Leão do Inverno

16 Livro Um — Capítulo XV


Notas iniciais
Notas Babi: Hey, guys! Chegamos, com um fucking presente de natal pra vocês! Aproveitem :3 Desabafo: você imagina o diálogo lindo, maravilhoso, com aquele sotaque britânico e tudo o mais, e aí na hora de escrever, é como se você estivesse assistindo a um filme dublado T^T Notas Toki: NOOOITEE FEELIIIZ, NOOOITEE FEELIZ, COOITADINHO NASCEU EM BELÉM Mas na fic já é ano novo, pessoas gatas 'u' Well, aqui estamos o/ Essa cap vai marretar vocês :3 Oow SledgeHammer o/ ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- "Você beija meu rosto; eu assisti enquanto você ia embora. Seu sorriso, meu fantasma. Eu caí de joelhos. Quando você é jovem, você só corre, mas você volta para aquilo que precisa. Este amor é bom, este amor é mau, este amor está vivo, ressurgiu dos mortos. Essas mãos tiveram que libertá-lo, e este amor voltou para mim." — MELANIE UNGAR, This Love.



ALEXANDRA

Estava tão frio que seus dedos já haviam passado do estágio insensível há muito tempo. Uma garoa fina se transformara em granizo pouco antes, e agora as pequenas pedrinhas de gelo começavam a derreter entre seus cabelos e nas dobras das várias camadas de roupa que vestia.

Assistira ao dia nascer enquanto bebericava uma garrafa de whisky. Não que realmente apreciasse a bebida – o gosto era horrivelmente amargo e ela detestava – mas fora a coisa mais forte que encontrara na cozinha, tateando no escuro, antes de correr pela campina da mansão.

O sol fora camuflado por uma tonalidade pastosa de branco-acinzentado e o rio semicongelado sob a ponte a seus pés corria num ritmo muito reduzido, assim como seus pensamentos parcialmente entorpecidos pelo álcool.

A noite fora pouco agradável. Ver Samantha exibindo Edward como um troféu só foi suportável para Alex porque estava ao lado de Evony. Mas nem mesmo o sexo maravilhoso e deliciosamente arriscado que tiveram na biblioteca durante a madrugada foi suficiente para suprir a raiva e a frustração interior que a Winter mais velha sentia em seu íntimo.

Ela só não conseguia entender o que Sam via num homem tão hediondamente desprezível.

— Céus, você é louca?!

Alexandra ouviu uma voz familiar e quente exclamar às suas costas.

Suas pernas tomaram consistência gelatinosa e foi forçada a virar-se, deparando-se com uma Sam rosada de frio e tremendo, mesmo envolta num edredom que agora encontrava-se manchado de barro e grama.

— Vai congelar! – Ela se aproximou, estendendo um casaco que trouxera sob o grosso cobertor.

Alex não soube como reagir de início, mas agarrou a blusa que lhe foi oferecida mesmo assim. Ficara tão claro o clima hostil que se instalara entre elas durante o jantar e a queima de fogos naquela madrugada que ela não esperava qualquer tipo de interação.

— Sabia que a encontraria aqui – Samantha começou. – Mas não esperava que estivesse sozinha. Onde está sua Barbie de estimação?

— Junto com o seu Ken socialista, talvez.

O silêncio voltou a instalar-se, comprimindo as duas de forma estranha.

— Por que a tratou daquela forma? – Alex perguntou, esforçando-se para encarar a irmã. – Quero dizer, ela só estava tentando ser gentil desde o início, e você foi rude e a envergonhou na frente de todos, por mais de uma vez. O que ela fez de errado, Samantha? Ou o problema sou eu? Você agiu daquela forma para se vingar do jantar na outra semana e das coisas que eu disse ao seu namorado?

— Não – Sam sussurrou, com os olhos fixos no lago morto. – Foi porque eu amo você de um jeito que não consigo explicar nem para mim mesma, e não suporto a ideia de outra pessoa lhe tocando.

Alex sentiu a garganta apertar e as palavras de repente lhe fugiram. Seu coração perdeu o compasso, errando duas ou três batidas e descobriu em seguida uma delgada camada de suor formando-se nas palmas de suas mãos.

