Notas iniciais
Oiiii gente, acabei vindo mais rápido do que esperava. O capitulo já estava pronta e eu pensei, pq não postar? Creio que o próximo seja rápido tbm, mas prefiro não prometer nada. Espero que gostem do capitulo de hoje! Capitulo +18! Boa leitura e qualquer erro me perdoem!

Capítulo LXIV

Memórias são fragmentos de seu passado guardados em seu subconsciente como lembranças, sejam elas agradáveis ou não, foram essenciais para o desenvolvimento de seu carácter. Sãos as suas vivências do passado que fazem de você, a pessoa que é hoje.

Sempre acreditou piamente que as pessoas eram feitas de suas escolhas e elas mesmos quem deveriam decidir qual caminho percorrer. Por diversas vezes somos sujeitos a passar por situações complicadas que nos colocam a prova, contudo, sempre julgou que não importa as opções é você quem decidi se quer ser uma pessoa ruim.

Ao menos era o que pensava antes de ter toda a sua vida apagada para ser reescrita de uma maneira diferente. Ele não era filho de um simples pescador com uma camponesa, ele nem ao menos era humano, não por completo. Não era nada do que se imaginava ser.

Sempre pensou que todas as vezes que fora uma pessoa ruim foi por consequência de suas escolhas, ele havia escolhido ser daquele jeito. Aceitava ser a pessoa ruim que empunhavam que ele fosse e nunca se incomodou em acatar tal papel para defender os seus. No entanto, tudo parecia ser uma consequência do que ele era de verdade, e não importava o que ele fizesse para tentar mudar, sempre voltaria aquilo. Igneel estava certo, ele era de fato um monstro. Porém, não se incomodava o suficiente para tentar mostrar o contrário, não mais, não quando tudo já estava devidamente encaixado.

Talvez ele não fosse o mocinho da história então.

No momento em que abriu os olhos, não soube de que maneira reagir. Apenas permanecer deitado observando o teto de seu quarto sentindo os dedos finos acariciarem seus cabelos. Poderia facilmente voltar a dormir com aquele contato e sabia que ao menos no sonho, ele poderia obter alguns segundos de paz, mesmo que fosse abstrata.

Ao olhar para os verdes que lampejaram no momento em que as pálpebras se abriram, ela prendeu a respiração. Estava de fato indecisa em como deveria reagir, não sabia o que deveria fazer e muito menos dizer. Imaginava que a mente dele estivesse um caos após todas as informações e optou pelo silêncio, respeitando o tempo de absorção da informação. Apenas permaneceu ali, acariciando seus cabelos indicando que estaria ao seu lado caso fosse necessário.

Por outro lado, seu coração batia acelerado em uma necessidade avassaladora de abraçá-lo e se aquecer em seus braços. Os momentos em que presenciou de seu sofrimento lhe atingiram como uma dor física e sentia como se não houvesse se recuperado por completo. Era desesperador ver alguém que amava se definhando e não poder fazer nada.

As palavras pareceram desejar sair por entre seus lábios, ousou entreabrir os mesmos, todavia, o discurso morreu em sua língua antes mesmo de ser pronunciado. Apertou os lábios em uma linha fina e ao invés de dizer, preferiu agir. Aproximou-se do corpo muito maior e forte que o dela e se deitou no peitoral, passando seu braço fino pela cintura dele enquanto ouvia o coração bater triunfante com a aproximação.

Ele também não ousou dizer nada, apenas a puxou contra si contornando a cintura fina com seus braços grandes, enquanto a mão esquerda acariciava o couro cabeludo adentrando os fios loiros em um carinho mais íntimo do que qualquer palavra que pudessem dizer.

Ações por vezes valiam mais do que palavras jogadas ao vento. Havia muito mais no silencio do olhar quando seus olhos se encontraram do que as inimagináveis palavras descritas em um livro. Talvez intenso demais para ser redigido em simples letras, e complexo demais para se encontrar palavras que correspondessem da maneira correta.

