Capítulo 36

Pov. Edward

Massageei meu pescoço, tentando aliviar a tensão e respirei fundo a fim de espantar o sono incontrolável. Enquanto eu não terminasse a revisão daquele processo não poderia dormir. Amanhã seria um dia importante para o escritório e, de certa forma, para a minha família e eu não podia deixar nenhum detalhe passar despercebido.

As letras estavam se embaralhando a minha frente devido ao sono incontrolável e, depois de muita insistência, quando finalmente eu estava conseguindo me concentrar na leitura de um relatório, ouvi um barulho vindo da escada, seguido de um xingamento baixo. Curioso para saber quem estava de pé às três da manhã, fui até a sala me deparando com Sofia tentando se equilibrar em suas muletas.

− A senhorita não devia estar na cama? – Eu perguntei, me recostando no batente da porta do escritório e ela, que ainda brigava com suas muletas, se virou assustada em minha direção, quase caindo do último degrau da escada.

− Que susto, Edward! – Ela falou, colocando a mão sobre o peito e eu sorri para os seus trejeitos tão idênticos aos da mãe. − São três da manhã. Você também devia estar na cama.

− Eu estou trabalhando. Tenho uma audiência importante amanhã. Qual a sua desculpa? – Eu perguntei divertido e ela suspirou, se apoiando outra vez nas muletas e andando até o sofá.

− Eu estou com dor. Mas, não quero preocupar a minha mãe. Ela tem trabalhado muito. Precisa dormir.

− Sim. É verdade. Ser uma staff tem ocupado muito do tempo dela. Mas, Bella é médica. Ela, melhor do que ninguém, pode cuidar de você para que essa dor passe. – Eu falei suavemente, me sentando no sofá ao lado dela, que suspirou e recostou a cabeça no meu ombro.

− O que eu tenho é dor muscular. O ferimento à bala afetou uma grande região da minha coxa e, agora, a fisioterapia está forçando os músculos e tendões. Não tem muito que minha mãe possa fazer, ao não ser ficar acordada e preocupada comigo. – Sofia falou triste e eu suspirei, beijando o topo da sua cabeça.

− Ela á sua mãe, Sofia. Preocupar-se é o que pais e mães geralmente fazem. Além disso, você deu um baita susto em todo mundo e, principalmente em Bella, que te ama além da própria vida. É natural que agora ela se preocupe mais do que antes.

− Mas, eu não quero que ela fique exausta por minha culpa. Tudo o que eu preciso é de um copo de água e um analgésico. Seria fácil de conseguir se não fossem essas malditas muletas. – Sofia reclamou e eu ri, me levantando.

− Fique aqui que eu pego a água pra você. Seu senso de equilíbrio, como todo o resto, é uma herança da sua mãe. É melhor evitarmos um nariz quebrado às três e meia da manhã. – Eu falei divertido e Sofia revirou os olhos da mesma forma que sua mãe fazia, o que me fez rir.

Voltei com a água e o remédio e me sentei ao seu lado enquanto ela tomava tudo em silêncio.

− Porque aquele garoto fez isso, Edward? Porque ele matou tanta gente? Porque atirou em mim? – Sofia perguntou depois de alguns minutos e sua voz embargada fez com que eu me aproximasse e a abraçasse outra vez.

− Sua mãe não queria que eu lhe dissesse, mas acho importante que você saiba que amanhã é o julgamento dele.

− Amanhã? – Sofia perguntou em um fio de voz e eu assenti.

− Sim. O nome dele é Nikolay Cruz. Ele tem dezessete anos e é acusado da morte premeditada de 22 pessoas. Segundo os laudos médicos, Nikolay tem alguns problemas mentais e sofreu bullying na escola por muito tempo, o que gerou uma depressão grave. Os tiros foram uma forma de vingança. – Eu falei e ela engoliu em seco, me olhando assustada.

− Matar 22 pessoas não é vingança, Edward. O que aconteceu na escola foi um massacre. Eu só não entendo porque ele não me matou também. Nicolay atirava na cabeça das pessoas. Eu o vi fazendo isso. Ele chegou muito perto de mim no momento do tiro e podia ter me acertado na cabeça também. Porque não o fez? – Sofia perguntou confusa e eu dei de ombros, apertando-a contra mim.

− Acho que isso nunca vamos saber, Sofia. Sua mãe não quer que seu nome seja mencionado no julgamento amanhã. Dessa forma, não dá pra perguntar a Nikolay o motivo pelo qual ele não atirou na sua cabeça. Tudo o que podemos fazer é agradecer aos céus por isso. Nenhum de nós teria suportado a sua perda, princesa. – Eu declarei e ela fungou, sorrindo tristemente pra mim.

− Você teria sofrido também? – Ela perguntou em um fio de voz e eu a encarei, tocando seu rosto com carinho.

