Capítulo 44

Pov. Edward

− Prontos para saber o sexo do bebê? – A Dra. Clay nos perguntou e eu engoli em seco, olhando para a tela da TV sem conseguir decifrar o que àquelas imagens sombreadas significavam. Eu só sabia que ali estava o meu bebê e que daqui há alguns minutos eu saberia se teria mais um filho ou filha.

− Vai ser uma menina. Já tenho uma lista imensa de nomes. – Mia falou animada e Bella sorriu, piscando pra mim. Graças aos céus nossa filha já estava totalmente conformada e ansiosa pela chegada do bebê.

Estávamos na época das apostas; Tommy e eu queríamos um menino para equilibrar nosso time que já estava em desfalque. Mia e Sofia queriam uma menina para fortalecer o time delas. E Bella estava neutra. Ela preferia com saúde, mantendo o discurso típico da maioria das mães, enquanto se divertia com nossas apostas e disputas.

− A mamãe acha que é o que? – A médica perguntou e Bella sorriu, trocando um olhar com Sofia.

− Prefiro não dizer. Minha família está apostando o sexo, Dra. Clay. Eu tenho um palpite, mas prefiro guarda-lo pra mim até que ele se confirme, ou não.

− E você, papai? Tem algum palpite?

− Menino. Na verdade é o que eu quero que seja, caso contrário, Tommy e eu estaremos em desvantagem em casa. – Eu respondi divertido e a médica riu, posicionando o aparelho sobre o ventre dilatado da minha esposa, que já estava melecado com um gel transparente. Bella acabara de entrar no sexto mês de gravidez, mas o bebê ainda não quisera se revelar pra gente. Sugeri uma sexagem fetal, mas minha esposa queria descobrir o sexo do nosso bebê do jeito tradicional, matando a todos nós de ansiedade no processo.

− Então vamos ver se esse pequeno ou pequena colabora com nossa curiosidade hoje. Bella, você vê alguma coisa? – A Dra. Clay perguntou a minha esposa que assentiu, olhando para a tela emocionada.

− Vejo. Mas, eu prefiro que você confirme. Afinal, nesse momento eu sou a mãe e paciente e não a médica.

− Certo, certo... Então, tenho a satisfação de dizer que o time feminino da família Swan-Cullen vai ganhar mais um membro. Bella está grávida de uma menina. – A Dra. Clay declarou e eu sorri largamente, sentindo meus olhos marejados por conta da emoção. Eu teria uma filha. Uma filha linda que seria parecida com a mãe assim como Sofia e que me mataria de amores, de ciúme e preocupação.

− Eba! Uma irmãzinha! Eu sabia, eu sabia. – Mia comemorou, abraçando Sofia com entusiasmo e eu ri, indo até minha esposa e beijando seu rosto, que estava banhado por lágrimas.

− Uma menina, hein! Obrigada, amor. Tenho certeza de que ela será tão linda e perfeita como você. E mesmo que o time masculino esteja em maior desvantagem agora, eu não poderia estar mais feliz. Eu te amo! – Eu declarei, beijando seus lábios e ela sorriu, acariciando meu rosto de leve.

− Eu também te amo e estou muito feliz por tê-lo ao meu lado nesse momento, amando e desejando nossa filha.

− E quanto ao meu irmão? Eu quero um menino. – Tommy protestou divertido e nós rimos.

− Se você nos der um pouco mais de tempo podemos produzir um menino também. – Eu falei, piscando para meu filho que revirou os olhos, enquanto eu levava um golpe da minha esposa, que me encarou rubra.

− Edward Cullen, nós não estamos sozinhos. – Ela murmurou zangada e a Dra. Clay riu.

− Não se preocupe, Bella. Eu não ouvi nada. – A Dra. Clay falou divertida e Bella bufou, voltando a encarar a tela da TV. – Bem, e quanto ao exame, a bebê está ótima. Peso ideal, tamanho certo e sem nenhum problema congênito. Como estão os enjoos?

− Sumiram, graças aos céus. Mas, eu tenho me sentido muito cansada. Minha vontade é dormir o dia todo. – Bella falou e a médica sorriu, entregando um papel a minha esposa para que ela limpasse o gel em sua barriga.

