League of Legends: As Crônicas de Valoran
2 Capítulo 1: Ashe
Capítulo 1:
Ashe Frozenheart – 15 anos – Caverna Desconhecida de Freljord
Aquele dia não poderia ficar pior em Freljord, uma cidade-estado de Valoran, onde o frio reinava, e o inverno era sem fim.
O vento frio congelava até a alma, e a neve chegava a cobrir toda a terra. As tempestades conseguiam afugentar qualquer forasteiro, e as viagens naquela terra eram quase que impossíveis. Ou você morria de frio, ou era morto por criaturas da neve. Ou seja, Freljord não era o melhor lugar para se viver.
Muitos foragidos de Piltover, A Cidade do Progresso, se aventuravam pelo norte, e davam de cara com o reino congelado de Freljord. A maioria não sobrevivia, pois a civilização mais próxima ficava a quilômetros da entrada da cidade, e a comida para quem não morava no reino era escassa.
Muitos diziam que Freljord era uma terra abençoada pelos deuses. Que um dia os Observadores – seres desconhecidos de imenso poder – visitaram a região, e deram incríveis poderes e imortalidade.
Naquela época, Freljord era liderado por três irmãs princesas: Avarosa, Serylda, e Lissandra. Avarosa sempre detestou o fato dos Observadores não darem liberdade de escolha para o povo, e por isso, ela travou uma imensa guerra contra eles. Houveram muitas baixas para ambos os lados. Logo os Observadores foram “extintos” e depostos. Avarosa foi nomeada a rainha de Freljord, o que não agradou nada as suas outras duas irmãs, Serylda e Lissandra. Lissandra então, foi a que mais odiou a queda dos Observadores, visando que ela recebeu poderes incríveis, e imortalidade. Ela criou um ódio por Avarosa que corrompeu seu coração.
Por causa da ira de Serylda e Lissandra, houve uma terrível guerra entre as irmãs, que foi conhecida como “A Guerra das Três Irmãs”. A vencedora teria o trono, e, claro, Avarosa ganhou, e as tribos se dividiram em três.
Até hoje, séculos depois da grande guerra, Freljord ainda é um reino de confrontos sem fim. Por mais que já tenha um soberano reinando, a batalha do trono sempre persistiu, e Freljord permaneceu assim, separada por anos.
As tribos foram divididas em três: A Garra do Inverno, é a tribo liderada pela feroz Sejuani, uma descendente de Serylda. Ela deseja conquistar Freljord através da força absoluta. Ela acreditar que somente os fortes devem prosperar em Freljord. Avarosianos, são aqueles leais à rainha Ashe, uma descendente de Avarosa. Enquanto outros guerreiam, Ashe trabalha dia e noite para estabelecer uma única aliança em todo o Freljord. Embora seus métodos são pacíficos, ela ainda é apoiada por um exército poderoso. Praeglacius, são aqueles descendentes de Lissandra. Eles preferem se manter escondidos nas ruínas da antiga Freljord, e por isso, muitas vezes são deixados de lado na história da grande guerra. Existem poucos relatos sobre a atual existência de Praeglacius, mas muitos dizem que Lissandra ainda vive, e deseja reaver seu trono.
Aquele dia não podia piorar.
Envolta em um medo contínuo, fugindo por horas de assassinos que até então haviam jurado lealdade à ela, Ashe Frozenheart, a mais nova rainha de Freljord estava congelando até os dentes.
Ela sempre foi uma jovem sonhadora. Ela sempre se maravilhou com as fortalezas colossais e abandonadas de seus ancestrais, e passava horas ao lado da fogueira ouvindo contos dos fabulosos campeões de Freljord. Ela, além de tudo, sempre amou a lenda de Avarosa, aquela incrível Rainha que liderou Freljord – uma Freljord unida – para a liberdade.
Por mais que sua mãe, a atual Rainha de Freljord, achasse uma enorme tolice o seu sonho de unir Freljord em uma só, ela nunca desistiu de seu sonho. Ela queria ver seu reino crescer, e sabia que, se todas as três tribos se unissem, Freljord seria um reino de poder implacável.
