Leah - I See You
32 Capitulo 32 - Doce como mel.
Notas iniciais
EAE, RAPAZIADAAAA?! TUDO BOM COM VOCÊS?
Então, esse capitulo é bem grandinho (e os próximos também são) porque eu não tô estipulando tamanho e estou, literalmente, deixando fluir. Sério, eu até me assustei com a facilidade com que eu escrevi isso e os capítulos seguintes. Acho que é pela minha barraqueira interior que adora uma treta, sei lá.
Peço que entendam o lado da Leah na relação Matilha de La Push x Matilha de Lupi Luna. Quero que pensem, como já foi dito pela mesma capítulos atrás, que histórias de rancor e ódio são muito difíceis de serem esquecidas. Leah pode ter perdoado Sam e Emily, mas a relação dos três nunca mais será a mesma. Fiquem cientes disso.
Gostaria de dizer também que o bônus mudou. Bom, era para ele ter sido postado no Natal como um presentinho para vocês, porem algumas coisas aconteceram e não deu certo a minha programação, infelizmente. Então, já que o bônus seria uma interação entre Klaus e Leah em uma one separada, vou mudar os planos. Vou postar o presentinho de vocês aqui mesmo na fic (no capitulo 34, se minhas contas estiverem certas) e elaborar outra one de presente também pela enorme paciência de vocês que acompanham essa fic.
Já que o Natal passou e o clima natalino ficou, o clima é fazer algo relacionado a isso, portanto me digam se querem que a one seja de Stella e Alexander, Sebastian e Carmelita, ou algo mais família com todos os lobos de Lupi Luna juntos (todos mesmo, até os que se "aposentaram"). Esperarei ansiosa pelas dicas e ideias de vocês!
Quero agradecer a linda da xAmandaSantosx que recomendou essa história e me deixou saltitante pela casa pelas lindas palavras e os elogios muito gentis! ESTOU ALOKAAA! Obrigada, obrigada mesmo! ♥ Eu fico muitíssimo grata mesmo, sério!
Obrigada também a IzzyL, Evy Bianchi, Gabriela Gomes, Nessie Carlie Cullen, Bella Hathaway, Thaynara Gianvecchio, CatrinaEvans, Jennifer Blackwolf, Nayara, Terumy MW Lahote, Mrs Chappy, sinistra, xAmandaSantosx, the originais e crepusculo, leleleth96 e 1826mr pelos comentários maravilindos que alegram meu dia!
Espero que gostem!
Boa Leitura *---------*
FELIZ ANO NOVO, PESSOAS LINDAS!!!
(Esse é o ultimo ano da fic, ela está programada para acabar no fim de 2018 se tudo der certo. Ai, já estou chorosa!! Vou sentir muita saudade de vocês!)
Quando acordei de novo, Dr.Sanguesssuga estava me espetando suavemente na veia em uma coleta de sangue para alguns testes, acredito eu. Derick não estava mais ao meu lado e por um momento me assustei, afastando-me das mãos frias e gemendo pela dor aguda que atingiu minhas costelas.