− Isso é normal. Todavia, recomendo que você diminua um pouco o ritmo de trabalho. A Dra. Cooper vai me matar por dizer isso, mas eu não acho que seja prudente você assumir plantões muito longos nesse estágio da gravidez.

− Vou cuidar para que ela não trabalhe tanto, Dra. Clay. – Eu afirmei e Bella revirou os olhos, mas acabou sorrindo pra mim. Nós já tínhamos tido algumas discussões sobre ela parar de trabalhar até o nascimento do bebê. Mas, minha esposa era teimosa e amava aquele hospital, afirmando que só entraria de licença no dia do parto.

− Eu também vou ajuda-lo na tarefa, papai. Vamos manter a mamãe e a nossa bebezinha em segurança até que ela nasça. – Sofia falou e eu pisquei para ela, sabendo que poderia mesmo contar com a minha princesa para me ajudar a controlar os excessos da minha tão teimosa e amada esposa.

Depois que saímos do hospital, fomos a um restaurante italiano localizado em Santa Mônica para comemorar a descoberta do sexo do bebê. Alice, Jasper e Lara se juntaram a nós.

− Rosalie e Emmett não vieram por quê?

− Os pais de Emmett estão em Los Angeles. Segundo minha irmã, eles precisam pajear os velhos. Mas, vamos fazer um almoço de comemoração para todos. A chegada de mais uma garotinha nessa família precisa ser muito festejada. – Eu respondi a Alice que sorriu e voltou a se concentrar em sua lasanha.

− Papai, Sofia e eu preparamos uma lista de nomes para nossa irmãzinha. Ontem à noite, selecionamos os preferidos, mas antes de apresentá-los a vocês, gostaria de testar outras possibilidades. – Mia se pronunciou, já na hora da sobremesa e eu sorri.

− Vá em frente. – Eu incentivei e ela sorriu, abrindo sua imensa lista, da qual Bella e eu já havíamos vetado alguns nomes.

− O que você acha de Emma? – Mia me perguntou e eu fiz uma careta. Emma era o nome de uma antiga namorada. Então, de jeito nenhum.

− Acho que não. – Eu falei e ela bufou, passando para o próximo nome.

− Julie. – Ela falou e eu neguei com um gesto de cabeça. Julie Preston havia sido meu primeiro beijo. Não poderia ter uma filha com aquele nome.

− Não. – Eu respondi e ela bufou.

− Você não gostou de nenhum dos nomes que eu escolhi. Não vou mais pedir sua opinião. Mamãe e eu vamos decidir. Sem você. – Mia falou brava e eu ri, beijando o topo da sua cabeça.

− Ainda temos tempo para decidir, amor. Não se afobe. Quando encontrarmos o nome perfeito nós saberemos. – Eu falei e ela revirou os olhos, voltando a analisar sua imensa lista de nomes e grifando àqueles que eu havia vetado.

Depois do jantar, seguimos para nossa casa e eu não fiquei nada contente quando, após colocar Mia na cama e sair para o corredor, me deparei com Tommy entrando no quarto de Sofia.

− Vai onde, rapaz?

− Pegar meu fone que a Sofia roubou. Não vou dormir com ela. Sei bem quais são as regras. – Ele respondeu e eu bufei, olhando-o sério.

− Acho bom mesmo. As regras existem também para preservá-los. Você e Sofia vivem em uma situação atípica. São namorados e moram na mesma casa. Estão juntos praticamente vinte quatro horas por dia, pois também frequentam a mesma escola. Bella e eu não queremos que vocês tenham uma vida de casados antes da hora. Vocês são adolescentes e precisam viver e se comportar como tal.

− Eu sei, pai. Mas, de verdade, eu só quero o meu fone. Morar na mesma casa também significa que a namorada tome posse das suas coisas. Ela está com o meu fone há semanas. Guarda toda a mesada e usa minhas coisas. – Ele resmungou e eu ri, bagunçando seus cabelos.

− Vou providenciar um fone para Sofia. Fique tranquilo. E não demore a ir dormir, pois amanhã tem aula.

− Pode deixar, velho. Boa noite! – Ele falou e eu beijei sua testa, seguindo para o meu quarto. Minha esposa me esperava nua.

− Que é isso, mulher? Vista uma roupa. – Eu falei divertido e ela sorriu, me encarando provocante.

