Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece não é mesmo ? Desculpe pela demora, mas voltei com um capitulo gigante para voces, espero verdadeiramente que gostem. Confesso que estava com saudades de escrever e interagir com voces. Fiz uma nova capa para a fanfic, o que me dizem ? Gostaram ? Não manjo muito desssas coisas de edição, mas tentei, espero que gostem. Enfim, vamos para o que importa, para a historia. Qualquer erro me perdoem. Boa leitura!

Capítulo XXIV

Havia uma lei na natureza na qual deveria ser mantida para que o mundo procedesse para uma evolução. Tudo que a de ser tirado a de ser reposto. Não é um direito comum, mas sim um mandado dos deuses que o equilíbrio deve ser mantido para fins benéficos a todas as espécies.

Entretanto o ser humano nunca fora uma espécie que pensasse em algo que seguisse um todo. Os anos passavam e as pessoas possuíam em sua mente que tudo era eterno e não eram necessárias ações para que aquilo pudesse durar. Afinal não havia um fim. Era o que eles pensavam.

Contudo havia um fim, havia um limite que não deveria ser excedido e sim respeitado. Mas havia aqueles que costumavam testar suas crenças e ver até onde poderiam ir.

—Mestre Hades, o que devo o ar de sua respeitada presença?- apesar de suas respeitosas palavras a fala de Zero fora completamente dita em uma ácida ironia. Contudo o outro se fez a apenas rir da inépcia de seu companheiro.

—Como seu trabalho não foi feito, foi necessário minha presença. — Hades disse simplesmente enquanto se aconchegava mais em sua poltrona. Zero por sua vez não havia gostado da fala do outro a sua frente e uma linha de expressão surgirá em sua testa enquanto apertava os olhos a fim de analisar e adquirir quaisquer que fosse às intenções do homem a sua frente. — você está encarregado apenas de exterminar aquela raça imunda e vender as escamas. Mesmo um trabalho de tamanha simpleza você não pode realizá-lo adequadamente. — Hades olhou o outro de maneira superior como se ele fosse apenas um inseto em seu caminho. E de fato era.

—O trabalho está sendo realizado devidamente, ocorreu apenas um imprevisto que já está sendo resolvido. — Zero falou apertando a mão sobre a mesa com certa raiva contida.

—Claro, imagino que sim!- Hades levantou o queixo e olhou o homem a sua frente como se seu olhar pudesse subjuga-lo. – caso não resolva, você possuíra um problema maior ainda. — uma clara ameaça fora sentenciada ali e não fora recebida com outras emoções além de raiva. Zero odiava que alguém se achasse superior a si mesmo. Mesmo que Hades em posição de patente estivesse acima dele.

—Interessante você dizer isso Hades.- o sarcasmo quase escorrera dos lábios do outro. Hades apenas o olhou com uma sobrancelha em pé enquanto batucava o dedo na mesa. — visto que costumam dizer por aí que você é um cão na coleira do mestre por que precisa está de bem com ele, já que no passado cometerá um pequeno deslize em algo relativamente importante. — Hades apertou os olhos para analisar o que o outro dissera. – precisa estar em dia com ele, certo? Se ele ao menos sonhasse que...

—Do que pensa que está falando?- Hades não perderá a compostura, jamais permitiria que alguém como Zero o atingisse. — acha que pode me ameaçar Zero?- Hades deu uma risada forçada e olhou de maneira fria para o ser que nem ele julgava homem. – todas minhas ações sempre foram feitas meticulosamente para beneficiar vosso mestre. — ele aproximou do outro apenas para proferir suas palavras ácidas. — diferente de você que nem ao menos consegue exterminar algumas sereias.

—Diz o homem que não capturou a sereia celestial. — Zero disse irritado não conseguindo mais conter suas emoções. – não é você que está encarregado de pega-la? E se me permitir lhe questionar por que um homem como você seria apto a capturar algo tão precioso, ainda mais para vosso mestre?

—Pelo simples fato que passei anos estudando em como converter magia de luz para a negra. — ele voltou a encostar as costas no estofado e levantou o queixo para dirigir a palavra. — por que eu sou o único que sabe como entregar de bandeja a sereia ao mestre. — ele deu um sorriso ladino abaixo de seu robusto bigode. — além de que você nem ao menos é digno de saber quais os planos do mestre, por que seria apto a isso?- Zero apertara tanto os lábios que podia sentir seus dentes rangerem em raiva. — por que não se preocupa em pegar os piratas que deram uma surra em seus homens?- ele fez uma cara de pouco caso. — ouvi dizer que era apenas um homem. — ele disse sarcástico. – quem era?

