Leader of the Demon
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Não sabia ao certo onde Jackie estava me levando, parecia um tampouco misterioso a respeito disso, ainda estávamos de mãos dadas, só de pensar nisso já me subia um calafrio. Estava de manhã ainda, mais onde estávamos parecia que já havia anoitecido.
A rua não era basicamente deserta, tinha enormes casas ao redor, carros que sinceramente eram os melhores que eu já vi em toda minha vida, suponho que estávamos em um bairro muito rico. Jackie parou de frente a uma casa, havia uma cerca de madeira bem velha, na frente tinha janelas quebradas e a porta era de madeira também, eu me perguntava o que aquela casa estava fazendo ali, em tal vizinhança que tinha uma aparência de ser muito limpa.
– Chegamos ao meu lugar favorito no mundo! – Jackie abriu um sorriso ao terminar a frase. E se aproximou da casa.
Ele estava radiante enquanto se aproximava do local, o olhar estava brilhando como de um menino de sete anos ao ver o brinquedo que ele sempre desejou.
– Jackie, você tem certeza que é essa casa?
Jackie me olhou, e fez um sinal com a cabeça para me aproximar, então sussurrou em meu ouvido.
– Esta casa Thalia não é o que você está pensando... Você com certeza está vendo uma casa abandonada, mas não, ela não esta abandonada. Todos que vêm aqui, no começo a acham aterrorizante, mais depois que entram nela, vêem algo fascinante, você vai gostar de ver. Olhe pra mim.
Olhei para ele, estava com as duas mãos em meu ombro, me dizendo o que fazer. Fechei os olhos, respirei bem fundo enquanto Jackie falava palavra por palavra.
“Credo Credo in creaturis non potest esse damnatus divina mundi praesidem dona mihi animam meam, et pugnare usque ad finem mundi, ad pacem, mundi.”
Jackie mandou abrir meus olhos, vi uma casa tão iluminada, ela era enorme, toda feita de ouro maciço igual ao baú que tinha achado, o telhado era todo de ouro, e tinha vários castiçais. Jackie falava que foi fundada por pessoas que acreditavam que existiam deuses antigos no mundo.
Jackie abriu as duas portas que dava a um salão, ele era tão grande que me sentia pequena ao pisar nele, tinha várias estatuas, estatuas que foram esculpida por seres humanos.
Parei-me olhando para uma estatua de uma mulher que segurava uma criança, tinha um lenço enorme sobre o corpo, como uma túnica, olhava fixamente para a criança, colocando a mão sobre a cabeça do bebe. Senti um frio passar sobre minha nuca, nunca tinha me sentido tão sozinha em toda minha vida, só pensava naquela mulher olhando para a criança desesperada e chorando, ela estava sem reação, só queria proteger seu bebê, não tinha percebido mais eu estava chorando, pensando em minha mãe.
– Thalia, você está bem? – Jackie tinha se aproximado, e colocado sua mão esquerda sobre meu ombro.
– Por favor... Não me diga que são estatuas de seres humanos verdadeiros? – abaixei a cabeça, vi que embaixo da estatua tinha um nome gravado em uma placa de bronze. “Calia Green”. Não sabia como, mais eu conhecia aquela mulher, o nome dela veio como um chute em meu estomago.
– Não, na verdade eu não sei nem porque você parou para ver essa criatura, ela nem deveria estar ai... – Jackie parou se enrolando nas palavras
– Porque não? – o olhei incrédula
– Porque ela é um demônio. E demônios não entram aqui... Só pessoas especiais. – Jackie que estava com um olhar furioso.
– Jackie, se essa mulher está aqui, quer dizer que ela é especial... – ele estava com os braços cruzados.
– Você ainda não entende né? Meus pais me diziam que essa mulher teve um filho demônio. As pessoas que fundaram esse museu acreditavam que ela era uma pessoa normal, mais não, ela não é, por isso que acabou sendo esculpida por tentar defender essa besta que ela carregava, infelizmente, a casa deles foram queimados por um de nós, os guardiões, e todos que estavam lá, morreram.
