Capítulo 46

Pov. Bella

Alguns dias depois...

− É impressão minha ou nossos filhos não estão se falando? – Edward me perguntou baixinho durante o café da manhã quando Tommy se levantou abruptamente da mesa assim que Sofia apareceu e eu suspirei, olhando preocupada para a expressão triste da minha menina.

− Eles brigaram. Então, não. Não é impressão sua. Já faz quase uma semana que eles não se falam. – Eu expliquei e Edward me olhou surpreso.

− Sério? E por que eles brigaram?

− Porque seu filho é um idiota, bobo e ciumento. Só por isso. – Sofia resmungou, enquanto servia-se de omelete e eu apertei os lábios para não rir da expressão surpresa do meu marido.

− Sei. Vocês não estão mais namorando, então? – Edward perguntou cautelosamente e Sofia respirou fundo, nos olhando confusa.

− Não... Quer dizer, não sei. Ele não fala mais comigo. Tudo porque eu converso com meu primo pelo celular. Acontece que eu não acho e não aceito que Tommy decida com quem eu devo falar ou não. Ele precisa confiar em mim quando digo que jamais ficaria com outro garoto enquanto for sua namorada. Ele precisa acreditar que eu o amo. –Sofia falou tristemente e Edward suspirou me olhando preocupado.

− Ele realmente não deve decidir com quem você conversa ou não. O tal Teddy é sua família e Tommy precisa entender e respeitar sua vontade de manter o contato com ele. Mas, fica tranquila, princesa. Meu filho é teimoso, mas te ama demais e vai acabar cedendo. Tenho certeza disso.

− Não sei não. Ele se recusa a falar comigo e tem saído muito com os caras do time, que são todos solteiros. Acho que, na verdade, Tommy perdeu o interesse no nosso namoro. – Sofia murmurou e eu revirei os olhos para o seu drama, mesmo estando preocupada com a situação.

− Filha, não seja tão dramática. É a primeira briga de vocês. Não vai demorar muito para que vocês se entendam. Confie em mim e no papai. –Eu falei e ela suspirou, levantando-se em seguida.

− Eu estou muito chateada com ele, mãe. Esse garoto frio, distante e até um pouco grosso não se parece em nada com o Antony Cullen por quem eu me apaixonei.

− Eu vou falar com aquele moleque... – Edward falou bravo e eu coloquei uma mão sobre seu ombro para acalmá-lo. Eram nossos filhos e não podíamos escolher nenhum lado. O mais prudente era nos mantermos neutros até que os dois se entendessem.

− Não, papai. A gente se resolve. Nem se for para terminarmos tudo. Não quero que vocês tomem partido, pois isso é entre Tommy e eu. – Sofia falou tristemente e eu me levantei para poder abraçá-la.

− Vai passar, meu amor. Vai passar e vocês vão se entender. Agora, termine de se arrumar para o colégio. Não podemos nos atrasar. Peça para Mia descer, por favor, ou ela vai pra escola sem o café da manhã. – Eu pedi e Sofia assentiu, correndo para o andar de cima.

− O que vai acontecer se eles terminarem? – Edward me perguntou preocupado e eu dei de ombros.

− Não faço ideia. Mas, vamos torcer para que isso não aconteça. – Eu falei e Edward assentiu, me abraçando de lado e beijando meu rosto.

− Vai ficar tudo bem. Eu criei um bom menino. Quando a raiva passar, ele vai se desculpar com Sofia. Tenho certeza.

− Assim espero. – Eu murmurei, torcendo para que tudo acabasse realmente bem.

**********

− Está tudo bem com a pequena. Ela está crescendo e ganhando peso dentro do esperado. Já escolheram um nome? – A Dra. Clay me perguntou, enquanto eu limpava o gel da minha barriga após o exame de ultrassonografia e ajeitava minha roupa e eu fiz uma careta.

− Minha vida está um tumulto, Dra. Clay. O pai biológico da Sofia faleceu, o namoro dos meus filhos está ruindo por causa de uma crise boba de ciúmes, meu marido esta com alguns problemas no trabalho... Enfim... São tantas coisas acontecendo juntas que o nome do meu bebê acabou ficando para o segundo plano.

− Família será sempre uma relação complexa. Mas, vocês ainda têm alguns meses para decidir qual o melhor nome para essa pequenina. Não se preocupe. Todavia, tente sair do olho desse furacão, Bella. Sua pressão está um pouco elevada e não quero que sua gestação seja prejudicada por conta de estresse.

− Eu sou uma mãe de família. Não tem como sair do olho do furacão. Mas, vou fazer o possível para não me estressar tanto. Prometo.

− Ótimo. Vou te receitar algumas vitaminas e quero que você comece a se exercitar. Uma caminhada diária vai te fazer muito bem. – Ela declarou e eu fiz uma careta. Odiava fazer exercícios físicos. Qualquer tipo deles.

Mas, se era para o bem do meu bebê, eu o faria. Mesmo detestando cada momento.

