Learning To Love - Aprendendo a Amar
10 Eu não consigo te amar
Notas iniciais
Não sei se eu ainda tem leitores aqui, mas se eu ainda tiver prometo nunca mais demorar tanto *chora*
As atribulações da vida são o que me impedem a escrever.
Enfim...Para as que me ameaçam via forms e twitter o capitulo está aqui suas lindas *u*
Muito obrigada pelas recomendações Julieju, Ana_Bolena, IsabellaF, Tassi_bella, Neusa Santos F e a Cecilia Ceneviva. Vocês são f*** o/
Quem curte um romance bem 'leve', mas com um toque proibido.Convido a lerem a minha nova One, ficarei feliz em tê-los lá. https://www.fanfiction.com.br/historia/218116/One_Shot_Lacos_De_Sangue
NÃO FAÇO APOLOGIA AO ABORTO.
Não repitam isso em casa é perigoso u.u
Enjoy...
‘Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas’
(Charles Chaplin)
Os braços de Edward me envolviam e me fazia esquecer nem que fosse por um minuto, tudo o que eu vivenciei até ali, contudo mesmo com todos os seus argumentos – sobre o feto- eu não desistiria de dar um fim em meus problemas.
Edward queria a qualquer custo, saber o nome do pai do feto, eu lhe contei que havia sido com um garoto da minha turma que tinha indo embora. E que estivemos juntos apenas uma vez.
Acho que ele engoliu aquele papo, pois não me importunou mais com aquilo, mas me fez jurar que eu não faria nenhuma besteira, e eu jurei, aqueles olhos azuis tocavam em minha alma, mas eu sabia que não aguentaria ficar com o feto dentro de mim. Do homem que fez meu castelo ruir, fez todos os meus sonhos se esvaírem como uma poeira. Mike arruinou a minha vida.
O ódio era mais forte que eu. Ele seria a cópia do pai, teria seu maldito gênese ruim, e eu não queria gerar um monstro em mim. Eu não suportaria vê-lo e ser mãe do filho do Mike, o meu estuprador.
Como amar alguém que foi gerado dessa forma?! Como amar alguém que nunca esteve nos meus planos?!
A resposta era a única. Não, eu não conseguiria ama-lo. Então... Se eu não o queria, não havia por que ele vir ao mundo, para me causar mais sofrimento.
Pelo menos Edward e eu estávamos bem, não trocávamos mais do que beijos e declarações, mas ainda sim, éramos um ‘casal’ apaixonado que tinha que se policiar para não acabar mostrando isso em publico.
Eu o amava e adorava todos os cuidados que ele tinha comigo, me preparava o café, mesmo que o enjoou não me permitisse degustar dos ovos com bacon fritos.
Ele passou até a se preocupar com o café que eu tomava, dizia que não era bom, no meu estado. Puff... Como se esse feto tivesse alguma importância.
Porém, eu não o contrariava, ele era o melhor homem do mundo, me respeitava, respeitava o meu espaço e os meus limites. Eu não gostava muito de ser tocada, quando o beijo levava rumos mais ousados sempre recuava, mas ele não se opunha em parar. Pelo contrario, dizia que estava tudo bem. Abraçávamo-nos e dormíamos assim, um aconchegado no outro.
Porém, nosso momento feliz, havia dias contados, vovó Esme, estava por vir. Droga eu ia para Forks, meu cerco estava se fechando, tinha que ser rápida, eu não poderia aparecer para a minha avó com aquela saliência em meu abdômen. Três meses de férias de verão, resultariam em três meses em Forks. Cinco meses de gestação. Séria tarde demais para por meus planos em pratica. Ou seria impossível interromper isso.
Tomei um banho rápido, e vesti uma roupa folgada afinal as sete semanas já estavam aparecendo em meu corpo, e havia uma leve protuberância em meu ventre e os meus quadris levemente maiores.
Sai de casa o mais rápido que pude Edward não daria aula, afinal eram as maravilhosas férias de verão, porém os professores tinham que fazer um tipo de planejamento, para volta às aulas. Caminhei por entre as ruas de Montesano, sentindo minhas pernas fraquejarem, eu tinha pavor até que a minha sombra me fizesse mal, qualquer carro que passava por entre as estradas eu via – mesmo com os vidros fechados- a cara do Mike. Liguei do meio do caminho para Alice, avisando-a que logo chegaria para resolvermos essa única pendencia antes de ir para a cidade onde meus pais foram criados e onde eu passei as minhas melhores férias.
Nós já havíamos combinado tudo, pesquisaríamos os meios mais fáceis de chegar a Ascenção, e se fosse para obter remédios Alice arrumaria um jeito de rouba-lo das coisas de sua mãe, minha amiga poderia ficar em apuros pela ajuda que estava me prestando, se tivesse outro jeito eu não a envolveria nisso, mas a baixinha era a única em que eu poderia confiar cegamente.
...
Sentei em frente ao notebook branco da apple de Alice , e acessei a página inicial e digitei ‘Métodos abortíferos’ apareceu aproximadamente dezoito mil resultados a pesquisa relacionada.
Cada situação, remédios inteligíveis, pelo fato da senhora Brandon ser médica, com certeza Alice pensaria em algo, mas o que mais chamou a minha atenção foram os métodos naturais, fáceis que eu ficava boquiaberta.
Coisas acessíveis que estavam no alcance das minhas mãos. Encontrei um blog apenas para isso. Garanto que os meus olhos brilharam tamanha a gama de jeitos que eu poderia dar no meu problema.
