Leah - I See You

8 Capitulo 8 - Pov. Derick part.2


Notas iniciais
Eu sei, eu sei, eu sei!! Mereço uma tijolada na cara e que meu forninho seja destruido, mas realmente não pude postar!! Foi mal, muito mal mesmo, mas realmente não pude!! Desculpem-me. Mas, gente, eu reescrevi o capitulo anterior e ele está maior. Tipo, mais de 4 mil palavras, baby!! Então, antes de lerem esse deem uma passada no Capitulo 7 e releiam-o, beleza? Obrigada pelo acompanhamento lismary!! Obrigada por favoritarem Gabrielly e darah!! Super Obrigada pelos comentários Elle Swan, Mia Reedus, Stalker, AndyL, Mertriqs1, Ariah Dream, Leandra Volturi, Letícia Paixão e Terumy M W Lahote!! E gostaria de avisa-los, queridos leitores, que postarei quando der. Domingo começou a ficar apertado e estou estrapolando o prazo de entrega. Fico me sentindo mal por isso então resolvi que os dias seriam sortidos. Posso postar amanha, tanto quanto posso postar semana que vem. Mas, fiquem calmos. Não poderia ficar um mês sem postar nem se eu quisesse, pois fico horrivelmente aflita para saber se estão gostando da fic. Cazzo= Porra! Meno Male=Graças a Deus Che= Que Grazie=Obrigado Arriviamo domani, il più veloce è il meglio=Vamos chegar amanhã, quanto mais rápido melhor. Grazie al cielo=Graças aos céus lieto di incontrarvi lì= Grande prazer em conhece-la. Bem, é só isso. Espero que gostem. Boa Leitura *-----*

Já haviam se passado dois meses desde a última ligação de Sam e eu já estava começando a me preocupar. As perguntas fervilhavam em minha mente, as dúvidas e as preocupações se intercalavam em meio a culpa, mas tentava não demonstrar. Afinal, não valia a pena preocupar a todos os outros. Segui o conselho do Sr.Trizolli e tentava passar segurança e confiança ao bando e o Consigli. Até onde eu sabia, eles acreditavam. E, como se eu não tivesse tragédias suficientes no meu currículo, uma sensação angustiante tomava conta de mim. Não conseguia ficar parado, não conseguia pensar em nada sem que aquele par de olhos amendoados se materializasse na minha frente, era frustrante! Parecia que um pedaço meu estava faltando, que alguma parte minha estava perdida por aí. Aquilo me inquietava!

Fui tirado de meus pensamentos quando Sr.Trizolli resmungou:

—Não é porque te defendi aquele dia, Lobinho, que vou deixar você ficar de moleza aqui na oficina! O que está fazendo parado olhando para o nada?

Revirei os olhos para o seu mau humor.

—Já se sentiu estranho, velhote? Já sentiu que estava ficando louco?

Ele me olhou desconfiado.

—Como assim?

—Já sentiu que alguma parte sua está faltando? Como se algum pedaço seu estivesse perdido?

—O tempo todo. — Seus olhos ficaram rapidamente tristes. Mirei-o confuso e ele deu aquele sorriso de lado, aquele que não era feliz nem triste, apenas conformado.

—Quando Carmelita morreu, senti que meu mundo desabaria. Eu não sentia vontade de fazer nada, comer nada, beber nada. Queria me jogar na cama e mofar por lá. Meu coração doía tanto que desejava a morte. Naqueles dias, eu senti que um pedaço de mim havia partido e sabia que ele não voltaria nunca mais. Continuo sentindo esse vazio até hoje.

Talvez eu tenha sentido um pouco de compaixão pela sua dor. Talvez.

—Desculpe, Sr.Trizolli. Não queria lhe trazer lembranças doloridas, mas não era especificadamente desse tipo de vazio que estava falando. Não é de tristeza, é apenas angustiante. Sabe quando você está em uma roda gigante e aquele frio na barriga começa a aparecer conforme você vai chegando no alto? Aquela sensação de inquietação? Cazzo! Eu mal consigo ficar sentado quieto! Eu não durmo bem, eu não como bem, eu nem penso direito! Toda vez que faço algo me vem na cabeça aqueles olhos amend... Esquece. Você não entenderia. — Virei-me de costas para ele, olhando a rua como distração, tentando esfriar a cabeça e pegar um pouco de ar puro. Quase tive um enfarto quando respirei fundo.

