Leah - I See You

11 Capitulo 11 - Merda de imprinting!


Notas iniciais
Oii pessoal!!! Tudo bem com vocês? Porque, cara, eu estou muito feliz com todos aqueles comentários, e favoritos, e acompanhamentos e MP's!!! Obrigada gente!!! Queria destacar e agradecer à Lehblack, amando, Bibi Swan Cullen, Mertriqs1, nuhsalvatore, DarkParadise, Hope Salvatore, Leandra Volturi, Candy N Cullen, AndyL, Stalker, Terumy M W Lahote e Letícia Paixão pelos comentários divos!!! Vocês são demais!!!! Ora = Agora Principessa = Princesa Oh Dio = Oh Deus Perdizione = Perdição Capito = Entendeu Bom... Espero que gostem. Boa Leitura *----*

Acordei com o barulho da chuva forte do lado de fora, o vento assoviava com a força da tempestade, as folhas das arvores balançavam-se inquietas, de um lado a outro, batendo contra o vidro da janela. Fazia tempo que um aguaceiro desse não chegava na região. O mais frequente sempre era o clima frio, os céus cinzentos e aquele típico fino chuvisco todo santo dia. Pelo jeito, o sol deu tchauzinho por um bom tempo.

Minha cabeça rodou por um momento e imagens da ronda da última noite tomaram meus pensamentos. Não me surpreendi quando a preocupação por Derick veio como um raio. Aquela explosão de sentimentos ruins em sua expressão ainda me atormentava. Por que ele estaria daquele jeito? Qual seria o motivo de tanta culpa?

Levei a mão ao peito, como forma de apartar aquela coisa irritante que sentia. Meu coração se apertava cada vez que lembrava daquele olhar culpado. E, droga, me deixava angustiada vê-lo triste. Merda de imprinting!!

Levantei-me em um pulo, arrumei meu quarto, tomei um banho e desci para tomar café, resmungando comigo mesma. O cheiro de panquecas que dançava pelo ar fazia meu estomago se alegrar, mas continuava em minha discussão mental. Por que, cargas d’água, eu tinha que me preocupar com aquele Abbado abusado?

—Bom dia, querida. Dormiu bem? — Mamãe saudou-me com um sorriso animado. Estrangulei um “oi, mamãe” e sentei-me na mesa em silencio. Vi quando Seth lançou a ela um olhar de interrogação.

—O que aconteceu, meu bem? Alguma coisa com a ronda? — Sabia que ela estava se controlando para não perguntar dele diretamente.

—Não. Foi tudo bem. — Respondi lentamente, cortando minha panqueca em pedaços pequenos como distração.

—Sabe, mana, eu contei algumas coisas para a mamãe. — Seth me encarava com um sorriso sapeca nos lábios. Mirei-o com indiferença, levando um pedaço grande e gostoso de panqueca a boca.

—Que coisas?

—Coisas, como gargalhadas de certas pessoas, brincadeiras secretas, provocações e, o mais importante, olhares bem significativos. – Provocou-me com olhos gozadores. Mostrei-lhe a língua em resposta e rolei os olhos ao notar o olhar indagador de mamãe.

—Tudo aconteceu normalmente. Fui até a casa da Emily porque ele não sabia onde nós iriamos nos encontrar, depois fomos fazer a ronda. E eu não o provoquei! — Defendi-me indignada. –Aquele abusado é que sempre começa, eu não fiz nada!

Mamãe sorriu misteriosa.

—Derick ligou agora pouco. Queria falar com você, mas eu falei que você estava dormindo e ele disse que ligaria mais tarde ou... Se você quisesse, você poderia retornar. Ele está na casa da Emily.

—Ah, é? E o que mais ele disse? — Perguntei calmamente, tentando não demonstrar minha curiosidade.

—Nada importante. Ele só pediu para te avisar que havia ligado.

Dei de ombros, sorrindo maliciosa.

—Eu ligo para ele depois. Vamos deixa-lo esperando um pouco.

—Ah, é um progresso, ãhn?! Porque... Tipo, você vai ligar de volta pelo menos? — Inquiriu com um sorriso largo.

—Bom... Sim. Ele não me ligaria se não fosse importante.

—Poderia ligar agora? Não é educado deixa-lo esperando. – Persuadiu, trocando um olhar cumplice com Seth.

—Não pedi para ele me ligar. Ele que espere sentado! — Retruquei, raspando o mel que havia sobrado no prato.

—Vamos, Leah. Ligue. — Sua expressão era praticamente um cosplay da do gato de botas. –Por favor, por favor, por favor! -Sabendo que ela iria me fazer ligar de qualquer jeito, bufei e me levantei derrotada. Ouvi quando ela e Seth bateram as mãos em um cumprimento animado enquanto discava o número da casa de Emily. Esperei até que o irritante parasse e depois de alguns minutos, a voz meiga de Emily atendeu:

—Alo?

—Oi, Emily. – Ouve um momento de respiração paralisada da parte dela. Deve ter ficado surpresa, mas... Ah, qual é? Não sou tão incomunicável assim, sou?

—Olá, Leah! Faz tanto tempo que não liga aqui! Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

—Não, não aconteceu nada... Só... Ãhn... Eu... Posso falar com o Derick? — Perguntei um pouco envergonhada.

—Claro, querida. Espere um pouquinho. — Escutei quando risos se sobrepuseram ao barulho de pratos batendo após o grito “Derick, Leah está no telefone!” de Emily e o “Ela retornou?! Tipo, ora?!” impressionado de Derick. Depois de alguns segundos, aquela voz rouca, sedutora e fofamente animada perguntou-me com carinho:

—Ei, Principessa. Eu te telefonei agora pouco e a sua mãe disse que você estava dormindo. Como você está hoje? Dormiu bem? — Contive o suspiro que queria sair.