Ela temeu aquele sentimento arrebatador quando o sentiu, quando reconheceu que seu coração até então frio demais para sentir qualquer calor, se viu levemente aquecido pelo capitão que ela jurava odiar. O ódio foi semeado e cultivado pela indiferença e insultos, no entanto, o sentimento se transformara em algo diferente, mas ainda assim semelhante, afinal, o ódio e o amor andavam lado a lado e você aprende a reconhecer que por mais profundo que o ódio seja, ele facilmente se transformar em amor, pois só se vence o ódio com o mesmo. E agora, ela não temia o sentimento, e sim ficar sem senti-lo.

Levou o braço até o pescoço dele o abraçando passando os dedos levemente na pele exposta da nuca, enquanto ele tocava sua testa com os lábios e respirava fundo o cheiro que exalava de seus cabelos. Os olhos do rosado estavam fechados enquanto sentia o carinho e o corpo pequeno contra o seu. Ela era um completo contraste de si, enquanto sua pele era adornava de cicatrizes a dela era lisa feito seda, enquanto sua personalidade era impaciente e por vezes maligna a dela era a calmaria e bondade, como se para completar tudo o que faltava em si.

—Eu não sei quem sou. — a voz saíra baixa, porém, ela havia ouvido com facilidade devida sua audição apurada. Piscou os olhos surpresa por ele ter sido o primeiro a dizer alguma coisa e ainda mais por tocar diretamente no assunto. Até mesmo pensou que ele ignoraria e continuaria a agir como se nada houvesse acontecido, pois possuía essa mania a fim de fugir de coisas que não sabia como lidar.

—Eu sei quem você é!- ergueu o queixo observando o olhar perdido dele. – você é o Natsu Dragneel, capitão da Fairy Tail e o homem por quem me apaixonei!- dissera com tamanha convicção que ele não ousou refutar suas palavras.

O verde brilhou em um tom que ela não soube definir, entretanto, o alívio pareceu atingir o corpo do homem. Jamais se vira em uma situação como aquela, ainda mais dizendo coisas tão melífluas quanto aquilo, mas o destino possuía suas formas de surpreender.

—Algum dia serei digno disso de tal sentimento?- Questionou com um tom levemente humorado. Todavia, os lábios tensos indicavam que era a maneira a qual se sentia.

—Todos são dignos de amar!- falou sincera, tocando com as pontas dos dedos o rosto bronzeado. – exatamente pelo amor não ser perfeito, que faz dele um sentimento comunitário. – a pele tocou os lábios grossos com os olhos castanhos cravados na região. – qualquer um que possa senti-lo, é digno de ser amado!- focou os castanhos com raios ambares em volta da pupila nos dele que pareciam escuros demais para demonstrar o que sentia.

A mão em sua cintura se tornou firme e não fora surpresa quando os lábios dele se encontraram com os seus. Fora preenchida com a sensação de expectativa e realização, como se ali fosse o local que deveria permanecer, ao lado dele, para sempre, ao menos até ele a desejar consigo.

O beijo se tornou lascivo em uma necessidade de aplacar aquilo que preenchia em seus corações, os toques se tornaram mais ousados e firmes, os corpos se tornaram mais quentes. Ele deitou por cima do seu corpo sem depositar força, enquanto segurava a nuca dela tornando o beijo mais profundo.

O coração batia acelerado e uma sensação de luxúria percorria de sua espinha aos dedos, ele necessitava dela, contudo, sempre priorizaria o bem estar e suas necessidades, ela quem decidiria o rumo que iriam tomar. Seja qual fosse ele seguiria satisfeito. E quando as mãos delicadas seguraram com firmeza os fios róseos e puxou com os dentes o seu lábio inferior, soube que ela ansiava por aquilo tanto quanto ele.

Não demorou a acatar o pedido pelo qual os dois aguardavam ansiosos. Desceu os beijos passando pela bochecha até o pescoço alvo, algumas mordidas foram depositadas no local quando a necessidade se tornou exigente. Quanto a suas mãos, trabalhavam em desvendar os caminhos pecaminosos do corpo, desde a curva da cintura ao joelho.

