Laços de amor
49 Capítulo 48
Capítulo 48
Pov. Edward
Elena era linda. Tão incrivelmente perfeita que era difícil acreditar que eu havia ajudado em sua concepção. Mas, ela era minha. Minha e de Bella e esse fato só fazia com que eu a amasse ainda mais, se é que isso era possível.
Elena Swan Cullen chegou a nossas vidas com cinquenta centímetros, três quilos e duzentos gramas. Cabeluda, pequena, chorona e perfeitamente linda. Ela era bem branquinha, com lábios vermelhos e os olhos grandes tendendo para o verde, assim como os meus. Tirando isso, ela era praticamente uma cópia fiel da mãe, que parecia mais do que orgulhosa em segurá-la nos braços.
E eu entendia todo o orgulho da minha esposa, pois ter Elena em meu colo pela primeira vez me levou às lágrimas. Nada no meu mundo fazia mais nenhum sentido quando ela fez um biquinho lindo e se aconchegou em mim, como se tivesse me reconhecendo como o seu pai. Eu iria amá-la e protegê-la de todo o mal, ser o seu apoio e segurança. Meu pequeno pacotinho de amor!
Toda a família se viu encantado pela beleza da nossa filha. Meus pais, que vieram de Boston apenas para conhecerem a neta, choraram de emoção ao segurá-la nos braços pela primeira vez e Rosalie parecia hipnotizada pela sobrinha, assim como Mia, que não queria fazer outra coisa ao não ser segurá-la e dizer o quanto ela era bonitinha. Alice até se animou para ter um bebê e eu ri para a careta que Jasper fez para a ideia da esposa. Ao que parecia, meu cunhado não estava nem um pouco animado para se tornar pai outra vez.
─ Filhos dão muito trabalho. Desde que descobri que Lara anda de saliências com o seu sobrinho, minha vontade de se tornar pai atingiu o patamar negativo. Não quero mais filhos. Nem filhas. Nunca mais. ─ Jasper falou e eu ri, mudando de assunto em seguida, pois a vida sexual de Lara e Ethan não era definitivamente da minha conta.
Nossa primeira noite no hospital foi bem tranquila. Elena dormiu quase o tempo todo e só acordou para mamar duas vezes durante a madrugada, brigando com o seio da mãe por um tempo até que finalmente pareceu se acostumar à sua nova forma de sustento.
─ Isso dói? ─ Eu perguntei à minha esposa que fez uma careta quando Elena sugou seu seio com força e ela assentiu.
─ Um pouco, principalmente quando ela está esfomeada assim. Mas, a dor é só nas primeiras vezes. E esse é um momento muito especial entre mãe e filha. Eu jamais abriria mão de amamentar nossa pequena. Dor nenhuma me impediria.
Ficamos dois dias no hospital antes de podermos levar Elena para casa. Charlie e Renée estavam lá quando chegamos e também se encantaram com a neta. Minha sogra até chorou ao segurá-la nos braços.
─ Ela se parece tanto com Bella e Sofia que chega a ser impressionante. Vocês fizeram uma bela criança, filha.
Bella sorriu para as palavras da mãe.
─ Realmente. Ela é linda mesmo. Mas, eu não acho que Elena se pareça com ninguém. Em minha opinião bebê nenhum tem cara de nada. ─ Charlie declarou e Renée e Bella o encararam indignadas. Eu apenas ri, pois antes dos meus filhos nascerem era exatamente assim que eu pesava.
Nos dias que se seguiram eu me dei conta, sem muita surpresa, que Bella nasceu para ser mãe. Ela era calma e observadora e conhecia cada pequena expressão da nossa filha. Era simplesmente encantador ver as duas interagindo.
─ Mamãe, Elena está fazendo aquela careta de novo. Acho que é coco. ─ Mia falou, deitada do outro lado da nossa cama, observando a irmãzinha que se mexia como um besourinho de pernas para cima no meio de nós e eu sorri quando um cheiro nada agradável pôde ser detectado. ─ Não disse! Eca, Elena!
