Notas iniciais
Oiii gente! Aqui estou eu com mais um capitulo saindo do forno para vocês, espero de verdade que gostem, pois eu amei esse capitulo. E ele está bem grandinho! Boa leitura e qualquer erro me perdoem!

Capítulo XXI

Costumavam dizer que marinheiros se guiavam pelas estrelas e bússolas, que a noite estrelada eram seus guias onde os Deuses usavam a esfera de plasma para se comunicarem com seus filhos os guiando até onde pudessem encontrar terra ou o que desejavam.

Contudo o mar é revolto e não se pode premeditar o que vai ocorrer estando nele. Dizem que o mar quando estava furioso e usava de sua água para derrubar navios e marinheiros no fundo do perdido e infinito oceano. Homens se aventuravam na imensidão azul em busca de algo que os preenchesse onde não encontrava em terra, a sensação de estar sob algo sem previsão do que pudesse ocorrer os enchia de adrenalina pelo sangue que escorria de suas veias como uma necessidade para viver. Marinheiros não temiam o mar por constituírem parte dele.

Makarov havia se aventurado nos mares desde que era uma criança e não havia conhecido outra vida a não ser aquela de dentro de um navio a beira mar. Contudo ele nunca desejou outra vida além daquela, e mesmo que sua tripulação carregasse um nome manchado, nem mesmo isso o fez desistir de seu navio e tripulação e filhos. Era assim que ele considerava seus marinheiros, seus filhos. Cada um com sua história e justificativas para se mantiverem ali. Ele não via o Fairy Tail apenas como uma tripulação e sim como uma família, uma família que não se importava com suas diferenças ou histórias doloridas, mas sim sua presença em estar ali um para o outro.

E quando ele deixou o navio nas mãos de Natsu o transformando no novo capitão ele desejou que o garoto uxufruisse disso para se encontrar e achar um verdeiro motivo para nunca desistir de si mesmo. Ele sabia que era uma responsabilidade imensa e nunca duvidou que o rosado não fosse capaz. Natsu sempre mostrou afinco para isso e ele merecia, ele sempre quis mostrar aos outros que era capaz, que ele podia. Natsu não era como os outros ele sempre buscava mostrar que ele conseguia ser alguém, ele estava sempre buscando aprovação. Ele lutava para isso. Makarov mais do que ninguém sabia pela dor que o rosado já teve de enfrentar em sua vida e a sua necessidade de sempre se mostrar capaz e principalmente... Humano.

A necessidade de sempre querer provar aos outros fazia de Natsu um homem diferente aos outros. Algumas pessoas conseguem as coisas sem muito esforço, toda via existem aquelas que são exigidos tamanhos esforço para alcançar aqueles que nem ao menos se esforçam.

Todos no Fairy Tail possuíam uma história de como foram parar ali. Pessoas que nada tinham haver no fim se encontraram e buscavam o mesmo propósito.

Makarov desejava que Natsu pudesse alcançar o que ele tanto desejava e o que ele merecia. E que a escuridão que parecia o cercar desaparecesse em meio aos amigos. Ele esperava que fosse o suficiente.

— É impressão minha ou a sereia entrou atrás de Natsu? Não deveríamos nos preocupar que eles se matem?- Gildarts apareceu ao seu lado com um copo da sua bebida alcoólica enquanto Makarov permanecia sentado em seu barril enquanto guiava o mastro do navio, relembrando os velhos tempos.

—Não é impressão sua! – ele olhou de canto o ruivo. — e não se preocupe que eles não irão se matar, se fosse para isso acontecer já teria acontecido não lhe faltaram oportunidade. — o ruivo apertou os olhos confusos com as palavras do ancião.

— O que quer dizer mestre?- independente da posição de Makarov, ele sempre será o mestre de todos.

—Que o destino não é algo que se possa mudar. — ele olhou ao horizonte estrelado sendo refletido pelo mar profundo. — se o destino daqueles dois não for para se odiarem, não importa o quanto tentem, eles nunca conseguirão se odiar de fato. — Gildarts assentiu pensativo, o homem ao seu lado sempre fora muito inteligente e sábio em suas ações e palavras e por isso nunca duvidou ou questionou as ordens de seu mestre. Como um bom discípulo ele apenas lhe fazia o que lhe era mandado. – creio que o destino tenha algo preparado para os dois. Eles obtiveram várias oportunidades de dar fim um ao outro, no entanto eles preferiram salvar um ao outro. — ele olhou para Gildarts. — sei que está ciente do ódio de Natsu pelas sereias. — Gildarts assentiu ainda sem compreender aonde o mestre queria chegar. — creio que ele ainda mantém esse ódio, no entanto acho que Lucy e a única que ele não mantém mais receio.

