-lhe nos pulmões, levantou-se num súbito, sugando ar com força, sentindo o corpo ao seu lado mover-se preguiçosamente incomodado com o movimento abrupto. Klaus observou a cena a sua volta, reconhecendo a decoração já familiar do quarto na mansão Mont Ciello.

Caroline dormia tranquilamente ao seu lado, deitada de bruços, tinha as costas nuas o delicado lençol lhe cobrindo até os quadris. O híbrido suspirou resignado, observando a jovem ao seu lado. Levou as mãos aos cabelos, puxando-os, como fazia sempre que estava preocupado. Esfregou o rosto com força, como se tentasse despertar e talvez fosse isso, tentava acordar daquele maldito pesadelo. Afastou as cobertas mais pesadas, e usou um dos lençóis para cobrir sua nudez, levantou lentamente, tentando não acordar Caroline, que já se tranquilizara novamente, falhando, a garota despertou, virando-se sobre o colchão e esticando-se felinamente, um sorriso manhoso nos lábios atestava toda a realização daquele momento, Klaus também estava feliz, mas do que já fora em toda sua vida, mas a preocupação era latente, expressa ali, no rosto do híbrido, em seu cenho franzido e sorriso torto.

– Bom dia... – cumprimentou Caroline, sonolenta.

– Oi, amor – cumprimentou um Klaus inquieto, vestindo-se rapidamente, direcionando um olhar furtivo a garota desnuda que se movendo lentamente se sentava rente à cabeceira da cama, os seios expostos. Havia tanta entrega que os pudores eram ignorados.

– Vai sair? – Indagou a loira, espreguiçando-se tal como um felino ainda embalado pelas manhas do sono.

– Sim, tenho alguns assuntos sérios a tratar, mas prometo que não levará uma hora inteira – Klaus afirmou, segurando entre os dedos um hobby de seda, o qual levou aos ombros de Caroline, em um gesto respeitoso que a agradou muito. Posicionou-se melhor, para que ele pudesse manejar a peça sobre seus braços e colo. As mãos másculas apertaram-lhe firmemente os ombros, com certo pesar no toque. Caroline colocou os cabelos de um lado dos ombros, para que ele pudesse arrumar o colarinho rendado da peça em seu pescoço. Os dedos tocavam a pele sensível, os deliciosos arrepios tomando-a, as mãos tocaram a clavícula e então ela pôde sentir os lábios enredarem a pele descoberta da nuca, inclinou-se sobre o corpo forte, sentindo seu ventre palpitar desejoso e seu coração descompassar delirante, tal como nos ápices de seus prazeres. A garota virou-se de supetão, colando os tórax que inflavam de acordo com a pressão do diafragma contra os pulmões. Os lábios juntaram-se, de inicio num toque suave, torturante, mas havia muita paixão a ser comedida. O que é como cercar o fogo que avassala qualquer barreira que impeça sua potência. Mas Klaus o fez, interrompeu o beijo de maneira tão sobressaltada que fez Caroline fita-lo com o cenho franzido em descontentamento e confusão.

– Eu preciso mesmo sair amor, perdoe-me, sim? – Klaus, afastou-se, não sem antes beijá-la na testa, em gesto tão frio, que não pôde sequer julgá-lo fraterno. Caroline fechou o hobby, enlaçando a fita de cetim em volta da cintura, firmando-a em um nó único, meio frouxo. Os pés delicados tocaram a lã tratada do carpete pêssego, o branco dos tornozelos confundindo-se ao fundo pálido da parede atrás de si. Apoiou-se no criado mudo de cerejeira ao sentir uma leve vertigem, que passara despercebida pelo híbrido que, atentava-se em abotoar depressa os botões da camisa branca sobre o peito.

– Klaus... – O fremir das cordas vocais embaraçado com o chiar da língua chocou-se contra os tímpanos sobrenaturais, que conseguiam distinguir cada mínima nota, grave, rouca ou aguda. Aquela frase martelava em sua mente, desde que o ouvira escapar dos lábios do espectro medonho que outrora vira em sonhos malignos. A realidade de um ato era tão palpável quanto à do outro.