—Olá, Derick. Eu estou perfeitamente bem e você? Espero que a terra não tenha lhe feito mal. — Provoquei com um sorriso. Era instantâneo. Era só estar com ele, ouvir sua voz, ou apenas imagina-lo que meu coração se enxia de alegria. Era fácil sorrir com ele. Irritantemente fácil.

—Você nunca vai esquecer isso, não é? Oh Dio! — Resmungou irritado. Apenas sorri ainda mais com sua irritação.

—Não fique bravo. Vamos, Derick. Um alfa deve reconhecer quando perde.

—Eu não perdi! Você trapaceou! — Rosnou aborrecido.

—Oh meu Deus! Você é muito teimoso!

—O sujo falando do mal lavado, Perdizione? — Retrucou e eu sabia que ele estava sorrindo.

—Okay, okay. — Dei-me por vencida... Por enquanto. -Vamos ao que interessa. O que queria falar?

—Queria te perguntar se não acha melhor contar as histórias em uma reunião com todos juntos. Ai não precisaríamos falar várias e várias vezes até que todos saibam. Pode ser? Eu já conversei com o Sam e o Jake e eles decidiram fazer uma reunião em volta da fogueira. Eu não entendi muito bem, mas tudo bem.

Pensei por um momento.

—Okay, mas... Você contou sobre aquela outra coisa de ontem?

—Várias coisas aconteceram ontem, Principessa. De qual delas está falando? — Bufei e ignorei o olhar maldoso que Seth jogou-me.

—Não aconteceram muitas coisas ontem, Abbado Abusado! Continue fazendo essas gracinhas e eu conto o que aconteceu no lago Ducchanne na primeira vez que se transformou. — Ameacei suavemente.

—Você conta isso e eu digo o que aconteceu no seu primeiro ano do colegial. — Rebateu calmamente. Bufei teatralmente. –Principessa, Principessa, você se esqueceu que o que temos é uma via de mão dupla? Você sabe alguns de meus podres, eu sei alguns dos seus, os dois ficam de boca fechada e ninguém sai envergonhado, capito? — Sorri com isso.

—Você é bom. Okay, estamos empatados. Mas, você contou o porquê de nossa via ser estranhamente ligada por pontos não normais? – Escutei sua risada suave e meu coração acelerou. Sabia que o “nossa” em minha frase havia mexido com ele tanto quanto havia mexido comigo.

—Ainda não. Não acho que seja algo tão importante para eles assim, Principessa. Não tanto quanto é para nós dois. Mas, se quiser contar... – Segurei o sorriso carinhoso que queria escapulir.

—Nós temos que contar. Sua mãe pode ter histórias parecidas e Billy pode ter alguma lenda.

—Então contamos hoje à noite. Já estou contando os minutos para te ver. — Gracejou com a voz sedutora.

—Tchau, Derick. – Sorri quando ouvi sua gargalhada e desliguei.

Voltei-me para a mesa e sorri novamente ao notar a expressão chocada de mamãe.

—O que? — Perguntei divertida. Ela piscou algumas vezes antes de encarar-me com agitação.

—Conte, conte, conte, conte, conte! Trate de contar já!

—Ora, contar o que? — Fiz-me de desentendida, tentando conter o sorriso insistente que teimava em não ir embora.

—O que é uma via de mão dupla? — Seth intrometeu-se parecendo igualmente animado. –E o que aconteceu na ronda ontem?

—Vocês são muito enxeridos, sabiam? — Indaguei retoricamente.

—Leah! — Exclamaram em uníssono. Bufei e mirei-os com seriedade fingida.

—Okay... Bem... Aconteceram coisas estranhas na ronda. Coisas muito estranhas. — Parei por um momento, apenas para fazer suspense e ver a ansiedade em suas expressões. -Quando nos transformamos, percebemos que podíamos escutar os pensamentos um do outro.

—Tipo, como no bando? — Seth perguntou com os olhos arregalados. Concordei com a cabeça.

—É, tipo no bando. Achamos que pode ser por causa do... Ãhn... Imprinting. — Não pude evitar que a última palavra saísse estrangulada.

—E de que histórias ele estava falando? — Olhei Seth repreensora.

—É feio ouvir a conversa dos outros, moleque. Muito feio.

Ele deu de ombros e sorriu.

—Não fiz nada. Vocês é que conversam alto demais.

Mamãe, prevendo que eu iria começar a retrucar, pediu:

—Conte sobre as histórias.

—Dona Stella tem histórias sobre lobas, transmorfas de verdade, outras além de mim! — Exclamei, quase quicando na cadeira. Ela sorriu por minha animação. –Aquele abusad... Quer dizer... O Derick me avisou que hoje vai ter reunião do conselho e quando estivermos todos juntos, ela vai contar as histórias.

Mamãe se levantou ainda com o mesmo sorriso largo no rosto.

—Tenho que sair agora, se não vai ficar apertado e vou acabar chegando atrasada. Vou ir na casa de Charlie e passar no mercado. Leah, você poderia passar as roupas enquanto isso? — Pediu com olhos pidões. Ergui-me em um pulo.

—Claro. — Pelo menos passando roupa, conseguiria parar de lembrar daqueles olhos azuis.

Ela se despediu rapidamente e saiu na mesma velocidade com o guarda-chuva roxo em mãos. Seth se foi logo depois dela, avisando que iria para a casa de Emily para ajudá-la com as visitas. Depois de ficar encarando as gotinhas de chuva da janela por alguns segundos, voltei a vida e subi.

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza?? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*