— Pensei que Natsu havia mudado seu pensamento a respeito das sereias por conta de Lucy. — Makarov negou com a cabeça enquanto segurava firme o leme.

— Tenho certeza que Natsu ainda odeia as sereias, creio que Lucy e a única em especial que ele não tenha mais ressentimento. — ele olhou novamente ao ruivo de maneira firme. — por que ele sabe que assim como os humanos existem sereias boas e ruins.

— De qualquer forma, eles têm passado bastante tempo juntos não?- Gildarts questionou com um sorriso ladino em sua face.

—Sim, acho que aqueles dois estão aprendendo muito um com o outro. — Makarov sorriu genuinamente feliz em como tudo estava acontecendo, ele sentia que a sereia estava trazendo mais coisa a eles além de seus poderes e o tesouro. Ela havia se tornado parte da família.

**

O navio estava em festa, havia música que alguns marinheiros tocavam, outros dançavam e principalmente bebiam seu rum enquanto se divertiam sob o olhar das estrelas e da lua minguante.

Natsu e Lucy já haviam voltado para o meio de todo mundo, o rosado estava em uma séria quebra de braço com Gray enquanto os outros torciam animados e berravam a cada tremida que o braço um do outro dava. Já a sereia havia voltado ao seu tanque para repor sua energia e apoiava os braços sobre o mesmo enquanto conversava com Erza, Juvia, Cana e Mirajane e ouviam atentamente a história da albina sobre seu não tão novo, mas recente relacionamento.

Não havia como negar que a cada segundo os olhares entre a loira e o rosado eram trocados, como se a cada momento eles procurassem um ao outro sem ao menos notar. Quando seus olhos se encontravam Lucy virava o rosto se negando a admitir que o rosado estivesse atraindo sua atenção mais do que ela queria. É em como mesmo sem ela notar ela procurava por ele querendo saber o que ele estava fazendo. Ela jamais admitiria isso. No entanto o rosado estava bêbado demais para ser sagaz, após ganhar de Gray ele pulou gritando e rindo alto e seus olhos foram até a loira que sorria com algo que Cana falará. Ele não disfarçava seus olhos e nem o sorriso ladino que dera, estava bêbado demais para se preocupar em ser discreto. E quando ela sentiu seu olhar e olhou para ele, ele piscou sorrindo para ela que retribuirá o sorriso. Ele perceberá que era bem melhor fazê-la rir do que chorar. Ele deveria parar de tentar algo que já estava em evidência a si mesmo, ele deveria parar de forçar odiar Lucy, por que ele sabia que era incapaz disso.

Ficaram por alguns segundos se olhando até Laxus colocar uma mão no ombro de Natsu rindo de alguma coisa, o rosado olhou o loiro se voltando ao seu grupo que estavam ouvindo Gray puto dizendo que Natsu havia roubado. Natsu estava alheio ainda, em sua cabeça ele estava decidido a manter uma relação instável com a sereia, passaria a tratar ela melhor afim de uma boa convivência, não fazia sentido ficar com briga. Mas obviamente ainda iria irritar a garota, era como se enchesse de energia com isso. Descobriu que o agradava de verdade caçoar a sereia.

Em um canto do navio uma pequena garota de cabelos azuis havia sentado no chão enquanto lia vários livros. Havia ficado um tempo com a sereia e depois se pôs a voltar a sua descoberta que exigia bastante de sua atenção. Mal notou quando um homem grande e musculoso sentou ao seu lado. Os olhos do moreno passaram pelo corpo magro e esguio e finalmente parou sobre a face delicada e singela e sorriu ao ver a testa enrugada em questionamento.

— Sabe, a maioria das pessoas tende a ficar no meio de todos em uma festa. — Levy piscou os olhos olhando surpresa a Gajeel, tentando lembrar-se desde quando ele estava ali.

—Bom, não sou como a maioria das pessoas. — ele deu de ombros olhando para frente. Ela o olhou com uma sobrancelha em pé. — e desde quando está aqui?

