Capítulo 40

Pov. Bella

Eu iria morrer. Não era possível sentir um enjoo como o que eu estava sentindo e continuar vivendo. Meu estômago não parava de dar voltas e minha garganta estava ardendo de tanto vomitar. Nada mais parava na droga do meu estômago e isso só podia significar que eu havia desenvolvido uma doença grave. Ou isso, ou meu humor horrível estava afetando meu corpo mais do que eu gostaria.

Cuspi o resto do meu café da manhã no vaso sanitário e saí da repartição do banheiro, dando de cara com Suzana Cooper, que me olhava de um jeito nada amigável.

− Eu prezo muito a saúde e o bem estar da minha equipe. Gostaria que meus médicos tivessem a mesma consideração que eu com sua própria saúde e procurassem por ajuda quando necessário. – Ela falou, enquanto eu lavava a boca pela enésima vez naquele dia e eu revirei os olhos.

− É só um mal-estar, Suzana. Não vou morrer só por causa de uma dor de estômago. – Era o que eu esperava, pelo menos.

− Não podemos saber, Dra. Swan. Você não procura um médico. Já faz dias que está passando mal e continua ignorando esse fato, como se vomitar cinco vezes ao dia fosse algo absolutamente normal.

− Você contou? – Perguntei incrédula e ela bufou, me fuzilando com o olhar.

− É apenas uma estimativa, Dra. Swan. – Ela declarou e eu bufei, me recostando na pia para poder encará-la.

− Suzana, eu estou bem. Acho que esse vômito todo é devido aos últimos acontecimentos. A volta de James, a quase prisão de Edward, o resfriado de Mia, a ida de Tommy para Harvard, a tristeza de Sofia... Tudo isso tem me afetado mais do que eu gostaria.

− Então, vou te encaminhar para a terapia, Bella. Afinal, alguma coisa tem que ser feita contra essa sua ansiedade exagerada e a respeito desses vômitos constantes. Aliás, será que você não está grávida? – Ela perguntou e eu neguei com um gesto de cabeça.

− Não. Eu tomo pílula. Além disso, Edward e eu combinamos de esperar um pouco mais para ter filhos por causa de Mia. Não quero que ela se sinta rejeitada logo agora que tem uma mãe.

− Bem, se é assim, procure um gastro ou um psiquiatra, mas cuide desses vômitos ou serei obrigada a demiti-la. – Suzana falou e eu revirei os olhos para seu exagero, acompanhando-a até a sala dos monitores, onde alcancei uma maçã e me sentei para poder saboreá-la. Maçã era aceitável. Inclusive, eu estava vivendo apenas de maçã e água ultimamente.

Fui para casa no começo da noite e quando cheguei lá me deparei com um casal de adolescentes se agarrando no meu sofá. Bufei com a cena e bati porta de propósito ao entrar.

− Quando mesmo você vai para Harvard, Tommy? – Eu perguntei, jogando minha bolsa ao lado deles, que se separaram rapidamente assim que escutaram a porta bater.

− Ansiosa para se livrar de mim, mamãe? – Ele gracejou, tirando Sofia do seu colo e eu revirei os olhos, me sentando de frente para eles.

− Vai ser bom separá-los um pouco. – Eu resmunguei e minha filha riu, vindo sentar-se em meu colo.

− Você está visivelmente estressada, mamãe? O que houve? Problemas no hospital? – Sofia me perguntou preocupada e eu suspirei, deitando minha cabeça no encosto do sofá e fechando os olhos por um momento.

− Não houve nada, amor. Está tudo ótimo no hospital, tirando o fato de a Dra. Cooper estar pegando no meu pé ultimamente. – Eu falei com uma careta e Tommy e Sofia riram. − Acho que, na verdade, eu estou sofrendo de algum transtorno de ansiedade por tudo o que eu vivi nos últimos tempos. Meu estômago também não está legal. Portanto, eu estou ansiosa, estressada, enjoada e depressiva... – Eu respondi, contendo com muito esforço a vontade de chorar e Sofia ficou me encarando por longos segundos, como se estivesse escolhendo as palavras que me diria a seguir.

− O que acha de um terapeuta, Dra. Swan? Conversar vai ser bom.