Mas eu sorri mesmo ao ver uma receita eficaz, bem segundo os depoimentos de quinze pessoas no tal blog era infalível. Tratava-se de um chá com um condimento que eu poderia encontrar até no armário da minha casa. Bingo!
Era um vernáculo, o Alecrim que é conhecido por seu aroma forte e gosto exótico para temperar saladas ou comidas em geral. Mas muito utilizada em muitos ramos como a perfumaria e medicinal.
Essa erva era ministradas em alguns pontos da medicina alternativa por seus princípios ativos. Porém o que me chamou atenção foi, a contra indicação em excesso, pode provocar aborto, em virtude de sua forte ação sobre útero feminino.
–Bella?! Você não acha que isso é simplesmente perigoso, para você? – perguntou minha amiga visivelmente preocupada.
–Não sei Allie, mas vou fazer um chá bem forte a cada...
–Por favor, Bella eu te apoio no que for preciso, te ajudo também... Só não me diz como vai matar esse ser frágil e inocente bebê.
Arqueei as sobrancelhas, e ela parou de falar sobre aquilo, sabendo que me incomodava tocar naquele assunto.
Os olhos de Alice eram límpidos e conseguiam transmitir tudo que ela sentia e pensava. Ela era minha verdadeira e única amiga, ela mesmo sendo contra, pelo que estava por vir, ela estava naquele momento comigo.
Era engraçado, que quando eu via nas tevês em canais informativos ou em filmes, ou simplesmente da postura da Tânia sobre o aborto, eu achava que era algo inescrupuloso, covarde cometido contra alguém que não tinha defesas. Porém agora a minha concepção de pensamento era outra. Eu não sentia remorsos pelo que estava fazendo ou ia fazer, para mim aquele era meu senso de justiça. A minha justiça. Se esse Deus que todos clamam não me ouviu, quando eu orei, implorei e me humilhei para que isso não fosse verdade, ele não me escutou, então essa era a minha vez de fazer valer a minha vontade sobre o meu corpo e sobre esse feto que em breve voltaria para onde não deveria ter saído. O inferno.
Sai dos meus devaneios quando minha barriga começou a protestar por fome.
–Alice, preciso ir para casa, a tarde nós podemos nos encontrar, para procurarmos essas ervas não é?!
–Bellinha eu acho isso muito arriscado e...
–Você vai me ajudar... Não vai Alice?! Eu preciso de você... E eu não tenho mais ninguém...O Edward não pode nem sonhar que eu vou fazer isso.
–Bella...- sussurrou segurando minhas mãos.
–Eu não posso e nem quero um filho do Mike, eu prefiro morrer Alice, morrer ao ter essa criança. Eu não escolhi que isso estivesse dentro de mim, mas posso escolher se vou tê-la ou não...E eu escolho não tê-la. – eu não me importei quando uma lagrima solitária caiu em meu rosto.
Só eu sabia o que estava sofrendo. Será que ninguém poderia pensar em mim?! No que eu sentia?! Fui estuprada, meus pais morreram e ainda tenho um feto em minhas entranhas. Eu sou apenas uma menina. Quero os meus pais de volta. A minha vida de volta.
Quero a voz da Renée ecoando pela casa, quando cantarolava enquanto fazia o jantar na parte da casa que ela mais amava. A cozinha. Ela amava cozinhar, preparar suas receitas que ela havia aprendido com a vovó Dwyer.
Quero Charlie de volta, quero sua viatura na frente da minha casa, ele sentando lendo o jornal, ou simplesmente assistindo tevê enquanto tomava sua cerveja.
Sinto falta dos meus pais namorando na cozinha. Das vezes que assistíamos filmes, nos três juntos sentadinhos no sofá ou das nossas risadas na madrugada dos finais de semana que iriamos dormir tarde, assistindo a programas de humor. Ali era o meu mundo, o meu porto seguro. Será que era difícil as pessoas entenderem isso?! EU QUERO A MINHA VIDA DE VOLTA. E ela não entra um bastardo que veio parar em mim, por uma maneira tão desgraçada. Eu não o quero, e se eu não o quero, ele não nasce.
Só que infelizmente não tenho a porra dos dezoito anos ir ao hospital assinar o termo de responsabilidade e fazer o aborto... Ou ir com autorização dos responsáveis.
O que eu iria dizer?! Vovó ou Vovô sua netinha é uma puta e vadia e deixou um cara estupra-la e agora precisa da assinatura de vocês para fazer o certo. Cortar o mal, ceifar pela raiz.
–Alice, você é a única pessoa que eu tenho ninguém mais do que você me conhece e sabe dos meus planos... Dos sonhos que eu tive de um dia casar, meu pai me levar até o altar, ter no mínimo dois filhos. – ri com a lembrança. Como eu era boba.
–Calma, Bellinha...Eu te ajudo.
–Obrigada, Alice. Você é a irmã que eu nunca tive... — abracei seu corpo pequeno, e fui abraçada com a mesma intensidade. Eu sabia que podia contar com ela.
–Você também é a minha irmãzinha Bella...- esfregou os meus braços frios tentando esquenta-los. Nosso abraço se cessou com um beijo delicado na testa.
–Alice, vamos embora que eu tenho que preparar o almoço do Edward...
–Hm...Edward?! E como vocês estão?! – perguntou sorrindo.