Quando seus lábios desceram em direção ao seu colo, beijando-lhe o corpo por cima do tecido do vestido, ela sentiu como se uma sensação de torpor atingisse seu corpo. A mão subiu até o seio o segurando com firmeza quando os lábios pareceram insuficientes. Ele desejava tê-la por completo, e sua mente trabalhava em guardar cada uma das reações de deleite quando o prazer parecia a atingir.

Os olhos permaneceram centrados nos dela como se fosse um ultraje olhar em outra direção que não fosse para os castanhos das folhas de outono. O tecido se tornou húmido pelos lábios grossos que desceram por entre o vão, passando pela barriga lisa e ergueu o tronco em meio a suas pernas. As mãos desceram até a dobra do joelho e a puxou com firmeza até si e a respiração da sereia se prendeu aos pulmões

Mantendo o olhar ao dela, suas mãos subiram pelo joelho sentindo a maciez da pele da coxa, o tecido do vestido se erguia conforme a mão o segurava. Os calos dos dedos grossos lhe causavam arrepios na pele e seu coração batia acelerado em expectativa. E quando as mãos dele repousaram na barra da calcinha, seu corpo inteiro tremeu como se pressentisse o que viria a seguir.

A peça desceu deslizando pela pele alva até que fosse retirada por completo a deixando exposta para ele. Um aperto firme fora feito em volta de seu tornozelo, e ele esticou sua perna até que a pele estivesse próxima aos seus lábios aonde foi depositado selares pelo local. Os beijos foram tomando um caminho audacioso enquanto subiam pela perna se demorando em locais que ele percebia causar calafrios nela.

E em seus olhos que brilhavam luxúria, ela enxergava as promessas silenciosas de aplacar o desejo que os esmagava e não poderia se sentir de outra forma além de ansiar para que aquilo ocorresse. Um beijo casto foi depositado na coxa interna direita para longo em seguida a pele ser presa contra os dentes e sua respiração se prendeu com aquilo.

Afastou-se o suficiente para se deitar por cima dela que piscava os olhos em incompreensão, esperava coisas audaciosas demais para serem ditas em voz alta. Entretanto, não ousou dizer nada quando ele segurou o vestido pelo decote e perpetrando o contrário do que esperava, puxou o tecido com força arrebentando os botões que saltaram pela força exercida, tornando a roupa em frangalhos presos aos braços e abaixo de si, porém, o corpo estava completamente exposto ao bel prazer dele que se deleitou da imagem à frente.

Fora quase instintivo levar as mãos na tentativa de se tapar, mesmo que parecesse bobo quando ele já houvesse a visto. O sentimento de vergonha e insegurança eram arrebatadores demais para serem aplacados. No entanto, Natsu não parecia se importar com aquilo ao segurar seus pulsos e erguê-los com força por cima de sua cabeça antes de se abaixar a altura de seu rosto.

—Não se cubra!- a voz estava rouca ricocheteando contra seu ouvido. – não a uma parte em si em que eu não esteja louco para me deleitar!- beijou-lhe o pescoço causando arrepios. – quero lhe provar e marcar em cada região!- sugou a pele antes de descer por entre a clavícula. As mãos permaneciam prendendo seus pulsos quando sentiu os lábios na pele sensível do seio e arquejou o corpo em resposta.

O corpo se impulsionou contra o dela aonde ela o sentiu contra si, com apenas o tecido da roupa do mesmo os impedindo de sentir por completo, porém, fora o suficiente para ocasionar uma sensação indescritível em seu corpo que se iniciava de seu ventre. Ela o sentia firme contra sua intimidade, e cada vez que ele se impulsionava contra si era um redemoinho em seu ventre na ânsia de completar o toque. Torna-lo pele por pele.

Como se sentisse sua necessidade os dedos dele percorreram o caminho ansioso até sua intimidade causando ondas elétricas pelo mesmo, fora gratificante quando ele lhe tocou a sentindo quente e desejosa por si. O fervor crescera em si conforme os movimentos se tornavam firmes e precisos naquele pequeno ponto de prazer.