− Suzana me disse a mesma coisa. Mas, eu não sei se tenho paciência para manter um monólogo com um desconhecido. Acho que só as Maldivas resolveriam o meu problema. – Eu falei emburrada e Sofia riu, beijando meu rosto.

− Eu sempre fui uma excelente ouvinte. Tommy pode cuidar do jantar enquanto você e eu temos um momento de mãe e filha. Vamos lá... Vou te preparar um banho bem gostoso e aí você pode desabafar enquanto saboreia uma taça do seu vinho favorito. – Sofia ofereceu e eu sorri verdadeiramente pela primeira vez no dia. Àquela garota sabia mesmo como me agradar.

Subi com ela em meu enlaço e depois de alguns minutos, eu estava curtindo um delicioso banho de banheira e conversando com a minha filha linda, enquanto curtia uma taça do meu vinho branco favorito.

− Pode começar a falar. Sou toda ouvidos. – Sofia ofereceu e eu suspirei, encarando-a com um sorriso triste nos lábios.

− Não tenho nada para falar, amor. Eu estou estressada sem nenhum motivo aparente. Na verdade, como eu disse, acho que o meu estado emocional delicado é devido a tudo o que aconteceu. Essa é a única explicação, pois, eu não tenho nenhum motivo agora para estar me sentindo tão estressada e deprimida. – Eu constatei e Sofia assentiu, sentando-se à borda da banheira e começando a massagear meu couro cabeludo.

− É... Agora não. Mas, passamos por poucas e boas nos últimos tempos. – Minha filha murmurou e eu concordei.

− Sim. Desde o aparecimento de Jacob eu sigo estressada. Depois teve toda àquela história com Renée, o atentado que você sofreu, sua experiência de quase morte e James como a cereja estragada do bolo. Isso tudo me deixou com os nervos a flor da pele.

− Eu te entendo, mãe. Foram acontecimentos terríveis. Mas, já é hora de esquecermos de tudo isso. Estamos bem agora. Aliás, estamos bem desde que Edward entrou em nossas vidas. Se não fosse essa história de Tommy e Ethan estarem indo morar em outro estado, tudo estaria perfeito. – Sofia falou triste e eu expirei, me virando de frente pra ela e tocando seu rosto com carinho.

− Faltam alguns meses ainda, amor. Aproveite esse tempo para curtir o seu namorado sem se lamentar pela ida dele para Harvard. Afinal, ele estará indo para a universidade realizar um sonho.

− Eu sei. Mas, vai ser muito difícil ficar longe dele. Ainda mais agora que estamos juntos diariamente.

− Juntos até demais para o meu gosto. – Eu resmunguei e ela revirou os olhos.

− Mãe, Tommy e eu estamos apaixonados. É difícil nos mantermos afastados um do outro. Além do mais, não estamos fazendo nada de errado. Beijos e abraços são constitucionalmente aceitos. Ou não? – Ela me perguntou e eu bufei, encarando-a mal-humorada.

− São, Sofia. Meu medo é a evolução dessas carícias para outras proibidas para menores de idade.

− Eu estava pensando sobre isso... – Ela falou e eu a encarei assustada.

− Em que? Carícias proibidas?

− É. Mãe, Tommy vai para Harvard e vai conhecer uma infinidade de garotas lindas e interessantes. A gente não transa. E se ele se interessar por outra garota? Se quiser fazer sexo com outra garota porque não pode fazer comigo?

− Amor... Esses não são motivos para que você e Tommy iniciem uma vida sexual. Você não deve se entregar a um garoto por medo de que ele faça sexo com outra pessoa. Além disso, você acabou de afirmar que vocês estão apaixonados. Pessoas apaixonadas não traem, não são inseguros com relação ao parceiro e não se entregam por motivos errados. – Eu falei e ela estalou a língua, me encarando confusa.

− Você me disse que eu saberia o momento de me entregar a Tommy, mas eu estou cada vez mais confusa.

− O que prova que você não está pronta, amor. Se você tivesse certeza de que quer transar com o seu namorado não haveria confusão.

− É... Pensando por esse lado você tem razão. Aliás, você sempre tem razão em tudo. É por isso que é a melhor mãe do universo. – Ela falou, beijando meu rosto e eu sorri, retribuindo seu carinho.