Agora, ela se sentia que sua mãe estava certa.
Aos 15 anos, sua mãe foi morta enquanto comandava a tribo em um ataque imprudente. Logo, ela foi forçada a tomar o trono de sua mãe, e ser a líder do reino. Ela optou por tornar seu sonho uma realidade, declarando que havia chegado a hora de afastar os feudos de sangue e investir em paz duradoura. Alguns de seus guerreiros não gostaram nenhum pouco dessa ideia, e decidiram matá-la.
Agora lá estava ela, andando por uma caverna de gelo, tentando se esconder daqueles que querem matá-la. Suas roupas, por mais que fossem feitas para esquentá-la, ela sentia como se seus ossos estivessem congelando, e seu rosto estava cheio de gelo. Seus cabelos, que já eram brancos como a neve, não ficaram tão diferentes, tirando que algumas partes literalmente congelaram, e seus cílios pareciam que poderia quebrar a qualquer momento devido ao congelamento.
Sua única companhia era um falcão albino que a havia alertado da presença de “inimigos”. Se não fosse por ele, ela estaria morta agora.
– M-Muito o-obriga-gada. – Ashe tentou acariciar o falcão, que não parecia se incomodar com o frio, mas ela mal conseguia erguer o braço. Ela fez um imenso esforço somente para falar. Mesmo gaguejando e quase morrendo de hipotermia, ela conseguiu sorrir para o falcão, que pareceu retribuir o sorriso.
Ela andava bem lentamente, se auto abraçando, para tentar se esquentar. Ela fez um imenso esforço para não começar a chorar, pois suas lágrimas congelariam.
Talvez minha mãe tivesse razão, pensou Ashe. Eu nunca poderei unir Freljord. Sou só uma adolescente. Onde eu estava com a cabeça quando pensei que poderia governar? Eu não sou a escolhida de Avarosa. Ela se lembrou de quando seu pai dizia que ela jamais poderia pensar numa coisa dessas – ele foi o único que sempre a apoiou, mas quando ele morreu, ela ficou desolada. Ele também dizia que ela jamais poderia desistir, e que nenhuma tempestade, nem a menor das temperaturas, e nem o mais longo dos invernos deveria remover a esperança de seu coração.
Ela sentiu seu coração se esquentar. Também sentiu determinação fluir, e ela olhou ao redor. Ela estava em um lugar completamente estranho; um lugar nunca antes explorado. Onde eu estou?, pensou ela.
Ela ouviu gritos dos soldados que queriam matá-la.
– Por ali! – diziam.
Ela se perguntou como eles podiam falar com tanta determinação, visando o tempo que eles a perseguiam, e a baixíssima temperatura que fazia ali. Talvez estejamos a vinte graus negativos, ela pensou.
Ashe olhou para o seu falcão salvador, e então ela fez que sim com a cabeça, como se os dois tivessem pensado no mesmo.
Ela começou a correr com toda a determinação possível. Nunca se sentiu tão quente em toda a sua vida. Ela correu e correu; ouviu o grito dos homens, e, ao olhar para trás, viu que eles estavam cada vez mais perto.
Não desista, disse uma voz feminina desconhecida em sua mente. Não parecia ser sua mãe. Ela jamais a incentivaria. Parecia uma voz celestial, algo que Ashe sempre ouviu quando pensava em seu sonho de unir Freljord. Avarosa, pensou.
Ela seguiu o falcão até chegar à uma clareira. Lá ela encontrou a ave empoleirada em uma pilha de rochas — uma sepultura ancestral de Freljord. Olhando-a pela última vez, o falcão gritou e voou para longe. Aproximando-se do monte, Ashe sentiu sua respiração congelar e um frio que não era natural resfriar seus ossos. A pedra no topo da sepultura estava marcada com uma única runa: Avarosa.
Pegue, disse a voz misteriosa em sua mente.
Os assassinos irromperam pela clareira, empunhando espadas e adagas, prontos para matá-la. Eles pareciam com frio, mas a maligna determinação que eles tinham para acabar com ela parecia esquentá-los de uma maneira estranha.
