Leah - I See You

17 Capitulo 17 - Caidinha por ele.


Notas iniciais
Oii, minhas Chimichangas preferidas!!! É, eu sei. Demorei um pouco(talvez muito) nesta atualização, mas foi por um motivo bom. Acreditem. Nesse tempo livre em que não houveram mudanças em L-IY, tive muito tempo para pensar sobre o futuro da fic, ajeitar algumas pontas soltas, e até decidir pontos vitais para o andamento promissor da estória e, num momento inspirador em que ouvia Ghost da Halsey, resolvi dar um presentinho para vocês. Já que o aniversário de um ano da fic é nesse mês de abril (!!!!!), o mês todo será lotado de atualizações! Sim, Baby, muitos capítulos!! Serão no total três capítulos por semana, sendo postados no sábado, na quarta e no domingo. Já escrevi o próximo capitulo, e trechos do outro já estão devidamente arquivados. Tudo indica que esse mês tudo funcionará perfeitamente no esquema! Sobre as mudanças e aperfeiçoamentos na rota da fic, fiquem sabendo que irão se surpreender. Eu mesma fiquei quase psicótica quando as ideias foram surgindo e as folhas ficando lotadas. Estou tão ansiosa para o momento da emoção real que fico praticamente pulando pelos cantos. Para que vocês não fiquem tão curiosos assim vou dar três dicas sobre o que virá a acontecer, pois sou uma escritora extremamente boazinha com seus queridos leitores. Primeira: A batalha entre Volturi e Lobos é uma coisa concreta. Segunda: Acontecerão mais de um imprinting na história. Terceira: Alguns personagens poderão não sobreviver para assistir o desfecho de tudo. (Durmam com essa! Muahahahahaha) Obrigada a todos que favoritaram, acompanharam e mandaram MP's. Vocês são fodasticamente demais! Obrigada tambem a RogueRemi, Nessie Carlie Cullen, Sinistra, CatrinaEvans, Nikki Hale, fã de fics 123, Terumy M W Lahote, Leandra Volturi, Evy Bianchi, Gabriela Gomes, GABRIELA BLACK, Letícia Paixão, BeatrizBraz, Gabii Frost, Izabelle Bezerra e Dudis Clearwater. Vocês são infinitamente fodas!! Espero que gostem! Boa Leitura *-------*

Depois que finalmente saímos de perto daquele cheiro nojento, Allan se pronunciou:

—Não gostei daquilo.

Klaus e Joseph assentiram, concordando com ele.

—Obviamente. — Resmungou Derick. -O problema seria se você tivesse gostado.

Escondi um sorriso por sua fala malcriada.

—Quem parecia não ter gostado também foi a sua Principessa. — Joseph implicou, olhando-me sugestivamente. -Pensei que teríamos que segura-la caso ela pulasse no pescoço da vampira loira.

O sorriso se desmanchou deixando o rosnado sair com a lembrança do olhar interessado dela.

—Não tenho culpa, ela ficou encarando. — Me defendi, dando de ombros. Derick me olhou de um jeito travesso.

—E só porque ela ficou encarando você quase pulou nela? — Ele provocou, sorrindo grandiosamente. Rolei os olhos.

—Não, eu... Argh, eu não gostei do jeito atirado dela e ponto!

Joseph gargalhou, ganhando meu pior olhar.

—Ficou com ciúmes da vampira? Eca, Leah! Espero que Derick tenha um gosto melhor! — Ele gracejou. Derick o acompanhou no riso.

Cruzei os braços, irritada pelas risadas idiotas. Não tenho culpa se o instinto age por si só. Derick era meu e minha loba sabia disso, ninguém pode ficar olhando, só eu!... Tecnicamente, nós duas.

—Você fica uma gracinha irritada, Principessa. — Derick importunou. Rolei os olhos.

—Não estava com ciúmes! — Exclamei, obtendo mais risadas em resposta. Rangi os dentes. -Ah, querem saber?! Não devo explicações a vocês, idiotas! Arranjem outra pessoa para amolar! — Outra onda de gargalhadas seguiu-se.

—Cuidado, pessoal. Ela está com aquele olhar assassino de mais cedo. Fujam todos, ela vai liberar sua fúria enciumada e arrancar nossas cabeças! — Allan soltou, gerando outra rodada de sorrisos exagerados. Mostrei-lhes meu dedo do meio.

