Notas iniciais
OIIIII oia eu aqui de novo. Ah loca que as vezes some do nada, as vezes volta com uns mil capítulos de uma vez kkkkk Antes de tudo, eu queria agradecer a cada um aqui, por acompanhar minha historia, eu fico extremamente feliz com os comentários que recebo, e eu sinto a necessidade de vir aqui e agradecer, pq eu penso que as historia talvez seja grande demais, ou que os capítulos são tediosos, enfim, eu fico com medo das pessoas abandonarem, então fico muito feliz em ver que tem muita gente que acompanha e gosta, então obrigada! Esse é meu capitulo favorito, então espero que vocês também gostem dele. Amanhã ou domingo sai o próximo. Vamos ao que interessa, boa leitura e qualquer erro me perdoe!

Capítulo XLI

Deitada sobre o peito quente de Natsu, ela sentia o que era estar em um lar. Aconchego e paz, eram coisas que pareciam a muito tempo estarem desprovidas a ela, ou que talvez nunca estivesse de fato exposto a si. Pela primeira vez na vida ela sentia aquilo e não conseguia encontrar palavras para descrever como se sentia naquele momento, só sabia que o calor que sentiu no coração, era algo que ela queria que prevalecesse para sempre.

Deitou o queixo sobre as mãos enquanto olhava para o rosto em paz dormindo. Os cabelos róseas caiam por sobre a face como uma cortina ocultando o desconhecido, os olhos fechados e os lábios entre abertos enquanto ele respirava calmamente em um sono de paz, que ele não obtinha mais desde que ela havia ido embora. Inconscientemente ela sorriu ao olhar a visão de Natsu dormindo, e aquela cena ficou gravada em sua mente para que pudesse repassar ela sempre. Desde que havia voltado, até aquele momento ela teve uma certeza, ela não queria mais sair do lado dele.

Aos poucos as pálpebras do rosado foram se abrindo até ver a claridade do quarto e então, como se para ter certeza de que fora real, tratou de a buscar com os olhos e então a viu deitada em seu peito o olhando. Ele suspirou aliviado, era real, ela estava ali. Ele sorriu olhando o rosto sereno dela o encarando, a cena dela em prantos ontem estava fresca em sua memória e sentia um tremendo desconforto com aquilo, nunca mais pretendia deixar ela se sentir daquele jeito.

—Admirando a vista?- ele deu um sorriso ladino e esperava que ela o retrucasse com alguma resposta zombeteira ou saísse de cima, porém, tamanha fora sua surpresa ao ver ela apenas assentir com a cabeça confirmando sem desviar os olhos. Ele se limitou a engolir em seco nem um pouco preparado para aquela reação, contudo, de todas, era a sua favorita. – está tudo bem?- perguntou sincero, sabia que por mais que ela dissesse que sim, não era a verdade, demoraria para ela ficar bem, porém, também demoraria até ela deixar de ser orgulhosa para admitir quando não estivesse, diferente de como sempre foi instruída a ser. Era difícil mudar padrões que eram impostos desde de sempre.

—Sim. – ela olhou para a janela incapaz de olhá-lo, já que ele saberia que ela estava mentindo, entretanto, não era de todo uma mentira, já que de fato ela estava bem melhor apenas de ter a presença dele.

—Ok. – ele decidiu por não questionar mais ou forçar ela a falar, deixaria que ela falasse quando se sentisse a vontade para isso. – tenho que te mostrar uma coisa. – ela piscou os olhos surpresa e ele piscou um olho com seu famoso sorriso de lado.

Ele a levou para uma porta que ficava ao lado da escada que dava para o quarto dele, e o local se mostrou ser um quarto, havia uma cama de casal com várias estantes de livros, um assento de janela, e uma... Piscina.

—Uma piscina?- ela o olhou surpresa e ele sorriu com as mãos no bolso da calça.

—Foi ideia da Levy, decidimos colocar um tipo de banheira piscina aqui para você, para entrar na água quando quiser. – ela o olhou sem acreditar. Se sentia tão querida e especial, seu coração se aqueceu. – e isto foi ideia minha.- ele apontou para o teto e quando ela olhou para cima, seu queixo foi ao chão. O teto estava pintado como um céu estrelado e com todas as constelações do zodíaco. Ela abriu um grande sorriso no rosto não disfarçando a felicidade que sentia.

—É lindo!- ela olhou maravilhada para a pintura, estava encantada. – eu amei, obrigada por pensarem em mim. – ela o olhou sorrindo e ele deu de ombros.

—Você faz parte da nossa família!- ele fez questão de citar família para que a mensagem fosse dita entrelinhas e ela rapidamente a captou. – quero te levar a um lugar hoje a noite, você gostaria de ir?

