Leah - I See You

20 Capitulo 20 - Devagar é mais gostoso.


Notas iniciais
Oii, leitores mais lindos de todo o Nyah! Eu tentei postar dia 19, juro!! Mas a minha net é uma merda, vocês sabem, e eu atualizei a pagina o dia inteiro para ver se conseguia algum avanço, porem nada adiantou! Então, FELIZ ANIVERSÁRIO ATRASADO, CHIMICHANGAS!!! Exatamente no dia 19 de abril faz um ano que essa fic está na net. Quero agradecer grandiosamente a todos os 241 comentários, 208 favoritos, 34 favoritos, 27.920 visualizações e a recomendação divosa da Mr Rainbow!! Obrigada mesmo!! Vocês não tem ideia do quanto me sinto feliz pelo apoio e compreensão, pela paciência e pelos incentivos, pelas mensagens privadas e pelas dicas! Vocês são os melhores!! Esse capitulo é meio um presentinho meu para vocês. Aproveitem!! Notaram a capa nova? Gostaram dela? Espero que gostem!! Boa Leitura *---------------* AH, releiam o capitulo 19. Eu acrescentei informações novas.

Depois de tomar um banho gelado para ajudar a esfriar a minha cabeça e de arrumar a bagunça que ele havia feito em meu quarto, desci as escadas com o estomago roncando. O cheiro de comida boa fez minha boca salivar. Surpreendi-me quando notei Charlie junto a mamãe na cozinha. Seth estava largado no sofá, parecendo extremamente interessado em um documentário sobre lobos. Rolei os olhos, irritada. Parecia que a ausência de Derick deixava tudo mais irritante. Desde o som da televisão ao bater de panelas na cozinha.

—Bom dia, querida. Como foi a ronda? — Mamãe questionou-me, sorrindo amavelmente. Resmunguei um "normal" como resposta e me sentei a mesa. Charlie pareceu prender o ar comigo à sua frente. Ele ainda não ficava muito confortável na minha presença e eu também não gostava de facilitar as coisas para ele. -Parece que alguém está de mau humor hoje.

Dei de ombros, encarando Charlie, que engoliu em seco.

—Bom dia, Leah. — Ele estrangulou, um sorriso vacilante nos lábios. Arqueei as sobrancelhas.

—Bom dia, Charlie. — Respondi, sem sorrir de volta. Queria voltar a meu quarto e me jogar em meio ao perfume dele.

—Querida, pegue os pratos para mim, sim? — Mamãe demandou, acho que tentando salvar Charlie de meu olhar. Minha irritação se amenizou um pouco ao ver as obvias mudanças de cor no rosto do noivo de minha mãe.

—Claro. — Murmurei, vendo o pai da sanguessuga soltar o ar que havia prendido. Peguei os pratos e os talheres e coloquei-os na mesa. Mamãe se sentou depois de dizer que o almoço estava pronto e enganchou em uma conversa animada com Charlie e meu irmão. Eu comi em silêncio, ouvindo os dois gargalharem e as gracinhas idiotas de Seth.

—Leah, sua carranca vai acabar fazendo Charlie fugir. Já pensou se ele deixa mamãe no altar só porque a sua cara parecia a de quem queria trucida-lo? — Seth gracejou, causando mais outra onda de risadas. Sorri cinicamente para Charlie que se calou na hora.

—Ele não vai abandona-la no altar. Ele sabe o que aconteceria se fizesse isso, não sabe, Charlie? — Inquiri inocentemente. Mamãe e Seth riram outra vez, mas Charlie apenas piscou chocado e assentiu rapidamente. Ora, vejam só. Talvez o chefe de polícia de Forks não seja tão corajoso assim.

—Respire, Charlie. Leah só está brincando, não é, querida? — Mamãe acalmou-o, beijando-o docemente na bochecha. Balancei a cabeça, consentindo, ainda fitando Charlie.

—Mas é claro. — Concordei, deixando o tom de ameaça bastante explícito. Levantei-me e lavei a louça da pia. Sentei-me novamente e tentei ver a diferença entre os tamanhos dos buraquinhos nos cantos das paredes enquanto esperava o tempo passar.

—E como vão os italianos, Leah? Jacob me disse que um bando novo se mudou para cá. — Charlie iniciou, tentando me enganchar na conversa. Franzi as sobrancelhas.

—Vão bem. — Disse, estranhando sua pergunta ser direcionada a mim.

—E eles estão se dando bem com Sam e Jacob? — Continuou. Fiquei ainda mais confusa. Por que, raios, ele estava perguntando para mim?

—Estão, sim.

