Notas iniciais
Heyyy pessoal, demorei um pouco, mas tô de volta. Espero que gostem, e qualquer erro me perdoem. Boa leitura!

Capítulo XXXV

Existem pessoas que nascem com um destino enraizado em si, existem pessoas que possuem a grandeza dentro de si. Todos pensam que aqueles que possuem poderes para mudar o mundo, tem a vida mais fácil, porém são imposto a eles, decisões do quais muitas vezes ele não tem vontade de fazê-las, é como se tivesse a obrigação de fazer alguma coisa a respeito, afinal tem poder para isso. Entretanto o mistério para mudarem as coisas está em todos, se você quer ver a diferença, deve ser a própria diferença.

Lucy nunca imaginou que fosse sentir o peso dos seus poderes em si algum dia, pensou que conseguiria lidar com tudo e sairia ilesa. Esse era de suma um grande defeito que estava enraizado em si, em achar que suportaria tudo. Por que ela nunca precisou suportar tudo, não obteve conhecimento de como era vida além daquele mundo que era imposto e idealizado para si. Ela obtinha uma visão limitada de tudo, ela nunca precisou se importar com nada. Contudo de uma hora para outra ela parece ser a resolução para todos os problemas existentes, o peso do seu poder estava começando a pesar em suas costas, parecia um fardo pesado demais para ela.

Quando voltou finalmente ao palácio que por muitos anos fora seu lar, ela não soube bem descrever quais foram às sensações que sentirá. Era tudo mais intenso e diferente de quando saíra, pois ali não estava mais a mesma garota que havia deixado o palácio.

Em meio ao turbilhão de sensações a ansiedade era a que parecia mais lhe corroer por dentro, como em um estado lento e desesperador de libertação. O lugar era o mesmo que era há dois anos. No fundo do mar Egeu se encontrava o palácio de Poseidon, ornado de pérolas, cascalho marinho e conchas de abalone por toda a estrutura, e um grande jardim de flores e plantas exóticas e águas vivas reluzentes como luzes brilhantes pelo local. O imenso portão estava aberto com baleias e todos os tipos de animais marinhos entrando para prestarem suas homenagens. Poseidon era um Deus muito querido pelos seres aquáticos e marinheiros que sempre ofereciam homenagens a ele antes de suas viagens para que o Deus do mar os protegessem.

Ela se guiou para dentro passando pelos grandes tubarões brancos que ficavam de guarda a espreita de intrusos indesejáveis. Ela tinha a plena certeza de que deveria estar ali, porém não sabia aonde deveria ir ou o que fazer, estava se sentindo deslocada e nem parecia que ali havia sido seu lar desde que nascera. Definitivamente ela não era mais a mesma garota.

—Lucy? Princesa?- ela se virou para o golfinho que nadou rapidamente até ela. Era Delfim o fiel escudeiro de Poseidon, e também de Anfitrite. Por muitos anos ele fora responsável pela segurança de Lucy, passava todos os dias grudado na garota e reportava tudo à deusa, até mesmo as travessuras. Lucy nunca podia sair sem a presença de Delfim. E ela sempre odiou isso, mesmo que gostasse do golfinho, odiava que era necessário estar sempre com alguém, se sentia presa e andando sobre rédeas, e ela definitivamente odiava essa sensação.

—Delfim!- ela sorriu feliz em ver seu amigo novamente. – já faz algum tempo.

—Deveras admitir que pensei que nunca mais voltaria. — a loira engoliu em seco com as palavras do animal e passou a mão nos cabelos de maneira nervosa.

—Bom, eu tenho minhas obrigações, não posso faltar com elas. — o golfinho balançou a cabeça como se estivesse concordando. – soube das coisas que está acontecendo, poderia me informar mais?

—Oh, o que posso lhe dizer e que está tudo uma bagunça. — os dois foram nadando para mais adentro do palácio. — o reino dos marés está sofrendo atentados horríveis. Algumas de suas irmãs foram mortas de uma forma fria e grotesca, também achamos uma crosta negra que tem poluído o oceano, porém ninguém sabe nada a respeito. — Lucy ficou pensativa, tentando chegar a uma conclusão. – Anfitrite poderá lhe colocar a par das coisas. – a loira assentiu enquanto o outro a guiava para onde a deusa estava. – tropas estão sendo mandadas para averiguar e resolver a situação. — ela olhou para o animal e uma ideia surgiu em sua mente e antes que pudesse falar qualquer coisa, o animal falou antes. — senhora, tens uma visita. — Lucy olhou para frente onde se encontrava Anfitrite arrumando algumas flores aquáticas com os seus robalos e algumas nereidas, suas irmãs junta de si. Quando a deusa se virou para o golfinho, arregalou os olhos surpresa e um grande sorriso surgiu em seu rosto e foi de encontro a Lucy a abraçando.