─ Alguém está sujando a fralda, é? ─ Bella perguntou toda maternal sentada entre minhas pernas e eu ri para as caretas que Elena fazia enquanto ainda estava concentrada na sua missão de fazer coco.
─ Acho que nossa conversa está desconcentrando nossa pequena dama, não é meu anjo? ─ Comentei e Bella sorriu, se aconchegando melhor nos meus braços.
─ Busca Sofia no hospital pra mim? Eu preciso dar um banho em Elena, pois seus pais vão vir jantar em casa hoje, já que amanhã eles voltam para Boston.
─ Claro que eu busco, amor. E não se preocupe com o jantar, pois Sofia e eu cuidamos de tudo. ─ Bella sorriu. Ela não era amante da culinária e ficava muito agradecida quando eu tomava a responsabilidade da cozinha pra mim. ─ Já te disse que você fica muito gostosa com esse vestido?
─ Ah, é? Só porque minhas pernas ficam nuas?
─ Essa é só uma das vantagens desse vestido. Você fica toda linda nele. As pernas, os seios, a bunda... O conjunto todo.
─ Fico? ─ Bella perguntou manhosa, virando-se para me beijar e eu aproveitei para me agarrar a ela, até que ouvimos o resmungo de Mia.
─ Ei, eu estou aqui! ─ Mia protestou e nós rimos, enquanto Bella se levantava e pegava Elena nos braços.
─ Vou dar banho nessa senhorita fedida. Você busca Sofia no hospital e a senhorita Mia vem comigo. Preciso de ajuda. ─ Bella falou, expulsando Mia e eu da nossa cama e eu fui fazer o que ela pediu, antes que minha esposa recém-parida resolvesse gritar comigo.
Sofia e eu chegamos cerca de uma hora depois e começamos a preparar o jantar, enquanto conversávamos por vídeo com Tommy, que há essas horas já havia voltado para Harvard. Meu filho parecia bem, mas eu sabia que ele gostaria de estar em casa conosco, junto com a namorada que ele tanto amava e curtindo a irmã recém-nascida. Mas, infelizmente nem tudo era como a gente queria e a vida pedia alguns sacrifícios em prol da realização dos nossos sonhos.
Meus pais chegaram para o jantar por volta das oito da noite. Rosalie e Candyce vieram com eles, enquanto Emmett, que ainda estava com a perna imobilizada, ficou de castigo em casa.
─ Ele andou abusando muito ultimamente e levou uma bronca do ortopedista. Agora, está oficialmente de castigo até que tire a tala. Eu me recuso a ter um marido com a perna torta. Então, acho bom ele me obedecer. ─ Rosalie falou brava quando Bella perguntou o porquê de Emmett não ter vindo para o jantar e eu bufei.
Era impressionante como as mulheres Cullen haviam tomado conta da família. Eram elas que mandavam em tudo e em todos e não havia como contestar esse fato.
Depois que nossas visitas foram embora chorosas por ter que deixar Elena, Bella e eu mandamos nossas crianças para a cama e nos deitamos para obter nosso merecido descanso.
As semanas seguintes foram uma repetição da primeira. Elena era calma e dormia a maior parte do tempo, acordando apenas para mamar ou se a fralda estivesse suja. Ela quase não chorava, ao não ser na hora do banho. Nesses momentos sabíamos que ela tinha um par de pulmões saudáveis e potentes, pois a bichinha gritava como se estivesse sendo torturada.
Sofia e Mia ajudavam Bella em tudo que se relacionava à Elena e, por isso, eu voltei para o trabalho tranquilo, sabendo que minhas meninas estavam bem e seguras em casa.
Criamos uma rotina agradável. De manhã eu levava Mia e Sofia para a escola e ia para o escritório. Minha irmã buscava minha loirinha e a levava para o balé e no fim do dia eu apanhava Sofia no hospital antes de ir para casa preparar o jantar, enquanto minha esposa ajudava nossas filhas com os deveres. Ela era bem melhor nisso do que eu.