—Já estamos resolvendo isso. — ele não contaria a única coisa que lhe dava vantagem em Hades. Ele mesmo iria capturar Natsu e mostraria do que era capaz. Hades assentiu sem muito interesse.

—A sereia com exceção de outra coisa, é a única coisa que tem chance contra o mestre. — Hades disse agora sério atraindo a atenção do outro. — essa garota tem de ser capturada antes que descubra seu verdadeiro poder. — zero apertou os olhos em incompreensão. — e eu farei que esse poder seja do mestre. — um silêncio perdurou pelo local enquanto mantinham os olhos um no outro.

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Seguir seus instintos por mais que sempre fossem exagerados ou sem nexo, sempre lhe pareceu certo. Ele sempre fez o que quis sem se importar ou questionar com os possíveis resultados de suas ações. Mesmo que a maioria de suas ações pedisse por algo mais doloroso e macabro ele costumava as seguir. Natsu nunca se agradou em se regrar ou necessitar de limites. Na verdade ele odiava tudo aquilo que lhe parecia limitar. Ele odiava tudo aquilo que lhe parecia inalcançável.

E agora em sua mente relutava a ideia de que ele havia cruzado uma linha na qual ele não deveria ter ultrapassado. E inconvenientemente ele não conseguia se arrepender.

Ele não sabia oque havia dado em sua cabeça para se guiar em direção à morte. Ele sabia que era impossível e inalcançável. Era isso que Lucy era. Impossível e inalcançável. Ela estava fora de seus limites, entretanto por que ele não conseguia tira-la de sua cabeça? Por que seu cheiro havia impregnado em seu olfato o fazendo sentir a quilômetros de distância? E por que a pele quente macia dela causava um contrate gigante e reconfortante na sua, causando ondas de choque pelo seu corpo e reanimando cada célula adormecida e um frio na espinha que o deixava alerta? Por que sua mente e seu corpo estavam lhe pregando tal peça e lhe enganando?

Natsu sentia que não possuía nenhuma das respostas e talvez nem as obtivesse se fosse até mesmo a um oráculo. Maior que o vazio que ele sentiu quando Lucy se afastou e correu dali, fora a sensação de que havia feito algo errado. Ele não deveria ter feito aquilo mesmo que estivesse com mil litros de rum em suas veias.

O contato e todo acontecimento fora o suficiente para deixá-lo sóbrio como um balde de água fria. Ele permanecerá paralisado por alguns segundos no mesmo local ainda recapitulando tudo que havia ocorrido e tentando processar detalhadamente cada segundo. Piscou os olhos para que pudesse acordar de seu sonho traiçoeiro, contudo tudo que havia conseguido fora a frustração de comprovar que era tudo real. Passou as mãos no rosto e depois no cabelo de maneira agonizante. Ele precisava dar um jeito em si mesmo, precisava extinguir cada sensação estranha e desconhecida e principalmente se livrar da intensa conexão que parecia ter com Lucy. Da linha invisível que o parecia ligar a sereia. Na melhor das hipóteses ele deveria se afastar de Lucy. Era o certo a fazer. Mesmo que seu cérebro parecesse dizer isso, de maneira rebelde e impertinente uma sensação em seu peito se negava a tal ato. Contudo pela primeira vez, Natsu deveria ser racional.

Ao raiar de dois dias após a pertinente noite. A Fairy Tail parecia recarregada e cheia de energia, eles finalmente estavam prontos para enfrentar o portal de Gemini e seja lá o que ali lhe aguardassem. Olhavam para o local com a adrenalina correndo em suas veias convertida em uma energia e sensação de entusiasmo. O portal era frio e silencioso assim como os outros.

Os olhos castanhos de Lucy não se desviaram do capitão até o momento em que entraram no portal de Gemini. Mesmo que ela tentasse não conseguia enganar a forte conexão que a atraia até o garoto. Ele havia a ignorado completamente desde o fatídico momento, como se ela não existisse. Ela sabia que assim era melhor, contudo por que não conseguia se conformar com a atitude do rosado? Por que se incomodaria com a distância do capitão? Ela sabia o que era o certo a se fazer, contudo seu coração sentia-se como se tivesse fazendo o errado.

