Laços de amor
30 Capítulo 29
Capítulo 29
Pov. Edward
Chuva.
Abri os olhos preguiçosamente e olhei para a janela do meu quarto, percebendo que o som da chuva não era apenas fruto dos meus sonhos.
O mundo parecia estar acabando em água, trovões e relâmpagos do lado de fora da casa dos meus pais, mas eu não estranhei, pois chuvas torrenciais e barulhentas eram bem típicas em Boston nessa época do ano.
Bella se mexeu ao meu lado, aproximando-se de mim e eu sorri, beijando seu rosto e a aconchegando em meus braços.
Era incrível como aquela mulher maravilhosa havia se tornado uma parte essencial da minha vida em tão pouco tempo. Eu já não conseguia imaginar meus dias sem ela e tudo o que eu podia desejar no momento era que Isabella Swan deixasse de ser tão teimosa e aceitasse se tornar a minha esposa.
Eu até conseguia entender toda sua hesitação, uma vez que, até hoje, ela só se envolvera com babacas que a fizeram sofrer. Mas, nós nos amávamos e funcionávamos muito bem juntos e o casamento parecia ser o caminho perfeito para nossa completa felicidade, assim como a dos nossos filhos.
Eu só precisava convencê-la deste fato.
Há alguns dias, Tommy, Mia, Sofia e eu aproveitamos que Esme e Rosalie arrastaram Bella para um dia de beleza e saímos pelas ruas de Boston em busca do anel de noivado perfeito. Sofia conhecia muito bem a mãe e me ajudou na escolha. Mia também deu seus palpites e depois de analisamos muitas joias, nos decidimos por algo mais simples e delicado, o que combinaria perfeitamente com a minha linda namorada.
Sofia ficara encarregada de guardar a joia até o momento do pedido, que seria hoje à noite, e só de me lembrar disso, eu sentia meu estômago se revirar.
E se Bella mantivesse a ideia fixa de irmos com calma no nosso relacionamento e não aceitasse o meu pedido de casamento?
Ela dissera que me daria a resposta a essa questão no fim das nossas férias, mas eu simplesmente não aguentaria esperar semanas para saber se ela aceitaria ou não tornar-se minha esposa.
Minha ansiedade e insegurança gritavam por uma resposta imediata.
− Porque você está acordado às quatro da manhã, Cullen? Dorme. – Bella resmungou na escuridão do quarto, me encarando brevemente através de seus olhos sonolentos e eu sorri, beijando seus lábios.
− A chuva me acordou. Aí, eu aproveitei para pensar um pouco na vida. – Eu comentei e ela fez uma careta, aproximando-se um pouco mais de mim e beijando meu pescoço de leve.
− Madrugadas não são feitas para pensar na vida, Edward. Faça isso outra hora. – Ela resmungou outra vez e eu ri.
− Você é muito mandona, Dra. Swan.
− Sou mesmo. E, ainda sim, você quer se casar comigo. – Ela murmurou divertida, mantendo os olhos fechados e eu sorri, beijando seu rosto.
− Quero. Quero muito. Você é o meu pedacinho de felicidade na Terra, Bella. Eu te amo. – Eu declarei e ela finalmente abriu os olhos, me encarando atentamente.
− É difícil resistir a você desse jeito, Edward Cullen. – Ela declarou e eu sorri largamente.
− Mas, eu não quero mesmo que você resista. Quero que aceite a dividir sua vida comigo, pois eu sei que podemos ser muito felizes juntos. Aliás, nós já somos felizes. Eu quero apenas oficializar tudo. Quero que você seja minha. – Eu falei decidido e ela sorriu, acariciando meu rosto de leve.
− Eu já sou sua, Cullen. Sou sua desde que fomos ao nosso primeiro encontro escoltado por nossos filhos adolescentes. Eu me tornei sua na primeira vez que você pousou seus olhos sobre mim. – Ela falou baixinho e eu sorri outra vez, beijando sua mão.
− Filhos esses que também se apaixonaram e que agora formam um lindo casal. – Eu falei e ela sorriu largamente, assentindo. − Bella, nosso amor aconteceria de um jeito ou de outro, pois eu tenho a impressão de que Tommy, mais cedo ou mais tarde, se aproximaria de Sofia e nós acabaríamos nos conhecendo por meio deles e nos apaixonando.