Aquele cheiro delicioso, aquele cheiro do sonho, o cheiro dela. Jasmim e canela. Tão... Bom, tão maravilhoso! Estava ali, perto de mim! Porém, tão rápido quando veio ele se foi. Fiquei lá, farejando o ar, como um cachorro. Não ligava se aquela cena era cômica para os que viam, queria apenas sentir aquilo de novo. Sentir aquele espaço em meu peito quase fechado.

—O que tem de errado com você, Derick? Está mais idiota do que o normal.

Não ligando para a sua última frase, perguntei totalmente descrente:

—Vai me dizer que não sentiu?

Ele me olhou debochado.

—Senti o que?

—Não sentiu aquele perfume? Jasmim e canela. É tão exótico que seria impossível você não ter sentido!

—Eu não senti nada, lobinho. Será que Dona Stella levou-o para tomar todas as vacinas quando era bebê? Estou com sérias dúvidas.

—Eu não estou ficando louco! Tenho certeza do que senti! Você não sentiu nada, porque está velho, velhote. Seu olfato está prejudicado. — Rosnei para ele.

—Vou esquecer suas últimas frases só porque eu te provoquei primeiro. Voltando ao momento psicólogo e paciente, me conte mais sobre a dona dos olhos amendoados que te faz ficar mais idiota que o normal. — Foi a vez de ele rosnar.

—Já disse para esquecer. Isso é maluquice da minha cabeça. Eu nem a vi de verdade! — Rolei os olhos novamente.

—Como assim "não a vi de verdade"?

Balancei a cabeça em exasperação, enquanto sentava-me num banquinho de madeira.

—Eu sonhei com ela. Sonhei com ela uma vez. Uma miséria vez! E ela já tomou conta de todos os meus pensamentos. Não sei por que, mas sinto... Aqui, dentro de mim... Que ela é importante, ou vai ser importante... Sei lá! É confuso!

Surpreendentemente, Sr.Trizolli sorria. Melhor, ele gargalhava. Fechei a cara para ele. Eu aqui contando o que sentia, dizendo que sonhara com aquela deusa de olhos brilhantes e ele debochando!

—Posso saber qual é a graça? — Perguntei irritado. Depois de várias pausas para pegar ar e mais gargalhadas, ele disse:

—Você vai saber, Lobinho. Logo, logo, você vai saber. — E voltou a gargalhar novamente.

Levantei-me e fui terminar de concertar um motor, resmungando alto de propósito. Ainda ouvia ele gargalhar de vez em quando por volta de toda a tarde.

Já era tarde da noite quando fechamos a oficina. Nem me despedi de Sr.Trizolli, pois quando eu estava saindo ele teve aquela sua mais nova crise de gargalhadas e eu não estava com paciência nenhuma para gracinhas. Mamma já estava deitada quando cheguei em casa e um prato grande e quente me esperava dentro do forno. Sorri feliz pela refeição deliciosa e me joguei na cama com roupa e tudo. Dormi rapidamente e, infelizmente, sem sonhos com deusa misteriosa de olhos amendoados.

Acordei inquieto novamente. Aquele sentimento angustiante tomava conta de meu corpo e como sabia que não conseguiria dormir de novo, levantei-me, troquei de roupa, fiz café e tomei-o lentamente. Mamma ainda dormia tranquilamente em seu quarto. Fiquei olhando para o nada por alguns minutos, tentando pensar em banalidades, tentando desprender meus pensamentos das preocupações, irritações, e daqueles benditos olhos! Os minutos em que tentava diferenciar a grama verde folha, do verde oliva, passaram parecendo segundos e quando vi já estava quase atrasado para o trabalho. Sr.Trizolli já se encontrava enfiado debaixo de um fusca velho e enferrujado. Sem sair de lá, ele debochou:

—Sonhou com ela de novo, Lobinho? Como foi que você a apelidou mesmo?... Ah, sim! Deusa de Olhos Amendoados.

