Leah - A Escolhida
2 Capitulo Dois
Notas iniciais
–Bem....é... eu to... não é obvio? Usando o banheiro...- Disse meio atrapalhada e sem graça — Além disso eu não sabia que era o masculino!
– Ah ta, você é a unica pessoa na cidade que não sabe que a porta direita é do masculino! — disse ele ironicamente
– O problema é que não tinha placa! Se tivesse eu com certeza não teria me enganado!
– Você me parece do tipinho que sempre ta errando.
– E você me parece do tipinho grosso, chato e babaca! — eu disse já vermelha de raiva.
– Valeu pelos elogios! Realmente eu sou um demais, gato e o melhor! — disse ele convencido
– Urgh!!! Não foi isso que eu disse! — Falei estressada.
– Mas foi o que eu ouvi! – disse com um sorriso desafiador
– É melhor você ir cuidar do seu ouvido então! Porque você está com uma péssima audição.
– Na verdade, a minha audição é muito boa. Você que deveria controlar o que você fala.
– Ahhhh! Quer saber?! Eu não vou perder meu tempo falando com você! – Fui até a porta e gritei – Babaca!
Esse garoto me despertava uma certa raiva interior, que garoto era esse?! Eu NUNCA fui de não gostar das pessoas, ou odia-las como eu sei que vou odiar ele! Ahhh que insuportável!!!
Quando avistei a mesa, notei que apenas Sol, Melannie e Gavriel estavam lá. Apressei meu passo e quando me sentei na cadeira perguntei:
– Cadê eles?
– O Diogo estava muito irritado, então o Tonny achou melhor leva-lo para casa.-disse o Gavriel.
– Gente, eu e a Sol vamos indo. Preciso arrumar algumas coisas para amanhã ainda. – Disse Melannie
– Certo, acho que eu também vou ... meu pai deve estar preocupado. – Disse pensando em como meu pai deveria estar por eu ainda não ter voltado.
– Então a gente se vê amanhã. – Disse Sol já se levantando.
– Uhum...- disse e elas foram andando.
– E você, onde mora Leah? – perguntou Gavriel
– Eu moro na Av. 54. – eu disse já me levantando.
– Legal, eu também! Quer companhia?
– Companhia é sempre bom! – disse sorrindo. – Então vamos?!
– Vamos!- ele disse se levantando e então saímos do LS , como eles chamam o lugar.
A rua estava ainda clara, e não tinha muitas pessoas na rua, provavelmente dia de domingo quase ninguém saía.
– Já está se acostumando com a cidade? – perguntou Gavriel tendo ser legal, ou melhor, conseguindo ser legal.
–Mais ou menos, elas são realmente muito diferente.
– E você está animada para amanhã?
– Estou! Na verdade eu estou pirando! E se não gostarem de mim? Ou pior... se me acharem estranha?!
– Não se preocupa, você é demais!
– Ai... obrigada...- respondi super sem graça.
– E então, onde fica sua casa? – perguntou
– É aquela ali – apontei.
– Então você está entregue! – sorriu
– Obrigada por me acompanhar – disse e dei um beijo em sua bochecha
– De nada, e prazer.
– Prazer! – então corri até a porta da casa e dei uma olhada, ele acenou e entrei em casa.
~ ~ ~
Entrei em casa e me joguei no sofá, senti que estava esquecendo de alguma coisa... mas o que poderia ser? Sinceramente não faço a mínima ideia do que esqueci. Liguei a TV e estava passando uma corrida de bicicletas e então me lembrei, eu tinha esquecido a bicicleta que meu pai tinha comprado.
Dei um pulo do sofá, desliguei a TV e corri até o LS. Se meu pai descobrisse que eu esqueci a bicicleta no primeiro dia que usei eu estaria absolutamente PERDIDA! E eu teria de ir o mais rápido que pudesse, afinal já estava escurecendo e se me atrasasse para o jantar tenho certeza de que meu pai não iria gostar muito.
Assim que avistei o LS corri em direção a onde me lembrava ter deixado a bicicleta, mas quando olhei ela não estava mais lá! Onde está bicicleta poderia estar??? Sentei me no chão e pensei no quanto meu pai havia trabalhado para poder pagar a bicicleta... eu tinha que encontra-la de qualquer jeito!
Me levantei e comecei a andar a procura da bicicleta... talvez essa cidade não fosse tão calma como imaginei. Olhei para o céu e percebi que o tempo estava fechando e que talvez eu não encontrasse a bicicleta a tempo. O jeito seria volta para casa sem ela.
Cheguei em casa e subi as escadas com um silêncio sepulcral, entrei no meu novo quarto e me joguei na cama. Aquela seria minha nova vida... já comecei perdendo creditos com o meu pai...perder a bicicleta foi uma tremenda besteira e se ele descobrir vai achar que não gostei ou pior que sou uma filha ingrata. Eu preciso encontrar essa bicicleta.No meio desses pensamentos acabei dormindo com aquela roupa mesmo.
Eu estava correndo numa ilha deserta mas muito bonita, água transparente como água de bebe e um céu extremamente azul. Minha roupa era um vestido longo com as alças pesas nos ombros e um corpete que parecia ser de couro meio marrom. Meu cabelos estavam com cachos bem feitos e em maior quantidade do que costuma, e minha ‘franja’ estava presa como um meio rabo.
Eu corria em direção a caixa que estava aberta na areia, assim que parei na frente dela me sentei na areia de modo que minhas pernas escondidas no vestido ficassem cruzadas de lado, peguei a caixa que estava meio enterrada e percebi que era uma caixinha de musica , porém faltava o dançarino de algum modo meus olhos se encheram de lagrimas e quando estava prestes a chorar senti uma mão em meu ombro nu. Olhei rapidamente e vi que era um garoto alto, moreno, branco e com diamantes verdes no lugar dos olhos ou até fossem os olhos mas eram tão bonitos que mais pareciam ser diamantes. Ele me olhou no fundo dos olhos e perguntou com uma voz um tanto rouca mas deliciosa de se ouvir :
–Leah, você está bem?
– Agora estou!!! – disse e o abracei
– Encontrou a caixinha?-perguntou interessado
– Aqui! –disse me virando de volta para pegá-la, porém ela não estava mais lá. – Axel! Ela sumiu! – quando me virei novamente para vê-lo, ele também tinha desaparecido. Então gritei – Axel!!!
–Axel!!!
Fale com o autor