Os olhos se fecharam e os lábios se entreabriam o corpo se movimenta em busca por mais, e os olhos verdes intensos como as ondas do mar a olhavam com um brilho capaz de derreter geleiras no momento em que visualizou sua face de agrado. Ergueu mais o corpo apenas para observar a cena com mais precisão, quando seu dedo desceu por entre as dobras húmidas e a penetrou devagar como se para perdurar o prazer. Ele fotografou cada uma de suas reações como em um fodido looping eterno.

A sereia abriu os olhos brilhantes como as próprias estrelas do céu com a face corada, e olhou diretamente no olhar dele. Fora como se tocassem antes mesmo de fazê-lo, apenas com aquele simples gesto. Natsu abaixou-se e tocou a barriga com os lábios humedecendo a pele antes de chegar ao seu ponto de desejo. Lucy sentira como se fogo de artifícios explodissem em sua barriga quando o sentiu beijar-lhe audaciosamente, desfrutando de si como ninguém jamais poderia fazer. Ela era completamente e somente dele.

Os punhos se apertaram contra o tecido posto sobre a cama, e o corpo se ergueu quando ondas elétricas passavam pelo mesmo. Sua mente não conseguia se concentrar em outra coisa que não fosse os lábios de Natsu contra sua intimidade e os dedos que a preenchia a qual pareciam insuficiente perto do que necessitava. Ela precisava dele.

Como se soubesse o que ela queria, os movimentos se tornaram precisos e pareciam se concentrar em um local o qual dobrava as sensações que perduravam por seu corpo.

E então, como um cântico que soou de seus lábios entreabertos, Lucy se entregou o prazer que arrebatou seu corpo. Os dedos dos pés se curvaram e as pernas tentaram se fechar apenas para que as mãos firmes a segurassem no local, até que a última gota fosse degustada. Seu coração batia acelerado tornando os ouvidos surdos em um zunido e o corpo parecia leve demais para se movimentar estando tremula. Esperava um dia poder retribuir todo o deleite que ele a fazia sentir.

—Estas sem força querida?- a voz rouca soou próxima aos seus lábios entreabertos. Um sorriso satisfeito surgiu nos lábios dele antes de segurá-la pelo quadril e a virar a colocando de bruços. – então, deixa que eu conduzo!- falou próximo ao ouvido dela antes de erguer o quadril da sereia enquanto beijava o ombro e costas.

Mordeu os lábios quando o membro dele roçou contra a sua intimidade, como em um aviso prévio do que ela deveria esperar e apenas aquela fricção parecia ser seu fim.

Fora uma sensação de que estava completa quando o sentiu a preencher aos poucos até que estivesse por inteiro, mesmo que fosse levemente doloroso, era de longe a sensação mais satisfatória que sentira. Era mais do que algo carnal, não era o simples desejo de dois corpos, era uma conexão que transpassava ao desejo, como uma união de almas.

Jamais poderia ignorar quando todo seu corpo parecia alertar, quando a mão esquerda em sua cintura era firme para puxa-la contra si, enquanto a direita subia pela costela até chegar ao pescoço e o segurar com rigidez forçando seu rosto contra o travesseiro, enquanto o corpo dele se chocava contra o seu.

—Ajoelha para mim amor!- a voz roca estava próxima de seu ouvido e rapidamente tratou de obedecer firmando os joelhos no colchão erguendo o quadril até que seu tronco ficasse deitado por completo. Virou o rosto apenas para apreciar a visão de Natsu com a face compenetrada em si em um torpor. A mão da cintura escorregou pelo vão em meio às pernas objetivando sua intimidade, e circulou o local causando ondas pelo corpo esguio.

Ele poderia jurar que não havia nada no mundo que o agradasse mais do que aquilo, poderia passar anos tentando descrever o que sentia e ainda assim não seria o suficiente para explicar o que sentia. Como se um veludo quente o apertasse contra si, era prazeroso a forma que o corpo dela se adequava ao seu. E como o bom boçal que era se agraciava de saber que seria ele unicamente a sentir aquilo.