− Pensei que gostasse de me ver nua.

− Eu adoro. Se não fossem por nossos filhos, eu proibiria o uso de roupas nessa casa. – Eu gracejei e ela revirou os olhos, me entregando um vidro de creme.

− Eu estou com dores nas costas. Acho que mereço uma massagem, afinal de contas carrego sua filha no ventre.

− Claro que merece. Deite-se. – Eu falei, trancando a porta e me ajoelhando na cama para começar a massagem, enquanto ela apoiava-se nos travesseiros, para que a barriga ficasse bem acomodada. Comecei a massagem com movimentos circulares em suas costas.

− Hum... Isso! Minhas costas estavam queimando o dia todo.

− Só não geme assim, ou eu vou desistir dessa massagem e te atacar. – Eu avisei e ela riu, me olhando por cima dos ombros.

− Depois da massagem você deve mesmo me atacar, marido. Já faz alguns dias que não fazemos amor.

− Eu estou pensando em seu conforto, amor. Não sei de que forma a gravidez afetou seu corpo e sua libido.

− Bom, segundo Mia eu estou gorda. Então, a gravidez afetou o meu corpo assim. Mas, minha libido continua cem por cento. Sou uma mulher insaciável. – Ela declarou e eu ri, me abaixando sobre seu corpo e beijando seu pescoço de leve.

− Adoro que você seja insaciável. Mas, você não está gorda. Está linda.

− Concordo com você sobre estar linda. Eu realmente me sinto assim. Acho que a gravidez desperta e realça a beleza feminina de um jeito diferente. Mas, eu realmente estou gorda. Tenho até peitos, agora. – Ela debochou do seu busto diminuto e eu ri, continuando concentrado na massagem.

− Seus peitos sempre foram lindos e na medida certa para as minhas mãos e lábios. Mas, você não está gorda. Está gostosa, linda e quente. Tentadora para resumir.

− Você me deixa lisonjeada com suas palavras, amor. Obrigada!

− Só estou sendo sincero.

− O que você mais gosta em mim? O que te chamou a atenção no meu perfil do Tinder e no nosso primeiro encontro? – Ela me perguntou e eu fiquei pensativo por alguns segundos, enquanto continuava massageando-a.

− Seu sorriso em primeiro lugar. No perfil do Tinder parecia misterioso e confiante e me atraiu de cara. Quando nos encontramos no restaurante, eu fui contagiado por sua alegria, entusiasmo e inteligência. E claro que sua beleza me nocauteou no momento em que coloquei os olhos em você. – Eu declarei e ela sorriu, me olhando por cima do ombro.

− Minha beleza te nocauteou? Isso é ainda mais lisonjeiro. Você sabe como usar as palavras, senhor advogado. – Ela falou divertida e eu ri.

− Preciso sustentar minha família, Dra. Swan. Aliás, quando você deixará de ser a Dra. Swan para se tornar a Dra. Cullen? – Eu perguntei e Bella fez uma careta.

− Dra. Cullen é a sua mãe, amor. Eu serei sempre a Dra. Swan. Mas, só no hospital. Fora dele eu sou e sempre serei sua. A sua Sra. Cullen. – Ela falou e eu sorri, me inclinando sobre seu corpo e beijando seu rosto.

− Isso é muito bom de ouvir, esposa. Aliás, como estão suas costas?

− Melhor. Acho que agora já podemos fazer amor. – Ela falou e eu ri, libertando-a da pressão do meu quadril para que ela pudesse virar de frente pra mim.

− Vou fazer outro tipo de massagem em você agora. – Eu falei com a voz rouca de desejo, olhando para seu corpo deliciosamente nu e ela sorriu safada.

− Esse é o meu tipo favorito de massagem.

− Eu sei. E esse também é um dos motivos pelos quais eu te amo.

− Está esperando o que, então? Já estou ficando impaciente! – Bella reclamou e eu sorri, iniciando minha segunda sessão de massagem daquela noite. E foi uma ótima sessão.

Dormimos abraçados depois do banho e, para variar, acordamos atrasados no dia seguinte.

Mia já estava de plantão em nossa porta.

− Papais e mamães não deviam se atrasar. Eles deviam ser responsáveis e pontuais. – Ela reclamou e eu revirei os olhos para o seu mau humor.

