Leah - I See You

42 Capitulo 42 - O Segundo Confronto


Notas iniciais
Eai, gente? Como vocês estão? Espero que tenham passado a páscoa bem e se entupido de chocolate! Eu me entupi bastante! Logo, logo chega as festas juninas e eu tô loka para comer bolo de fubá e tomar quentão e chocolate quente! QUE DELICIA, MEU DEUS! Enfiim, quero agradecer a Jennifer Blackwolf, Mrs Chappy, Evy Bianchi, Mrs Claflin, Fadruxas Nina e Beatrice, BeeGommes, Black Princess e Eme Thorne pelos comentários lindos e pela dedicação de sempre. Vocês são demais em um nível fora de série! Obrigada também a todos os novos leitores que acompanharam agora, aos já antigos que já acompanham e aqueles que recomendaram e favoritaram essa fic. Vocês são incríveis também! Prometo de dedinho que o capitulo 43 virá mais rápido! JUROOOO! Espero que gostem. Boa Leitura *------* (Comentários são legais e eu também, genteee, saber o que vocês estão achando da fic é muito bom para o andamento da história. Espero vocês nos reviews.)

Quando um trovão estrondou no céu, intensificando a chuva, ouvi as passadas com mais precisão. Alguns eram lobos, tinha certeza. O resto era bípede, passos leves que quase não faziam barulho, como se nem encostassem no solo, vampiros.

—São os nossos. Estão atrás do parasita. – Falei, embora não precisasse. Derick já devia ter sentido bem antes. -São quatro dessa vez?

—Muito bem, Principessa. Vamos nos juntar a festa. – Rick piscou para mim, logo tirando suas roupas lá mesmo, aproveitando da escuridão na qual os humanos não poderiam enxergar. Retirei meus brincos e o anel, com pesar, junto com meus sapatos, o short e a blusa. Transformando-me logo em seguida, Derick seguiu minha ação e juntos corremos em direção ao barulho.

—Se alguém roubar meu anel, juro para você que te bato. – Avisei, ouvindo o latido/risada confusa dele.

—Ninguém vai roubar seu anel, eu escondi nossas roupas.

No momento em que nos transformamos, logo consegui ouvir os meninos. Joe havia ficado protegendo as pessoas da reserva junto aos lobos menores e Jared, de acordo com Klaus. Ele não devia ter gostado muito de ter sido deixado de fora da ação.

—Klaus não quis, alguém de nós tinha que ficar. Joe é o menor, ele fica então. – Allan explicou rapidamente.

Diminuí o passo para ficar na mesma velocidade de Der. Seguia por onde ele ia, pois, apesar de ouvir o barulho que a perseguição fazia, não conseguia me orientar com clareza suficiente para segui-los sozinha.

—Klaus é melhor em uma luta direta que Joe. – Derick contrapôs, parecendo não concordar com Allan. Ainda não havíamos os encontrado. -Onde vocês estão, afinal? Perdi o rastro quando pularam o riacho. A chuva dificulta as coisas.

—Noroeste da campina, perto do laguinho. – Klaus alertou, porém, meio incerto. Allan sufocou uma risada incrédula.

—Sudoeste, stronzo! (Estúpido!) – Al corrigiu-o, nem ligando para o rosnado nada amigável de Nik.

—Concentrem-se, isso é sério. Estão mandando cada vez mais vampiros, não sabemos o que eles querem. Olhos atentos. – Der deu fim à provocaçãozinha que se instalara.

Ele aumentou a velocidade quando avistou algo em frente a uma união de arvores na mata fechada. Os animais se esconderam, pressentindo o perigo que corria solto pelo lar deles. Reconheci o pelo acaju de Klaus e o acinzentado de Allan mesmo a quilômetros de distância. Não percebi a pelagem chocolate de Jake nem Seth, nem ouvia seus pensamentos, o que deduzi ser por eles terem ficado também para a proteção de Reneesme. Klaus confirmou meu raciocínio. Pude enxergar um único capuz negro no meio de mais três vampiros de aparência normal. Embry rosnou e quase pegou o sanguessuga da esquerda com a mordida que deu.