Segurou os fios dourados entre seus dedos e trouxe o corpo dela contra seu peitoral. Acalentou-se de beijos pelo pescoço enquanto ela deitava a cabeça em seu ombro, suas mãos passeavam o corpo curvilíneo com possessividade e uma necessidade avassaladora de fazê-la sentir na pele o que ela fazia a ele.

Afastou apenas para se deitar na cama e a segurar pela cintura a levando em sua direção, a loira compreendeu colocando cada uma de suas pernas ao lado do quadril dele, antes de se sentar devagar sobre o colo dele, sentindo novamente a sensação dele a preenchendo. Desejava prolongar aquele momento por quanto fosse possível, para que recordasse de cada detalhe e sensação quando estivesse próximo de se perder em meio à escuridão, pois Lucy era sua luz.

Colocou as mãos por detrás da cabeça permitindo que ela ditasse o ritmo e descobrisse o que a agradava, o que a dava prazer. A sereia jogou o cabelo para o lado antes de descer o tronco para beijar lhe os lábios, era incrível como cada movimento dela era a coisa mais maravilhosa que ele houvesse visto. Intercalava os movimentos entre ir lentamente e com celeridade, entre o subir e descer o apertando contra sua intimidade e o rebolar lento causando fricção entre suas intimidades.

Em um dado momento ela esticou as costas para trás depositando as mãos em cada um dos joelhos dele enquanto colocava os pés sobre a cama com as pernas dobradas. Ele tinha uma visão privilegiada tanto dos seios fartos quanto da união de seus corpos e em como ela o recebia por completo, enquanto deitava a cabeça para o lado de olhos fechados e lábios entreabertos com o cabelo loiro caindo para o lado como uma cascata de ouro. Seus olhos brilharam em admiração, aquela era a visão mais excitante que havia visto na vida.

Deleitou-se do corpo dela se contorcer de prazer quando atingiu o clímax, o apertando contra si antes dele a segurar pela cintura. Elevou o tronco se sentando e a puxando contra seu colo antes de impulsionar o seu quadril contra ela com veracidade antes de atingir o prazer. Os lábios ficaram entreabertos e roçaram um no outro quando as sensações ainda percorriam seus corpos.

Os corações batiam acelerados enquanto os corpos tremiam ainda assimilando a onda prazerosa que os atingiu de maneira arrebatadora.

Segurou o rosto dela com as duas mãos em conchas e beijou cada parte de sua face, iniciando da testa para as pálpebras fechadas, as bochechas coradas e por fim, os lábios conhecidos como sua perdição tangível.

Havia uma conexão mesmo que invisível aos olhos humanos, mas ainda assim sentida, que os conectava um ao outro. Algo mais longínquo que o carnal e intenso demais para ser descrito. Um amor capaz de quebrar maldições.

**

Aonde o sol não iluminava e a noite parecia eterna, e obrigando descrentes a acreditarem no desconhecido. Quando pecadores rezavam por salvação, tornando um cântico esquecido em meio aos temores daqueles que perderam a fé quando não restara mais nada.

Nas profundezas de Alvarez completamente entregue a rochas que despontavam ao céu feito espinhos que sobressaiam ao teto, havia um grupo de marujos que não apenas enfrentara a morte como também a venceram. Criaturas que já vestiram a carcaça de humanos agora se regurgitavam da pele eterna, da vida infinita. E em meio a eles estava um homem temido, o qual era sinônimo de loucura aquele que proferisse seu nome por aquela região.

Sentado por sobre uma espécie de trono de obsidiana estava o homem com olhos vermelho feito rubi o qual encarava o ser a sua frente. A criatura ao centro possuía um corpo magro e esguio, e a tonalidade de sua pele era esverdeada e grossa feito um tronco de árvore, seus olhos eram fundos o suficiente para cogitar que não havia uma íris em meio as órbitas escuras, os dedos era longos e esguios com uma camada grossa de unha alongada, os cabelos eram ralos e esbranquiçados por debaixo da túnica.