Algo em seu interior começou agitar-se, mas ela soube no mesmo instante que não era euforia, e sim, medo. Medo de ter de fugir de novo. Medo de todos aqueles sentimentos a assolarem de um jeito tão devastador que a obrigasse a fugir – sim, fugir – de novo, esconder-se e abandonar todos uma vez mais.

Seu estômago revirou, fazendo sua visão oscilar por alguns momentos e a imagem do rio sob seus pés se tornar insuportável.

— Não – Alexandra sibilou. – Não faça isso de novo.

— Não estou “fazendo isso de novo”, Alex! – Samantha finalmente a encarou, e havia um brilho desconhecido em seus olhos. Algo determinado, cálido. – Mas havia- Há sentimentos... Coisas que vieram com aquele beijo e-

— Não! – Alex descobriu-se gritando, próxima demais à irmã. – Não ouse. Houve estragos o suficiente da última vez, mas você não sabe disso, porque não foi você quem teve de partir. Sua vida continuou a mesma enquanto eu tinha de reconstituir meus pedaços, sozinha, longe de você, de tudo o que eu mais amava! Então, não, Sam! Não vamos falar sobre aquele beijo novamente!

O edredom estava no chão de pedra molhada; o rosto de Sam tornara-se púrpura numa máscara que talvez mesclasse vergonha e raiva. Ela agarrou o braço de Alexandra, apertando-o com agressividade. Com a atual e sutil diferença de tamanho, a mais jovem precisava levantar ligeiramente os olhos para encarar diretamente a outra, mas isso não parecia intimidá-la.

Quando Sam falou, seu rosto estava tão próximo ao de Alex que esta podia sentir o cheiro de hot cocoa impregnado no hálito da pianista.

— Você está certa! – Sam gritou. – Nós não vamos falar sobre aquele beijo, porque teremos outro para discutir!

E, sem que Alexandra pudesse impedir, Samantha a puxou, cobrindo seus lábios com os dela.

Foi como se o mundo exterior, que já se encontrava numa quietude absurda, deixasse de existir completamente. Não existia mais nada além delas e daquele encontro de bocas.

Alex demorou certo tempo para conseguir localizar seu cérebro e fazer com que ele cooperasse com o momento. Quando suas mãos foram hábeis para abraçar a cintura da irmã, os dedos dela já estavam há muito embrenhados em seus cabelos, despenteando-os ainda mais.

A língua dela deslizou para sua boca num movimento lento e dolorosamente prazeroso, enroscando-se na sua própria como se tivessem sido moldadas para aquele momento. Seus dedos apertaram as diversas camadas de roupa que Sammy vestia, desejando pela primeira vez na vida estar numa praia, no calor, onde as pessoas usam pequenos pedaços de tecido e chamam de roupa.

O sangue pulsava com força nos ouvidos de Alexandra. Seu coração parecia a ponto de estourar as costelas. Mas nada se comparava a cacofonia em seu estômago, com todas as borboletas se agitando, deixando seus joelhos fracos e instáveis.

O cheiro de Sam adentrava seus pulmões e a essência dela preenchia cada centímetro cúbico de seu corpo em chamas. Estavam derretendo, aquecendo todo o cenário frívolo a sua volta com aquela dança preguiçosa de línguas, com mãos desesperadas, apertando, puxando, tocando. Loucas por mais contato. Desesperadas para suprimir aquele desejo que, agora Alex tinha certeza, era mútuo, recíproco.

Era tão bom. Tão bom.

Samantha gemeu na sua boca e afastou-se delicadamente, buscando oxigênio, mas mantendo seus lábios próximos, roçando.

Nenhuma das duas tinha a intenção de se afastar agora. Não podiam deixar que o contato se quebrasse ou todo aquele encanto talvez fosse considerado um sonho, um vago delírio.

No entanto, Alex não podia se manter calada por muito mais.

— Sam, eu-

— Não – Samantha ergueu os olhos, agora vermelhos e marejados, impedindo-a de falar. – Deixe-me começar.