Depois da consulta, fui atender na emergência que estava uma loucura total. Sofia apareceu para trabalhar na parte da tarde e parecia ainda chateada, o que significava que ela e Tommy não haviam se entendido.

− Oi. Tudo bem aí? – Perguntei a minha filha, que atualizava alguns prontuários no sistema do hospital, e ela suspirou, me lançando um olhar triste.

− Teddy me ligou hoje. Perguntou se haveria problema se ele acompanhasse Sarah em uma visita daqui a algumas semanas. Eu disse que não, é claro. Mas, o que eu poderia dizer? Eles são... Mãe, eles são minha família também. Tentei conversar com Tommy sobre o assunto e ele surtou. De novo. E disse que é melhor a gente dar um tempo.

− Ah, meu amor. Sinto muito! – Beijei o topo da sua cabeça, sentindo meu coração em pedaços ao contemplar seus olhos rasos d’água.

− Estava tudo tão bem. A gente tinha uma relação tão legal. Tommy foi tão fofo e romântico comigo no dia dos namorados e semanas depois ele pede um tempo? Mãe, não faz sentido! Esse ciúme que ele sente do Teddy comigo não tem nenhum cabimento. Eu nunca dei nenhum motivo pra ele desconfiar de mim.

− Talvez seja mais do que isso, amor. Tommy deve estar passando por algum problema. Já tentou conversar com ele?

− Ethan disse que é estresse por conta dos jogos. Eles perderam algumas partidas e estão correndo o risco de não se classificarem. Tommy está ansioso também por conta da universidade. Acho que ele teme não ser aceito em Harvard por conta desse campeonato ruim. Mas, eu não acho justo que ele desconte suas inseguranças e problemas em mim. Não sou um saco de pancadas.

− E como vai ficar? Vocês vão terminar? – Perguntei cautelosamente e ela respirou fundo, escondendo o rosto entre as mãos.

− Vou dar a Tommy o tempo que ele pediu. Depois, a gente vê como fica. – Sofia falou com tristeza e suspirei, beijando o topo da sua cabeça outra vez e voltando para os meus pacientes.

No fim do dia, Sofia e eu, antes de irmos para casa, passamos no Shopping para fazermos algumas compras e comermos besteiras. Minha menina estava precisando de um tempo a sós com a mamãe.

− Mia vai ficar furiosa se souber que viemos ao shopping sem ela. – Sofia comentou e eu sorri, mordendo minha casquinha de sorvete.

− Vai ser nosso segredo, então. Além do mais, ela está com Rosalie e Candyce. Sua tia iria levá-las ao píer hoje à tarde.

− Faz tempo que eu não vou até o píer. A última vez que estive lá Tommy estava comigo. – Ela falou com tristeza e eu expirei, segurando o queixo da minha filha para que ela me encarasse.

− Amor, todo relacionamento tem seus altos e baixos. Às vezes, brigamos por bons motivos e, às vezes, por pura bobeira. Mas, acontece. Portanto, pare de se lamentar. Quando menos esperar já terão se entendido. E, meu anjo, a reconciliação é sempre uma delícia. – Eu falei e Sofia corou, revirando os olhos pra mim, o que me fez rir.

− Mãe, por favor!

− É a verdade, oras. A gente passa tanto tempo irritada com o parceiro, odiando-o por ele ser um babaca idiota que quando a reconciliação vem e a gente descobre que ainda ama e deseja desesperadamente àquela pessoa complicada, o sexo torna-se magnífico. E inesquecível.

− Melhor do que geralmente é? – Ela perguntou timidamente e eu ri, olhando-a com divertimento.

− É bom assim, é? – Provoquei e ela corou, me lançando um olhar irritado.

− Mãeeeee!

− Certo. Parei. Mas, respondendo a sua pergunta, sim. O sexo de reconciliação é melhor do que geralmente é. Muito melhor. Portanto, brigar de vez em quando faz bem a relação. Sem contar que o relacionamento também amadurece com os desentendimentos. Eu acho.

− Sempre achei que brigar era algo ruim. Você e James brigavam muito. Ele era ciumento e babaca. Não acho aquele tipo de relação saudável. – Sofia falou e eu fiz uma careta ao me lembrar do embuste do meu ex-namorado.

− Com James era diferente, Sofia. Não existia amor. Ele era possessivo, ciumento e mau caráter. As reconciliações não eram boas porque geralmente eu era pressionada e manipulada a ficar numa boa com ele, quando o que eu devia fazer era mandá-lo embora da minha vida. Mas, quando Edward e eu nos desentendemos, geralmente porque ele esquece algum compromisso, fala alguma besteira ou fica muito paranoico com relação a você e Tommy, a reconciliação é sempre uma delícia. Eu o amo demais. Então, com ele é sempre especial. – Eu expliquei e Sofia sorriu tristemente.

− Mesmo assim eu preferia não ter brigado com Tommy. Ele nem fala mais comigo, mãe. Isso machuca. Parece que ele me odeia, agora.

