Notas iniciais
Continua a jornada de Thalia com seus novos amigos misteriosos... Thalia irá falar um pouco sobre sua melhor amiga chamada Emily... Jackie começa a ser visto por outros olhos por Thalia, que quer conhecê-la melhor. Boa leitura!!!

Paramos em um ponto de ônibus, Jackie sentou-se em um banco próximo e olhou para Bea que estava examinando uma grande folha de pergaminho, ela olhou de volta rapidamente para Jackie e fez um sinal com a cabeça para ele chegar mais perto, eles trocaram alguns olhares confusos sobre a folha, encarei os dois, percebendo que estavam totalmente entregues ao mapa, não sabia o era aquilo que eles tanto olhavam, e me perguntava se isso também fazia parte dessa brincadeira toda.

– Meu Deus, é assim que vocês raptam uma pessoa? – senti um arrepio subir pela minha espinha – Deixam-na no frio, sem comida, sem água, no meio do nada, enquanto vocês ficam examinando essa folha velha toda amassada?

Jackie deu uma rápida olhadela para Bea, e começou a se aproximar de mim, sentei no banco, que esta estava geladíssima, tinha vários desenhos sobre ele, vários nomes feitos de corretivos, declarações de amor, números de telefone, e etc. Estremecendo de frio, Jackie sentou-se ao meu lado e ofereceu sua jaqueta de couro.

– Tome, não quero que você morra congelada, antes do ritual. – engoliu em seco.

– Ritual? Olha eu não sei quem são vocês, e o que vocês querem de mim, acho tudo isso um grande engano. Agora se vocês querem me matar para eu servir de oferenda a um animal, para que tenham comida por anos, eu não ligaria, mais seria meio que um crime isso né? – Jackie começou a dar gargalhada, como se eu fosse uma pessoa idiota, que não sabia o que estava falando, ele simplesmente olhou para mim e disse:

– Thalia, você não sabe nada de nos, mais gostaria que você entendesse algumas coisinhas, espero que você entenda, e que você não seja uma menina tão complicada em entender as coisas! – Jackie se ajeitou como se fosse contar uma historia de terror, colocando suas duas pernas cruzadas, tipo borboleta, em cima do banco, deixando o corpo de frente para mim. – Eu não sei se posso te contar agora, mais aonde nos iremos, é onde eu, Bea e várias outras pessoas vivem. Não é fácil entender, é um lugar onde só pessoas especiais podem entrar.

Comecei a tentar processar tudo que Jackie estava me dizendo. Diziam que 20 anos atrás, esse lugar, que esconde coisas de outro mundo, foi fundado pelos nossos pais, pelos meus pais, eles ajudaram a montar esse mundo, de criaturas místicas, de super poderes, e que nesse mundo pode-se existir de tudo, pode se existir coisas que nem eu poderia saber se de fato fosse real.

Olhei para Jackie, vendo como se expressava, vendo como olhava para o céu com aqueles olhos castanhos que as estrelas iluminavam e brilhavam diante delas, os gestos que fazia com as mãos para eu poder entender claramente como tudo pode ser real, o modo que franzia a testa quando era algo ruim, o jeito delicado de morder os lábios, comecei a perceber gestos que ele fazia gestos delicados que me prendia sobre ele, naquele momento era como se só existisse eu e ele, e mais ninguém.

– Entendeu Thalia? – Por um instante aquele choque me despertou e eu sinalizei com um sim, Jackie deu um olhar meio confuso. – Está tudo bem?

– Jackie, eu sei que você quer me deixar atenta de tudo, e eu agradeço isso, mais eu quero ir para casa, estamos horas aqui e até agora não achei nada de novo na minha vida, nada mudou, sim, eu acredito nessa historia dos nossos pais, que agora temos que salvar o mundo, que nós somos especiais, mais eu não to com cabeça para tudo isso. Meus pais devem estar ligando para policia numas horas dessas, por favor, vamos deixar isso para depois? – Olhei direto para ele, que estava com a cabeça a baixada. – Jackie?