─ Essa criança é linda demais, meu Deus. Como pode? ─ Eu falei, enquanto fazia Elena dormir e Bella sorriu, deixando seu livro sobre técnicas cirúrgicas de lado para poder nos observar.
─ Ela é nossa. Por isso é tão linda assim. E por falar na perfeição de Elena, amanhã vou levá-la à pediatra e depois vou sair para almoçar com Alice. Preciso passear um pouco, pois estou me sentindo como parte da mobília. ─ Eu ri do seu exagero.
Nossa filha tinha completado quarenta dias ontem. Não era como se Bella estivesse há anos trancada em casa.
─ Certo. Mas, deixe seu celular ligado, pois eu fico preocupado quando vocês estão na rua. ─ Bella revirou os olhos, mas não discutiu o meu pedido. Ela sabia que eu realmente ficava ansioso quando não sabia onde ela e nossas filhas estavam.
No fim do dia seguinte, depois de telefonemas periódicos, Bella me fez uma agradável surpresa aparecendo no meu escritório com Elena toda fofa em seu macacão vermelho de bolinhas brancas e eu fiquei radiante ao vê-las.
Eu me gabei mostrando minha filha para todos os meus colegas de trabalho e me inflando quando todas as vezes que eles diziam que ela era linda.
Ela era mesmo. E Bella também. Linda e gostosa.
Minha esposa estava usando um vestido preto justo, que evidenciava sua ótima forma, saltos altos, maquiagem leve, ao não ser pelo tom vermelho berrante que cobria os seus lábios, e cabelos soltos sobre as costas. Bella estava incrivelmente gostosa e sua aparência estava mexendo demais comigo. Tanto que eu estava prestes a arrastá-la para o banheiro da minha sala a fim de conseguir todo o sexo que eu precisava, quando ela me chamou para ir embora.
─ E seu carro? ─ Perguntei, quando Bella me disse que veio ao meu escritório de táxi e minha esposa sorriu, se aproximando de mim e beijando meu queixo. Ela estava aprontando alguma coisa.
─ Deixei com Sofia para que ela possa nos encontrar no restaurante. Estou com vontade de comer massa e ela concordou que devíamos visitar nosso restaurante italiano favorito que fica em Santa Monica. Rosalie vai nos encontrar lá com Mia. O que você me diz?
─ Tem como dizer não? ─ Perguntei divertido e ela sorriu, me beijando, agora nos lábios.
─ Fui liberada para o sexo hoje. O que significa que pretendo te recompensar quando chegarmos em casa.
Sorri largamente com a notícia.
─ Jura? ─ Meu corpo todo se animou. De repente, eu queria pular o jantar. Será que ela toparia?
─ Juro. É só você me alimentar que eu te darei uma noite de rei. ─ Não, ela não toparia. Bella queria comida e enquanto eu não a alimentasse não poderia transar.
─ Proposta mais do que aceita. Vamos para o restaurante, então. Depressa. ─ Eu falei meio desesperado e ela riu, rebolando até o meu carro. Àquela mulher sabia o que fazia comigo e se aproveitava do poder que exercia sobre mim.
E eu não podia me importar menos com isso.
Foi um jantar bastante agradável. Aquele restaurante era o mesmo onde Bella e eu tivemos o primeiro almoço com nossos filhos e eu sorri ao pensar em tudo o que nós vivemos desde então.
Minha esposa foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida e, por isso, eu jamais me arrependeria por ter ido a um encontro às cegas com uma desconhecida. Minha coragem e a insistência do meu filho em dar uma chance à mulher do Tinder fizeram de mim o homem mais feliz da terra.
Mais feliz e sortudo, pois eu tinha a melhor família do mundo.
Já era tarde quando finalmente chegamos em casa. Bella se encarregou de colocar Mia e Sofia na cama, enquanto eu ninava nossa caçula, que já estava limpa e alimentada.
Depois de tentar por quase uma hora, finalmente eu consegui fazer Elena dormir. Liguei a babá eletrônica e fui para o meu quarto, encontrando-o vazio.