− Eu sei que machuca, meu amor. Mas, vai passar. Confie em mim. Vocês dois se amam. De verdade. Então, essa turbulência vai passar. – Garanti e Sofia suspirou, deitando a cabeça em meu ombro.

− Tomara, mãe. Tomara.

**********

Terminei de passar o hidratante na minha barriga e desabei sobre a cama. Estava exausta. Eu já estava entrando no sétimo mês de gravidez e não tinha mais a disposição de antes. Tantas horas de pé na emergência surtiam um efeito mais severo sobre meu corpo agora.

− Tommy e Sofia ainda não estão se falando? – Edward perguntou, voltando do banheiro e deitando-se ao meu lado e eu neguei com um gesto de cabeça.

− Não. Sofia me disse que Tommy pediu um tempo. Parece que ele está nervoso com o campeonato e com as inscrições para a faculdade. Eu ia conversar com ele hoje, mas até agora ele não voltou. Saiu com os “caras” outra vez. – Eu falei e Edward fez uma careta.

− Ele não saiu com os caras. Foi dormir na casa da Rosalie.

− Sério? Tudo isso para ficar longe da minha filha? – Eu perguntei levemente irritada e Edward sentou-se na cama para me encarar.

− Nossa filha, Bella. Sofia é nossa filha. – Edward falou seriamente eu expirei, assentindo. − Eu conversei com Tommy hoje. Por isso demorei a chegar. Ele me ligou dizendo que ia para casa da minha irmã e eu fui atrás dele. Tommy está mesmo preocupado com o campeonato. Um dos melhores jogadores morreu no tiroteio e desde então o time vem fazendo uma péssima campanha. Meu filho contava com o sucesso desse campeonato para ingressar em Harvard e agora... Àquela semana que passamos em Forks foi prejudicial para ele, que foi colocado no banco por estar ausente nos treinos. E aí, com essa história do primo da Sofia... Ele surtou. Está irritado e pediu um tempo para não magoá-la mais. Tommy puxou isso da mãe. Quando está bravo prefere se afastar e ficar sozinho para pensar e não fazer ou falar besteiras.

− Sério? Mas, por que ele não nos disse nada? Secretamente eu o estava odiando por fazer minha filha sofrer. Ela passou por tanta coisa esse ano. O tiroteio, a volta do pai, nosso casamento, a morte de Jacob, o encontro com sua família paterna, a reconciliação com Renée... Tommy sempre foi um apoio pra ela. Melhor até do que eu. Vê-los brigados é muito ruim.

− Eu sei, amor. Mas, Tommy me garantiu que vai conversar com Sofia e parar de ser um babaca com relação ao primo dela. Eu também odeio vê-los tristes e separados. Saber que eles transam é ruim, mas vê-los se odiando é ainda pior. Mas, nós não devemos interferir ou tomar partido. Não podemos fazer isso pelo bem do nosso casamento. Eu te amo demais para perdê-la por causa de uma briga imatura e sem sentido dos nossos filhos.

− Eu sei, Edward. Eu peço desculpas pelo meu rompante. Culpe a gravidez por isso. – Resmunguei e Edward riu, inclinando-se sobre meu corpo para beijar minha barriga.

− Daqui a dois meses essa desculpa da gravidez acaba, Dra. Swan.

− Não acaba não. Serei uma lactante cheia de hormônios ainda. – Eu declarei e ele riu, beijando meus lábios.

− Eu te amo. Amo a família que nós temos juntos mesmo ela sendo complicada demais com todos esses relacionamentos, retornos do passado e excesso de adrenalina. – Edward falou e eu ri, puxando-o para cima de mim.

− Eu também te amo. E amo nossos filhos apesar de eles nos enlouqueceram dia após dia. Agora, o que você acha de fazermos um sexo bem gostoso? Adoraria me esquecer dos nossos problemas por alguns instantes.

− Eu acho uma ótima ideia. Faz tempo que não namoramos. – Meu marido falou animado e eu ri, beijando-o.

− Verdade. E o que você vai fazer para reparar essa gafe?

− Vou tirar a sua roupa e me perder em você. A noite toda, se possível. – Ele falou, me beijando em seguida e, pelas próximas horas, eu me esqueci até do meu próprio nome.

**********

Pov. Sofia

Cheguei ao refeitório esfomeada depois de um período inteiro fazendo cálculos trigonométricos e me sentei ao lado de Lara, que me olhou curiosa.

− Está com fome, hein! – Ela falou, olhando admirada para minha bandeja e eu dei de ombros. – Ainda não se entendeu com seu namorado?

− Não. Tommy está sendo infantil e mimado e se recusa a falar comigo desde que voltamos de Forks. Portanto, ele que vá catar cocos. – Eu falei mal humorada e Lara riu. − O pior é que sinto falta das aulas de matemática dele.

− Só das aulas de matemática? – Ela perguntou maliciosamente, roubando algumas das minhas batatas, e eu bufei, encarando-a irritada.

