Capítulo 15

Pov. Bella

O domingo havia sido ótimo. Acordar ao lado do meu namorado lindo, depois de uma noite incrível, ter uma manhã regada de conversas, comida boa, risadas e sexo gostoso e depois poder passar o dia ao lado da minha princesa e da minha família poderia facilmente ser classificado na categoria maravilhoso.

Minha vida estava tão boa que, às vezes, eu sentia um pouco de medo do que o futuro me reservava.

− Um doce pelos seus pensamentos. – Sofia gracejou, jogando uma barra de chocolates no meu colo e eu sorri, puxando-a para o meu lado no sofá e abrindo meu presente para dividir com ela.

− Eu estava pensando no meu namorado gostoso, na minha filha perfeita e na família linda que eu tenho em Los Angeles e que sempre me apoiou em tudo. Eu estava pensando que minha vida está tão perfeita que eu tenho medo de acordar e perceber que tudo não passou de um sonho.

− Mãe, não é sonho. É uma recompensa pela mulher maravilhosa que você sempre foi, apesar de todas as adversidades. Então, relaxa. Você não vai acordar. Edward é real, eu sou real, sua família é real e estaremos sempre com você. – Ela falou e eu sorri, me ajeitando para que ela pudesse se deitar no meu colo. – Como foi a noite na casa do Edward?

− Não, não. Primeiro, quero saber do passeio no píer com o Antony. Como foi? – Eu perguntei e Sofia corou, o que me fez rir.

− Foi divertido. Andamos em vários brinquedos, conversamos, tomamos sorvete. Antony e eu temos muito em comum, mãe. Nunca imaginei que fosse encontrar um garoto que se parecesse tanto comigo. Ele é gentil, educado, inteligente, sensível e totalmente apaixonante. Mas, acho que você sabe disso, pois, pelo visto, é uma característica “Cullen”. – Sofia declarou e nós rimos.

− Realmente. Edward é tudo isso também. Além de ser muito atrapalhado. Mas, essa característica só aumenta o seu charme.

− Tommy admira muito o pai. Ele cuidou sozinho dos filhos depois que a esposa morreu.

− Sim. Edward é um homem incrível. Mas, o que eu quero saber agora é o desfecho do passeio de ontem. Rolou beijo? – Eu perguntei interessada e Sofia revirou os olhos, corando em seguida.

− Um selinho, mãe. Algo bem inocente. Mas, foi lindo. – Ela falou de maneira sonhadora e eu sorri.

− E quando ele vai pedir sua mão em namoro? – Eu provoquei e ela bufou.

− Mãe, não pira. Foi só um selinho. Antony e eu concordamos em ir com calma e é assim que vai ser. – Ela falou séria e eu revirei os olhos, o que a fez rir.

− Sofia, você é cautelosa demais. Dê uma chance a Antony. Dê uma chance a vocês. Edward e eu estamos bem e um namoro entre você e o filho dele não vai nos atrapalhar. Então, relaxe, amor. Relaxe e seja feliz. – Eu aconselhei e Sofia suspirou.

− Tudo bem, mãe. Mas, agora, me conte: como foi sua noite com o Edward? – Sofia perguntou e foi minha vez de corar ao me lembrar de tudo o que Edward e eu fizemos na noite passada e naquela manhã.

− Foi maravilhosa, amor. Eu nunca me senti tão linda, sensual e desejada. Edward é excitante e selvagem, mas ao mesmo tempo é delicado, doce e romântico. Eu estou perdidamente apaixonada por ele, amor. Acho que finalmente conheci o amor da minha vida. – Eu declarei e ela riu, me encarando atentamente.

− Você nunca se sentiu assim com meu pai ou com James? – Ela perguntou e eu neguei com um gesto de cabeça.

− Não. Com seu pai, eu era muito jovem. Não tinha maturidade para saber o que era estar apaixonada. Eu estava apenas entusiasmada com a ideia de ficar com um cara gato com Jacob e descobrir os prazeres do sexo. E com James... Eu já tinha tido alguns relacionamentos frustrados que fiz de tudo para dar certo, ignorando até mesmo seu jeito violento e a forma estranha como ele agia na sua presença. Mas, nenhum dos dois, que foram meus relacionamentos mais sérios antes de Edward, fez com que eu sentisse a terça parte do que eu sinto quando estou com Edward Cullen. Ele é especial, filha e, dessa vez, eu não estou enganada.

