Leah - I See You

38 Capitulo 38 - Desastre no quesito safadeza


Notas iniciais
Oii, meu anjos! Tudo bem com vocês? Atualização até que está sendo rápida por esses dias, né? Acreditem, eu também estou muito chocada. Mas acho que e por causa da rotina que, finalmente, deu uma tranquilizada. O cursinho está de férias, o trabalho deu uma maneirada, e agora estou livre para escrever todos os diaaas! Então, aproveitando essa maré de sorte e a minha inspiração que já tem rumo certo, estou borbulhando de capítulos prontinhos. Esse aqui eu preparei para o Nyah! postá-lo no agendamento, porque eu sei como o final de ano pode ser. Então, já deixei tudo preparado. Os comentários serão todos lidos e respondidos, mas as honras não serão postadas hoje por conta do agendamento. Porem, saibam que eu amo muito, muito, muito cada um que favoritou, acompanhou, recomendou e comentou em cada um dos capítulos! Vocês são demais mesmo, cara, e eu me sinto muito honrada por conhecer um pouquinho de cada um de vocês! Enfim, o próximo, também agendado, virá dia 25 e será como um presentinho para vocês. Esse cápitulo está mais leve e descontraido e junto com o próximo terminará a segunda parte da fic. Que venha a terceira! Espero que gostem! Boa Leitura *------------*

Ele me encarava como se estivesse tendo um ataque.

—E isso é muito ruim? — Perguntei, temerosa por sua reação. Se fosse algo bom ele não teria ficado tão... Assustado. Derick balançou a cabeça e me olhou nos olhos de modo intenso, o desenho desaparecendo lentamente em sua íris, e pareceu relaxar um pouco. Respirando fundo e sorrindo para mim.

—Não, mio bene. É claro que não. Desculpe se te assustei, você não é igual a eles. Daremos um jeito nisso, capito? — Ele garantiu, porém eu vi o modo como Allan e Joe me olharam estranho por um segundo.

—Então por que você ficou tão descompassado? Por que vocês estão me olhando assim? — Acusei, querendo saber toda a história. Derick e Klaus trocaram olhares, como se decidissem se me contavam ou não. -Me digam a verdade.

—Não é um defeito, Principessa. Mas pessoas com Vastus são um pouco... Difíceis de lidar, entende?

—Qual é o espanto, então? — Jake quis fazer graça. -É perfeito para ela.

Vastus é complicado. Não é muito bom para uma matilha ter um integrante com esse símbolo. — Allan jogou, suas palavras em um tom cuidadoso, como se não quisesse me magoar. -São muito poderosos e tendem a ser territorialistas e briguentos. Geralmente, canalizam seu poder na matilha e, às vezes, se torna o elo que os une. Digo as vezes porque seu poder de ligação é tão "desconhecido" — Franzi as sobrancelhas quando ele fez aspas no ar com as mãos -que pode acabar com a sintonia de uma matilha. Como uma Peeira. Já ouviu falar delas? — Neguei com a cabeça. -Peeiras são companheiras dos lobos, são seres mágicos que ajudam a manter o equilíbrio. É muito valioso para um bando ter uma peeira, pois ele acaba se tornando muito mais forte. É por isso que Vastus são evitados. O poder acaba por subir na cabeça da matilha e ela se torna gananciosa demais, havendo até guerras entre bandos rivais. É impossível prever como a energia do lobo vai funcionar, pois vareia de casos em casos. Frequentemente, sinto dizer, a sintonia é ruim e o bando se enterra em brigas, tanto externas quanto internas.

—Mas é claro que não vai ser o nosso caso, Leah. Nós damos certo juntos. — Klaus tentou contornar toda a aura estranha que Allan, acidentalmente, impôs.

—Entende? Não é tão ruim. Confiamos uns nos outros. Ficaremos seguros, todos nós. Protegeremos você.

—Falam como se ela fosse da alcateia de vocês. — Sam implicou, ainda incomodado pelo treinamento e por outra coisa que eu não conseguia entender. Derick ignorou-o, acariciou minha bochecha e selou meus lábios de leve, só num toque amoroso.

—Eu vou protegê-la independente de qual alcateia ela for. Independentemente de onde ela estiver, ou quem for o alfa que ela escolher. — Ele falou normalmente, sem nem perder seu tempo fitando-o. Os olhos fixos em mim, num juramento que eu entendi. Só Derick sabia quão preocupada eu ficava, às vezes, com o pensamento da separação no final de tudo. Suas palavras deram o conforto temporário do qual eu precisava silenciosamente. -E eu tenho certeza de que todo o meu bando concorda com a minha decisão.

—Concordamos. — Os três responderam em uníssono, sorrindo para mim. Tranquilidade se apossou um pouco de meu coração. Ficar perto deles era tão diferente da sensação de pertencer ao bando de Jake e Sam que eu não poderia nem explicar direito.

Sam bufou, dando de ombros. Derick me beijou uma última vez, agora demoradamente na testa, e se voltou às filas de lobos, retomando o treino.