— Desde quando eu tive vontade. — ela revirou os olhos se segurando para não acertar o livro na cabeça do moreno, no entanto não poderia fazer tal coisa, poderia estragar seu precioso livro. Definitivamente não valia a pena. — o que está fazendo?- Ele perguntou enquanto levantava o queixo a fim de tentar ler o que estava escrito.

—Não que seja de seu interesse, mas estou lendo livros sobre os espíritos estelares. — Gajeel a olhou com as sobrancelhas em pé levemente curioso. — e bom já irmos preparados, saber o que vamos a enfrentar. — ela deu de ombros dando um sorriso sem mostrar os dentes. — cada um usa as armas que tem. — Gajeel analisou a pequena garota a seu lado.

—Mas esses espíritos estão possuídos, ninguém sabe como eles estão agora. — ela assentiu enquanto folheava o livro e ela havia mais três sobe seu colo.

—Sim, por isso estou correlacionando às histórias. — Gajeel a olhou intrigado, Levy sempre estava à frente de todos. Sua mente trabalhava de uma maneira que nenhuma outra conseguia. — por exemplo, eu li tudo sobre demônios e magia negro e claro sobre os espíritos. — ela parou em uma página mostrando uns desenhos sobre majestosos espíritos defensores e guias dos portais. – uni as duas histórias para que pudesse criar uma teoria usando o que eles tinham em comum. — ele a olhou surpreso, seus olhos rubis olhavam admirados a garota ao seu lado. — por exemplo, quando demônios possui alguma coisa, ele distribui mais força a seu hospedeiro para que ele não possa ser expulso. Os poderes dos espíritos vão continuar da mesma maneira, mas vão estar com a Áurea maligna como uma magia negra. — ela continuou pegando os outros livros. — usei de base os espíritos que já enfrentamos todos ainda mantinham as mesmas habilidades demonstradas nos livros, à questão e que o poder muda conforme quem o manuseá, os poderes estão cobertos de magia negra agora.- ela virou o rosto olhando no rosto do moreno.- e por isso a lã e areia de Áries estavam negras. A magia se molda para atender ao pedido de quem esta no comando. Se ela quer usar a magia para ferir e exatamente isso que vai acontecer.

—Mas como seres de luz pode ser transformado em demônios? — ele questionou curioso, imerso no mesmo pensamento que a pequena. — pensei que isso fosse tecnicamente impossível.

—Não verdade não, todos estão propícios a ceder tentações. Tanto eles quanto aos demônios. — ela colocou as duas mãos em forma de Concha. — e como um equilíbrio, o lado que tende a pender mais, vai ser dominante. — ela virou o pulso direito e fazendo o esquerdo subir, em uma demonstração de uma balança. — os demônios não entram sem antes preparar o território, e como se eles fossem convidados. — Gajeel a olhou com uma sobrancelha em pé. — se você deixar se levar por sentimentos ruins tanto medo quanto ódio, é uma porta aberta para eles. Por isso que antes eles preparam o território para que aos poucos a pessoa seja consumida e o lado negro domine. — ela olhou entretida ao moreno feliz de poder compartilhar suas descobertas com alguém. — e segundo alguns cientistas a magia possui uma carga positiva digamos e a magia negra uma negativa, sendo assim pode ocorrer uma força de adesão entre elas e elas unirem formando uma só, usando os mesmo poderes, mas com magia negra. — ela olhou fundo nos olhos rubis tão próximos de si. — elas se unirem e bem mais fácil do que imaginam, cargas diferentes se atraem. — e eles ficaram se olhando fundo um no olho do outro como se ali pudessem ver muito mais do que palavras poderiam dizer. Olhos sempre eram verdadeiros, por isso diziam que nos olhos se viam a alma.

Levy afastou quando alguém gritou perto deles enquanto dançava e Gajeel pigarreou para afastar a sensação de desconforto que ali se instalou.

—E o que podemos esperar de Gemini?- ele perguntou a olhando de canto. Ela assentiu segurando firme seu livro enquanto olhava para frente disfarçando suas bochechas coradas por estar a segundos atrás tão próxima do ser que ela julgava um brutamonte.

—Segundo os livros Gemini é como olhar no próprio espelho, ele tem o poder de copiar você mesmo ou qualquer outra coisa. — ela o olhou rapidamente de canto. — podemos esperar então que eles podem reproduzir nossos maiores medos já que demônios usam disso a seu favor. — ele assentiu batendo os dedos no joelho. — dizem que eles são como crianças arteiras na verdade, contudo não sabemos como eles estão agora. — ele a olhou pensativo.