Rosnei para ele, irritado. Ótimo! Agora vou ter que aguentar Sr.Trizolli me enchendo! Beleza! Que beleza!

—O que tenho que fazer hoje? — Perguntei.

—Pode ficar quieto aí... Por enquanto. Eu cuido desse aqui.

Sentei-me naqueles mesmos banquinhos de madeira e fitei a rua silenciosa e calma. Lupi Luna sempre fora calma, quase uma cópia italiana de Forks, de acordo com minhas pesquisas. Poucos moradores, poucas lojas, uma escola, um hospital, velhinhas fuxiqueiras, adolescentes histéricas e cheias de hormônios, famílias tradicionais, bem... Uma cidade ultra, mega, super pequena, da qual nunca pude sair por conta de ser o alfa. Às vezes, ser o alfa é um verdadeiro pé no saco! Você não pode sair da sua cidade, pois tem um dever para com a população de humanos indefesos residentes de lá. Você não pode viver sua vida sem que o consigli interfira no meio. Você tem que viver sempre e exclusivamente em prol da matilha. Você tem que fazer isso, fazer aquilo e mais aquilo outro... Irritante!

De repente, interrompendo meu martírio mental, o toque do meu telefone começou a tocar. Fiquei um tempo procurando-o, sem saber em qual bolso havia o colocado e estanquei em meu lugar ao ver "Sam Uley" estampado no visor.

—Atenda essa porcaria logo, Abbado!

Revirei os olhos para aquela rabugice e atendi.

—Abbado.

—É o Sam, Derick.

—Sam, Meno Male! Já conversou com eles? O que decidiram? — Não pude evitar que minha voz soasse aflita ou eufórica.

—Calma, cara. Nós decidimos ajudar vocês.

che?

—O... O quê?

—Quando podem vir? Já estamos esperando vocês.

Após ouvir aquele tom divertido e aquela frase miraculosamente milagrosa, a aflição se foi e em seu lugar a segurança e gratidão tomaram conta.

Grazie! Grazie! Mio Dio, Grazie! Arriviamo domani, il più veloce è il meglio. — Não estava me importando se Sr.Trizolli estava me olhando com cara feia por estar pulando de um lado para o outro igual a um louco. Eu estava feliz! Nós vamos sair daqui!

—Derick, eu não falo italiano.

Sorri alegremente. Vou ter que me lembrar de falar inglês a todo momento quando chegarmos lá.

—Ah, claro. Eu me esqueci. Estava agradecendo continuamente e depois disse que estaremos aí amanhã, quanto mais rápido sairmos daqui melhor.

—Me ligue quando chegar no aeroporto, eu te busco.

—Claro, claro. Obrigado, cara. Estarei te devendo pelo resto da minha vida. — Disse sinceramente. Ouvi-o sorrir.

—Ficamos felizes em ajudar. — E desligou.

—Nós vamos sair daqui! Ninguém mais vai morrer! — Comemorei levantando as mãos para cima e fazendo a minha "dancinha da vitória". Sr.Trizolli encarou-me confuso.

—Conseguiu o acordo com o alfa?

Assenti entusiasmado.

—Posso voltar para casa agora? Preciso avisar os outros e comprar as passagens! Vamos, velhote, é urgente!

Ele abanou as mãos, como se me mandando ir, e sorriu.

—Vá avisar aos outros, Lobinho. Estou deixando só porque estou muito bonzinho hoje.

Revirei os olhos e sai quase voando. Mamma gritou de felicidade e depois de vários "Estou tão orgulhosa de você, figlio!" resolveu avisar o consigli. Eu liguei para os meninos e alertei-os para arrumar as malas rápido. Comprei as passagens pelo telefone e, grazie al cielo, haveria viagens com conexões para os Estados Unidos. Depois de tantas novidades e novas esperanças, joguei-me na cama tentando dormir um pouco..., mas, mal havia acabado de fechar os olhos quando senti alguém me cutucar insistentemente. Resmunguei algumas vezes para ver se a pessoa se mancava e me deixava dormir, mas ela parecia ser bem persistente.