—Isso não é bom!- tirou os olhos daquele que atormentava seus pensamentos e focou no que era importante. Virou-se para frente observando o que havia feito Gildarts soltar tais palavras. A frente deles havia uma passagem em meio a grandes rochas. O navio não passaria ali, por isso seria necessário seguir caminho a pé. Lucy não precisou de muito para constatar que dali emanava uma grande e extensa energia maligna.

—Vamos dividir um grupo para ir à pê e o outro para ficar no barco. — o capitão falou atraindo a atenção de todos, inclusive da sereia. Ele finalmente havia a olhado e era como se uma corrente elétrica com bastante energia passa-se por seus corpos. Ela podia sentir um frio que subia de seus dedos dos pés. Toda via tão rápido quanto a olhou ele se virou e voltou a focar em sua tripulação onde ele deveria estar cem por cento focado. – Gildarts e Makarov comandaram o grupo do navio. — ele apontou para os dois mais velhos que confirmaram com um aceno. — enquanto o outro grupo irá comigo. — ele parecia fazer o possível para ignorar Lucy. — Erza, Jellal, Gray, Gajeel, Levy e Laxus venham comigo. — os ditos cujos acenaram a cabeça em concordância com seu capitão que ali parecia mais disposto que a maioria das vezes. — o restante fique no navio e caso seja necessário uma interferência, vocês venham a reagir. — ele colocou a mão na cintura enquanto soltava o ar que parecia preso em seus pulmões. — ou então para irem embora daqui. — ele se virou para preparar o bote para irem até a entrada enquanto um burburinho era ouvido por entre os marujos, claramente com dúvidas a respeito das palavras de seu líder.

Lucy apertou os olhos para o rosado que se focava em ajudar aos outros a descer o bote. Ela bufou balançando a cabeça decidida a ignorar o capitão, se ele queria lidar e agir de maneira imatura, ela nada poderia fazer. Seguiu com os outros para descer o bote enquanto um silêncio perjurara no local até chegaram a beira da entrada.

—A fenda da divisão!- todos se viraram para olhar Levy que acabara de falar ao olhar extasiada para o local a sua frente. Uma grande muralha com uma grande fenda no meio. A azulada não havia reparado na atenção que havia atraído e ao notar os olhos sobre si, ela os piscou nitidamente com vergonha.

—Sabe sobre a história?- Lucy perguntou com um sorriso orgulhoso em sua face. A pequena se pôs a assentir timidamente.

—Que história?- Jellal questionou curioso atraindo o olhar da loira que antes que pudesse falar algo foi surpreendida com Levy tomando a fala.

—Dizem que Gemini era o espírito imposto a guiar as pessoas que continham duas naturezas. — Lucy deu um sorriso para a amiga enquanto os outros ainda olhavam sem compreender. — Zeus acreditava que o ser humano possuía dois lados, duas faces, a do bem e a do mal. E após a morte o espírito de Gemini era o encarregado de separar esses dois lados para que fosse colocado em uma balança para saber qual lado pesaria mais quando passassem no portal de Libra. — ela colocou o cabelo atrás da orelha enquanto voltava a falar da lenda que havia lido nos livros. — muitos também acreditam que todos nascem ligados a outra pessoa como gêmeos interligados pelo fio vermelho invisível aos olhos. Almas gêmeas ligadas pela eternidade. — por um motivo desconhecido e inerte, Natsu e Lucy se entreolharam no exato momento e permaneceram com os olhos um no outro, como se fosse possível dizer algo com apenas aquele olhar. Algo mais profundo e sincero que palavras. — mas Gemini havia os cortado ao meio e desde então as pessoas andam em busca de sua outra metade.

—Por que Gemini separaria as almas gêmeas? Não parece ter muito sentido. — Gajeel disse fazendo com que Levy o olhasse com olhos mortais e de alguma forma fosse ataca-lo daquela maneira.

—Por que Zeus queria punir os humanos. — Lucy falou com a voz firme. Os olhos agora voltavam a si. Principalmente o dele que a queimava como uma brasa. — os humanos eram uma raça egoísta. Quando Zeus fez o mito da hospitalidade e desceu a terra com Hermes como homens pobres e comuns, foram recebidos com desprezo em todas as casas que foram. De menos o casal Baucis e Filemon que lhes ofereceram abrigo e comida. — todos escutavam atentos as falas da garota. — e quando Zeus revelou sua identidade ele ameaçou inundar o vilarejo com uma enchente pelo egoísmo dos humanos que ali viviam. Contudo o casal apenas lhe pediu que pudessem viver e morrerem juntos. Ele ficou tocado e atendeu ao pedido do casal. E com isso Zeus determinou que o ser humano egoísta deveria passar a vida em busca da sua cara metade, se quisesse dar valor a algo no mundo.- Lucy levou os olhos até Natsu que olhava para o chão enquanto mantinha as mãos no bolso da calça e evitando olha-la.- Zeus acreditava que o amor poderia fazer os humanos se tornarem gentis e bons, por isso ordenou que Gemini o responsável pela separação dos espíritos fizesse isso.- Lucy soltou o ar de seus pulmões olhando tudo de menos o rosado.- Gemini são duas metades em um.