− Eu já pensei nisso. Acho que, de fato, você e eu acabaríamos nos conhecendo através deles. Ou através de Mia, já que trabalho com a pediatra dela. Você fazia parte do meu destino, Edward Cullen. Uma pena que tenhamos demorado tanto a nos encontrar. – Ela se lamentou e eu sorri, beijando a ponta do seu nariz.
− Gosto de pensar que nos encontramos na hora certa. Sofia e você entraram em minha vida e na vida dos meus filhos no momento em que tinham que entrar. Você me despertou outra vez para o amor e devolveu minha alegria de viver e minha felicidade. Meus filhos amam vocês, assim como o resto da minha família. Sofia e você agora fazem parte do clã Cullen. Só falta oficializar. – Eu murmurei a última parte e ela revirou os olhos, desvencilhando-se do edredom e montando sobre meu corpo.
− Você é sempre tão insistente assim, Edward Cullen?
− Sou. Principalmente quando o prêmio para minha insistência é uma mulher gostosa e linda com quem eu quero dormir todas as noites. – Eu falei, passando a mão pelo seu corpo coberto pelo fino tecido da camisola e ela sorriu maliciosamente pra mim.
− Só dormir? – Ela perguntou, acariciando meu peito com a ponta dos dedos e foi minha vez de sorrir.
− Quem foi que disse que não ia fazer sexo na casa dos meus pais de jeito nenhum? – Eu provoquei e ela fez uma careta adorável.
− Eu disse. E mantenho meu argumento de que estar nua com você em um quarto, enquanto toda sua família está sob o mesmo teto que nós, é no mínimo, constrangedor. Mas, já que estamos aqui, acordados em plena madrugada, com uma chuva torrencial caindo do lado de fora, acho que seria um desperdício não aproveitarmos o momento. – Ela falou, abaixando-se para beijar meu pescoço e eu sorri, sentindo meu corpo todo se arrepiar.
− Eu concordo plenamente com sua colocação, Dra. Isabella Swan. E o que vamos fazer para evitar esse desperdício de tempo?
− Vamos fazer amor. Agora. – Ela declarou e eu ri, segurando a barra de sua camisola e tirando-a, enquanto apreciava o seu corpo perfeito completamente nu.
− Eu nunca fiquei tão feliz em obedecê-la quanto agora, doutora. – Eu falei, me sentando contra a cabeceira da cama e a ajeitando melhor em meu colo e ela sorriu, aproximando-se de mim e beijando meus lábios.
− Só pelo amor de Deus, vamos fazer isso em silêncio. Acho que se alguém nessa casa nos ouvir transando, eu nunca mais terei coragem de encarar sua família. – Ela falou e eu ri, mordendo seu lábio inferior e ganhando um gemido em resposta.
− Vamos ser bem silenciosos, não se preocupe. Além disso, está chovendo muito. A chuva vai abafar nossos ruídos. – Eu falei, deitando-a na cama e acariciando as laterais do seu corpo, enquanto mantinha meus olhos nos seus. Comecei um caminho de beijos desde o seu pescoço até sua barriga plana e sorri quando percebi que ela já estava ofegante. Bella tinha um cheiro maravilhoso e esse fato, somado à visão do seu corpo nu e à sua pele macia faziam com que eu já estivesse bastante excitado a ponto de a calça do pijama que eu usava começar a incomodar. Por isso, tratei de tirá-la, ganhando um sorriso safado da minha linda namorada quando fiquei completamente nu.
− Você nu devia ser considerado um pecado capital, Sr. Cullen. – Bella sussurrou e eu revirei os olhos, enquanto me ajoelhava no colchão a sua frente e abria suas pernas, colocando-as sobre meus ombros. – Você vai fazer o que eu acho que vai fazer? – Ela sussurrou, parecendo surpresa e animada, e eu sorri de lado, olhando-a nos olhos, enquanto começava a beijar uma de suas pernas, seguindo lentamente o caminho até o meio delas.
Bella estava corada, o que era perceptível mesmo na pouca luz que invadia o quarto. Ela mordia o lábio inferior enquanto me encarava, gesto esse que sempre roubava a pouca sanidade que eu tentava manter quando estava com ela daquele jeito tão íntimo.
− Você é tão linda. – Eu sussurrei com a voz rouca, deixando meus olhos passearem por todo seu corpo e ela suspirou, fechando os olhos por um momento. – Muito, muito linda. – Eu falei, beijando o interior das suas coxas mais uma vez, enquanto introduzia meu dedo em sua fenda úmida, acariciando-a sem pressa, ouvindo-a gemer. – E está tão molhada.