Ashe recolheu a pedra rúnica da sepultura para se proteger, revelando o que ela escondia: um arco ornamentado cinzelado em gelo. Ela o apanhou, chorando com a dor que o frio atacou seus dedos, e removeu o arco de seu local de descanso. O frio fluiu da arma encantada para dentro de Ashe, despertando um tremendo poder que sempre viveu dentro dela.
O frio abandonou seu corpo, e ela se sentiu revigorada. A energia poderosa do arco, agora fluía por suas veias, e ela sabia o que deveria saber. Ela sempre soube o que fazer.
Ela empunhou o arco e, agindo por puro instinto, formou flechas de puro gelo feitas do ar gelado e crespo. Com uma única rajada congelante, ela pôs fim à insurreição.
Tendo seus inimigos derrotados, ela sentiu um imenso alívio. Sentiu a esperança retornando ao seu coração; ela despencou ajoelhada no chão por causa do imenso cansaço que sentia. Ela se levantou, cambaleante e radiante, e olhou para a pedra e para a sepultura. Ela recolocou a pedra no seu devido lugar.
– Obrigada – disse ela àquele ser misterioso que a havia ajudado. Àquele ser misterioso que ela sabia quem era. Ela sabia que tinha sido ajudada por Avarosa.
Agora ela sabia o que fazer. Sabia qual era sua missão definitiva. Sabia que daria um fim à separação de Freljord, e transformaria sua cidade-estado em algo a mais do que uma simples tribo, e faria tudo ser como deveria ser.
Anos Depois...
Arredores de Noxus
Toda cidade tem seu lado negro, até uma a qual a reputação já é duvidável. Noxus — até seu nome é dito com uma mistura de admiração e repulsa — não é uma exceção a esta verdade.
A situação ao redor – e dentro – de Noxus estava deplorável. Isso tudo por causa dos Ratos Noxianos, que não são ratos, e sim bruxas velhas, assassinos sujos, moradores de rua, e pessoas pobres.
A cidade de Noxus se encontrava suja e asquerosa – como sempre –, e haviam assassinatos em todos os cantos.
Era difícil viver numa cidade daquele estilo. Somente os que moravam no subsolo tinham alguma chance – ou seja, as pessoas mais ricas. – Sabendo que no subsolo é que vivem os Ratos.
Os militares prezam pela segurança daqueles que vivem no lado de cima da cidade, e sempre fazem de tudo para capturar e matar aqueles que tentam sair do subsolo, e geralmente, acabando matando ou roubando alguém.
Naquela tarde não era diferente.
Vários militares Noxianos corriam por uma estrada de terra nos arredores de Noxus. Eles perseguiam um Rato que havia fugido do Submundo Noxiano e tinha assassinado um vendedor pelo simples prazer de sentir o sangue em sua lâmina.
O homem alto e sujo, com roupas de trapo e com uma lâmina suja de sangue fugia dos militares com uma determinação implacável. Nenhum dos oficiais conseguiu pegá-lo; ele era rápido e astuto. Sabia de várias rotas de fuga pela floresta, e por isso, ninguém conseguiu alcança-lo.
– Senhor! – Um soldado ofegante foi até o seu oficial, que era um homem alto, de cabelos pretos e penteados para trás, sobretudo preto, botas, uma bengala, e uma cara amarrada. – Se-Senhor, essa busca é ridícula. Tem certeza que precisamos pegar esse assassino?
O homem olhou para o soldado ofegante – que ajeitou sua postura ao receber o severo olhar do oficial – e disse:
– Você entende o quão ruim é ter um assassino do submundo à solta? – O soldado balançou a cabeça, negativamente. – Ele assassinou um mercador. Se ele permanecer à solta, quantas pessoas a mais ele pode assassinar? Tente pensar antes de falar alguma coisa desse tipo, soldado.
O soldado fez uma cara de vergonha, e então voltou à sua postura normal. Ele colocou sua espada na bainha, e saiu de perto da vista do oficial. Mas antes de ir embora, ele perguntou:
– Senhor – disse ele novamente. O oficial olhou para ele com uma cara fechada. – Como vocês planejam capturar esse... Rato?