— Você precisa aprender luta corporal baixinha. — ela o olhou de olhos arregalados, ela era péssima nisso. E ele mais que ninguém sabia disso, afinal fazia questão de lembrá-la a cada segundo. — você precisa aprender a se defender, os livros são úteis, mas não irão te defender de um ataque. — ela piscou os olhos ainda não compreendendo aonde ele queria chegar. — e eu não posso ficar te protegendo sempre, não posso lutar sabendo que está indefesa. — ela abriu tanto os olhos que os sentiu secar.

— Não estou pedindo que me proteja. — ela preferiu usar a tática de fingir que a vermelhidão no rosto era de raiva e não de outro acontecimento. Aparentemente funcionou já que ele revirou os olhos na sua habitual impaciência.

—Você não precisa me pedir. — ele a olhou sério, tão serio que a fez engolir em seco. — esses espíritos que estamos enfrentando não é brincadeira, já perdemos alguns dos nossos... Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a você. — ela o olhou surpresa, sentindo o coração palpitar. — me sentiria mais seguro se soubesse que você sabe se defender.

—Eu posso não ser forte Gajeel, mas sei tomar conta de mim. — ele negou com a cabeça.

— Isso não e questão de força Levy. — ele a olhou nos olhos e ela não desviou. — Erza, Gray foram pegos... Isso não se trata apenas de força. — ela sabia o que ele quis dizer, afinal Erza e Gray eram fantasmagoricamente fortes. — amanhã vamos parar em Hargeon e aí vou aproveitar e te ensinar. — ela o olhou com uma sobrancelha em pé. — e não aceito um não como resposta. — ela torceu o bico, contudo tinha de concordar, era bastante útil isso. — alguma dica para se mantiver são?- ela piscou os olhos e percebeu que ele indagava se tratando dos espíritos, e olhando Gajeel ali, ela percebeu que ele também tinha um medo e que estava preocupado.

—Digamos que você precisa de uma âncora para manter seu navio no lugar- e lá estavam novamente olhando um para o outro e Levy encostou a cabeça na madeira do navio ainda o olhando como se não quisesse quebrar o contato. — contudo essa âncora, se não for firme, seu navio vai ser consumido pelo mar.- nada melhor que usar metáforas de navios para um pirata compreender. Gajeel deu um sorriso de lado abrangendo exatamente o que sua companheira queria dizer.

**

Era cedo quando o navio pirata do Fairy Tail parou em uma praia afastada de Hargeon para não atrair atenção de olhos curiosos. E principalmente de algum oficial.

Os marujos desceram de seu navio a fim de buscar comida, água e obviamente mais armas. Toda via um merecido descanso também era bem vindo e esperado. Alguns até se aventuravam em cabarés e tabernas a fim de uma aventura pela noite.

Misturaram-se em meio às pessoas e separando alguns entre si. Como Wendy que fora com os exceeds buscar utensílios para ferimentos e tudo que pudesse usar de cura. Lucy havia saído com Cana e Lissana e Erza havia entrado em uma loja de bolos e ninguém a viu mais. Já Gajeel e a pequena e destemida Levy caminharam em meio a um bosque perto de um lago sem ninguém por perto para que pudessem treinar sem interrupções.

—Então, como quer começar isso?- a garota questionou enquanto colocava sua bolsa perto de uma árvore. Na sua voz e face era possível ver sua nítida animação. E fora surpreendida quando uma mão forte e grande a segurou pela cintura e a outra subiu até seu pescoço e o braço do moreno se enroscou em seu pescoço e ela olhava tudo chocada. — O que está fazendo?

—Estou te treinando. — ele disse como se fosse óbvio. – agora, fuga de mim. — ela ainda estava em choque e o maior detalhe era que sua cabeça batia no peito de Gajeel. Como diabos ela fugiria dessa muralha ela não sabia. — você é baixinha, use isso a seu favor. — ela bufou tentando escapar sem muito sucesso. Tentou até mesmo dar cotoveladas na costela do maior, entretanto não parecerem nem ao menos fazer cócegas nele. — fique calma, use seu cérebro. — ela assentiu e soltou o ar tentando racionalizar para saber como agir. Primeiramente ele era maior e mais forte que ela e ela sabia que se ele estivesse usando força ela nem ao menos estaria respirando. Ela levou sua mão até o pulso dele puxando para baixo e depois virou o corpo para que eles ficassem de lado e deu um soco na parte íntima dele o fazendo soltar o braço e ela saiu. — mas... — ele nem conseguirá falar ainda enquanto respirava descompassadamente e ela pulava animada. Mas sabia que não seria tão fácil, ainda mais depois de quase o deixar estéril.