—Lucy, que saudades. — a sereia se permitiu a abraçar e sentir a sensação boa que a deusa lhe causava, Anfitrite era o mais perto de mãe e família que ela continha ali. – nem creio que está aqui. – Lucy deu um sorriso tímido quando a deusa a soltou para olha-la.

—Eu precisei voltar. — não precisou de muito para que a deusa pudesse compreender o que ela falava, e uma feição triste surgiu no rosto singelo. – eu não poderia ignorar isso tudo.

—Fico feliz que tenha voltado. — Anfitrite dera seu costumeiro sorriso reconfortante, que de alguma forma a fez se lembrar de Mirajane, ela não conseguia deixar de pensar neles em nenhum momento, principalmente em certa pessoa. – sua ajuda vai ser muito significativa. — a deusa levou a mão até a bochecha dela acariciando. Era essa a personalidade da deusa, era ela boa e singela. Tinha uma doçura especial, mas bastante decisiva em suas decisões.

—Poderia me informar o que está acontecendo?- a loira perguntou de uma vez, queria resolver isso logo, não poderia permitir isso por muito tempo.

— Hoje terá uma reunião com o conselho e você vai comigo, lá tudo será explicado. — a loira assentiu concordando e acabou se lembrando do que o golfinho a havia dito.

—Quero participar das tropas, para resolver as coisas!- a deusa piscou os olhos azuis surpresa, depois olhou para trás da sereia onde o golfinho olhou para todos os lados, de menos para a deusa que sorriu.

—Tudo bem, podemos falar a respeito na reunião. — ela desceu os olhos para o pescoço da loira onde ela semicerrou os olhos. – onde encontrastes esse colar?- Lucy sentiu seu coração dar um salto, e automaticamente levou os dedos até o colar que Natsu havia a dado. Seus dedos sentiram um calor familiar só de tocar o objeto fino. Um sorriso surgiu de seus lábios sem que pudesse perceber.

—Eu encontrei perdido no oceano. — mentiu para que não fosse levantado suspeitas. – achei que combinava comigo.

— Sim, é muito bonito!- a deusa sorriu para a sereia que sorrira de volta, um sorriso sincero. Porém a deusa olhou novamente para o pescoço da loira e a olhou em incompreensão. – contudo, onde está seu coração do mar?

—Ah, preciso falar a respeito disso com você. — Lucy falou mais seria atraindo a atenção da morena que a puxou para uma das portas que davam para um cômodo qualquer, para conversarem mais a vontade. – alguma presença maligna tentou me ferir com magia negra, através do colar, desde então eu não o coloquei por proteção. — a deusa arregalou os olhos azuis.

—Pelos Deuses! Você está bem?- Lucy assentiu. – você fez bem! Onde está o colar, posso resolver. — a garota entregou o colar que estava em sua mão à deusa que apertou nas mãos, fechando os olhos em seguida e recitando um cântico baixo. A mão dela brilhou em uma luz dourada, e depois de finalizado ela entregou o colar à sereia. — eu fiz um encantamento, agora está seguro. — a deusa sorriu e Lucy colocou o colar no local de destino e sentiu todo seu corpo se arrepiar sentindo todo seu poder passando por sua pele. Era uma sensação gratificante ter aquilo de volta. Fechou os olhos por um momento se permitindo sentir aquilo. Anfitrite a olhou sorrindo, feliz por ver Lucy ali e bem.

— Aconteceu alguma coisa enquanto estive fora?- Lucy olhou para a deusa.

— As mesma de sempre, a não ser o conselho querendo que você se casasse com Tritão. — a sereia arregalou tanto os olhos que pensou que fossem saltar para fora.

—Como?- ela mal havia conseguido pronunciar as palavras.

—Queriam que as sereias se unissem a alguém como elas, invés de humanos.- Lucy ainda olhava para deusa, que obtinha uma doçura para citar até mesmo aquelas palavras que lhe causaram ânsia. – como Tritão, que é o único do espécime macho. E como ele é um Deus e imortal, não poderia morrer com a maldição. Eles creem que poderiam criar uma raça mais forte e também com espécime macho. — a deusa revirou os olhos. — que seria mais útil a eles. – Lucy sentia que poderia apunhalar cada um daqueles idiotas do conselho. — porém eu fui contra isso, a sereias tem filhos com os humanos exatamente para não perder a parte humana, sem falar que não precisamos de uma espécime masculino para sermos fortes. As sereias já são perfeitas sozinhas sendo elas mesmas. — Lucy sorriu para a Deusa.