Ele começou a passar uma série de exercícios complicados de velocidade, outra de luta básica, e mais outra de percurso do qual eu nem me empenhei em ouvir a explicação do benefício, pois estava preocupada demais em respirar normalmente pela falha cardíaca devido ao cansaço em meu corpo. Bem que ele havia avisado que não iria pegar leve.

Todos foram embora, praticamente, se arrastando quando Derick deu como terminado por hoje. Eu decidi ficar e esperar por Rick, assim como Allan, Joe e Klaus. Com os vampiros, o treino foi ainda mais puxado, já que o organismo deles aguentava a pressão, e muito mais voltado a técnicas de estratégia do que pelo lado físico. Fiquei muito impressionada com a verdadeira velocidade de Derick, ainda em sua forma humana, ao lutar com Jasper em um momento da tarde. Era surreal o modo como meus olhos quase se perdiam nos movimentos ultra velozes e precisos deles. Parecia um jogo extremamente acirrado de xadrez. Mas eu também via o jeito como o suor escorria por seu rosto e seus olhos demonstravam cansaço a cada vez que tinha que repetir um movimento para claro entendimento de todos. Por isso, quando me atentei a hora, chamei-o para irmos e ele nem tentou relutar, deu o treinamento como encerrado e fomos para casa.

Depois de explicar cada movimento que fizemos no treinamento para mamãe, Seth e eu subimos para descansar um pouco. Derick havia dito que demoraria um pouquinho a mais essa noite e que eu poderia esperá-lo dormindo, mas não consegui. Depois do banho, com as ervas fora de meu corpo e a faixa sem me apertar, minhas costelas deram o ar de sua graça, se repuxando e incomodando. A cor da pele já tinha voltado ao normal, mais ou menos. E, mesmo com meu organismo acelerado e a pasta de ervas de Derick, quando me esforçava demais elas ainda me davam dor de cabeça.

Outra coisa que me preocupava era o meu símbolo, o que ele poderia representar e meu sonho. Lembrava-me bem que, no tumulto do pesadelo, Derick e os meninos estavam espalhados, diferente da formação que sempre preferem, juntos. E se a minha energia desestabilizasse o que eles tinham? Passei tantos minutos imaginando o que ser Vastus traria ao nosso futuro, que até me assustei quando ouvi o barulho de Rick entrando pela janela. Olhei para o relógio na escrivaninha, o visor verde fluorescente marcava mais de uma da manhã.

—Ei, mio bene, ainda acordada? Por que não descansou? – Ele inquiriu, curioso, enquanto se aproximava e depositava alguma coisa na escrivaninha. O perfume dele, fresco pelo banho de chuva recém tomado, me fez suspirar.

—Bobagem. – Dispensei-o, abanando com as mãos. -O que trouxe?

—Trouxe uma faixa nova e uma pomada anestésica. Sei que está com dor. Desculpe ter passado exercícios pesados. Devia ter te preparado antes. Ido aos poucos. — Ri, maliciosa. E ele revirou os olhos. -Venha, tira essa blusa, vou cuidar de você.

A chuvinha fina que caía lá fora, havia molhado seus cabelos de um jeito um tanto sexy. Perdi-me em seus modos quando ele se levantou e preparou a faixa, cortando-a nos pedaços certos e mexendo na pomada caseira de Dona Stella.

—Quer que eu tire para você, Principessa? – Ele sorriu de lado, convidativo. Ergui os braços como resposta. Rick se sentou, a pomada cuidadosamente colocada em um potinho plástico descansou em minha cama ao lado das faixas. Seus dedos ágeis levantaram minha camiseta lentamente, os polegares raspando em minha pele de leve conforme o tecido me deixava. Ele suspirou ao me analisar, como sempre fazia. -Já te disseram quão linda você é? Cara, é quase um pecado. Não é possível alguém ser tão perfeita assim.

Sorri, meio tímida. Ele sempre me deixava sem graça.

—Eu acho que você precisa de um oculista, Alfa. Tipo, urgente.

Ele fechou a cara, todo o divertimento indo embora por um segundo.

—Você é linda, Leah. E é um idiota completo quem dizer o contrário. – Ditou, olhando fundo em meus olhos. -Para de se diminuir, por favor. Você é maravilhosa demais para ter uma autoestima tão baixa.

—Podemos conversar sobre isso uma outra hora? – Questionei, querendo fugir do assunto, mas sem magoá-lo. Não queria enchê-lo com minhas paranoias, ou acabar com toda a euforia pós treino que dele irradiava.

—Esse assunto ainda não acabou, mas podemos, sim.

Assenti, me deitando para que ele tivesse mais acesso. Arrepiei-me quando seus dedos com a pomada fria massagearam a pele lesionada suavemente. Conforme sua massagem progredia, a dor ia diminuindo e diminuindo até eu não sentir mais nada na região. Suspirei, aliviada.

—Melhor?

—Sim, obrigada. – Ao ouvir meu consentimento, seus toques pararam. Envergonhada como nunca pensei ficar, resmunguei baixinho: -Não para. Continua me tocando.