− Claro que sim. Eu amo sua mãe. Vê-la sofrer a perda da filha seria terrível. E eu amo você também, Sofia. Como a uma filha. Aliás, você é minha filha. Perdê-la seria como perder uma parte de mim. – Eu falei suavemente e ela sorriu pra mim, enquanto grossas lágrimas deslizavam por seu rosto.

− Eu também amo você, papai. – Ela sussurrou e eu sorri, beijando seu rosto e a abraçando com carinho.

Perdê-la realmente teria significado muito sofrimento para mim. Eu sofreria por Bella, pelos meus filhos, pela minha família e por mim, pois eu já amava àquela menina como se fosse realmente minha.

− Você é incrível, Sofia. Ser o seu pai é motivo de muito orgulho. – Eu declarei e ela sorriu mais uma vez, limpando o rosto e me olhando com carinho.

− Não é estranho? Digo, eu sou tecnicamente sua nora. Como posso ser também a sua filha? – Ela perguntou divertida e eu ri.

− O fato de você ser namorada do meu filho só prova que, de um jeito ou de outro, acabaríamos nos conhecendo. Meus pais consideram Emmett e Bella filhos deles. Era assim com Tanya também. Então, não. Não é estranho. Sou seu pai e seu sogro. E isso é duplamente maravilhoso. – Eu declarei e ela sorriu, voltando a se recostar no meu ombro.

Eu tinha que trabalhar. Ainda não havia terminado de revisar o processo que com certeza condenaria em primeira instância Nicolay Cruz pelo massacre realizado na escola dos meus filhos. Mas, estar Sofia e poder conversar com ela era mais importante no momento. Além de fazer bem a nós dois.

− Nicolay vai ser executado? – Sofia perguntou depois de alguns minutos de silêncio e eu suspirei.

− Provavelmente. Ele confessou os crimes e isso pode livrá-lo por um tempo da pena capital. Mas, não acho que ele irá escapar pra sempre. Nicolay matou gente importante. A família Volturi quer justiça. Eles sabem que nada do que fizerem vai trazer Mary Jane de volta, mas não querem que a morte da filha seja em vão. Além disso, muitas pessoas estão se mobilizando para exigir que o governo reveja as leis sobre porte de arma nos Estados Unidos. O que Nikolay fez não afetou apenas as 22 famílias da Califórnia que perderam seus entes queridos. Afetou um país. Um país que já sofre há muito tempo com atentados como esse. – Eu expliquei e Sofia suspirou.

− Uma pena que uma depressão e uma sede por vingança tenha motivado um atentado como esse. Eu perdi amigos e quase perdi a vida. Nicolay vai perder a dele. E isso é triste...

− Não pense nisso, princesa. Ele fez uma escolha ao pegar uma arma e sair atingindo a cabeça de pessoas e agora tem que arcar com seus atos. Tudo é muito triste, claro, mas é assim que a vida funciona. Toda a escolha...

− Tem uma consequência... – Ela completou e eu assenti, beijando o topo da sua cabeça.

− O que vocês dois estão fazendo aí? Caíram da cama? – Bella perguntou, aparecendo no topo da escada e eu desviei a atenção de Sofia, sorrindo para a cara amassada de sono da minha noiva e estendendo a mão para que ela se aproximasse.

− Eu estava trabalhando e Sofia veio em busca de um copo de água. Acabamos aqui no sofá conversando sobre coisas da vida. – Eu expliquei e Bella sorriu, sentando-se no meu colo.

− Coisas da vida? Sei. Aposto que você contou a ela sobre a audiência de amanhã. – Bella falou brava e eu dei de ombros.

− Eu tinha o direito de saber, mamãe. Não fique brava com o Edward. – Sofia me defendeu e Bella revirou os olhos, me olhando divertida.

− Você acaba de se tornar o pai da minha filha e ela já o defende? Que tipo de feitiço você lançou sobre ela? – Bella perguntou e eu ri alto, abraçando-a e beijando seus lábios.

− Tenho muitos encantos, doutora Swan. Sei como conquistar meus filhos e convencê-los a ficar do meu lado. Além disso, você fez o mesmo com Mia. Ela claramente é do time Isabella Swan. Alguém tinha que me preferir e me defender nessa casa. – Eu falei e ela revirou os olhos para o meu drama, o que me fez rir.

− É. Mia joga no meu time mesmo. Ainda bem, pois eu acabei de ser traída pela minha primogênita. – Bella falou, mostrando a língua para Sofia que riu, e se aproximou de nós, pousando a cabeça no braço da mãe para que pudesse encará-la.

− Eu jamais vou traí-la. Você é a única mãe que eu tenho e a melhor mãe que eu poderia querer. Mas, Edward não fez nada de mais em me contar sobre o julgamento de Nikolay. Eu estive envolvida naquele massacre mais do que gostaria. É justo saber o desfecho do caso. – Sofia falou e Bella suspirou, beijando o rosto da filha.