—Hunrum!- ela confirmou assentindo com um sorriso. Ela iria para qualquer lugar com ele.

—Então irei sair para arrumar umas coisas.- ele sorriu empolgado. – esteja pronta a noite. – ela concordou antes dele sair empolgado, porém, voltou depois e lhe beijou a testa antes de sair de novo.

Decidiu por descer e ficar com as meninas, sentia tanta falta de ficar com elas. E foi até a mesa onde todas estavam sentadas e lhe receberam com comprimentos e sorrisos.

—Obrigada pela ideia da piscina no quarto Levy, obrigada por terem pensado em mim. – ela sorriu agradecida para cada uma ali.

—Você gostou?- Levy questionou empolgada em saber que havia feito algo do agrado da amiga. A loira confirmou com a cabeça e sorriu para amiga.

—Ficamos feliz com isso Lucy, é claro que iríamos pensar em você. – Erza falou como se deixar a loira de fora, fosse um ultraje. – cada um tem um quarto do seu jeito, então você também tem direito a um.

—Inclusive o da Erza é cheio de espadas, parece mais um calabouço do que um quarto. – Juvia falou arrancando risadas das meninas e uma cara amarrada da ruiva.

—Eu aposto que o seu deve estar cheio de desenhos do Gray. – ela devolveu com um sorriso maligno no qual a azulada se encolheu com o rosto extremamente vermelho.

—Eu não faço mais essas coisas!- se defendeu virando o rosto ainda vermelho arrancando risadas.

—Será que o de Evergreen está cheio de foto do Elfman?- Levy falou baixo e deu uma risadinha como se estivesse contando o maior segredo do mundo. Lucy olhou sem entender, não havia captado o sinal.

—É mais provável que tenha dela mesma. – Cana falou enquanto bebia seu delicioso vinho pela manhã, e a loira ainda se chocava em como ela conseguia beber em qualquer hora do dia.

—Do que estão falando?- a sereia questionou inocentemente e as amigas a olharam e depois trocaram olhares entre si.

—Oh me desculpe Lucy, esqueci de lhe contar. – Levy se aproximou da amiga o suficiente para sussurrar e ela a ouvir com facilidade. – Elfman e Evergreen estão namorando em segredo, apesar de não ser tão segredo assim, já que todo mundo sabe e fingi não saber.

—O QUÊ?- Lucy gritou sem conseguir conter o choque, e a baixinha a olhou de olhos arregalados quando atraíram a atenção dos demais. Ela deu uma risadinha nervosa de desculpa. – eu bem que desconfiava que eles se gostavam, mas como isso aconteceu?

—Aparentemente a Ever beijou ele e aí desenrolou a coisa toda. – Cana deu de ombros e Lucy tinha as bochechas vermelhas e piscava os olhos tímida. A morena a olhou de sobrancelhas em pé. – meu deus você é muito inocente. – Cana gargalhou levando em troca uma cara emburrada da loira. – Mira já está até com medo de daqui a pouco eles surgirem com filhos, ela sempre desmaia quando imagina os filhos. – a morena pousou a mão no queixo pensativa. – apesar de que ninguém sabe por que diabos ela fica imaginando isso.

—Fi..filhos?- Lucy perguntou chocada e a morena deu uma risadinha. Erza estava da cor dos cabelos.

—Esses... Casais, para frente, fazendo questão de se exibir. – a raiva falou nervosa.- uma pouca vergonha.

—Erza pegou eles se agarrando. – Levy sussurrou para amiga que abriu a boca compreendendo a reação da amiga. E não aguentou a risada junto das outras.

—Erza-san é normal. – Juvia falou e a ruiva apenas abaixou a cabeça. – casais apaixonados gostam de se beijar, e as vezes a coisa esquenta.

—Erza nunca nem beijou!- Cana falou e a ruiva a olhou com um olhar mortal.

—É o que tem demais nisso?- Levy defendeu a amiga por que também se sentiu ofendida, já que também nunca havia beijado ninguém. Lucy apenas acompanhava tudo quieta e corada, aquilo parecia um assunto além de seus conhecimentos.

—Nada, vocês só estão um pouco atrasadas. – Cana deu um sorriso malicioso fazendo as outras revirarem os olhos. – não sabem o que estão perdendo. – ela deu de ombros bebendo seu vinho sem se importar muito.

—Vamos mudar de assunto né? Assunto mais desagradável. – Erza falou e se levantou ajeitando sua saia e sua armadura que ela sempre usava. – que tal chamarmos as meninas para andarmos pela cidade com a Lucy?- a loira abriu um grande sorriso animada e as amigas concordaram empolgadas.