—Quer dizer que vamos lutar com dois caras?- Laxus questionou enquanto olhava a entrada do local.

—Não exatamente, eles são dois em um! Pensam junto, falam junto. — pela expressão de cada um ela sabia que estavam sem compreender. — Gemini possui uma versão, contudo ele não costuma mostrar aos outros, ele sempre está disfarçado como alguém ou qualquer coisa. Ele sabe os dois lados da moeda, ele sabe seus medos e sentimentos antes mesmo de verem vocês. — Lucy olhou a entrada. — a fenda da divisão é onde seus pecados vão ser subjugados e divididos para uma menção de peso. Como estamos aqui como humanos a fenda não irá interferir em nada, contudo Gemini é perigoso! Não tentem lutar com ele. — todos concordam com exceção de um certo rosado. Ele nunca prometia o que não tinha pretensão de cumprir.

Eles seguiram para dentro do local no silêncio importuno que havia se instalado sem pretensão de sair. Tudo havia sido dito e visto, não havia mais nada a ser falado. Todos tinham consciência do que lhe poderiam acontecer e já havia sentido na pele o que um espirito carregado de magia negra podia fazer.

Entretanto eles possuíam meros detalhes do que um espirito possuído era capaz, eles ainda não haviam conhecido a verdadeira face do mal, como se os espíritos fossem meros peões em um tabuleiro sendo guiados pelo verdadeiro mal. Os humanos nunca estavam prontos para lidar de fato com o desconhecido, a sensação de estar no escuro não lhes permitia enfrentar aquilo e preferem lidar de maneira irracional destruindo tudo aquilo que ele não pode controlar.

Sem que as pessoas ali presentes percebessem ao entrarem na escura fenda foram separados em um piscar de olhos. Ao se virar para trás e constatar que apenas o capitão a estava seguindo. Lucy olhou desesperada ao redor em busca de seus companheiros apenas para constatar a frustração de encontrar uma parede fria ao voltar ao caminho que havia percorrido. Colocou a mão na parede sentindo a frieza dela e um pequeno choque em sua epiderme ao entrar em contato com a magia negra.

—Droga!- ela fechou os olhos enquanto tentava organizar em sua mente um plano para que não permitisse que seus amigos se machucassem. Natsu toda via olhava irritado para a parede e não se segurou ao dar socos ao local enquanto em sua garganta palavras em busca de seus amigos eram expressadas com ódio. – para!- Lucy falou, mas não havia atraído à atenção do rosado. — Natsu pare isso não vai adiantar, só vai se ferir e ficar em desvantagem. — ela segurou o pulso do rosado e finalmente atraindo o olhar com as pupilas dilatadas e a respiração irregular, que ele não sabia diferenciar se era pela preocupação com os amigos ou contato da pele dela na sua. Passou a mão no cabelo de maneira nervosa. E depois socou com força a parede a fazendo dar um pequeno rachado na região onde estava o pulso dele. Lucy olhou de olhos arregalados para a cena e para o pouco sangue que começara a sair dos dedos do rosado. Ele saiu seguindo em frente com a mão fechada de forma que os nós dos dedos estavam esbranquiçados. – vai sempre agir assim? De maneira imprudente e irracional quando as coisas não saem conforme você deseja?- ele parou e permaneceu de costa para ela que observava como suas costas subiam e desciam conforme a respiração pesada. – acha que a melhor maneira de lidar cm as coisas e fugindo delas?- e ali naquele momento ele soube do que ela estava falando. Levantou o rosto para o teto negro e rochoso e soltou o ar dos pulmões. – pensei que fosse imune as sereias.