—Vão se ferrar! — Sibilei, raivosa. -Não entendo como Dona Stella aguentou vocês todos esses anos! Agora sei porque Trizolli é tão ranzinza! — Resmunguei, chutando as pedrinhas no meu caminho, imaginando as cabeças deles no lugar.

Derick deixou escapar uma risada presunçosa e encarou-me com ironia.

—Você falando de rabugices chega a ser redundante, Principessa.

Trinquei os dentes e mirei-o séria.

—Você está querendo levar alguns tapas, não é? — Rugi, morrendo de vontade de socar aquele sorriso perfeito. Ele gargalhou, fazendo meu coração, irritantemente, perder uma batida.

—Isso ai, Leah! Ensine boas maneiras ao nosso alfa resmungão. — Klaus exclamou, fazendo um tipo estranho de high-five com Allan e Joseph. Olhei-os com hostilidade.

—E o que faz vocês pensarem que iriam escapar de uma surra vergonhosa? — Ameacei, sorrindo maleficamente com o, cômico e ligeiro, encolher deles.

Derick tornou a gargalhar, resultando olhares irritados direcionados a ele pelos meninos.

—Não se assustem com a pose durona dela. — Ele disse, puxando-me com rapidez para seu corpo, enlaçando minha cintura com uma das mãos e ajeitando meu cabelo de forma carinhosa e leve. Arrepios subiram e desceram por minha pele com o toque de seus dedos e meu coração bateu forte no peito. -Ela é doce, meiga e amorosa... Por dentro. É só ter paciência e saber onde procurar. — Continuou, o azul de seus olhos sorrindo para mim.

—Você é tão mané! — Exasperei, meio irritada com as emoções que reagiam com seu toque, meio deliciada com a sensação.

—Claro, Derick. Ela é um amor de pessoa, muito boazinha e educada. Tão doce e calma quanto uma toureada. — Dramatizou Joseph, fazendo um sorriso escapar de meus lábios. Era quase impossível ficar com raiva deles por muito tempo.

—Pode debochar, Joe, apenas deboche. Eu sei que isso é uma daquelas dores de cotovelo enormes, pois, no final das contas, eu sou muito mais loba que vocês quatro juntos. — Impliquei, ainda olhando para Derick, encarando aqueles olhos brilhantes e bonitos. Ele parecia feliz de uma maneira tão encantadora que me faltava o ar!

—Rá, rá, rá. Estou morrendo de rir, Principessa. — Debochou ele. Derick rosnou com a menção de meu apelido novamente.

—É a segunda vez que você a chama desse jeito, Joseph! Só eu posso chama-la assim! — Ele bradou, apertando-me mais contra seu corpo em um tipo novo de abraço. Segurei-me para não suspirar com aquele perfume e todo aquele sentimento explodindo dentro de mim. -Minha Single te diz alguma coisa?

Joseph levantou os braços em um sinal teatral de paz e sorriu grandiosamente.

Mia colpa, mia maxima colpa. Esqueci do seu atual nível de possessividade, alfa.

—É melhor não acontecer de novo. — Derick finalizou, desmanchando o abraço e entrelaçando nossos dedos novamente. Quase imediatamente, senti falta do calor de seu abraço e do conforto de seus braços. Céus, era tão certo estar ali!

—Quem está com ciúmes agora? — Provoquei, sorrindo vingada. Ele sorriu sonoramente e balançou a cabeça.

Os garotos engancharam-se em uma conversa animada e completamente idiota sobre a diferença das meninas de Lupi Luna e as meninas de La Push e Forks da qual eu não me dei ao trabalho de prestar atenção. A sensação boa e nova que Derick me proporcionava me fazia pensar e não pensar ao mesmo tempo. Eram tantos sentimentos turbilhoando, e circulando, e crescendo em meu peito que me surpreendia. Era estranho sentir aquilo.