– Até a criança? Mais a criança não tem nada a ver com isso! – eu estava gritando de raiva.
– Ah Thalia, como você é idiota, cale a boca! Você não sabe de nada. Se essa criança continuasse, seria a grande destruição do nosso mundo... – Jackie parou por um segundo, tendo assimilar as coisas. – Sabe qual é o seu problema? Você não esta se permitindo acreditar em tudo que esta a sua volta.
Aquilo foi como um soco em meu estomago, eu queria acreditar, que aquela mulher era uma criatura fora do normal, que aquele bebe era um monstro, que poderia atemorizar tudo que existiu até hoje. Eu olhava pra aquela estátua, via amor entre a mãe e o bebe, o olhar dela, o jeito que ela a segurava, o modo dela passando os dedos sobre a pequena cabeça da criança.
– Jackie, não fique bravo comigo, mais agora é a hora de eu saber o que esta acontecendo, sobre tudo isso, sobre essa mulher, sobre isso de guardiãs, criaturas bestantes. Ajuda-me. – estava atemorizada, com a estátua e o modo que Jackie me olhava.
– Não sou eu que vou te contar, não posso fazer isso... São seus pais... Mas uma coisa eu posso lhe dizer, é sobre as nossas regras. Regras que não podem ser descumpridas é uma lei. – Jackie falou com um tom tão aterrorizante que até bateu uma dor em meu peito.
– Tudo bem, eu espero eles falarem sobre toda essa confusão, eu espero. Agora você. Fale-me sobre as regras. – um vento gelado me fez estremecer.
Jackie me levou para uma sala reservada, na sala havia alguns bancos pra se sentar, tinha varias fotos de pessoas antigas, Jackie dizia que era um memorial para as pessoas que morreram numa guerra entre Guardiões e Criaturas da Noite a vinte anos atrás.
Eu me sentei em um banco perto de uma fotografia de um homem, me aproximei para ver claramente o rosto do homem, era um pouco moreno, tinha os olhos mais lindos que eu já vi, eram azuis, tinha sorriso tão saudável, a barba era bem feita, dava mais charme a ele. Jackie se aproximou e olhou a fotografia.
– Ah, sabia que você iria vir até aqui! Ele é de sua família. – Jackie deu um meio sorriso.
– Como assim de minha família? – falei incrédula.
– Não seja tola Thalia, ele é irmão de seu pai... Seu tio... Ferdinando! – ele me olhou confuso.
– Eu nunca vi esse homem na minha vida, Jackie... – por um segundo observei a fotografia, do lado da foto, havia uma pedra de mármore cheia de palavras, uma biografia talvez, nome dele completo, o nome da família, e o acontecido.
Meu tio foi um nume, um homem com poderes sobrenaturais, com um espírito muito poderoso, ele era conhecido como o divino por conta de suas mágicas, infelizmente acabou sendo esfaqueado até a morte durante a batalha por demônios, ele teria hoje 38 anos de idade.
Com seus 18 anos acabou sendo considerado uma criatura das trevas, por conta dos seus poderes no mundo humano, ele não conseguia se controlar na escola, na rua, com os amigos e até com minha família, meu pai Andrew Chase, acabou trazendo ele para o mundo onde Jackie e os outros vivem, para ajudá-lo a se controlar e aprender a utilizar seus poderes para o bem.
Eu queria ter tido uma oportunidade de poder conhecê-lo, saber mais sobre a vida dele, sobre como ele acabou descobrindo esse maravilhoso poder, como foi à vida dele depois de tudo, se ele não se arrepende até hoje de deixar a família para trás e morar num lugar desconhecido, queria poder abraçá-lo, dizer o quanto nossa família sentia sua falta.
Meu coração doía cada vez mais, quando olhava para foto, nunca pensei que meu pai pudesse ter um irmão com tanta sabedoria, e tantos poderes em sua mão. Meu pai não tinha muito a ver com meu tio, ele nem se quer tinha olhos azuis.
