Leah - I See You

37 Capitulo 37 - Vastus


Notas iniciais
Inhaí, amapôs, tudo bem com vocês? Sei que disse que postaria na quarta, maaas, vocês conhecem a autora aqui, né. Enfiim, o capitulo prometido está aqui e deixará um suspense delicinha para os próximos, afinal a fase das batalhas começou. Obrigada Evy Bianchi, CatrinaEvans, Mrs Claflin, Terumy MW Lahote, MaduBlackfyre, IzzyL, Black Princess, Fadruxas Nina e Beatrice, e Jennifer Blackwolf pelos comentários e pelo carinho! Vocês são demaaaais! Obrigada também a todos que favoritaram, recomendaram e acompanham essa fic! Espero que gostem! Estarei aguardando os comentários com as opiniões, gente. Tenham uma boa leitura *---------*

A semana passou voando apenas porque a expectativa era grande. O pesadelo não havia se repetido nem uma vez mais e eu estava mais calma sobre o assunto, porém ainda com um pé atrás sobre o significado dele. Derick não havia comentado nada após o ocorrido, tampouco eu o fiz, resolvendo deixar de lado, pois a empolgação de ser treinada e poder usar minhas habilidades para algo mais útil e focado quase me deixava com insônia. Todos estavam surtando! Derick e os meninos pareciam felizes por poderem voltar a treinar diariamente como faziam na terra deles.

O dia tão esperado mal amanheceu e já pulei da cama, acordando Derick com o barulho e correndo para o banheiro escovar os dentes. Ele resmungou algo que eu não entendi e voltou a dormir tranquilamente, parecendo não se afetar pelo meu entusiasmo. Terminei de arrumar meu cabelo todo farofado pelos carinhos que Der ama, e eu também, dar em meus fios e troquei de roupa, buscando algo mais confortável e que deixasse meus movimentos livres, como Derick havia me instruído noite passada. Abri as cortinas e a janela, deixando o vento frio bater direto na cama e ele resmungou mais alto, se enrolando mais no cobertor. Sacudi-o pelos ombros, tentando impedi-lo de voltar a dormir.

—Vamos, está na hora! O treinador não pode se atrasar!

Ele cobriu sua cabeça com o travesseiro, irritado. Eu ri, adorando vê-lo daquela maneira.

—Me deixe em paz!

—Nunca! Vamos, Rick! Eu estou com fome!

—Então vá comer e me deixe aqui! Não são nem sete da manhã!

—E daí? É a minha casa, minha cama, minhas regras! Vamos!

Ele suspirou profundamente, a cabeça ainda escondida e logo percebi que ele já estava voltando a dormir novamente. Chacoalhei-o de novo e ele rosnou, se levantando de modo afobado e seguindo para o banheiro com pressa, resmungando palavrões e ofensas em italiano que apenas me faziam rir.

Após ele sair, já devidamente arrumado, puxei-o pelo braço irmos, mas ele me impediu.

—Espera, espera. Eu quero te entregar uma coisa. Um presente, na verdade. — Suas bochechas tomaram um tom lindo de rosa. Seu dedo acarinhou minha pele por um segundo antes de ele procurar algo nos bolsos de sua bermuda jeans desbotada. -Nós acabamos de oficializar as coisas e eu não queria que ficasse por isso mesmo, então... Quero que fique com isso. — Disse entregando-me um embrulho chique de um tecido cinza brilhoso. Peguei-o cuidadosamente e retirei o que tinha lá dentro. Um anel pesado e, com certeza, de prata repousava agora em minha palma. Alguns detalhes desenhados com sofisticação e a pequena pedra azul davam um ar totalmente maravilhoso ao conjunto. Não era delicado, era forte e simples. Era lindo! Arfei e encarei-o surpresa.

—Derick... Isso deve ter custado uma fortuna! — Exclamei, sem saber o que dizer. Ele abanou com a mão em um gesto despreocupado.

—Não se preocupe com isso. O importante é saber se você gostou.

Mirei o anel mais uma vez, emocionada com o presente.

—Sério, Derick, ele é muito bonito, mas... Não precisa gastar seu dinheiro comigo, não deve!

Ele bufou, rolando os olhos.

—Tudo o que me pertence, pertence a você também. — Disse, indiferente. Parecendo não se dar conta do quanto suas palavras me afetaram. -Aliás, eu não comprei isso. É de família. Todos os Abbado dão a suas respectivas Single o anel da família, é uma tradição de séculos atrás. Eu mandei dar uma polida boa, ajustar o tamanho, e trocar a pedra, achei que você gostaria mais dessa. Mas, não vou ficar magoado se você disser que ele é velho, ou que não gostou... Eu só, por mais idiota que seja, queria deixar um pedaço meu com você. — Concluiu, as bochechas ainda rosadas por um constrangimento relativamente novo. Precisei de alguns segundos para assimilar tudo o que ele havia dito e, sem mais demoras, me atirei em seus braços. Apertando-o forte, sentindo seu perfume me preencher.

—Devo achar que você gostou? — Perguntou, fazendo gracinha.

—Obviamente, idiota. — Murmurei, ainda abalada, me apertando ainda mais em seus braços.