—Isso é loucura, eu não vou me casar com Tritão, nunca. — a loira fez uma careta, depois olhou para Anfitrite. – me desculpe se a ofendi, mais não quero me casar com Tritão, ainda mais se for para agradar o conselho.

—Não ofendeu. – a deusa sorriu. – eu não permitiria isso, as sereias são meus assuntos. – ela fez uma cara brava que não durou por muito tempo, logo as duas riram. – quero que escolham seus próprios destinos, você e Tritão, meus filhos. — Lucy sorriu envergonhada. Tritão era o primogênito de Poseidon e Anfitrite, era um Deus e também fiel escudeiro e mensageiro do pai e estava sempre junto, ele utilizava seu instrumento búzios para acalmar as águas do mar. E claro, Lucy, que mesmo não sendo filha de Anfitrite ela cuidava e protegia como tal. Muitos Deuses até mesmo grandes deles pediam a mão de Lucy ou tentava a corteje-la, porém a deusa sempre a protegeu e cuidou. Era horrível que os únicos que de certo modo não fossem afetados pela maldição, não a interessavam nem um pouco.

**

O salão do trono era onde ocorriam às reuniões do conselho, era majestoso e bonito como todo bom trono de um Deus. Este em especial era ornado de conchas e pérolas e ouro que deixavam o trono de Poseidon, belo e majestoso.

— A crosta negra que está manchando o oceano e o poluindo, possui enxofre e metais pesados em grandes quantidades. — um homem com o corpo coberto de escamas e olhos negros recitou as palavras em meio ao salão com os membros do conselho e claro, o deus Poseidon. – a poluição está matando alguns animais e tornando a água tóxica. – Poseidon se encontrava sentado em seu trono com a mão no queixo coçando sua barba negra, estava pensativo com os olhos azuis como o oceano olhando para o chão em uma reflexão mental. E em sua mão seu tridente.

—Temos de descobrir a causa de tal substância. – um homem com rosto de polvo e barba de tentáculos falou alto.

—Deuses não se envolvem em problemas humanos!- outro falou e Lucy não se segurou para revirar os olhos sobre tamanha, idiotice. Estava quieta em pé próxima ao trono de Anfitrite e ao lado de Delfim.

—Porem os humanos não tem orado para os deuses e nem ofertado oferendas. – outro homem falou. – muitos estão perdendo a fé. — a sereia obtinha uma imensa vontade de contradizer o que diziam, o que menos importava era aquilo, correto?

—Isto não durará muito, nenhum humano pode lidar com a fúria de um Deus. — o homem polvo ditou firme. Lucy o olhava com tédio. – se os deuses desejar que uma maldição caísse sobre eles, nada podem fazer.

—Os deuses necessitam das orações para se fortificarem sem orações eles enfraquecem. — todos os olhares foram direcionados a si, assim que proferiu as palavras. Todos a olhavam com descrença. Como uma garota poderia se intrometer em assuntos tão sérios como aquele? – discordo de suas palavras meu senhor, as coisas não irão se resolver apenas por que deuses são uma divindade suprema. – até mesmo Poseidon sairá de seu devaneio para olha-la. – a crosta que está poluindo o mar, obviamente não surgiu do nada, está sendo jogado no mar. Esperar que os humanos façam adorações aos deuses para que seja feito alguma coisa, e no mínimo absurdo.

—Que tamanha absurdez!- o homem polvo gritou irritado. — quem lhe dera lugar de falar aqui, criança?- o desprezo em sua voz era quase palpável, porém Lucy não se deixou afetar.

—Não preciso de sua permissão para dar minha opinião. – ela disse direta, o homem a olhava pasmo com tamanho atrevimento. – os humanos voltarão suas orações quando os deuses atenderem suas preces, quando o caos que está sendo instalado na terra, for resolvido.

—Zeus decidiu que cada Deus deverá resolver os problemas de seu reino. — Poseidon disse calmo.

—Contudo a terra não possui um Deus especifico, é um território neutro, um reino de todos os Deuses, onde todos podem operar, correto?- ela levantou uma sobrancelha e o deus concordou com ela. – quem resolverá as pendências de lá? – o deus levantou o queixo a observando e sorriu.

—Que insolência... — quando o homem irritadiço tentou constata-la, fora impedido pelo o deus dos mares que apenas ergueu uma mão e o outro se calou no mesmo momento.