− Eu sei, meu amor. Na verdade, eu só quero preservá-la e protegê-la. Não quero nunca mais que aquele garoto se aproxime de você ou que sequer saiba o seu nome. Aliás, Edward, isso foi pedido ao juiz, certo? O nome de Sofia não vai nem sequer ser mencionado no julgamento, não é? – Bella perguntou temerosa e eu neguei com um gesto de cabeça.

− Não, meu amor. A identidade de Sofia será preservada e nem o seu nome será mencionado na audiência de amanhã. Nicolay provavelmente será executado. Mas, o juiz sabe que se caso isso não acontecer, existe o risco de ele vir atrás da única vítima sobrevivente do atentado. Então, por esse motivo, ele não fará nenhuma menção à nossa filha. – Eu expliquei e Bella sorriu satisfeita.

− Eu já disse que acho lindo você se referir à Sofia como nossa filha? – Bella me perguntou, beijando meus lábios em seguida e eu sorri, retribuindo seu carinho.

− É o que ela é. Nossa filha. Sofia é minha assim como os meus filhos são seus. – Eu falei e ela sorriu largamente, voltando a me beijar.

Por um momento eu até me esqueci de que Sofia estava sentada ao nosso lado. Ter Bella em meus braços seria sempre uma grande distração.

− Ei, gente, eu estou aqui! – Sofia reclamou e Bella riu em meus lábios, me dando mais um selinho e pulando do meu colo.

− Sim. Está. E deveria estar na cama. Então, subindo, mocinha. – Bella falou para Sofia que revirou os olhos e se levantou com a ajuda das muletas. – E você, senhor Cullen, chega de trabalho na madrugada. Para a cama já. Você precisa descansar. E isso é sim uma ordem. – Minha noiva comandou e foi minha vez de revirar os olhos, mas acabei seguindo suas ordens, pois estava mesmo cansado. A audiência seria à tarde e, portanto, eu teria tempo para terminar a revisão do processo.

Depois de colocar Sofia na cama, Bella deitou-se comigo no quarto de hóspedes e eu pude finalmente dormir o sono dos justos agarrado à minha noiva linda e cheirosa.

− Ei, acorda, senhor Cullen. O trabalho te espera. – Bella falou suavemente em meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha de leve e eu gemi. A impressão que dava era que eu havia acabado de me deitar para dormir. – Abra os olhos, Cullen. Chega de preguiça.

− Não quero. – Eu resmunguei e ela riu, beijando meus lábios.

− Mas, precisa. Somos pais responsáveis. Temos que levantar cedo e trabalhar pelo nosso sustento e pelo sustento dos nossos filhos. Além disso... – Antes que ela terminasse seus devaneios eu agarrei sua cintura e a joguei na cama. – Edward!

− Bom dia, futura senhora Cullen. Estamos muito atrasados para um delicioso sexo matinal? – Eu perguntei, pairando sobre seu corpo e ela riu, envolvendo meu pescoço com os braços. Bella já estava vestida para o trabalho e isso significava que sim, estávamos muito atrasados para um sexo matinal. O que era uma pena. Sexo com ela, em qualquer hora do dia ou da noite, era simplesmente magnífico.

− Infelizmente sim. Nossos filhos já estão até tomando café. Mas, à noite prometo te recompensar. – Ela prometeu, me puxando para que pudesse beijar os meus lábios e eu sorri.

− Certo. Não pense que eu não irei cobrar a sua promessa. E, por falar em filhos, eu queria discutir uma coisa com você. – Eu declarei, tirando-a de cima de mim antes que eu cedesse a tentação de fazer amor com ela mesmo estando atrasado e Bella me olhou curiosa.

− Uma coisa? Que coisa?

− Eu quero adotar Sofia. – Eu falei sem rodeios e Bella prendeu a respiração, sentando-se na cama e me olhando pasma.

− Adotar? Minha filha? Por quê?

− Como por quê? Ela me considera um pai e eu a considero uma filha. Nada mais justo do que termos o mesmo sobrenome. Além disso, quero que Sofia seja minha herdeira assim como Tommy e Mia. Quero que ela se sinta amada, segura e protegida por um pai de verdade, que a ama e a respeita. – Eu falei e Bella engoliu em seco, enquanto lágrimas grossas escorriam por seu rosto. – Ei... Não falei isso pra você chorar. Se não quiser que eu a adote, a gente esquece esse assunto. – Eu falei, limpando seu rosto e ela fungou, se agarrando a mim.

– Não seja idiota. É claro que eu quero que você a adote. Você é um pai maravilhoso, Edward. É fantástico com Tommy e Mia e sei que vai ser fantástico para a minha menina também. – Ela declarou e eu sorri feliz. – Você sabe que Sofia é tudo pra mim. Meu mundo e minha vida. E saber que você a quer, que quer o meu pedacinho mais lindo, é maravilhoso. Eu te amo ainda mais por isso. – Bella falou emocionada e eu sorri mais uma vez, beijando seus lábios com carinho.