Eles passaram a tarde toda treinando e ele ensinou cada técnica que poderia ser útil sendo mais baixa que o oponente. Contudo Levy ainda era fraca em questão muscular e algumas vezes quisera desistir.

— Você precisa continuar tentando baixinha. — Gajeel falou meio impaciente.

—Eu estou tentando Gajeel, mas é impossível que eu fique boa de uma hora para outra. — ela já havia obtido uma melhora significativa, entretanto o moreno não estava satisfeito. E ela estava irritada com tudo. Ela guiou o braço para um soco, contudo o moreno segurou seu pulso a puxando para mais perto e a fazendo chocar em seu peito, ele segurou o outro braço dela que ela tentará da um soco falso. Ele levou o braço esquerdo para trás das costas dela e a mão direita ele ainda segurava sobre seu peito. Eles estavam próximos e ela sentia o calor dele próximo a si. E sua respiração que batia sobre sua cabeça. A mão áspera e forte a segurava com firmeza, não o suficiente para machuca-la, contudo com firmeza o suficiente para mantê-la ali. Perto dele... Onde no fundo os dois gostariam de permanecerem.

—Você é fraca!- ela o olhou irritada e deu um chute bem forte na canela dele fazendo ele a soltar e pular de um pé só segurando a perna atingida.

—E você é um babaca!- ela se virou guiando até sua bolsa para voltar ao navio e se manter o mais longe daquele brutamonte.

—Mas é rápida, pode usar isso a seu favor. — ela parou sem se virar para vê-lo. -um lutador precisar focar no que ele é mais hábil e no seu caso por ser pequena é mais rápida, pode fugir e usar algo contra antes do oponente atingi-la. — ela soltou a respiração e pegou suas coisas saindo a passos largos dali. O moreno soltou o ar de seus pulmões e depois colocou a mão na cintura balançando a cabeça. Sentia que poderia ficar louco a qualquer momento.

**

As ruas de Hargeon estavam menos movimentadas em certas áreas por já estar anoitecendo. O sol já havia se posto a dois dedos, toda via algumas ruas estavam movimentadas com suas tabernas e cabarés muito bem agitados e barulhentos. Lucy estava andando em meio a tudo isso, já que ali era onde os piratas mais passavam para não causarem furdunço nas outras ruas tão bem afeiçoados de Hargeon. Ela olhava para as cabanas onde as pessoas exibiam suas vendas em buscas de alguns trocados e até mesmo sair levando a maior em cima de algum leigo que por ali passava.

Um pouco a frente dela ia Cana em busca da taberna que ela tão tinha falado, estava pensando se foi uma coisa boa sair com a morena já que esta parecia estar no mundo dos viajados pelo álcool há algum tempo. Lissana que havia tentando acompanhar a morena na bebida estava quase sendo carregada pela alcoólatra e Lucy estava pouco atrás vendo as mercadorias interessada pelo mundo humano. Pelas coisas humanoides e com imensa curiosidade pelas coisas até então desconhecidas para ela.

Estava indo ajudar Cana com Lissana quando uma barraca em especial a chamou atenção. Na verdade ela atraia atenção de qualquer um que por ali passava. As luzes eram refletidas pelas pedras incrustadas e pelas escamas brilhantes. Lucy ficou paralisada ao notar o que ali era vendido e comprado como a coisa mais preciosa do mundo. Ela se aproximou devagar tendo a certeza do que suas suspeitas imaginavam, lá estavam bem expostas e colocadas de maneira a chamar atenção. Escamas e pedras de cauda de sereia.

Seus olhos tremeluziram ao olhar a cena, ao ver partes das suas irmãs sendo vendidas como uma peça a ser devorada por lobos famintos. E era aquilo que os humanos eram, lobos famintos querendo atacar a chance de um pouco de riqueza e a necessidade de sentirem grandiosos e vitoriosos por uxurfruirem de algo que era de um ser bem mais grandioso que eles. Sentiu sua boca secar e seu corpo amolecer por um segundo e fechar os punhos em ódio.