Olhei para ela interrogativamente, querendo saber se aquela pergunta era casual, ou se ela estava perguntando em relação a nós termos aprofundado algo.
Pois a minha amiga já sabia que estávamos juntos.
–Nós estamos bem.
Sorri, amplamente durante aquela manhã mediante aquela resposta, eu amava me referir ao Edward como nós, me dava uma sensação boa de que éramos um casal.
–Você o ama não é Bellota? –rolei os olhos, para o apelido ridículo, que vez ou outra ela usava.
–Muito... Sempre o amei Alice, só não sabia distinguir tais sentimentos. –era impossível falar do meu amor, e não falar melodiosamente.
–Ai, Bellinha, vocês são tão lindinhos juntos... Parece uma família perfeita!
–Allie, você não pode contar para ninguém. Okay?!
Ela assentiu.
Perante todos, éramos apenas tio e sobrinha – como tínhamos que ser, senão fosse um amor, maior do que os preconceitos impostos pela sociedade, nós já teríamos assumido e foda-se o mundo. — ou o Edward poderia ser processado ou a pior das hipóteses ir preso.
–BELLA...- Gritou me olhando assustada.
–O que foi Alice?!
–O bebê mexeu, tenho certeza.
Dei-lhe uma olhada cética para logo em seguida cair na gargalhada.
–Alice para de ser absurda... Por Deus!
–Sério Bellinha, eu sentir algo mexer ai. – confirmou pasma.
–Ai senhor... Alice minha barriga deu essa pequena vibração por que eu estou com fome.
–Ah... — exclamou com decepção.
–Alice esta muito recente para o feto fazer qualquer tipo de coisa em meu ventre e além do mais nem se empolga porque você sabe o que vamos fazer mais tarde.
–Sim, eu sei Bellinha... Bem vamos comer, e alimentar a minha sobrinha... Desculpa, falei sem querer.
–Okay. — dei de ombros. Não iria me importar, com aquele deslize da minha amiga.
–Almoça aqui?!
–Não, obrigada. Vou preparar o almoço do Edward.
Ela soltou um ‘Awn’ que eu preferir ignorar.
Mesmo sob os meus protestos- alegando que eu iria de pé mesmo, já que a minha casa era apenas algumas quadras da dela — Alice e seu porsche berrante me levaram para casa.
Tomei banho – agora meu corpo pedia água a todo o tempo, era como se eu pudesse, lavar toda a impureza que ainda habitava em meu corpo.- vestir uma das camisas do Edward, eram grandes, folgadas e ainda tinha o cheiro reconfortante e característico de creme de barbear, colônia e cigarro, dele.
Corri para a cozinha e comecei a preparar o nosso almoço. Eu amava cozinhar com Renée, no entanto agora estava preparando uma refeição sozinha.
Descasquei algumas batatas para fazer o purê enquanto levava o frango para o forno.
Ouvi ao longe o som de uma musica que não conseguir distinguir, há tanto tempo que eu não ouço musicas, minha casa antes era tão alegre, tanto Renée quanto Charlie, amavam cantar.
Flashback
All I Want /Joni Mitchell
Sorri. Só poderia ser a minha mãe, foi quando ouvir uma voz mais grave. Charlie. Os dois acompanhavam a música que provinha do rádio.
O som vinha da cozinha, um dos lugares que minha mãe mais amava na casa.
Entrei vagarosamente. Não queria estragar o momento dos meus pais. Eu adorava o jeito namorados que eles tinham apesar de tantos anos de casados. Eu me orgulhava dos pais que tinha.
Estaquei na porta ao vê-los dançando agarradinhos enquanto um sussurrava a canção no ouvido do outro.
Não atrapalhei o momento, fiquei ali parada apenas os admirando com um sorriso idiota nos lábios.
–Hm...Eu te amo Charlie. – minha mãe o olhou em seus olhos e beijou sutilmente seus lábios.
Meu pai sorriu e lhe devolveu o beijo, só que antes de seguir para a sua boca, ele beijou todo o seu rosto, seus olhos, nariz, cada lado das suas maçãs rosadas e por fim ...Sua boca, num beijo longo.
Meus pais eram os maiores exemplos que tinha eu tinha de felicidade. E que sim, casamentos podem dar certo ao longo dos anos.
–Humhum...- pigarreei alto, o suficiente para que aquele beijo fosse quebrado, e o abraço afrouxado.
Olharam para mim, sorrindo.
–Nossa ótimos dançarinos e cantores. – dissolvi o silencio.
–Está ai há muito tempo filha? – perguntou meu pai estendendo-me sua mão livre, já que a outra ele segurava a cintura de Renée.
–Tempo o suficiente para que eu presenciasse meus pais namorando. –brinquei.
–Que coisa filha, deixa seus coroas namorarem. – fez cara de aborrecido e me repreendeu falsamente. Com um sorrisinho no canto da boca.
–Ei... Quem é coroa aqui?- pronunciou-se Renée. –Charlie, Charlie, fique sabendo que eu dou um caldo e tanto. Não é Bella?!
–Os dois são lindos... Meus coroas mais lindos do mundo. –pulei no pescoço do meu pai o abraçando e beijando todo o seu rosto.
–Ai, meu Deus, como isso é triste. Passei nove meses grávida, carregando um serzinho na minha barriga, amamentei no meu peito....E agora isso. Prefere ao pai...Tudo bem, eu supero Isabella...Mamãe supera.
Revirei os olhos.
–Oh...Meu Deus, como eu sou dramática.- falei pulando em seu pescoço.