O oficial sorriu, como se responder àquela pergunta lhe fosse interessante.
– Bem – ele disse. – Eu consegui calcular os locais aonde ele poderia ter ido, então eu pedi para que a senhorita assassina dê conta dele.
Mais além, na rota de fuga do assassino, em cima de uma árvore espreitava uma jovem garota de cabelos escarlates e roupa de couro preto. Ela tinha uma cicatriz em baixo do olho esquerdo, o que a deixava com uma aparência feroz. Ela esperava calculadamente a aparição do assassino, com os olhos semicerrados.
– Calma... – disse para si mesma. – Espere um pouco...
Barulhos de homens correndo ficaram cada vez mais altos, e ela percebeu que era hora de agir.
Foi quando o assassino apareceu, com suas roupas sujas e feitas de trapo, com uma expressão apavorada no rosto.
– Vou te dar um novo motivo para se apavorar – sussurrou a garota.
Ela desapareceu em um piscar de olhos, deixando apenas uma luz branca para trás, como um flash. Logo ela estava em cima do corpo morto do assassino, com duas adagas prensadas sobre suas costas, e o sangue escorrendo. Ela sorria de forma sádica para o corpo morto.
Mais atrás vinham os soldados e o oficial com sua bengala.
Ele sorriu de forma irônica ao ver o corpo morto.
– Meus parabéns, Katarina – parabenizou. – Vendo você apunhalando os outros pelas costas, temo um dia ser seu inimigo.
Ela levantou uma sobrancelha, e fez uma cara sarcástica.
Um estranho corvo pousou sobre o ombro do oficial, e Katarina olhou para ele com uma cara feia.
– Urgh! – disse ela, em tom de desgosto. – Eu odeio esse pássaro. Ele é tão bizarro!
O oficial acariciou a cabeça do pássaro, que pareceu gostar da carícia.
– Beatrice é um amor – respondeu o oficial. – Só você não gosta dela.
Um homem apareceu atrás do oficial, de forma ofegante, e disse:
– Uau, Katarina, você é realmente incrível. Não perde uma presa. Haha!
O homem era enorme, e muito musculoso. Ele usava uma roupa de batalha como os outros soldados, mas ele tinha um enorme machado pendendo de suas costas, e ele era equivalente a dois homens. Ele também tinha uma cara marrenta, mas parecia muito amigável.
Katarina fez uma cara raivosa para o homem, mas depois riu, e sorriu para ele.
– Obrigada, Sion. Diferente do Jericho, você sabe como me parabenizar.
Jericho Swain ergueu uma sobrancelha. Ele pensou em dizer algo, mas hesitou.
Katarina foi até Swain.
– De toda forma, seus cálculos foram perfeitos, Swain. – Ela deu um sorrisinho torto e dois tapinhas no peito dele. – Sem você eu não teria matado esse assassino.
Swain ergueu a cabeça de forma orgulhosa.
– Não vamos ficar nos parabenizando. Temos muito trabalho por hoje.
– É mesmo, é? – Ela coçou a cabeça. – É verdade, preciso treinar com o Talon hoje.
Sion fez uma cara de ingênua interrogação.
– Mas você não treina com ele todos os dias?
Katarina cruzou os braços e fez um biquinho.
– Sim, mas nunca é o suficiente para meu pai. Uma vez ele reclamou que só teve filhas mulheres, e aí eu pedi que ele me treinasse como se eu fosse um homem. Ele não parece ter se esquecido disso.
– Mas quem te treina não é ele.
– Sim – disse Swain, dando uma risada sem emoção qualquer. – Ele paga um homem para te treinar. Um antigo assassino do Submundo. Interessante...
Katarina fez um som de indignação e raiva, virou-se, e começou a caminhar até Noxus.
Ela se virou para Swain e para Sion, que estavam parados. Ela gritou:
– Vocês não vão vir?
Swain suspirou, e começou a andar, mancando e se apoiando em sua bengala. Beatrice, o corvo, se espreguiçava e grania enquanto pousada no ombro do dono. Sion deu uma ordem, e os soldados começaram a segui-lo. Logo eles estariam em Noxus.