**

—Será que você vai conseguir hoje ainda?- Lucy gargalhou enquanto Natsu tentava pela segunda vez acender a fogueira.

— Licença, que essa é a minha especialidade.- ela gargalhou de novo, sentada no tronco próxima ao rosado frustrado e sua fogueira. Ela olhou ao redor ainda apaixonada pelo local.

O lugar que ele a levou era um tipo de penhasco que tinha a vista de uma parte da cidade e do mar, mas o mais maravilhoso de tudo era a vista que tinha do céu estrelado. Ela estava encantada com o lugar e ainda mais com o cuidado do rosado, que sumiu a tarde toda para preparar aquilo para ela. Ele havia feito uma cabana com a vista de todo aquele lugar e também uma fogueira para aquecê-los já que o local era mais frio. Havia um pequeno bosque de floresta atrás no qual eles vieram.

Ela se aconchegou mais na coberta que estava sobre si e sorriu olhando os vaga-lumes que voavam por ali, como havia muito deles, ela tinha a impressão que as estrelas estavam brilhando próximas de si.

—E num é que ele conseguiu mesmo!- ela falou após notar o fogo na fogueira média queimando intensamente, e aquecendo o local.

—Você não sabe com que está? Sou o mestre. — ele se sentou ao lado dela que passou a coberta por sobre os ombros dele os aproximando e ele sorriu segurando o tecido.

—Claro, senhor mestre. – ela debochou sorrindo e os dois ficaram olhando a vista, a cabeça dela inconscientemente deitou por sobre o ombro dele, que a abraçou de lado a trazendo para mais perto. – aqui é lindo!- ela olhou maravilhada.

—Era o lugar favorito da minha mãe. – ela levantou o rosto o olhando surpresa. – ela costumava me trazer aqui para olhar as estrelas. – ele sorriu nostálgico olhando para o céu, e Lucy sorriu com a cena, imaginando um pequeno Natsu com sua mãe. – é o meu lugar favorito também, onde guardo boas lembranças, pensei que gostaria. – ele olhou para ela que concordou com um sorriso no rosto.

—Agora sou a encarregada de lhe deixar com boas memórias aqui. – ela falou sorridente na tentativa de animá-lo, e obteve sucesso, pois logo depois ele sorriu soprado. – os momentos são especiais exatamente por eles passarem, o que torna as coisas especiais e que elas possuem fim. Quando se é imortal você não vê as coisas com tamanha simplicidade, você não valoriza isso por que pode sempre fazer de novo. – ela olhava para a paisagem em frente divagando em pensamentos. – desde que cheguei na Fairy Tail eu fui agraciada com momentos que são inesquecíveis para mim, momentos que eu provavelmente nunca vivenciaria se não os conhecesse. – ela se virou para ele que estava a olhando. – eu sou muito grata a vocês por isso, principalmente você, por ter me dado uma infinidade de momentos inesquecíveis em minha infinitude. – ele levou a mão até o rosto dela fazendo carinho com os dedos. – obrigada por sempre pensar em mim, e me incluir em coisas importantes. – ela sorriu minimamente. – é a primeira vez que isso acontece comigo. – ele a olhava atento, absorvendo cada uma daquelas palavras.

—Você fez muito mais por mim Lucy. – ele falou baixo, tão próximo dela que era possível sentir a respiração batendo em seu rosto. – acho que preciso admitir, que você aos poucos está me salvando de um caminho escuro pelo qual eu estava seguindo. – ela o olhou surpresa. – você não brincou quando disse que era a luz em meio a escuridão. – ele sorriu ladino.

—O que está dizendo?- ela sentia o coração bater tão rápido que tinha medo de que a qualquer momento ele fosse parar.

—Estou dizendo...- ele olhou nos olhos dela. – que você é importante para mim, e eu preciso de você comigo, como nunca precisei em minha vida antes. – ela prendeu a respiração . – eu sei que você também sente isso. – ela se levantou incapaz de ficar próxima dele, tinha medo do seus atos posteriores, então preferiu se afastar mesmo que isso doesse mais. Passou a mãos nos cabelos de maneira nervosa enquanto tremia a perna inquieta. – vai me dizer que não sente isso também Lucy?- Natsu se levantou exasperado e ela o olhou por alguns segundos.

—Não Natsu, isso... Não pode acontecer! – ela se virou de costas para ele incapaz de olhá-lo.

—O que não pode acontecer Lucy? – ele estava nervoso, frustrado por toda aquela situação.

—Você está confuso, pode está sendo influenciado inconscientemente. – ele a olhou nervoso sem acreditar em suas palavras. – sereias fazem isso sem perceber.