– Acho que você não esta preparada, não é sua hora ainda, com a Emma foi super diferente, ela entendeu, ela sabia que eu estava à procura dela, por ajuda, já você, acha que te procurei para te matar, para dar você aos bodes. – Jackie respirou fundo. – Você não esta preparada para isso Thalia,vou levá-la de volta para casa.

Ele gritou para Bea, que estava sentada na calçada da rua, ela virou rapidamente para ele, chegou perto dela, eles conversaram por uns dois ou três minutos e Jackie se afastou gritando meu nome.

– Thalia, vamos vou te levar para casa! – Falou meio que cansado.

– Mais e ela, vai ficar na rua? – olhei para Bea que estava de pé, falando ao telefone.

– Ela vai me esperar, vamos não posso perder minha carona... Vamos... – Jackie fez um sinal com a cabeça para eu acompanhar, colocou as mãos no bolso e saiu andando.

Chegamos à rua da minha casa, como sempre, deserta. Estava cada vez mais frio, e eu conseguia sentir os músculos de Jackie se estremecendo ao meu lado, tirei a jaqueta que cobria quase todo meu corpo, bati no ombro de Jackie que se virou todo para mim.

–Tome, agora quem está com frio é você! – dei uma piscadela para ele, que me esboçou com um sorriso. – Acho que você está realmente bravo comigo não é mesmo?

– Não senhorita Thalia Chase, eu não estou bravo com você, eu já podia imaginar que você não estaria pronta. Mais eu quero que saiba que eu vou estar atrás de você, todos os dias, todas as noites, você vai se enjoar de me ver. – Jackie sorriu

– Enjoar de te ver? Quero que você veja bem, como você ira aparecer, não quero que apareça em meus sonhos românticos, porque será uma cena bem constrangedora.

– Ual, agora realmente me deu mais vontade de visitar seus sonhos... – Ele começou a dar passos em minha direção, encostou sua mão gelada sobre minha bochecha, senti um arrepio sobre minha nuca, senti meu coração pular, minhas mãos tremerem, comecei a tagarelar sobre minha cabeça “Eu nunca senti isso, com nenhum menino antes, o que esta acontecendo comigo? Será que estou gostando do Jackie, será que ele também sente a mesma coisa?“. – Adorei te conhecer Thalia Chase.

E se virou, andando pela rua deserta me deixando na frente de casa, fiquei olhando até ele desaparecer de vista, com a jaqueta pendurada em seu ombro e mexendo nos cabelos pretos lisos, fiquei imaginando como seria amar alguém, apesar de já saber, mais não perfeitamente, com o Brian eu não sentia borboletas no estomago, nervosismo quando ele encostava em minha bochecha, ou quando ele me beijava, eu não sentia nada, e isso me frustrava.

Abri a porta de casa, as luzes estavam todas apagadas, subi as escadas silenciosamente, para não acordar meus pais e deixá-los anda mais irritado comigo, apesar de eu adorar ver meus pais brigando comigo, mas às vezes era cansativo, embora o modo que falam comigo é super protetor, você poderia enxergar ódio e o amor todos juntos em penas um olhar. Isso era uma forma fascinante, de ver meus pais me mostrando o quanto eles se preocupam comigo, e o quanto eles me amam.

Cheguei a meu quarto, tirei o tênis e minhas roupas e coloquei meu pijama de dormir, arrumei minha cama, e deitei. Olhei para o teto e observei as estrelas. Aquelas que brilham no escuro, eu me lembro quando eu era criança, ficava olhando as estrelas e achava àquela hora o dia mais feliz de toda minha vida, eu não sabia como aquelas estrelas brilhavam tanto, me sentia como se eu estivesse no planetário, testando dar nomes as estrelas, vendo o formato de cada uma delas.

Então vem o Jackie na cabeça, a forma que ele olhava para as estrelas, os olhos castanhos brilhando na luminosidade da noite estrelada, aqueles cabelos escuros bagunçados com aquele vento gelado, eu esperava mesmo poder sonhar com ele, de saber como ele viria em meus sonhos, esperava mesmo que amanhã de manhã ele poderia voltar a minha casa e conversamos sobre tudo que ele me disse hoje.

Acordo com uma luz de sol em meu rosto tento se afastar, mais acabo vendo uma pessoa em frente de minha porta, me observando, logo vejo que é minha mãe.