—Derick é um alfa legal, Charlie. Não é de se meter em brigas. — Seth falou, sorrindo animado. -Fique tranquilo. Eles não irão dar problemas.

Sorri, lembrando das infinitas brigas que Derick e Allan já se enfiaram. Se Seth soubesse um por cento das confusões que eles haviam se metido, não falaria aquilo.

—Do que está rindo? — Mamãe perguntou. Dei de ombros, ainda lembrando.

—De nada. — Respondi. Não iria sair contando para os outros aquilo, mesmo para mamãe e Seth. Era um segredo nosso. Só nosso. Como as suas escapadas para o meu quarto durante a noite. O pensamento fez um sentimento confortável se instalar em meu coração.

O resto do almoço foi a mesma coisa. Mamãe, Seth e Charlie conversando e tentando fazer-me participar da interação, mas eu não estava com cabeça para conversas. Estava, especificadamente, contando os segundos para ouvir a campainha tocar e ver Derick de novo. Depois de um tempo, Charlie se foi, não antes de ganhar um olhar de irônico meu e um "Até mais, Charlie" cheio de intimidação que o fez engolir a seco novamente. Mamãe ranhetou comigo por estar implicando muito com Charlie hoje, mas sorriu grandiosamente quando aceitei ouvi-la falar e falar sobre seu relacionamento. Seth me encheu a tarde toda pelo perfume de Derick estar em minhas roupas e ficou fazendo várias suposições completamente absurdas que faziam minhas bochechas corarem e uma vontade de esfregar sua cara no chão aparecesse.

Quando a noite chegou e eu estava mofando no sofá da sala, alguém bateu na porta. Não me levantei para abri-la, mas mamãe sim, e quando a voz da pessoa soou do lado de fora, pulei em segundos e subi para o meu quarto, gritando um "Me espere!" gargalhado. Do quarto pude ouvir sua risada divertida. Tomei um banho e no lugar da bermuda e blusa creme de sempre coloquei um short jeans qualquer e uma blusa preta normal. O all-star continuava em meus pés e meu cabelo agora estava devidamente penteado. Pela primeira vez em muito tempo, senti-me bem comigo mesma.

Desci as escadas com pressa, pulando de dois em dois degraus. Ele conversava animadamente com minha mãe, mas parou ao me ver. O sorriso provocador que ele me dirigiu fez minhas pernas bambearem. Merda de imprinting!!

Principessa, que saudade! Faz quase dois dias que não nos vemos! — Ele exclamou, vindo em minha direção e puxando-me para um abraço apertado. Senti todas os meus sentidos se aguçarem mais enquanto contornava seu dorso com os braços. Era a primeira vez que ele me abraçava em público sem toda aquela provocação idiota. Era bom. Certo. -Ou menos de seis horas. — Completou em meu ouvido, causando uma gargalhada.

—Claro, alfa. Faz tanto tempo! — Entrei na brincadeira, soltando-me de seus braços e sorrindo de seu olhar sapeca.

—Eu disse a sua mãe e ela prometeu que nunca mais deixara você ficar sem falar comigo por tanto tempo assim. — Continuou, dando-me uma piscadela discreta. Balancei a cabeça, desacreditando de seu nível de cafajestice.

—Você é tão sem vergonha! — Impliquei, rolando os olhos com seu falso olhar ofendido.

—Está vendo, Dona Sue, como a sua filha ingrata me trata? Eu aqui, doido de saudades, declarando o quanto eu a quero por perto, e ela me chama de sem-vergonha! — Ele exasperou, ganhando uma sobrancelha arqueada como resposta. Mamãe gargalhou, olhando-nos de maneira emocionada.

—Por que não me disse que iam a um encontro, querida? — Ela inquiriu, a expressão animada. Torci os lábios.

—Não vamos a um encontro. — Disse simplesmente, dando de ombros. -Ele trapaceou e ganhou uma aposta. Só isso.

Vi, pela visão periférica, ele revirar os olhos.

—Essa é a forma Leah de dizer que está incrivelmente feliz em ir ver um filme comigo. A senhora sabe como ela é. — Ele implicou, passando os braços pelos meus ombros e beijando delicadamente minha testa. Seu toque me fez estremecer. Se ele continuasse me beijando com toda aquela doçura eu não me responsabilizaria mais por meus atos. -Vamos, Perdizione. — Chamou, empurrando-me para a porta.

—E nós vamos de quê exatamente, Abbado? — Resmunguei, envergonhada com seu olhar fixo.

—Nós, minha querida resmungona, vamos com a moto do Jake que eu peguei emprestada. — Informou-me, sorrindo. Encarei-o surpresa.