—Calma, Leah. Ninguém aqui vai te fazer mal, mas se continuar se mexendo desse jeito, a agulha rasgará um pouco a sua veia. Derick saiu um pouco, ele logo volta. — Disse suavemente, parecendo com medo de me assustar. Aquietei-me enquanto ele fazia seu trabalho. -Como se sente?—Bem, obrigada. — Menti, querendo sair logo dali. O cheiro dele estava insuportável. Ele riu, parecendo poder ler meus pensamentos.—Você está liberada para ir embora, mas volte aqui se sentir algo estranho, ou se suas costelas ainda doerem ao passar dos dias. Tome dipirona para dores no corpo, mas nada mais que quarenta gotas ou dois comprimidos. — Receitou, mexendo em alguns papeis. Assenti, levantando-me da cama branca um pouco encabulada com tudo aquilo. Esfreguei os olhos e ajeitei meus cabelos com os dedos, meu corpo ainda estava dolorido. Pedi para usar seu banheiro e ele me auxiliou a achá-lo. Com uma educação polida, entregou-me uma escova de dentes nova e algumas roupas de Rosalie caso eu quisesse tirar o cheiro de medicamentos e suor do corpo. Aceitei apenas a escova e tranquei a porta, jogando água no rosto e trocando o gosto estranho de algodão velho na língua pelo frescor de menta da pasta dentária. —Derick pediu para que o esperasse aqui, e eu concordo com ele se estiver pensando em ir para casa sozinha. Você não pode imobilizar as costelas para que se curem mais rápido como em um braço ou uma perna, é um processo lento e que obriga repouso, apesar do seu organismo se curar rapidamente. —Bem, obrigada por... Sabe, obrigada por tudo. E eu estou em um estado perfeitamente capaz de andar até em casa sozinha. Não está doendo tanto assim. — Agradeci, olhando pela janela grande de vidro, procurando por algum sinal de lobos. A ideia de estar só em um lugar cheio de vampiros fazia minha loba se inquietar. Ouvi seu riso.—Foi uma honra, acredite. — Carlile segredou-me, orgulhoso. -Nós ainda devemos muito a você e Seth. —Sou obrigada a concordar. — Dei de ombros, já rumando a porta. —Não quer ficar mais um pouco mesmo? Esme acabou de ir à cidade, ela ficaria um pouco chateada se você saísse sem se despedir. Ela tem um carinho especial por você e seu irmão.Neguei, ainda caminhando com certa lentidão. A condição de minhas costelas não me permitia ir muito rápido. —Diga a Esme que agradeço a ela por tudo e que nos vemos em outra ocasião. — Resmunguei, querendo sair de lá logo e respirar normalmente. Ele não me impediu, nem me acompanhou até lá fora. Nenhum dos outros parasitas estavam na casa e ela se mantinha silenciosa demais. Sinistro. O perfume das árvores lavou um pouco o odor que havia se pregado em minhas narinas, mas ainda não aliviou tudo. Suspirei, feliz em ver o verde ao meu redor. -Diga a ela que nós também temos um carinho por ela. Nós dois. Mas... Mantenha discrição sobre isso. — Murmurei, sabendo que ele podia me escutar muito bem mesmo daquela distância. A risada leve e alegre dele repercutiu pela floresta. Percorri o caminho até La Push de forma lerda e conformada. A morfina e a verbena já haviam se dissolvido em meu organismo e as dores agora voltavam aos poucos, minha pele latejava contra as ervas em minha cintura. Acho que precisavam ser trocadas. Estava distraída, ainda meio zonza com tudo, e me surpreendi quando, ao invés de minha casa, meu subconsciente havia me levado a casa de Derick. Não me importei muito, só bati na porta e esperei alguém dizer alguma coisa. Dona Stella logo a abriu e me encarou com uma feição surpresa e feliz.—Minha filha, o que está fazendo aqui sozinha? Derick acabou de ir te buscar. Se desencontraram? Entre, entre! Não pode se esforçar tanto. — Tagarelou enquanto ia casa à dentro e sentava-se na cadeira da cozinha. Sentei-me a sua frente. -Como está se sentindo? Está bem? Derick já estava doido de saudades. Ele diz que não, mas sei que toda inquietação era o lobo dele querendo o seu. Afinal, mais grudados que vocês dois, só Sebastian e Carmelita no início do namoro. Os lobos estranharam. — Seu olhar caiu para o relevo das faixas embaixo de minha blusa. -Ele não me deixou trocar suas ervas, nem mesmo Dona Sue. Elas estão secas, exija que ele as troque quando ir para sua casa de noite. Não, melhor trocá-las agora. Tome um banho relaxante, acho que há uma troca de roupa sua aqui junto as coisas de Derick.Arregalei os olhos, espantada.—Como sabe que Derick...—Eu conheço meu filho, querida. — Piscou um dos olhos, sorrindo com o meu constrangimento. -E se há um lugar que ele iria toda as noites sem nenhuma falta, esse lugar seria o quarto da single dele. Quando digo que ele e o pai são muito parecidos ele reclama, Alexander também se escondia em meu quarto quando éramos mais jovens. — Ela gargalhou de repente, os olhos perdidos em lembranças distantes. -Ainda não sei como ele conseguia se enfiar dentro do meu guarda-roupa.