− Sim. – Ela sussurrou, arfando quando eu introduzi mais um dedo em sua boceta e meu sorriso se expandiu. – Edward! – Ela gemeu alto, segurando em meu pulso com força e eu me inclinei sobre seu corpo, beijando-a demoradamente.
− Você é tão gostosa, Bella. Sexo com você é sempre uma delícia. – Eu sussurrei em seu ouvido, enquanto mordia o lóbulo da sua orelha e ela gemeu mais uma vez, mexendo os quadris em direção aos meus dedos que ainda trabalhavam lentamente em sua entrada.
− Isso é tão bom... Hum... – Ela gemeu e, depois de alguns segundos, eu me afastei do seu corpo, tirando meus dedos de dentro dela e ganhando um olhar irritado. – Quem mandou você parar? Continua, Cullen! Agora! – Ela pediu ofegante e eu sorri para o seu desespero, abaixando meu rosto até o interior de suas coxas, e começando de verdade os trabalhos daquela madrugada. – Ai, meu Deus!
Trabalhei com minha língua ali, passando-a por toda sua entrada até seu clitóris inchado, o qual eu mordi com delicadeza, fazendo com que Bella pulasse na cama.
− Puta que pariu! Edward! – Ela gemeu meu nome, puxando meus cabelos com força e eu sorri, soprando sua entrada com suavidade e lambendo-a novamente.
Subi uma das minhas mãos por seu corpo e apertei seus seios de leve, puxando os mamilos e fazendo com que ela arfasse.
− Seus dedos... Onde estão os seus outros dedos? – Ela perguntou ofegante e eu sorri, introduzindo dois dedos em sua vagina molhada mais uma vez, fazendo com que ela gemesse alto. – Oh, sim! Mais pra direita, Baby. – Ela pediu e eu segui seus comandos, ouvindo com satisfação seus gemidos aumentarem.
Voltei a chupar o seu clitóris, não deixando de acariciar seus seios e movimentar meus dedos dentro dela. Bella se contorcia na cama e puxava meus cabelos com força, mordendo os lábios para controlar seus gemidos.
− Eu vou... Edward, eu vou gozar. – Ela avisou após alguns segundos e eu intensifiquei as carícias, desejando mais do que nunca que ela gozasse em meus lábios.
Não demorou muito para que ela chegasse ao clímax e eu fiquei ali, sorvendo o seu prazer e me deliciando com toda a beleza daquela mulher que era minha. Toda minha.
Esperei até que ela se acalmasse um pouco e tirei suas pernas do meu ombro, depositando-as suavemente sobre a cama. Trilhei um caminho de beijos de sua barriga até seus lábios, me demorando um pouco mais em seus seios, enquanto ouvia com satisfação sua respiração ofegante pós-orgasmo. Quando já estava todo sobre ela, eu a penetrei com meu pênis sem aviso, fazendo com que Bella arfasse e abraçasse meu torço com suas pernas, a fim de intensificar nosso contato.
− Eu adoro estar dentro de você. É meu lugar preferido no mundo. – Eu falei, investindo contra seu corpo com força e ela gemeu, beijando meus lábios e segurando meu rosto para que eu pudesse encará-la.
− E eu adoro tê-lo dentro de mim. Você é fodidamente gostoso, Edward Cullen. – Ela falou ofegante e eu gemi, beijando-a mais uma vez e sentindo meu orgasmo se aproximar.
Enterrei meu rosto em seu pescoço, beijando-a ali e mordendo sua pele suavemente, enquanto ela arranhava minhas costas, provocando arrepios deliciosos em minha pele.
Eu me apertei contra ela, indo mais fundo, até que finalmente gozei dentro dela, abafando meus gemidos em seus lábios, enquanto absorvia os seus ruídos, que se tornam mais altos conforme ela gozava outra vez ao meu redor.
− Isso foi... Meu Deus! – Ela falou depois de um tempo e eu sorri, ajeitando a nós dois na cama e tirando alguns fios de cabelo do seu rosto para poder encará-la.
− É sempre maravilhoso com você. Todas às vezes, em qualquer lugar e horário. Você é incrível, Bella. – Eu declarei apaixonadamente e ela sorriu, beijando meus lábios com suavidade e acariciando meu rosto.