—Sabe andar de moto?

Ele rolou os olhos novamente.

—Só para você ficar sabendo, eu não só sei andar de moto como posso construir uma com as minhas próprias mãos. — Se gabou, sorrindo arrogante.

—Okay, okay. Vamos logo antes que seu ego giganorme acabe me sufocando. — Debochei, ouvindo-o bufar.

—Não voltem tarde. — Mamãe exclamou quando abríamos a porta.

—Pode deixar. — Derick e eu respondemos em uníssono.

—E não se metam em confusões!

Sorrimos cumplices.

—Isso não podemos prometer. — Nos entreolhamos e bufamos ao falarmos juntos novamente. Aquela mania era totalmente irritante!

Ele juntou nossas mãos e entrelaçou nossos dedos, guiando-me até a moto estacionada em frente a minha casa.

—Eu sei como chegar a Port Angeles, mas não faço a mínima ideia de onde fica o shopping, então me guie. — Ele demandou enquanto entregava-me o capacete. O modo como a luz pálida da lua dava-o um ar totalmente misterioso junto com aquela jaqueta de couro e o sorriso cafajeste quase fizeram-me hiperventilar. Ele franziu a testa. -Ainda vai me pagar um balde grandão de pipoca, não é?

—Talvez. — Respondi rapidamente, voltando a ter o controle de meu corpo. Peguei o capacete e o coloquei ao mesmo tempo que o som do motor ecoou. Montei atrás dele e passei meus braços por sua cintura ignorando o frio na espinha que se instalara de repente. Ele acelerou subitamente fazendo-me agarra-lo com mais força. Ouvi sua risada romper o barulho do vento ao nosso redor.

Port Angeles não era tão longe assim e em menos de uma hora chegamos lá. Guiei-o pelas avenidas até o shopping, onde entramos. Fazia anos que não ia a lugares com muitas pessoas. Não gostava do olhar delas e meu temperamento não era muito confiável. Já Derick parecia extremamente à vontade enquanto andava pelas lojas com nossas mãos entrelaçadas. Várias meninas quase quebravam o pescoço para poder encara-lo, às vezes. Eu podia entender o olhar delas. Quem em sã consciência poderia resistir àquele sorriso galanteador e os olhos azuis profundos combinados a aura de mistério e perigo que o rodeavam? Elas realmente tinham muitos motivos para olhar (e babar), mas isso não significava que meu ciúme não se manifestasse. Ele era completa e exclusivamente meu!

—Podemos comer alguma coisa antes? Estou morrendo de fome! — Ele pediu, o tom de voz desesperado. Ri de seu jeito idiota.

—E quando é que você não está? — Provoquei, arqueando as sobrancelhas. Ele, em uma atitude muito adulta, mostrou-me a língua. Seguimos em direção a alguma lanchonete e quando já havíamos decido, após uma pequena discussão, que nos contentaríamos com os hambúrgueres do Mc Donald's, avistamos Jake e sua vampira estranha. Eles acenaram para nós animadamente e Derick revirou os olhos, acenando de volta.

—Ele disse que viria, mas não achei que faria tanta questão de nos encontrar no meio de tantas pessoas. — Ele resmungou, enquanto víamos eles se aproximarem.

—Qual o problema de ele vir? — Indaguei inocentemente.

—Um encontro duplo não era bem o que estava planejando.

Fitei-o curiosa.

—E o que estava planejando então?

O sorriso que ele me deu fez minhas bochechas corarem.

—Estava planejando fazer você pagar a aposta que me deve, comer um potão de pipoca grátis, me sentar na última fileira da sala de cinema com você ao meu lado e te beijar a todo minuto do filme idiota que estivesse passando no telão. Dio sabe o quanto estou me controlando para não te agarrar agora. — Falou de forma simples, como se estivesse me dizendo o quanto a noite estava agradável. Soquei seu braço, totalmente chocada.

—Você é muito abusado, Abbado!

Ele gargalhou.

—E você é altamente beijável, Clearwater. — Retrucou, com um suspiro fingido. Não pude conter o riso que borbulhou por minha garganta. Ele tinha o poder irritante de me fazer rir com uma facilidade incrível

—Idiota. — Exclamei, tentando segurar a risada. Jake e Reneesme finalmente chegaram a nossa frente. Meu alfa tinha um olhar malicioso em seu rosto que me fez rolar os olhos. A meia vampira segurava um cachorro quente nas mãos e sorria amigavelmente. Era estranho pensar em vampiro e cachorro quente ao mesmo tempo. Até um pouco irônico se pensarmos direito.