− E vocês pretendem se casar? – Sofia perguntou e eu dei de ombros, enquanto acariciava seus cabelos.

− É muito cedo para isso ainda, amor. Mas, quem sabe, não é? Eu não iria me opor se ele me pedisse em casamento. Te dar uma família sempre foi o meu sonho.

− Mãe, você e eu somos uma família. – Ela falou e eu sorri, beijando seu rosto lindo.

− Eu sei, meu amor. Mas, eu queria que você tivesse tudo. Pai, mãe, irmãos, cachorros, gatos. E com Edward eu sinto que finalmente posso lhe dar tudo.

− Mãe, se Antony for meu irmão, não vai poder ser meu namorado. Então, esquece isso. Você já me dá tudo. Eu tenho tudo o que preciso com você. É claro que se você se casar, eu vou ficar muito feliz. Mas, não faça isso por mim. Faça por você, porque eu já sou feliz simplesmente por ser sua filha. – Ela declarou e eu sorri emocionada, beijando seu rosto e, mais uma vez, agradecendo aos céus por ter uma filha tão maravilhosa como a minha.

Depois da nossa conversa, fomos para cama e eu fiz questão que ela dormisse comigo.

No dia seguinte, deixei Sofia na escola antes de ir para o hospital e enquanto me despedia dela, vi quando uma moça loira, que não era Rosalie, se despedia de Antony e Mia no estacionamento.

− Quem será aquela moça? – Eu perguntei a Sofia, que seguiu a direção do meu olhar e deu de ombros.

− Deve ser alguma tia. Mia se parece com ela. – Minha filha comentou e um alerta soou em minha mente.

Kate. Será?

− Descobre quem é ela pra mim, filha. Eu tenho que ir, pois estou mega atrasada. Se cuida, tá? Eu te amo. – Eu falei, beijando seu rosto e ela sorriu.

− Também te amo, mãe. Bom trabalho! – Ela desejou e eu segui para o hospital. Mas, antes de passar as visitas, resolvi telefonar para Edward e tentar descobrir quem era a tal loira do estacionamento.

Oi, princesa.— Ele falou, quando atendeu ao telefone, mas entes que eu pudesse me derreter em toda sua doçura, precisava descobrir quem era aquela mulher.

− Edward Cullen!

O que? O que foi que eu fiz? — Ele falou desesperado e eu contive a vontade de rir.

− Não sei. Você fez alguma coisa?

Não. Eu não fiz nada. Recebi uma visita inesperada em minha casa hoje de manhã, mas eu juro que não tenho nada a ver com isso. Não sei como e nem porque Kate veio a Los Angeles.— Ele respondeu e eu respirei fundo, tentando conter minha raiva por saber que aquela mulher era, de fato, Kate Denali, a cunhada de Edward que era apaixonada por ele e que, junto com Mia, havia colocado todas as suas namoradas para correr.

− Ela vai ficar na sua casa?

− Ela sempre fica, pois aproveita a oportunidade para passar um tempo com Antony e Mia. Mas, se você quiser, eu a mando para um hotel. – Edward falou e eu suspirei.

− Não. Ela tem o direito de passar um tempo com os sobrinhos. Mas, se ela tentar colocar as mãos em você, eu juro que faço pedacinho dela, Edward. – Eu ameacei e ele riu. – Não ria. Isso é sério!

Amor, ela não vai chegar perto de mim. Fique tranquila. Mas, para acabar com essa má impressão que você tem de Kate, vamos combinar um jantar lá em casa. Assim, vocês se conhecem e, caso ela ainda tenha qualquer ideia romântica ao meu respeito, você pode dissuadi-la. Sem mata-la, é claro.— Ele ofereceu e eu bufei. Mas, o fato de ele ter me chamado de amor havia feito com que eu milagrosamente me acalmasse.

Será que ele me chamara assim de propósito ou nem percebera que o havia feito?

− Pode ser. Quando?

− Hoje. Ela nunca fica muito. Eu posso buscar você e Sofia, caso queiram.

− Não. Eu vou com meu carro. Encontro você mais tarde, então.