—Leah, é sério, você gostou realmente dessa coisa velha ou está dizendo isso só para me deixar feliz? — Indagou, ansioso. Me afastei sorrindo, dando um soco de brincadeira em seu ombro.

—Não chame meu presente de coisa velha, Alfa! — Briguei, fazendo um sorriso crescer em seus lábios. -Nunca ninguém me deu nada tão valoroso emocionalmente e isso valeu mais do que qualquer coisa que você poderia me dar. E, quanto a sua tentativa de deixar um pedaço seu comigo, saiba que isso você já fez. Há tempos, alias.

Ele mirou-me confuso.

—Como assim?

Sorri.

—Você está em mim, Derick. Está comigo não importa para onde eu for, para onde eu corra, ou para onde eu seja levada. Isso nunca vai mudar. — Esclareci, um pouco envergonhada com seu olhar profundo. O tom da pedra em minha mão se assemelhava muito com o azul de seus olhos. Estendi o anel para ele, que o pegou com confusão, mas logo entendeu quando também estendi minha mão para que ele colocasse em mim. O anel deslizou lentamente e se instalou com perfeição em meu dedo. Derick beijou afetuosamente o lugar e me olhou com suas safiras faiscando.

—Obrigado, Principessa.

Puxei-o para mais um abraço e beijei seus lábios com devoção, tentando passar todo carinho e gratidão existente em mim por meio dele. Ele correspondeu com a mesma intensidade, segurando-me firme pela cintura e suspirando.

—Obrigada, eu amei! Foi muito importante. — Sussurrei entre selinhos castos. -Obrigada mesmo.

—Fico feliz que gostou. — Beijou minha bochecha uma última vez e segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos. -Agora, vamos. Temos que buscar os meninos ainda.


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Derick havia achado melhor começar com os lobos, já que "não tínhamos a mínima noção do que éramos capazes de fazer". Assim, os vampiros apenas assistiam de sua sala com atenção. Rick nos organizou em fila e depois de nos passar uma série de aquecimentos tediosos, e de reclamar da minha flexibilidade, resolveu começar o treino de verdade.

—Todos prontos? — Ele perguntou. Todos concordaram. Um sorrisinho implicante apareceu em seus lábios. -Então, vamos começar. A primeira coisa que vocês têm que aprender é como controlar seu lobo, e não, — Continuou rapidamente quando viu que Sam diria algo. -Não estou dizendo do controle que vocês já têm. Quero dizer do verdadeiro poder interno de vocês.

—Como assim? — Embry inquiriu, a expressão confusa.

—Vocês estão acostumados a usar apenas suas duas formas, ou você é humano ou é lobo. Nunca tentaram ser os dois ao mesmo tempo, não é? Todos nós temos um tipo de magia interna, uma fonte de energia que nos move e faz com que possamos trocar de forma. Vocês, sem o devido treinamento, usam apenas um por cento dessa magia. Quero que busquem ela, sintam-na entre as veias, escutem-na fluindo pela pele e energizando todos os seus corpos. Quero que fiquem em paz com as duas personalidades dentro de vocês, o lobo e o humano. Encontrem equilíbrio. É um passo muito importante para a evolução de vocês. — Disse, respirando fundo e fechando os olhos. Ouvi sua respiração se acalmar e seu coração bater mais rápido, senti aquele típico puxãozinho em meu coração de quando ele se transformava e então arfei de surpresa. Ele abriu seus olhos e, bem, não era muito normal alguém ter a pupila em forma de algum tipo estranho de sharingan.

—O que caralhos aconteceu com seus olhos? — Indaguei, incrédula com o que via. Ele sorriu.

—Isso é o que acontece quando você entra em equilíbrio com seu lobo. — Respondeu ele, a voz em um tom um pouco mais grave. Aquilo me arrepiou. -Pelo que sabemos, existem doze símbolos diferentes. Cada um com um significado diferente que varia de acordo com a personalidade da pessoa. Ele identifica o que você tem de melhor e mais evoluído, como o talento em vampiros. Ele te guia no que você tem de melhor para que você estimule isso e engrandeça cada vez mais. Esse conjunto de círculos em meus olhos é magnitudo e significa grandeza. É muito incomum esse símbolo aparecer em betas ou lobos normais da matilha. Ele é, geralmente, específico para alfas. — Ele finalizou, encarando-nos com atenção. Era ligeiramente estranho ver aquilo, sério. Mas, de certa forma, até que era atraente. Ou talvez fosse meu imprinting me fazendo ficar louca. -Agora é a vez de vocês. — Os garotos reclamaram e eu neguei. Nunca conseguiria fazer aquilo. -Qual é, pessoal? Se vocês não tentarem, não irão conseguir mesmo. Vamos, tentem. Os garotos irão fazer uma demonstração, vocês observam e fazem igual depois, capito? — Ele perguntou. Assenti, um pouco ansiosa com tudo aquilo.

Os três se posicionaram mais para frente, fechando os olhos e acalmando suas respirações. O silêncio predominou por um tempo, para logo depois ser preenchido com engasgos e arfadas surpresas com o olhar deles.