− Somos responsáveis quase sempre, Mia. Agora, desce e toma o seu café enquanto eu me troco. Em dez minutos saímos para a escola. – Eu ordenei e ela bufou, mas fez o que eu pedi.

− Eu não vou ao hospital hoje. Tenho uns exames para fazer em um centro médico no centro de Los Angeles. Alice vai me acompanhar.

− Eu queria te acompanhar, mas tenho umas dez audiências hoje e como os pais de Emmett estão na cidade ele não vai trabalhar o dia todo.

− São apenas exames de rotina, amor. Fique tranquilo. O importante é que ontem, no dia da ultrassonografia, você estava conosco.

− Sim. Agora só precisamos escolher o nome. Mia tem muitas sugestões. – Eu falei divertido e Bella riu.

− Claro que tem. Vou analisar as sugestões da loirinha depois da escola. Agora, vá de uma vez antes que você se atrase mais. Vou ligar para sua secretária e pedir que ela prepare algo para o seu café da manhã, já que você não terá tempo de comer.

− Obrigada, amor. Tenha um excelente dia. E qualquer coisa, me ligue.

− Pode deixar. Nós te amamos. – Bella falou, referindo-se a ela e à nossa filha, e eu sorri, beijando-a.

− Eu também amo vocês. Mais do que minha própria vida.

Depois de beijar minha esposa linda mais algumas vezes, desci apressado e reboquei meus filhos até o carro. Conseguimos chegar à escola em menos de vinte minutos e, graças aos céus, meu trio amado não chegou tão atrasado.

Quando cheguei ao escritório, Andrea já me esperava com um copo de café e queijo quente, aos quais eu agradeci com um sorriso.

Revisei meus processos e, as dez em ponto, eu estava no fórum para o início das minhas audiências.

Na hora do almoço liguei para minha esposa e ela me garantiu que estava tudo bem com ela e com nossa filha.

Mas, quando cheguei em casa na hora do jantar não encontrei um cenário tranquilo e harmonioso. Algo grave havia acontecido. Estava estampado no rosto de cada um deles.

− Gente... O que houve? – Eu perguntei preocupado e quando Sofia me encarou com os olhos vermelhos, eu procurei imediatamente meu filho com o olhar. O que àquele garoto havia aprontado?

− Eu não fiz nada, pai. – Tommy se defendeu, erguendo as mãos em minha direção e eu bufei, estreitando os olhos em sua direção.

− Por que Sofia está chorando, então?

− Edward... Jacob morreu. – Bella falou e eu prendi a respiração, encarando-a assustado.

− Morreu? Como assim?

− Morreu morrendo, papai. E Sofia acha que a culpa é dela. – Mia falou e eu suspirei, deixando minha pasta sobre o sofá vazio e me ajoelhando em frente à Sofia.

− Por que seria sua culpa, meu amor? Você nem teve contato com ele.

− Ele foi assassinado por agiotas, Edward. Quando Jacob me procurou, ele queria apenas uma certidão para que isso não acontecesse. Mas, eu me neguei a fazer o que ele pediu e agora Jacob foi assassinado. – Ela falou com a voz embargada e eu suspirei, beijando suas mãos e fazendo com que ela me encarasse.

− Amor, Jacob conseguiu receber a herança do pai sem a sua certidão de nascimento. Os advogados que trabalham pra mim garantiram isso. Portanto, se ele foi morto por dever para agiotas a culpa não é sua, meu anjo. Você não tem nada a ver com isso. – Eu expliquei e ela fungou, limpando suas lágrimas com as costas das mãos.

− Eu quero ir ao funeral. Vê-lo pela última vez. Mesmo que nós não tenhamos nos relacionado, Jacob Black é o meu pai biológico. Eu preciso me despedir dele. – Sofia falou e eu respirei fundo, trocando um olhar com Bella, que assentiu pra mim.

− Certo. Você tem esse direito. Vamos todos para Forks, então. Vamos todos para o funeral do seu pai. Somos uma família e devemos permanecer juntos em momentos como esse. – Eu afirmei e Sofia sorriu de leve, jogando-se nos meus braços.