− Mal posso esperar, meu anjo. Um beijo. – Ele falou, se despedindo e eu respirei fundo, olhando para os prontuários a minha frente e tentando me concentrar.

Nessa noite eu conheceria a cunhada de Edward, que tentara por muito tempo ser a nova senhora Cullen. Mas, meu namorado dissera que nunca tivera interessado nela, então, eu não tinha com o que me preocupar.

Edward era meu. Ele jamais me trocaria por outra mulher depois da noite mágica que tivemos. Aliás, ele não me trocaria por motivo nenhum.

Agora, eu só precisava convencer minha insegurança deste fato.

Seria um longo dia!

**********

− Mãe, você tem certeza? Podemos ir para casa e deixar esse jantar para outro dia. Acho que vai ser melhor. – Sofia falou, olhando em dúvida para a fachada da casa de Edward e eu suspirei.

− Sou eu que vou ter que enfrentar a mulher que tentou por muito tempo ficar com o meu namorado e é você que está com medo?

− Só acho que confrontar o passado do namorado, na casa dele, quando o namoro acabou de começar pode não seu uma boa ideia.

− Bem, nós já estamos aqui. Então, vamos enfrentar. O máximo que pode acontecer é eu e a tal Kate nos odiarmos.

Sofia não estava muito convencida, mas me acompanhou até a entrada e quando Antony atendeu a porta, seu rosto se iluminou ao ver minha filha.

Fomos conduzidas até a sala, onde Kate e Mia riam concentradas em um álbum de foto. A pequena sorriu para nós, acenado e eu fiquei feliz de já não ser mais alvo de sua habitual hostilidade.

Quando a cunhada do meu namorado me viu, ela me mediu de cima a baixo e eu agradeci por ter gasto um tempo extra me arrumando, apesar de ter passado o dia todo atendendo emergências no hospital e ter fugido do plantão noturno.

− Olá. Você deve ser a Isabella, namoradinha do meu cunhado. – Kate falou, levantando-se para me cumprimentar e eu respirei fundo, lançando a ela um sorriso forçado e tentando ignorar o fato de ter sido chamada de “namoradinha”.

− Eu sou a Isabella, sim. A namorada de Edward. E você deve ser a cunhada dele. Aquela que tentou namorá-lo, mas não obteve sucesso. Obrigada, a propósito. – Eu sussurrei a última parte e ela ficou vermelha, me olhando com ódio.

Ponto pra mim.

− Amor, que bom que chegou. – Edward falou, aproximando-se para me beijar e eu sorri, retribuindo o beijo de bom grado. – Olá, Sofia. Vocês estão lindas, meninas.

− Sofia? Esse não é o nome da namorada do Tommy? – Kate perguntou e Antony e Sofia coraram. – Espera. Ela é sua filha?

− Sim, Kate. Sofia é filha de Bella, minha namorada. Vamos jantar? – Edward perguntou, encerrando o assunto e eu respirei fundo, seguindo-o até a mesa de jantar.

A comida devia estar deliciosa, mas eu não estava sentindo o gosto realmente. O único sabor que eu sentia naquela noite era o gosto amargo do ciúme que estava me corroendo.

Eu sei que era uma bobagem, pois Edward não havia me dado motivo nenhum, mas uma vida inteira de relacionamentos frustrados fez com que eu desenvolvesse uma insegurança imensa com relação a outras mulheres se aproximando dos meus namorados.

Era algo que eu simplesmente não conseguia controlar e acho que Kate havia percebido isso, pois não parava de me provocar.

− Fiquei sabendo que vocês se conheceram pelo Tinder. – Kate comentou e Edward se empertigou no lugar, me lançando um olhar cauteloso.

− É. Foi um começo inusitado para um namoro que eu posso classificar sem medo de errar de sólido e duradouro. – Eu respondi e ela riu cinicamente.

− Edward já namorou muitas mulheres desde a morte da minha irmã, Isabella. O que te faz pensar que você é diferente delas? – Kate perguntou e Edward a encarou com raiva.

− Kate, quer parar com isso? Meu passado não vem ao caso. Bella e eu estamos felizes juntos e para mim não existe outra mulher além dela. Nenhuma outra sequer pode ser comparada a ela. – Ele falou bravo, mas Kate deu de ombros e, antes que algum de nós pudesse retrucar, Mia falou nos surpreendendo.

