Laços de amor
55 Capítulo Bônus 2 - A vida de Tommy e Sofia
Laços de amor
Los Angeles
Sofia
Eu conheci Adam Jones durante a turma de Anatomia no meu primeiro ano em Harvard e rapidamente nos tornamos amigos. Além de lindo e obviamente G.O.S.T.O.S.O, Adam era um cara extremamente inteligente e atencioso e eu gostava muito dele. Tanto que, depois que Tommy terminou comigo para “curtir a vida”, foi natural que Adam e eu nos envolvêssemos romanticamente.
E o tempo que passamos juntos foi muito bom. Apesar de nunca termos rotulado nossa relação, Adam foi meu namorado por quase um ano e eu fui feliz ao seu lado. Em todos os aspectos.
Corei com o pensamento impróprio e desviei o olhar de onde Adam estava, voltando minha atenção para o prontuário em minhas mãos. Mas, eu não estava enxergando-o de fato. Meus pensamentos não saiam do cara que estava a poucos passos de mim e que agora era o meu colega de residência.
― Sofia, você já passou as visitas hoje? Preciso que você vá até... ― Ouvi a voz da minha mãe ao meu lado e, antes que ela terminasse de falar, a segurei pelo braço, levando-a até a sala de exames da emergência para que Adam e Suzana não conseguissem nos ver de onde estavam. ― Sofia?
― Adam Jones é o novo residente. ― Eu falei e minha mãe ficou me encarando por longos segundos.
― Adam Jones?
― Meu ex-namorado, mãe. Ele está aqui. ― Eu esclareci e ela arregalou os olhos.
― Aqui? Em Los Angeles? Ele não era residente em Boston?
― Até onde eu sabia sim. Mas, ele está aqui e quando Tommy souber vai surtar em dez mil níveis diferentes. ― Eu lamentei, me sentando e colocando o rosto entre as mãos e minha mãe suspirou, sentando-se ao meu lado e me abraçando de lado.
― Amor, todo mundo tem um passado e Tommy vai ter que aprender a lidar com o seu. Não é o fim do mundo trabalhar com o ex-namorado. Até porque, a história de vocês já acabou, não é?
― Acabou, mãe. Claro que acabou. Mas, Tommy tem um ciúme meio irracional do Adam. Quando ele souber que meu ex-namorado está no mesmo programa de residência que eu, vai pirar e me enlouquecer junto. ― Minha mãe estalou os lábios.
― Suzana me falou que um tal Adam de Boston viria para o programa de residência, mas eu nunca pensei que fosse o seu Adam. ― Fiz uma careta.
― Ele não é meu. ― Resmunguei e ela riu.
― Ele foi seu um dia. E agora não temos mais nada a fazer do que conviver com Adam Jones diariamente e administrar o ciúme de Tommy da melhor forma possível. Talvez, ir morar com ele ajude. ― Eu a olhei surpresa.
― Você está me expulsando de casa? ― Perguntei um pouco magoada e minha mãe riu.
― Claro que não, meu anjo. Por mim, você viveria comigo para sempre. Eu nunca estarei completamente preparada para estar longe de você que é e sempre será meu primeiro e grande amor. Mas, Tommy e você precisam de privacidade e isso é algo que jamais terão lá em casa. ― Eu suspirei.
Eu sabia que minha mãe tinha razão, mas por algum motivo que eu desconhecia, eu tinha um medo irracional de sair da casa dos meus pais para viver sozinha com Tommy.
― Eu sei que isso de sair de casa de novo está te deixando confusa e assustada, mesmo você já tendo morado apenas com Tommy antes. Então, voltaremos a conversar sobre isso em outro momento. Mas, agora precisamos ir para a emergência. Não podemos ficar escondidas aqui o dia todo.
― Tem certeza? ― Eu perguntei e ela riu, levantando-se e me levando pela mão de volta à emergência.
Adam e Suzana não estavam à vista e eu agradeci aos céus por isso.
Mas, eu sabia que o encontro com o meu passado era inevitável. Adam era um residente cirúrgico, assim como eu e isso significava que tínhamos os mesmos monitores e que provavelmente trataríamos os mesmos pacientes, nas mesmas salas de cirurgia e na mesma emergência.