—Vamos cercá-los. Klaus e eu contornamos e passamos a frente, já que somos os mais rápidos. Vocês continuam perseguindo por trás. O resto fica nos lados. – Sugeri quando finalmente nos postamos em formação. Allan no lado esquerdo de Rick, eu no direito, Klaus ao meu lado. Sam seguia quase colado aos calcanhares dos vampiros, fazendo linha dura para alcançá-los.

Derick bufou, discordando. O ligeiro receio que passou por sua cabeça não passou despercebido por mim. Não era como se o plano fosse ruim ou que ele subestimasse minhas habilidades, eu podia ver que não era isso. Mas sim, uma espécie de instinto protetor devido aos eventos anteriores. Minha costela já estava praticamente curada, sem a cor estranha, e sem as dores. Entretanto, ele ainda se mostrava relutante.

—Se você ficar se preocupando tanto comigo, vai perder o raciocínio sobre o que está acontecendo agora. Mantenha seu foco. – Falei, sendo um pouco mais dura do que queria. Der apenas concordou sem me questionar. Ele sabia que eu estava certa.

—Amo quando faz ele se calar. – Allan caçoou. Derick ignorou e assentiu para mim, abrindo mais espaço entre ele e Allan enquanto Nik e eu nos polarizávamos pelos cantos e esforçamo-nos na corrida. Foi difícil alcançá-los. Mais difícil ainda ultrapassá-los. Enquanto obrigava meu corpo a correr ainda mais, vi, pela visão periférica, a imagem do vampiro a um quilometro de distância tremular. Primeiro, pensei que o esforço estava afetando minha visão, ou alguma oxigenação sanguínea. Todavia, após uma segunda olhada com mais precisão percebi que sim, a imagem parecia homogênea à luz da lua, quase virtual. Arregalei os olhos ao me dar conta de que, talvez, tivéssemos caído em uma armadilha.

—Derick!

—Eu sei, vi pelos seus olhos. Continue.

Sem contestar, persisti. E quando me alinhei a Klaus em uma distância segura, fechamos o círculo e paramos. Os vampiros deslizaram pela terra em uma derrapagem onde apenas um corpo caiu com a freada brusca, levantando-se rapidamente em pose de defesa. Sam rosnou, sendo o primeiro a chegar perto da criatura. Os dentes arreganhados em ameaça, as orelhas atentas. Derick apenas observou, calado e frio, o ar tão majestoso que ficava claro quem era o alfa experiente ali.

—Sangue Abbado, reconheço o fedor. Está muito longe de casa, lobinho.

Arregalei os olhos, quase os colocando para fora. Ele o conhecia! Prestei mais atenção no parasita. As roupas negras, o cabelo sujo e bagunçado pela corrida. A cicatriz horrenda que ia desde sua bochecha até além de onde a manta escondia.

Derick não mostrou nenhuma reação. Concentrado nas figuras brancas como vampiros, com peso, passos e imagem realistas demais para uma ilusão. O vampiro se mexeu, saindo da posição de defesa, fingindo uma confiança que não lhe cabia no momento. Os dedos passaram pelos fios amarronzados, molhados pela chuva, e as imagens ao seu redor se mexeram milimetricamente. Foquei minha visão na ponta de seus dedos e vi de modo rápido um fio minúsculo, transparente e quase invisível aos olhos, ligado a todas as figuras. Um estalo soou em minha mente. Eram marionetes?

—O que mais vê, Principessa? – Rick instigou.

Antes que eu pudesse sequer pensar em mais alguma coisa, o sanguessuga sorriu. Derick enrijeceu.