─ Bella? Amor?
─ Estou no banho. ─ Eu sorri. Ela estava nua no banho. Que maravilha!
Minha felicidade durou até perceber que ela havia trancado a porta.
─ Por que a porta está trancada? Eu quero entrar!
─ Claro que quer, Cullen. Eu já vou sair.
─ Eu quero entrar. Você está nua. Gosto de você nua. ─ Ela riu, mas, não destrancou a porta.
─ Eu sei que você gosta, marido. Você vai me ver nua. Daqui a pouco. Tenha paciência. ─ Eu bufei e fui tomar banho no banheiro do quarto de hóspedes, torcendo para que Elena não acordasse até que Bella e eu conseguíssemos transar. Acho que eu morreria se isso acontecesse.
Quando eu voltei para o quarto, minha esposa já me esperava. Ela vestia a mesma camisola que usou em nossa noite de núpcias e eu sorri, trancando a porta e andando até ela.
─ Você está linda. Aliás, você é linda e eu estou morrendo de vontade de fazer amor com você.
─ Eu sei que você está, pois eu me sinto da mesma maneira. Quando a Dra. Clay me liberou hoje eu quase gritei de felicidade. Eu sempre gostei de sexo. Mas, sexo com você é magnífico. Sinto falta desde que paramos de fazer. Talvez eu seja uma mãe ruim por isso, pois minha atenção devia ser toda de Elena, mas eu simplesmente não paro de pensar em estar nua com você em uma cama. Pensei em vestir essa camisola porque sei que você gosta tanto dela. Passei um tempo a mais no banheiro para me perfumar pra você. Meu corpo... Bem, meu corpo ainda está estranho. Tenho algumas manchas e meus seios estão inchados, então... ─ Interrompi suas palavras com um beijo.
─ Você está linda. Você é linda e não se preocupe com o seu corpo. Faz pouco mais de um mês que você deu à luz. Você trouxe ao mundo nossa filha linda e perfeita e eu te amo ainda mais por isso. Mas, além de te amar, eu te desejo. E é um desejo sem limites e intenso. Não me importo com as marcas no seu corpo e nem com os seus seios inchados. Amo cada parte perfeita que te faz ser você. Então, vamos transar logo antes que Elena acorde. ─ Ela riu das minhas palavras e me agarrou pelo pescoço.
─ Estava sendo tão romântico, Cullen... Tinha que estragar tudo.
─ Eu sou romântico, mas estou com um pouco de pressa. Se Elena acordar nós não vamos transar. E eu quero muito transar. ─ Bella revirou os olhos.
─ Vem, bonitão. Vamos transar antes que Elena acorde. ─ Ela falou me beijando e me empurrando para a cama e dentro de poucos minutos estávamos rolando nus sobre os lençóis.
Foi mágico. Mágico, perfeito e maravilhoso.
Aquela mulher era perfeita demais para ser real.
Mas, ela era. Real e minha e eu era o cara mais sortudo do universo por tê-la ao meu lado.
Elena colaborou conosco e só acordou às três da madrugada. Bella e eu já havíamos nos divertido bastante e por isso eu fui buscá-la em seu quarto sorrindo.
Meu humor estava ótimo, inclusive na manhã seguinte. Até Sofia e Mia notaram.
─ Eu odeio gente bem humorada de manhã... ─ Mia resmungou quando chegou à cozinha e me viu assoviando e eu ri.
─ Você é muito jovem para odiar, senhorita Mia. ─ Eu falei e ela bufou, sentando-se para tomar o seu café da manhã.
─ Eu também odeio gente bem humorada de manhã e já tenho dezessete anos. ─ Sofia entrou na conversa e eu mostrei a língua pra ela, o que a fez rir.
─ A vida é bela, meninas. Sorriam e sejam bem humoradas. Energia positiva sempre. Esse deve ser o nosso lema diário. ─ As duas reviraram os olhos pra mim, o que me fez rir. Elas jamais entenderiam o tipo de felicidade que eu estava sentindo naquela manhã, que era resultado da noite maravilhosa que eu tive com minha esposa.