—Sabe o que aconteceste comigo a última vez que tentei contrariar Zeus?- Lucy assentiu e não perdeu a compostura.

—Quando tentou fazer com que seu irmão abdicasse do trono, fora punido ficando temporariamente desprovido de seus poderes imortais, perdendo sua divindade e se tornado um mero humano obrigado a trabalhar em Troia, onde construiu a muralha de pedras. — Poseidon concordou.

—Existem limites que até mesmo os deuses não podem cruzar Lucy, devemos também obedecer a leis. — ela ficou quieta, enquanto o deus dizia as palavras de maneira cantada. Poseidon tinha uma personalidade mais amigável, por isso tinha muito adoradores. – porém, como você mesma disse, o reino da terra não obtêm um Deus específico e seguindo as ordens de Zeus, e o meu dever como Deus dos mares, irei resolver os que destroem o meu reino, depois. – ela o olhou surpresa. – verificaremos o que deve ser feito em terra. — Lucy o olhou com a boca aberta em um perfeito O não conseguia esconder sua surpresa com a decisão.

—Mas meu senhor... — o homem tentou falar novamente, porém fora cortado pelo Deus.

—Acamon, já me decidi, e também não acho certo ignorar o que vem ocorrendo. Ajudarei de alguma forma. – Lucy abriu um sorriso e olhou para a deusa que a olhava sorrindo.

—Lucy deve ficar nas frotas meu senhor, ela possui o poder para restaurar o equilíbrio, também é seu dever como sereia. — Poseidon olhou para a esposa e concordou com ela. A face de indignação no rosto dos homens do conselho era algo a se admirar e assustar.

—Meu senhor, receio que a sereia não poderá fazer muito coisa, nem saberá o que deve ser feito. — outro homem disse fazendo os outros concordarem com ele.

—Meus caros regentes do conselho, eu compreendo vossa desconfiança na garota que mesmo que seja jovem, obtêm imenso poder e forçar para resolver a situação. – a voz singela e doce de Anfitrite verberou pelo salão. — as sereias naturalmente são essenciais para o equilíbrio, elas podem e vão fazer o que for necessário e muito mais. – diante das palavras da rainha, todos se calaram a contra gosto.

—Minha senhora, mulheres não deveriam se envolver nessas questões. – outro homem ditou, Lucy os olhou com olhos apertados.

—Baseado em que meu senhor?- ela perguntou atraindo a atenção do mesmo. – estaria ofendendo as deusas que mesmo sendo mulheres fazem feitos incríveis, o que as difere de um homem?

—Não estou falando das Deusas princesa, pelos deuses!- o homem logo tratou de se explicar apressado e nervoso.

— Oh não? Pensei que estivesse dizendo a respeito de questão diplomáticas ou frentes de batalhas, isso enquadra nas deusas também, não? Já que se referiu a mulheres de modo generalizado. — ela deu um sorriso ladino. Fez questão de usar o ponto fraco deles para exemplificar suas desculpas ineptas.

— Deusas são diferentes!- ele disse nervoso, porém a sereia o olhou com uma sobrancelha em pé.

—Diferente por que com elas você não pode contradizê-las? E por que tem medo delas? – o homem arregalou os olhos chocados. – peço que não se precipite em uma escolha que é para o bem de todos, provarei que sou capaz disso. Não se preocupe meu senhor. — ela deu um sorriso pequeno, carregado de deboche.

— Creio que está reunião já esta finalizada. – Anfitrite falou com um sorriso no rosto e nem mesmo seu marido a contradisse, ele apenas concordou e mandou todos se dispersarem.

**

O quarto permanecia da mesma maneira de quando ela havia partido. Ela não se lembrava de como tudo havia acontecido, porém estava se tornando cada vez mais difícil de conviver ali depois de tudo que havia acontecido a sua mãe. Passou anos tendo de suportar o quão triste e enraivecida estava por acreditar que aquilo era o certo, ou ao menos era o que ela deveria pensar. Já que era o que era ensinado a eles desde sempre, porém ela nunca concordou com as regras arcaicas daquele lugar, não suportava estar em meio aos hipócritas que se sentiam honrados por serem especiais, contudo condenavam quem não seguia as regras do seu tabuleiro.

Por muitos anos se sentiu presa até sair dali e experimentar o mundo a fora, e descobrir como ele poderia ser maléfico, contudo também magnífico. Fora um alívio sair e viver por si só e depois encontrar a Fairy Tail e viver em alguns meses com eles o que nunca vivera em toda sua vida. Era gratificante e assustador saber que havia um enorme mundo a ser explorado, e que seus livros que sempre lhe foram o escape, hoje se concretizam e realizam seu desejo de viver suas próprias aventuras.