E o que eu iria fazer?
Suspirei.
Não era para ser estranho. E provavelmente não seria, se não fosse por Tommy, já que Adam e eu terminamos nosso namoro amigavelmente.
Pelo menos eu pensava que sim.
Talvez, eu o tivesse magoado de alguma forma e, por isso, Adam resolveu vir para Los Angeles a fim de roubar minha paz.
― Já terminou? Vamos almoçar? ― Nicolly apareceu do meu lado de repente e eu dei um pulo, ganhando um olhar divertido dela. ― Tá tudo bem?
― Sim. Só estou distraída.
― Distração não é útil na emergência, Dra. Swan. Esses dias quase apliquei um medicamento errado por estar distraída, pensando na falta de sexo na minha rotina desumana de residente.
― Você só pensa em sexo, Nick. ― Eu resmunguei e ela riu.
― E tem algo melhor pra pensar? ― Ela me perguntou, enquanto seguíamos em direção ao restaurante e eu revirei os olhos, enquanto verificava meu celular e acabei esbarrando em alguém.
Eu teria caído se a pessoa não tivesse me segurado e quando eu levantei os olhos para me desculpar pelo esbarrão e agradecer a ajuda, quase caí outra vez.
Adam me encarava com um olhar divertido, enquanto ainda me segurava, o que fez com que eu me afastasse dele em um pulo.
― Oi, Sofia. É sempre bom esbarrar com você. ― Ele gracejou sorrindo e eu suspirei.
― Oi, Adam. ― Murmurei, ciente de que Nicolly nos encarava com indisfarçável curiosidade.
― Vocês se conhecem? ― Ela perguntou, apontando de um para o outro, e Adam assentiu.
― Estudamos juntos em Boston. Não é, Sofia?
― É... Vamos almoçar, Nick? Até mais, Adam. ― Eu falei rapidamente e saí puxando Nicolly em direção ao restaurante, não dando tempo para que Adam respondesse ou tivesse a brilhante ideia de almoçar com a gente.
― Você conhece o residente novo?
― Conheço. ― Eu respondi, enquanto comia e Nicolly estreitou os olhos em minha direção.
― O quanto você conhece ele?
― Nós estudamos juntos. ― Eu respondi, dando de ombros e torcendo para não corar.
Ela não precisava saber que eu conhecia Adam muito mais do que eu gostaria.
― E por que você não me disse que o conhecia?
― Porque eu não sabia que era Adam o residente novo.
― Sei. ― Ela estava desconfiada, mas eu não falaria sobre Adam e eu. Pelo menos não hoje. Assim, iniciei uma conversa sobre cirurgias e moda e ela rapidamente esqueceu o novo residente G.O.S.T.O.S.O, que, por acaso, era meu ex-namorado.
Tivemos uma longa cirurgia de transplante com a minha mãe naquela tarde e obviamente Adam era o assunto mais recorrente entre a equipe.
― Fiquei sabendo que vocês já se conheciam, Sofia. ― Anny comentou e eu troquei um olhar com a minha mãe.
― É. Estudamos juntos em Boston.
― Mas, ele é do terceiro ano de residência. O que significa que não são da mesma turma. ― Nick comentou e eu suspirei, querendo desesperadamente que elas mudassem de assunto.
― Adam foi meu monitor de Anatomia. Foi assim que nos conhecemos.
― Monitor, é? Eu costumava transar com os meus monitores. ― Nicolly declarou e eu corei.
Puta que pariu!
― Sofia também. ― Minha mãe soltou de repente e eu a encarei indignada.
― Mamãe! ― Protestei e ela riu. ELA RIU!
Traidora! ― Eu pensei, enquanto todos na sala de cirurgia me olhavam de forma maliciosa.
Ai que ótimo! Agora todos no hospital iam pensar que eu era uma vadia.
E a culpa era de quem?
Da minha mãe!
― Eu sabia que tinha mais nessa história do que você queria contar. Safada! Você transou com seu monitor enquanto namorava Tommy? ― Nick perguntou animada e eu lancei a ela um olhar mortal.
― Não! Claro que não.