− Obrigada, papai. Obrigada por me entender. – Ela murmurou e eu sorri, beijando seus cabelos. Eu adorava ouvi-la me chamar de papai. Era isso que eu era. Era assim que eu me sentia e, portanto, faria tudo para que àquela garota fosse plenamente feliz. E se para isso ela precisava participar do funeral do seu pai biológico, assim seria.

**********

Pov. Bella

Estar de volta a Forks era estranho. Já fazia muitos anos que eu não voltava à pequena e chuvosa cidade do estado de Washington na qual eu passara toda minha infância e adolescência e da qual eu saíra com Sofia nos braços prometendo nunca mais voltar.

As pessoas, mesmo depois de tantos anos, sabiam quem eu era, pois por onde eu passava elas faziam questão de me encarar, até que eu as olhasse de volta, obrigando-as a desviar o olhar.

E eram coisas assim que me faziam lembrar o porquê de eu odiar cidades pequenas.

− Tudo bem? – Edward me perguntou pela vigésima vez naquele dia e eu revirei os olhos, encarando-o.

− Está, Edward. Sem enjoo, dor de cabeça, ou qualquer outro incômodo. Nossa filha e eu estamos ótimas. Na verdade, minha única preocupação no momento é Sofia. Ela nunca teve contato com a família do pai. Deixa-la frente-a-frente com os Black me preocupa.

− Quem vamos enfrentar?

− As irmãs, Rebeca e Rachel e a mãe Sarah. Tem também alguns primos e tios de segundo grau.

− Não me parece tão difícil assim. Além do mais, estaremos com ela o tempo todo. Tommy também.

− Meus pais vão ficar com Mia. Não a quero em um funeral. – Eu afirmei e Edward assentiu. Estávamos em um café no centro de Forks esperando que Charlie viesse nos buscar, já que a única locadora de carros da cidade estava fechada devido à morte de Jacob Black. O dono era primo dele.

Havíamos viajado a noite toda e eu estava exausta, mas jamais diria isso a Edward, ou ele me obrigaria a dormir o resto do dia.

− Até agora eu não acredito que àquele taxista não tenha nos deixado na casa dos seus pais. – Edward reclamou e eu fiz uma careta, tomando mais um gole do meu chá.

− Ele nos deixou na locadora de carros como pedimos inicialmente. Não podíamos imaginar que estaria fechada e que ele se recusaria a estender o percurso.

− É por essas e outras que eu amo viver em Los Angeles. – Edward resmungou e eu ri.

Quando Charlie chegou, fomos direto para casa dos meus pais. De viatura. Mia achou um máximo. Edward riu. Tommy também. Sofia e eu, que já estávamos acostumadas àquela situação, apenas suspiramos e nos apertamos dentro do veículo.

Minha mãe nos esperava com o café da manhã e depois de comermos nos arrumamos para o funeral.

− Tem certeza que vocês querem fazer isso? Ainda dá tempo de desistirem. – Renée falou e eu suspirei, ajeitando o casaco de Sofia, que estava muda desde que chegamos.

− Sofia quer se despedir de Jacob, mãe. Acho que é necessário para que ela possa seguir em frente e deixar os Black para trás de uma vez por todas.

− Bem... Se é assim, vão mesmo. Deixar o passado para trás é o que realmente precisamos, às vezes. – Renée falou, olhando para Sofia de esguelha, que devolveu o olhar para avó sem proferir uma única palavra.

Fomos para o funeral na viatura de Charlie.

Quando chegamos a La Push, eu senti meu corpo estremecer. Fazia mais de dezesseis anos que eu não ia até ali e voltar para o funeral de Jacob me parecia algo extremamente mórbido.

− Tem certeza de que quer fazer isso? – Edward me perguntou e eu assenti, me agarrando a mão dele.

− Sofia? – Eu chamei pela minha filha que respirou fundo e se agarrou a mão de Tommy enquanto me encarava por uns segundos.

− Eu estou bem. Vamos fazer isso de uma vez. – Ela falou e eu assenti, andando até o galpão onde o funeral estava acontecendo.

Todos se viraram para nos olhar no momento em que entramos e eu prendi a respiração por um momento. As pessoas pareciam surpresas por me ver ali. E pareciam muito assustadas ao olhar para Sofia. A menina que Jacob e os Black rejeitaram e que agora estava ali para confrontar seu passado e seguir em frente sem culpa, medo ou dor.