Leah - I See You

10 Capitulo 10 - Sorriso cafajeste.


Notas iniciais
Oiiiee queridos!!!! Então, POSTEEII!!! Eu disse que seria rápido dessa vez!! Queria agradecer imensamente a todos aqueles que favoritaram e acompanharam essa fic!!! Vocês são demais!!!! Queria agradecer infinita e grandiosamente também a Leandra Volturi, Terumy M W Lahote, DarkParadise, Dany, Mia Reedus, Stalker, AndyL, Letícia Paixão, xAmandaSantosx e Mertriqs1 pelos comentários maravilhosos!!!! Vocês são fodasticamente divos!!!! Eii fantasminhas, continuem aparecendo, por favor!!! Eu garanto que o próximo virá ainda mais rápido!!! Estou em uma onda de inspiração incrivelmente incrível!!! Espero que gostem Boa Leitura *---* perdizione = perdição principessa = princesa

—Bom... E agora? — Ele perguntou-me com a expressão confusa. Rolei os olhos para sua pergunta estúpida.

—Fazemos a ronda, ora. — Respondi enquanto procurava um lugar afastado para poder tirar minhas roupas.

—Onde está indo? — Virei-me para ele, cruzando os braços em frente ao corpo.

—Preciso tirar as minhas roupas para poder me transformar e você, Alfa, não irá me ver pelada hoje. — Disse encarando-o com indiferença.

Ele sorriu um sorriso diferente. Não era o doce e carinhoso que deu quando me viu pela primeira vez, nem o provocativo e sarcástico que sempre dá quando me provoca, esse era mais sedutor e completamente cafajeste.

—Talvez hoje não. Mas as coisas tendem a mudar com o tempo, não é, principessa? — Seu tom era divertido e tão cafajeste quanto o sorriso. Me surpreendi com sua fala cheia de segundas intenções.

—Você é muito abusado, Abbado!

—E você é muito estressadinha, Clearwater. — Devolveu com o sorriso intacto. Bufei em irritação e voltei-me para dentro da floresta. Fiquei mais atenta ao tirar as roupas, pois sabia que um par de olhos azuis poderia estar escondido nas sombras, e depois de arruma-las e esconde-las em um tronco oco de arvore, deixei que a magia fluísse. Um formigamento começou e meu corpo se esquentou, sentia a transformação se iniciar e terminar em menos de cinco segundos. Voltei de onde havia-o deixado e ele ainda estava lá, no mesmo lugar, na mesma posição, mas sem o sorriso cafajeste no rosto. Na verdade, ele parecia pensativo e, com certeza, os tais pensamentos não eram nada legais. Um turbilhão de emoções ruins brigava em seu olhar. Podia sentir sua preocupação, tristeza e culpa emergirem em ondas fortes pelo ar. Meu coração se apertou com isso. Odiava admitir, mas vê-lo triste me deixava com uma sensação forte de impotência. Queria fazer alguma coisa para que seu sofrimento acabasse, preferia mil vezes aquele sorriso cafajeste do que aquele olhar opaco. Aproximei-me um pouco mais e ele se mexeu rapidamente enquanto rosnava, sua posição era de ataque, mas se tranquilizou quando me viu. Aquelas emoções ruins se foram e um carinho grandioso tomou seu lugar. Senti-me um pouco desconcertada por ser o alvo de tal olhar.

—Leah? — Perguntou indeciso. Rolei os olhos novamente pela pergunta idiota e vi-o sorrir. – Acho que uma loba normal não reviraria os olhos assim se não fosse a própria Leah, certo? — Rolei os olhos de novo e sorri mentalmente. Ele estendeu a mão e sussurrou:

—Posso? — Fitei-o um pouco indecisa, mas por fim cheguei mais perto. O sorriso dele se alongou mais e sua mão me acariciou carinhosamente. A sensação era mais forte e me arrepiava até os dedinhos dos pés. Juntei todo o meu auto controle para que minha calda não começasse a abanar. Merda de imprinting!

—Você é tão linda! — Exclamou encantado. Baixei os olhos me sentindo cada vez mais envergonhada. Garanto que se estivesse na forma humana estaria corando como uma adolescente boba. Ele se afastou alguns passos e, sem me dar qualquer aviso ou lembrete sobre o que ia fazer, retirou a blusa lentamente e.... Wow! Que visão!

