Notas iniciais
Nesse capítulo vocês vão conhecer Thalia uma menina pensativa, e revoltada ás vezes, adora estar com os amigos, principalmente com Emily sua melhor amiga que sabe, sobre uma paixão secretada por seu amigo Brian... E nesse período acaba conhecendo outras pessoas de um outro mundo.

Meus olhos se abriram e percebi que já estava de dia, então olhei para o despertador em cima do meu criado mudo, acabara de completar 6 horas da manhã, meu coração batia num tom bem acelerado, sentia como se fosse sair pela minha boca, sentia minha respiração ofegante, por saber que voltaria às aulas, sabia que estava ansiosa para saber das novidades, das conversas fora de hora na sala de aula, eu estava até com saudades dos meus professores, coisa que eu nunca admitiria se eu tivesse algum juízo na cabeça, mais como eu não tenho, admito que eu esteja com saudades e me sentia feliz com isso.

Cheguei ao banheiro para tomar uma ducha e tirar todo suor do meu corpo, todo cansaço, pois eu queria estar nova em folha durante a aula, liguei o chuveiro e entrei, ouvi passos pela casa, mas logo em seguida esqueci-me de tudo, me concentrei naquele momento, só naquele momento, um momento que eu chamava de “se avaliando” aqueles momentos que você se depara olhando pro teto, pensando em como seria sua vida se você não tivesse amigos, família, seria sozinha, não seria uma boa escolha, não ter amigos para ir à detenção juntos, dar risada dos professores, essas coisas de alunos que não tem nada para fazer. Não digo que sempre fui uma boa aluna, porque sempre fui sempre tirei notas boas, mais às vezes, você só quer se divertir, você só quer brincar, deixar a vida mais leve, sem muitas responsabilidades, apenas viver o dia-a-dia como se fosse o ultimo.

– Thalia, querida, vai demorar mais no banho? – Era minha mãe. – Vamos logo, pare de enrolar, que diabos você tanto fica fazendo nesse banho? Você quer mesmo já ir à diretoria no primeiro dia de aula? – Aquilo me pareceu um tom de deboche, pois ano passado, não sai da detenção por um logo tempo, sem que ela viesse a me buscar.

Abri a porta do banheiro, e logo vi aquela cara estranha me olhando, como se fosse uma presa indefesa, ela olhou para mim de um jeito medonho, deu vontade de gritar, não sabia que minha mãe estava de bom humor hoje, ela nunca diz “Bom dia filha” ela sempre tem que acordar e dizer “Vai logo Thalia, está demorando muito” ou algo do tipo. Por Isso, que nem perco meu tempo brigando com ela.

Peguei minha calça e a camiseta de escola, comecei a vestir rapidamente, eu sentia que estava atrasada, e não queria levar bronca já no primeiro dia de aula, seria muito vergonhoso. Terminei de me trocar, fiz um coque no cabelo, daqueles coques bem bagunçados, desajeitados que eu sempre amei, ao contrario de minha mãe, que odiava. Peguei minha bolsa e desci as escadas, olhei ao redor e logo vi meu pai parado diante da porta da cozinha mexendo em seu celular, acho que estava procurando algo. Parei diante dele e sorri, como uma menininha querendo algo, lógico que eu queria.

– Se você quer dinheiro, peça a sua mãe! – ele deu de ombros. – Thalia, acha mesmo que vou dar dinheiro para você?

Senti meu estomago revirar, olhei para mesa, procurando algo que preste, peguei um pão francês, abri ao meio e passei manteiga, depois peguei um copo de suco, sentei ao lado da cadeira de meu pai.

– Eu pensei que você pudesse me ajudar! – Meu pai olhou para mim incrédulo. – Ei, senhor Chase, me ajuda vai, hoje é primeiro dia de aula, não posso chegar lá sem dinheiro!

Meu pai odiava que eu o chamasse de Chase, ele gostava geralmente que eu o chamasse de “papai ou de papi” mais eu nunca fui amorosa, como ele sempre quis que eu fosse. Senti-o bufando de raiva e com o olhar furioso, sentia que estava fazendo tudo errado, mais nunca fui certa em toda minha vida, e quando peguei meu copo de suco, senti o aroma de maracujá, o meu preferido, tomei o por inteiro.