― Mas, vocês não são namorados desde adolescentes? ― Anny perguntou e eu suspirei. Não gostava de falar daquele período da minha vida no qual Tommy e eu ficamos separados.
― Eles se separaram por um tempo e Sofia e Adam namoraram. ― Minha mãe explicou e Anny riu.
― Entendi. E ele era bom de cama, Sofia? ― Anny me perguntou interessada e eu a encarei exasperada.
― Não vou discutir o desempenho sexual do meu ex-namorado em uma sala de cirurgia lotada, Anny. Se quer saber como Adam é na cama, tente a sorte.
― Nem pensar. Eu primeiro. ― Nicolly falou e eu revirei os olhos, enquanto todos riam.
Depois da cirurgia, que durou uma eternidade, acompanhei o pós-operatório e corri para o vestiário. Não via a hora de estar fora daquele hospital, já que todo mundo naquele dia resolveu me perguntar como era transar com Adam.
A impressão que eu tinha era que estava lidando com um bando de virgens desesperadas por sexo. Até Robert, o enfermeiro chefe, veio me perguntar sobre meu ex-namorado.
Agora, me diz: como eu ia saber se Adam curtia práticas homossexuais?
Revirei os olhos.
O pessoal do hospital havia pirado.
― Ah, oi Sofia! ― Adam me cumprimentou assim que eu entrei no vestiário e eu gemi internamente por não conseguir simplesmente me livrar da razão dos meus problemas. Ele parecia estar em todos os lugares.
Mas, eu poderia ignorá-lo.
Talvez, se eu fingisse que Adam não estava aqui, minha vida poderia voltar ao normal.
― Você costumava ser mais simpática. ― Ele comentou quando eu joguei minhas coisas de qualquer jeito no armário sem responder ao seu cumprimento e eu respirei fundo, me contendo para não mandá-lo à merda.
Pelo visto, ignorá-lo não era uma opção.
― Estou estressada.
― Percebi, já que nem me deu as boas-vindas. ― Bati a porta do armário com força e o encarei.
― O que está fazendo aqui, Adam? Boston não era bom o bastante para seu talento?
― Eu sempre quis trabalhar com a Dra. Cooper. Ela é minha grande inspiração e você sabe. Fiquei sabendo que uma vaga de residência seria aberta e resolvi me candidatar. Além disso, já estava cansada de tanto frio e com saudades de você.
― Adam... ― Eu protestei, mas ele me interrompeu com um gesto de mão.
― Nós costumávamos ser amigos, Sofia. O que mudou? ― Eu suspirei.
― Tommy tem ciúmes de você. ― Ele revirou os olhos.
― Ah... Você ainda está com aquele babaca?
― É claro que estou. Eu amo meu namorado. E ele não é um babaca. ― Eu falei irritada, tirando meu uniforme para trocar de roupa e, só quando já estava de roupas íntimas, é que me dei conta de que estava seminua na frente de Adam. Corei violentamente e me virei de costas para ele.
― Eu já te vi com bem menos, Sofia. ― Ele comentou, percebendo minha timidez e eu bufei, me virando para encará-lo quando já estava devidamente vestida.
― Você é residente aqui e eu não posso fazer nada para mudar isso. Nós já fomos amigos e namorados e acho que, em nome dos velhos tempos, podemos tentar conviver pacificamente. Só peço que não mencione nosso relacionamento. Eu estou com Tommy e isso jamais vai mudar, pois eu o amo. Além disso, cada residente que colocou os olhos em você desde que chegou aqui quer estar na sua cama. Portanto, não precisa de mim. ― Eu falei, piscando em sua direção e ele riu, corando levemente.
Adam era um cara lindo, porém tímido, o que o tornava muito fofo.
E, pensando bem, dava até para entender o surto sexual da ala feminina e gay do hospital.
― Todas as residentes? Isso me parece promissor. ― Ele comentou e eu sorri, estendendo a mão em sua direção.
― Amigos? ― Eu ofereci e ele apertou minha mão de volta, sorrindo também.
― Amigos. Senti sua falta, Soso.
― Eu também, Adam. Seja bem-vindo.
Só esperava que a presença dele ali não me trouxesse mais problemas.
**********
― Não vai mais falar comigo? ― Minha mãe me perguntou, enquanto íamos para casa e eu lancei a ela um olhar irritado.