— Como conseguiram isso?- os homens ao notarem a garota, deram um sorriso de lado não deixando de olhar cada detalhe da garota a frente. Lucy sentia nojo dos olhares sob si.

—Interessada princesa?- um deles que possuía um olho fechado sob uma cicatriz e dente de ouro perguntou sorrindo ladino com uma carga de segundas intenções. — se fizer um agrado à gente até deixa você levar alguns de graça. — ela apertou os olhos para o homem que arrancara risadas dos outros.

—Com uma garota dessa eu nem me preocuparia com essas coisas. — um loiro de cabelos longos falou a olhando de cima abaixo como se pudesse a engolir sobre o olhar. — e uma delícia em tanto. — ela revirou os olhos sobe imensa repulsa. Aproximou-se ainda mais da barraca e olhou enfurecida a cada um deles. Ao todo contando três.

—Vocês não são nem ao menos dignos. — ela pegou um colar feito das pedras. — devolvam isso ao mar.- eles gargalharam alto. O do meio que até então não havia falado nada, possuía cabelos negros que caiam sobre seus olhos a segurou pelo punho a puchando para mais perto a fazendo bater na bancada da barraca.

—Isso não é você quem decide. — ele deu um sorriso de ladino e colocou a mão no rosto da loira e depois desceu até a cintura fina a puxando com tudo para o outro lado da barraca e jogou com força na bancada fazendo bater as costas. Eles não estavam preocupados em serem delicados. — contudo o que vai acontecer com você sou eu que decido. — sem que a garota visse um tipo de injeção foi injetada em seu pescoço, ela olhou irritada para o loiro que a olhava sorrindo enquanto segurava a arma do crime. O que ele eles não contavam era que ela não seria derrubada tão fácil. Deu um chute ao moreno a sua frente o jogando em cima do homem com cicatriz no olho e quando se virou para pular a bancada o loiro a pegou pela cintura a jogando em cima de uns grandes sacos de mercadorias no fundo. Lucy tentou se levantar, mas se sentia meio zonza. Estava confusa com que estava acontecendo. Coisas normais não deveriam surtir efeito nela. E quando sentiu como se seu sangue fosse brasa passando pelo seu corpo ela compreendeu. — erva de sereia também e bem útil para fazer alucinógenos ou até mesmo uma droga para dormir se combinada com outras ervas, essa erva possui variados fins medicinais ela é bem rica. — ele deu um sorriso maquiavélico enquanto a sereia se sentia bem zonza e com uma terrível dor pela sua corrente sanguínea onde a droga passava, fazia seu corpo arder e queimar, como se magma fosse sair de sua pele. — fazendo o preparo certo ela se torna um veneno até aos humanos. — eles riram a olhando como se fosse um prato de comida no deserto. Ela tentou se levantar, contudo suas pernas doeram a fazendo cair e ser pega pelo moreno que a colocou nos sacos e deitando por cima e deixando sua mão passar pelo corpo esbelto da garota que tentava tirar suas mãos dela. Sem muito esforço. Ele cheirou seu pescoço embriagado pelo perfume da garota e pela maciez da pele. — você é a garota mais linda que eu já vi. — ele beijou seu pescoço e ela sentiu nojo querendo se soltar, entretanto aquela maldita planta tirava suas forças. As mãos grandes do garoto fora até a sua blusa de ombro caído e foram abrindo lentamente aquele pano que tampava os seios fartos da loira. Ele lentamente foi abrindo até onde estava o corpete.

—Ei, nós queremos um pedaço também! — um dos outros do qual ela nem conseguia distinguir mais quem era. Sua cabeça rodava. Só sentia nojo de tudo, em como eles a tratavam como um pedaço de carne e se importavam apenas com próprio prazer.

—Todos vão aproveitar, no entanto eu quero desfrutar cada segundo dessa garota. — o moreno falou guiando a mão por cima do ceio dela ainda coberto pelo plano, mas que já estava aberto até o corpete.

—Tira a mão dela! — ele parou se virando para trás vendo um garoto agachado por cima da bancada. Apertou os olhos curiosos, afinal faziam isso sempre que se atraiam por alguma garota e por ser um lugar escuro e movimentado de bêbados e acompanhantes, ninguém notava nada.

—Quem é você? Dê o fora daqui!- o loiro disse se aproximando do homem desconhecido até cair para trás com o soco.