Ela tomou fôlego, afastando-se um pouco de Alex, mas sem soltá-la completamente. Passou as mãos nos cabelos, como fazia sempre que estava nervosa, e começou lentamente:

— Quando me beijou, na festa, todos aqueles sentimentos estranhos e avassaladores me engoliram. Desestabilizaram-me. E eu não sou capaz de lidar com coisas desestruturadas. Tive de afastá-la, ou não poderia encarar a mim mesma, porque mesmo sendo errado eu- eu queria que aquilo voltasse a acontecer.

Naquele instante Alexandra tentou protestar, e percebendo o movimento, Sam tapou sua boca com a palma da mão, mantendo-a firme ali, a comprimir seus lábios.

— Mas... Assim que você partiu eu senti que algo em mim havia morrido. Eu me senti ferida, incompleta. Quando a vi desaparecer no aeroporto, soube que não poderia suportar, e acredito que naquele momento eu tive certeza do que realmente estava sentindo, por mais errado que pudesse parecer.

“Eu me puni por todos esses anos, Alex, abominando os pensamentos e sensações que você me causava, mas aquilo só cresceu. Eu saí com outras pessoas, tentei me afogar nos estudos e em vários projetos ao mesmo tempo, mas mesmo no meu subconsciente, você estava lá.”

“Eu acompanhei você durante esse período da forma que me era permitida. Seus esforços para se manter longe só faziam com que a minha necessidade de estar ao seu lado crescesse. Eu assisti você seguir em frente, e aquilo doeu como o inferno, porque eu não fui capaz de continuar.”

“Porém eu fingia que estava bem. Simplesmente fazia de conta que absolutamente nada estava acontecendo. Porque, porra, você é minha irmã! Gêmea! Que tipo de monstro eu poderia ser se assumisse que... Estava... Gostando de você? Mas, quando a vi de novo, depois de todos esse tempo... – e, nessa altura do discurso que não fora fácil de ouvir para Alex, Samantha segurou seu rosto, acariciando-o e recolhendo as lágrimas que a mais velha nem se dera conta de estar derramando. – Quando vi você de novo, eu soube que não conseguiria esconder por muito mais. Era errado, sim. Não havia um “lado bom”, ou algo que justificasse meus atuais desejos. E eu tentei – muito – me convencer a deixar ir. Principalmente quando assisti àquele beijo entre você e Annie- Anabelle, mas foi um dos picos... Foi um dos momentos em que eu me corroí de ciúme e quis te segurar, gritar para o mundo que você era minha.”

“Mas você não era. Não era nada além de minha irmã.”

“Então me agarrei à última centelha de esperança de negar isso com unhas e dentes: Edward.”

As bochechas de Samantha começaram a ficar mais coradas. Tão vermelhas que agora pareciam brilhar contra a paisagem monocromática. Ela finalmente desprendeu-se de Alex, deixando sua boca livre e agarrando as laterais da ponte com força, encarando o rio fixamente.

— Só que ontem, quando você apareceu com aquela... Garota – a palavra “garota” soou mais como “coisa” – eu quis me rasgar de tanto ciúme, Alex! Ela estava com os dedos entrelaçados nos seus. Ela estava tocando você. Vocês estavam... Eu- Eu só queria ser ela. Queria ser Evony, ontem.

Eram tantas coisas a assimilar que a mente de Alexandra estava prestes a entrar em colapso. Suas pernas estavam fracas demais, seu coração batia no céu de sua boca e ela sentia que a qualquer momento seria acordada daquele sonho maravilhoso.

O granizo se condensou e uma chuva fina começou a cair.

Quando Sam voltou a encará-la, seu rosto estava menos corado e mais úmido.

— Ontem eu percebi que nem mesmo minhas convicções de certo e errado sopesadas seriam capazes de me impedir de querer você com cada pedaço de mim – ela mordeu o lábio, forçando a irmã a imitar o movimento. – Então, Alex, eu atravessei essa capina sob essa maldita chuva para lhe dizer que, independente da resposta que eu receba, eu escolhi ignorar o mundo. Eu escolhi dar uma chance ao amor de verdade, pela primeira vez na vida.

Samantha a abraçou e, antes que pudesse perceber, Alexandra estava correspondendo ao contato, envolvendo-a contra seu corpo, mantendo-a ali, sem querer jamais soltar.

— Eu escolhi você, Alex.

SAMANTHA

Elas permaneceram abraçadas sob o grosso cobertor, sentadas na grama gélida e úmida, aproveitando o isolamento da manhã e trocando alguns tímidos beijos.