—Como eu disse, cada pessoa tem um símbolo diferente de acordo com a sua personalidade. Joseph tem o trócaire, que quer dizer misericórdia. Ele pode ser explorado em relações com prisioneiros e a proteção das vilas. Allan tem annotata, a vigilância, que é muito útil em questões territoriais. E Klaus tem misneach, a coragem, que obviamente, pode ser utilizada em batalhas, estratégia e muito mais.

Vi, pelo canto dos olhos, que Klaus deixou escapar um pequeno sorriso com aquilo. Parecia se orgulhar de seu símbolo.

—Às vezes, os deuses confundem os símbolos e distribuem errado. É o que acontece com o Klaus. Olhem só, desde quando Klaus é mais corajoso que eu?! — Allan exclamou, bufando. -Eu nunca vou me conformar com isso!

Klaus mirou-o com arrogância.

—Se meter em brigas o tempo todo não te faz corajoso, Allan. Te faz um idiota esquentado apenas. Quer que eu liste cada uma das várias coisas em que sou melhor que você?

Allan rosnou com a provocação, os olhos castanhos de pupilas meia lua parecendo brilhar em um tom estranho. Derick os fitou, advertindo-os silenciosamente.

—E quais são os outros oito? — Paul questionou, curioso.

—São auxilium, a ajuda, recensere, a mudança, fidem, a lealdade, eagna a sabedoria, ketekunan, a perseverança, anteliaisuus, a generosidade. Kuolleisuus e Vastus são os mais raros de se encontrar. São símbolos não necessariamente de pessoas más, mas de modo geral são voltados a revoltas sangrentas. São mortalidade e resistência. Na minha vida, eu só vi uma pessoa com Vastus nos olhos e o encontro não foi nada amigável. — Disse ele, parecido perdido em lembranças por um segundo. -Agora é a vez de vocês. Parem de enrolar e façam!

Observei todos prenderem a respiração para depois soltarem-na quase ao mesmo tempo. E então, após longos minutos em que nada aconteceu, um por um, eles abriram os olhos. Cada um com um símbolo. Porém, logo depois, as marcas desapareceram. Como se eles tivessem perdido o foco ou o equilíbrio por um segundo. Klaus, Allan e Joseph também não tinham mais suas marcas, mas Derick sim. A dele brilhava lá, grandiosa, como seu próprio nome. Der sorriu, animado.

—Muito bom! — Exclamou ele. -Ótimo para uma primeira vez. Deu tempo de ver qual delas vocês são. Embry e Paul, vocês são fidem. — Os dois idiotas fizeram um high-five gargalhado. -Quil e Jared, Ketekunan. Jacob, magnitudo. Collin e Brady, auxilium. Seth, anteliaisuus. — Seth sorriu, feliz por seu símbolo. Rolei os olhos, era claro que ele iria ganhar aquele. Não havia pessoa mais carinhosa que Seth. -Sam, você é annotata. E Leah, Principessa, por que você não fez?

Arqueei uma sobrancelha para ele.

—Sou obrigada?

Ele sorriu aquele repuxar de lábios cafajeste.

—Claro. Faz parte integral do treinamento e, admito, estou curioso sobre o seu. — Rolei os olhos. -Ora, vamos, amore. É fácil.

Bufei e fechei os olhos. Era desconfortável, não tão fácil quanto parecia.

—Você não está se concentrando direito, Bene Mio.

Abri os olhos, irritada.

—Eu não consigo!

—É claro que consegue. — Ele riu e se aproximou por trás de mim, rodeando minha cintura com os braços e apoiando seu rosto em meu ombro. -Eu te ajudo.

Respirei fundo, buscando acalmar meu coração que batia enlouquecido.

—Feche os olhos e acalme-se....

—Mas eu já fiz isso! — Interrompi-o.

—Shii, feche. — Apesar de contrariada, fiz o que ele disse. -Sinta a floresta ao seu redor, o cheiro das plantas, ouça o canto dos pássaros, a pulsação dos seus irmãos, o rio passando pelos rochedos, a natureza em seu ciclo... Me sinta. — Murmurou, a voz rouca trazendo arrepios. E, surpreendentemente, eu senti. A pele dele contra a minha, os lábios roçando em meu pescoço, a respiração me fazendo cocegas, o coração batendo em minhas costas, a energia constante transitando entre nossos corpos. Abri os olhos e senti que algo estava estranho.

Tudo parecia estranho e normal ao mesmo tempo, eu sentia tudo e nada. O movimento do ar ao meu redor, o barulho do vento.

—Conseguiu? — A voz dele parecia mais doce que o normal, eu ouvia mais sentimento.

—Acho que sim.

—Deixe-me ver. — Falou, virando delicadamente. Meu coração se acelerou quando olhei em seus olhos, que se arregalaram quando miraram os meus, e, por um milésimo de segundo, perdi a conexão. Bufei, frustrada.

—Perdi. Eu disse que não conseguiria! — Ele abriu e fechou a boca, parecendo abismado. Fitei-o, desconfiada. -O que é?

—Você... Você... Seus olhos!

—O que foi, idiota?!

—Você é Vastus! É resistência!

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*