—Você tá de brincadeira?- ele falou em choque e ela apenas se encolheu, estava assustada. Estava com medo, não dele, mas sim por ele. – eu não sou influenciado por esse droga de poder, e você sabe disso. – ele falou alto. – então está me dizendo que não é real? Eu quero que olhe bem nos meus olhos Lucy, e diga que não é real.- ele se aproximou dela que ainda se mantinha encolhida. – quero que olhe nos meus olhos e diga que não sentiu nada quando ficou afastada de mim, que não sente nada agora, que você não sente isso!- ele a olhava com tamanha intensidade que ela tentou desviar os olhos. – se me dizer isso, se admitir isso para mim, eu prometo esquecer isso. – seus olhos se viraram na hora para ele, seu coração se apertou com as palavras dele. – eu prometo arrancar isso de mim, mesmo que tenha sido a única coisa boa em toda minha miserável vida. – ela sentia o coração bater rápido, suas mãos e pernas tremiam e ela sabia que não era por conta do frio. Os olhos um no outro como se fosse um ultraje ousar olhar para outra direção que não fosse eles, a intensidade era quase palpável. As estrelas estavam ali de prova, que aquilo estava ali, era real, era forte, ela não negou, por que não havia nada para se negar.

E então, ela levou os lábios até o dele em uma resposta silenciosa e um desejo rogado aos deuses. Quando Natsu sentiu os lábios aveludados nos seus ele não soube disfarçar o choque e a surpresa, e prendeu a respiração um segundo antes de levar uma mão até a cintura dela a trazendo para mais perto, como se temesse que ela pudesse se afastar, a outra mão se guiou até o pescoço dela onde ele intensificou o beijo e pediu passagem com a língua além de apenas um toque de lábios. E ela permitiu, sentindo então a língua dele em contato com a sua e retribuiu cada carícia que lhe era ofertada. As mãos dela fora do peitoral dele até o pescoço onde as levou até a cabeça sentindo os fios róseos sedosos que ela tanto gostava.

Uma eletricidade parecia correr por todo seus corpos arrepiando cada mistério fio e pedaço de pele. Era algo tão profundo e delicado ao mesmo tempo, os corações batiam rapidamente como um só, assim como todo o conjunto que pareciam se unir em uma só peça. Ela era o que faltava nele, e ele o faltava nela.

Quando o ar lhes faltou ao pulmão, eles afastaram os lábios apenas para respirar. Apenas para colar as festas um no outro e roçar os lábios os sentindo um no outro, como se não pudesse se manter afastados. Os olhos se mantinham fechados ainda apreciando a sensação. As mãos dela faziam carinho nos cabelos dele junto da pele do pescoço que estava arrepiada ao toque dela, a mão dele segurava firme a cintura e a outra no pescoço acariciava com o dedão o rosto dela.

Só então eles abriram os olhos enxergando um ao outro tão próximo e intenso. Lucy sentiu os olhos umedecerem ao ter a certeza de que ele ainda estava ali. Ele ainda estava ali com ela, e ela tinha medo de que a qualquer momento ele fosse desaparecer bem diante de seus olhos.

—Você está aqui, você está bem. – ela falou incapaz de segurar as lágrimas que sucederam depois, entretanto eram lágrimas de felicidade, não de tristeza como as da noite anterior. Ele a puxou para um abraço pousando a cabeça dela em seu peito e acariciando os cabelos no abraço.

—Eu nunca vou te deixar. – ela chorou mais o abraçando apertado molhando sua camisa com lágrimas, contudo, ele não poderia se importar menos, não conseguia parar de sorrir e beijou o topo da cabeça dela pousando os lábios por alguns segundos ali sentindo o cheiro dela. Era real, era mais que real.

Ela levantou a cabeça e sorriu para ele que levou os lábios até os dela sorrindo antes de beijá-la novamente.

A lua e as estrelas e todos aqueles que pudessem olhar pelo céu e mar, eram a prova do amor que ressurgia cada vez mais naqueles dois jovens. Os céus eram a prova, que nem mesmo uma maldição dos deuses podem separar um amor que estava predestinado aos céus.


Fim.

“Nós vamos amar até que doa
Você e eu juntos envolvidos para sempre
Eu nunca vou deixar você ir”
—Nashville Cast-

Notas finais
FIIIIIIMMMM! E ai gostaram?? SAIU O TÃO ESPERADO BEIJOOO xjdwudjwgudu estava tão ansiosa para mostra para vcs, me pediram tanto isso, espero que tenha atendido a expectativa. E o coração tá como? tututututu Se tiveram alguma dúvida a respeito da maldição pode perguntar, sei que ela é um pouco confusa. Foi isso , espero que tenham gostado, e surtado muito hehe Beijocas e arigatou! I.C.S