—Seu avô me deu essa cicatriz. Doeu para caralho as garras dele rasgando a minha pele. Mas eu o respeito, sabe? Tem que ter muita coragem e muita força para fazer esse estrago. Foi só por isso que eu o matei rápido. Admiro homens de fibra. – Ele olhou ao redor, os olhos afiados contornando todos nós. -Sua alcateia aumentou, ãhn? Depois que pegamos alguns dos seus pensei que seria fácil acabar com todos de uma vez. Mas olha só, vocês se reproduzem como coelhos.

Der rosnou baixo, ameaçador, os ombros flexionados. Allan deu um passo à frente, louco para atacar.

—Al, não. Se ele não tivesse como escapar, não estaria aqui conversando. Tome cuidado! – Adverti, procurando qualquer coisa que denunciasse algum perigo iminente.

—Você é mais chato que seu pai, todo sério e compenetrado. Não vai ser divertido brincar com você. Talvez eu jogue um pouquinho com seu amigão aí do lado, ou com esse aqui que não para de rosnar para mim. Vá deitar, Pluto! – Debochou de Sam, que, apesar dos avisos, pulou na marionete mais próxima, levando um soco poderoso que o fez voar vários metros atrás, quebrando a formação. Embry e Paul seguiram seu alfa, investindo em direção aos outros bonecos. As árvores ao nosso redor se quebraram com o peso do corpo dos dois lobos arremessados sobre elas. O som oco fez um barulho horrível na floresta escura junto ao estrondo do trovão no céu. As marionetes voltaram a posição inicial, como soldados treinados. A ação fora tão rápida que todos ficaram paralisados. O que merda está acontecendo? Por que estão mandando talentosos? Preocupei-me quando Paul não se levantou mais.

—Eu odeio ações impulsivas. Critiquei quando Caius me mandou, ele está sendo tão impulsivo atualmente que nem o reconheço mais. Foi por uma ação impulsiva dessa que seu pai perdeu o lugar de alfa no bando, sabia? Ele deve ter sido a vergonha da família. — Alfinetou, conseguindo desestabilizar Rick. Podia ouvir todas as dúvidas que invadiram sua cabeça, afinal, desde sempre fora ensinado a ele que seu pai havia abdicado do cargo por espontânea vontade. -Fugindo daquele jeito, medroso. O primeiro de toda linhagem Abbado que foi rebaixado. Deve ter sido um baque e tanto.

—Allan, vá para perto de Leah e Klaus. Ele está de costas para eles, considera-os mais fracos que o resto. Deixe que ele pense que atacarei diretamente e quando ele baixar a guarda, ataquem as marionetes pelos fios.

Avistei Sam vindo, a pata machucada e a boca com sangue escorrendo. O ódio era evidente em seus olhos. Não consegui não me sentir apreensiva por seu estado.

Não gostei do plano de Derick também. A teoria era boa, mas algo não encaixava. Al também não aprovou, mas obedeceu mesmo assim. O vampiro não parava de tagarelar, sua falação já estava me irritando.

Rick rosnou alto dessa vez, em um aviso claro para Sam ficar de fora que não foi atendido. Quando Sam avançou novamente, Derick também foi. Klaus, eu e Allan lançamo-nos sobre as marionetes e seus fios, que balançaram e quebraram no chão com a força de nossas mordidas, porém a linha não se desfez. Não aparentava ser nada do que eu já tenha visto antes, como uma força magnética entre os bonecos que, não importava quão quebrados ficassem, sempre fazia com que as partes voltassem a se colar de novo.

Não dava para me concentrar em duas coisas ao mesmo tempo, e as imagens da luta de Derick e o vampiro não paravam de me alertar sobre o perigo que meu imprinting corria. Em um momento de distração, um boneco se revirou e me acertou com força. Não cheguei a me afastar muito, nem atravessei uma árvore como na luta anterior, mesmo assim a pancada doeu. O gosto estranho do restante do gloss em minha língua se juntou ao sabor do sangue em minha boca, em uma péssima junção.