Tudo ainda era muito surreal para Samantha Winter. A cada dois minutos ela tinha de colar seus lábios nos de Alex, apenas para ter certeza de que não era um sonho – e se fosse, então que não a acordassem.

Àquela altura a maioria dos familiares já devia estar de pé e não demorariam a perceber a falta das gêmeas, então tiveram que sair de sua bolha. A mais velha se levantou e estendeu a mão à outra, que após recolher o edredom, aceitou de bom grado.

Atravessaram a campina de mãos entrelaçadas e permaneceram assim até a sala de jantar, onde grande parte dos parentes estava tomando café. Muitos deles tinham uma cara impagável de ressaca, e foi só a visão de seus familiares que fez a realidade esbofetear o rosto de Sam.

— Bom-dia, amor. Por que não estava na cama? — Edward puxou-a para um beijo.

— E-Eu acordei um pouco cedo. Resolvi caminhar e encontrei Alex.

Ao responder, Samantha olhou apreensiva para Alex, que revirou os olhos e largou sua mão, indo sentar-se.

Ed guiou Sam para acomodar-se ao seu lado e assim começaram a quebrar o jejum. Não muito tempo depois, Ethan e Evony — para a infelicidade de Sam — juntaram-se a eles.

As gêmeas a todo o momento trocavam olhares significativos, que sempre mergulhavam a mais jovem num tornado de pensamentos tortuosos, e talvez percebendo isso, Alex começou a brincar de “Quem rir primeiro perde”.

Ela sempre arqueava as sobrancelhas, abria sorrisos de canto e no fim fazia alguma careta, levando a irmã à derrota. Ela sempre fora imbatível nesse jogo.

Apesar de todos encararem-nas de forma questionadora, elas não pararam. Não até serem interrompidas.

— Não é, Boo? — Evony Stortzmann buscou a confirmação de Alex, que tinha a língua pendida pra fora e o nariz franzido para a irmã.

“Boo”? Certo, essa é nova, Samantha bufou e voltou sua atenção para o bolinho a sua frente.

— Desculpe? — Alexandra se empertigou na cadeira. — Sinto muito, não estava prestando atenção.

— Estava comentando que você foi um grande empurrão para o Beauties on the Beat. Além de ser nossa arma secreta — Evony voltou-se para Tia Lisa e cobriu a boca como se fosse contar um segredo. — Ela é a nossa melhor dançarina!

Sam viu a irmã ficar corada com o comentário.

— Não mereço todo esse crédito — Alex riu, desconcertada. — Vocês já eram ótimos sem mim.

— Mas foi você quem nos ajudou a abrir tantas portas, inclusive o estúdio — a loira sorriu apaixonada e lançou um olhar meloso para Alexandra, que o retribuiu sem hesitar.

No mesmo instante Sam perdeu totalmente a fome.

Percebeu subitamente que a maioria dos presentes estava prestando atenção em Evony, e o que era ainda pior, aparentavam gostar da moça.

Suspirando, jogou o guardanapo sobre a mesa.

— O assunto está maravilhoso ­— sorriu, irônica — mas já acabei, então vou me retirar.

— Oh, vou com você! — Edward se levantou.

Samantha puxou os braços do namorado para sua cintura e rumou para fora do ambiente com um nó estranho na garganta. Ela lançou um rápido olhar para Alex, e viu nitidamente em suas feições que ela estava machucada.

Mas eu também estou, engoliu qualquer resquício de arrependimento e, ainda com Edward enlaçando-a, dirigiu-se às escadas, acabando por deparar-se com Kate.

— Oh, desculpe-me, mamãe. Bom-dia.

— Bom-dia, querida. E Edward.

Ela sorriu carinhosa para ambos e continuou seu trajeto até a mesa do café, fazendo Samantha se perguntar se a visão de Evony e Alexandra interagindo de forma tão romântica também lhe tiraria a fome.

Ao adentrar o quarto que dividia com seu namorado, Sam jogou-se na cama e gemeu, frustrada, só percebendo agora o sono que a dominava.

— Vou dormir. Consegue me chamar antes do almoço? — Dirigiu-se a Edward enquanto enterrava o rosto no travesseiro e puxava o grosso edredom até o pescoço.