—Leah, quase não te reconheci sem aquela camiseta bege. Ela era quase a sua marca registrada. — Ele implicou, ganhando um olhar repreensor da garota.

—Não ligue para o que ele disse, Leah. Está linda. — Ela elogiou. Não me surpreendi com sua simpatia. Ela conseguia ser tão doce e amável quanto Emily. Talvez fosse algum traço comum entre os imprintings dos alfas... Ou não.

—Depois de tanto tempo você acha que eu ainda me importo com o que esse idiota diz? — Debochei, sorrindo com a gargalhada de Derick. -E obrigada pelo elogio, você também está.

—Ainda não conhece Derick, não é, Nessie? Ele é o alfa dos italianos, o imprinting da Leah. — Jake os apresentou. Ela ofereceu a mão em um cumprimento e Derick o aceitou, surpreendendo-me.

—Ouvi falar muito de você, Derick. — Ela começou, mantendo o mesmo sorriso gentil nos lábios. Derick assentiu.

— Igualmente. — Um sorriso pequeno apareceu. -Na verdade, Jacob fala muito de você. Muito mesmo.

Ela sorriu e beijou Jake na bochecha.

—Para onde estavam indo? — Jacob perguntou.

—Íamos comer alguma coisa. Querem ir conosco? — Inquiri, vendo Derick resmungar alguma coisa que não me dei ao trabalho de entender. Reneesme negou com a cabeça.

—Nós já comemos, obrigada. Estávamos saindo quando encontramos vocês.

Fingi não notar o arquejo aliviado de Derick.

—Okay... Então, nós já vamos. — Disse, puxando-o pela mão. -Tchau, crianças.

Derick acenou se despedindo e seguiu-me sem nenhuma objeção. Paramos na lanchonete e depois de quase traumatizarmos a garçonete pelos muitos pedidos, comemos entre risos e palhaçadas da parte de Derick.

Após terminarmos de comer e dividirmos a conta, com uma óbvia discussão sobre isso também, fomos ao cinema. Muitos filmes legais estavam em cartaz e acabamos por escolher um de Super Herois Marvel que eu estava louca para assistir. Derick não se opôs, ao contrário, parecia plenamente aliviado com minha escolha.

Francamente, ele não achou que eu escolheria um daqueles romances clichês, não é?

Comprei as entradas e sua pipoca giganorme com a condição que ¾ dela seriam meus.

Sorri quando mal havíamos entrado na sala e ele já estava me puxando para as últimas cadeiras da última fileira do cinema, quase ao lado do projetor.

—Você é realmente um sem vergonha, Derick! — Xinguei-o, enfiando pipoca na boca.

—Qual é? Não sou idiota o suficiente para pôr em pratica meu plano A quando já o revelei para você.

—Plano A? Como assim? Quantos planos você tem? — Questionei, pasma. Ele deu de ombros.

—Talvez uns cinco.

Sorri ainda mais com sua sinceridade. As luzes se apagaram e os trailers começaram. Derick se remexeu em seu lugar, trocando o braço de posição diversas vezes, mas parou quando, hesitantemente, colocou-o sobre meus ombros, parecia com medo de alguma rejeição. Rolei os olhos. Como se houvesse alguma possibilidade de eu rejeitar qualquer tipo de toque dele.

Deitei minha cabeça em seu ombro, me aproximando mais dele. Senti-o suspirar e sorri.

Para falar a verdade, não prestei atenção nenhuma no filme, apenas em Derick e na vontade absolutamente louca de senti-lo mais de perto. Parecia haver alguma força invisível instigando-me a pular em seu colo e beija-lo até que o ar faltasse, sentir o sabor de seus lábios até que fosse possível confundirmos nossos gostos. A ideia era incrivelmente tentadora.

Quando os créditos subiram e as luzes se acenderam, resmunguei um pouco por ter que sair de seus braços, mas me levantei com ele em meu encalço. O silêncio predominou por todo o caminho para fora do shopping e de Port Angeles também. Não tinha muito o que falar, pelo menos da minha parte. Afinal, o que eu diria? "Olá, Derick. Não se assuste, mas eu estou morrendo de vontade de te agarrar durante a noite inteira e se você tomasse a iniciativa seria completamente mais fácil para mim"

Ficamos os dois perdidos em pensamentos em uma quietude confortável até chegarmos em casa. Ele cessou o ronco do motor e tirou o capacete ao mesmo tempo que eu descia da moto.

—Cumpriu sua palavra, Clearwater. — Ele disse, descendo da moto e deitando-se em nosso gramado. Imitei seu gesto, deitando-me ao seu lado.