— Posso entrar com o pedido de adoção, então? – Eu perguntei e os olhos dela brilharam.

— Claro que pode. Vamos presenteá-la com essa surpresa em sua festa de dezesseis anos. Sofia vai amar. Aliás, estou planejando uma festa dupla para comemorarmos o aniversário de Mia e Sofia no mesmo momento. – Ela falou empolgada e eu ri.

— Tenho certeza de que elas vão adorar. Principalmente a senhorita Mia que não vê a hora de completar nove anos.

— Alice e Rosalie se ofereceram para me ajudar com a festa. Espero que até lá Sofia já esteja completamente recuperada para que possamos realizar o ritual do sapato de salto. Sempre pensei que seria Jasper a colocar o sapato em Sofia. Mas, agora ela tem um pai. – Bella declarou contente e eu ri.

— Sim. Ela tem. Um pai que vai defendê-la de todo o mal sempre. Agora, para que essa adoção fique ainda melhor, basta apenas que você se torne minha esposa. – Eu declarei e Bella suspirou, afastando-se de mim.

— Depois da festa das nossas filhas. Sua irmã e Esme estão a todo vapor com os preparativos e quando você menos esperar, eu me tornarei sua esposa. Até lá, paciência Cullen. – Bella gracejou e eu bufei, mas acabei sorrindo pra ela e indo me arrumar, antes que acabasse ainda mais atrasado.

**********

A audiência de Nikolay Cruz ocorreu como o esperado e ao fim de dois dias de julgamento ele acabou sendo condenado a cento e dez anos de prisão em regime fechado. Nada de corredor da morte, por enquanto. Mas, eu sabia que mesmo que os advogados da família dele recorressem, Nikolay não teria uma pena mais leve. Os Volturi entraram nesse processo para vencer e não deixariam o assassino de Mary Jane impune. E nem eu.

As semanas que se seguiram após a audiência foram um pouco tumultuadas. Muito trabalho acumulado e pouco tempo para me dedicar aos meus filhos e a minha noiva que, ao receber a notícia da alta completa de Sofia por parte da doutora Suzana Cooper, expressara a vontade de voltar para o seu apartamento com a filha, o que me deixara bastante irritado.

Todavia, ao voltar para a escola, Sofia não suportara a pressão e as lembranças do dia do atentado e pedira para a mãe que continuassem a viver comigo e com os meus filhos. O trauma de Sofia era algo muito triste. Saber que ela não suportava frequentar o laboratório de Biologia porque quase morrera dentro dele era algo horrível. Mas, até que viera a calhar, pois assim Bella não inventaria mais motivos para sair da minha casa levando minha mais nova filha com ela. Era um pensamento horrível, eu admitia, mas eu não podia evitá-lo. Tudo o que eu não queria era que Bella e minha filha fossem embora.

Sofia, depois da tentativa frustrada de voltar para a escola, estava estudando em casa com a ajuda de Tommy, Lara e Ethan e parecia muito satisfeita com isso. Bella e eu tentamos encontrar outra boa escola em Los Angeles para matricular Tommy e Sofia, mas a psicóloga nos aconselhou a esperar um pouco mais, pois o trauma da Sofia não era apenas com a escola na qual ela sofrera o atentado. O trauma era com escolas em geral, o que significava que, para onde ela fosse, o medo e as lembranças a acompanhariam.

O tempo foi passando e Bella e eu tentávamos administrar o nosso tempo entre o hospital, o escritório e os nossos filhos. Nós dois nos saíamos bem no papel de pais e, mesmo Bella ainda falando sobre voltar com Sofia para o seu apartamento, eu havia conseguido fazê-la admitir que éramos uma boa equipe. E que como equipe devíamos permanecer juntos. Era um argumento fraco, eu admitia, mas estava funcionando para mantê-las ao meu lado.

O dia da festa das nossas princesas chegou e Mia e Sofia pareciam encantadas com cada detalhe cuidadosamente planejado por Bella, Rosalie e Alice para o grande dia delas. Foi a festa de “Sweet Sixteen” e noves anos mais linda e emocionante da qual eu participei.

Minhas filhas estavam lindas e radiantes e foi muito bom vê-las tão felizes enquanto estavam cercadas por todos que as amavam.

A certidão de nascimento contendo o meu nome como pai de Sofia foi o meu presente de aniversário para ela. Sofia ficara emocionada com o presente e, após abrir um lindo sorriso pra mim, me abraçara em silêncio por longos minutos, o que eu entendi como um gesto de gratidão. De certa forma, eu acabara de realizar o seu sonho de ter um pai. E como pai, fui eu a lhe calçar o sapato de salto que simbolizava o início da sua vida adulta. Foi uma cena emocionante que ficaria guardada em minha memória para sempre.