Um silêncio confortável caiu sobre nós dois, deixando-nos a sós com nossas divagações. Deixamos os meninos na casa de Sam, após todas aquelas reclamações de Allan sobre seu atual altíssimo nível de fome, e seguimos caminhando sem nenhum caminho pré-definido. Perguntei a Derick se ele não queria ficar lá já que ele ainda não havia conversado com Sam sobre a "pós visita aos Cullens" e avisei que isso poderia deixar o orgulho frágil de alfa do Sam um pouco ferido, mas ele mirou-me com aquele olhar de "Não devo satisfações a ninguém e você sabe." e decidi não tocar mais no assunto... Pelo menos, não por hora.

—Fiquei curiosa com o que disse aos Cullens sobre sua primeira transformação. É verdade aquilo? Sobre o vampiro? — Perguntei, ansiando por começar algum dialogo diferente dos olhares e monossilábicos.

—Sobre o Volturi ter quase me chupado? Sim. — Ele respondeu, dando de ombros. Segurei a risada.

—Foi uma bela escolha de palavras, Alfa. Ainda mais com o Volturi ter sido classificado como um ser masculino. Estou totalmente chocada com essa revelação. — Impliquei, não conseguindo conter a gargalhada. Ele sorriu comigo e fingiu indignação.

—Seu nível de malicia me impressiona, Principessa. Estou começando a achar que pode acabar corrompendo toda a minha inocência com essa sua sujeira mental. — Exclamou teatralmente. -Como eu ia dizendo: Sim, um Volturi quase me mordeu quando eu tinha treze anos e isso foi terrivelmente assustador.

—Conte-me o que aconteceu. — Pedi, momentaneamente preocupada. Conseguia imaginar perfeitamente o pequeno Derick aterrorizado com aquele sanguessuga idiota. Queria poder trucida-lo apenas por ele ter pensado em machucar Derick.

—Era noite e eu sabia que iria acabar me enrascando com meu pai pela demora na casa do Allan. Eu segui pela floresta porque, ironicamente, tive medo de ir pela rua. A floresta sempre me acalmou. Eu era pequeno, não tinha muita noção das coisas, mas sabia dos rumores da cidade, das lendas estranhas e das noites que meu pai e os amigos dele saiam de noite e voltavam rasgados. Mamãe não me explicava direito e meu pai dizia que falaria tudo quando chegasse a hora, e eu concordava, não havia o que fazer além de concordar. Papai não era o tipo de pessoa que você poderia responder com sarcasmo ou má-criação, acredite. — Começou ele, o olhar vago, como se estivesse vendo a cena na sua frente. -Eu pude caminhar por uns bons metros até ouvir algo estranho. Senti uma presença comigo, um cheiro enjoativo e nojento que incomodava meu nariz e me deixava com raiva. Ele quis me deixar com medo, estalando galhos ao meu redor, dizendo coisas ameaçadoras e fazendo piadinhas sobre "lobinhos perdidos". Eu percebi que estava realmente em uma enrascada quando vi mais de perto o seu rosto e corri. Não sabia muito bem o que ele era, mas sabia que fazia coisas estranhas se agitarem dentro de mim. — Ele fingiu não ver meu sorriso malicioso com sua escolha de palavras. -Coisas essas que faziam pensamentos homicidas surgirem sem nenhum requisito de romantismo ou malicia, Principessa. — Explicou, rolando os olhos. Gargalhei novamente. -Logicamente, ele me alcançou e não adiantou a minha garganta quase rasgar de tanto gritar, pois ninguém veio me ajudar e quando percebi que deveria sair daquela sozinho, e senti os dentes dele quase perfurando a minha pele, a transformação começou. Senti todas aquelas coisas, todos aqueles cheiros, todo aquele formigamento, todo aquele som, e pude ver toda a floresta com uma clareza emocionante. Vi-me em quatro patas ao invés de duas e, sem nem pensar direito, parti para cima do parassita. Eu não entendia o que estava fazendo, mas o instinto agia por si só e, quando vi, o Volturi era apenas restos na terra. Depois de tudo ter acabado, eu não soube o que fazer. Não sabia como voltar a minha forma humana, não sabia o que havia acontecido, nem o que era aquela coisa que eu havia matado. Corri pela floresta, confuso, uivando e tentando entender o que acontecera, até que meu pai apareceu. Apesar de ele estar em sua forma lupina, eu o reconheci imediatamente ao lado do Sr.Trizolli e dos outros homens que iam em casa. Eles me explicaram o que havia acontecido comigo e me contaram sobre as lendas, as verdadeiras lendas. Disseram que eu era o primeiro a me transformar da minha geração e, depois de levar duas broncas do tamanho do mundo por ter lutado com um vampiro na minha primeira transformação, voltei para casa. Agora sabendo que teria que comparecer todas as sextas na reunião do concelho às nove da noite. — Terminou, suspirando e sentando-se no chão encostado a uma árvore, instigando-me a sentar ao seu lado. Não estava muito à vontade com o assunto "dentes quase perfurando a minha pele", ainda queria torturar o idiota que ousou encostar nele.