Ele olhou o relógio e então viu que já estava atrasado para o trabalho, pegou sua carteira e jogou cinqüenta reais na mesa.

– Tente não torrar tudo, como você sempre faz Thalia Chase – sua respiração aumentou quando pronunciou meu nome. – Boa aula hoje, não se meta em encrenca rapaz.

Adorava sinceramente quando meu pai me chamava de rapaz, não sei exatamente o porquê, mas eu sentia que ele gostava de me chamar assim, pareço com um filho que ele sempre quis ter, mas infelizmente saiu uma menina, não posso fazer nada perante a isso, apenas acredito que consigam aturar isso por um bom tempo.

Gosto sempre de andar a pé para ir à escola, às vezes meu pai me leva quando esta com tempo, hoje, não rolou, mas eu fico bem quando estou indo a pé, às vezes o Brian me pega para irmos à escola juntos, o Jamie também, mais quase nunca. Minha rua de manhã é bem deserta como se fossem aquelas ruas de filme de terror, a qualquer hora um cara mascarado chega querendo te matar do nada, embora me sinta livre, tenho mais tempo para pensar na minha vida.

Minha casa fica longe da escola, demora mais ou menos uns 40 minutos, tenho que atravessar a cidade inteira para chegar até lá. Olho pelo bairro, tentando enxergar algum movimento naquela rua deserta, mais acabo não encontrando nada. Começo a andar mais rápido, quando recebo uma mensagem de Emily, minha melhor amiga.

“Onde você está? Vai perder a primeira aula no primeiro dia de aula? Beijos, Emily”

Emily sempre foi minha melhor amiga, lógico que tive varias melhores amigas, mais essa não é só uma melhor amiga, é uma irmã para mim, uma pessoa que você poderia confiar, uma criatura, que possivelmente bêbada é muito mais legal que mil pessoas juntas, ela tem um jeito incrível de ser e por isso, eu a considero uma das pessoas mais importantes da minha vida.

Cheguei à escola, meu corpo estava quente, como se estivesse com febre, cheguei antes que o diretor Fabian pudesse me dizer “Vamos mais uma vez para minha sala senhorita Chase” escapei, senti meu corpo tão aliviado em saber que dessa vez não irei para a detenção no primeiro dia de aula. Abri a porta da sala de aula, lá estavam meus amigos, me olhando, todos assustados, olhei para minha direita, meu professor mais adorável do universo, professor de matemática Sr Ricardo, ele não era um péssimo professor, mais gostava muito de falar e sempre que eu pudesse, dormia nas aulas dele.

–Oh Sra. Thalia, pensei que não veria você hoje, pensei que iria visitar a sala do diretor novamente! – falou com um tom de sarcasmo.

Sentei na minha mesa atrás de Emily, que me olhou de cima a baixo.

– Ual, você está realmente maravilhosa hoje... Porque chegou atrasada desse jeito? – ela sussurrou.

– Eu só vim a pé para escola, queria pensar um pouco, respirar novos ares, clarear a minha cabeça... Relaxa Emily! –Ela me olhou com tanta desconfiança que achei que estava prestes a cometer um crime, então olho para o lado e para o outro vejo todos os alunos quietos, de cabeça abaixada. Professor Ricardo cortou o silencio.

– Hoje faz um ano e um mês que a minha querida aluna Emma States foi seqüestrada, por sinal hoje ela faz 18 anos. Como vocês já sabem, hoje teremos um dia somente para mensagens e declarações de apoio, ainda temos esperanças que ela possa voltar à escola, viva.