A cidade de Noxus parecia mais bonita de dia. Por mais que houvesse pouca luz devido ao céu nublado, o local era bem iluminado e úmido. Haviam várias casas simples, e outras casas mais luxuosas, alguns apartamentos, e lojas. Por mais que a cidade parecesse cheia de gente feliz, a cor que mais reinava era preta. Ainda mais quando o céu se escondia atrás do enorme castelo negro do “rei” de Noxus, que não era um rei, mas um general. Digamos que em Noxus, não há diferença entre política e guerra. Noxus é um reino onde a patente mais alta no exército é tratada como o comando de todo o reino. E o comandante é, nada mais nada menos que Boram Darkwill.
Swain e Katarina andavam lado-a-lado pela cidade. Sion e os soldados vinham atrás. Swain era, de vez em quando, prestigiado por alguns cidadãos, devido aos seus inúmeros serviços em prol do reino nos últimos anos. Enquanto Katarina era prestigiada só por ser filha do General Du Couteau, e ter assassinado alguns comandantes Demacianos e outros soldados.
Os sapatos de Swain faziam um estranho barulho quando derrapados na estranha areia das ruas de paralelepípedo da cidade, o que irritava Katarina.
As ruas estavam cheias de carroças trazendo mercadorias, e cavalos. O vento frio e as nuvens denunciavam uma possível chuva, já que o inverno estava chegando.
Swain olhou para a rua, que estava um tanto movimentada. Podia ver alguns aldeões, e atrás, os soldados que os ajudaram na captura do assassino, que vinham a cavalo.
Crianças corriam pela rua, homens gritavam para vender frutas e até mesmo animais. Haviam algumas ferrarias e mercados pela região, e o que mais poderia se ouvir era o barulho do martelo batendo no ferro. Muitas das pessoas vestiam roupas feias e um pouco velhas e sujas. O vento soprava um pouco de areia e terra para todos os lados, e o cheiro da cidade não era lá grandes coisas.
– Boram deveria investir em mais alimentos e recursos para a população, em vez de investir tudo em guerra – comentou Swain.
– Se você quer isso – disse Katarina. –, fale diretamente para ele. Você não é protegido dele?
Swain esperava uma resposta mais sarcástica e má vindo de Katarina, mas ela falou com naturalidade, algo que não se via todos os dias. Desde que ele a conhecia, sabia que era melhor não se meter com ela. Era filha mais velha do general Du Couteau, um guerreiro de classe S, e era um dos melhores atiradores de adagas do reino. Logo, a filha também tinha o mesmo talento. Ultimamente era treinada por um antigo assassino, que fora recrutado pelo general, que mostrou piedade por ele num momento nada agradável. Katarina tinha uma cicatriz em baixo do olho esquerdo, que fora feita durante uma invasão à uma torre Demaciana. Ela conseguiu assassinar vários deles, e saiu de lá somente com uma cicatriz, feita pelo soldado Demaciano Garen Crownguard.
Swain disse:
– Ele é teimoso. Adora guerra mais do que qualquer um, e falar sobre algo do gênero com ele é como pedir a morte.
Katarina assentiu. Ela sabia como Boram era. Ele era legal com você na hora da bebedeira, mas quando ele estava no comando, era difícil de conversar com ele. Boram Darkwill já foi mais magro e mais centrado, isso há 92 anos.
Katarina parou de repente, olhou para trás, e viu que os soldados liderados por Sion haviam ficado para trás, e iam para a cavalariça. Ela mordeu os lábios inferiores, e disse:
– Vamos ver o Darius?
Swain franziu o nariz e levantou uma sobrancelha.
– Por quê? Ele não nos disse que iria dormir com uma garota e não queria que nós o interrompêssemos?
– É, mas vai ser legal fazer uma surpresinha para ele.
Swain fez uma cara de repreensão.
– Seu pai não queria vê-la?
– Ah, vamos lá, vai ser divertido. Depois eu vou para casa, vai?
Swain suspirou, e depois assentiu. Katarina sorriu e pegou-o pelo braço, levantou-o para longe.
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