Como em setembro também era o mês da minha linda noiva, eu a convenci passar um fim de semana em New York comigo. Deixamos nossos filhos sob os cuidados de Rosalie, já que não havia a menor chance de Tommy e Sofia ficarem completamente sozinhos em uma casa por todo o fim de semana, e fomos curtir nosso amor bem longe de casa. Foi mágico. Estar com Bella era sempre maravilhoso, mas estar sozinho com ela era melhor ainda.

Após a viagem, não pude mais impedir que Bella e Sofia voltassem para o apartamento delas. Faltava pouco mais de um mês para o casamento e elas precisavam decidir o que fazer com o imóvel e, acredito eu, passar um tempo a sós. Como em poucas semanas eu as teria definitivamente comigo, não criei muito caso. Mas, fiquei no pé da minha noiva para que ela desse um jeito no apartamento o quanto antes.

Já estávamos em novembro quando Sofia conseguiu finalmente voltar para a escola. Acho que ir ao cemitério e visitar o túmulo dos amigos mortos durante o atentado fez com que ela percebesse que o fato de estar viva já era o suficiente para que ela tentasse superar seus traumas e medos e voltar a ter uma vida normal.

E como minha noiva me pedira, eu tivera a paciência de esperar até que ela estivesse pronta para se tornar minha esposa.

E o grande dia finalmente chegara.

Hoje eu iria me casar. Daqui a algumas horas eu me tornaria um marido novamente e embora eu devesse estar muito nervoso com esse fato só conseguia sorrir e me alegrar diante da perspectiva de tornar Isabella Marie Swan minha esposa e mãe dos meus filhos.

− É hoje, papai! É hoje! Daqui a pouco a Bella vai mesmo se tornar a minha mamãe. – Mia falou animada, entrando no meu quarto de repente e eu sorri ao vê-la em seu pijama de bichinhos e toda descabelada. Minha pequena de nove anos não via a hora de Bella e eu nos casarmos. Acho até que ela estava mais ansiosa do que eu. – Cadê ela? – Mia perguntou, olhando para todos os lados em minha suíte em busca de Bella e eu suspirei, me sentando na cama e puxando meu pequeno furacão para o meu colo.

− Sua tia Rosalie a sequestrou. Hoje é o dia da noiva ou algo assim. Mais tarde, a vovó virá buscá-la para que você se arrume também. Afinal, você é a nossa daminha e tem que estar perfeita. Tão perfeita quanto à noiva.

− A Sofia foi para o dia da noiva também?

− Foi. Sofia e Lara passarão o dia todo no salão de beleza. Elas são as madrinhas. Precisam ficar lindas.

− A Sofia já é linda, papai. Pergunte ao Tommy. – Mia falou cheia de sabedoria e eu ri, beijando seu rosto.

− Tenho certeza de que para o seu irmão não existe garota mais linda.

− E ela é tão legal, pai. Eu amo tanto a Sofia. Ela é a melhor irmã do mundo. – Mia falou e eu ri, encarando-a divertido.

− Só porque ela deixa você mexer nas maquiagens dela?

− Não. Porque ela me ouve, conversa comigo, me ensinou a jogar xadrez como a mamãe, me deu um monte de livro legal, me ensinou a trapacear no jogo de cartas. Eu até ganhei do Tommy ontem. – Ela falou orgulhosa e eu ri. – Sofia é divertida, carinhosa, faz o meu irmão feliz e divide a mamãe comigo. Por isso, eu a adoro. – Mia explicou e eu sorri ternamente, beijando sua testa.

Sofia era mesmo uma garota especial. Morar na mesma casa que ela me fez perceber o quanto a filha da minha noiva (e agora minha também) era alegre e divertida. Tudo para a linda menina de dezesseis anos era um pretexto para piadas inteligentes ou comentários espirituosos. Mesmo quando ela estava com uma tala na perna, impossibilitada de andar sozinha por conta do ferimento à bala, ela pouco reclamava. Pelo contrário. Sofia Swan Cullen sempre tinha um sorriso para oferecer.

E, durante os meses em que ela ficara conosco, Mia se tornara praticamente sua sombra. Se minha pequena estivesse em casa, nem Tommy conseguia um minuto a sós com a namorada. Sofia era propriedade de Mia Denali Cullen e o mais divertido era que ela não parecia se importar com isso e tratava Mia de igual para igual. E era exatamente por isso que minha filha era completamente apaixonada pela irmã.

− Vocês vão ficar de papo aí o dia todo? Temos um monte de coisa pra fazer antes do casamento. – Tommy falou, entrando no quarto ainda de pijama e eu sorri. Ele também estava ansioso para o dia de hoje.

− Falou o cara que ainda está de pijama. – Eu debochei e ele fez uma careta, deitando-se na cama ao nosso lado.

− Pai, você tem noção que os nossos amores estarão todos os dias com a gente a partir de hoje? Bella e Sofia morarão aqui. Para sempre, dessa vez. – Tommy falou contente e eu sorri, me deitando ao seu lado e acomodando Mia no meio de nós.