—Deixe-me dormir! — Murmurei sonolento, colocando o travesseiro em cima da cabeça.

—Derick Alexander Abbado! Levante desta cama agora! Você quer perder o avião?!

Levantei em um pulo e corri ao banheiro. Droga, Derick! Tantos dias, tantos outros dias para você se atrasar e você resolve escolher hoje, seu idiota! E os garotos? Será que eles já estão acordados?

Madre, Klaus, Jospeh e Allan já acordaram? — Perguntei meio gritando de dentro do banheiro.

—Estão te esperando na sala, querido.

Suspirei aliviado. Pelo menos eles já estavam prontos. Terminei meu banho, peguei nossas malas e encontrei-os sentados no sofá da sala. Fiquei surpreso em encontrar apenas o Sr.Trizolli ali.

—Onde está o consigli? Pensei que eles iriam também.

—Eles resolveram ficar aqui, não deixar as raízes. Sabe como aqueles velhos são, Derick. — Klaus respondeu-me, ganhando um olhar nada amistoso de Sr.Trizolli.

Sorri assentindo, mas não pude deixar de ficar preocupado com o bem-estar deles. E se os Volturi os pegarem?

—Sei o que está pensando, Lobinho, e não quero que se preocupe com isso. Nós nos viramos.

Sorri sarcasticamente.

—Será que um bando de velhos sabe se cuidar sozinho? Tenho minhas dúvidas.

—Pare de gracinhas, alfa. É um assunto sério. Você, a partir do momento em que pisar naquele aeroporto, vai parar de se preocupar conosco e se focará apenas no bem-estar de sua madre e a matilha. A família de Klaus, Joseph e Allan, e o consigli já estão conformadas e até felizes pelo rumo da vida de vocês, e sabem do perigo que correm ao permanecer aqui em Lupi Luna.

—Você não manda em mim, Velhote. E trate de atender a todas as minhas ligações à noite, pois se não atender irei vir pessoalmente à aquela espelunca cheia de pó que você apelida de casa.

—Derick Alexander! — Mamma ofegou raivosa. Olhei-a inocentemente, enquanto via Sr.Trizolli dar uma gargalhada.

—Seu pai ficaria orgulhoso, Lobinho. Ficaria muito orgulhoso. — Seus olhos demonstravam emoção e uma onda grande de satisfação e orgulho. Senti-me com mais confiança depois disso.

Nos despedimos do Sr.Trizolli e fomos, com o carro dos pais de Klaus, até o aeroporto de San Gigmignano. Embarcamos no primeiro avião e depois de rolar de um lado a outro na cadeira por causa da inquietação que crescia cada vez mais, dormi ouvindo o leve barulho de turbinas. Após três conexões e algumas horas de viagem, pousamos em Seattle. Liguei para Sam avisando que havíamos chegado e ele disse que já estava ao caminho. Ficamos lá no aeroporto, olhando aquelas pessoas andando de um lado a outro e sorrindo das piadas idiotas de Klaus e Allan.

—Quando eles vão chegar mesmo? — Joseph perguntou pela vigésima vez. Rosnei para ele.

—Daqui a pouco, Joseph. E pare de perguntar isso ou vou deixar que Allan te dê um soco. — Sibilei nervosamente, enquanto via Allan olhar-me concordando.

—São eles, Sam? Aqueles ali? — Um garoto muito... Animado perguntou a outro homem moreno, alto e com um sorriso amistoso que eu podia jurar ser de Sam. Sorri para eles e me levantei.

—Sim, Seth. São eles.

Sam estendeu-me a mão a qual apertei-a prontamente.

—Enfim nos conhecemos pessoalmente, ãhn? Derick Abbado, prazer em conhece-lo.

—Sam Uley.

O garoto animado não aguentando a demora, pigarreou fazendo Sam olha-lo com uma sobrancelha arqueada.