Depois do banho, Sofia e eu descemos para ajudar Tommy com o jantar. Edward e Mia, que estava no balé, chegaram varados de fome. Comemos em meio às histórias do meu marido e de Mia, que me deixou com a pulga atrás da orelha ao me contar que sua professora de balé, a tal Emily, perguntava de Edward em todas as oportunidades.

− Ah, é, amor? Ela pergunta sempre do papai? – Eu perguntei a Mia, usando toda a ironia que existia em mim e ganhando um revirar de olhos do meu marido.

− Sim, mamãe. E mesmo eu dizendo que o papai está casado, ela continua perguntando. Candyce me disse que, segundo o tio Emmett, a professora Emily quer entrar nas calças do papai. – Mia falou e Edward se engasgou com a comida, assim como Tommy e Sofia. Eu por outro lado, caí na gargalhada. Eu sabia que devia repreendê-la, mas os comentários de Mia eram, na maioria das vezes, hilários e oportunos.

− Mia Denali Swan Cullen! Isso não é algo que possa ser dito por aí. – Edward falou bravo, após se recuperar do engasgo, e eu ri mais ainda. – Isabella, quer, por favor, parar de dar risada? Isso é sério!

− Desculpe. Eu não consigo. – Eu falei, enxugando com as costas das mãos as lágrimas que se acumulavam em meus olhos e Sofia se apressou em me estender um guardanapo.

− Porque a mamãe está rindo? O que tem de engraçado na professora Emily querer entrar nas suas calças, papai? – Mia perguntou inocentemente e eu voltei a gargalhar, ganhando olhares preocupados de Sofia, Tommy e Edward.

− Mia, vai para o seu quarto. – Edward ordenou e Mia o encarou magoada.

− Eu estou encrencada?

− Tommy, suba com sua irmã e explique porque ela não deve repetir por aí as bobagens que seu tio Emmett inventa. – Edward falou e Tommy assentiu, levando Mia para o andar de cima, enquanto eu continuava rindo, sem conseguir me conter. Minha barriga já estava doendo, mas a vontade de rir era maior do que eu. – Amor... Amor, olha pra mim. Já chega de rir, por favor. – Edward pediu e eu o encarei, respirando fundo para tentar conter o riso e falhando miseravelmente.

− Mamãe, chega. Por favor! – Sofia pediu e, ao ouvir uma ponta de desespero em sua voz, eu fiz esforço para me controlar e, sem mais e nem menos, comecei a chorar. – Mãe? Porque você está chorando?

− Eu não sei... – Eu murmurei, debruçando sobre a mesa e, depois de uns minutos, Edward me pegou nos braços, me levando para o nosso quarto e me depositando sobre a cama.

− Amor, olha pra mim? – Ele pediu e eu o encarei, enquanto lágrimas escorriam por meu rosto. – O que deu em você?

− Eu não sei. Estou com os sentimentos à flor da pele. Nem eu estou me entendendo. – Eu murmurei com a voz rouca e ele suspirou, deitando-se ao meu lado e me puxando para o seu peito.

− Eu estou seriamente preocupado com a sua sanidade. Sofia também. Acho que você está precisando desacelerar.

− Está me chamando de louca, Cullen? – Eu perguntei emburrada e ele riu, beijando minha testa.

− De médico e louco todos temos um pouco. Mas, não. Não estou te chamando de louca. Mas, eu acho sinceramente que você está precisando de um tempo para si. Foram muitos acontecimentos e mudanças e acredito que você não está dando conta. Tenho medo de que você acabe surtando de verdade. Além disso, Suzana me contou que você tem andado ansiosa e passando muito mal durante o expediente. O que só reforça a ideia de que você precisa de férias. – Edward falou e eu bufei, querendo esganar minha chefe por ter me dedurado para meu marido.

− Suzana não devia ter dito nada... – Eu resmunguei e Edward suspirou.

− Claro que devia. Ela sabia que você não me contaria sobre os vômitos para não me preocupar. Mas, o que está acontecendo, Bella? É algo grave? – Ele me perguntou preocupado e eu suspirei, tocando seu rosto com carinho.

− Não. Só estou ansiosa. Mas, para te deixar tranquilo, vou fazer uns exames e tirar umas férias. Eu não iria com vocês para Boston, pois ficaria de plantão no Natal e no Ano Novo, mas vou pedir esses dias para descansar e curtir minha família. – Eu prometi e ele sorriu, beijando meus lábios com carinho.