− Sim. Eu tenho noção. Bella será minha esposa e não terá mais nenhuma desculpa para voltar para o apartamento dela. Até porque, ele já está alugado. Sofia também estará aqui todos os dias. Seremos uma família. Aliás, nós já somos uma. Mas, a partir de hoje será oficial.

− Eu vou ter o sobrenome da mamãe, também, pai? – Mia me perguntou e eu sorri, encarando-a.

− Você gostaria?

− Sim. Eu quero que Bella me adote. Quero ser uma Swan assim como Sofia é uma Cullen. – Mia falou animada e eu ri, beijando o topo da sua cabeça e pensando na felicidade que era ter Sofia como minha filha.

− A Bella vai adotar a gente? – Tommy perguntou surpreso e eu dei de ombros, encarando-o seriamente.

− Ela quer. Mas, você tem que querer também, filho. Eu sei que você teve uma mãe que o amou muito e a quem você também amou. Todavia, se você quiser, Bella pode ser a sua mãe também assim como eu sou o pai de Sofia. Acho que ela iria gostar disso e, sinceramente, acho que você também. – Eu comentei e Tommy suspirou, encarando teto do meu quarto.

− Não é estranho? Quer dizer, eu namoro a minha irmã. Tá certo que Sofia e eu não temos a mesma genética, mas oficialmente, se considerarmos os documentos, estamos cometendo incesto. E se eu deixar Bella me adotar, minha namorada vai ser totalmente minha irmã. Isso é bizarro. – Ele reclamou e eu ri, bagunçando seus cabelos.

− Filho, esquece isso. Nós sabemos a verdade. Você e Sofia não são irmãos de sangue e começaram a namorar antes de tudo se tornar oficial. Não é bizarro.

− Não mesmo, Tommy. Você e Sofia só conseguem ser fofinhos juntos. – Mia falou cheia de sabedoria e meu filho bufou, o que me fez rir.

Ele odiava ser chamado de fofo e Sofia fazia isso apenas para irritá-lo. Mia gostava de provocar o irmão e aderira ao adjetivo também, o que me fazia concluir que meu filho estava perdido com a cumplicidade daquelas duas.

− E então? Vai aceitar ser adotado? – Eu perguntei a Tommy que sorriu e deu de ombros.

− Por mim tudo bem. Se isso vai fazer a Bella feliz, eu aceito. Ela é incrível e merece toda a felicidade do mundo. Além disso, os sobrenomes Swan e Cullen serão mais um ponto em comum com a Sofia. – Ele falou de um jeito apaixonado e eu revirei os olhos, sorrindo em seguida para toda a sua bobice romântica. Ao que parece, era algo bem comum entre os Cullen quando se referia às garotas Swan.

Depois do momento pai e filhos, expulsei meus Tommy e Mia do quarto, ordenado que eles fossem direto para o banho, e desci para preparar o café.

Depois da refeição, liguei para minha noiva a fim de saber se estava tudo bem, mas quem atendeu foi minha irmã, dizendo que eu estava proibido de conversar com Bella antes da hora do casamento, o que me fez bufar.

Não seja ansioso, Cullen. Na hora do casamento você vai falar com ela. Antes disso, nem pensar. É tradição e não querermos trazer má sorte para o seu casamento.

− Isso é bobagem, loira. Bella e eu moramos juntos antes do casamento. Que mal tem eu conversar com ela um pouco? Eu estou com saudades. – Eu falei emburrado e Rosalie riu.

E vai continuar com saudades até a hora do casamento. Contenha-se até lá.— Ela declarou e eu bufei mais uma vez, desistindo de argumentar com Rosalie. Raramente tinha algum sentido ir contra ela e suas ideias loucas.

Como eu não podia falar com a minha futura esposa, aproveitei a companhia dos meus filhos até que minha mãe veio buscar Mia para que ela pudesse se arrumar para a cerimônia e me deixou apenas na companhia do meu primogênito.

Tommy e eu jogamos vídeo game e nos entupimos de bobagens até que chegou a hora de nos arrumarmos para o casamento.

Tomei um banho caprichado e vesti meu smoking, verificando no espelho se estava tudo perfeito com a minha aparência. Meu filho me ajudou com meu cabelo eternamente rebelde e, quando eu olhei no relógio, verificando que faltava apenas uma hora para o início do casamento, comecei a ficar nervoso.

− Pai, para de andar de um lado para outro. Você está me deixando tonto. – Tommy reclamou e eu suspirei, me sentando ao seu lado no sofá.

− Eu vou me casar daqui à uma hora. Estou nervoso. Deixe-me andar de um lado para o outro em paz. – Eu resmunguei e ele riu, me encarando divertido.