Ele não era uma bomba de músculos, como aquele vampiro grandão dos Cullen, mas era tão ou mais forte que Paul e Embry, com toda certeza. Tinha algumas cicatrizes e pude perceber que uma tatuagem diferente se alojava perfeitamente em seu ombro esquerdo, sua calça pendia para um lado em seus quadris, deixando um pedaço de sua cueca preta a mostra. A mistura do seu abdômen despido e aquele olhar sedutor foi a formula perfeita para fazer meu coração bater mais rápido. Ele sorriu zombeiro parecendo perceber que me deixava sem jeito. Rosnei para ele, xinguei-o mentalmente de idiota e virei-me de costas.

—Te deixo envergonhada, principessa? — Perguntou fazendo gracinha e ganhando outro rosnar nada amistoso em resposta. – Perdizione, não há nada aqui que você não possa ver.

Eu podia ouvir o som do jeans se arrastando e caindo aos seus pés, podia ouvir o coração dele batendo rápido e podia jurar que ele estava sorrindo. Um minuto depois, senti alguma coisa estranha, um puxão em meu peito e algum tipo de conexão esquisita. Meus pés se movimentaram sem a minha permissão e me virei para Derick. O loiro de olhos azuis profundos não estava mais lá e, encarando-me com o mesmo carinho e provocação de sempre, o lobo de pelos pretos e brancos se encontrava em seu lugar.

—Que droga! Será que nem em sua forma lupina você fica menos bonito?! — Resmunguei fitando-o fixamente, tentando esconder meu encantamento.

—Não posso fazer nada quanto a isso, perdizione. — Respondeu-me em um tom brincalhão.

Dei um passo para trás, assustada. O que? Ele pode me ouvir? Como assim?! Oh meu Deus!

—Eu também não sei. Quando me transformei senti alguma coisa estranha e, de repente, ouvi você dizer o quanto eu era bonito. — Provocou-me. Não ligando para sua gracinha, perguntei:

—Mas... Eu não faço parte do seu bando, você também não faz parte do meu, nós somos até de países diferente! Por que nossas mentes se conectam?

Ele revirou os olhos exatamente da mesma forma que eu revirei os meus minutos atrás.

—Você realmente não tem nenhuma ideia do porquê?

Esclarecimento brilhou em minha mente. Claro! Imprinting! Mas isso é normal? Por que... Tipo... É normal?

—Bom... Em Lupi Luna, nunca tivemos uma loba no nosso bando, nem no anterior, nem no anterior do anterior, nem do anterior do anterior do anterior. Transformas são muito raras, então não se sabe muito sobre elas.

Concordei com a cabeça.

—Aqui também. O conselho disse que, de acordo com as lendas, eu sou a única desde o tempo dos ancestrais. Não há histórias, não há lendas, não há instruções sobre o que uma loba deve fazer, o que acontece com elas, não há nada que indique que alguma outra garota já foi uma loba. São tantas perguntas que ficam sem respostas, tantas dúvidas que ficam sem soluções e... Bem... Eu fico confusa e um pouco assustada com tudo isso. — Desabafei suavemente. Não sei porque, mas me sentia extremamente segura com ele por perto. Sentia que podia contar qualquer coisa, confidenciar qualquer segredo, dizer qualquer aflição ou preocupação, pois ele entenderia. Eu sabia que ele entenderia. Sentia. Eu irritantemente sentia.

—Não está sozinha, Principessa. Transformas são raras, mas são poderosas. Não sei o porquê da sua tribo não ter lendas sobre elas, mas a minha família tem. Minha mãe sabe muitas histórias sobre majestosas guerreiras que lutaram em grandes batalhas contra aqueles parassitas nojentos e venceram com glória. Quando acabarmos aqui e voltarmos para a casa do Sam, podemos pedir que ela conte algumas. — Ele olhou-me com compreensão e sua voz estava tão cheia de carinho que meu coração perdeu uma batida. Mas ainda me sentia dividida. Ele, notando minha indecisão, continuou: –Você quer respostas, não quer? Quer soluções, quer saber mais sobre você, quer aprender mais, e eu quero lhe ajudar, perdizione. Quero ajudar-te a entender sua história. Aceita?

—Sua mãe não vai se incomodar, mesmo? — Perguntei incerta.

—É claro que não. Ela vai amar contar as histórias da nossa família. Então, aceita? — Seus olhos nutriam toda a sua empolgação e expectativa, sua voz transbordava alegria e eu não podia decepcionar aquilo. Simplesmente, não conseguia dizer não.

—Okay, tudo bem. — Cedi enquanto começava a caminhar com ele ao meu lado. Para demonstrar o quão feliz estava, vi-o saltitar algumas vezes. Sorri de seu jeito bobo e me repreendi por isso. Foco, Leah!