—Estou surpreso por você não ter se apresentado ainda. Derick, este é Seth, ele é um dos lobos do bando.

Sorri por sua animação e disse:

—Muito prazer, Seth.

—Cara, o prazer é meu! Eu disse para minha irmã que seria muito legal vocês virem aqui, mas ela nem deu bola. Vocês vão ver, vai ser muito legal com tantos lobos em uma só reserva!

Outro garoto sorriu e mais outro bagunçou o cabelo de Seth.

—Esses são Jacob, Paul e Embry. — Disse apontando. -Temos mais lobos, mas os outros estão em Forks. E esses aí? Quem são?

Sorri e segurei mamma pelos ombros.

—Essa é minha madre, Dona Stella. Estes são Allan, Klaus e Joseph.

Todos nos cumprimentamos e depois fomos em direção ao carro. Sam havia vindo em três carros para que todo mundo coubesse. Seth praticamente exigiu que eu fosse no carro em que ele e Sam estavam e não tive como recusar à aquela bola de energia em pessoa. Jacob, Embry, madre e Allan foram em um carro e Klaus, Joseph e Paul foram em outro. Seth não parava de falar, a cada minuto ele dizia algo ou contava alguma piada que de tão idiota ficava boa. Sam era mais sério, caladão, mas era uma boa pessoa. Aliás, todos pareciam ser pessoas boas e honestas. Não entendi quando Seth me orientou a não olhar tanto para Emily quando chegássemos. Eu nem sabia quem era Emily. A reserva era bonita, tinha várias pessoas, muitas crianças e muitas casas espalhadas. Paramos em uma casa nem grande nem pequena, bonita e arrumada. O cheiro que vinha dela fez-me congelar. O mesmo cheiro. Jasmim e canela.

—O que foi, Derick? Está tudo bem? — Seth perguntou. Olhei-o duvidoso.

—Está sentindo esse perfume?

Sam me olhou desconfiado.

—Depende de qual. Tem muitos cheiros aqui.

—Não, esqueçam os outros. Concentre-se no mais forte, no mais concentrado. — Murmurei embriagado com aquele cheiro.

—O cheiro da Emily? — Sam perguntou parecendo irritado.

—Quem é essa Emily? – Perguntei, verdadeiramente confuso.

Embry riu e disse:

—É o imprinting de Sam.

Dei de ombros.

—Não sei. Só sei que é bom... Muito bom.

—Chocolate e caramelo, é esse? — Sam indagou-me sibilando.

—Não, esse não. — Vi-o relaxar instantaneamente e os outros gargalharem. -Canela e...Jasmim.

Jacob e Seth engasgaram e se olharam surpresos.

—Esse não é o cheiro estranho da Lea...- Paul interrompeu o que Embry falava com um pescotapa.

—Deixe-o descobrir sozinho.

Não entendi qual era a do segredinho, mas nem prestei atenção, aquele cheiro fazia com que arrepios subissem e descessem por meu corpo e isso era muito estranho!

Mais pessoas chegaram, conheci os imprinting dos lobos, o pai de Jacob e a mãe de Seth. Emily, a noiva de Sam, não estava em casa. De acordo com as expressões preocupadas de todos, ela não estar em casa era um fato estranho. Eles me explicaram as regras do bando, falaram sobre as rondas e sobre os parassitas bonzinhos, esclareceram o que diabos era imprinting e ficaram surpresos ao ouvirem-me dizer que na Itália a magia era chamada "Single". Allan, Joseph, Klaus e madre se enturmaram com todos e se embrenharam em conversas aleatórias. Eu não conseguia me concentrar, apesar dos assuntos parecerem não ter fim. Aquela angustia havia aumentado e aquele sentimento de pedaço faltando tinha ficado maior, super estranho! Até que alguém entrou pela porta e senti meu mundo parar.