– Ora, ora, ora. Vejo que pelo menos dormiu em casa! – Minha mãe com aquele bom humor de sempre. – Está ansiosa para amanha? –amanhã? Como assim? O que tem amanhã? Pensei comigo.

– Do que a senhora está falando? – Minha mãe me olhou, sem entender do que eu estava falando.

– Realmente você deve estar bem ocupada nos seus deveres de escola, para esquecer seu próprio aniversario! – Olhei para ela de volta, que estava encostada na parede, então lembrei que amanhã farei 17 anos de idade.

– Você sabe muito bem que eu odeio aniversario, não sei por que as pessoas gostam dessa data, elas mostram para todas as pessoas do mundo, que você está um ano mais velho, qual é a graça disso tudo? – olhei para minha mãe, que estava de braços cruzados com uma sobrancelha levantada.

– É seu aniversario, e eu quero que você fique comigo e seu pai nessa data, sem sair com a Emily e companhia, depois vocês marcam outro dia para saírem entre amigos, amanhã será um dia só de família, entendeu Thalia? – Esbocei um sorriso para ela, como um sinal de positivo.

Peguei meu celular, disquei o numero de Emily.

– Oi “cara de vaca”. – Emily como sempre super feliz em falar mal pelo telefone.

– Olá, está tudo bem por ai? – estava com uma voz de muito sono.

– Está tudo ótimo, Thalia, amanhã vou à tua casa, para conversamos um pouco, eu sei que é seu aniversario e eu espero te fazer muito feliz nessa data, eu até comprei o seu presente, e espero que goste... – Conseguia ouvir a voz de felicidade dela, era muito contagiante tudo isso, eu adorava ficar horas e horas conversando com ela por telefone, gastávamos créditos só falando abobrinhas, lógico que se minha mãe não tivesse dado a louca, eu estaria feliz por ficar conversando com a Emily amanhã, teríamos feito brigadeiros de panela, pipoca, ficaríamos assistindo filme de terror, falando sobre os meninos mais gatos da escola, ou fazendo uma lista de quem poderia estar grávida este ano. Mais infelizmente tive que cortar ela no telefone

– Espere Emily, acho que amanhã não vai dar para fazermos nossas brincadeiras, minha mãe me acordou agora e disse que quer uma coisa em família, você sabe muito bem que eu odeio festas de aniversario, mais é que vou ter que deixar esse ano para eles – Comecei a perceber que do outro lado da linha, só ouvia uma respiração tão baixa, que até pensei que ela estivesse desligado o telefone na minha cara. – Alô... Alô... Emily? Você está ai né?

– Estou, e estou muito chateada com você, mais eu sei, sua mãe está certa, então, eu dou seu presente outro dia, está bem? – A voz da Emily diminuiu, bateu uma tristeza na voz dela, Emily era sozinha, foi levada para um orfanato, ficou lá durante seus 15 anos, quando foi adotada por um casal de velhinhos, que ela acabará cuidando logo em seguida, não foi nem um tipo de filha, mais sim, uma babá para eles, os velhinhos se apegaram tanto a Emily, que considerava ela sua neta, então o avô de Emily adotivo morreu depois de um ano e meio, sua avó adotiva estava no hospital há meses atrás fazendo tratamento, estava muito doente. Ela nunca quis conhecer seus pais biológicos, às vezes quando sua avó piora, ela me liga desesperada, contando sobre tudo, e eu queria muito ser a grande irmã que ela sempre pediu a Deus, eu queria muito poder ver todos os dias a minha melhor amiga esboçar um sorriso.

– Está tudo bem sim, olhe amanhã eu vou estar com eles, mais depois quem sabe, nos poderíamos sair juntas? – Ouvi a respiração dela do outro lado mais aliviada que antes, eu conseguia sentir a felicidade dela.

– Vou adorar Thay. Nós se falamos amanhã, preciso desligar agora. Beijos.

Então, bati o telefone no gancho, quando minha mãe gritou lá de baixo da cozinha, desci as escadas correndo, desesperada, achando que tinha acontecido algo com ela.