—Eu mandei solta-la- o garoto falou irritado pulando dentro da barraca e mostrando sua face até então desconhecida. Os inconfundíveis cabelos róseos bagunçados e os olhos ônix esverdeados olhavam com fúria para o garoto que estava sobe a garota que aos poucos perdia a consciência. E ele ficará mais irritado ainda ao ver a roupa dela meio aberta e a mão imunda do homem pelo corpo dela.

—Seu desgraçado!- o homem com cicatriz foi para acertar um soco em Natsu, contudo o rosado segurou o punho do homem como se não fosse nada e depois deu vários socos seguidos no rosto do homem o fazendo cair no chão e antes que ele pudesse chegar naquele que a sua maior raiva estava direcionado. O loiro havia o segurado com um mataleão. O moreno riu enquanto se voltava à loira abrindo o espartilho com rigidez o rasgando e após isso abrindo o vestido com brutalidade mostrando um pouco mais de pele da garota que gemeu em frustração tentando se soltar. Mas o moreno deu um tapa em sua face e depois voltava suas mãos aonde mais interessava, ele ainda não havia sentido a pele dela.

Natsu ficará enlouquecido tentando se soltar do loiro que era um pouco maior que ele. Ele segurou o pulso do homem puxando para baixo, a fim de aliviar sua traqueia e pudesse respirar após isso puxou com mais força o homem o fazendo dar uma cambalhota por cima de si caindo no chão e Natsu se jogou em cima dele dando vários socos seguidos, completamente consumido pela raiva. O homem abaixo de si já estava inconsciente e seu rosto coberto de sangue junto das mãos de Natsu.

O moreno olhava tudo assustado e então ele largou o loiro no chão e correu até ele o pegando pelo pescoço e o jogando no chão com uma força sobre humana, fazendo com que o homem quebrasse uma costela com impacto e grunhir em dor. O rosado apertou seu pescoço com raiva o deixando sem ar e vermelho assim como sua visão se tornava. Ele retirou sua espada e cortou a mão do homem. Aquela mão que ele ousou toca-la sem o consentimento dela. O homem gritou em dor, contudo aquilo soará como uma música para os ouvidos de Natsu. Depois disso ele deu vários socos na cara com a intenção de deforma-la. Após isso ele se levantou e deu um chute na região da costela quebrada fazendo o homem bater em algumas caixas que ali continham com a força do chute. Ele ia avançar novamente sobre o homem. Mas o gemido de dor da garota o fez olhar para trás onde ela se encolhia e tentava respirar. E como se o fogo em si fosse apagado, ele se desligou. A chama que o alimentou se apagou e ele arregalou os olhos voltando a si, mas logo fechará a cara com raiva, toda via se guiou até a loira e retirou seu grande, sobretudo preto e passou por cima dos ombros da garota para tampar seu corpo e após isso a carregou no colo.

Não sem antes dar um chute bem forte nos suporte da cabana a derrubando em cima dos emprestáveis. Também pegou as escamas e pedras de sereias, imaginava que havia sido por isso que a garota havia ido até lá. Guiou-se para fora dali até seu navio com a loira em seu colo, seus olhos foram até ela que parecia tão indefesa sobre seu colo e encolhida a cada dor. Tentava não pensar em mais nada para não deixar que se consumisse pela raiva e com isso focou no rosto. No rosto delicado e no batimento da loira tão próxima a si que ele conseguia sentir. E de sua pele quente em contato consigo e de seu cheiro inebriante perto de si. E foi naquilo que ele focou. Sem se preocupar em mais nada. Nem na pequena centelha que ascendia em si.

Fim.

“Na paixão, eu me perco. No amor, não me procuro com medo de perder o outro.”

—Fabrício Carpinejar-

Notas finais
FIIIIMMM! Me digam o que acharam! Gajeel e Levy sendo canoon até no mangá, eu tenho obrigação de colocar eles aqui hahah, amo os dois e quero muito desenvolver cada um dos casais. Levy inteligente sempre sacando as coisas anos luz a frente. Se alguém sentiu desconfortável com a cena da Lucy eu peço desculpas. Eu ameei escrever esse capitulo de verdade, a inspiração baixou real, e tem muita coisa bacana ou não tão bacana assim para desenrolar. Aguardo vocês no próximo! Beijocas e Arigatou! I.C.S