Leah - A Escolhida
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Winterfel, nome perfeito para uma cidade péssima! Para minha infelicidade meu pai Jonathan Russel ganhou a proposta de ser diretor do colégio Escolarium e agora estamos nos mudando de cidade.
Deixar minha antiga vida é realmente muito difícil, eu já estava acostumada com a minha vida corrida em Nelstroom, porém estou tentando parecer feliz para o meu pai, ele sempre fez tudo por mim, é junto que eu colabore de alguma forma. Além disso não vai adiantar nada ficar emburrada, tenho que tentar ver o lado positivo das coisas.
Ao longo do caminho do meu novo lar, posso notar a diferença entre as cidades. Nelstroom é bem mais poluída e o ar é bem pesado, sem contar que é cheia de prédios altos e carros nas ruas. Já Winterfel é bem limpa, e com pouquíssimas prédios e os que tem são com no maximo cinco andares, além de que as ruas são bem mais vazias e a uma distribuição de verde bem maior. Mas o que me vem a cabeça é “ O que uma garota de quase 17 anos pode fazer nessa cidade?” .
– Acho que chegamos! – disse meu pai olhando o GPS.
– Você acha?!
– Não, agora tenho certeza! Chegamos! – disse ele parando o carro na frente de uma casa mediana, branca , de provavelmente dois andares , com flores bem bonitas na frente. Ela era lindíssima .
– Que linda pai!
Saí do carro e peguei minhas duas malas e minha mochila de costas . Não teríamos muitas coisas para arrumar, só tinha algumas coisas que os caras da van iriam deixar aqui e que nós trouxemos no carro. Esperei que meu pai abrisse a porta para poder entrar.
Quando ele abriu e coloquei meu pé para dentro da casa senti uma sensação estranha, mas boa. Aquele seria meu novo lar, e acho que isso me fez gostar um pouco mais de ter me mudado.
– Lê, você não quer escolher seus quarto não? – perguntou ele pondo umas caixas no chão.
– Tá, vou indo- disse já indo subir as escadas com minha mochila e a menor das malas.
Ao chegar no segundo andar, vi que tinha um pequeno corredor onde haviam cinco portas, a lá no final do corredor que era transparente que provavelmente levava para a varanda, a primeira que provavelmente seria o banheiro , e mais três que seriam os quartos.
Entrei na primeira porta que seria um quarto e me deparei com uma quarto bonitinhos, as paredes pintadas de bege, uma cama de casal bem no meio com uma colcha branca, um armário branco, uma poltrona no cantinho, uma cortinha verde escuro e uma porta que seria da suíte.
Sai do quarto e entrei na segunda porta, eu fiquei toda arrepiada, as paredes estavam pintadas de roxo meio lilás , a cama meio baixa com a colcha amarela com borboletas roxas e pendurado na parede um símbolo da paz gigante, as cortinas amarelas com borboletas roxas e um sofazinho encostado na janela, uma mesinha com um banquinho amarelo, um armário grande, um puf de ‘melancia’ e uma porta para o banheiro. Eu tinha certeza que não precisaria entrar no próximo quarto, aquele estava absolutamente perfeito!
– Gostou do quarto? – perguntou meu pai atrás de mim.
– Amei!!! Obrigada! Obrigada! – disse sorrindo e já pulando para abraça-lo – Foi você quem decorou?
– Não... eu contratei uma decoradora para decorar a casa e pedi para caprichar no seu quarto!
– Ai pai! Muito, muito, muito obrigada!
– Eu queria te ver assim feliz!
– Não precisava fazer tudo isso para me ver feliz! Mas agora que já fez por mim tudo bem.
– Bem, e eu também comprei uma bicicleta para você! Aqui você com certeza vai precisar! Por que você não vai dar uma voltinha para conhecer a cidade.
– Certo! Pai você é o melhor! O melhor de todos! – disse não me aguentando de tanto sorrir, como diria minha avó paterna estou sorrindo de orelha a orelha.
Joguei minha mochila de costas na cama e deixei minha malinha no chão, corri até a escada a qual desci apressada e fui direto para área de serviço onde provavelmente minha nova bicicleta estaria. Quando vi a bicicleta, quase surtei, ela era absolutamente linda! Era roxa com uma borboleta amarela bem grande e tinha uma cestinha amarela.
Estava pedalando bem devagar para poder memorizar os detalhes, as casas eram todos muito lindas, mas claro que a minha era mais. Então avistei um grande clube Lemonade Switzerland. E como eu já estava pedalando a bastante tempo eu poderia tomar uma água ou sei lá.
Coloquei minha bicicleta no estacionamento de bicicletas .Entrei no clube que tinha as paredes pintadas de roxo escuro , um bar e algumas mesas em volta, uma pista de boliche, num canto karaokê e algumas maquinas de jogos. Fui direto ao bar onde parei e esperei que alguém fosse me pedir o que queria.
– Oi? Licença alguém poderia me ajudar?
Um garoto mais ou menos da mesma idade que eu, com cabelos castanhos quase pretos e olhos bem escuros, veio até mim com um sorriso no rosto e perguntou:
–O que deseja?