− Pai, você e Bella já vivem juntos. Nós já somos uma família. A única coisa que o juiz vai fazer é uni-los oficialmente até que a morte os separe. Não tem motivo para ficar nervoso.

− Porque que isso me soa como uma maldição? – Eu perguntei e Tommy me encarou confuso.

− O que? O casamento?

− Não. A frase “até que a morte os separe”. Era pra ser algo bom e especial. Mas, essa frase me soa como um carma. Uma cruz. – Eu falei e Tommy gargalhou.

− Pai, você está sendo incoerente. Vamos logo para o salão antes que você tenha um ataque de nervos. – Tommy falou divertido, levantando-se do sofá e eu suspirei, seguindo-a até o meu carro.

Como meu filho já era maior de idade, ele fez questão de dirigir meu Volvo, pois, segundo Tommy, eu estava nervoso demais para ser um bom motorista naquele momento. E ele tinha toda razão.

Quando chegamos ao salão onde aconteceria a cerimônia eu comecei a suar frio. A maioria dos convidados já havia chegado e sorriram ao me ver. Mas, eu não era capaz de retribuir nenhum sorriso nesse momento.

− Você está tão lindo, filho. Eu devo me congratular por só ter produzido filhos lindos e perfeitos. – Minha mãe falou, aparecendo do nada e eu ri, enquanto ela ajeitava minha gravata.

− Eu sou lindo mesmo. Um gato. – Me gabei e ela sorriu, beijando meu rosto com carinho e limpando a marca de batom em seguida.

− Eu estou tão feliz com esse casamento, Edward. Bella faz tão bem a todos vocês. Desde que aquela linda médica entrou na sua vida eu não vi mais tristeza, carência ou solidão. Isabella Swan e Sofia Swan operaram um milagre na vida de vocês três, meu amor. – Minha mãe falou emocionada e eu sorri.

− Ela é o amor da minha vida, mãe. Eu amei muito minha primeira esposa, mas nada se compara ao que eu sinto por Isabella Swan. Então, sim. Ela é o meu milagre. E Sofia só veio para aumentar ainda mais a minha felicidade. – Eu declarei e ela sorriu, acariciando meu rosto ternamente.

− Elas estão lindas. Perfeitas. Vai ser um casamento mágico. Então, vamos nos posicionar para que você receba Bella como sua esposa o mais rápido possível. – Minha mãe falou animada e eu respirei fundo, seguindo-a até a porta do salão.

Aos poucos, os convidados foram se acomodando e a cada minuto que passava, eu ficava mais nervoso.

Quando uma das músicas escolhidas por Bella e por mim para a cerimônia começou a tocar, senti meu coração bater descompassado no peito e olhei ansioso para a entrada do salão.

Sofia e Tommy vieram andando lentamente em minha direção, seguidos por Lara e Ethan, Alice e Jasper e Rosalie e Emmett. Esses quatro casais eram, de certa forma, os maiores responsáveis pelo meu primeiro encontro com Bella. Foi a melhor coisa que eu já fora convencido a fazer na minha vida. Desde o perfil no Tinder ao encontro às cegas e, por isso, é que eles mereciam serem os padrinhos do nosso casamento.

Após a entrada dos padrinhos, o silêncio se instaurou novamente no salão e, depois do que me pareceu uma eternidade, eu finalmente ouvi a marcha nupcial que acompanharia Bella até o altar.

Minha futura esposa estava magnífica e quando ela me encorou e sorriu pra mim, eu senti meu coração se expandir.

Aquela mulher era minha vida e eu me dedicaria intensamente para fazê-la feliz para sempre.

Era uma promessa.

**********

Pov. Bella

­− Mãe, você tá muito gata! Edward vai pirar quando te vir assim. – Sofia falou animada me olhando através do espelho e eu pisquei, encarando minha imagem refletida no espelho.

Ela mostrava uma pessoa muito parecida comigo, mas infinitamente mais bonita e elegante. Minhas maçãs do rosto estavam coradas, os olhos brilhantes e delineados e a boca parecia até mais sensual. O coque bagunçado me dava uma aparência delicada, mas, ao mesmo tempo, elegante.

Eu estava mesmo uma gata e aquele pensamento me fez sorrir.

− Você está magnífica, Bella. Meu irmão realmente vai pirar ao te ver. Você é, de longe, a noiva mais bonita que eu já vi. – Rosalie falou e eu a encarei emocionada.

− Obrigada. Mesmo que você esteja exagerando.

− Não está não, tia. Você está um sonho. Mamãe, você ficou bonita assim? –Lara perguntou a mãe, que terminava de se maquiar e Alice sorriu.

− Não. Eu estava com sete meses de gravidez, não enxergava os meus pés e não tinha dinheiro para uma festa como essa. Meu casamento não teve glamour nenhum. – Alice respondeu e Lara fez uma careta, voltando a me encarar.

− Pelo menos a tia Bella vai ter um casamento decente. Alguém nessa família tinha que ter glamour. – Lara resmungou e nós rimos.