—Sabe que se ele tivesse te mordido você teria morrido, não sabe? Sabe a grande sorte que teve?

Ele sorriu, arrogante.

—Se eu tenho consciência da grandiosa sorte que eu tive ao nascer com a minha giganorme magnificência? Sim, eu sei. — Gracejou, dando de ombros. Revirei os olhos.

—Idiota. — Xinguei-o, sorrindo com a expressão falsamente ofendida dele, mas não pude ter o prazer de um novo round de briguinhas sem motivo, pois um uivo cortou o ar pela floresta. Baixo o bastante para se misturar com o vento, porem alto o bastante para se engrenhar em meus ouvidos e fazer meus tímpanos se irritarem. Jake estava chamando.

Ele também ouviu, pois levantou-se em um pulo, puxando-me consigo e segurando-me à sua frente. Suas mãos em minha cintura, seu calor tão perto, e seus olhos me analisando de uma maneira desconcertante fizeram um arrepio cair por meu corpo e meu coração palpitar. Por que ele tinha que me olhar daquele jeito?!

Engoli em seco com a imensa vontade de colar ainda mais nossos corpos, tocar seus lábios com os meus e tirar aquele ar arrogante de seu olhar. Céus, ele era tão tentador!

—Você tem que ir? — Inquiriu, a voz em um timbre calmo e sedutor. Segurei o suspiro. Se controle, garota!

—Sim, eu... — Pigarreei, tentando encontrar minha voz. -Jake está chamando.

—Pensei que ele passaria o resto da tarde com os Cullens. — Disse, torcendo o canto da boca em desagrado ao pronunciar "Cullens".

—Ele geralmente fica com eles quase o dia todo, todos os dias.

—Posso ir? — Perguntou, os dedos deixando minha cintura apenas para subirem em um contato arrepiante até minhas bochechas, onde afagou com tanto carinho que quase pude acreditar que era um toque inocente, porem seus olhos denunciavam-no. Eles estavam divertidos demais para que alguém pudesse confiar. Sorri, negando com a cabeça.

—Não. — Respondi simplesmente.

—Não? — Indagou, seus olhos ainda nos meus, sem desviar, mantendo um contato forte e intenso.

—Não. — Suspirei com a estranha eletricidade que seu afago estendia sobre minha pele.

—Vou com você. — Declarou, o olhar com um brilho sapeca.

—Não. — Neguei de novo, era legal contraria-lo. Seus olhos se apertavam em desafio mudo e podia-se ver claramente a determinação subir por seu corpo.

—Você nega como se não quisesse ficar perto de mim! Ainda não aprendeu? — Retrucou como uma criança birrenta, baixando sua mão a minha cintura novamente, puxando-me de encontro a seu corpo com um dos braços com força, chocando nossos corpos. Arfei com o impacto, de repente me sentindo quente com aquela proximidade. -Sua agressividade não me repele, me aproxima. Todo o seu jeito "educado" apenas me atrai cada vez mais... Alem disso, -Ele sorriu, convencido. E, lentamente, inclinou a cabeça em minha direção, nossas respirações se enrolando, respirando o mesmo ar. Meu coração saltou no peito, batendo enlouquecido, ansioso. Ele sorriu novamente e beijou delicadamente o canto de meus lábios. Seu perfume era tudo que podia sentir junto com o som de seu coração igualmente acelerado. -Você está caidinha por mim! — Sussurrou malandramente, fazendo-me vir para a realidade como em um click. Rosnei, socando seu peito e empurrando-o para longe.

—Idiota! — Sibilei, virando as costas e ouvindo sua gargalhada ecoar pela floresta.

Merda de imprinting!

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza?? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Sabe, uma recomendaçãozinha é sempre bem vinda!! Até mais!! Bjkss *---------------------*