— Claro.

Winter fechou os olhos com força, tentando fazer seu cérebro parar com todos os questionamentos.

Momentos antes ela não podia sentir-se mais feliz e segura, mas agora, mesmo que tentasse fingir, não conseguiria negar a torrente de dúvidas que a possuía.

Admitira para si mesma que amava Alexandra, e confidenciara isso a ela. No entanto, sabia que estavam dançando juntas num campo minado. Se seguissem em frente com toda aquela loucura, estariam fadadas ao eterno sigilo.

Mas ainda assim teriam uma a outra. E isso era o suficiente, não era?

Porém, haviam empecilhos, sonhos no meio do caminho, erguendo-se como barreiras, muros que as impediriam de continuar. Não seria algo saudável para nenhuma das duas.

Só quero tê-la.

E será que isso lhe seria permitido? Como explicar para seus pais, em certo ponto de sua vida, que não queria se casar? Sendo que ela queria.

Como contar para seus colegas de emprego, para o restante da sociedade tão implacável, que não tinha filhos? Mesmo que fosse um de seus sonhos de infância ser mãe.

Seu estômago agitou-se com a imagem de alguém tocando Alex, desejando-a publicamente. Não haveria problemas. Ela seria solteira, para todos os efeitos.

Mas preciso dela.

Queria que as coisas fossem diferentes. Se ao menos não fossem irmãs...

No entanto, ela assumira esse risco, e estava disposta a viver todas essas privações se no final do dia pudesse chamar Alexandra de sua.

Sabia que estava sendo egoísta. A vida de sua família toda seria destruída se essa sua paixão – um tanto quanto doentia, tinha de admitir – fosse revelada ou publicamente exposta.

Sua mente era um ninho de vespas venenosas. Cada pensamento lhe ferroava com um veneno desolador e perturbadoramente doloroso.

Mas tinha de permanecer forte e aparentemente insolúvel pelas dúvidas. Para que não sofressem mais. Para que Alex não a deixasse novamente. Para que pudessem dar uma chance ao amor de verdade, pela primeira vez em sempre.

Ela olha apaixonada para a loira no andar de baixo, algo sussurrou em seu interior, o que lhe faz pensar que ela te ama?

No entanto, se desse lugar aos questionamentos de seu perverso subconsciente, tudo se resumiria a cinzas – inclusive ela própria. E ela só queria queimar se Alex pudesse estar junto a ela nas chamas.

Eram uma só a partir daquele dia. Como nunca foram antes.

Encontrariam um jeito de superar todos os obstáculos oferecidos pela vida nessa troça sem graça a que foram submetidas pelo destino. Talvez, se ela desejasse com força, o inexplicável acontecesse de novo em sua vida, e todas as coisas erradas fossem concertadas pelo Leão Mágico de Alexandra, que de algum modo sobrenatural e inexplicável concertara sua boneca, anos antes.

— Vou ficar um pouco com você – Edward disse.

O rapaz adentrou as cobertas e rodeou a cintura de Samantha, envolvendo-a numa sufocante conchinha. Ele beijou-lhe a nuca e se aninhou contra seu corpo.

E Samantha desejou que ali fosse sua irmã.

Notas finais
Babi: Ps: não nos esquecemos da Belle. Ela logo aparecerá de novo. EU SEI!!!!! FOI TÃO AMOR ESSE CAPÍTULO QUE EU TÔ ROLANDO EM POSIÇÃO FETAL! FINALMEEEEEEEEENTE! Meus feels, ai, scrr. Sobre os reviews, vou tentar responder ainda hoje. Seus lindos. Ah! Se manifestem sobre The Hunger Games. Contem-me seus shipps para eu fazer uma one-shot, porque preciso. Obg. SPOILER DA VEZ: "— Veja pelo lado bom – Sam sorriu, mordendo seu lábio inferior de um jeito que a fez apertar sua cintura com força. – Não vou precisar te apresentar aos meus pais." Merry Christmas, guys! Toki: Eaí... Gostaram? Wintercest Shippers, podem pirar! Eu deixo :33 Bom, é isso aí... Feliz natal o// Muitos presentes e barriga cheia de peru! ¬u¬