Tudo mudou, tudo se transformou, tudo ruiu, assim que meus olhos encontraram os amendoados dela. A angustia em meu peito se foi, minha respiração se deteve e meu coração acelerou. Era ela. A deusa dos olhos amendoados de meu sonho. Não conseguia enxergar ninguém a minha volta, meus olhos decidiram se focar única e exclusivamente nela. Todas as coisas que me prendiam ao chão foram destruídas, todos os meus sentimentos, todo o meu amor pelos meus irmãos, por mamma, por meu pai, toda a culpa, toda a raiva, tudo, exatamente tudo diminuiu, dando espaço para que ela entrasse em meu peito e tomasse tudo para si. Era ela. O pedaço que estava faltando, aquela parte minha que estava perdida. Aquela pele morena, aquela boca convidativa, aquele cheiro, aqueles olhos. Dio, aquela garota! Era ela.

—Wow! — Exclamei impressionado.

—Leah! É o que eu estou pensando? — Jacob perguntou animado. –Imprinting?

Apesar de ela ter balançado a cabeça negativamente, eu sabia que havia sentido, seu olhar me dizia. Já estávamos conectados e ela sentia.

—Leah? É esse seu nome? — Perguntei querendo faze-la falar, queria ouvir sua voz.

—Sim... É. — Sua voz era a mesma do sonho. Doce, hesitante e... Sexy. Sorri. feliz como nunca estive antes. Era fácil sorrir perto dela.

—É um belo nome, combina com a dona. — Provoquei-a ganhando um corar adorável dela. Estendi minha mão, esperando seu toque, ansiando por ele.

—Sou Derick, lieto di incontrarvi lì.

Ela pareceu hesitar antes de aperta-la, mas, felizmente, aceitou o cumprimento. Senti um arrepio gostoso quando sua pele frágil entrou em contato com a minha. Porém, rápido demais, ela soltou e se afastou um pouco. Isso me incomodou. Queria-a perto de mim, bem perto de mim.

—O prazer é todo meu. — Sussurrou, abaixando a cabeça e quebrando o contato visual.

—Como sabia o que ele estava falando? — Sam indagou alegremente. –É o poder do imprinting?

—Não sei... Apenas... Entendi.

Acordei um pouco do torpor que a magia me fez ficar e constatei que haviam muitas outras pessoas na sala. Mamma me olhava emocionada, Allan, Klaus e Joseph tinham expressões maliciosas no rosto, pareciam saber o que tinha acontecido.

—Leah, você poderia parar de encarar o Derick como uma louca e conhecer os outros integrantes do bando?

Ela rosnou para ele em resposta. Sorri com aquilo e pisquei para ela, sem me importar se todos estavam vendo. Suas bochechas coraram novamente.

—Esses são Allan Andreotti, Klaus Bordin e Joseph Graziani, meus irmãos de bando. — Disse apontando para eles. –Essa é minha madre, Dona Stella Abbado. — Indiquei-a. Mamma tinha um sorriso emocionado no rosto e a analisava de maneira interessada.

—É um prazer conhecê-la, querida. — Ela disse alegremente. Pelo jeito gostara do que via.

Leah sorriu para ela e meu coração bateu mais rápido.

—O prazer é todo meu, senhora.

Mamma suspirou de forma teatral.

—Por favor, não me chame de senhora. Stella, você, sogrinha, me chame do que preferir, mas senhora não. Não sou tão velha quanto pareço.

Ela arregalou os olhos parecendo envergonhada e nervosa.

—Oh, desculpe... Eu não quis chamá-la de velha. Só... Wow... Desculpe-me.

Dona Stella deu-lhe um sorriso maroto e esclareceu:

—Estava brincando, querida. Não precisa ficar nervosa.

Vi seu corpo relaxar com aquelas palavras. Aproximei-me um pouco e ela logo se afastou, dando um passo para trás. Não gostei daquilo.

—Emily, conte a novidade para o Sam. – Falou parecendo distraída.

Emily, quase no mesmo instante, começou a pular no mesmo lugar. Sua empolgação era quase palpável.

—Eu estou grávida! — Exclamou olhando-o com expectativa.

Sam estancou em seu lugar. Seu olhar vidrado e seu corpo completamente paralisado.