− Eu sinto falta de estar com ele, Lara. Mas, se ele não quer estar comigo, não posso fazer absolutamente nada.

− Ethan me disse que Tommy está preocupado. O fato de ele ter ido pra Forks com você o prejudicou no campeonato. – Lara falou e eu parei de comer, encarando-a.

− Sério? Por quê?

− Eles tinham dois jogos importantes naquela semana e Tommy não participou de nenhum. Ele é o único artilheiro, já que Richard Cluney morreu, e, que Ethan não me ouça, o melhor do time. O capitão. Então, é óbvio que eles perderam. O treinador ficou furioso e colocou Tommy no banco. Como você sabe, seu namorado contava com os resultados desse campeonato para entrar em Harvard e... Bem, o campeonato está praticamente perdido agora. – Lara me contou e engoli o nó que se formou em minha garganta ao saber dos problemas que Tommy arranjara por me acompanhar ao funeral de Jacob. Mas, por que ele não me contara? Teria sido tão simples me contar sobre seus problemas, ao invés de ser um babaca, idiota e ciumento.

− Ele não me disse nada disso. Só ficou bravo por eu estar conversando com Teddy pelo celular e parou de falar comigo.

− Seu namorado está passando por alguns problemas. Por isso está sendo babaca com você. Ethan me disse que Tommy fica agressivo quando está com problemas. Ele tem dificuldade de se abrir e acaba descontando suas frustrações nas pessoas ao redor. – Lara falou e eu suspirei.

− No dia seguinte a nossa chegada de Forks ele saiu com os caras do time. Eu fiquei furiosa e falei um monte de coisas pra ele quando tive oportunidade. Depois disso, ele passou a sair de casa todas as noites, o que significa que há essas horas ele já deve ter ficado com um monte de meninas. – Eu murmurei e Lara revirou os olhos, rindo em seguida.

− Ele saiu com os caras do time apenas uma noite. Nas outras vezes, foi para casa de Ethan e se entupiu de pizza e refrigerante enquanto se lamentava por ter sido idiota com você.

− Sério? – Perguntei surpresa e Lara assentiu.

− Sim. Inclusive tenho que te pedir para fazer logo as pazes com ele. Essa depressão de Tommy está prejudicando minha vida amorosa. – Lara reclamou e eu bufei, revirando os olhos pra ela.

Depois do almoço, eu fugi da aula de história e fui atrás de Tommy, encontrando-o sozinho no ginásio, treinando alguns passes.

− Tommy? – Eu chamei e ele me lançou um olhar surpreso.

− O que está fazendo aqui? Não devia estar na aula de história? – Ele falou ríspido e eu bufei.

− Minhas notas são altas em história. Uma falta não vai fazer diferença. Além do mais, eu precisava falar com você.

− Não temos nada para falar, Sofia. Não quero brigar com você outra vez. – Ele declarou, voltando a treinar alguns arremessos e eu bufei mais uma vez, jogando minha mochila no chão e marchando até ele.

− Nós vamos brigar de novo até nos entendermos. Por que não me disse que o treinador te colocou no banco? Por que não voltou de Forks para os jogos sabendo que isso te prejudicaria no campeonato? Eu teria dado conta do funeral de Jacob sozinha, Tommy! Além disso, eu tinha a mamãe, o papai e Mia ao meu lado. – Eu falei brava e ele grunhiu, jogando a bola com força no chão e me encarando com raiva.

− Mas, eu queria estar lá. Você estava triste e confusa e eu não queria deixá-la em um momento como àquele. Mas, agora eu me arrependo de ter ficado com você, já que na primeira oportunidade que teve me trocou pelo seu priminho babaca. – Tommy falou e eu revirei os olhos, segurando seu braço e obrigando-o a me encarar.

− Eu não troquei você pelo meu primo. Tommy. Para de ser teimoso, pelo amor de Deus! Olha... Eu nunca tinha tido contato com ninguém da minha família paterna. Conhecê-los foi algo bom, pois mesmo que eu seja uma Cullen agora, os Black fazem parte da minha história. Teddy é meu primo. Eu não estou interessada nele e nem ele em mim. Não romanticamente, pelo menos. Manter contato com ele é importante pra mim, pois me liga a uma parte da minha história que até poucas semanas atrás eu não conhecia. Mas, eu não vou ter um caso com ele. Não vou trocar você pelo meu primo, pois eu te amo. Você é o meu amor. Não Teddy. – Eu falei e ele suspirou, desviando o olhar do meu.

− Você não tem a menor noção do quanto é linda, Sofia... – Tommy murmurou e eu o olhei confusa.

− O que?

− Você é linda. Doce, meiga, inteligente e engraçada. É óbvio que o tal Teddy está interessado em você além da simples relação familiar. Acredite. Aliás, um monte de cara dessa escola está. Principalmente agora que não estamos mais juntos.

− Não estamos mais juntos? Não me lembro de ter terminado com você. – Eu falei brava e ele bufou.