—Eu também pensei, até você aparecer!- ele se virou a olhando com firmeza fazendo com que ela sentisse como se respirar fosse algo extremamente difícil. – eu sei a merda que fiz Lucy! Não preciso de você me dizendo em como fui um idiota por me deixar levar pelo encanto de uma sereia. — ela engoliu em seco enquanto ele dizia as palavras de maneira firme e com certa dose de crueldade. Por algum motivo aquilo a havia incomodado mais do que desejaria. – e sim! Eu lido melhor fugindo das coisas. – ela o olhou sentindo aquele incômodo no peito. Sentia como se estivesse pequena sobre ele.

—Não foi isso o que eu quis dizer... — as palavras pareciam fracas devido à maneira baixa que havia dito. Colocou a mão sobre o seio na tentativa de extinguir aquilo.

—Não importa!- ele se virou para frente novamente e a olhou por sobre o ombro e aqueles olhos castanhos carregados com certa magoa o machucaram mais que uma espada afiada. – vamos apenas esquecer isso. – Lucy soltou o ar de seus pulmões e saiu a passos firmes na frente dele.

—Que seja! Não sou eu que estou agindo como se fosse uma grande tempestade. — ele a olhou com uma sobrancelha em pé e antes que pudesse falar algo o chão junto das paredes começou a tremer como se a terra estivesse com raiva. Quando Lucy se virou para olhar para Natsu uma grande corda feita de uma energia maligna negra a agarrou pela cintura a puxando a fazendo gritar.

—LUCY!- Natsu correu desesperado até ela segurando sua mão enquanto ela era puxada para o teto. Ele agarrou sua mão como se fosse à coisa mais importante e naquele momento era, e quando sentiu a mão dela escorregando por entre a sua, lhe bateu uma sensação de desespero e ele tentou a segurar, os dedos dela passaram por entre o seu antes dela ser puxada e sumir junto da escuridão que a havia levado deixando para trás apenas um grito com seu nome. Natsu sentiu algo correr por suas veias onde não lhe permitia raciocinar muito bem, ele sentia vozes em sua cabeça com palavras que o faziam arrepiar. Suas pernas vacilaram o derrubando no chão enquanto ele lutava com a dor de cabeça. -LUCYY!- ele a chamou na esperança dela estar ali para tira-lo daquilo, que ela estivesse ali com ele. Ele escutou uma voz, mas não era a de Lucy.

—Ora ora, o que temos aqui.- ele sentiu um tremor pelo corpo ao imaginar onde Lucy poderia estar, ele admitia, estava preocupado com ela. – se não é aquele que não é humano, mas habita a casca humana. – Natsu, apertou a mão no chão com ódio. – todos no submundo sabem sobre você, contudo somos proibidos de falar. – ele levantou os olhos a fim de procurar quem estava dizendo aquilo com uma voz duplicada e grossa e extremamente carregada de energia ruim. – as moiras dizem que seu futuro é negro, que um desastre o aguarda Natsu Dragneel. — então ele enxergou algo escondido na sombra. — você age como se não possuísse medo por não possuir mais nada que ame, claro além de seus companheiros. Você acha que não possui uma fraqueza. — a coisa foi saindo sobre a sombra. – acontece que você irá possuir uma que irá acabar com você!- Natsu olhou enraivecido para a coisa.

—Quem é você? Onde está Lucy?- uma risada grotesca e duplicada foi dita e um animal saiu das sombras se revelando com duas cabeças, ele não sabia definir o que era aquele monstro, as pastas longas e pesadas foram se aproximando, junto das cabeças negras e olhos vermelhos e focinho como de uma pantera.

—Deveria estar mais preocupado com você. – em sua mente Natsu não pensava em nada mais que Lucy. – afinal eu conheço sua verdadeira face. E irei a separar no meio. – o animal grunhiu com ódio.

Fim!

“Tudo que eu preciso é você

Venha, por favor, estou chamando

Eu estou gritando por você

Apresse-se, estou caindo”

—Nickelback-

Notas finais
Acabou-se o que era doce. O que dizem ? gostaram? OBS: o conto do hospitalidade realmente existe, é uma lenda grega. E isso de partirem as pessoas e as fazerem procurar pela a outra metade eu tirei de inspiração de um livro que eu li, mas eu meio que adaptei para a historia, mas é mais ou menos assim mesmo. Quem será que vai encontrar a verdadeira forma de Gemini? o que será que aconteceu com a Lucy? Eu decidi focar mais nas lutas separadas de cada um, ou seja vamos ver um pouco mais de Natsu na ativa. Tentarei ser rapida com o proximo. Obrigada a cada um que não desistiu de mim e favoritou e comentou na historias e todas aquelas coisas que sempre me incentiva. Beijocas e Arigatou! Até o proximo! I.C.S