Quer dizer... Sofia talvez entendesse, mas eu preferia não pensar nisso. Saber que ela e Tommy transavam ainda me incomodava e acho que sempre seria assim.
Depois do café e de me despedir adequadamente da minha esposa e filha, levei Mia e Sofia para a escola e fui direto para o fórum.
Emmett já havia voltado a trabalhar a essas alturas e nas próximas semanas, apesar da quantidade exorbitante de processos, reuniões e audiências, conseguimos dar conta de tudo.
Além disso, chegar em casa todas as noites e encontrar minha família me esperando compensava qualquer trabalho duro.
O feriado de ação de graças chegou e, como Tommy estava atolado em trabalhos e provas da faculdade, me ligou implorando para que Bella e eu deixássemos Sofia voar até Boston para ficar com ele.
─ Sozinha? Você quer que a gente deixe Sofia ir a Boston sozinha? Não sei não, Tommy.
─ Qual o problema? Pai, Sofia é minha namorada e eu estou com saudades. Não posso ir a Los Angeles por conta da faculdade. Então, ela poderia vir. Temos dinheiro para as passagens e para a viagem. Além disso, se o problema é o sexo que a gente vai fazer, saiba que... ─ Bufei. Por que ele tinha que falar sobre isso?
─ Tá, Tommy. Já entendi. Vou falar com sua mãe. Mas, eu tenho certeza que ela vai deixar. Então, prepare-se para buscar Sofia no aeroporto. E, por favor, passe o dia de ação de graças na casa dos meus pais. Não quero vocês sozinhos em uma data como essa.
─ Eu sei, pai. Já combinei tudo com a vovó. Tia Rosalie e tio Emmett virão também. Então, não estaremos sozinhos. Fique tranquilo.
Conversei com Bella sobre o pedido de Tommy e ela concordou. Sem pestanejar, o que me fez bufar.
─ Você queria que eu dissesse não? ─ Minha esposa me perguntou surpresa e eu suspirei.
─ Não. Eu queria só que você se preocupasse mais com o fato de nossos filhos estarem sozinhos em uma cidade diferente da nossa. Mas, você não liga e isso me deixa louco. ─ Bella revirou os olhos.
─ Eu não ligo porque é do Tommy que estamos falando, Edward. Ele é um bom menino e sempre cuidou muito bem da minha filha. Além do mais, nossos filhos são responsáveis e não vão fazer nenhuma besteira só porque não estão sob nossa supervisão. É apenas um feriado. Deixa de ser chato. ─ Bufei mais uma vez, mas decidi não discutir. Sofia iria para Boston independente da minha vontade. O melhor era eu ficar quieto mesmo, até porque, mesmo que eu não gostasse de admitir, minha esposa tinha razão.
Embarcamos Sofia dois dias antes do feriado e nossa filha parecia radiante por estar indo encontrar-se com o namorado que ela não via a mais de dois meses.
─ Eu estou com tantas saudades que cinco dias serão poucos para estar com Tommy. ─ Ela comentou, enquanto despachávamos sua bagagem e eu revirei os olhos para o seu exagero.
─ Domingo a senhorita embarca de volta para Los Angeles. Nenhum dia a mais. Então, aproveite o tempo e mate toda a saudade. Diga a Tommy que o amamos. ─ Recomendei e Sofia sorriu, pendurando-se no meu pescoço e beijando meu rosto.
─ Domingo estarei de volta, papai. E é claro que vou dizer a Tommy que vocês o amam, embora ele saiba muito bem isso.
─ Se comporte, mocinha. E usem camisinha... ─ Bella sussurrou a última parte no ouvido da filha e eu bufei, o que a fez revirar os olhos.
Depois que Sofia embarcou, levei Mia e Bella para almoçar. Passamos uma tarde agradável no Shopping, local onde minha esposa e minha loirinha torraram boa parte do meu dinheiro.