Aquela palavra “viva” foi uma punhalada em meu peito, sinceramente eu sentia que ela estava viva, e que esteja muito bem onde está, mais não sei ao certo sobre isso. Vejo cartazes pendurados, vejo mensagens, às vezes vejo até policia rondando a escola a cada meia hora, como ela sumiu assim do nada, sem explicação, acho que merece medidas drásticas, dizem que ela falava sozinha, que no dia que ela desapareceu, foi embora do nada, sem tirar as coisas do armário, é uma historia bem estranha, Emma States, sempre estudei nesta escola, e na verdade, nunca me deparei olhando para ela, mais tinha uma sensação de déjà vu, varias vezes quando olhava as fotos nos cartazes, cabelo escuro pelo ombro ondulado nas pontas, olhos pretos, usava umas roupas bem fortes para idade dela, mas não eram tão horríveis assim.

– Meu pai disse que ela já esta sendo considerada morta, não sei por que o Sr. Ricardo acha que ela ainda esta viva. – Declarou Brian.

– Brian porque você não fica quieto, pelo menos uma vez na sua vida? – Emily tava cheia de revolta em seu olhar. – Lógico que ela está viva, não encontram o corpo dela, dizia que ela chegava toda nervosa na escola, a garota até sofria bullying. Era muito excluía quem que desejaria matar essa menina?

– Olha, juro que não sei quem é pior, você Emily ou o Brian... Olha só o que eles estão fazendo por ela, estão vendo? Estão tentando ajudar a família, se ela sofria algum tratamento ruim, isso não é motivo para ela sumir e deixar os pais sozinhos aqui... Por favor, hoje é um momento ruim para todos nós, vamos ter um pouco de amor ao próximo aqui?

Jamie como se fosse um parasita no meio de tudo isso, só olhou para mim e acenou com a cabeça fazendo um sinal de acordo, junto com o Brian e a Emily, Jamie não tinha muito que pensar, ele não gostava da Emma, eles estudaram juntos nas aulas de Geografia e ele sempre a achou estranha, nunca teve qualquer problema com ela, foi o único mais próximo de nós que já viu ela durante as aulas.

Chegamos ao refeitório, fui pegar minha comida junto com o Brian, gostava de telo ao meu lado, sentia algo forte quando Brian chegava perto de mim, só Emily sabia desse amor platônico por ele, ele era do tipo de cara que todas as garotas o cobiçava só pela beleza, ele usava aquelas calças apertadas, umas blusas bem coladas no corpo só para mostrar os músculos esbeltos que ele tinha, usava isso ao seu favor para conquistar a mulherada, sim, ele era bem mulherengo, e eu tinha uma incrível fascinação por meninos idiotas, e ele era um idiota. Mais eu gostava muito de tê-lo ao meu lado, e ver as caras das meninas olhando para mim, como se eu fosse uma inimiga.

Sentamos junto com a Emily e o Jamie, estavam dando risada sobre uma piada que o Jamie tinha dito, obviamente super sem graça, pois as piadas do Jamie sempre são tão sem graças que só a Emily mesmo para dar risada de tudo. Observei minha comida no prato, tinha arroz, feijão, e batata palha misturado com purê de batata, achava essa a melhor comida da escola ultimamente, olhei para o resto do grupo, todos estavam devorando a comida, e eu achava divertido ver como eles comiam, pareciam que nunca tinham visto aquele tipo de comida por anos, acho que sentiram falta da comida da escola, como eu também sentia.

Uma pequena sensação dominou meu corpo, tive uma impressão de estar sendo observada, e estava bem próximo a mim, olhando cada movimento, cada sorriso que eu dava. Olhei ao redor do refeitório e senti um calafrio, como se fosse um fantasma passando por mim, virei para direita do lado da janela vi um menino alto, de cabelos escuros, com os braços nos bolsos da calça jeans olhando diretamente para mim, e dando um sorriso de canto. Encarei a o meu prato, peguei a manga da blusa do Jamie, apertei-o com tanta força que ele gemeu.

– Ai. Thalia... Tu ta me machucando! – gritou Jamie

– Jamie, por favor, fala para mim que não tem ninguém ali, do lado da janela, e que não esta me olhando? – Podia sentir meu coração pular tão forte, minha respiração estava cada vez mais ofegante, eu sabia que tinha um menino ali, e estava me olhando.

– Thalia, não tem ninguém ali na janela... Da onde você está vendo alguém ali? – Jamie falou assustado. – Olhe de novo, veja se tem alguém ali.