― Você contou para todo mundo que eu transava com o Adam, mãe. Tem noção de quantas pessoas me procuraram hoje para saber se ele era bom de cama?
― E ele era? ― Ela me perguntou descarada e eu corei, o que a fez rir.
― Mãe! Qual é o seu problema hoje?
― Sofia, você e Tommy se separaram por dois anos e, nesse período, você conheceu outros caras e acabou envolvida com Adam, com que namorou por quase um ano. Aliás, se eu bem me lembro, vocês praticamente moraram juntos em Londres. ― Fiz uma careta. Ela tinha razão. Adam morava mais no meu dormitório do que no dele. ― O que quero dizer é que vocês terão que conviver agora. Adam é o novo residente e, mais cedo ou mais tarde, todos saberiam do passado em comum de vocês. Só abreviei as coisas.
Suspirei.
Isabella Swan Cullen tinha razão. Ela sempre tinha, aliás. Mas, falar da minha vida sexual numa sala de cirurgia cheia de gente não foi a melhor forma de compartilhar meu passado com a equipe do hospital.
― Mas, eu ainda estou curiosa: Adam Jones era bom na cama? ― Revirei os olhos, mas acabei rindo. Ela não ia desistir ― Sofia?
― Era, mãe. Ele era ótimo. Incrível, na verdade. ― Eu admiti e ela gargalhou.
― Que bom que todas as suas experiências sexuais foram boas. Sem contar que todos os seus namorados são homens lindos. Você é uma garota de sorte. ― Eu corei.
Talvez eu fosse mesmo.
****************
― Sofia? Tá aí? ― Ouvi a voz de Tommy e coloquei a cabeça para fora do box para poder respondê-lo.
― Banho. ― Eu falei e poucos minutos depois ele invadiu o banheiro, já quase sem roupas.
― Adoro quanto chego em casa e te encontro nua e molhada. ― Ele falou, quando já estava no box comigo e eu revirei os olhos, socando seu braço, enquanto ele me abraçava e beijava meu rosto.
― Que piadista você. ― Eu debochei e ele riu.
― É verdade, oras. Tenho uma namorada linda, a quem eu adoro ver nua. ― Eu sorri, beijando-o e me agarrando completamente a ele. ― Estava com saudades, princesa.
― Eu também estava com saudades. Como foi seu dia?
― Bom. Por incrível que pareça, o papai pegou leve comigo hoje. Acompanhei Lara em uma audiência. A propósito, ela quer marcar algo para o final de semana. E o seu dia? Como foi?
Foi péssimo, pois todo mundo resolveu me perguntar como era o desempenho sexual do meu ex-namorado. A propósito, ele está trabalhando comigo agora. ― Eu pensei e gemi internamente.
Não poderia contar sobre a chegada de Adam assim, de supetão.
Além do mais, era preciso aproveitar muito bem os raros momentos que Tommy e eu tínhamos para fazer amor.
Ele estava ali, nu, gostoso e molhado e eu não iria, de forma alguma, estragar aquele momento.
Então, resolvi omitir alguns acontecimentos do meu dia.
― Foi bom. Cansativo, mas bom.
― Então, acho que temos que comemorar. ― Ele falou, me beijando delicadamente e eu sorri contra seus lábios.
― Eu concordo plenamente.
E, depois disso, nada mais foi dito por um longo tempo.
************
Depois do jantar, Tommy e eu fomos assistir a um filme no quarto e Lara me mandou uma mensagem, tentando me convencer a ir para uma boate no fim de semana.
Lara: Não seja velha, Sofia.
Precisamos nos divertir.
Revirei os olhos.
Eu não era velha. Só não gostava de lugares barulhentos. Não mais.
Sofia: Estou cansada. Não pode ser um bar?
Lara: Tem bar na boate. Vou reservar um camarote para gente.
Bufei.
Raramente tinha algum sentido discutir com Lara Brandon Swan.
Sofia: Ok. Por que você pede minha opinião se sempre resolve tudo sozinha?
Reserve um convite para Anny e Nicolly, pois irei convidá-las.