− Eu fui um idiota. Gritei com você, te tratei mal e te magoei. Portanto, se eu fosse você, terminaria comigo. – Ele resmungou e eu sorri de leve, me aproximando mais dele.

− Mas, eu sou eu e não você, Antony Denali Cullen. Entendo que você está sobre pressão por causa do campeonato de das inscrições para a faculdade. Entendo o seu ciúme, embora não concorde com ele. Além do mais... Eu amo você. Muito. Portanto, não, nós não terminamos e nem vamos terminar. Você vai parar de ser um idiota e vai me beijar agora, porque eu não aguento mais brigar com você. – Eu falei suavemente e ele suspirou, me encarando por longos segundos até que me puxou para os seus braços e me beijou.

− Eu também te amo, Sofia e é horrível de muitas formas estar brigado com você. Por favor, me desculpe por eu ser um idiota. Nunca mais vou gritar com você. Nunca mais vou sair com os caras sem te contar. Nunca mais vou ficar sem falar com você. Eu prometo. – Ele falou depois que nossos lábios se separaram e eu sorri, me aconchegando em seus braços.

− Você não vai mesmo sair com os caras sem me avisar. Faça isso eu arranco suas bolas. Com as unhas. – Eu resmunguei e ele fez uma careta, beijando o topo da minha cabeça.

− E sobre Teddy vir pra cá com Sarah... Quando vai ser?

− No início das férias de verão. – Eu respondi e ele suspirou.

− Você não sai sozinha com ele. Nunca. – Tommy resmungou, me apertando contra ele e eu revirei os olhos.

− Você sabe que isso é ridículo, né? Não pode me vigiar ou controlar com quem eu falo ou não. Você tem que confiar em mim. Sempre. É isso que namorados que se amam e se respeitam fazem. – Eu falei e ele bufou.

− Tá. Ok. Mas, se ele tentar alguma coisa, você me conta imediatamente e eu quebro a cara dele, junto com aquele sorrisinho debochado ridículo. – Tommy falou bravo e eu mordi os lábios para não rir. Seu ciúme era descabido, mas àquela cisma com Teddy até que era engraçada. Às vezes.

− Fechado. – Eu concordei e ele sorriu, me beijando de novo.

− Eu adoro estar com você, mas tenho mesmo que treinar. O time todo logo estará aqui. Então, sugiro que você vá pra aula. Nos vemos depois do seu estágio no hospital.

− Certo. Estamos bem mesmo, né? – Eu perguntei insegura e ele riu, beijando meus lábios.

− Sim. Estamos bem. De verdade. Agora vai.

− Nossos pais vão gostar de saber disso. – Eu falei, enquanto recolhia minha mochila do chão e Tommy fez uma careta.

− Meu pai me ameaçou ontem. Disse que se eu não me entendesse com você ele cortaria minha mesada e me mandaria para outro país com passagem só de ida. Essas foram as palavras exatas dele. Além do mais, sua mãe está me odiando por eu magoar você. Até Mia me ameaçou por fazer a irmã dela chorar. – Ele resmungou e eu ri.

− Ninguém mais vai precisar cumprir as ameaças. Além disso, a partir de hoje, você vai parar de atrapalhar a vida amorosa de Lara e Ethan. Minha prima vai adorar saber que nos entendemos. – Eu declarei e ele corou, o que me fez rir.

− Tchau, Sofia! – Ele falou exasperado e eu ri, correndo para fora do ginásio.

− Tchau amor. – Eu provoquei e ele revirou os olhos, me lançando um beijo, que eu retribuí de bom grado.

Estávamos bem de novo e isso era ótimo.

Era maravilhoso, aliás.

**********

Algumas semanas depois...

Pov. Sofia

− Nervosa? – Minha mãe me perguntou, enquanto ajeitava a barra do meu longo vestido de festa e eu assenti, o que a fez rir. – Você vai se sair bem, amor. Além disso, Tommy estará com você o tempo todo.

Sim. Ele estaria. Mas, isso não mudava o fato de que hoje eu iria para um baile. Meu primeiro baile desde que eu ingressara no High School. E o último baile de Tommy, já que após as férias de verão ele provavelmente iria para a faculdade.

− Sofia, você e eu meu irmão não se odeiam mais, não é? – Mia me perguntou preocupada e eu sorri, trocando um olhar divertido com a minha mãe.

− Não, Mia. Ele e eu nos entendemos. A gente quase nem briga mais.

− Isso não é verdade. Ouvi vocês discutindo ontem. – Mia falou e eu estreitei os olhos em sua direção quando ganhei um olhar curioso da minha mãe.

− Por que vocês discutiram?

− Ele está ansioso por conta das cartas de admissão. E por causa da vinda de Teddy no início do verão.

− Ainda isso? – Minha mãe perguntou divertida e eu fiz uma careta.

− Tommy é... Teimoso e cabeçudo. Mas, até a vinda de Teddy ele vai ter que superar esse ciúme bobo.