Ela gargalhou alto, preenchendo a cozinha com toda a sua ternura e vitalidade.
–Eu amo muito vocês...Agora vamos deixar de papo....Quem é que vai me ajudar com o jantar...Tchan Tchan, tcham...
–Estou cheia de trabalhos para entregar nas aulas...- levantei minhas mãos.
–Eu tenho que limpar minhas botas.- justificou-se meu pai.
–Dois manhosos e preguiçosos... Bem... Eu bem que ia preparar um frango ao molho de laranja e de sobremesa um chiffon de chocolate. MAS, como eu não tenho ajuda... — deu de ombros.
–Frango ao molho de laranja?!- sussurrou Charlie.
–Chiffon de chocolate?!- murmurei.
Renée apenas maneou a cabeça, enquanto fazia cara de tedio. Chantagista!
–Nós ajudamos. – papai e eu falamos ao mesmo tempo. Fazendo com que minha mãe tivesse uma crise de risos.
E assim preparamos o nosso jantar, a base de músicas, gargalhadas e muito amor.
–Eu adoro estar com vocês assim, garotas.
–Sabe... Vocês são os melhores pais do mundo. – falei rápido.
–Oh querida... Você é a melhor coisa que o Charlie e eu fizemos.
–E nos orgulhamos de ter uma filha como você, Bella... A princesinha do papai...
Flashback off...
Sai das minhas alienações com o telefone tocando alto. Corri para a sala deixando todos os ingredientes sobre a pia.
–Alô?!
–Hm...Bella?! Você esta chorando?! — Toquei em meu rosto e só ai me dei conta que estava chorando.- Esta tudo bem?! Bella você esta com dor?! – me metralhou de perguntas.
–Absolutamente nada Edward, apenas chorando pelo que se foi...Estava lembrando do papai e da mamãe.
–Hm...- soltou um suspiro pesado.- Infelizmente não poderei ir para o almoço amor, estamos fazendo a programação da escola...E como você está?!
–Bem... Vai demorar?!
–Estou me sentindo tão culpado por, não ir... Devo chegar ai, bem mais tarde, ou anoitecendo.
–Não precisa ficar assim, eu entendo amor. Olha estou fazendo aquele frango que você adora.
Ele riu baixinho.
–Que delicia, assim que eu chegar em casa como. Okay?!
–Okay.
–Bella?!
–Oi?!
–Eu te amo. – sussurrou.
–Eu também te amo.
Ótimo, Edward não viria para casa e esse era o momento certo. Disquei o numero do celular da minha amiga e esperei até ela atender na quarta chamada.
–Oi Bellota. – rolei os olhos para o apelido ridículo.
–Alice, o Edward não vem para casa. Esse é o momento, vem para cá...
Ela suspirou pesado.
–Mas já?! Bella você não quer pensar?!
–Não...Não quero pensar em porra nenhuma. Se isso for demais para você Alice, eu entendo.
–Calma, Bella...Você já tem o Alecrim?!
–Não, só tenho seco, mas na casa da senhora Weber deve ter, ela cultiva essas coisas.
–Tudo bem, Bellinha. Vou almoçar e corro para ai.
–Obrigada Allie... Não precisa correr cuidado na estrada.
–Não esquenta Bellinha.
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Sentei na bancada da cozinha para comer, porém sem a mínima vontade de ingerir. A comida se causara tão amarga em minha boca.
A minha única vontade era o quanto antes resolver aquela situação.
De repente o frango de cheiro apetitoso, tornou-se algo repugnante. O odor da comida fizera que água ácida brotasse de minha boca.
Se eu não corresse, vomitaria ali mesmo.
Assim que cheguei ao banheiro, o único tempo que eu tive foi levantar a tapa do vaso sanitário, antes de despejar o quase nada da minha refeição.
Vomitei, até meu estomago doer e a minha garganta começar a queimar por causa da bile.
Com um pouco de dificuldade, levantei-me conseguindo me arrastar até a pia, para lavar a boca, nem o cheiro ou o gosto da pasta de dente eu aguentava. Certamente depois de escovar os dentes eu vomitaria, por tanto por enquanto apenas lavaria a boca para tirar –parcialmente- o gosto horrível que impregnou no meu palato.
Sem querer esbarrei com aquela figura no espelho, eu não queria comparar aquele meu momento com aquelas cenas de filmes, em que a mocinha sofredora se olha no espelho e tem dó dela mesma, tão clichê. No entanto essa era a minha realidade, aquela refletida no espelho parecia uma caricatura malfeita de quem eu sou... Ou de quem eu já fui um dia.
Lágrimas desciam em vértices ao ver aquela figura, com cabelos desalinhados, pálida, magra, com profundas olheiras –demonstrando meu cansaço- e triste. Conjecturada a depressão.
–Hoje eu me livro de você...- eu me dei conta da intensidade de minhas palavras, foram cruéis e por um segundo meu coração perdeu uma batida. Porém, eram verdadeiras. Séria como se ele nunca tivesse existindo dentro de mim.
Joguei a água fria em meu rosto, para espantar qualquer resquício de pena que eu poderia ter do feto. Amarrei meus cabelos em um coque mal feito e segui para o meu quarto.
Sentei na ponta da cama, olhando a paisagem que se revelava por entre as janelas abertas. Calmaria... Essa tranquilidade toda fazia a minha espinha vibrar de medo.