—Fui obrigada, você quis dizer. — Gracejei, sorrindo.O céu estava impressionantemente estrelado, uma brisa fresca refrescava-nos, levando e trazendo os cheiros da floresta ao nosso redor. Ele se virou em minha direção, mirando-me com um olhar travesso demais para que pudesse acha-lo inofensivel. -O que foi?

—Só imaginando o que você faria se eu tentasse te beijar agora. — Respondeu, sorrindo. -Qual é? Você sabe o quão irresistível é quando me olha assim? Eu não posso simplesmente dizer que consigo me controlar.

Prendi a respiração quando ele me puxou para ele, colando nossos corpos, e aproximou seu rosto do meu. Podia distinguir claramente as variações de azul em seus olhos, seu cheiro predominava todo o espaço ao meu redor. Seu nariz encostou-se ao meu em uma caricia infantil e carinhosa apenas por alguns segundos antes de passar para meu pescoço. Minha pele se arrepiou. O reboliço de sensações dentro de mim se acentuou.

—Derick... — Suspirei, sentindo sua respiração quente. -Eu...

—Eu sei. — Sussurrou ele. Se ele soubesse o quanto sua voz ficava sexy quando sussurrava daquele jeito! -Eu já entendi.

Franzi as sobrancelhas confusa.

—Já entendeu o que? — Murmurei num tom igualmente baixo.

Seus dedos subiram por minhas coxas, fazendo-me ter que segurar outro suspiro de prazer. Ele realmente não tinha ideia do que apenas um toque podia fazer comigo.

—Que, apesar de saber que nós nos gostamos, irá ser tudo devagar... Bem devagarzinho.

O jeito com que ele falava estava tirando minha linha de raciocínio.

—Devagarzinho?

Sua respiração se entrecortou com meu sussurro e eu sorri. Ele parecia tão afetado com a proximidade quanto eu.

—É, bem devagarzinho. — Segredou, dando fim a fina camada de ar que nos separava. Sua boca se encaixou com a minha levemente, suavemente. Apenas em um toque, um selinho. Tão devagar que me impressionei. Ele sabia ser doce quando queria.

Uma onda de calor subiu por meu corpo, deixando-me altamente ciente de toda e qualquer partícula daquele lugar. O cheiro dele rodeava-me, prendia-me, envolvia-me em sensações extraordinárias. Meu coração pulou no peito, reconhecendo seu toque, minha pele se arrepiou com seus dedos embrenhando-se em meus cabelos, puxando-os com força suficiente para me fazer suspirar.

Ele sorriu em meus lábios, convencido, e logo começou o beijo de verdade. Se antes meu coração havia saltado, agora ele, literalmente, havia parado. Tudo se solidificou, tudo se confirmou. Seu gosto adentrou e senti-me fraquejar, deliciada com todos aqueles sentimentos. Senti-o me apertar mais a ele, quase fundindo nossos corpos, sua mão desceu a minha cintura apertando-a possessivamente, meus braços circundaram seu pescoço clamando por mais contato, sua língua se entrelaçou perfeitamente com a minha e, céus, eram tantas emoções diferentes, tantos sentimentos de uma vez que fiquei momentaneamente tonta. Não conseguia pensar em mais nada, só em mais, muito mais, e mais um pouco.

Como ele sabia ser doce quando queria, também conseguia ser altamente selvagem, apertando-me com vontade, deixando o ritmo do beijo alucinante, apagando toda e qualquer coerência que pudesse existir em minha mente.

Em um movimento rápido, ele se inclinou para frente, deitando-me na grama novamente e ficando por cima de mim. Suspirei surpresa e prazerosa com seu ato, arrastando minhas unhas em seu pescoço, ouvindo um rosnado em resposta. Sua perna se engrenhou para o meio das minhas, apertando, deixando-me quente. Muito quente.

O desejo era intenso, transbordava pelos poros, se misturava nos perfumes, movia nossos corpos. Gemi quebrando o beijo quando ele puxou minha perna na altura de sua cintura. Oh, aquilo era bom!

Ele se afastou o suficiente para me olhar. Nossas respirações estavam descompassadas, saindo em arquejos, meu coração parecia ao ponto de explodir. Seus lábios estavam vermelhos pelo beijo, levemente inchados... Tentadores demais!

—Não se beija no primeiro encontro, Abbado. Você sabe. — Ofeguei, o sangue correndo fervente por minhas veias. Ele sorriu aquele sorriso de canto, sedutor.

—Como você já havia dito, isso não é um encontro. — Sussurrou se aproximando e beijando-me novamente.

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza?? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Sabe, uma recomendaçãozinha é sempre bem vinda!! Até mais!! Bjkss *---------------------*