− Você é perfeito, Edward. Eu me sinto tão bem ao seu lado. Finalmente sinto que sou livre para amar alguém da forma como eu acho certo, sem regras, sem limites e sem medo. Eu te amo. – Ela declarou emocionada e eu sorri, beijando sua testa.
− Eu também te amo, baby. Agora, o que você acha de um banho? Ainda está chovendo muito e nós podemos aproveitar melhor nossa madrugada.
− Mas, que insaciável você! Não sei se aguento mais alguma coisa depois desses orgasmos incríveis que você me proporcionou. – Ela falou de forma preguiçosa, se aconchegando entre os lençóis bagunçados, e eu sorri maliciosamente, beijando suas costas com delicadeza.
− Tenho mais alguns guardados só pra você. O que acha? – Eu ofereci e ela sorriu, me olhando por cima do ombro.
− Pode ser. Mas, você terá que me carregar até lá. Não sinto minhas pernas. – Ela falou, piscando para mim e eu ri, me levantando da cama e tomando-a nos braços.
− Um homem que te faz gritar de prazer e que te deixa sem sentir as próprias pernas com certeza merece virar um marido. – Eu declarei e ela revirou os olhos.
− Vou precisar de mais orgasmos para tomar uma decisão. – Bella declarou e eu ri.
− É pra já, futura Sra. Cullen. Tenho muitos orgasmos para te oferecer. Segundo suas próprias palavras, eu sou fodidamente gostoso e bom de cama. Orgasmos são minha maior especialidade. – Eu falei divertido e ela riu, beijando meu rosto.
− Quero só ver, Sr. Cullen. – Ela provocou e eu sorri.
− E você verá. – Eu prometi e me tranquei com ela no banheiro, aproveitando o resto da madrugada para subornar minha namorada com orgasmos e convencê-la a se casar comigo.
Nossa atividade foi tão intensa que ela pulou o café da manhã, trocando a refeição por um cochilo matinal.
E eu aproveitei sua ausência para armar tudo com os nossos filhos e com o resto da minha família.
− O anel está seguro comigo. Você fez as reservas no restaurante? – Sofia me perguntou, enquanto dividia uma tigela de cereal com Tommy e eu assenti, verificando os detalhes da reserva no meu celular.
− Candyce, Mia e eu providenciamos o vestido. Bella estará magnífica essa noite. – Rosalie falou animada e eu sorri, beijando seu rosto, enquanto roubava seu prato de panquecas.
− Ela está sempre magnífica. – Eu declarei e Rosalie revirou os olhos. – Só espero que ela aceite meu pedido e não jogue o anel na minha cara.
− Relaxa, cunhado. Você se empenhou muito essa noite. Aposto que ela vai querer mais disso pelo resto da vida. – Emmett falou e Sofia se engasgou com o cereal, arregalando os olhos em minha direção, enquanto eu corava feito um adolescente virgem.
− Emmett, calado. Prometemos não comentar com ninguém o que ouvimos essa madrugada. – Rosalie falou divertida e eu lhe lancei um olhar mortal, enquanto Tommy disfarçava um sorriso.
− Rosalie, meus filhos estão nessa cozinha. Dá para, por favor, não fazer referência à minha vida sexual na frente deles. – Eu pedi entredentes e ela riu, me servindo um copo de suco de laranja.
− Ah, querido, não é como se Tommy e Sofia não soubessem o que vocês fazem dentro de um quarto. O que vocês fizeram muito essa madrugada, aliás. – Rosalie sussurrou a última parte e eu bufei, lançando um olhar de desculpas à Sofia.
− Sofia, querida, sua tia é louca. Tente perdoá-la, por favor. – Eu falei e Sofia sorriu, olhando de mim para Rosalie.
− Tudo bem. Eu sei que você e minha mãe... Bem, eu sei. Fique tranquilo. Até porque, eu não ouvi nada.– Ela declarou e eu corei, fazendo Rosalie rir.
− Sorte sua. – Emmett falou em meio a uma tosse falsa e eu revirei os olhos.
− Eu devia ter atirado em você quando apareceu aqui querendo namorar minha irmã, McCarty. Você é um grande cretino. – Eu resmunguei e ele riu.
− Também te amo, cunhado. – Ele falou, apertando minhas bochechas e eu bufei, afastando suas mãos bruscamente e voltando a dar atenção para minhas panquecas.
