Leah - I See You

30 Capitulo 30 - O Primeiro Confronto.


Notas iniciais
Olá, meus nenês!! Tudo bem com vocês? Porque eu estou ótima! Fiquei muito feliz com esse capitulo (apesar dos pesares e da temática sad dele), e espero que vocês gostem também. Eu me senti bem como a muito tempo não me sentia ao escrever algo e isso acho que representa que aquela tal fase está passando de verdade. ESTOU EM ÊXTASE! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Obrigada a todos os que comentaram, favoritaram, acompanharam e etc. Os créditos dos reviews delicia não estarão aqui porque este capitulo está programado (o próximo também está, então fiquem espertos dia 03/09), mas saibam que eu amei cada palavra de cada comentário que recebi e todos eles estão guardados em um potinho na minha estante de felicidades! OBRIGADAAA, VOCÊS SÃO OS MELHORES! Obrigada, novamente, a Mrs Chappy pela recomendação divosa que, até hoje, enche meu coração dos melhores sentimentos possíveis. OBRIGADA DE MONTÃO, GAROTA! Espero que entendam sobre qual instinto é esse que está guiando Leah a proteger, proteger e proteger os membros do bando italiano. Adoooooooooro! Boa Leitura *-----------------* Até Mais!

Toda a confusão foi muito mais do que eu estava preparada, tudo era mais caótico e desesperador do que qualquer outra situação tensa que havíamos vivido. Meus sentidos estavam ao máximo enquanto vampiros pulavam e praticamente brotavam do chão com a intensão de nos matar. Não era um simples confronto, era uma ameaça real, com vida e morte em jogo. Qualquer descuido tinha como resposta um ferimento de extrema gravidade que poderia acarretar na morte de todos nós. Todos. A parte boa no monte de merda que havíamos caído era que com a mesma facilidade com que surgiam eles morriam. Com apenas uma dentada, ou um arranhão com nossas garras eles caiam e empalideciam até virarem apenas restos estranhos de lodo no chão da floresta.

Derick tinha sumido junto a Allan para um lado, ajudando os Cullens com os vampiros maiores que não morriam com o mesmo nivel de facilidade, e eu, Klaus e Joseph ficamos com a maioria dos clones estranhos. A mulher havia desaparecido misteriosamente em meio a pequena batalha que se instalara nos limites dos Cullens. Klaus estava apavorado, quase se encolhendo em minha direção toda vez que algum Henry chegava próximo o bastante dele. Ele tinha se machucado feio nas costelas com uma dessas investidas e uma crise de pânico parecia paralisa-lo. Protegi-o com afinco, afastando e afastando todos os nojentos que vinham. Minha pele estava arranhada, machucada e alguns pelos iam ao chão, a ardência conhecida estava começando a me incomodar, alguns impactos fortes demais me fizeram ficar tonta, mas persistia. Já não ouvia mais o barulho de nada, nem a voz de Seth ou Jake, concentrava-me naquele momento e nos inúmeros vampiros querendo me morder e atacar meus irmãozinhos. O instinto gritava para afastá-los do perigo.

—Temos que matar o original, senão nunca mais sairemos daqui! Derick e Allan precisam de ajuda! — Rosnei para um idiota que chegou perto demais, observei Joe jogar um vampiro intrometido de cima de suas costas e lançá-lo pelo ar com um simples movimento. -Ele não deve estar aqui. Está com medo, eu sinto o cheiro, mas está fraco. Está protegido em algum lugar longe daqui, porem perto o suficiente para saber quando o conflito acabar. — Arfei quando um soco forte me acertou em um momento de distração. Rosnei e abocanhei o braço do Henry número 76 e arranquei, vendo-o cair morto ao meu lado. Klaus choramingou. Preocupei-me com seu estado. -Vá procurá-lo. Eu cuido dessa parte. Pegue-o nas redondezas, ele não deve ser muito bom em se esconder.

—Mas...

—Agora, Joseph! Nik precisa de proteção, ele está ferido! — Ordenei, quando ele começou a contestar. Joe foi, depois de um segundo de hesitação e um olhar confiante. Respirei fundo, tentando manter-me calma agora que estava sozinha. O cheiro de sangue e putrefação me atingiu em cheio, fazendo meu estomago dar uma volta. Não pensei na possibilidade de um dos meus irmãos ser o causador daquele cheiro. Doeria demais. Não, concentre-se! Mirei o céu, coberto pelas folhas das árvores, e a luz pálida que dava um toque mórbido junto aos rosnados e rugidos. Quatro vampiros vieram de uma vez em nossa direção, Klaus se encolheu em uma bolinha atrás de mim, o sangue já começava a manchar seu pelo amarronzado e ele parecia manter seus olhos abertos apenas pela obstinação. Ele precisa de ajuda!

—Niklaus se machucou? — Ouvi Derick em minha cabeça enquanto corria em passadas largas e alcançava dois em pleno ar, as imagens se projetaram sem a minha permissão. Era confuso ver duas paisagens ao mesmo tempo, mas me esforcei ao máximo.

—Precisam de ajuda aí? Cuidado! — Avisei-o quando Allan foi arremessado alguns metros a esquerda, caindo em Emmett. A adrenalina pinicou em meus pelos e escutei quando um escapou e pousou bem perto de Nik, agarrei seu tornozelo jogando-o para longe dele. Arreganhei os dentes, mantendo-me lealmente em sua defesa. A mente dele estava nublada, o subconsciente em branco, perdera muito sangue. -Klaus está ferido, acho que foi grave. Tem muito sangue!