– Está tudo bem? – Caroline indagou, exprimindo preocupação ao tom agora melancólico. Mas algo, algo vibrante, poderoso e incômodo dentro de si bradava à plenos pulmões: “Não, não está nada bem! Mexa-se! Faça algo, ele desconfia. Não permita!” Aquilo se debatia dentro dela de tal maneira que ela pôde sentir suas entranhas esmagarem-se num aperto sufocante. Mas uma vertigem dessa vez mais forte, e percebida de imediato por Klaus que sentiu os dedos comprimirem seu ombro, pedindo auxílio. Klaus a segurou firme, levando-a de volta a cama. Seu semblante tornando-se preocupado. –Querida, está se sentindo bem? – indagou segurando o rosto pálido entre os dedos.

Caroline o fitou, seus olhos semicerrados. Mordeu levemente o lábio inferior, como se assim, a vestigem pudesse ir embora.

– O que há de errado? – Klaus voltou a perguntar, dessa vez, acariciando o rosto da loira levemente. Esta fechou os olhos, como se aproveitasse do toque, como se este pudesse acalmar-lhe.

Subitamente, um queimar subiu-lhe o corpo. Dessa vez, forte. Arqueando o corpo no colchão, Caroline sentiu-se delirante. Em chamas. Aturdido demais, Klaus levantou-se, perguntando-se o que havia acontecido com a loira que se debatia levemente com pequenos gemidos de dor.

Este correu até fora do quarto, tão aturdido e desesperado, até seu escritório, pegando do fundo de uma pequena geladeira no canto mais distante uma pequena bolsa reserva de sangue.

Tão logo, estava de volta ao quarto, assistindo uma Caroline ainda mais pálida do que o normal suspirar doentiamente fraca. Sem esperar muito mais, Klaus arrancou a pequena tampa da embalagem, expremendo esta sobre os lábios da loira. Tão logo, as veias saltitaram salientemente sob os olhos, enquanto esta bebia da bolsa.

Um longo instante de expectativa se passou, enquanto Klaus mantinha suas mãos como conchas sobre a mão pálida e gélida de Caroline. Sentiu-se quase desesperado. E se o sonho tivesse sido algum maldito aviso? Sentiu seu corpo estremecer, apenas com a maldita ideia de que aquilo se tornasse realidade.

Os olhos de Caroline se fecharam, e ela adormeceu durante aquele tempo. O híbrido se perguntou se não deveria ficar ali, com ela, zelando seu sono. Suspirou pesadamente. Estava com medo de que toda dor se repetisse.

Cerca de alguns longos minutos, Klaus já havia desmarcado tudo o que tinha de ser feito naquele dia. Apenas se manteve por perto, enquanto assistia Caroline dormir profundamente. Seu peito subindo e descendo levemente. A expressão de ternura nunca deixara o rosto do Original.

Foi em meados do tempo longo e exaustivo que se mantivera sentado na poltrona afastadamente, que Niklaus pôde enfim por sua mente em dia, seus pensamentos voavam tão distraidamente que mal notara o tempo passar. Apenas o fizera quando notou a mão de Caroline se mexer quase que imperceptível. Caroline abriu os olhos, um sorriso fraco ao vê-lo.

Klaus correu até esta, sentando-se junto a cama, segurando-lhe a mão com ternura.

– Como está se sentindo? – perguntou ele, sua voz profundamente calma e rouca.

– Eu... Eu não sei... – ela respondeu-lhe, em um gaguejo. Klaus sorriu levemente, afagando-lhe agora o rosto pálido e frio. Ele levantou-se, beijando sua testa.

– Vai ficar tudo bem... – prometeu. E enquanto fazia pequenas promessas, não notou o leve serpentear sob a pele pálida da loira. Alguma coisa negra e aparentemente maligna ali. Esta subiu-lhe pelo corpo, restejando-se. E quando o filete chegou ao pescoço da loira, esta arfou violentamente, como se de repente, todo o ar tivesse sido tomado de seu corpo.

Caroline agarrou-se à camisa branca de Klaus, pedindo silenciosamente por ajuda. Aturdido, o híbrido a assistiu engasgar-se sem ar e em uma tosse, tornando a pele ainda mais pálida. Quase que azulada.

– Caroline?! – ele exclamou desesperado, levantando a cabeça da loira, para que assim, pudesse fazê-la respirar coerentemente. Inutilmente. O gesto a fez engasgar ainda mais, dessa vez, cuspindo sangue. Sangue este que havia engerido mais cedo.

Horrorizado, Klaus a assistiu cuspir todo o líquido vermelho, manchando o hobby de seda e a camisa branca do Original. E, quando ela terminou de vomitá-lo, Klaus a enrolou em seus braços, aninando-a contra seu peito. Ele acariciou-lhe os cabelos, tão preocupado. Havia uma desespero em seu rosto.