—Sinto imensa gratidão por ter sido convocado por vossa majestade!- a voz esganiçada soou por entre os dentes pontiagudos.

—Poupe a bajulação criatura!- o homem de cabelos azuis claros como um céu sem nuvens ditou firmemente. O ser respondeu com uma careta enquanto se afastava com sua posição corcunda.

—Basta Invel!- a voz era tão fria quanto o inverno que atingia a montanha ao lado de fora. Como se um vento de uma tempestade soprasse pelo local arrepiando cada um dos presentes, incluindo a criatura. Aquele era Zeref. – diga-me o que quero saber Begantulo!

Begantulos eram criaturas ligeiramente esquecidas pelo tempo como sua própria aparência demonstrava. Não eram muito conhecidos dentre os humanos por se tratarem de um ser pouco comentado. Devido a sua habilidade em obter conhecimento sobre qualquer coisa que lhe fosse perguntado, os Begantulos não eram seres hostis, ao menos não quando estavam satisfeitos. Quando famintos, quebravam costelas com as mãos firmes e bebiam do sangue embutido, se alimentava dos olhos macios que ousavam encara-los com rudez. Porém, apesar da dieta exclusiva, os seres se abdicavam de qualquer guerra iminente a fim de evitar sua própria morte. Afinal, eram fracos demais em comparação com as demais criaturas.

Diziam que possuíam um vasto conhecimento devido ao tempo em que estava ao mundo, escondido por entre as toras de madeiras retorcidas das florestas negras. Os Bengatulos passavam despercebidos pelos outros e ouvia e via tudo sobre o mundo.

—Aquilo que procura é o néctar da imortalidade!- a voz esganiçada soou empolgada com o sorriso despontando na boca sem lábios. – dizem que o néctar da imortalidade tem o poder de dar vida aqueles que a perdem, e retirar daqueles que a possuem. – um sorriso imperceptível surgiu na face do homem. – é um artefato perigoso de ser usado e muito temido por aqueles que podem se tornar mortais por sua causa. – os deuses. Oh aquilo lhe era satisfatório. – contudo, o ser que o guarda em meio à cidade perdida é tão perigoso quanto qualquer criatura que vivia na nuvem do caos!- ergueu o dedo esquelético como se enumerasse as causas. – apenas um arranhão de sua imensa garra é o suficiente para o corpo se prender em uma eterna agonia, a criatura vela seu sono se alimentando de seu medo e carne enquanto você está consciente de todas as dores. – os outros presentes arregalaram os olhos estupefatos. Nada pior para um imortal do que uma vida regada de eterna agonia sem obter a morte ao fim.

No entanto, aquele homem não possuía medo, aquele sentimento havia sido descabeçado assim como qualquer outro. Ele não temeria mal algum, principalmente, se aquilo fosse significar sua tão sonhada vingança.

Deuses individualistas, uma sereia celestial e um homem que vencera a morte. Todos interligados em um único destino.

A quem se procurava por salvação, quando não havia mais Deuses?

Fim!

‘“Só por que uma pessoa não é perfeita, isso não a torna menos digna do amor.”.

—Bridgerton-

Notas finais
Fiiiiiim! Gostaram? Aqui é um cabaré? pq ser for eu fico! Gente, eu gostaria de deixar avisado que meus host são um pouco diferentes, não coloco algumas coisas que acho que meio chulas e desnecessárias, mas se não estiver do gosto de vcs, por favor ne digam! Eu gosto de fazer assim por conta de como eu quero que seja a historia, mas gostaria de saber a opinião de vcs. Eles são muito fofinhos, compensando o sofrimento do capitulo anterior! *Bengantulos assim como o néctar da imortalidade foram coisas criada por mim mesmo. Isso vai ocorrer ao longa historias, com coisas tiradas da minha cabeça. O que será que Zeref está aprontando? Enfim, esse capitulo foi divido em amorzinho e planos malignos. Espero que tenham gostado! Obrigado a todos que me acompanham, comentam e favoritam, isso é muito importante para mim! Amo interagir com vcs, então sintam-se livres para comentar! Beijocas e Arigatou! I.C.S