Como em um efeito dominó, Rick se descuidou ao me ver caída e sofreu um golpe também, muito mais forte que o meu. Pude sentir a dor dele quando se chocou contra uma pedra camuflada por samambaias. Ofeguei, observando Sam já caído afastado e Embry, Allan e Nik tendo que se virar para acabar com os quatro "vampiros". Paul ainda estava desmaiado, agora em sua forma humana.

Matar as marionetes não resolvia, então, que matemos o manipulador.

—Ataque o vampiro, não as marionetes! — Gritei para Klaus, que estava mais perto do controlador.

—Eu atacaria se esses negócios me deixassem chegar perto o suficiente.

Derick e eu tivemos a mesma ideia quase ao mesmo tempo, nem precisamos nos olhar para combinarmos o próximo passo. Eles segurariam os bonecos enquanto eu e Der focaríamos no vampiro.

O Volturi, entretido na luta por sobrevivência ao seu redor, nem percebeu quando eu e Rick nos jogamos, um por um lado e o outro por outro, em sua direção, arrancando seus dois braços em um estalo que me deu nojo. O vampiro gritou e as marionetes caíram, desfalecidas. Allan deu o golpe final, arrancando a cabeça de gesso do corpo. O pequeno confronto tinha acabado, agora precisávamos voltar para La Push.

Demos um jeito de levar Paul nas costas de Allan e seguimos de volta. Sam mancava, uma ferida aberta bem feia cicatrizava lentamente em sua pata dianteira esquerda. Ele se fazia de durão, mas eu sabia que aquilo estava doendo. Rick já estava melhor, o impacto tinha realmente doído, mas estava bem. Eu também. Nesses momentos, agradecia muito pela rápida cicatrização que tínhamos.

—Foi fácil demais. Tenho certeza que ele foi só uma distração. Não consigo falar com Joseph.

Concentrei-me nos pontos positivos disso, ao invés de pensar em coisas ruins.

—Ele pode estar na forma humana. Você não consegue falar com ele quando um dos dois não está transformado. – Tentei acalmá-lo. Flashs de Joe, Seth e Jake em perigo rondando minha cabeça. Mamãe disse que sairia com Charlie, Billy e Stella hoje. Mas já estava tarde, madrugada. Ela não estaria na rua ainda, nenhum deles estaria. Porém, o sanguessuga pode ter rastreado o nosso cheiro e os seguido... balancei a cabeça, jogando fora aqueles pensamentos. Não era hora para desespero.

—Joe protegeria aqueles que são importantes para você, Principessa.— Allan intercedeu, o olhar me acalmando um pouco.

—Todos nós faríamos isso. – Nik concluiu, me aconchegando naquele sentimento de família tão bom. Meu coração apertou com a possibilidade de ele ter se machucado por, justamente, proteger aqueles que me importam. -Ele está bem também. Aprendeu a ser durão com você.

Apesar dos consolos, o temor caia por todos nós. Jared também não falava com Sam, de acordo com Der, o que nos preocupou ainda mais.

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Enquanto voltávamos para La Push, Jared se transformou e se conectou a Sam. Ele estava perto, em uma ronda de vigilância sozinho. Seu pelo estava um pouco bagunçado e seus olhos eram assustados quando, finalmente, encontramo-nos. Indícios de luta e fuga rodopiavam pela floresta ao nosso redor, indicando que os vampiros eram mais de sete ou seis. Nós, em Port Angeles, confrontamos apenas quatro.