Olhei de volta pela janela e não vi ninguém, estava assustada como sempre, nunca tinha visto um menino olhar tão fixamente dentro dos meus olhos, eu me senti como se estivesse sendo avaliada, o olhar dele pareceu me decifrar por apenas alguns minutos, olhava para mim com aqueles olhos castanhos que me chamava atenção.

Voltamos para sala, Jamie me olhava com um olhar confuso, me sentia uma pessoa tão indiferente a eles, sentei em minha mesa, e abaixei à cabeça tentando entender a causa do meu surto, Jamie chegou perto e disse:

– Ei, relaxa... Está tudo bem, com certeza hoje esta sendo um dia bem puxado para todos aqui, por causa da Emma, mais você não tem que ficar assim desse jeito, como dizem “O raio nunca cai no mesmo lugar”. Fique calma. – Me senti conformada com as palavras do Jamie, ele às vezes não tinha tanta sabedoria, mais ajudava muito quando eu me sentia um lixo.

– Obrigada Jay, mais eu não quero que você ache que eu estou ficando louca, então não sei se você acreditaria em tudo isso, que acabou de me acontecer.

–Bem, eu posso até acreditar em você, só por causa do que você fez comigo no refeitório, se fosse imaginação você não tremeria tanto, naquela hora. Você jogou suas garras no meu braço, e doeu, você poderia matar alguém viu?

Dei um sorriso bem de leve para mostrar que eu estava bem, e que não precisava de um ombro amigo. Bateu o sinal da hora da saída, mal senti a hora passar tão rápido, peguei minhas coisas e sai sem se despedir dos meus amigos. Sai correndo sem rumo pela rua, até chegar a minha casa, percebi que não tinha ninguém, estava sozinha, quando meu celular começou a apitar, já tinha mais de cinco chamadas não atendidas da Emily e mais duas mensagens do Jamie, comecei a perceber que o Jamie se importa mais comigo do que qualquer outro garoto. Isso é constrangedor, minha amizade com o Jamie é só baseada em afeto, carinho, consideração, na verdade considerava ele como um irmão que eu nunca tive, não via nenhuma outra forma de sentimento por ele, a não ser afeto. Mas as mensagens que ele me deixava eram do tipo “Hoje você quase me matou. E eu gostei”, ou “ Estou com saudades me liga”. Vendo aquelas mensagens tão carinhosas que ele acabará de me mandar, não surgiu nada de novo, mas eu acabei vendo que talvez por parte dele existisse algo forte, e eu queria poder responder a este sentimento, mas como dizem a gente não manda no coração.

Ouvi vozes do outro lado da porta, cheguei perto para ouvir mais claramente, tentei identificar, era duas pessoas, nenhuma familiar, nenhuma que eu me lembro de ter ouvido, ouvia murmúrios, cochichos bem de leve, me aproximei, quando vi a maçaneta da porta se movendo, senti meus pés enrijecendo, meu coração ficou acelerado, minhas mãos frias, por um instante, acordei daquele transe, e logo corri pela cozinha pegar algo que possa me ajudar, comecei abrir as gavetas, minhas mãos tremendo, sentia meu sangue pulsar sobre meu pulso, quando eu ouvi a porta se abrir, fui para debaixo da mesa de jantar, fiquei abaixada, esperando eles se aproximarem.

– Ei Bea, talvez ela não esteja em casa! – era voz de um menino. – Talvez ela esteja na casa daquela amiga dela, vamos até lá.

Por um momento, senti meu coração subir pela boca, Emily, só de pensar que poderiam machucá-la, feri-la, o meu sangue ferveu de raiva.

– Jackie, ela esta em casa, eu posso senti-la... Ela esta muito perto. – a garota falou com tanta convicção, que meus ossos começam a tremer. – Thalia, não queremos te machucar garota, apesar de que eu poderia muito bem te matar agora, mas nós precisamos de você, dá para você nos ajudar, e sair de baixo da mesa?