Ele olhava para todos os lados, gravando o caminho e os cheiros. Por nossas mentes estarem conectadas, podia ver tudo o que ele via, tudo o que sentia, mas alguns pensamentos passavam depressa demais ou ele escondia-os pensando em outra coisa aleatória. O mesmo era feito por mim. Caminhamos por algumas horas em que ninguém falou nada com ninguém, pensávamos com nós mesmos e, incrivelmente, não nos importávamos mais se o outro pudesse ouvir, sabíamos que estaríamos ocupados demais com nossas próprias preocupações para ouvir sobre o assunto que o outro pensava, sabíamos que podíamos confiar um no outro e sabíamos que nenhum de nós dois usaria algo ouvido aqui para machucar o outro. Conheci um pouco sobre Lupi Luna e sua família, vi seu amor pela sua mãe, vi a relação de amizade e irmandade em sua matilha, e ele viu um pouquinho de Forks e da Reserva, através de mim. Conheceu um pouco sobre a matilha de Sam e depois a de Jake, viu um pouco da batalha e o meu amor por mamãe e Seth. Obviamente, algumas coisas foram omitidas de ambos os lados. Ficamos daquele jeito, em um silencio confortável e amistoso, até que ele estancou em seu lugar.

—O que aconteceu?

—Está sentindo esse cheiro enjoativo? — Perguntou com olhos ameaçadores. –Parassitas.

—Sim, mas não se preocupe. — Farejei o ar novamente, só para ter certeza. – São só os Cullen.

Ele relaxou de sua postura de ataque e suspirou. Recomecei a andar, pensando em como adoraria correr em vez disso.

—Gosta de correr? — Indagou-me.

—É a melhor parte da transformação. — Suspirei imaginando o modo gostoso como o vento acariciava-me enquanto corria a toda velocidade.

—E você é rápida?

Mirei-o com superioridade.

—Rápida o bastante para fazer você comer poeira.

Seus olhos se tornaram desafiadores e provocativos.

—Isso é o que nós vamos ver. Já que nosso turno está acabando e teremos que ir embora, topa uma corrida até a arvore onde nos trocamos?

—Claro! No três, okay? – Exclamei animada.

Ele concordou com a cabeça e alfinetou:

—Veja e aprenda, Clearwater.

Sorri mentalmente com sua gracinha. Abbado, Abbado, você não sabe com quem está se metendo.

—1...- Vi-o se preparar para o número dois e sem esperar, corri em sua frente. — 3!

—Isso não foi justo, Leah! — Resmungou muitos passos atrás.

Ele era realmente rápido, muito rápido, mas eu era melhor. Ele sempre tentava me ultrapassar, porém não conseguia. Era ótimo e muito engraçado escutar o rosnar irritado a cada tentativa falha. O vento batendo em meu rosto era bom e refrescante, a lua cheia que brilhava no céu meio escondida pelas nuvens de Forks era bonita e eu me sentia feliz. Extremamente e estranhamente feliz. Cheguei a árvore três segundos antes dele.

—Ganhei! Eu ganhei! — Exclamei contente enquanto ia saltitando ao tronco onde minhas roupas estavam.

—Você trapaceou! — Resmungou indignado. Sorri ainda mais de seu comentário e, quando estava devidamente escondida, voltei a forma humana. Senti aquele puxão novamente e nossa conexão se perdeu parcialmente. Eu ainda tinha plena consciência de sua presença ali, ainda podia senti-lo. Voltei para nosso lugar de chegada e ele ainda vestia a camiseta. Lembrar dos músculos perfeitos dele e daquela cueca preta não fez muito bem para minha sanidade.

—Não valeu! Você trapaceou! — Sibilou entre dentes. Gargalhei de sua expressão emburrada.

—Ora, vamos, Alfa. Você sabe que não trapaceei. — Murmurei calmamente indo em direção a casa de Sam. Ouvi quando ele me seguiu ainda resmungando. O caminho de volta foi mais divertido e alto astral do que quando fomos. Ele ainda implicava, dizendo que eu havia trapaceado, e eu ainda alfinetava, falando que não havia trapaceado. Nem me importei de bater na porta quando chegamos na varanda. Podíamos ouvir claramente as pessoas conversando e sentir de longe o cheiro da comida de Emily.

—Você trapaceou! Aquela corrida não valeu, principessa! – Ele reclamou pela enésima vez. Virei-me para encará-lo com um sorriso.

—Você sabe que, sem trapaceio ou com, eu ainda venceria você, Alfa. — Sua cara se fechou após meu comentário e gargalhei com isso.

—Quero uma revanche! Sem trapaças dessa vez!! Aposto que ganho!