− Bella é uma mamãe de verdade. – Ela declarou e todos nós a encaramos.

− Como, querida? – Edward perguntou e Mia suspirou, me encarando por um momento antes de dar sua explicação.

− Bella é uma mamãe de verdade. Nenhuma das namoradas do papai eram mamães. Nenhuma delas tinha uma filha tão legal como Sofia. Tia Rosalie me disse que uma mulher que cria uma filha tão especial como a Sofia só pode ser uma mãe maravilhosa. E, se ela é uma mãe legal, eu quero que ela seja minha mãe, pois eu nunca tive uma. – Mia falou e eu fiquei encarando-a sem esboçar nenhuma reação. Nem que eu quisesse eu poderia.

A mesa estava em silêncio absoluto e até Kate que, desde que eu chegara, não parara de fazer comentários mordazes parecia ter perdido a língua.

− Minha mãe é maravilhosa mesmo, Mia, e já disse que eu aceito dividi-la com você e com Antony numa boa. Que bom que você entendeu isso, princesa. – Sofia falou e Mia sorriu, me lançando um olhar meio ressabiado.

Eu sorri para a pequena e troquei um olhar de felicidade com Edward. Minha vontade era encher Mia de beijos, mas eu precisava me conter para não assustar a menina.

− Você teve uma mãe, Mia. Uma mãe maravilhosa que te amou muito. – Kate falou e Mia virou-se para a tia.

− Eu sei que a mamãe me amou, tia. Mas, eu não me lembro dela. Só sei o que você, Tommy e o papai me contam. Eu quero ter uma mamãe que esteja aqui todos os dias. Que vá assistir minhas apresentações na escola, que me coloque na cama, que faça bolo de chocolate pra mim, que trance o meu cabelo. As outras namoradas do papai só queriam ficar com ele. Ninguém queria Antony e eu. Já a Bella quer ser minha amiga. Então, é por isso que ela é diferente das outras namoradas do papai e eu não vou afugentá-la. – Mia falou convicta e eu pensei que meu sorriso pudesse rasgar o meu rosto.

Minha vontade de matar Kate Denali sumira. As palavras verdadeiras de Mia a meu respeito fizeram com que ela desaparecesse. Para sempre.

Eu era a mulher que Edward escolhera e agora Mia me aprovava. Kate e todas as mulheres que quisessem tirar meu namorado de mim que fossem para o inferno.

Depois do jantar, Kate se recolheu e enquanto eu ajudava Edward com a louça, nossos filhos foram jogar banco imobiliário na sala.

− Amor, eu sinto muito pelo que você teve que escutar de Kate. Acho que depois das palavras de Mia ela finalmente entendeu que nada do que ela disser ou fizer vai atrapalhar nosso relacionamento. Você eu somos para sempre. – Edward falou, me abraçando com carinho e eu sorri, beijando seu rosto.

− Mia me promoveu a quase mãe e eu não podia estar mais feliz com isso. Mas, de ontem para hoje eu recebi outra promoção e queria discuti-la com você.

− Promoção? Como assim? – Ele perguntou confuso e eu sorri.

− Fui promovida de namorada a amor. E eu queria saber se isso é sério. Se não é só um apelido carinhoso.

− Claro que é sério, Bella. Eu sei que pode parecer precipitado, mas você é o meu amor sim. Meu lindo amor. Alguém que surgiu na minha vida para me devolver a alegria e a felicidade. Meu amor. Amor, amor... – Ele falou, sendo incrivelmente fofo e a cada amor pronunciado, eu ganhava um beijo delicioso.

− Você também é o meu amor. E eu nem sei exprimir o tamanho da felicidade por tê-lo em minha vida. – Eu falei e ele sorriu largamente, me beijando outra vez.

Depois de muitos beijos, risadas e brincadeiras, finalmente terminamos a arrumação da cozinha e quando voltamos para a sala, encontramos nossos filhos dormindo.

Mia estava esparramada no sofá e Sofia estava com a cabeça recostada no ombro de Antony, que mantinha a mão firmemente ao redor de sua cintura.

− Acho que vamos ter outro casal fofo nessa nossa família maluca muito em breve. – Edward comentou e eu sorri, olhando enternecida para a cena.