Jackie ainda estava ao meu lado, estava me vendo praticamente chorar diante da fotografia de um homem que nem sabia que tinha meu sangue, ou que era parte de minha família. Sentou se ao banco, em uma posição inclinada para frente com as mãos entrelaçadas e me chamou para conversar.
– Preciso falar com você... E é importante... – Jackie estava com os olhos encarando o chão.
– O que foi? Aconteceu alguma coisa?
– Escute bem o que vou te dizer agora, melhor você não voltar pra casa hoje... É melhor você vir comigo... Vou te deixar num lugar seguro. – colocou a mão sobre a minha, com os olhos brilhando.
– Como assim, não é melhor eu voltar pra casa? Jackie...
– Vem comigo agora, não seja teimosa, venha comigo... Vou te deixar protegida, volte embora comigo agora... – ele respirava tão rápido, que me deixava mais nervosa do que eu já estava.
– Não, eu não vou voltar com você, hoje minha mãe vai fazer um jantar que por sinal já estou atrasada, ficamos aqui por horas, eu preciso voltar pra casa, é meus pais que estão lá... – sai do banco desesperada, estava quase chegando à porta do museu, quando Jackie atravessou atrás de mim e me puxou contra ele.
– Thalia, me ouça... Não vai a sua casa, é melhor você não ir lá hoje... Eu posso sentir algo, uma força negativa vindo até nós... Vai acontecer alguma coisa... E se não vier comigo, você vai morrer.
Ouvindo aquelas palavras, foi como se Jackie tivesse arrancado meu coração com as suas próprias mãos, me senti indefesa, só pensava em querer proteger meus pais do que pudesse acontecer hoje. Então me afastei dele, deixando-o sem ação.
– Você quer que eu vá embora com você, deixando pra trás, meus pais? Você esta louco? São meus pais Jackie, e eu não vou deixá-los.
Abri a grande porta do museu, e sai correndo, sem olhar para ver como Jackie iria reagir a tudo isso, só pensava em meus pais e mantê-los em segurança, não podia se quer imaginar viver minha vida sem meus pais, eu não podia nem se quer imaginar de não poder ver aquele sorriso de minha mãe falando sobre meu aniversario, que hoje seria um dia só de família, um dia que será inesquecível para mim.
Estava a um quarteirão de casa, podia até ouvir as pessoas cantando com aquelas musicas bem altas ultrapassando meus ouvidos. Olhei o céu, estava negro, como se fosse cair uma grande tempestade, as árvores se agitando com tanta força que se eu estivesse andando, poderia até ver os pneus do carro derrapando sobre a rua.
Olhei para minha casa, ela estava com as luzes acesas, bateu um alivio tão grande em meu peito, em poder ver que, talvez meus pais estivessem bem em casa. Mais só seria uma grande alivio sem duvida, quando eu abraçá-los e dizer o quanto amo cada um.
Abri a porta de casa e dei de cara com meu pai segurando uma espingarda tão grande que apontava para meu nariz. Entrei em choque, com as mãos para alto, vendo o olhar dele sobre a espingarda apontada para mim.
– Oh meu Deus, você está viva! – meu pai jogou a espingarda sobre o sofá e então me abraçou, eu estava completamente feliz. – Querida, venha, Thalia chegou... Nossa menina estava de volta... Pode sair da cozinha. – ele piscou para mim.
Minha mãe apareceu na porta da cozinha segurando uma incrível faca de cortar carne, olhei para ela, estava tremendo, sem reação. Ela voou em cima de mim logo que me viu, me abraçou tão forte que fiquei sem fôlego.
– O que eu falei sobre você não sair de casa com aquele menino... Eu falei para você não ir... Ele é perigoso... – minha mãe estava com a faca na mão ainda, apontava para mim sem medo.
– Mãe, cuidado com essa faca... O papai jogou a arma, porque você ainda ta com essa faca apontada pra mim? Sou eu... Sua filha, Thalia! – ela estava me assustando cada vez mais que apontava a faca.