—Joe foi atrás da vampira e do louco da cicatriz, eu fiquei para ajudar a encontrar as pessoas que desapareceram. Achei Theodore morto a quatro quilômetros daqui, Tifany ainda não encontrei. — Jared olhou para mim quando contou para Sam, e Derick repassou a mensagem para nós, porque sabia que eu reconheceria os nomes. Theodore era um grande amigo de meu pai. Não fazia parte das lendas ou do conselho, nem possivelmente acreditava que tais contos eram reais, mas ainda sim eram próximos. Quando papai morreu, ele se afastou de nossa família de um jeito um tanto quanto brusco. Tifany fazia parte daquelas que aumentavam as fofocas ao nosso redor sobre gangues e o caso de Sam, Emily e eu. Apesar disso tudo, eles não mereciam morrer desse jeito. Embora Jared não tivesse encontrado o corpo, era fato que Tifany já estava morta também. -Eles atacaram alguns campistas na floresta, alguns correram por acreditarem ser um animal silvestre louco, mas nós sabemos que se eles quisessem nenhum sobrevivente, teriam o feito. A garota e Theodore são as únicas vítimas fatais até agora.

—Espera aí, você disse louco da cicatriz? — Rick se atentou a esse fato. Lembrei-me, vagamente, que o das marionetes também tinha uma cicatriz no rosto. Mas isso era impossível, certo? Ninguém pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.

—Não pode ser o mesmo. Nós o matamos.

—Não deu para colocar fogo. Além de que há a chance de ele ter outra marionete igual a ele. — Nik pensou, assustando a todos com a possibilidade.

—Mas tinha diferença. Os bonecos não eram iguais ao vampiro, alguma coisa neles os diferenciava. E tinha também as linhas, as cordas na mão dele que controlavam os bonecos.

—Outra armadilha. — Allan concluiu. -O verdadeiro está com Joe, então. Ou os que temos aqui são apenas marionetes.

—Vamos nos separar. Leah e Niklaus, voltem para a proteção dos civis. Nós seguimos os rastros dos parasitas. — Derick comandou. Sam o olhou com irritabilidade disfarçada pelo canto dos olhos.

—Mas... — Tentei argumentar, porém Rick previu, já me interrompendo.

—Você e Klaus são os mais rápidos, podem encontrar Joseph em menos tempo se ele tiver voltado. Nós não precisamos de velocidade para rastrear os vampiros, precisamos de força. Sobraram poucos, damos conta do recado.

—Estão feridos. — Nik contrariou, concordando comigo. -Estão com a força comprometida. Observamos se há perigo e se não houver, voltamos para cá.

—Certo, como quiserem. Mas andem logo. Não temos tempo, logo, logo a chuva apaga as pistas. Já está suficientemente horrível segui-los nesse pé d'água.

Assentimos, prontificando-nos para correr. Rick acarinhou minha cabeça com a sua em despedida e logo seguiu os outros com Jared guiando. Al passou Paul para as costas de Nik, nós tínhamos que levá-lo ao doutor vampiro.

—Vamos, Principessa. Nosso caçula vai estar bem.

Embora não estivesse tão confiante, acenei que sim. Alguma coisa me dizia, dentro do meu coração, que essa não seria a última vez que nos atacariam de repente assim.

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Enquanto rondávamos pela floresta nas redondezas da reserva, percebemos que tudo por lá estava calmo demais. Encontramos alguns dos garotos mais novos, já avisados para ficarem em prontidão para qualquer ataque. Com Nik em sua forma humana, dispensamos alguns para voltarem a suas casas e mandamos outros para ficarem com Paul e o levarem até Emily, ela saberia o que fazer. Minha preocupação agora era única e exclusivamente Joseph sumido.

—Vamos fazer mais uma ronda superficial pelas bordas da reserva, só nos lugares onde sabemos ser perto de centros humanos. Até Forks e os locais de pescaria e caça. – Nik sugeriu, Rick mesmo de longe concordou. -Se não acharmos nada, encontramo-nos com eles de novo.

—Certo. – Confirmei, querendo acabar com aquilo logo.