—Abbado, Abbado, você amou o gosto da terra, não foi? — Provoquei com a expressão divertida. Ele rosnou e se aproximou.

—Você está mexendo com fogo, Clearwater. — Ameaçou com olhos divertidos. Continuei olhando-o com superioridade.

—Estou morrendo de medo, Abbado. — Ironizei e gargalhei novamente quando vi um sorriso gigante aparecer em seu rosto.

Dei meia volta e encarei todas as pessoas que estavam lá. Praticamente todos os bandos estavam. Seth, Embry e Quill me olhavam como se tivesse nascido uma segunda cabeça. Sam, Jacob, Paul e Emily pareciam estranhamente surpresos e o bando de Derick analisava-nos confusos. Dei de ombros e sorri novamente. Era espontâneo, eu me sentia feliz.

—O que aconteceu para que todos os manés estejam reunidos aqui? — Perguntei a ninguém em especial.

Allan, Klaus e Joseph exclamaram um “Ei!” indignado e sussurrei um “Foi mal, meninos!” em resposta. Eles sorriram e assentiram. Por conta de ver um pouco das memorias de Derick, mesmo sem conhece-los direito, uma amizade grande por eles nasceu, eles faziam bem a Derick e eu sentia uma gratidão imensurável por isso. Embry sorriu e exclamou:

—Estávamos preocupados. Não sabíamos se Derick iria voltar inteiro ou não.

Todos gargalharam e eu rosnei. Embry e suas gracinhas!

—Não tenho culpa se esse Alfa abusado fica me provocando! — Resmunguei em minha defesa.

—Ei! Eu é que não tenho culpa pelo fato de você ser tão estressadinha, Principessa!

—Você é que é muito abusado, Abbado!

—E você é muito estressadinha, Clearwater! — Rebateu indignado. E começou de novo, ficamos um tempo discutindo sobre quem é que era o que e quando já estávamos no auge da briga, a mãe de Derick apartou repreendendo-nos:

—Vocês dois, mocinhos, parem de brigar agora! Isso são modos de dois lobos adultos?

Dona Stella usou aquele tom de voz que só as mães têm, aquele que te faz abaixar a cabeça e se envergonhar. Olhei para Derick, ele olhou para mim e sorrimos cúmplices.

—Desculpe. — Dissemos ao mesmo tempo. Os outros pareciam assustados e surpresos, não sei se por ter pedido desculpas a ela, ou por ter sorrido tanto ao lado de Derick.

—Vai ficar, Seth? Vou ir para casa, estou morta de sono! – Disse enquanto um bocejo provava meu ponto.

—Vou com você. Tchau, pessoas. — Falou levantando-se e se dirigindo à porta em meu encalço.

—Leah, não ia ouvir as histórias? — Derick perguntou animado.

—Hoje não, Derick. Estou morrendo de sono. Deixe para amanhã. – Murmurei suplicante.

—Você vem mesmo amanhã? — Indagou-me desconfiado.

Rolei os olhos para ele.

—Se eu disse que venho, eu venho!

—Que histórias? — Jacob e Sam perguntaram simultaneamente.

Derick olhou para mim antes de responder e vi que ele estava perguntando-me silenciosamente se podia falar. Balancei a cabeça, negando.

—Amanhã esclarecemos tudo, okay? — Respondi para Sam e Jacob, mas ainda olhando para Derick. Fiquei lá encarando-o por um segundo, para depois me lembrar de que estava com sono e precisava urgentemente dormir.

—Tchau, moleques, senhoritas. — Despedi-me passando pela porta.

—E eu? — Derick exclamou com sofrimento teatral.

Fitei-o por cima do ombro.

—Como sabe se não está incluído nos “moleques”, Abbado abusado? Está se sentindo muito especial para quem comeu terra minutos atrás.

Oh mio Dio, mulher! — Reclamou com a voz indignada, mas com um sorriso divertido dançando nos lábios. Nossos olhos se encontraram e sabia que os meus derramavam todo o afeto que eu irritantemente sentia por ele.

—Até amanhã, Alfa.

—Até amanhã, perdizione.

Sorri e caminhei até minha casa com Seth ao meu lado fazendo milhares de perguntas. Mamãe já estava dormindo e a casa estava silenciosa. Seth deu-me boa noite e subiu para seu quarto. Eu tomei um banho quente, comi um sanduíche e me joguei na cama com um sorriso largo no rosto. A inconsciência não demorou a chegar e a última coisa que vi foi Derick sorrindo cafajeste para mim. Merda de imprinting!

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza?? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*