− Mamãe, por que eu não posso ir ao baile também? – Mia perguntou, mexendo nas minhas maquiagens e minha mãe sorriu.

− Porque você ainda é criança. Quando for para o High School poderá ir aos bailes. Por enquanto, apenas Sofia e Tommy podem.

− O mundo é muito injusto para as crianças. – Mia resmungou e minha mãe e eu rimos.

− Eu concordo. Mas, Mia, não deseje crescer. Ser criança é bem menos complicado. – Eu falei e a loirinha bufou, continuando revirar meus cremes e maquiagens.

Quando minha mãe me declarou oficialmente pronta, descemos até a sala onde Tommy já me esperava. Ele estava lindo em seu terno e sorriu ao me ver.

− Sofia, você está adorável. Linda. – Ele falou, beijando o dorso da minha mãe e eu sorri para seu cavalheirismo.

− Cuide da minha princesa, Tommy. E ele tem razão, filha. Você está adoravelmente linda. – Edward falou e eu sorri, abraçando-o com carinho.

− Obrigada, papai. – Eu murmurei e ele beijou o topo da minha cabeça.

− Divirtam-se, crianças. Cuidado com o meu carro, senhor Cullen. E se decidirem... Bem, se decidirem estender a noite, não usem meu Volvo. Pelo amor de Deus. – Edward falou e eu corei, enquanto Tommy pegava as chaves do carro e lançava um olhar mal humorado ao pai.

− Tchau, pai. – Ele falou e me puxou para fora.

Quando chegamos à escola, Ethan e Lara nos esperavam na porta do ginásio e seguimos juntos em direção ao baile.

Foi uma noite muito divertida. Dançamos, comemos, conversamos e brincamos como se não existisse amanhã.

Antes do anúncio do rei e da rainha do baile, a diretora Connor se pronunciou em nome de todos os alunos mortos no tiroteio e àquelas lembranças mexeram comigo mais do que deveriam. Eu mantinha o dia do tiroteio guardado em lugares secretos da minha mente, pois não me sentia emocionalmente pronta para reviver tudo o que eu passara.

Tommy, percebendo meu nervosismo, entrelaçou sua mão na minha e Lara também, me dando o apoio necessário para acompanhar no telão a homenagem que estava sendo feita a todos os colegas que perdemos de um jeito tão brutal.

− Foi um dia terrível para todos nós do Westside High School. Perdemos alunos, funcionários e professores, o que faz com que a lembrança daquela tragédia seja eternamente dolorosa. Seguimos em frente, mas as pessoas que perdemos naquele dia estarão para sempre em nossos corações, assim como todos os sobreviventes. Gostaria que fizéssemos um momento de silêncio em nome de todos que perdemos naquele dia e que não puderam estar aqui para o nosso baile. – A diretora Connor falou e eu respirei fundo, conseguindo bravamente conter minhas lágrimas, enquanto todos nos ginásio se mantinham em silêncio em respeito à memória dos alunos mortos.

− Se não fosse por você, minha foto também estaria naquele telão. – Eu murmurei pra Tommy que me encarou bravo.

− Esquece isso, Sofia. Passou e você está bem. É só isso que importa. – Ele falou, beijando minha têmpora e eu suspirei, tentando esquecer as lembranças perturbadoras daquele dia.

Depois da coroação do rei e da rainha do baile, voltamos a dançar e já era madrugada quando voltamos para casa. Dormi no quarto de Tommy, mesmo sabendo que àquilo era proibido, e, no dia seguinte, acordei com meu namorado gritando feito um maluco, dizendo que sua carta de admissão de Harvard havia chegado. Tommy tinha sido aceito e por mais que eu ficasse feliz por ele estar realizando os seus sonhos, sofria por saber que ficaria longe dele.

− Parabéns, amor! Fico feliz por você ter conseguido entrar em Harvard, apesar do seu time ter perdido o campeonato. Sua conquista faz com que eu me sinta menos culpada pela derrota de vocês. – Eu falei e ele bufou, revirando os olhos.

− Você não tem culpa de nada, Sofia. Relaxa. Não foi minha viagem à Forks que fez com que perdêssemos a temporada. Éramos um time sem entrosamento desde a morte de Richard e por isso não conseguimos nos classificar. Mas, Ethan e eu sempre nos destacamos e Harvard considerou isso para nossa admissão. Temos boas notas, trabalhamos como voluntários por muito tempo, lideramos comissões estudantis e fomos ótimos atletas antes da última temporada, o que nos rendeu muitas cartas de recomendação. Então, não se preocupe com nosso campeonato perdido. Ele não nos serviu pra nada. – Ele garantiu e eu sorri, beijando-o.

− Então, parabéns, senhor universitário. Temos que comemorar.

− E vamos. Sairemos para jantar hoje. Nós, nossos pais e Mia, Ethan Lara, meus tios e Candyce.

E foi um jantar muito divertido, com direito a discursos do papai e tia Rosalie regados de lágrimas e sorrisos orgulhosos.