–Não é por mal, que eu vou fazer isso.- falei referente ao aborto para o feto.- apenas não te quero...Não te amo. Você não deveria estar aqui, sei que você não pediu para estar... mas o monstro do Mike enfiou você dentro de mim, sem o meu consentimento. Você não vai nascer. – tentei não chorar enquanto falava, mas a minha tentativa foi falha. — Talvez nos encontremos em outras vidas... Eu não sei como isso funciona, mas quem sabe se você não venha a ser algo em minha vida... Coisa que nesse momento você não é... Desculpe-me não por apenas não te querer, mas por não te amar... Eu... Eu não consigo, será melhor.
Naquele momento eu estava me odiando por ser tão sentimental. Por que aquele sentimento agora?! Eu estava realmente com pena?! Ou estava me sentindo culpada pela minha escolha. Eu me sentia ultrajada por estar pensando naquela merda.
Eu não ia desistir deixar para outro dia ou hora. Esse é o momento. Minha escolha prevalecera, eu não poderia me influir com tais sentimentos errôneos. Não poderia deixar essa compaixão ou sabe-se lá que nome se dar a isso burlar algo, estragar a minha adolescência, ou vir a mudar a minha vida.
Dei por fim, aquela lutazinha ridícula interna, antes que Alice chegasse e começasse com todo aquele papo furado, que o feto não tinha culpa e blá,blá, blá...
Arrumei toda a cozinha, lavei todas as louças que eu havia usado e me pus a sentar na varanda e a esperar a minha amiga.
–Bellinha, cheguei. – Alice saltou em minha frente, rindo.
Abri a boca para perguntar de onde diabos ela saiu, mas ela me interrompeu.
–Estou aqui a um tempinho balançando a Frida.
Maneei a cabeça, só essa doida mesmo para nomear um chaveiro de dançarina de ula, ula de Frida.
–Vamos então Alice?!
–Claro.
Ela segurou firme em minha mão, e assim andamos até a casa da senhora Weber. Renée quando precisava de algum tipo de condimento falava que ela cultivava os melhores.
O tempo instável de Montesano fazia com que o vento quase gélido açoitasse nossos rostos.
Encolhi-me mais ainda puxando o cardigã para que protegesse ao meu corpo.
–Bellinha?! – falou Alice dissipando o silêncio antes quebrado apenas pelo vento que zurzia nas arvores.
–Hum...
–Você sabe que eu sou totalmente contra isso que vai fazer não sabe?!- parou um pouco para olhar-me.
Anui.
–No entanto você é a minha melhor amiga, a minha irmãzinha e tudo o que tiver ao meu alcance para não te ver sofrer, eu vou fazer. – estreitei os olhos em sua direção, sem saber o rumo que isso tomaria.
–Obrigada?!
Ela assentiu, respirando profundamente.
Alice estava sofrendo comigo. Eu me sentia mais infeliz ao ver o fardo que ela carregava. Eu e os meus problemas.
–Quando você saiu lá de casa, eu pesquisei mais coisas, e depois como quem não quer nada eu fui perguntar a minha mãe, se realmente aquilo fazia efeito e ela disse que sim, porém é muito arriscado algo pode não dar certo e a criança nascer com má formação, ou você ter uma hemorragia. – Eu nunca tinha visto Alice falar tão séria em toda a minha vida.
–Allie...
–Enfim... Se você quer acabar com essa tortura, você vai tomar o chá e depois nos faremos o banho de assento.
–Banho de assento?! – eu já tinha ouvido falarem por alto, mas sabia que era usado para mulheres que tinham algum tipo de corrimento ou infecções na genitália.
–Sim, a senhora Greene, me contou que a filha dela fez isso, mas não para abortar, até por que ela não sabia que estava gravida, mas sim por que estava com uma infecção... Com isso ela quase sofreu um aborto.
–Mas ela não sabia o que isso causava?! Alice seria muito mais fácil ela assumir que estava gravida e quisesse optar pelo o aborto?!
–Não, elas não sabiam Bella...
E na realidade eu tinha certeza que a senhora Greene seria incapaz de deixar sua filha fazer isso. Eram pessoas de boa índole, trabalhava para a família da Alice a anos, mas a criança... A criança não havia sido abortada ela nascerá com má formação.
Como se lesse o meu pensamento, Alice continuou.
–Infelizmente o netinho da senhora Greene nasceu com má formação fetal.
–Merda... Só o que me faltava, além de não conseguir abortar, ter uma criança doente. — praguejei. Alice olhou-me pasma, deve ter sido pela acidez em minha voz.
–Bella...
–Allie...- respirei fundo. – vamos antes que a senhora Weber saia.
Puxei-a pela mão e caminhamos rapidamente pelas ruas escorregadiças da circunvizinhança.
Logo chegamos à porta de cores verdes envelhecidas e que não combinavam em nada com a casa cor de salmão das paredes da casa antiga. Uma das mais velhas do bairro.
Chupei uma respiração profunda por entre os lábios e bati na porta duas vezes, antes de uma senhora com expressões faciais asiáticas me atendesse com um sorriso gentil nos lábios finos.
–Boa tarde senhora Weber. – Alice e eu falamos em uníssono.
–Boa tarde garotas....A Ângela não está, ela saiu com a Jéssica. – Falou em seu tom gentil.
–Não viemos falar com a Ângela senhora Weber, nós viemos falar com a senhora. — começou Alice.
–Comigo?! – assentimos. – Então...Entrem garotas. – afastou-se da porta para nos dar passagem.