– Bem... eu queria uma água.
– Tem certeza?! Eu te indicaria a limonada suíça, é a melhor bebida da casa e vende como água ou até mais.
– Então tá! Quanto é que tá essa limonada então?
– Para você eu faço um descontinho, é dez reais, mais você pode paga oito.
– Certo, então eu vou querer a limonada. – então peguei o dinheiro do meu bolso, foi então que eu percebi que eu devia estar horrível, não troquei de roupa desde que saí do ultimo hotel antes de chegar na cidade. Eu estava com uma calça colada, um altar azul claro e uma blusa soltinha com um coração e um símbolo da paz . Tirando que meus cabelos mel estavam num rabo alto meio bagunçado.
– Então, dá para ver que você não é daqui. É nova na cidade?- Perguntou o menino trazendo a limonada.
– Na verdade, cheguei hoje.
– Poxa que legal! E onde você vai estudar?
– Vou estudar do Escolarium.
– Não brinca? Cara eu sou de lá!
– Que coincidência!- disse até impressionado.
– Então chega aqui que vou te apresentar a uns amigos meus.- disse ele já andando até uma mesa com três meninos e duas meninas, e depois me olhou como se fosse para eu ir – Eu sou Michael, esse é o Diogo- apontou para um menino moreno, com olhos castanhos bem claros – esse é o Tonny- apontou para um menino de cabelos castanhos claros e olhos castanhos nem escuros nem claros — aquele é o Gavriel- apontou para um menino loiro com olhos azuis bem claros – aquela é a Sol – apontou para uma garota ruiva e com olhos castanhos – e aquela é a Melannie- apontou para uma menina com cabelo bem preto e olhos castanhos bem claros. E pessoal essa é a...
– Leah, me chamo Leah. – disse me apresentando.
O tal Michael puxou uma cadeira e colocou na mesa e disse:
–Leah, senta ai viu, e pessoal a tratem bem! Ela é novata na cidade e vai estudar no nosso colégio. Agora eu tenho que ir trabalhar mais to de olhos viu, deem boas vindas direito para ela.- então voltou para o bar.
–Então Leah, de onde você era? – perguntou o tal Gavriel
– Eu era de Nelstroom – respondi
– Caramba, é bem diferente daqui! Bem que eu senti um sotaque de lá. – disse o Diogo.
– É realmente é bem diferente.
– E então por que você veio? – perguntou a Sol
– Eu vim porque o meu pai agora vai ser o diretor do Escolarium.
– Mentira!- Disse Diogo animado – Demitiram aquela velha gorda?! Isso que é sorte senhor!!! – eu tive que rir quando ele disse isso, mas acho que ele estava comemorando muito cedo, por mais que meu pai seja muito legal, as vezes ele é bem rígido.
Então entraram dois garotos , altos do clube. Um com cabelo castanho e olhos meio castanhos claros ou algo do tipo, não dava para ver muito bem , e um moreno mas não dava para ver seus olhos, pois estavam escondidos atrás do óculos escuros do garoto.
– Quem são? – perguntei curiosa.
–São os garotos da Kennedy High. Insuportáveis! – Disse a Melannie
– Eles são nossos maiores rivais na natação! – disse Gavriel.
– O que esses idiotas fazem aqui! – Disse Diogo demonstrado estar realmente incomodado. Ele então se levantou bruscamente e foi até os dois garotos – O que fazem aqui seus idiotas?!
– Não te interessa! – disse o moreno de olhos escondidos.
– Saiam agora!!! –Gritou Diogo – Esse lugar é nosso!!!
– Não esse lugar é publico golfinho .
Então Diogo deu um soco no moreno, que lhe arrancou os óculos mostrando lindos diamantes verdes, o menino riu e deu outro soco. Então Gavriel e Tonny se levantaram e correram para segurar Diogo. Então Michael veio gritando do bar:
– O que vocês pensam que estão fazendo!!! Vocês sabem que aqui não tem briga!
– Eu sei Mick... foi mal – disse Diogo
– Que bom – Disse o moreno ironicamente
– O que você faz aqui Axel?
– Não te interessa! – Então o tal Axel sentou –se em uma mesa junto do outro garoto.
Então os meninos sentaram novamente na mesa e eu comecei a me sentir mal, não sabia o que era, se ia vomitar, se estava tonta, já fazia bastante tempo que não me sentia assim. Então apenas disse:
– Gente, eu já volto! Vou no banheiro rapidinho .
Me levantei e comecei a andar rápido em direção a onde eu achava que era o banheiro. Então encontrei duas portas que eu tinha quase certeza que eram os banheiros, entrei na primeira rapidamente e era um banheiro, sem olhar para nada corri para o Box, fechei a porta e sentei no vaso sanitário para ver se a tontura melhorava.
Depois que melhorou um pouco e sai do Box, me deparei com o tal Axel. E foi ai que percebi que tinha entrado no banheiro masculino.
– O que você esta fazendo no banheiro masculino?
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