Olhou para sua prateleira com seus livros que através de magia podiam ficar embaixo da água. Sorriu ao constatar que alguns anos atrás estava uma Lucy, ali lendo sobre aventuras de outras pessoas, e hoje vivia a sua e quem sabe um dia a escreveria para que outras pessoas pusessem ler e viver um mundo mágico e distinto de suas realidades, como um dia ela fez e ainda fazia. Ela acreditava que livros eram mágicos por nos compreender e dizer o que precisamos ouvir quando ninguém mais pode fazê-lo, que podem nos transportar a um lugar sem ser necessário sair do lugar, nos levar a um lugar completamente diferente do qual vivemos. Viver uma vida completamente diferente da nossa ou até mesmo a que gostaríamos de viver.

Passou a mão em seus livros favoritos, O morro dos ventos uivantes, orgulho e preconceito e Jane Eyre. Ela não havia percebido o quanto ansiava por conhecer sobre romance até notar seus livros na qual já lera por mais de duas vezes. Talvez sua curiosidade houvesse sido atiçada pela maldição que a espreitava e a fazia desejar saber o que ela estava destinada a nunca ter. E até então ela imaginava saber o básico, amor era um sentimento tolo que faz com que as pessoas reajam de maneira humilhante e imbecilizada, e na maioria das vezes fazia você sofrer sem um motivo aparente. Porém, seu conhecimento parecia ter sido resumido ao nada, e quão imatura ela foi ao pensar que poderia compreender algo apenas lendo livros. Parecia algo muito mais forte quando na pele.

Levou o dedo tocando levemente no colar em seu pescoço sentindo o contraste do metal frio a sua pele quente. Pode sentir seu corpo se arrepiar como se pudesse sentir o toque dele ali. As mãos ásperas a tocavam com extrema delicadeza, como se tivesse medo do menor toque, e ainda assim ansiasse por sentir mais. Era uma sensação completamente nova e intensa que parecia preencher cada célula de seu corpo, como se cada átomo de seu corpo desejasse os dele. Seu coração se apertou ao sentir um sentimento até então desconhecido assim como todos os outros eram, antes dele. Aquele a fazia sentir um aperto e uma sensação de que algo estava faltando. Sentia falta dele e uma necessidade inexplicável de o ter próximo a si. Levou os olhos castanhos até o espelho da penteadeira, ali olhando seu reflexo ela desejou que pudesse enxergar respostas ou ao menos um auxílio. Por que ninguém mais poderia entender o que ela estava sentindo além dela mesma, afinal ninguém além de você mesmo pode saber o que passa dentro de si. O problema era quando nem você mesmo se entendia, e era exatamente isso que ocorria com Lucy.

Ela se sentia perdida, porém também nunca havia se sentido tão descoberta.

Fim.

“Nunca lhe confessei o meu amor com palavras, mas se os olhos falam, o último dos tolos poderia verificar que eu estava totalmente apaixonado.”

—O morro dos ventos uivantes-

Notas finais
E ai, sentiram falta ? eu espero que sim hehe Gostaram do capitulo de hoje ? Curiosidades: * No livro que Rick Riordan escreveu contando sobre os deuses, como se fosse Percy Jackson narrando. Ele cita que a deusa Hera incitou uma rebelião contra Zeus junto de Poseidon, Atena e Apolo, eles queriam governar como um conselho de iguais, até chegaram a prender ele com uma corda, porém o deus se soltou e ficou extremamente irritado, dando punições severas a eles, de menos Atena que com sua inteligencia conseguiu ludibriar Zeus e o fez acreditar que ela foi coagida a participar, porém ia solta-lo assim que desse. Apolo e Poseidon foram desprovidos de seus poderes e mandados para trabalhar em Troia, onde o rei Laomedonte o fez construir a muralha. O livro é muito bom, recomendo se quiserem ler, chama: Percy Jackson e os deuses gregos.E eu decidir usar essa parte, mesmo tendo ou não acontecido. Eu li muitos livros sobre o assunto de Mitologia, não é atoa que decidir fazer uma historia baseado neles hehe, então vai ter citação de muitas coisas. Principalmente nos próximos capítulos, aos quais vão estar bem inseridos no mundo dos deuses. Le Chat des Sirènes é cultura também heheh bora aprender mais sobre mitologia aqui. :D Obrigada a todos comentários e favoritos. Espero que tenham gostado e até o próximo. Beijocas e Arigatou! I.C.S