− Minha mãe é a noiva mais linda desse mundo. Ninguém se compara a ela. – Sofia falou, me olhando com carinho e eu sorri, puxando-a para os meus braços.

Era muito bom tê-la saudável e linda ao meu lado. Era maravilhoso saber que Sofia aprovava o meu noivo e que o havia escolhido para tornar-se seu pai. Era perfeito que ela estivesse feliz com a família que Edward e eu construímos juntos. Sofia era e sempre seria minha razão de viver e tudo o que eu fazia tinha a ver com ela. Era por ela. Inclusive esse casamento.

Se não fosse sua insistência para que eu criasse um perfil Tinder e fosse àquele primeiro encontro com meu viúvo do Tinder isso não estaria acontecendo. E se ela não tivesse gostado de Edward por qualquer motivo, eu jamais poderia iniciar um relacionamento com ele. Sofia era minha prioridade e sempre seria.

− Você também está linda, meu amor. A madrinha mais linda desse mundo. – Eu falei e ela sorriu, me abraçando com carinho.

− E eu, mamãe? Também estou bonita? – Mia me perguntou e eu ri, puxando-a para os meus braços também.

− Você está um sonho, princesinha. A daminha mais linda e estilosa que eu já vi. – Eu falei e ela sorriu contente, alisando o seu vestido como se quisesse ficar ainda mais bonita.

Quando já estávamos todas prontas uma limusine veio nos buscar e nos levou até o salão onde o casamento iria acontecer.

Eu estava muito nervosa. Nunca havia sido uma noiva antes. Todavia, saber que Edward era o noivo e que eu passaria o resto dos meus dias ao seu lado fazia com que eu me sentisse a mulher mais sortuda e realizada do universo. Isso porque eu sabia que ele me amava e amava minha filha. Edward nos respeitava, nos protegia e cuidava de nós. A ele eu poderia confiar minha vida.

Charlie me esperava na entrada do salão e eu fiquei escondida no carro enquanto os padrinhos entravam, iniciando a cerimônia.

Quando a marcha nupcial começou a tocar, eu já estava posicionada na entrada do salão, com Charlie ao meu lado e Mia a nossa frente, já que ela jogaria pétalas de rosas por todo o caminho até o altar, onde Edward me esperava.

No momento em que a cerimonialista deu o sinal para que entrássemos no salão, meu coração começou a bater freneticamente. Eu tentei prestar atenção à minha volta, à decoração e aos convidados, mas a única coisa que conseguiu prender meu olhar foi o belo homem de smoking que sorria para mim diante do altar.

Quando eu cheguei diante de Edward, Charlie pousou minha mão esquerda sobre a sua e ele a beijou suavemente, nos virando de frente para o juiz que nos encarava com um sorriso contido nos lábios. Ele falou um monte de coisas, nas quais eu não prestei a menor atenção. Tudo o que eu conseguia ver era Edward e seu sorriso glorioso direcionado a mim.

Na hora da troca das alianças, Tommy, Mia e Sofia vieram entregá-las a nós e foi lindo recebê-las das mãos dos nossos filhos, pois eu sabia que com aquele gesto singelo eles estavam abençoando nossa união.

Edward disse os seus votos, escritos com a ajuda de Tommy, pois eu sabia que ele não era tão bom assim com as palavras e eu disse os meus, olhando em seus olhos lindos, enquanto deslizava a aliança por seu anelar esquerdo.

Quando o juiz finalmente nos declarou casados, depois de Jasper e Rosalie assinarem o grande livro como nossas testemunhas, eu não pude mais me conter e me joguei em seus braços, beijando-o afoita. Pude ouvir aplausos, assovios e risadas, mas não me importei com nada que não fosse os lábios de Edward sobre os meus. Eu era a esposa de um homem maravilhoso e isso era tudo o que realmente importava.

− Eu amo você. – Eu falei em um sussurro assim que nos separamos e ele sorriu, beijando minha testa com carinho.

− Eu também te amo. – Ele respondeu e eu o encarei em silêncio por um longo momento, querendo me certificar de que aquilo não era um sonho. Edward era mesmo meu marido, pai dos meus filhos e o homem que me fizera acreditar no amor outra vez.

Foram tantas lágrimas e decepções até encontrá-lo que eu nem conseguia acreditar que um aplicativo tão bobo quanto o Tinder havia me dado de presente um cara tão maravilhoso.

Mas, era real. Edward era meu marido e não sairia mais do meu lado.

E mesmo que a frase “até que a morte os separe” às vezes soasse como uma maldição para alguns casais, eu sabia que ela combinava com a gente. Isso porque nós nos amávamos. Nosso sentimento era real e mesmo que tivéssemos que enfrentar muitos problemas futuros, Edward e eu estaríamos juntos. Juntos para sempre como tinha que ser. Até a morte. Ou, quem sabe, além dela.