─ Fazer compras é uma terapia. Nunca pude me dar a esse luxo, pois tinha uma filha para sustentar sozinha. Mas, agora que tenho o melhor marido do mundo, comprar sapatos, vestidos e lingeries tornou-se meu hobby favorito. ─ Bella declarou e eu ri, segurando-a pela cintura e beijando seu rosto.
Mia andava a nossa frente empurrando o carrinho de Elena, enquanto mantinha um monólogo sobre moda com a irmã.
─ Adoro mimar você. Pode comprar tudo o que quiser, desde que eu tenha um desfile de lingeries exclusivo depois. ─ Bella sorriu largamente e piscou pra mim.
─ E você terá, Cullen. Pode ter certeza. ─ Foi a minha vez de sorrir. Bella poderia gastar quantos dólares ela quisesse depois dessa promessa.
Bella, Mia, Elena e eu fomos comemorar o feriado na casa de Alice, que estava bastante movimentada com os seus pais, Charlie e Renée. Foi um dia tranquilo, regado de boa comida, boa bebida e conversas engraçadas. Renée trouxe fotos da infância dos filhos, assim como os pais de Alice e eu me diverti para as situações narradas por eles, enquanto morria de amores pela beleza da minha esposa na versão mirim.
─ Você era tão fofinha. Mesmo banguela era linda. ─ Bella bufou e tomou a foto das minhas mãos, guardando-a na caixa novamente.
─ No natal eu me vingo de você, Cullen. Vou pedir para sua mãe todas as fotos da sua infância e me divertir com cada uma delas. E a senhora, mamãe, acaba de entrar para minha lista negra. Onde já se viu trazer essas fotos para mostrar ao meu marido?
─ Eu concordo, Bella. Nossos pais não tem nenhuma noção. ─ Alice reclamou e eu ri, mas parei quando Bella me lançou um olhar irritado.
Minha esposa era perigosa quando estava brava. O melhor era não irritá-la nunca.
─ Lara parece chateada. O que ela tem? ─ Eu perguntei a minha esposa, que amamentava nossa filha e ela deu de ombros, enquanto encarava a sobrinha, que estava na varanda do apartamento conectada a fones de ouvido. Ela passara o dia todo assim, na verdade.
─ Ela deve estar sentindo falta da Sofia e de Ethan. Tentei convencer meu irmão a deixá-la viajar para Boston com nossa filha, mas ele é muito cabeça-dura. Disse que jamais deixaria a filha atravessar o país para transar com o namorado. Então, Sofia foi sozinha e Lara está inconsolável.
─ Concordo com seu irmão em algumas partes. ─ Bella revirou os olhos para minha afirmação.
─ Ah, mas isso eu sei... Todavia, para sorte dos nossos filhos, eu sou uma mulher moderna e pouco hipócrita que se lembra de que transou muito na vida e que não vai impedir que os filhos, que estão apaixonados e são responsáveis, façam a mesma coisa. Mas, a mãe da Lara, que também transava muito na adolescência, é tão arcaica quanto o marido e concorda com todas as decisões dele. Portanto, Sofia viajou e Lara ficou. Se eu fosse minha sobrinha, também estaria com muita raiva.
Suspirei. Eu sabia que em partes Bella tinha razão. Na idade de Tommy eu também transava muito com a minha namorada. Mas, eles eram meus filhos e, para mim, àquilo nunca seria normal, por mais arcaico e hipócrita que eu fosse por pensar daquela forma.
Depois do jantar voltamos para casa e eu dei banho na minha menininha e fiz massagem em seu corpo com hidratante próprio para que ela tivesse uma boa noite de sono.
Elena sorriu para mim quando desci a massagem para sua barriguinha.
─ Você gosta disso, meu amor? Papai é muito bom em massagens. Sua irmã Mia tinha muitas cólicas e eu aprendi técnicas para aliviá-la. Vou usar em você sempre que tiver oportunidade. ─ Ela gorgolejou em resposta e eu sorri, beijando seu rostinho lindo tão idêntico ao as sua mãe. ─ Você sabia que tem uma marquinha de nascença igual a minha? Pelo menos isso, né filha? Afinal, você é toda sua mãe...