Andamos por minutos e minutos, certificando-nos que a população estava segura. Mamãe, dona Stella, Charlie e Billy já estavam em suas camas, dormindo junto ao povoado, sem nem perceberem o perigo que corriam. Alguns caçadores andavam pelas matas, mas nos asseguramos de que eles ficariam com medo o bastante para não saírem sozinhos na mata de noite por, pelo menos, algumas semanas. Estávamos quase decidindo voltar quando, de repente, como naqueles flashs em que Rick fica muito nervoso e nossas mentes acabam se interligando de um jeito esquisito, vi por seus olhos o corpo ensanguentado de Joe e rosnados de um conflito. As falas e cenas eram muito embaralhadas para que eu pudesse entender, mas Joseph jogado de um jeito mórbido no chão foi desesperador o suficiente.

—Derick!

Ele não me respondeu. Mudei nossa rota, mesmo sem nem saber onde eles estavam.

—Precisamos encontrá-los, Niklaus! Os meninos, eles...

—Calma! Allan disse que não podemos ir para lá agora. É melhor chamarmos o sanguessuga, Joseph, ele... eu não consigo me comunicar e ele ainda está transformado.

—Você tinha visto antes? O que? Mas, como ele... eu não ouvi nada... Por que eu não...

—Nossa ligação é forte, mas não é igual a uma alcateia ainda, Principessa. Você apenas nos escuta pelos pensamentos do nosso alfa. Vamos, Joe precisa de ajuda.

Não entendi o porquê daquilo me deixar tão triste. Jake e Seth ainda não tinham dado sinal de vida, então, mesmo ainda deslocada, segui Klaus rumo a casa dos Cullens. O leitor de mentes já sabia do ocorrido mesmo sem eu ter tido a chance de falar algo ou me transformar de volta. Carlile se mostrou relutante em deixar sua esposa, neta e família desprotegida, mas meu olhar quase implorador deve tê-lo convencido. Não era hora para orgulho, meu filhotinho precisava de cuidados! Jake e Seth ficaram para ajudar na proteção dos Cullens que restaram e eu não intervi, muito menos Jacob me pediu para ficar também. Ele já devia saber que eu não obedeceria de qualquer jeito.

Nik e Derick me garantiram que já estavam chegando quando, finalmente, estávamos na casa do bando italiano. Dona Stella, acordada pelo leve tumulto em sua casa, teve a delicadeza de procurar uma roupa para mim nas coisas de Rick, enquanto Nik e Dr.Sanguessuga tiveram a decência de me darem privacidade para ficar apresentável. Não demorou muito para que eles entrassem pela porta, ofegantes, agitados e sujos. O cheiro de sangue e dor tomou conta do cômodo. Desesperei-me ainda mais ao ver o estado de nosso caçula.

—O que aconteceu com ele?! Joseph! — Exclamei, surpresa ao ver tantos machucados. O sangue pingava e se acumulava em suas roupas, preocupando-me de uma maneira fora do comum. -Rick, o que fizeram com ele?!

—Tentaram usá-lo como exemplo. Pegaram-no em uma emboscada. Quando viram que estávamos chegando perto, fugiram como os covardes que são. Pegamos um, mas está morto, não temos como extrair informações.

Nunca vi Allan usar de modos tão gentis como quando ele passou Joe de seu colo para a cama improvisada no meio do quarto. Porém, mesmo com o cuidado atípico de Al, Joe ainda ganiu de dor. Meu coração se apertou em uma bolinha minúscula.

Carlile o examinou cuidadosamente, apertando aqui e ali e limpando algumas partes com gaze. Sua expressão não era das melhores. Ele apertou uma área com mais força e Joe gritou, remexendo-se.

—É pior do que eu pensei, preciso buscar algumas coisas em casa. Quem poderia ir comigo?

Estava pronta para sugerir a mim mesma quando Rick me olhou, negando.

—Joe precisa da sua presença, é o que a sua categoria faz, o que você sempre fez. Eu vou ajudar o vam... vou ajudar Carlile a pegar o que ele precisa. Allan, venha conosco também, caso algum imprevisto aconteça. Klaus fique aqui.