– Mãe, o que aconteceu? Porque gritou daquele jeito? – uma ponta de dor passou pelo meu corpo.

– Não Thalia, eu mal gritei, só estava fazendo o almoço, então a faca caiu batendo no meu pé. Fica sossegada, só está sangrando um pouco.

– Você tem certeza mãe? Espere vou pegar o kit de primeiros socorros... Fique quieta... Não se mexa... Já volto!

Subi as escadas novamente para achar o Kit, entrei no quarto de minha mãe, estava na mesinha de canto, onde ela deixava as coisas de trabalho, parecia mais um canto de roupas sujas, tinha roupas jogadas, mal parecia o quarto dos meus pais, abri as gavetas da mesinha, lá estava ele, o peguei seguirei entre os braços, quando tropecei num salto gigantesco que estava no meio do quarto, estava sem fôlego e desesperada, minha mãe estava sangrando, por acaso acabei olhando por debaixo da cama, vi um baú pequeno, passei meu braço por debaixo da cama para pegá-lo, vi aquele baú tão brilhoso, e tinha um emblema, um símbolo de fogo, o baú era coberto de ouro maciço, que fez meus olhos arder em chamas, eu olhava para aquele baú sentindo que eu já tinha o visto muitas vezes, mais nunca cheguei a tocá-lo, tinha uma frase sobre ele, de uma língua que eu não conhecia.

“CaelumetterraVestibulumtollerepotest.”

Comecei a ler aquela frase em voz baixa, sentia que aquela língua era diferente, e que talvez nem tivesse aulas dessa língua, estava tão familiarizada com a língua, que se esqueci de minha mãe, que por sinal estava gritando de dor lá embaixo. Acordei daquele devaneio, coloquei o baú de volta por deixo da cama, levantei tão rápido que me senti zonza por alguns segundos, senti meus pés firme no chão e desci as escadas.

– Nossa Thalia, você demorou muito menina, o que aconteceu lá em cima? – minha mãe estava na frente da escada com um olhar furiosa.

– Me desculpe mãe, é que eu me esqueci completamente onde estava o kit... Está aqui agora... Vem, vamos fazer esse curativo... – senti minha voz falhando, a cada frase que eu dava meu coração pulava com tanta força que achei que fosse ter um ataque.

– Ei, querida, é só um corte, nada de mais, não precisa tremer tanto assim... Eu estou bem... – falou, passando sua mão sobre minha bochecha.

Peguei o kit, o deixei em cima da mesa, minha mãe colocou a perna dela sobre minha, abri o kit de primeiros socorros, peguei um pouco de água bonificada, para não ter nenhum risco de infeccionar o corte e deixá-lo cicatrizado, enrolei o pé com gazes próprias para curativos, terminei o trabalho de enfermeira. Senti-me tão feliz ajudando minha mãe, eu senti varias vezes ela me olhando, ou talvez admirada por estar ajudando ela.

Fique ajudando ela a fazer o almoço e falamos sobre o dia de amanhã, ela acha que será memorável para mim, eu suponho que não seja, pois eu odeio festas de aniversários, principalmente quando é um jantar em família, estava cortando as cebolas para colocar sobre o bife, eu adorava bife com cebolas, mais odiava ter que cortar as cebolas. Meus olhos encheram-se d’água, começaram a arder sem parar, peguei um pano de prato para enxugar as lagrimas, quando a campainha tocou.

– Vou atender, talvez seja seu pai... Acho que ele esqueceu as chaves, continue cortando as cebolas... – ela falou com um tom de mistério no ar, me senti sendo investigada naquele momento.

Comecei a ouvir vozes, de duas pessoas, uma era de minha mãe dava para identificar, a outra parecia um tom mais suave, de Emily talvez, mais eu tinha já falado com ela pelo telefone, não tinha um porque de ela vir em casa. Só se aconteceu algo bem grave com ela e veio até mim. Corri pelo corredor, até chegar à sala de estar, olhei para minha mãe que estava assustada.

– Mãe? Quem é?

– É um... Amigo seu... – ela não conseguia terminar a frase, estava em choque. Mas continuou, respirando bem fundo – Thalia, você conhece esse rapaz?

