League of Legends: As Crônicas de Valoran
6 Capítulo 5: Katarina
Notas iniciais
Capítulo 5:
Katarina Du Couteau – Noxus – Mansão dos Du Couteau
Ela adorava a ação e a violência, mas as vezes gostava da tranquilidade. Matar estava em seu sangue, mas como toda a garota, ela tinha sonhos e esperanças. E mesmo que esses sonhos sejam bem sanguinários, pode se dizer que são bons. Noxus sendo o centro de Valoran, ela sendo uma Oficial tão poderosa quanto o pai, talvez até se casar futuramente. Ela não sabia ao certo com quem, mas queria que fosse alguém que ela gostasse, e a última coisa que queria era ser prometida para um homem qualquer com nome. Noxus é um lugar onde mulheres podem ser o que quiserem. Por que ela teria que se casar obrigada, como alguns Demacianos faziam?
Todos esses pensamentos toscos se soltaram de sua mente quando ela chegou em casa.
A casa era bem bonita para os padrões Noxianos. Tinha bastante vermelho; tapetes vermelhos, alguns sofás vermelhos, as paredes eram de um tipo de rocha negra, e haviam várias espadas e adagas penduradas. Na sala havia um imenso tapete e algumas poltronas que rodeavam uma lareira que estava acesa.
A primeira coisa que viu, foi sua irmã mais nova: Cassie. Na verdade, o nome verdadeiro dela é Cassiopeia, mas ela acha feio, então fica Cassie mesmo.
A jovem estava sentada no sofá, usando um vestido bege e simples; seus cabelos vermelhos estavam presos em um rabo-de-cavalo, e alguns fios de cabelo caíam na cara, e ela parecia estar bordando um tipo de bandeira com um brasão. O brasão era conhecido de Katarina, mas não lembrava qual era. Só podia ver um pouco de preto, algo que lembrava um corvo.
– O que está fazendo?
Cassie se assustou com a voz da irmã. Ela estava um pouco suada, e parecia ter colocado muito esforço naquele bordado.
– Ah, oi, Katy. – Ela ajeitou o cabelo, e o pôs atrás das orelhas. – Estou bordando... algo.
Katarina chegou mais perto da irmã, e olhou o brasão. Cassie parecia nervosa, como se não quisesse que a irmã vesse.
Katarina olhou com os olhos semicerrados para o bordado, tentando reconhecer o brasão.
– Um corvo – ela disse. – É o brasão dos Darkwill; um presente pro Keiran?
Cassie corou.
– Talvez.
– Cassie...
– Tá bom. É para ele.
Katarina cruzou os braços.
– Eu já te falei para não ficar muito com esse garoto. Ele é estranho, mimado, e é quase que irmão do chato do Jericho.
– Eu o amo.
Katarina riu, deixando a irmã um pouco chateada.
Uma voz feminina e velha cortou totalmente o clima chateado de Cassiopeia.
– Senhora Katarina. – Era a governanta da casa Du Couteau, Phildora Couson. – Eu estava ensinando a senhorita Cassiopeia a bordar...
– ...para o namorado dela? – interrompeu Katarina.
Novamente, Cassie corou.
– Ele não é meu namorado.
– Você acabou de dizer que o ama.
– Chega! – exclamou Phildora. – Dona Katarina, deixe Cassie bordar para quem ela quiser. Já é mais do que certo que ela se casará com Keiran futuramente, e será uma Darkwill.
Katarina bufou.
– Eu sei disso, Phildora, mas eu não vou mesmo com a cara daquele garoto. Ele só quer levar minha irmã pra cama. Os homens são assim mesmo.
– Ele não é assim! – gritou Cassie.
– Claro que é! – rebateu Katarina.
Uma figura toda de preto surgiu. Era um homem alto e forte, com cabelos vermelhos como os de Katarina e Cassiopeia, e usava uma armadura de ferro negro, e tinha uma espécie de tapa-olho. Uma espada e várias outras adagas pendiam do cinto, e haviam outras adagas imensas nas costas do homem. Mesmo com aquela armadura, ele não parecia tão imenso, e era só um pouco maior que Katarina.
– Por que vocês ainda discutem por coisas tão ridículas? – perguntou ele, com uma raiva controlada.
Katarina recuou.
– P-Pai?
– Lorde Du Couteau – disse Phildora. – Eu só estava ensinando bordado para a Cassie, quando a Lady Katarina chegou.
– E ela fez um alvoroço por que viu que a Cassie bordava o brasão dos Darkwill?
Phildora assentiu.
Katarina parecia um pouco transtornada.
– Pai, eu posso explicar.
– Não, não pode. – O homem foi até a filha, e a olhou nos olhos. – Cassiopeia irá se casar com Keiran, não se esqueça. Você pode não gostar do garoto, mas ele é filho do Alto Comandante, logo, você deve respeitar.
A garota ficou de cabeça baixa.
– Pelo menos eu não namorei com um Demaciano – disse Cassie. Katarina levantou a cabeça rapidamente, e ficou com uma cara de irritada para a irmã.
– Cassie... – disse Phildora.
– Tá bom, parei.
O general Du Couteau fez uma cara fechada. Katarina pensou que ele faria mil perguntas, mas agora não era hora. Ele queria vê-la já fazia um tempo, e ela estava atrasada.
– Você está atrasada.
– Eu sei, pai. Eu tive um compromisso muito importan...
– Eu não ligo. Vamos para a corte de Darkwill, pois ele quer vê-la.
Katarina franziu a testa.
– Espera aí... Quem queria me ver, você ou o gordão?
– O gordã... O Alto Comandante Boram Darkwill! – Deu pra notar a irritação no tom do general, pai das garotas.
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