− Acho que tenho que me acostumar que daqui a um ano minha filha também estará indo para Harvard. – Minha mãe cochichou no meu ouvido, enquanto papai contava uma de suas aventuras em Boston e eu fiz uma careta.

− Se a matemática deixar... – Eu gracejei e ela riu.

− Você vai conseguir, amor, e eu serei a primeira a festejar sua conquista, mesmo que isso signifique ficar longe de você. – Ela falou e eu sorri, beijando seu rosto em um agradecimento mudo por ela ser uma mãe tão maravilhosa.

As semanas seguintes à admissão de Tommy em Harvard se passaram como um borrão. Fizemos as provas finais e meu time venceu o campeonato estudantil de vôlei, o que nos rendeu uma deliciosa viagem com o time e convidados. Lara e eu conseguimos colocar Ethan e Tommy na lista e, com isso, passamos um ótimo fim de semana com nossos namorados longe de toda a civilização.

A gravidez da minha mãe estava avançando e como em breve nossa irmãzinha estaria entre nós, nos obrigamos a escolher o nome de uma vez.

− Elena, Alyssa, Megan, Katherine e Maya. São essas as opções de vocês. Sofia e eu escolhemos esses. São nossos favoritos. – Mia Explicou aos nossos pais que sorriam enquanto analisavam nossa lista de nomes.

− O que você acha, Edward? – Minha mãe perguntou e papai sorriu, dando de ombros.

− A escolha é sua. Mas, eu gosto de Elena. Acho forte e imponente.

− Tommy? – Minha mãe perguntou e meu namorado sorriu.

− Elena é lindo. Eu gosto. – Ele declarou e minha mãe sorriu.

− Então está decidido. Nossa pequena se chamará Elena. Elena Swan Cullen. – Minha mãe declarou e todos nós batemos palmas, comemorando a escolha perfeita. Mia se sentia nas nuvens por saber que ela havia ajudado a decidir o nome da nossa irmãzinha e eu também.

Elena seria especial para todos nós e eu não via a hora de conhecê-la.

**********

Férias de verão...

− Seu namorado conseguiu finalmente superar o ciúme que sente de mim? – Teddy me perguntou divertido, devorando o sanduíche de churrasco em seu prato e eu revirei os olhos, fazendo-o rir.

− Não. Mas, ele está aguentando firmemente. Acho que Tommy não quer que a gente brigue de novo por causa de uma bobagem como essa. – Eu declarei ironicamente e meu primo fez uma careta.

− Nós, os Quileutes, temos um código de honra e conduta muito rígido. Jamais, em nenhuma hipótese, nos envolvemos romanticamente com parentes. De nenhum grau. Então, seu namorado pode ficar tranquilo, pois mesmo que eu quisesse, jamais poderia ter qualquer coisa com você.

− Mas, você queria? – Eu perguntei baixinho, como se confidenciasse um segredo, e ele riu, negando com um gesto de cabeça.

− Não. Mas, provocar o seu namorado foi divertido. Você é incrivelmente linda, mas não desejo namorá-la. Sinto muito que minhas provocações tenham causado problemas a vocês. – Ele falou e eu bufei, olhando-o irritada.

− Idiota. A gente quase terminou por causa dessa bobagem.

− Se ele terminasse com você por conta de um ciúme bobo, o idiota seria ele. Mas, que bom que vocês se entenderam e deixaram com que eu e a vovó viéssemos para Los Angeles. Ela está muito feliz em passar mais um tempo com você, a neta pródiga. – Teddy falou e eu sorri de leve, observando Sarah e minha mãe, que conversavam animadas na varanda de casa enquanto comiam.

− Eu sou a ligação mais forte que ela tem com Jacob. Entendo que ela queira me manter por perto, já que o filho dela morreu.

− Não é só isso. Ela gosta realmente de você. Você é neta dela, Sofia. A neta que ela desejou, mas com quem nunca pôde conviver. Estar com você é como um sonho pra ela.

− Sarah é legal. Estar com ela não é nenhum sacrifício.

− Ela é legal sim. Sofreu muito com os desmandos do nosso avô. Acho até que a morte dele foi um alívio pra ela, embora duvide que um dia ela admita isso.

− Você concorda com as tradições machistas dos Quileutes? – Eu perguntei de repente e Teddy riu, me olhando divertido.

− Não. Por isso que estou indo para New York. Vou fazer faculdade e seguir minha vida bem longe de La Push. Respeito a tribo, uma vez que somos de uma linhagem de líderes, mas não quero àquela vida pra mim. De jeito nenhum. E a vovó me apoia, mesmo com meu pai querendo morrer por eu preferir estudar música ao invés de cuidar dos interesses da tribo.

− Será que eles algum dia esperaram que eu me juntasse à tribo? – Eu perguntei curiosa e Teddy riu.