–Senhora Weber... A senhora ainda cultiva plantas, hortaliças essas coisas?! – perguntou Alice. Eu até então permanecia calada, apenas contorcendo minhas mãos uma na outra como uma maneira de conter o suor de nervosismo que molhavam minhas mãos.
–Sim, querida... Mas por quê?
–É que nós precisamos de alecrim frescos.
Eu estava agradecida a Alice mentalmente por ser ela a tomar a frente da situação.
–Hm... Ah sim! – exclamou. – Eu ainda cultivo alecrim, o que é difícil nessa região... – como nenhuma de nós duas se habilitou para falar ela continuou. – Renée sempre vinha buscar um punhado de alecrim aqui, os frescos são os melhores para qualquer coisa.
–Minha mãe falava a mesma coisa. –pigarreei por estar a muito tempo calada.
–E como você está querida? – perguntou em sua voz doce.
–Bem, na medida do possível. – respondi um pouco desconfortável.
Era chato ter que sempre esta mentindo, ter um sorrisinho no rosto dizendo que eu estava bem, que eu estava superando. Que um dia tudo ficaria bem. Mas não, nada ficaria bem. Eu estava sendo hipócrita em fingir para as pessoas, para simplesmente me esquivar de perguntas invasivas, de olhares de pena. A garota órfã que foi estuprada e além de tudo está grávida.
Um ótimo motivo de fofoca numa cidade pequena como Montesano, eu seria vista como a putinha que abriu as pernas para um garoto, eu seria apontada como mãe solteira. Inclusive a família pudica do asqueroso do Mike que era respeitada pela moral e os bons costumes. Os Newton modelo de família unida e religiosa em toda a região.
Mike sempre foi o orgulho dos pais que se gabavam por seu filho ser aceito em mais de cinco universidades. Sorriso nos lábios, sempre solicito para todos. Falso...Filho da puta falso!
Quem deixaria de acreditar naquele monstro que se fazia de anjo, para acreditar na pequena órfã dos Cullen perturbada?! Sim agora eu era vista por pequena órfã Cullen e todos achavam que eu estava perturbada. Por simplesmente levantar pela madrugada e ficar sentada na soleira da porta olhando a viatura de Charlie, eu sei que não adianta em nada esperar por que eles não vão aparecer, mas isso me reconfortar. Fazem com que lembranças preencham minha mente. E recordações é tudo o que eu posso ter deles.
Eles ficariam tão envergonhados de mim... Eu não passava de uma puta. Se eu tivesse lutado contra ele, gritado por alguém na festa. Mas não eu fiquei calada. Deixei-o usar meu corpo de uma maneira tão vil. Eu sou tão burra!
–Você está bem, Bella?! – ouvi uma voz ao longe.
–Bella?! – meus braços foram sacudidos e eu fui puxada de volta para a minha realidade.
–Oi?! –sussurrei.
–Você parecia tão perdida em pensamentos menina. Eu me assustei.
–Desculpe-me senhora Weber, só estava pensando em algo.
–No que menina?! – perguntou de uma maneira gentil.
– Senhora Weber, o alecrim?! Nós poderíamos pegar um pouco? – salva por Alice, mais uma vez. Minha amiga sorriu sutilmente para mim e eu lhe devolvi minimamente.
–Claro querida... Por aqui.
Senhora Weber nos levou ao quintal onde havia sua pequena horta.
–Fique a vontade meninas...- ela apontou para os pés de alecrim.
Segui até a planta pegando um punhado e Alice outro, agradecemos a jovem senhora e caminhamos rapidamente até a minha casa. Tínhamos que agilizar antes do Edward chegar em casa.
...
Lavei todo o alecrim e o levei ao fogo com um pouco de água – queria que o chá ficasse forte- e outro punhado numa panela maior e com mais água para fazer o tal banho de assento.
Sentei na cadeira e pousei minha cabeça na mesa. Estava tão cansada daquilo tudo. E agora tudo acabaria...
–Bellinha está pronto. Cadê a bacia? – Alice tamborilava os dedos no tampo da mesa nervosamente.
Tomei um suspiro profundo antes de responder. Até nisso eu me sentia extremamente cansada.
–Está lá encima, no banheiro.
–Okay...Vamos subir?! – eu apenas assenti.
Alice despejou o conteúdo da pequena panela em uma xicara me entregando e o da panela grande numa jarra ambos coados e sem nenhuma folhagem.
Subimos as escadas lentamente, eu mais parecia que estava indo para forca. Meu coração estava espremido.
–Tem certeza disso?!
–Hm...Tenho.
Alice despejou o liquido com cheiro forte na bacia, e parou um pouco olhando para mim, interrogativamente.
–É para você sentar Bella... Quer que eu saia?!
–Não precisa Alice... Mas está quente, é assim mesmo?!
–Sim...Agora beba logo esse chá, é bom enquanto esta quente.
E assim eu fiz, bebi todo liquido esfumaçante da caneca de louça, sentindo uma vontade absurda de por tudo para fora. A vontade de vomitar era por vezes enorme que eu tinha que parar e por a mão na boca. Como se aplacasse a ânsia.
Levantei o vestido que usava até a altura dos seios e tirei a calcinha. Eu não tinha vergonha de ficar nua na frente de Alice. Nós já nos vimos assim inúmeras vezes quando íamos no trocar.
Posicionei-me na bacia ficando agachada na mesma.