Ela olhou faca, e logo em seguida para mim. Colocou a faca sobre a mesa da cozinha, que estava com vários legumes, verduras, todos picados sobre ela. Percebi que o fogão estava aceso, então percebi que estava morrendo de fome, e que estava um cheiro muito bom de comida, não qualquer comida, era uma que eu adorava. Escondidinho de carne seca, o prato mais gostoso que minha mãe poderia fazer.
Minha mãe retirou os alimentos da mesa, colocando uma linda toalha sobre ela, colocou três pratos brancos, garfos, facas e três copos. Depois de ter colocado tudo, ela pegou o escondidinho e o arroz do forno, e colocou na mesa, ela sentou-se conosco, e em menos de um segundo começamos a devorar aquele delicioso escondido que minha mãe fazia perfeitamente bem.
– E como foi o passeio com aquele menino? – meu pai perguntou, dando uma de curioso. Olhei para minha mãe, ela estava olhando para meu pai com um olhar de fúria
– Ora pai, pensei que você não gostasse dele também, igual à mamãe. – olhei diretamente para ela, que estava pálida.
– Não tenho o porquê não gostar daquele garoto, mais sei que ele veio de uma família, que talvez não seja uma boa influencia pra você, espero que você só tenha uma boa amizade com ele né senhorita? – meu pai me olhou com desconfiança
– Eu e Jackie somos apenas bons amigos, acho que não aconteceria nada alem disso, não dá minha parte. – estava encarando o prato
– Que seja assim então. Só apenas bons amigos. – minha mãe me olhava severamente.
– Ora Victoria, não seria tão amarga com a nossa filha, ela é apenas uma criança... – rapidamente meu pai olhou no relógio. – Que daqui a duas horas fará 17 anos.
Olhei para eles, estavam encarando o relógio como se fosse explodir a qualquer momento, estavam tão misteriosos, se olhavam a cada minuto, e isso estava me irritando, deixando alguma coisa escapar. Pensei então no que Jackie disse, sobre o mundo deles, e que nãos seria a obrigação dele me dizer, mais sim das pessoas que me criaram. Meus Pais.
– Chega desses olhares ocultos, quero saber de tudo... Vamos, daqui à uma hora e meia farei 17 anos, então, eu quero explicações, e vai ser agora, desembucha vocês dois. – estava de pé sobre a mesa, apontando o dedo para eles, como se fosse uma professora obrigando a fazer lição.
Meu pai abriu a boca para emitir som, mais nada saiu, olhei para minha mãe, ela estava encarando o relógio ainda, com os olhos dilatados, parecia que entraram em um choque profundo.
– Mãe... Pai... Algum de vocês dois vai começar, ou eu vou ter que começar?! – eu ainda não tive respostas, então comecei. – Tá bom, não vão começar, eu irei falar então...
– Tínhamos que esperar você fazer 17 anos, isso é uma lei do mundo deles. Mais acho que se nós falarmos o que esta acontecendo de verdade para você agora, achamos que você já vai estar preparada, para ser uma deles. – era minha mãe
– Senti-se filha. Agora! – meu pai apontava o dedo sobre a cadeira.
Sentei com as penas babas, senti meu coração saltitar em meu peito, ouvia minha respiração cada vez mais forte, e minhas mãos suando.
– Preste bem atenção. Seu pai é de um lugar onde pessoas especiais vivem, pessoas com super poderes, pessoas que foram destinadas a proteger o mundo das Criaturas da Noite, são os demônios, chamamos eles assim para não deixar pistas o máximo possível. Eu sou uma humana normal, como todas as outras, por isso que só o seu pai fez parte do circulo, do ritual de 20 anos atrás. Agora isso se repete, com os filhos dos guardiões... Cada guardião teria que sair do local de onde viviam, para se relacionar com um ser humano normal, para terem semi-guardiões, só poderia ter um filho cada casal, e o número do circulo seria somente seis semi-guardiões, eles teriam o poder de ajudar o mundo, impedindo que as trevas a se aproximem do Monte Gayd, que é de onde seu pai vivia com os outros guardiões. Com 18 anos, você tem o direito de querer mudar a sua vida, é uma regra também, com 17 anos você é preparada para o mundo dos especiais, com 18, você escolhe aonde quer morar e viver para todo o sempre.