—Como era... — Comecei a perguntar, mas me refreei. Não queria trazer algum tipo de sofrimento a ela. Dona Stella parecia sofrer muito com a perda do marido, muito mesmo. E não era por menos. Perder um impriting era... céus, doloroso ao extremo. —Como era o quê, meu bem? Pode perguntar. — O sorriso singelo dela me fez continuar, mesmo que de modo receoso.—Como era o relacionamento dele com o pai? Ele nunca me contou ou disse qualquer coisa sobre isso. E sempre quando toca no assunto fica esquivo, parece chateado ou irritado com algo.—Oh, entendo. — Ela se remexeu, desconfortável. -Eles... Eles não se davam muito bem, sabe? Personalidades fortes em conflito, como dizia Sebastian. Discordavam em várias coisas, mas se amavam. Algumas vezes, no auge das brigas, eles passavam um pouco dos limites. Eu sempre entrava no meio, entretanto palavras tendem a machucar mais que socos... — Ela suspirou, nostálgica. -Eles nunca tiveram a oportunidade de se entenderem em uma conversa real. Acho que isso o machuca mais do que deixa transparecer. Eu tinha certeza daquilo, mas não pude verbalizar porque o barulho de risadas altas chegou aos nossos ouvidos quase ao mesmo tempo que a porta se escancarou e quatro homens risonhos entraram. Derick correu para mim assim que me viu, beijou barulhentamente meu pescoço, me fazendo rir e tentar afastá-lo de lá. —Nós fomos te buscar, mas Carlile disse que você já havia ido. Sabe que não pode se esforçar, Amore, por que não nos esperou? — Inquiriu com uma expressão séria, embora um brilho divertido e feliz cintilava em seu olhar. —Que diferença faria eu esperar vocês? Não iria me esforçar de todo jeito? — Perguntei, rolando os olhos, mas rindo novamente quando ele voltou a me atacar com seus beijos estalados. -Pare com isso! Você sabe que eu tenho cócegas!—Parei, parei. — Sussurrou, deixando um último beijinho em minha orelha. -Mas, sobre você vir sozinha, devia ter nos esperado. E se acontecesse alguma coisa com você no caminho para cá?Dei de ombros.—Não aconteceu, não é? Eu sou bem grandinha, Rick, posso me cuidar. Ele sorriu aquele sorriso de covinhas, adorável.—Eu sei que pode. Mas eu gosto de cuidar de você. Gosto muito. Sorri com seu jeito e sussurrei um "tão idiota" enquanto ele se aproximava com aquela expressão sapeca, me fazendo rolar os olhos e deixar um selar leve em sua bochecha. Allan pigarreou de modo exagerado.—Então, Principessa da nossa alcateia, como você está se sentindo? — Perguntou, ignorando o olhar fuzilador de Derick. Sorri para ele.—Estou bem melhor. Quase não sinto dores. —Isso é ótimo, Leah! Ficamos muito preocupados com você, todos nós mesmo. Tia Stella está de prova. — Joe veio ao meu lado com Klaus em seu encalço. -Me desculpe por deixá-la sozinha lá, não queria que nada de ruim te acontecesse. Acarinhei seus cabelos. O carinho que mantinha por eles apenas crescia mais e mais em meu peito. —Não foi culpa sua, Joe. Eu quem mandou você ir atrás do parasita nojento. Aliás, estou muito orgulhosa de você. Foi ótimo acabando com ele. — Levantei a mão e ele bateu nela, naquele high-five que ele adorava fazer. —Está bem mesmo, Leah? — Nik indagou-me, preocupado. Uma pontinha de culpa brilhando no olhar. -Você parecia com tanta dor e cuspia sangue, eu fiquei apavorado. —Você pelo menos podia vê-la. — Derick murmurou, apertando nossos dedos entrelaçados.