–Bella abra seus lábios vaginais para a água entrar em contato com o introito vaginal.
E assim eu continuei aquele ritual de levar o chá até minha vagina, esfregando para que entrasse pelo o introito, por quase meia hora. Alice me ajudou a jogar, e lavar algumas coisas, antes de eu ir me deitar para o efeito fazer eficácia.
–Isso é tão...Porra, eu estou me sentindo uma monstra. – Alice não olhou nos meus olhos, o seu olhar transpassava por entre as janelas do meu quarto.
–Desculpa por te por numa situação dessas Allie.
–Você não tem culpa Bellinha...Quem tem culpa está na Califórnia.
Seu celular tocou e um sorriso bobo surgiu nos seus lábios. Ela leu a mensagem destinada a ela e virou-se para olhar-me.
–O que?! – perguntou rindo.
–Está com um sorriso idiota no rosto. – virei os olhos, brincando.
–Era o Jasper me convidando para tomarmos sorvete... Mas e vou responder que hoje não dá.
–Por quê?
–Por que eu estou lhe fazendo companhia Bella?!
–Sem essa Allie, pode ir...
–Mas, você pode passar mal, Bella... — estreitei os olhos em sua direção. Eu não queria atrapalhar sua vida, Alice estava se dedicando a mim totalmente desde a morte dos meus pais e deixando o Jasper totalmente em segundo plano. E nenhum relacionamento dar certo quando se é deixado para escanteio.
–Não vou passar Alice, qualquer coisa o Edward vai chegar logo, então...
–Hm... Eu acho que isso vai fazer efeito lá pela terceira ou quarta vez.
–Está vendo?! Não se preocupe.
–Então vou indo Bellinha...Qualquer coisa me liga. Promete?!
–Prometo.
Ela ajeitou o edredom em meu corpo, fazendo com que eu risse e saiu cantarolando. Ver a Alice feliz me deixava bem.
–NÃO SE PREOCUPE BELLOTA, EU FECHO A PORTA E BOTO A CHAVE EMBAIXO DO TAPETE. –Berrou descendo as escadas- davam para ouvir sua corridinha na madeira dos degraus. -. Se fosse para o ladrão entrar, entraria por que ela já esta dizendo em alto e bom som onde as chaves ficariam. Ri.
–OBRIGADA! – respondi de volta.
Sentei na cama, levando meus joelhos até o peito e debruçando a minha cabeça sobre eles.
Eu estava numa batalha interna de fazer aquilo e não fazer. Eu queria me libertar... Mas aquilo me parecia ser tão cruel. Ao mesmo tempo em que imergia de mim um contentamento por não ter aquilo em minhas entranhas, era assustador. Eu viraria uma assassina, que eu tanto repudiava nas outras mulheres. Como a Tânia ou qualquer outra que optasse pelo aborto, mas eu estava virando exatamente aquilo.
–O que eu faço?! – pensei alto. — Droga eu só faço merda na vida... Antes de você minha vida era maravilhosa. Você estragou a minha vida.
–Agora você fará parte do meu passado.
Limitei-me a deitar em minha cama e a cobrir meu corpo com o edredom florido rosa e verde que minha mãe comprará para suas idas até a cidade vizinha.
A exaustão e o cansaço fizeram o seu trabalho e me tragaram para a escuridão de um sono sem sonhos como nas ultimas semanas.
Acordei com um barulho no corredor, deveria ser o Edward.
Forcei meus olhos a abrirem-se, o quarto estava escuro e a janela – apesar de ver que já era noite- estava com os vidros fechados.
–Argh... — uma fisgada em meu baixo ventre me fez gemer, quando girei meu corpo.
–Bella?! – sorri, ao ouvir sua voz. Edward entrou no meu quarto segurando uma caixa nas mãos. Mas a minha atenção foi para o seu corpo, recém-tomado banho – dava para ver nos seus fios de cabelo molhados. – peito nu, vestindo apenas uma calça de moletom cinza.
–Oi...Ai.- tentei levantar, mas a fisgada em meu baixo ventre foi mais forte.
–O que foi amor?! – Edward aproximou-se de mim, beijando meus lábios vagarosamente. Sentou-se na cama puxando para encostar-se a seu peito. Ele percebeu minha careta quando ele me abraçou com mais força. — desculpa.
–Não foi nada... Chegou há muito tempo?!
–Não muito. –respondeu com a boca colada em meus cabelos.
–Hm...Nossa então você demorou hein?!- olhei para ele fazendo biquinho, o qual ele riu e beijou. –estava na escola esse tempo todo?
–Nós resolvemos tomar café depois da reunião, e conversa vai, conversa vem nós perdemos a hora. – riu.
Afastei-me um pouco do seu abraço apenas para olha-lo.
–Nós quem?- perguntei desconfiada. Eu tinha uma leve impressão de quem seria afinal esse ‘’nós’’ ligava para ele quase todos os dias.
–É a Victória, tomamos um café e ficamos jogando conversa fora, nada de importante... Ah... Eu trouxe essa caixinha de macarons, tem de chocolate, doce de leite, café, pistache, baunilha... — falou me entregando a caixa rosa bebê com os bolinhos coloridos.
Eu peguei sem vontade alguma e joguei na mesinha de cabeceira ao meu lado, eu estava me sentindo traída. Que merda é essa?! Num dia ele diz que me ama, agora fica cheio de grude com essa ai?!
O que ele pensa que eu sou?!