—Um dos grandões já foi, o outro ainda persiste. Aguente, Clearwater. Já estamos indo. — O som do rosnado do vampiro esmoreceu em minha pata quando passei agressivamente minhas garras em sua garganta.

—Rápido!

Engoli a seco quando percebi que um pequeno círculo se formava ao nosso redor. Merda, merda, merda, merda! Derick! Não vai dar, não vai dar! Não vai dar! Rosnei, olhando em volta, vendo-os estalar as articulações e se jogarem em cima de mim. Afastei-os o máximo que podia de Klaus, mas eles pareciam nunca mais acabar. Ele guinchou quando um estalo foi ouvido e uma angustia tomou conta de meu coração. Fui jogada contra uma árvore e o ar de meus pulmões foi extinguido. Vi, com os olhos um pouco embaçados, três de uma vez pularem em Klaus. Não!

—Derick, precisamos de ajuda! — Clamei por ele no mesmo instante que dois lobos apareceram em nosso socorro. Um acabou com dois em apenas alguns segundos, o outro rapidamente mordeu e rasgou membros dos Henrys, formando uma pequena pilha de corpos estranhos. Reconheci Derick pelos olhos azuis e pelagem mesclada, ele correu em minha direção, atacando algo atrás de mim. Tentei me levantar, mas a dor foi forte demais, levando-me de novo a terra. Respirei fundo. Levante, garota! Um uivo cortou o ar e fitei Derick atentamente, ele tinha certa facilidade em matar aquelas coisas, mas algo maior corria em sua direção. Lá trás, o vampiro grande que sobrara usava sua velocidade avançada e literalmente voava. O alvo dele, com toda certeza, era Derick! Minha respiração se acelerou pelo desespero. Derick! Derick!

—Não! — Ignorei o notório uivo de aviso de Allan e levantei-me com êxito dessa vez, esquecendo tudo e todos. Choquei-me contra o corpo desavisado de Derick no exato momento em que o vampiro ia se jogar contra ele. O baque forte me fez voar alguns bons metros, batendo, pela segunda vez, em uma árvore. Ela se despedaçou com o impacto. A dor foi insuportável e excruciante. Meus olhos lacrimejaram e tudo se tornou tão confuso que nem me dei conta que havia me transformado em minha forma humana. O vento frio fez minha derme se arrepiar e o clique estranho dentro de mim, mais a falta de ar que senti, me deu a certeza de que tinha me ferrado muito dessa vez. Tentei abrir a boca para dizer algo, porem tudo o que saiu foi uma espécie de vomito ensanguentado. O liquido pegajoso escorreu por meu queixo e pescoço. Puxei o ar para dentro, mas ele não veio e quanto mais tentava mais difícil respirar ficava. Remexi-me, tentando me situar. A dor aumentou. Fechei os olhos com força, meus ouvidos zuniram, e tudo parecia estar em câmera lenta. Os rosnados e barulhos de impacto foram sumindo, se mesclando aos zunidos em uma confusão imensa e desajeitada. O cheiro já não me dizia mais nada. Meu coração bateu acelerado, e arfei ainda buscando por oxigênio. Minha cabeça se embaralhou, o gosto do sangue em minha boca me fez querer vomitar, mas quando tentei me virar engasguei-me com meu próprio gorfo. Tossi, socorro preso em minha garganta.

Não sei quanto tempo fiquei lá jogada, os segundos pareciam correr e engatinhar ao mesmo tempo, as noções se mantinham desarranjadas, mas tive a leve sensação de que tudo havia se acalmado. Uma dormência sinistra começou a se apoderar de minhas pernas e meus braços, deixando-me quase paralisada.

—Leah! Por favor, por favor! Você também não! — Derick exasperou. Tentei sorrir por ainda ouvi-lo em minha cabeça, apesar de não estar em minha forma lupina. Isso nunca tinha acontecido. Seu focinho roçou de modo apreensivo meu rosto. Abri os olhos precariamente, focando minha visão em seus olhos azuis e grandes. -Principessa!

—Joe e Klaus, Seth, Jacob, eles... — Esforcei-me para perguntar, mas uma onda de dor cruzou todo o meu corpo, fazendo com que gemesse alto.

—Não sei! Não sei! Eles, eles estão lá! Matamos os três idiotas, a mulher sumiu. Você... Você... Por favor, Leah! Eu não sei o que fazer! Me ajude!

—Está doendo. — Sussurrei, piscando. Meu olhar caiu sobre as folhas nas copas das árvores de novo, o verde se misturava ao marrom e o cinza do céu. A leveza de meus membros passou para minha cabeça, embaralhando ainda mais as ideias. -Estou com sono. Você está com sono?

—Não, ninguém está com sono! Você não pode dormir! Leah, abra seus olhos! — Ele quase gritou e minha cabeça deu uma leve pontada com sua exasperação. Eu nem havia percebido que tinha fechado meus olhos. Cale a boca, Derick. Me deixe quieta. -Não me mande calar a boca, idiota! Você não pode dormir! Por mim, Principessa, por favor! Abra os olhos! Jake, Sam! Leah... Ela...ajudem-na!

Suspirei, deixando com que a inconsciência me levasse. A voz dele gritando por ajuda foi a última coisa que ouvi.

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*