Laços de amor
5 Capítulo 5
Pov. Edward
Coloquei Mia na cama depois de uma certa birra e fui para meu quarto me sentindo exausto.
Eu precisava descansar, pois amanhã teria uma audiência muito importante, mas eu simplesmente não conseguia desligar meu cérebro das lembranças da noite perfeita que eu tivera na companhia de Isabella Swan.
Ela era incrível. Doce, linda, educada, inteligente, ousada, corajosa. Perfeita. Perfeita para mim e, quiçá, perfeita para os meus filhos também.
Afinal, eu não era mais nenhum jovenzinho e precisava dar uma mãe aos meus filhos. Eu precisava de uma companheira, de uma amante e de uma amiga. De alguém que me entendesse e me completasse. Eu queria alguém para amar, cuidar e proteger e eu senti que com Bella eu poderia ter tudo isso.
Tinha sido apenas um encontro, claro. Mas, eu senti a conexão. Uma ligação tão forte que eu não havia sentido nem com Tanya, minha esposa.
Claro que eu a amara. Muito. E, de certa forma, sempre a amaria. Mas, com Tanya, eu nunca havia sentido aquele frio intenso na barriga, aquela conexão profunda com apenas um olhar e aquela vontade desesperada de vê-la outra vez.
Eu precisava desesperadamente vê-la outra vez e já não via a hora de chegar amanhã.
− Pai? – Escutei a voz de Tommy e olhei para a porta, onde ele estava parado me encarando com um olhar divertido.
− Diga, filhão.
− Faz um tempão que estou te chamado e você está aí, olhando para o nada com um sorriso bobo estampado na cara. Está pensando na Isabella? – Ele perguntou e eu corei, o que fez com que ele gargalhasse.
Às vezes, intimidade com os filhos podia ter seu lado ruim.
− Estou. Admito. Não consigo parar de me lembrar dela e da noite incrível que tivemos. – Eu falei e ele suspirou, vindo se sentar ao meu lado na cama.
− Sei como se sente... – Antony murmurou e eu levantei minhas sobrancelhas em sua direção.
− Sabe?
− A beleza dela é fascinante assim como a beleza da filha dela. Então, sei sim como você se sente. – Ele esclareceu e eu sorri de leve, passando um dos meus braços pelos seus ombros.
− Eu conheci a filha dela. Sofia. Praticamente idêntica a mãe. Mas, eu não sabia que meu filho era fascinado por ela. Você nunca me disse nada a respeito de nenhuma garota chamada Sofia. – Eu falei e Antony corou, me olhando envergonhado.
− Sofia é do primeiro ano. Eu a conheci esse ano e desde a primeira vez que a vi fiquei encantado. Ela está no time de vôlei da escola e eu vou ao ginásio todos os dias apenas para assisti-la jogar. Subornei o carinha da biblioteca para descobrir o nome dela e a persigo em silêncio sempre que possível. Foi um choque descobrir que ela é filha da mulher que está saindo com você. Sofia e a sombra dela, Lara, estavam em frente ao restaurante hoje. Foi a primeira vez que, tecnicamente, falei com ela. Mas, fiquei feliz em saber que, pelo menos, ela sabia o meu nome.
− Você subornou o cara da biblioteca? Antony, porque simplesmente não falou com a garota? – Eu perguntei, me sentindo um pouco chocado com o que eu acabara de ouvir e Antony encolheu os ombros.
− Ela nunca me deu nenhuma brecha. Ela e a prima não conversam com muita gente. Quer dizer, a Sofia não conversa, porque a Lara fala até demais. Mas, o fato é que eu nunca tive a oportunidade de realmente falar com ela. Até hoje.
− E como foi a conversa hoje?
− Estranha. Ela não falou muito. E me dispensou rapidinho. Parecia com medo de mim. Mas, eu pude chegar perto dela e constatar que ela é realmente linda. – Antony falou sonhador e foi minha vez de rir.
− Filho, vamos ter que trabalhar os seus métodos de conquista. Você tá muito devagar. – Eu falei e Antony me encarou indignado.
− Falou o cara que está sozinho há oito anos. – Ele desdenhou e eu lhe dei um soco de leve, o que fez com que ele risse.
− Chega de solidão para nós dois. Vou te ajudar com a Sofia e você vai ter que me ajudar com a Mia. – Eu falei e ele me olhou com estranheza.
− Com a Mia?
− Sim. Você vai ter que me ajudar a convencer sua irmã a aceitar Bella como minha namorada. Mia não pode espantar Bella como fez com minhas outras pretendentes.
− Posso até tentar, mas Mia é uma força irrepreensível da natureza. Ela vai ser bem difícil no começo. Prepare Isabella para isso. – Tommy falou e eu suspirei.
− Certo. Mas, vamos trabalhar juntos nisso. Agora, vá dormir, pois amanhã o dia vai ser difícil. – Eu falei, beijando sua cabeça e ele se foi.
Desabei na minha cama após escovar os dentes e dormi o sono dos justos.
**************
Acordei no dia seguinte atrasado e me apressei para não perder a hora da minha audiência.
Bati na porta do quarto de Tommy para que ele se apressasse e fui ver se Mia já havia se levantado.
Mas, minha pequena estava ardendo em febre e no momento que a vi suando e delirando, me esqueci de qualquer compromisso de trabalho e gritei desesperado para que Tommy ligasse para a pediatra vir imediatamente para nossa casa.
− O que você fez com a minha filha? – Perguntei a Rosalie por telefone, nervoso enquanto esperava a chegada da médica, e percebi por sua voz rouca que ela havia acabado de acordar.
− Eu? Nada. Ela jantou, brincou e dormiu. O que houve?
− Ela está ardendo em febre. Chamei a pediatra. Mas, eu tenho uma audiência daqui à uma hora. Pede pro seu marido me cobrir, pelo amor de Deus. É um dos clientes mais importantes do escritório. Ele está a par do caso.
− Ok. Vou falar. Deixarei as crianças na escola e vou para sua casa ajudá-lo com Mia. Mas, fica tranquilo. Não deve ser nada grave. Um resfriado, no máximo.— Minha irmã falou, tentando me tranquilizar e eu respirei fundo.
− Assim espero, Rose. Até mais, então.
− Até.— Ela desligou e eu tirei o paletó, me sentando ao lado da minha filha e colocando mais uma compressa fria em seu rosto.
A febre não baixava de jeito nenhum.
Onde está a pediatra que não chegava nunca?
− E a médica, Tommy? – Perguntei ao meu filho quando ele entrou no quarto e ele encolheu os ombros, me encarando preocupado.
− Disse que estaria aqui em, no máximo, meia hora. Está baixando?
− Não sei. Acho que não. O que será que a nossa princesa tem, Tommy? – Perguntei preocupado e meu filho suspirou, vindo sentar-se ao lado da irmã e beijando seu rosto.
− Ela vai ficar bem, pai. Fica tranquilo.
A campainha tocou naquele momento e eu pulei da cama, correndo para atender a porta e quase caí duro no chão quando vi Isabella Swan parada na minha frente.
O que ela estava fazendo ali?
− Edward? – Bella perguntou confusa e eu percebi que ela também não esperava me ver ali.
− O que está fazendo aqui? – Perguntei depois de alguns segundos e ela ergueu sua maleta.
− Foi aqui que pediram uma médica? – Ela perguntou e eu assenti, deixando que ela entrasse.
Na noite passada não havíamos conversado sobre nossas profissões.
Ela era médica e, embora não fosse a pediatra da minha filha, estava ali para ajudá-la.
E eu só esperava que ela pudesse.
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