Depois do café, todos foram para a piscina, já que a chuva da madrugada tinha ido embora, dando lugar a um dia quente e ensolarado, e eu fui acordar minha princesa com um delicioso café na cama. Um brunch, na verdade, pois já estávamos quase na metade do dia.
− Acorda, amor. Já são quase meio dia e eu estou com saudades. – Eu falei, beijando suas costas nuas e ganhando um lindo sorriso preguiçoso.
− Eu quase não dormi e a culpa é sua. – Ela resmungou e eu ri.
− Você pode passar todas as suas noites sem dormir. Foram o que? Quatro orgasmos? Orgasmos que serão para sempre seus. Basta que se case comigo. – Eu comentei, me gabando dos feitos dessa madrugada e Bella revirou os olhos, rindo em seguida.
− Ok, você me convenceu. Eu caso. – Ela falou, pegando uma torrada da bandeja e eu ri, beijando seu rosto.
− Eu vou pegar sua declaração por escrito. Mas, agora, tome seu café e depois se arrume e desça. Estão todos na piscina. – Eu falei, beijando seus lábios e ela assentiu.
Deixei-a no quarto e segui até a piscina, ficando com Rosalie e Emmett e observando nossos filhos jogando vôlei na água. Meus pais foram solicitados no hospital e só voltariam à noite para nos acompanhar ao restaurante, onde eu pediria a mão de Bella em casamento. Assim, tínhamos a casa só para nós e poderíamos ser um pouco irresponsáveis, cedendo à vontade de nossas crianças que queriam pizza no almoço.
Esme e Carlisle nos matariam se soubessem que trocamos uma refeição saudável por massa e colesterol.
Sorri ao pensar nos meus pais e me lembrei do quando eles estavam animados para o jantar de hoje à noite. Eles, mais do que ninguém, estavam muito ansiosos para que meu casamento acontecesse. Minha mãe deu pulinhos de alegria quando Sofia e eu lhe mostramos o anel e me fez prometer que eu levaria Bella ao altar ainda este ano.
Meu pai me deu os parabéns pela iniciativa e me desejou toda a felicidade do mundo, afirmando várias vezes que já considerava Bella como uma filha e Sofia como uma neta.
Rosalie estava empolgada com esse casamento desde o meu primeiro encontro com Bella e Emmett havia se encantado com a minha namorada, afirmando todos os dias que Bella e eu nascemos um para o outro.
O fato era que minha família a amava e todos estavam tão ou mais ansiosos que eu para ouvir Bella dizer sim ao meu pedido de hoje a noite.
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O dia passou depressa e, na hora de me arrumar para o jantar, Tommy e Ethan se ofereceram para me ajudar. Mia, Candyce e Sofia estavam com Bella.
− Eu sei me vestir sozinhos, garotos. – Eu resmunguei, enquanto meu filho inspecionava minha roupa e Tommy riu.
− Nós sabemos, pai. Mas, você está nervoso. Ethan e eu queremos garantir apenas que você não saia de casa com alguma falha no vestuário. Tipo, os sapatos. – Tommy debochou e Ethan riu, enquanto eu revirava os olhos.
− Eu nunca saí de casa sem sapatos, Antony Cullen.
− Pai, eu era pequeno, mas eu me lembro muito bem de você chegando no hospital de pantufas no dia em que Mia nasceu. Quando você fica nervoso, Sr. Cullen, você tende a ser desleixado com você. Então, vamos garantir que esteja tudo perfeito hoje. É do seu casamento com a Bella que estamos falando.
− E da garantia que ele vai estar todos os dias sob o mesmo teto que a Sofia. – Ethan acrescentou e Tommy lançou um olhar mal-humorado ao primo.
− Isso é o que mais me preocupa nessa história de casamento. Tommy e Sofia juntos demais. – Eu resmunguei e meu filho bufou.
− Pai, Sofia e eu somos duas pessoas responsáveis que podem perfeitamente viver sob o mesmo teto sem aprontar nada. – Ele falou irritado e eu suspirei, enquanto terminava de arrumar meu cabelo.
− Certo. Eu confio em vocês. Só, por favor, não cometam nenhuma loucura. Minha relação com Bella depende de vocês também. Agora, vamos de uma vez, antes que eu me consuma de tanta ansiedade. – Eu falei e eles riram, me seguindo para fora do quarto.