—Eu estou bem, muito bem. Eu me curo rápido, melhor até que vocês. — Assegurei-os, sorrindo com toda aquela preocupação. -Fico feliz que não tenha acontecido nada sério com nenhum de vocês. —Graças a seu antigo alfa é que não foi. Por ele, nós todos estaríamos mortos se aquele fosse um ataque mais forte e organizado. — Allan falou, descruzando os braços e afagando meus cabelos com força moderada, ele não era muito bom em demonstrar carinho, mas não reclamei. -Você, principalmente. Nós ficamos felizes por ter permanecido conosco e nos ajudado, protegido a gente o quanto pode, mas seu bando não é esse e é preocupante o fato de que o seu alfa tenha deixado você sozinha em um perigo imediato. Enquanto estiver conosco, será protegida como a irmã e Principessa que é, mas o que me aflige é o que acontecerá quando não conseguirmos te ajudar a tempo. Pisquei, confusa. Não tinha parado para pensar naquilo.—Ele só se afastou porque Sam foi primeiro e a imprinting dele estava com os Cullens, é obvio que ele nem se lembraria de mim. O imprinting sempre fala mais alto. — Pensei alto. —Isso também é algo a se pensar. Quando um lobo tem um imprinting, todos da matilha se juntam no instinto de proteger o axis ou single. Todos. Isso aconteceu com a gente porque todos nós nos ligamos a você, claro que de um jeito mais forte por você ser uma loba também e por ser a nossa Principessa. Isso aconteceu com Seth porque ele seguiu Jacob para proteger a menina vampira. Mas isso não aconteceu com você. Na verdade, aconteceu o inverso. Você não ligou para a meio-a-meio. Você se preocupou com Klaus e Joe, protegeu eles. Se preocupou comigo quando me viu ser lançado pelos olhos de Derick, se jogou contra o vampiro pelo próprio Derick. Entende o que eu quero dizer? Será que você ainda tem Jacob como seu alfa?Minha boca se abriu, estupefata. Seu raciocínio tinha razão, muita razão. —Oh, eu... Eu não sei. Eu só... —Só seguiu o instinto. — Derick completou por mim. Encarei-o, perdida com tudo aquilo. -Talvez a sua loba já tenha percebido que o seu lugar é conosco, Leah. Respirei fundo, tentando colocar as ideias em ordem, mas uma pontada relativamente doída me incomodou. Rosnei baixo, levando a mão ao local dolorido. —Mas depois pensamos nisso, você ainda não está bem. — Rick afirmou, já se levantando e me pegando nos braços sem nenhum aviso prévio. Arfei, surpresa por seu ato. -Vou trocar suas faixas, ajuda a diminuir a dor.—Eu consigo andar, sabia? — Inquiri, rolando os olhos quando vi os sorrisinhos abafados dos outros. Lhes lancei meu pior olhar e me senti muito satisfeita quando as risadinhas se extinguiram rapidamente.—Você sabe que no momento em que te vi assinei um tratado de escravidão eterna, Mio Bene. E você aceitou, então, me deixe mima-la um pouquinho, sim? — Declarou de modo galanteador, já se dirigindo ao quarto de sua mãe comigo nos braços. Não contestei, sabia que não adiantaria nada. Aproximei meu rosto de seu pescoço e apreciei o cheiro de sua pele. Aquilo me arrepiou. —Seu perfume é tão gostoso! — Não resisti e beijei aquela área exposta, alguns pontinhos de arrepio se formaram em sua derme. Ele suspirou em deleite e eu sorri. O colchão macio ao qual fui colocada levemente quase me fez querer dormir de novo.