– Vai ficar tudo bem... – ele murmurava vez ou outra, enquanto acariciava o cabelo da loira, colocando este para trás em um gesto carinhoso. Caroline agarrou-se ainda mais à camisa do híbrido, cravando suas unhas nos braços deste. O rosto da loira coberto pelas lágrimas. Outra vez, a loira voltou a vomitar o sangue.

Em um rompante, a porta se abriu, e Elijah adentrou esta. O mais velho assistiu a cena horrorizado, enquanto Klaus tentava inutilmente, acalmar Caroline, tentando fazê-la parar de pôr tanto sangue para fora do corpo.

– Niklaus... – Elijah começou, indeciso.

– Vá chamar Margareth! – exclamou o híbrido em desespero, notando que todo o sangue não parava de sair. Sem muito mais, Elijah desapareceu do quarto. – Vai ficar tudo bem, querida...

Em resposta, Caroline gemeu de dor, sentindo suas veias queimarem ainda mais. Em instantes, Elijah adentrou ao quarto, com Margareth sendo segurada pelo braço. Ela viu a cena, horrorizada, enquanto se aproximava da cama.

– Oh, Deus... – ela murmurou, parecendo notar algo que ninguém ali havia notado. – Ela está... – sussurrou a bruxa aproximando-se de Klaus que aninhava Caroline de forma protetora em seus braços, a morena estendeu o braço afim de tocar na vampira, mas Caroline levantou os olhos para esta, de forma ameaçadora, fazendo-a se afastar num ímpeto. E alguma coisa estalou entre as duas. Alguma coisa que todos ali, exceto Klaus, haviam notado.

– Faça alguma coisa! – ordenou o híbrido, em um grito. Margareth se mexeu insegura, aproximando-se ainda mais da cama, extremamente silenciosa.

– Dê sangue a ela – disse a bruxa, simplesmente. Klaus a fitou, enraivecido.

– Ela tomou sangue! Ela está assim porque bebeu do maldito sangue! – raiva borbulhava do híbrido, fazendo veias se alterarem em seu pescoço.

–Sangue vivo, direto da veia. – Magh afirmou em uma voz grave, sustentando uma expressão sombria.

– Faça o que ela está dizendo, Niklaus... – disse Elijah, de forma impassível, embora seus olhos mostrassem o quão assombrado e preocupado estava.

– Ela irá morrer se não o fizer – disse Margareth, sua voz dura. E, assentindo uma vez, Klaus obedeceu, encostando a loira contra seu peito novamente, aninhando-a em uma posição para que assim, pudesse morder seu próprio pulso e dar-lhe seu sangue.

– O que está fazendo? – Elijah interviu antes de o processo ser concluído.

– Você tem ideia melhor? Talvez Margareth queira se voluntariar? – sentenciou Klaus de maneira ríspida, com a voz imersa em agressividade, levando o pulso aos lábios da garota desfalecida em seus braços.

Caroline tomou deste, por alguns longos instantes, enquanto Margareth e Elijah — de onde esses estavam, podiam ver o filete negro serpenteando por sob a pele da loira.

Elijah mandou em direção à Margareth uma pequena careta que deixava claro seu recado de "precisamos conversar" para a bruxa. Quando Caroline soltou-se do pulso do loiro, fechou os olhos, sentindo-se totalmente enjoada. Mas daquela vez, tão empanturrada com todo o sangue do híbrido, sentiu suas bochechas corarem, assim como seu estômago e garganta encherem-se de forma boa. Não parecia que iria colocá-los para fora novamente.

– Com licença – disse Magh, saindo do quarto e sendo seguida por Elijah. Klaus não se importou, enquanto acariciava a face da loira. Perguntando-se se aquilo daria certo.


[...]



Bonnie Bennett pressionou os olhos com força, seu rosto pressionado sobre o peito largo de Jeremy. Ela quase se pegou sorrindo por tê-lo por perto. Tinha medo de em um universo alternativo, onde ele não pudesse voltar para casa. Para seus braços, onde tudo pudesse desmoronar por completo. Onde enfim pudessem ficar juntos.



Estranhamente, a imagem de Caroline não saia de sua mente, talvez por isso, ela não conseguisse pregar os olhos. Jeremy fez um pequeno som, fazendo-a quase suspirar.