Lara tinha ciúmes das minhas amigas, mas já estava na hora de ela se acostumar com as meninas e uma boate seria um excelente local para elas interagirem.
Lara: Devo reservar um convite para Adam Jones também?
Arregalei os olhos ao ver a mensagem e sentei imediatamente na cama, o que tirou Tommy do seu cochilo.
― Sofia? Tudo bem? ― Engoli em seco e dei um sorriso amarelo para ele.
― Tudo certo. Apenas Lara me irritando. ― Ele riu e sentou-se, me puxando para perto e me beijando.
― Fala para sua prima ir transar e te deixar em paz.
― Vou falar. Volte a dormir. ― Eu falei, me desvencilhando dos seus braços e descendo da cama.
― Vai onde?
― Na cozinha. Já volto. ― Eu falei e sai praticamente correndo do quarto.
Quando estava longe o suficiente, liguei para Lara.
― Oi, Soso. Sentiu saudades?
― Como você sabe sobre Adam?
― Eu estou bem, Sofia. Obrigada por perguntar. ― Ela ironizou e eu bufei, revirando os olhos.
― Fala logo, Lara.
― Ele me falou. Ele foi o seu namorado, mas era meu amigo e eu gostava dele. Aliás, gosto até hoje. Já contou ao Tommy que você e seu ex-namorado são colegas de trabalho outra vez?
― Não. Não achei um jeito de falar para ele.
― Jeito? É só falar e pronto. Você só tem um ex-namorado porque Tommy foi um cretino. ― Eu respirei fundo, tentando me acalmar.
Lara gostava de Tommy, mas acho que ela jamais o perdoaria completamente por ele ter terminado comigo um dia e me feito sofrer.
― Eu vou contar a ele. Mas, não hoje. Estamos muito bem para eu estragar isso.
― Adiar vai ser pior. ― Eu gemi. Lara tinha razão. Mas, eu era uma covarde.
― Eu me entendo com Tommy. Pode deixar. E se você sonhar em convidar Adam para a tal boate nunca mais eu falo com você na vida. ― Eu falei, desligando o celular antes que ela pudesse dizer mais alguma bobagem.
Voltei para o quarto e encontrei Tommy completamente adormecido.
Escovei os dentes e voltei para a cama, pensando em como contar ao meu namorado ciumento que meu ex-namorado estava trabalhando comigo.
Suspirei.
Às vezes, eu odiava minha vida.
*************
― Tem um gostosão te esperando na recepção. Que tipo de encanto você tem que te faz pegar os caras mais gatos do mundo? ― Lilly, a residente chefe, me perguntou, aparecendo no vestiário ao final do expediente e eu revirei os olhos, enquanto terminava de me vestir.
― Eu sou gata. ― Ela riu.
― Verdade. Mas, é sério. Tommy é lindo de morrer e hoje descubro que você já foi namorada do residente mais gato que já apareceu nesse hospital. Garota de sorte você.
― Eu sou... Espera. Você disse que Tommy está na recepção? ― Eu perguntei, me dando conta de que meu namorado estava no mesmo local que Adam Jones, e Lilly assentiu.
Ai. Meu. Deus!
― Disse. Ele pediu para eu te chamar. Algum problema?
― Merda! ― Eu praguejei e saí correndo, não me dando o trabalho de explicar ou me despedir.
Eu precisava encontrar Tommy antes que ele visse Adam e descobrisse que eu lhe escondi a chegada do meu ex-namorado.
Mas, é claro que o destino não ia colaborar comigo.
Assim, cheguei à recepção ao mesmo tempo que Adam. E, como eu previ, Tommy não gostou nem um pouco de vê-lo ali.
― Oi, Tommy. Que bom que veio me buscar, amor.
― Adam? Adam Jones? Tá fazendo o que aqui? ― Ele perguntou, me ignorando completamente e eu respirei fundo, tentando me acalmar.
O que Tommy poderia fazer? Socar Adam? Terminar comigo?
― Oi, Antony. Como vai? Sofia não te contou? Eu trabalho aqui agora. ― Adam falou em um leve tom de desafio e Tommy me encarou seriamente.
Não. Eu não contei.
E agora me perguntava por que, já que, pelo visto, era impossível adiar o inevitável.
Fale com o autor