− Obrigada, amor. Ficarei mais tranquilo sabendo que você está cuidando da sua saúde. E, para deixar uma adolescente mais tranquila também, vou pedir que Sofia fique com você enquanto eu converso com Mia sobre o comentário desnecessário sobre Emily e eu essa noite. – Edward falou e eu bufei, encarando-o irritada.

− Não existe Emily e você, Cullen. Você está proibido até de pensar nisso. – Meu ciúme declarou e Edward riu, beijando meus lábios.

− Certo. Nada de Emily e eu. Agora, fique aqui com Sofia enquanto eu vou cuidar da nossa loirinha e sua boca sem travas.

Depois que Edward saiu, eu passei um tempo com minha filha, que também estava preocupada com a possibilidade de eu estar enlouquecendo.

− Eu estou bem, filha. Foi só um surto. Eu precisava daquilo. Estou me sentindo bem melhor agora.

− Você está incoerente, mãe. Está pior que mulher grávida. – Ela resmungou e eu ri, mas comecei a cogitar àquela possibilidade.

Depois que coloquei meus filhos na cama, fui até meu banheiro e verifiquei minha cartela de anticoncepcionais, constatando que havia algumas falhas. Pílulas tinham sido esquecidas em alguns dias e isso poderia significar sim uma gravidez.

Afinal, eu tinha uma vida sexual bem ativa e nenhum método contraceptivo era cem por cento seguro. Eu estava ansiosa, deprimida, faminta, enjoada e sonolenta. Eram sintomas claros. Portanto, eu podia sim estar grávida e, no dia seguinte, eu faria um exame.

Mas, no dia seguinte eu me acovardei. Cheguei a coletar sangue, mas não tive coragem suficiente para levar o tubo até o laboratório, sendo que o dia terminou com aquela dúvida martelando na minha cabeça.

Passei na escola para buscar Mia e, no caminho de casa, parei em uma farmácia para comprar testes de gravidez.

− Quem está grávida? – Mia me perguntou, olhando para os testes com curiosidade e eu dei de ombros, enquanto pagava pelas minhas compras no caixa.

− Ninguém. É para um trabalho de escola da sua irmã. – Eu respondi e Mia franziu o cenho, mas não me perguntou mais nada.

Assim que chegamos em casa, eu ajudei Mia com os deveres e preparei o jantar e quando Sofia chegou do seu treino de vôlei, acompanhada de Tommy, eu a reboquei até o banheiro mais próximo.

− Faça xixi nesse palito. – Eu falei, entregando o teste a ela, que arregalou os olhos, me olhando assustada.

− Mãe, eu e Tommy não... Eu... Mãe, eu não estou grávida. – Ela falou e eu revirei os olhos, olhando-a com exasperação.

− Eu sei, Sofia. Por isso que eu quero que você faça xixi nesse palito. Vamos comparar o seu teste com o meu. – Eu expliquei e ela me encarou ainda mais assustada.

− Você está grávida?

− Vamos descobrir agora. Faça xixi nesse palito de uma vez. – Eu ordenei e ela bufou, mas fez o que eu pedi.

Eu também fiz xixi no outro palito, etiquetando nossos bastões e entregando-os a ela.

− Agora, você os leva para o seu quarto e espera pelo resultado.

− Eu? Por que eu? – Sofia perguntou indignada e eu bufei.

− Porque eu estou mandando, Sofia. Só por isso. Agora vai. – Eu ordenei e ela saiu do banheiro resmungando algo que eu não fiz questão de entender.

Fui para o meu quarto e tomei um banho, mal contendo minha ansiedade em saber o resultado dos testes. Seria maravilhoso estar grávida, mesmo sabendo que Edward e eu enfrentaríamos uma pequena batalha para que Mia aceitasse o novo irmãozinho ou irmãzinha. Todavia, ter um filho de Edward, amado, desejado e cuidado pelo pai, seria a realização de um grande sonho que eu não pude viver com Sofia.

Saí dos meus devaneios quando ouvi gritos vindos do corredor e corri apressadamente para fora do meu quarto, me deparando com meu marido surtando, enquanto Tommy e Sofia se encolhiam diante da fúria do pai.

− Gravidez? Aos dezesseis e dezessete anos? Vocês ficaram malucos? E desde quando estão transando? E porque não usaram a porra da camisinha? – Edward gritou para os dois, que o encararam amedrontados, enquanto escondiam os testes atrás do corpo.