—Grávida? Um filho meu? — Sua voz foi aumentando de pouco em pouco. -Eu vou ser pai? — Pegou-a no colo com os olhos felizes. –Nós vamos ter um filho? — Gritou embasbacado.

Emily revirou os olhos para ele, embora mantivesse o mesmo sorriso bobo no rosto.

—Sim, meu amor. Nós vamos ser pais.

Sam nos fitou com alegria pura brilhando no rosto.

—Eu vou ser pai! — A abraçou novamente, mas soltou-a no mesmo instante. Sua expressão era confusa. –Por que tem cheiro de vampiro em você?

Foi Leah quem respondeu:

—Ela passou mal quando vocês foram buscar a família de Derick. — Seu olhar se encontrou com o meu e gostei de ver que ela parecia tão maravilhada quanto eu. –Ela ligou lá em casa com a voz fraca, pedindo ajuda e eu vim, mas quando cheguei ela já estava desmaiada. — Os murmurinhos começaram, exclamações de surpresa e preocupação foram ouvidas por toda a sala. –Eu a peguei no colo e a levei até os Cullen, ele deu o diagnóstico, nós viemos para cá e... — Desviou os olhos e fitou seus pés. –Aconteceu.

Oh, sim, Leah. Aconteceram muitas coisas hoje.

—Por que foi até aos Cullens? – Jacob perguntou curioso.

Ela rolou os olhos.

—Eu não iria sair carregando a Emily por toda a cidade até o hospital.

—Mas precisava ir até o doutor sanguessuga? — Quill lamentou.

Vi-a rosnar novamente.

—Nenhum de vocês estava aqui. Emily estava precisando de ajuda e eu a ajudei. Doutor Cullen era o médico mais próximo e se estão incomodados, fodam-se todos! — Sua fala mal-educada e seu tom raivoso fizeram-me gargalhar. Ela era tão sexy!

—Temperamento forte, ãhn? — Perguntei apenas para provoca-la.

Deu de ombros, envergonhada.

—Okay, Leah. Obrigada por tê-la ajudado. – Sam agradeceu com um sorriso.

—Mamãe, vou para casa. Tenho que... Terminar de lavar as roupas. — Explicou enquanto ia em direção à porta. Dona Sue concordou com a cabeça. Espera ai! Dona Sue? Mãe da Leah? Então a Leah é irmã do Seth? Bom saber! Muito, muito bom saber!

—Tem ronda hoje, Leah. — Jacob avisou.

—Eu sei, Jake! – Retrucou irritada.

—Você não via sozinha hoje, Leah. — O tom dele era brincalhão.

—Como assim?

—Derick vai com você. — Esclareceu. Fiquei surpreso, mas feliz pela notícia.

—Acha que não dou conta sozinha? — Sibilou acidamente.

Ele balançou a cabeça rindo.

—Não, apenas acho que dois é melhor que um.

Escutei-a suspirar parecendo derrotada.

—Okay, okay. — Olhou para mim. –E você, não se atrase. — Ordenou.

Bati continência, como um soldado e sorri para ela.

—Como quiser, principessa.

Ganhei meu dia quando ela sorriu novamente e saiu. Seth correu em meu encontro e sorriu brilhantemente.

—Cara, cara, cara! Você vai ser o meu cunhado! Isso é incrível!

Segurei-o pelos ombros tentando faze-lo parar de pular.

—Paciência, gafanhoto. Eu nem a conheço direito.

Paul sorriu debochando.

—Duvido você conseguir ficar longe dela. Todos nós falamos a mesma coisa quando tivemos o nosso imprinting e depois não conseguíamos passar um minuto longe delas. — Abri a boca para retrucar, mas ele foi mais rápido. -E nem me venha querer retrucar, pois ela saiu faz dez segundos e estou vendo através dos seus olhos que está doido de vontade de ir atrás dela.

Sorri envergonhado. Talvez eu estivesse com vontade de correr atrás dela. Talvez.

—Vai ter a noite inteira para aguentar a raiva da Leah, Derick. É melhor ir se preparando. — Embry alertou-me.

Não entendi o que ele estava tentando dizer. Ela não iria querer me afastar, iria?

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza?? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*