—O seu também. Agora, tire sua blusa para mim, Principessa. — Ditou em um tom tão malicioso que minhas bochechas coraram contra a minha vontade. Dei um soco em seu peito. —Idiota! — Exclamei, tentando esconder o sorriso. Tentei tirar minha blusa, porem a tala em meu braço não deixava com que me mexesse muito. Rosnei, irritada com aquilo e arranquei a peça incomoda. —Ei! Não tira isso! Ainda não é para... Dio Mio, Clearwater! — Exclamou, indignado. Dei de ombros por seu chilique. —Isso está me incomodando, não sou obrigada a ficar com isso enchendo o meu saco. Além do mais, não preciso mais dessa coisa. Meu braço já está ótimo! — Resmunguei, puxando o tecido fino da blusa e o atirando em seu rosto. Ele riu, dobrando a peça com cuidado e a colocando na mesinha ao lado da cama. Recostei-me nos travesseiros macios e observei-o se aproximar e começar a retirar de forma delicada as faixas junto com as folhas já secas e esfarelantes. Um arrepio diferente subia e descia cada vez em que sua pele se encostava com a minha.Estranhamente, não me sentia tão acanhada por estar apenas de sutiã e shorts em sua frente. Ele me passava tanta segurança e seus toques transmitiam tanto amor que cada célula minha se relaxava instantaneamente. —Por que está tão calado? — Perguntei, após perceber que ele não quebraria o silêncio tão cedo. Suas mãos ágeis trabalhavam com cuidado em minha pele maltratada. O tom de roxo era meio estranho em minha derme morena e por um momento me assustei. -O que são estas ervas? —Estou concentrado, não calado. E essas plantas aqui são Gervão embebido com suco de Noni e um pouquinho de verbena. Isso tudo fará com que sua imunidade aumente, seu corpo continue a cicatrizar suas feridas e cure suas costelas de modo mais rápido e quase indolor. Seu organismo ajuda muito nesse processo. Se fosse um humano normal você ainda estaria no hospital em estado grave. — Falou de modo profissional, dando um apertão na faixa nova. Arfei pela dor momentânea e agarrei sua mão, em busca de apoio. -Me desculpe, Principessa, mas ela precisa ficar bem presa. — Suspirou, passando seus dedos pela pele que não estava coberta. -Pronto. Dói muito? — Balancei a cabeça negativamente. Ele sorriu e deitou-se ao meu lado. -Fiz Allan buscar essas coisas todas bem rápido em Seattle. Iria te ajudar muito mais do que a morfina que Carlile queria te dar para anestesiar enquanto o seu organismo trabalhava. Ele não é muito adepto a medicação caseira, acredita? — Revirou os olhos de um jeito cômico. -Mas eu não pedi a opinião dele. Minha mãe e a sua coseram as ervas e quiseram me botar para fora quando foram colocar as faixas, mas você não deixou. Gemeu meu nome e pediu para que eu ficasse. Mesmo ainda no transe da Morfina e da Verbena, você me sentiu indo embora e quis que eu ficasse. — Riu, beijando meu rosto e me abraçando. O alivio que vinha dele era tão perceptível! -Seth morreu de ciúmes. Ficou me dizendo que não era justo eu ficar já que nós apenas nos conhecemos a alguns meses e ele era o irmão. Dona Sue colocou ele para correr junto de Klaus e os outros. Aliás, eles ficaram muito preocupados mesmo com você, eu até me surpreendi. Não tinha percebido que a ligação de vocês tinha se fortificado tanto assim. Klaus estava um pouco menos machucado que você, o próprio organismo dele se curou de modo rápido já que as escoriações eram mais leves e visíveis por fora. Você teve a sorte de cagar com tudo por dentro de você, o que nos deixou loucos, acredite. Logo depois veio a discussão. Eu estava nervoso porque você começou a ter febres enquanto Carlile tentava colocar suas costelas no lugar, e você sabe quão altas são as nossas febres. Você poderia ter uma convulsão a qualquer momento. E aqueles idiotas não estavam me ajudando a controlar o lobo. Odeio quando dizem aquelas coisas sobre você!