− Pelas histórias que ouvi da sua mãe, duvido muito. Ela nunca concordou com as tradições da nossa família e duvido que deixasse sua única filha se submeter a elas. Além disso, você foi criada fora de Forks. Duvido que alguém que conheceu alguma civilização aceite a se submeter às tradições Quileutes. – Ele falou em um tom de amargura e eu o encarei curiosa.

− Você odeia Forks, não é? – Eu perguntei e ele fez uma careta.

− Não odeio. Só não quero viver enterrado lá como a vovó e como os meus pais. Desejo coisas diferentes. Se um dia tiver que voltar pra lá, ótimo. Mas, voltarei como um profissional e terei uma vida além de La Push. – Teddy falou decidido e eu sorri, desejando de coração que ele conseguisse realizar todos os seus sonhos, que era muitos.

Ele e Sarah chegaram em Los Angeles no início das férias de verão e eu descobri que meu primo era um garoto incrível, inteligente e engraçado. Até Tommy, depois de colocar sua resistência e mau humor de lado, admitiu que Teddy era um cara legal, parando de surtar todas as vezes que me via perto dele.

Sarah também se mostrou uma pessoa incrível e até minha mãe, que estava morta de ciúmes da minha relação com a mãe de Jacob, se rendera aos seus encantos, encontrando nela uma boa amiga.

Os dois iriam para casa na manhã seguinte e eu sentiria muita falta deles, principalmente das longas conversas entre Teddy e eu. Descobri nesses dias que nós éramos parecidos em muitos aspectos e àquilo me surpreendeu de uma maneira muito positiva. Lara era minha prima e melhor amiga, mas nós sempre fomos opostas em quase tudo. Teddy e eu gostávamos das mesmas coisas e era bom ter alguém que me entendia perfeitamente para trocar confidências, expectativas e sonhos.

Teddy se tornara um bom amigo e eu esperava poder vê-lo sempre.

**********

Algumas semanas depois...

Pov. Edward

Respirei fundo quando finalmente terminei de revisar o último processo e olhei no relógio. Dez horas da noite. Bella iria me matar.

Ela iria gritar comigo e me dizer que eu era um pai desnaturado por saber que ela estava prestes a parir e mesmo assim ficar no trabalho até tarde.

Mas, o que eu poderia fazer?

O energúmeno do Emmett sofrera um acidente durante as férias e estava de molho em casa com a perna direita fraturada em dois lugares. Minha irmã o proibira de pensar em trabalho enquanto não se recuperasse completamente. Assim, as responsabilidades do escritório ficaram todas para mim e eu não podia simplesmente virar as costas para nossos clientes, pois eu tinha filhos para sustentar. Quatro. E o mais velho deles estava indo para a faculdade, o que significava mais gastos.

Tudo o que eu queria era ficar em casa com minha esposa grávida. Queria mimá-la e amá-la em todos os momentos do meu dia. Mas, infelizmente, eu não podia.

Antes de ir para casa, passei em uma confeitaria e comprei doces. Doces sempre deixavam Bella calma, principalmente se tivesse coco neles.

− Família, chegue! – Eu gritei assim que coloquei meus pés em casa e o silêncio com o qual eu fui recebido me incomodou.

Como era sexta-feira à noite, eu esperava encontrar Tommy e Sofia na sala assistindo filme e Mia sentada em frente à mesa de centro fazendo seus desenhos. Bella estaria deitada em nosso quarto, pois a gravidez a estava cansando muito. Mas, estava tudo quieto. Acho que não tinha ninguém em casa.

Para onde será que tinham ido?

Fui verificar meu celular e me lembrei de que havia deixado o aparelho no escritório.

Droga!

Liguei para minha irmã que, para variar, me atendeu aos gritos.

− Onde você estava, Edward? Puta que pariu! — Rosalie falou brava e eu bufei.

− Eu estava trabalhando. Seu marido convalescente me deixou soterrado em uma pilha de processos.

− E por que não atendeu a merda do celular?

− Eu nem sei onde está meu celular. Acho que deixei no escritório. Mas, o que houve? Onde estão meus filhos e minha esposa?

− No hospital. Bella entrou em trabalho de parto. Eu fiquei encarregada de cuidar da Mia e te encontrar. Acho até que há essa hora ela já deve ter parido. Elena já deve ter nascido sem o pai dela estar presente.— Minha irmã falou e eu paralisei.

Minha esposa já tinha dado a luz? Como assim? E eu?

Meu Deus, por que eu não voltei para casa mais cedo?

− Edward?

− Eu estou indo para o hospital. Bella vai me matar se eu perder o nascimento da nossa filha.

− Sim. Ela vai te matar. Repetia isso a cada contração. Então, sugiro que você corra, Edward. Voe até o hospital. Depressa. — Minha irmã falou e eu nem me despedi. Desliguei o telefone e corri para o carro.

Minha filha, a filha linda que Bella e eu fizemos juntos estava nascendo e eu precisava chegar ao hospital antes que isso acontecesse, ou eu seria um homem morto.

Um homem feliz, um pai realizado e um defunto.