Eles saíram apressados enquanto eu me abaixava perto de Joe. Seus cabelos estavam sujos de lama e sangue, e quando eu passava meus dedos por eles, mesmo de levinho, enroscavam em barro seco. Ele fungou, sentindo meu cheiro perto.

—Leah, tá doendo. – Sussurrou, quase choramingando. Seus lábios mal se abriram para as palavras saírem, sua língua parecia embolada. Passei o carinho por seu rosto, a pele dele estava quente. Mais quente que o normal, muito mais. Febre.

—Ele está com febre! – Exclamei, apreensiva. Dona Stella correu para a cozinha pegar uma bacia com água e falou brevemente sobre alguma emulsão de ervas. -Vai ficar tudo bem, Joe. Você vai ver.

Havia um machucado especialmente feio em seu olho, não o deixando abrir os olhos por completo. Temi por sua visão se prejudicar pela gravidade do ferimento.

—Eles iam me morder. Eu não deixei, não deixei! Eles era muitos... tantos, tantos. – Ele balbuciou, o suor em abundancia se misturando ao cheiro de mata de sua pele. Franzi as sobrancelhas. Nas nossas contas eram menos de quatro. Peguei a bacia com água que dona Stella me estendia e passei o pano úmido por seu rosto e pescoço, retirando a sujeira e tentando aliviar um pouco sua temperatura corporal. Suas sobrancelhas relaxaram, como se aprovasse o frescor da água.

—Você é forte. Foi muito corajoso! Agora, fique quietinho.

Ele se aquietou, não sei se tomado pelo cansaço, por minha ordem quase direta ou se pelos dois. Fiquei ao seu lado todo o tempo depois disso, desde a limpeza de seus machucados por Carlile até a parte delicada de seu estado, a hora de colocar todos os seis ossos quebrados no lugar. A clavícula fraturada de um jeito horrível foi a coisa mais pesada que eu já vi em toda a minha vida. Foi uma madrugada terrível e sem descanso, mesmo depois de agradecer a Carlile e de ouvir o ressonar, finalmente, tranquilo de Joe, ainda não consegui pregar os olhos, assustada demais com as possibilidades horrendas que nos cercavam. Ainda somos tão frágeis, mesmo com toda a preparação e treinamento. Ainda é tão fácil para eles nos quebrar, dobrar-nos. Se queremos vencer essa guerra, muitas mudanças precisam ser feitas.

—Pensei que você poderia estar com fome. — Rick deu de ombros, estendendo para mim o sanduíche precariamente embalado em papel toalha. Não me assustei, já que ele estava atrás de mim, na soleira da porta, fazia um tempo. Seu cheiro o denunciava. Sorri fraco para ele, ainda meio abalada, agradecendo com um beijo demorado em sua bochecha quando se juntou a mim no chão de seu jardim. Ele riu, aquele sorriso gostoso que sempre me deixa aérea, e eu me senti transbordar.

—Não podemos deixar eles nos ferirem desse jeito de novo. Não podemos! – Coloquei minha frustração para fora, ignorando o olhar preocupado de Derick. -Quase mataram o Joe! Por um triz não fizeram! Se vocês não tivessem chegado ele... ele poderia estar... nós temos que nos defender!

Ele passou seu braço por meus ombros em um conforto que eu não sabia que necessitava até sentir seu calor junto ao meu.

—E nós vamos! Estamos tentando, Dio sabe que estamos! Mas agora, precisamos nos recuperar para podermos ficar mais fortes. Você, principalmente. Passou a noite toda acordada, venha, vamos dormir um pouco. Joseph está bem agora.

Segui-o, devorando meu sanduíche em dois segundos. Nem vi quando adormeci, só me agarrei a pele de Derick como um bote salva-vidas e me afundei na dormência.

Notas finais
Eii, pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza? Eu sempre reviso o texto antes de postá-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*