– Então, eles precisam de seis pessoas... E essas seis pessoas são guardiões de um mundo paranormal... Onde existe de tudo?
– É isso, mais tem um, porém nisso tudo... Eles se... – meu pai ficou paralisado.
– Pai, eles... O que? – comecei a sacudi-lo pelo ombro, estava com os olhos fixos no relógio.
– Victoria... É meia noite... Leva ela pra cima, agora... Vai logo... – meu pai pegou minha mãe pelos braços e fez ela me levar até as escadas.
– Sobe... Agora, se esconde... E se ouvir alguma coisa, não venha pra cá, Thalia, corre o máximo que poder, corra... – ela estava com a mão em meu queixo, eu olhava desesperada para entender o que estava acontecendo.
– Querida, meu amor... Olhe para mim... Eu te amo você vai ser uma grande mulher, e saberá o certo e o errado na hora certa, não esquece isso está bem? Não confie em mais ninguém, esqueça seus amigos aqui do mundo, eles não poderão te ajudar, agora, é só você... Suba rápido... – minha mãe estava falando num tom carinhoso, mas ao mesmo tempo num tom apressado.
Subi as escadas tão apressada, que tropecei em vários degraus da escada, parei no corredor dos quartos, mais algo me chamou a atenção. Tinha algo brilhando no quarto dos meus pais, me aproximei , observei embaixo da cama e vi um brilho, mais não era de ouro, era de chamas.
“ Thalia, Thalia... Meu amor... Querida... Abra-me... Venha, eu quero te abraçar, sinto tanto a sua falta... Você pode abrir, é só você acreditar...”
Não conhecia aquela voz, eu não sabia o que fazer mais algo martelava em minha cabeça, eu não conseguia me controlar, fui até a mesinha de cabeceira e abri a gaveta, tinha um pequeno livro de bolso com uma capa marrom, não tinha nada nela, nem gravuras, nem desenhos, nada. O abri e vi uma pequena chave preta no meio das folhas, tinha um símbolo de fogo igual a do baú, procurei o baú em baixo da cama, o peguei e coloquei-o na cama, o abri com a chave, uma luz refletiu em meus olhos, e me senti tão forte, uma pessoa totalmente diferente, era um colar que chamuscava dentro dele, quando o peguei em minhas mãos, senti aquilo me da algo poderoso, algo inexplicável.
“Use-me querida... Se você me usar, você terá todos os meus poderes... Todos.“
Coloquei o colar no pescoço e me levantei, senti meus pés tocarem o chão e algo me fez queimar por dentro, sentia meu corpo se transformar em chamas, aquele objeto me deu forças, me deu equilíbrio, me sentia uma pessoa invencível
Estava adorando aquele momento prazeroso, me olhava de cima pra baixo me achando uma criatura surreal, ouvi um grito de uma mulher e uma porta sendo massacrada, corri até o fim do corredor, me abaixei de joelhos para tentar ver alguma coisa, vi dois homens gigantes, todos de preto, olhando para meus pais.
– Ora, dois Valedor, bem a nossa frente! Fale-me onde esta ela e pouparei a vida de vocês... – era um dos homens de preto, um moreno careca.
– Ela não é de vocês... E ela não está aqui... – minha mãe segurava uma espada brilhante
– Eu sei que ela está aqui, posso senti-la... E sim, ela é nossa... Vocês sabem muito bem que é... – o cara moreno deu um sorriso, então eu vi que tinha presas enormes no lugar dos dentes
– Não vou dizer olha ela está... Ela é a nossa missão, ela é nossa filha, e a amamos! – meu pai estava preparando sua espingarda.
– Então vocês não servem mais pra nada... Inúteis. – o cara moreno tirou uma espada de seu bolso, avançando sobre meu pai como se fosse um leão prestes a devorar sua presa, atravessando a espada no coração de meu pai.
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