Sorri para ele, beijando seus lábios rapidamente, num selinho casto.—Obrigada por me defender, Rick. — Murmurei, realmente feliz por saber que ele era real, que estava ali por e para mim. Ele riu novamente.—Eu não sei como alguém pode não gostar de você. Sério, não tem explicação! Você é tão incrível, tão doce. — Falou, arrumando sua posição e induzindo a me adequar a seu movimento. Apoiei minha cabeça em seu pescoço, naquele abraço torto que nós tanto gostávamos, me afundando em sua essência.—Eu não sou doce e você sabe disso. — Resmunguei, apreciando o carinho que ele fazia em minha pele nua do quadril, pouco acima da barra do short. A sua risada soprada em meu ouvido fez-me ter um quase tremelique. —Eu vejo doçura em você quando se preocupa com Jake, Seth, comigo ou com os meninos. Vi doçura em você quando olhou para Joe, Klaus e Allan agora pouco com um amor tão puro que nem a sua carranca foi capaz de encobrir. Vi doçura em você quando cozinhou com a minha mãe. Vi doçura em você quando brigou comigo pela primeira vez, e quando sorriu para mim também pela primeira vez logo após essa mesma bronca. Eu pude enxergar doçura em você toda quando ouvi sua voz e senti o seu cheiro agridoce quando ia te ver pela primeira vez. Você é toda doce, Principessa. Cabe a todos os que te rodeiam conquistar a confiança da sua doçura. — Fechei os olhos e tentei esconder a vermelhidão de minhas bochechas contra seu pescoço.—O que foram fazer agora pouco? Por que precisaram sair o bando todo? – Mudei de assunto, enrolando meus dedos em seu cabelo. Ele respirou fundo e seus ombros se tencionaram de um jeito que me fez ficar alerta. -Foi falar com Sam sem mim, não foi, seu idiota?—Olha, não foi minha culpa, tá? Eu ia esperar até você estar melhor, mas nem deu tempo. Sam me ligou com a maior cara de pau querendo saber do porquê de eu estar tão bravo, disse que o seu acidente foi uma coisa corriqueira da qual eu já deveria estar acostumado já que em Lupi Luna era assim na maior parte do tempo. Ele realmente quis tirar uma com a minha cara! Como se eu não soubesse o que fazer. Ele estava questionando o meu instinto de alfa, acredita nisso?! Logo ele!Foi impossível segurar a careta de desgosto.—Ele sempre foi um babaca, Derick. O lado alfa babaca superior sempre ganha. Pergunte ao Jake. —Eu fiquei puto, obviamente. E queria ir lá tirar satisfações, Allan e Joe também. Você ainda estava dormindo, e seria rápido chutar a bunda deles, mas Klaus nos parou no caminho. Disse que era melhor esperarmos você acordar para conversarmos melhor como adultos comportados. Foi quando voltamos para a casa do sanguessuga e você já havia saído.—Adoro quando Klaus coloca a cabeça de vocês no lugar na minha ausência. Ótimo, ensinei bem! Agora vou poder ver a pancadaria ao vivo! – Ele resmungou um pouco, porem acabou rindo depois. -Hey, serio agora. Klaus estava certo. Você tem que manter a cabeça no lugar, Sam é muito cabeça dura, Jake finge que não, mas é também, portanto faça com que eles entendam o nosso lado. —Eu vou tentar. – Assenti, sabendo que era o melhor que iria ganhar naquela hora. Ele me abraçou um pouco mais apertado e logo se levantou, me trazendo de pé junto a seu corpo. -Dona Sue está louca de preocupação, é melhor você acalmar o coraçãozinho dela agora já que nós vamos sair de noite.Franzi as sobrancelhas, confusa.—Sair? Sair para onde?—A noite da fogueira foi adiantada. Hoje a noite iremos nos encontrar com os seus anciões para discutirmos sobre o ataque passado. – O sorriso arteiro dele fez a adrenalina pinicar em minhas veias. -Você não disse que queria uma pancadaria ao vivo? Vou te fazer me ver acabando com Sam de camarote. —Você está andando muito comigo! – Gargalhei.
Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza?
Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido.
Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem!
Até mais!!
Bjkss *---------------------*
Fale com o autor