Meu marido devia ter ouvido alguma coisa, já que tinha a péssima mania de escutar atrás das portas, e concluído que Sofia estava grávida. Contive a vontade de cair na gargalhada e entrei no quarto, recebendo olhares aliviados de Tommy e Sofia.

− O que está acontecendo aqui? – Eu perguntei e Edward bufou, apontando o dedo para os nossos filhos.

− Está acontecendo que esses dois irresponsáveis vão ser pais. O tanto que a gente falou, Bella. Alertou, orientou... E eles... E eles foram irresponsáveis, imaturos e idiotas a ponto de engravidarem. – Edward falou e Sofia me lançou um olhar de súplica, que me fez rir.

− Deu positivo? – Eu perguntei a ela que assentiu e me entregou os bastões com a cara emburrada.

− O meu não. O seu. – Ela resmungou e eu sorri, olhando para as duas fitas rosa e tentando decidir se eu gritava de felicidade por estar grávida ou desfazia a confusão que minha brilhante ideia de obrigar Sofia a fazer um teste de gravidez causara.

− Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? Porque era pra você estar surtando por nossa filha de dezesseis anos estar grávida. – Edward falou e eu ri mais uma vez, enquanto me virava de frente pra ele.

− Sofia não está grávida, Edward. Eu estou. – Eu falei e meu marido me olhou em choque.

− Como? – Ele murmurou e eu assenti, enquanto lágrimas de felicidade escorriam por meu rosto.

− O teste positivo é meu, Edward. Sou eu que estou grávida. Nós vamos ter um bebê. – Eu falei e, depois de longos segundos, ele saiu de seu estado catatônico, ajoelhando-se a minha frente e me abraçando pela cintura

− Um bebê? Nosso bebê? – Ele murmurou, beijando minha barriga por cima do vestido que eu usava e eu assenti, acariciando seus cabelos.

− Sim, amor. Nosso bebê. Eu não estou doente e nem louca. Eu estou grávida. Por isso as oscilações de humor, crise de risos, choro fácil, sono, ansiedade vômitos e fome. Bebês fazem isso com o corpo da mulher.

− Um bebê? Meu Deus, que felicidade. – Edward falou, como se ainda não acreditasse em minha gravidez, e eu sorri, enquanto desviava minha atenção para Sofia, que chorava emocionada nos braços de Tommy.

Minha garotinha sempre quisera um irmão. Naquele momento, eu estava realizando um sonho dela também.

− Parabéns, Bella. Um bebê é uma notícia maravilhosa. – Tommy falou e eu pisquei para ele, estendendo os braços para que Sofia viesse até mim.

− Não chore, amor. É uma notícia para ser comemorada. Principalmente porque não é você que está grávida. – Eu gracejei e ela revirou os olhos, fungando enquanto me abraçava com força.

− A notícia é ótima, mamãe. Estou chorando de pura felicidade. Eu sempre quis ter um irmãozinho, como você bem sabe. Mas, sua brilhante ideia quase fez com que o papai matasse a mim e ao meu namorado. – Sofia falou e eu ri, beijando sua testa.

− Eu iria matá-los com toda a certeza. Mas, agora me expliquem: porque dois testes? E porque estavam com Sofia? – Edward perguntou e eu suspirei.

− Eu quis apenas ter certeza do resultado. Então, como sei que Sofia não está grávida, pedi que ela fizesse o teste também para que pudéssemos comparar os resultados. Mas, não era para ela ter envolvido Tommy.

− Ele apareceu e me viu com os testes. O que você queria que eu fizesse? Além disso, ele me ajudou a interpretar os resultados. – Sofia explicou e eu revirei os olhos, mas acabei rindo.

Eu estava tão feliz que minha vontade era apenas sorrir. Sorrir para sempre.

− O que importa é que Sofia não está grávida. Bella está. A família Cullen acaba de ganhar mais um membro. – Tommy falou e eu sorri, até olhar para o corredor e ver Mia nos encarando com um olhar magoado.

− Mamãe vai ter um bebê? – Ela perguntou baixinho e todos a encararam temerosos pela sua reação.

Só esperava que minha pequena não se revoltasse. Era uma notícia ótima e tudo o que eu não precisava no momento era de mais problemas.