─ Está reclamando de novo, Cullen? Desse jeito vou achar que você não me acha bonita. ─ Bella falou ao entrar no quarto da nossa pequena e eu sorri, encarando-a.
─ Você é linda, amor. E gostosa. Não fique brava. Só estou constatando um fato. Elena é toda você, tirando os olhos e essa mancha na coxa direita dela.
─ Ela é linda, né? A cada dia que passa fica mais perfeita.
─ Sim. Minha mãe está louca para vir visitá-la outra vez. Não duvido que ela apareça com Sofia no domingo.
Dito e feito. Minha mãe veio com Sofia para visitar as netas e passamos uma boa semana na sua companhia. Bella até ganhou uma cirurgia em parceria com a Dra. Cullen e ficou radiante por voltar ao centro cirúrgico, mesmo que apenas por um dia. Ela estava sentindo muita falta do trabalho, embora estivesse adorando o tempo que passava com nossa pequena.
Conforme as semanas passavam, Elena ia crescendo e ficando mais linda e esperta a cada dia.
Aos três meses, minha menina descobriu suas mãozinhas e passava o tempo todo as observando ou colocando-as na boca. Sua cabecinha também estava bem firme e ela seguia nossas vozes, virando o rosto de um lado para o outro quando conversávamos próximos a ela ou a chamávamos.
Elena já nos reconhecia e eu adorava vê-la sorrindo pra mim sempre que eu chegava do trabalho. Sofia e Mia eram suas pessoas preferidas no mundo todo, depois de Bella, por quem ela era completamente apaixonada.
Ela já dormia a noite toda e, por isso, minha vida sexual tinha entrado nos eixos. Eu adorava essa parte e Bella também.
Éramos ninfomaníacos assumidos e não tínhamos nenhuma vergonha disso.
No natal, fizemos nossa primeira viagem em família. Fomos para Boston e minha mãe e Rosalie disputavam Elena praticamente aos tapas. Era divertido vê-las brigando para ficarem com minha filha no colo.
Bella e eu aproveitamos esses momentos para descansar e nos curtir, já que mesmo Elena sendo um bebê calmos, momentos a sós eram raros entre nós.
Tommy e Sofia também estavam se curtindo muito, assim como Ethan e Lara.
Isso mesmo, Lara.
Fui ameaçado pela minha esposa e para evitar uma greve de sexo com duração indeterminada, fui obrigado a convencer Jasper a deixar a filha viajar conosco para Boston. Ele resistiu no início, mas acabou concordando. Afinal, não tinha muito que fazer quanto à virtude das nossas filhas. Eram coisas do passado.
Era o terceiro natal que passava ao lado da mulher da minha vida e eu não podia estar mais feliz e realizado. Minha família sempre seria o meu melhor presente.
Da primeira vez que viemos para Boston, tinha sido apenas ela e Sofia. Da segunda vez, os Swan vieram também. Foi agitado, mas foi perfeito, tirando as aventuras sexuais do meu filho que até hoje me causavam arrepios. E agora tínhamos Elena, que estava fazendo a alegria de todos naquele feriado e deixando minha esposa e eu muito orgulhosos.
Mia estava totalmente adaptada a nossa família e a irmã e era uma criança bem ajustada e feliz, assim como Sofia, que depois de uma vida, tinha um pai e irmãos como sempre sonhara.
Bella era amada. Muito amada, desejada e seria sempre protegida por mim. Ela encontrara em mim, um homem imperfeito e tão cheio defeitos, seu companheiro ideal e eu me esforçaria para continuar sendo um bom marido pra ela, pois Isabella Swan merecia o melhor.
O fato era que a cada ano que passava minha vida e minha família ficavam cada vez mais perfeitas. Bella e Sofia mudaram tudo e eu sabia que essa felicidade que chegou com elas jamais iria diminuir. Isso porque os laços que nos uniam eram fortes demais. Eram laços de amor. Laços infinitos de amor.
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