Bella já me esperava na sala e estava magnífica. Ela usava um vestido azul que aderia perfeitamente ao seu corpo e o cabelo estava preso em um coque frouxo, com alguns fios soltos que emolduravam seu rosto lindo e perfeitamente maquiado.
Suas unhas estavam pintadas em um vermelho vivo, assim como seus lábios, que se abriram em um lindo sorriso assim que ela me viu descer as escadas.
− Jantar, hein? Fui torturada durante horas por nossas filhas e por Candyce, que me trataram como uma boneca, me dizendo que eu tinha que ficar perfeita. O que você está aprontando, Edward Cullen? – Ela perguntou desconfiada, arrumando a gola da minha camisa e eu sorri, beijando sua testa com carinho.
− Logo você vai saber, Isabella Swan. Vamos? – Eu perguntei e ela assentiu, entrelaçando seus dedos nos meus e me seguindo até a garagem.
Em menos de meia hora chegávamos ao restaurante que ficava no coração do centro gastronômico de Boston.
A recepcionista nos levou para o salão privativo que eu tinha reservado há alguns dias e logo todos nós estávamos acomodados e apreciando nossas bebidas.
Jantamos em meio a um clima leve e descontraído, com Emmett e Ethan preenchendo os espaços entre as conversas com piadas e comentários engraçados. Graças a Deus meu cunhado não mencionou em nenhum momento os ruídos que Rosalie e ele ouviram nessa madrugada. Bella ficaria puta se soubesse que fomos descobertos.
Após a sobremesa, Sofia e eu trocamos um olhar e ela se apressou em pegar a caixinha com o anel, que estava guardada em sua bolsa de mão e eu respirei fundo, na tentativa de me acalmar para o grande momento.
− Mãe, presta atenção no que Edward vai falar e, por favor, não me decepcione. Lembre-se do que conversamos. – Sofia Sussurrou para Bella, que alternou olhares confusos entre a filha e eu.
− Ok... – Bella murmurou e eu respirei fundo, pegando a caixinha com o anel e me ajoelhando na frente dela, que arregalou os olhos pra mim.
− Bella, eu amo você. Muito. Eu te admiro pela mãe que você é e pela mulher linda e forte que você se tornou. Eu quero que você seja minha para sempre. Quero dormir e acordar ao seu lado todos os dias. Quero que os meus filhos sejam seus, assim como quero que a sua filha seja minha. Eu sei que eu sou atrapalhado, teimoso, insistente e um dançarino horrível. Você é maravilhosa. Perfeita em tudo. E é por isso que eu a quero para mim. Quero formar uma família com você. Quero poder apresentá-la como minha esposa. Quero que tudo o que é meu seja seu também. Prometo amá-la e protege-la sempre. Mas, para isso, eu preciso que você aceite se casar comigo. Você aceita? – Eu perguntei inseguro, estendendo a caixinha com o anel em sua direção e ela ficou me olhando por vários segundos, que pareceram horas, enquanto lágrimas grossas escorriam por sua face.
− Pelo amor de Deus, mãe, fala alguma coisa. – Sofia pediu agoniada, quando o silêncio da mãe se prolongou e Bella pareceu sair de um transe, focando seu olhar em mim e deixando que um sorriso tímido aparecesse em seus lábios.
− Eu sabia que algo assim estava prestes a acontecer. Sofia me deu algumas dicas. Ela sabe que eu sou péssima com surpresas e quis garantir que eu não fosse fugir de você quando me propusesse casamento na frente de toda sua família. – Ela confessou e todos riram, enquanto Sofia corava. − Eu disse que te daria uma resposta após nossas férias, mas eu não preciso de mais tempo para saber que eu te amo e quero sim ter uma vida ao seu lado. Eu quero dividir tudo com você. Eu preciso pertencer a você, pois você, Edward Cullen, me faz imensamente feliz. Então, sim. Eu aceito me casar com você. – Ela falou emocionada e eu suspirei de alívio, pegando seu anelar direito e deslizando o anel que tínhamos escolhido. Ficou perfeito nela.
Eu me levantei do chão e a puxei para os meus braços, beijando seus lábios e sorrindo quando toda minha família começou a aplaudir e gritar.
− Ela vai casar com ele? – Mia perguntou baixinho à Sofia quando as palmas cessaram, que assentiu, olhando emocionada para nós. – Eu já posso chamá-la de mamãe, então? – A pequena perguntou e Bella prendeu a respiração, me olhando por um momento, antes de se ajoelhar na frente de Mia.