Passei por minha mãe que estava de olhos fixos no menino, eu via o olho dela tão dilatado, surpresa, ou até mesmo com medo, não entendia a reação dela, então cheguei até a porta e logo o vi, olhos castanhos, cabelos escuros, uma calça preta rasgada pelo joelho, e uma blusa cinza. Era Jackie.

– Jackie! O que você está fazendo aqui? Pensei que... – olhei para minha mãe que estava agarrada na porta, com os olhos queimando em fúria. – Mãe? A senhora está bem?

Sem pestanejar, ela me puxou para dentro fechando a porta. Olhou para mim como se fosse uma mãe ursa querendo defender sua filha, estava com a respiração ofegante, os olhos dela ainda estavam queimando por dentro.

– O que foi isso, você está ficando louca? Ele é o Jackie, meu amigo... Mãe!! – eu estava gritando com ela agora.

– Eu... Não quero... Você com esse... Menino. Estamos entendidas? Eu não quero Thalia, eu não quero.

Ela subiu pelas escadas, batendo o pé com tanta firmeza, que pensei que a casa ia cair, me recompus, passando a mão sobre meus olhos, que estavam molhados pelas lagrimas que correram, estava tremendo, não entendia muito bem porque minha mãe ficou daquele jeito quando viu Jackie, para mim ele é tão inofensivo. Aproximei-me da porta e a abri. Lá estava ele, ainda, de cabeça abaixada olhando para o chão.

– Eu acho que sua mãe não gostou de mim! – falou com um tom de tristeza.

– Me desculpe por isso, eu não sei o que deu nela, acho que ela confundiu você com algum outro amigo, desculpe mesmo... Eu to sem palavras... – fui derrubada pelo choro, as palavras não saiam mais.

– Ei nervosinha, não fique assim, está tudo bem, ela só estava defendo a filha, ela está certa! Não fique assim...

– Não Jackie, ela nunca foi assim, eu não sei o que está acontecendo, ela estava diferente, o olhar dela estava diferente... O que está acontecendo com a minha mãe... Jackie, por favor, me tire daqui... – peguei o pela manga de sua blusa, e o levei embora, desesperada.

– Eu não queria que fosse assim o nosso primeiro encontro, mais pelo visto... Eu ia te chamar pra sair, mas... Acho que você já esta fazendo isso... – falou batendo o ombro sobre o meu.

– Olha só, você já está me olhando como se fosse sua presa... Eu não sou sua comida Jackie... – pisquei de volta.

– Nunca imaginaria isso... Pensei num dia especial para nós, que talvez você gostasse de sair com um amigo, porque amanhã você faz 17 anos, não é todo dia que fazemos 17 anos... – piscou de volta

– Fico feliz, por você ter me procurado... – abaixei a cabeça

– Ficou? Eu também fiquei feliz por tê-la te encontrado, eu queria te conhecer melhor Thalia Chase, quero saber tudo de sua vida... Você daria essa honra?

– Lógico... Eu adoraria te conhecer melhor, e saber melhor da onde você vive... Que para mim é um lugar fora desse mundo. – tentei o olhar de volta, mas ele não estava mais do meu lado. – Jackie?

– To aqui... Fui pegar isso para você... Quer me conhecer melhor? Então venha comigo, que eu te mostro. – ele esticou a flor que estava em sua mão, a peguei e a cheirei, não tinha cheiro algum, eu o olhei de volta, ele estava com os olhos castanhos me observando.

Estiquei minha mão, e entrelacei-a sobre as deles, senti o meu corpo enrijecer com o toque da mão dele, meu coração começou a triplicar em batidas surpreendentes, o olhei nos olhos, estavam totalmente entregue aos meus, senti um pequeno brilho tão cintilante entre eles, nunca imaginei ver aqueles olhos tão perfeitos olhando diretamente pra mim, ele me puxou e seguimos a rua sozinhos de mãos dadas.

Notas finais
Continuem lendo essa história, que esta sendo feita com muito amor e muito carinho, espero que vocês tenham muitas perguntas a serem respondidas, muitos misterios serem respondidos, enfim, fiquem ligados !!! Espero que todos tenham gostado do capítulo e que peçam mais e mais! Obrigado a todos...