Como assim, ela sabia onde eu estava? Como ela podia me sentir? Isso não tem nenhuma lógica, eu estava me maturando tanto que minha cabeça começava a doer, um momento de surto passou pelos meus olhos, o medo penetrou tão forte, que eu mal conseguiria respirar, por um instante, as vozes sumiram, pensei que eles já tinham ido embora, esquecido desse momento de querer me levar pra longe, ou algo do tipo. Sai de baixo da mesa, confiante que não tinha ninguém, que era só coisa da minha cabeça, mas quando viro pra atrás, um menino de olhos castanhos, coberto de preto com roupas estranhas, me olhando de cima com os braços cruzados.

– Aqui está a nossa numero seis, pensei que seria mais fácil te encontrar, mas pelo visto, você é dura na queda em menina? – Ele deu um meio sorriso e olhou para menina do lado. Que me encarava, como uma isca de peixe. – Pronto Bea, ta completo... Vam...

Levantei-me tão rapidamente, que eu fiquei por um momento até zonza, eu estava fervendo em fúria, e só sentia uma raiva transbordando em meu corpo.

– Opa espere ai, o que vocês vão fazer comigo? Ah com certeza vocês piraram né? Desculpa decepcionar vocês, mais eu não sou igual à Emma, que vocês dizem qualquer coisa no ouvido dela, e ela vai sem fazer nenhum barulho, eu sei, eu sinto que foram vocês que pegaram ela, não é? – Eu estava gritando agora. – Eu tenho família, eu tenho amigos, não vou deixá-los por causa de estúpidos iguais vocês!

Olhei para cara de cada um, que estão de braços cruzados, me olhando como se fosse uma louca. A menina com aquele olhar de fúria tinha cabelos curtos lisos, olhos castanhos, iguais a do menino, mais que usava uma bota preta de um salto quase igual à de uma agulha, e tinha uma jaqueta jeans de corro sobre o corpo, eu sinceramente quis igual, por um momento, achei que ela fosse um tipo de vampiro, ou caçadora.

– Escuta aqui garota, eu não vim de muito longe para morrer na praia, você vem comigo e com o Jackie, vem por bem, ou vamos ter que levá-la a força, você escolhe.. Não estou de bom humor para aturar menininha dando uma de espertinha pro meu lado, vamos agora ou vou ter que te puxar pelos lindos cabelos? – Senti aquele olhar borbulhar em fúria, senti meu coração saltitar cada vez mais, então olhei pro menino que estava dando risada.

– Tudo bem, eu vou com vocês, mais eu quero que você menina estranha, fique longe de mim, bem longe, você não parece nada amigável... E você garoto, quando acabar essa festinha toda, eu quero que me leve de volta para casa, entendeu ou quer que eu desenhe? – Me senti uma mulher adulta, senti o corpo do menino enrijecer e o olhar dele estava tão penetrado nos meus que achei que fosse me matar de tanta raiva que estava sentindo.

– Vamos então, não temos tempo! – Falou a garota – Ah e pra fechar essa deliciosa conversa, eu não gostei nada de você me chamar de garota estranha, eu tenho um nome, é Bea Trich, mas todos me chamam de Bea, e esse menino ai, é o Jackie. – Olhei para ele e vi aqueles olhos castanhos enormes, olhando diretamente para mim, e esboçou um sorriso de canto e esticou a mão para me cumprimentar.

– Prazer nervosinha, é bom ter você no nosso time, e saber que não podemos chegar à sua casa dessa maneira, não quero ser comido por uma fera gigante! – ele piscou de volta.

– E é bom saber que eu tenho um otário em meu time! Obrigado por aparecer daquela maneira. Ah e sabia que existe C-A-M-P-A-I-N-H-A? –olhei tão seria para ele, que em vez de falar algo, ele me devolveu uma risada tão escandalosa que eu fiquei sem reação.

– Como vocês dois são tão idiotas assim, parem! Vamos embora! – Bea passou entre eu e Jackie batendo a porta atrás de nós.

Notas finais
Espero que vocês gostem desse capítulo, e que fiquem cada vez mais ligados em minha fanfic, espero realmente, que gostem... Um beijo, Anna