Todos na mesa observavam a cena em silêncio.
− Você quer me chamar de mamãe? – Bella perguntou, acariciando o rostinho de Mia que assentiu, limpando uma lágrima que escorria dos olhos escuros da minha namorada com o dedinho pequeno.
− Sim. Eu sempre quis ter uma mamãe. Você vai se casar com o meu papai, então, é perfeita para o posto. Além disso, se você se tornar minha mamãe, Sofia será minha irmã e eu adoro a Sofia. E adoro também quando você me chama de querida, princesa e meu amor. Você é uma mamãe legal, Bella. E eu gosto muito de você. – Mia declarou e Bella soluçou, agarrando a pequena em um abraço emocionado.
− Claro que você pode me chamar de mamãe, meu amor. Eu vou adorar ser a mãe de uma menina tão especial como você. – Bella murmurou entre os cabelos loiros de Mia que sorriu, retribuindo ao abraço.
− Bella, eu te adoro, mas acho que não vou poder te chamar de mãe. Você é minha sogra. Isso seria estranho. – Tommy falou, levantando-se para abraçar Bella, que riu, beijando o rosto do meu filho com carinho.
− Pois, eu prefiro ser chamada de mãe. Sogra me remete a alguém velho e eu sou jovem e linda. Mas, é claro que você pode me chamar do que quiser, querido.
− Ei, sou sua sogra e também sou jovem e linda. – Minha mãe protestou, aproximando-se para abraçar minha noiva, que corou e lançou um sorriso de desculpas à minha mãe. – Estou tão feliz que vocês vão se casar. Parabéns, querida!
− Obrigada, Esme. E claro que você é jovem e linda.
− Ela é sim. Minha esposa é um arraso e a futura esposa do meu filho também é magnífica. Além de ser uma cirurgiã brilhante. Bem vinda a família, Bella. Esme e eu estamos muito felizes de saber que nosso filho e nossos netos estarão ao lado de uma mulher tão especial como você.
− Obrigada, Carlisle. Eu é que me sinto honrada em participar da sua família.
− Você será uma Cullen, Bella! Que alegria! Mas, eu já sabia que ia acabar em casamento desde o dia em que você consultou Mia na casa de Edward, um dia após o primeiro encontro de vocês. Estava na cara dos dois todo o encantamento que rodeava o início dessa relação linda. Vocês serão muito felizes. Em todos os aspectos. Principalmente no sexual, se o que eu ouvi essa madrugada se repetir sempre. – Minha irmã sussurrou a última parte enquanto abraçava minha noiva e Bella arregalou os olhos, enrubescendo na hora e me lançando um olhar mortal.
Eu ia matar Rosalie se Bella não quisesse fazer amor comigo naquela noite.
− No ritmo de vocês, em breve teremos mais sobrinhos lindos para mimar. Parabéns pelo noivado, cunhada. – Emmett falou, apertando Bella em um braço efusivo e eu bufei, tirando-a de perto dele.
− Cale-se, Emmett. Vá fazer sexo de qualidade com sua esposa e pare de invejar minhas madrugadas com minha noiva. – Eu falei e ganhei um tapa de Bella. – Ai, amor!
− Depois a gente conversa, Edward Cullen. – Ela resmungou para mim, sorrindo quando Sofia se jogou em seus braços.
− Parabéns, mãe! Você merece toda a felicidade do universo. Edward é um cara legal e eu tenho certeza que ele te fará muito feliz.
− Obrigada, meu amor. Tudo bem por você, então? Digo, Edward e eu nos casarmos? – Bella perguntou insegura e Sofia revirou os olhos, rindo em seguida.
− Já disse que sim. Edward e você têm a minha total aprovação. Fui eu que o ajudei a escolher o anel de noivado, inclusive. O que eu mais quero é que vocês se casem e que todos nós sejamos uma família. – Sofia falou e eu sorri, me aproximando e tomando as duas nos meus braços. Logo, Tommy e Mia se juntaram ao nosso abraço.
− Nós já somos uma família, Sofia. Só vamos oficializar. – Eu declarei, beijando a testa de Bella que sorriu para mim.
− Obrigada! Eu te amo! – Ela murmurou emocionada e eu ri quando escutei minha família nos aplaudindo outra vez.