− Tudo bem pra você se eles namorarem?

− Você tá brincando? Tudo ótimo, Bella. Que pai não ia querer uma namorada como a Sofia para o seu filho? Ela é linda, inteligente, doce, carinhosa... Ela é perfeita, amor. Assim como você. E se você é boa o bastante para o pai, ela é igualmente boa para o filho. – Edward declarou e eu sorri, me inclinando na ponta dos pés para beijá-lo.

Sua constante fofura e suas belas declarações mereciam muitos beijos.

Como já estava muito tarde, eu acordei Sofia com jeitinho e fomos para casa. Minha filha estava tão sonolenta que nem percebeu que eu a tirara dos braços de Antony, pois, caso contrário, tenho certeza que ela estaria toda tímida, ainda se fazendo de difícil.

Os dias se passaram e a cunhada indesejada de Edward finalmente foi embora. Descobrimos que ela viera a Los Angeles para uma audiência e resolvera visitar os sobrinhos. Era para ser uma visita de um dia, mas quando Mia a informara sobre o namoro do pai, ela resolvera estender sua estadia para que pudesse me conhecer.

O jantar foi tenso e seus comentários inapropriados e maldosos quase abalaram minha segurança adquirida recentemente. Mas, no fim, Mia fora a salvadora da noite e Kate Denali tivera que colocar o rabinho entre as pernas e voltar para São Francisco e para o seu namorado. Pobre homem!

Só me restava torcer para que ela não voltasse para uma visita tão cedo.

Naquela semana, os plantões foram intermináveis, mas, a sexta-feira chegou e com ela a euforia, a antecipação e o desejo, já que eu passaria aquela noite com Edward. Foram vários dias sem sexo depois daquela noite espetacular e eu não via a hora de me encontrar com o meu namorado lindo e gostoso para matar toda a saudade que eu sentia.

Tentei adiantar o máximo de consultas e cirurgias que consegui e, quando estava prestes a ir embora, Suzana apareceu e insistiu para que eu participasse de uma cirurgia cardiotorácica ainda naquele dia.

− Dra. Cooper, eu já participei de dezenas de cirurgias como essa. Não será nada novo para mim. Além disso, tenho compromisso daqui a pouco.

− A cirurgiã que vai realizar a cirurgia é fantástica. Ela está em Los Angeles de passagem e o hospital a convidou para fazer parte do caso. Portanto, é uma oportunidade única. Além disso, ela pediu para que você estivesse na sala de cirurgia. – Suzana explicou e eu a olhei surpresa.

− Pediu? Ela me conhece?

− Acredito que sim. Ela foi bem específica ao dizer que queria a Dra. Swan auxiliando-a. Portanto, vista-se e lave-se. Você vai sim assistir essa cirurgia. E isso não é um pedido, Dra. Swan. – Suzana falou séria e eu suspirei, voltando para o vestiário.

Eu estava no lavatório quando uma senhora que aparentava ter um cinquenta anos se juntou a mim. Ela tinha cabelos claros, olhos verdes e um bonito sorriso.

Algo nela me era familiar, mas eu não sabia dizer o que era.

− Dra. Swan, eu suponho. – Ela falou, me observando enquanto se lavava e eu assenti.

− Sim. Dra. Isabella Swan, cirurgiã pediátrica. E você é? – Perguntei curiosa e ela sorriu outra vez, o que fez com que duas covinhas fofas aparecessem em seu rosto.

Edward tinha covinhas como as dela e, eu me vi lamentando o fato de não estar apreciando-a neste momento.

Suzana acabara com meus planos de sexo e, de repente, eu me vi odiando minha chefe mandona e empata foda.

− Eu sou Esme. Dra. Esme Cullen. Cirurgiã cardiotorácica e... Bem, sua sogra. – Ela falou e eu arregalei os olhos, encarando-a assustada.

Esme Cullen. Cullen como Edward.

Puta que pariu!

Aquela era mesmo minha sogra.

Notas finais
RECADO IMPORTANTE: Algumas meninas me pediram uma foto da Mia. Vou postá-la no meu grupo do facebook. Então, deem uma passadinha por lá e não se esqueçam de comentar o capítulo! Logo, logo farei um bônus sobre o primeiro beijo de Tommy e Sofia (#Tofia). Preparem-se.