—Por quê? Está doendo ainda? Eu posso colocar mais da...

—Eu gosto do seu toque. – Murmurei, encarando a janela fechada do outro lado.

—Oh... uau, você é muito boa nesse negócio de flertar do nada. – Olhei pelo canto dos olhos o sorriso cafajeste dele se iluminar. -Como quiser, Amore.

Ele me fez abrir um pouco minhas pernas, só para ter espaço suficiente para se enfiar dentro delas. nos juntando, não pela primeira vez, daquele jeito gostoso. Sua boca veio para a minha de forma calma, exploratória. Seus dedos correram em minha pele, ora apertando minha cintura de modo amoroso, ora segurando meu cabelo com vontade, acelerando o ritmo do beijo. Sua língua acariciava a minha com lascívia, fazendo um calor crescente subir por meu baixo ventre. Não consegui controlar o gemido que escapou quando ele apertou forte minha coxa, me fazendo estremecer de prazer com o combo de toques.

—Baixinho, Principessa. – Ele praticamente ronronou em meu ouvido. A excitação emanando em ondas certeiras de ele para mim, de mim para ele. -Sua mãe está dormindo e Seth está na sala assistindo televisão. Não os atrapalhe.

—Não enche! – Sussurrei de volta, tentando me concentrar em algo que não fosse sua mão brincando pelo interior de minhas pernas, perto do lugar que mais clamava por sua atenção. Lava fervente era o que queimava em minhas veias. Desejo pela pele dele, pelo cheiro dele. Tentei tocá-lo também, descer minhas mãos de seus cabelos e explorar seu corpo, aqueles músculos definidos marcados pela camiseta grudada, mas ele as prendeu acima de minha cabeça, num traço rude e forte. Quase gemi com a sensação.

—Não, Amore. Devagar, lembra? Hoje é só sobre você, mio bene. – Avisou, descendo seus beijos por meu pescoço, sua língua fazendo loucuras em minha pele. Chiei com a dor prazerosa de suas mordidas fortes. Sua boca passou por minha clavícula, marcando todo pedaço de pele que encontrava.

—Derick... – Chamei por seu nome, excitada demais para sequer pensar em controlar o volume de minha voz.

Entretanto, num momento primordial desse, batidas na porta cortaram todo o clima. Derick travou em cima de mim e eu arregalei os olhos.

—Dá pra vocês pararem com essa safadeza? Eu vou dormir e não quero ouvir essas coisas! – Seth ralhou, a voz arrastada de sono. -Arranjem outro quarto para isso, pelamor!

O silêncio foi a única coisa que se ouvia por longos dois minutos, até que a gargalhada de Derick preencheu a quietude. Não consegui controlar a risada também. Rick me beijou uma última vez e saiu de cima de mim, jogando-se ao meu lado, o riso frouxo.

—Seth é um pé no saco, sério. – Xinguei-o, rindo pela cara incrédula de Derick.

—Eu acho que preciso de um banho gelado. – Der falou, se sentando e me olhando com as bochechas vermelhas. Não sei se pelas risadas, pela temperatura elevada que o instante proporcionou, ou por não querer me deixar vê-lo com uma ereção marcada nas calças. Seus olhos não conseguiam mentir para mim, e a confirmação de que era pelo embaraço da última alternativa veio por eles. Não entendi o motivo da vergonha, sabia que ele também podia sentir o cheiro da minha excitação à quilômetros. Estávamos empatados.

—Tem uma bermuda sua aqui. Pode ir tomar seu banho e acalmar seu amiguinho. – Me levantei, andando aos tropeços pelo quarto escuro até acender a luz e começar a procurar pela bermuda em meu guarda-roupas. O efeito da adrenalina ainda pinicava minha pele, eriçando meus pelos.

—Por que você não vem tomar banho comigo e acalma ele você mesma? Ele adora que façam carinho nele.

Ri, desacreditando no que ouvia. Tente achar alguém mais cara de pau que Derick Abbado e falhe miseravelmente.

—Eu sei que ele fica muito feliz toda vez que me vê, mas sinto muito. Chega de safadezas... por hoje.

Ele jogou a camiseta que usava em meu rosto como vingança.

—Vou deixar a porta aberta, caso mude de ideia e queira se juntar a nós.

—Bom mesmo, estou com uma dor de barriga daquelas e estou com preguiça de descer lá embaixo.

Ele fez uma careta impagável e se dirigiu ao banheiro.

—Meu imprinting é uma porca, Dio. Troca um homem gostoso como eu e um pênis a ponto de bala por duas horas cagando. Eu não mereço isso.

Fingi que não ouvi suas lamentações pervertidas e idiotas, embora o riso não querer me largar, e coloquei a toalha e a bermuda ao seu alcance no box. Derick era muito bom nesse negócio de distrair as pessoas de pensamentos ruins.

Notas finais
Eii, pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza? Eu sempre reviso o texto antes de postá-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*