− Mais champanhe! – Rosalie falou ao garçom, enquanto batia em sua taça com um talher, chamando nossa atenção. – Senhoras e senhores, temos um casamento Cullen para organizar. Que comece a festa! – Ela declarou e todos riram, levantando as taças já cheias em um brinde.
− Viva aos noivos! – Emmett falou e todos responderam em coro.
− Viva!
Olhei para Bella, que me soprou um beijo enquanto ouvia Rosalie tagarelar sobre vestidos e sorri satisfeito. Ela aceitara. Seria minha esposa. E eu mal podia esperar para ser ainda mais feliz ao seu lado.
**********
Algumas semanas depois...
− As férias podiam durar para sempre. – Tommy reclamou, enquanto tomava seu café da manhã e eu sorri, cutucando Mia, que praticamente dormia sobre seu prato de panquecas.
− Já faz duas semanas que vocês voltaram para a escola e ainda não se conformaram com o fim das férias? Anime-se, Tommy. Lembre-se de que esse é o seu último ano. – Eu falei e ele fez uma careta.
− E depois faculdade, trabalho, responsabilidades. Crescer não é algo muito bom. – Ele resmungou e eu ri.
− Talvez não. Mas, todos temos que crescer. Não se pode evitar isso. Agora, termine seu café, pois preciso deixá-los na escola e voar para o fórum. Mia, acorda! – Eu falei, tirando minha pequena de outro cochilo e ela me lançou um olhar emburrado.
− Eu odeio a escola! – Ela resmungou e eu revirei os olhos.
Crianças!
Já fazia quase um mês que voltamos de Boston e, para ser sincero, eu também estava com saudades das férias.
Estar com minha família era sempre maravilhoso, mas o fato de ter Bella todos os dias, e noites, ao meu lado tornara tudo ainda melhor.
Estávamos tentando apressar nosso casamento para finalmente podermos viver sob o mesmo teto, mas minha irmã e seu complexo de grandeza estavam dificultando tudo.
Rosalie queria uma festa digna da realeza e embora Bella e eu afirmássemos várias vezes que preferíamos algo mais simples, eu não cortei o barato da minha irmã por saber que aquele era o primeiro (e único) casamento de Bella e, portanto, ela merecia o melhor.
Assim, eu acatava as ideias malucas da minha irmã e via com tristeza e desespero minha conta no banco diminuir drasticamente e a data para o meu casamento se prolongar por mais algum tempo.
− Bella e Sofia vão jantar em casa hoje para falarmos sobre o casamento. Portanto, direto para casa, senhor Antony. Você poderá ficar com sua namorada a noite.
− Certo. Vou para casa depois do treino. Mas, Sofia e eu nem combinamos nada hoje. Ela tem jogo a tarde.
− Hum... Ela conseguiu voltar para o vôlei, então?
− Sim. O castigo era referente ao período letivo passado. Agora, ela está de volta. Mais linda e talentosa do que nunca. – Tommy falou apaixonado e eu ri.
− Você não vai ao jogo dela?
− Não. Infelizmente meu treino foi marcado para o mesmo horário. Mas, ela prometeu pedir para alguém gravar. Gostamos de analisar os passes depois.
− Certo. Então, depois do treino, pegue sua irmã e vá direto para casa. Vejo vocês de noite. Boa aula! Tchau, princesa. – Eu falei para Mia, que sorriu e acenou para mim.
Fui direto para o fórum e só consegui sair de lá depois da uma da tarde.
Liguei para Bella, a fim de confirmar nosso compromisso de hoje à noite, mas como seu celular estava desligado, concluí que ela devia estar presa em alguma cirurgia.
Fui para o meu escritório, torcendo para que minha secretária tivesse tido a intuição de pedir meu almoço, já que eu estava morrendo de fome e quando cheguei lá me assustei ao encontrar Rosalie aos prantos na recepção.
− Rosalie, o que aconteceu? – Eu perguntei preocupado e ela correu em minha direção, chorando mais alto e me abraçando em desespero. – Rosalie, fale comigo. O que houve?
− Um atirador... Um atirador... – Ela murmurou e eu fiquei ainda mais confuso.
− O que? Que atirador? Do que você está falando?
− Tem um atirador na escola dos nossos filhos, Edward. Vários adolescentes morreram e ninguém sabe nos informar quem está vivo e quem está morto. – Ela explicou, chorando ainda mais alto e eu paralisei, sentindo um baque no peito.
Um atirador? Na escola dos nossos filhos?
Meu Deus do céu!
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