Quando tornou a fechou os olhos, viu os azuis de Caroline, embora esses ora fossem frios, ora fossem tristes, como se pedissem por ajuda. E, novamente, quando sentiu-se perto do sono, avistou uma grande pira em chamas. O calor era tão intenso que Bonnie acreditou estar vivendo aquilo. Havia espíritos por todos os lados, estes controlavam algo em uma língua morta. E, quando desistiu de descobrir quem eram os donos daqueles espíritos, deu-se ao trabalho de enfim olhar para a pira em chamas, e ter um pouco mais de sorte. Ali, de olhos fechados e uma palidez ainda mais sobrenatural, Bonnie sentou todo seu corpo arder em uma dor profunda. O corpo pertencia a Caroline...

E, na tentativa vã, a morena tentou se aproximar, mas seu corpo não se mexeu um centímetro à frente, foi quando ela notou os olhos da loira se abrirem de forma sombria, encarando-a quase arrogantemente torturados.

– Me ajude... – escutou o sussurro carregado pelo vento até seus ouvidos, foi quando Bonnie Bennett teve certeza que alguma coisa realmente ruim havia acontecido com Caroline.

[...]

Antes mesmo de alcançar as escadas da casa, Margareth sentiu seu braço se puxado pela mão de Elijah. Elijah este que sempre fora tão cavalheiro para com ela, agora parecia rude e realmente um vampiro.

Ele a encaminhou em direção à biblioteca, trancando a porta em seguida. E, embora ela estivesse com medo, o que vira mais cedo a aterrorizara mais do que um grande vampiro original que sabia ser cruel quando queria.

– O que foi aquilo lá? – ele perguntou sem rodeios. Margareth abraçou seu próprio corpo, tentando manter o frio longe. A temperatura do lado de fora deveria ter caído potencialmente. Ela se perguntou se conseguiria chegar a tempo em casa e contar para sua mãe tudo o que havia presenciado antes que fosse morta.

– Eu... – ela tomou algum fôlego, tentando encontrar as palavras certas. – Aquilo...

Aquilo? – perguntou Elijah, curioso. – Refere-se à Caroline?

A bruxa assentiu uma vez.

– Não é natural... Aquilo é tudo, menos natural...

– E o que ela é? – perguntou o original.

– Eu não sei... Mas aparentemente... Ela...

– O quê ela tem? –indagou Elijah, recebendo um aceno negativo, afirmando saber tanto quanto o original.

– Eu não sei o que há de errado com ela, mas tenho certeza de que existe algo muito errado. – Magh pôs-se a caminhar pelo cômodo, apertando as mãos em nervosismo. Elijah acenou para que prosseguisse com o discurso. –Quando você aceita a natureza e os poderes que ela lhe oferece, você aprende uma coisa... Antes de qualquer uma... – continuou em um murmúrio.

– E o que seria? –Indagou um Elijah temeroso em toda sua seriedade.

– Os mortos... Eles nunca voltam. E quando voltam... Bem, não são eles mesmos... – disse a bruxa, de forma incômoda.

– E ela sabe disso? Quero dizer, Caroline? – perguntou ele. Um aceno afirmativo sentenciou o que Elijah não desejava crer, que se resignando por fim deixou escapar dos pulmões um suspiro frustrado. – Então você me diz que Caroline é algum tipo de zumbi?

– Pior. Muito pior... – choramingou Margareth, aparentando estar totalmente apavorada. Ela abaixou sua voz, para que apenas o Original pudesse escutá-la. – Se as lendas estão certas... Bem, então vocês têm a metade de Klaus aqui. Em uma versão muito pior do que ele.

Elijah arqueou uma sobrancelha negra, curioso.

– O que isso quer dizer? – perguntou por fim.

– Isso quer dizer que, quando um vampiro morre e volta... Bem, sua alma vai para o outro lado. Seu corpo volta. Sem nenhum vestígio dela...

– Como se estivesse desligado? – o original endireitou-se na cadeira onde havia se sentado, sua expressão tão sombria e dura. Sua mente trabalhando a mil. Margareth balançou a cabeça, negativamente.

– Não. Quando um vampiro está desligado, ele ainda pode voltar a ser ele mesmo... E ela, bem... Não. Eu não sei o que a fez voltar para este plano, mas seja o que for, não é Caroline e sim algum tipo de coisa... Alguma coisa muito ruim, maligna, terrivelmente maligna.


Notas finais
Então? Chocados? decepcionados? entediados? tristes? Digam-me sobre o que acharam?