–Já que agora um não pode viver longe do outro. Deveriam morar juntos. – falei com ironia, afastando meu corpo do dele.
–Bella...Não seja absurda meu amor, nós estávamos falando sobre os nossos alunos, programando coisas...Para as aulas.
–Humhum... Um professor de literatura e uma de biologia PROGRAMANDO AULAS... Sei... – zombei... – Se você está apaixonado pela Victoria é só me dizer que EU SAIO DA JOGADA TITIO. — levei a mão a minha boca quando notei o meu tom elevado de voz. Mas aquele bichinho que se chama ciúmes estava impregnando minha mente tomando conta do meu coração. Já tão machucado.
Não impedi que as lágrimas descessem, estava doendo.
–Bella, nunca mais duvide de mim, você está entendendo?! CARALHO... Eu estou mandando tudo à merda só para ficar com você. Eu te amo, muito. Apesar de ser minha sobrinha, bote em sua cabeça. – segurou o meu rosto entre suas mãos. — você é o amor da minha vida princesa, eu amo você.
– Desculpe... Eu também te amo.
Seus lábios tocaram os meus levemente, para logo em seguida abocanha-la num beijo cheio de amor e desejo.
–Eu te amo Princesa... Nunca em momento algum se esqueça disso. Okay?! – assenti, sorrindo.
Aquele momento perfeito que eu lembraria para o resto da minha vida foi interrompido pelo aumento da dor em meu útero.
–Oh... Merda. – resmunguei. A dor que eu estava sentindo se assemelhava a uma cólica menstrual mega forte, daquelas que eu sentia nos primeiros meses da sua chegada.
–Está sentindo alguma coisa? – suas mãos apalparam meu corpo, como sempre fazia, para ver se havia algum machucado. Seu cenho franzindo – que se não fosse pela dor aguda, eu sorriria para ele. — seu rosto visivelmente preocupado, continuava a me analisar.
–Ai....Eu preciso ir no banheiro só isso. – desviei dos seus braços e me ajeitei para levantar, mas a dor era tão forte que não me permitia ficar sentada.
–Quer que eu te ajude a ficar de pé?! –perguntou me olhando apavorado, até eu estava ficando à proporção que a dor ia aumentando. O remédio não poderia estar fazendo efeito, eu teria que tomar pelo menos mais uns três dias.
Assenti.
Comecei a suar frio à medida que a dor se alastrava por todo o meu abdômen.
–Ai...- gemi quando fiz menção de levantar.
–Vou te levar no hospital. – tirou sua calça de moletom e vestiu rapidamente uma jeans e jogou pelos seus ombros uma camisa azul que estavam na poltrona do meu quarto.
–Não precisa. – gemi.
–Como não precisa?! Você está com dores e nem pode levantar... Você está grávida Bella.
Seus olhos conectaram-se aos meus, Edward parecia querer ler minha alma. E acho que ele teve sucesso nisso.
–Você não fez nenhuma bobagem não é?!
Eu não podia mentir para ele, Edward melhor do que ninguém me conhecia e era o único que podia ler minha alma, eu era dele e esse motivo o fazia conhecedor de mim.
–Bella....
–Oh meu Deus... – grunhi, minhas mãos foram instantaneamente para o meu baixo ventre. Havia uma pressão ali enorme, uma cólica que parecia devorar meu útero.
Edward sem dificuldade alguma se aproximou do meu corpo e ergueu-me em seus braços.
Agarrei-me em seu pescoço para ter apoio, ele sequer titubeou ao me segurar para fora da cama.
Olhamos ao mesmo tempo para o local em que eu estava deitada, e lá havia uma pequena mancha avermelhada. Sangue.
–O que você fez meu amor?! –sussurrou enquanto corria comigo para fora de casa. Eu apenas manchava a sua camisa com minhas lagrimas, pedido aos céus que tudo acabasse logo.
Notas finais
Olá pessoal...
Oh eu estou devastada com essa escolha da Bella.
Tanto ódio do feto que não tem culpa de nada...Mas temos que ver pelo lado dela,não é fácil passar pelo que ela está passando. Ter a copia da pessoa que acabou com a sua vida,não pode ser fácil. Apesar de não concordar com a escolha dela, eu a entendo.
Imagino como será pro Edward também,passar por essa situação mais ou menos pela 2° vez...
Deixem bastante comentários para encher nossa Pri de sorrisos e recomendações também caem muito bem ;)
Beijos leitores,Alexia.
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N/A: Oie...hehehe
Não sou enfermeira e nem médica para saber se essas ervas naturais são mesmo eficaz, porém recebi uma mega aula da Tassi_Peret que é enfermeira. Thanks girl.
E ai o que acharam do capitulo?! Amaram? Odiaram?!Preciso dos comentários para saber.
Mais uma vez, me desculpem pela enorme demora. Podem puxar minha orelha quando eu demorar demais =/
Deixa eu dizer uma coisas a vcs u.u
1º Sempre, sempre encontraram músicas da Joni Mitchell em minhas fics, simplesmente cresci ouvindo essa mulher.
2º Antes que me matem como é mesmo o nome da fic? Então, nem preciso falar mais nada não é?! rsrs
3º Sem comentários, eu não terei combustível suficiente para continuar com essa história. Portanto comentem muito, faz bem ao meu coraçãozinho de ficwriter. =D
Meios de se comunicarem comigo mais rápido http://www.formspring.me/PriihBeatriz
@PriihCullen
Até o próximo!
Beijos!!
Priscila =}
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