Laços de amor

16 Bônus: Primeiro Beijo


Bônus

O beijo de Tommy e Sofia

Pov. Antony

− Eu tenho medo de altura. Acho que não consigo encarar essa montanha russa. – Sofia comentou, olhando amedrontada para o brinquedo enquanto estávamos na fila da bilheteria, e eu sorri.

− O lance da montanha russa não é a altura. É a velocidade e a adrenalina. – Eu afirmei e ela revirou os olhos, o que me fez rir.

− Pois bem. Então, eu não curto nem altura, nem velocidade e muito menos adrenalina. Acho que prefiro o carrossel. – Ela comentou de um jeito fofo e eu ri, pagando pelos bilhetes.

− O medo é um sentimento que deve ser superado diariamente. Veja bem, você tinha medo de álgebra e hoje conseguiu superá-lo depois de muito estudo, tentativas e erros. Eu posso te ajudar também a superar o medo de montanha russa. Basta você querer. – Eu ofereci e ela mordeu o lábio, me olhando incerta. – Eu deixo até você apertar minha mão.

Sofia sorriu para mim e, mesmo hesitante, me acompanhou. Ajudei-a com o cinto e quando o brinquedo começou a se mover, ela agarrou minha mão com força e fechou os olhos.

− Um dos segredos para superar o medo é não fechar os olhos. – Eu sussurrei em seu ouvido e ela suspirou, me fitando incerta.

− Não devia ter deixado você me convencer. Essa subida é assustadora. – Sofia resmungou e eu ri.

− É. Você tem razão. Mas, a descida é sensacional. Então, mantenha os olhos abertos e grite.

− Gritar?

− Sim. É libertador. Experimente. – Eu falei, quando já estávamos quase no topo e Sofia engoliu em seco.

− Ai, meu Deus, ai meu Deus... Aaahhhhhhhh... – Ela gritou quando o carrinho iniciou a descida e eu não pude fazer outra coisa ao não ser gargalhar.

− Coloque os braços pra cima! – Eu gritei e ela me lançou um olhar zangado.

− Se soltar minha mão, eu mato você Antony Cullen. – Ela ameaçou e eu ri, apertando sua mão com firmeza, o que me fez ganhar um sorriso lindo.

Ah, se ela soubesse como eu gostaria de segurar sua mão para sempre!

Depois de duas voltas inteiras o brinquedo finalmente parou e eu ajudei Sofia a saltar. Ela parecia atordoada, apesar de estar rindo, e eu tive que segurá-la quando ela tropeçou nos próprios pés e quase deu com a cara no chão.

− Acho que esse brinquedo me deixou enjoada. – Ela reclamou e eu ri, sentando a nós dois em um banco próximo.

− Então, antes que você passe mal de verdade, vamos ficar bem quietinhos aqui nessa sombra. Quer alguma coisa?

− Água seria legal. – Ela falou e eu fui atrás de água imediatamente. – Prontinho. − Falei, lhe entregando uma garrafinha de água minutos depois e ela sorriu.

− Obrigada, Tommy. Você é muito gentil. Aliás, eu tenho que agradecê-lo também por ter me ajudado com álgebra hoje. Você é um ótimo professor e tenho certeza que conseguirei fazer a prova na segunda. Pelo menos, é o que eu espero.

− Você vai tirar de letra, fique tranquila. Mas, não precisa me agradecer. É o que um cara faz quando gosta de uma menina.

− Ensina matemática pra ela? – Sofia gracejou e eu ri, colocando uma mecha de cabelo que se soltava da sua trança atrás de sua orelha, enquanto a encarava com intensidade.

− Sim, oras, porque não? Mas, o que eu quis dizer é que quando um garoto gosta de verdade de uma garota, ele cuida, se preocupa, ajuda, é atencioso... E foi isso que eu tentei provar hoje. Eu gosto de você, Sofia, e sempre que precisar de mim, estarei disposto a ajudá-la. Seja lhe ensinando equações algébricas ou deixando que você amasse meus pobres dedos na descida de uma montanha russa. Eu sempre estarei aqui por você. – Eu declarei e ela sorriu, baixando o olhar daquele jeito tímido que tanto me encantava.

− Eu nunca namorei... – Ela murmurou e eu sorri ternamente.

− Nem eu. – Eu afirmei e ela ergueu as sobrancelhas em minha direção, duvidando da minha palavra. – Sofia, eu nunca namorei. Já beijei muitas garotas, mas nunca tive compromisso com ninguém.

− Por quê?

− Porque eu ainda não tinha encontrado você. – Eu murmurei e ela corou, fixando o olhar em mim por longos minutos.

− Nossos pais... – Ela começou, mas eu tive que interrompê-la. Sofia precisava entender que meu pai e a mãe dela não podiam ser empecilho para nosso envolvimento.

Pelo contrário. Eles torciam por nós dois.

− Nossos pais estão namorando e torcem para que o mesmo aconteça conosco. Sua mãe me aprova. Meu pai te aprova. Não sei qual o problema.

− O problema é que eu nunca namorei. Não tenho a menor experiência nesse tipo de assunto. Eu sei o que leio nos livros. E se você me achar imatura demais? E se você se cansar de mim? Se apaixonar por outra garota? Como a gente vai conviver numa boa, Tommy? Como uma briga nossa não afetaria nossos pais? E se a gente terminar? Como vai ficar?

− Calma, Sofia. Nem começamos a namorar e você já está querendo saber como será nossa reação após o término? Fica difícil algo dar certo assim. – Eu reclamei e ela revirou os olhos.

− Mas, nós temos que pensar nisso, pois, como eu disse, qualquer ranço entre nós afetaria seriamente a relação dos nossos pais.

− Certo. Você tem razão. Mas, eu não vou desistir de você, Sofia. Não é justo. Eu conheci você entes do meu pai conhecer sua mãe. Eu gostei de você antes de eles começarem a namorar. Então, tudo o que eu quero é uma chance. Podemos ir com calma, nos conhecermos melhor, nos tornarmos amigos, antes de qualquer coisa... Depois, a gente vê.

− Pensei que já fôssemos amigos.

− Somos. Claro que somos. Mas, a gente pode se tornar ainda mais amigos e quem sabe, namorados. Eu quero muito, Sofia. – Eu declarei e ela suspirou.

− Certo. A gente pode ir com calma.

− Sério? Você não vai mais resistir a minha aproximação? – Eu perguntei animado e ela sorriu, tocando meu rosto de leve.

− Não...

− Posso te dar um beijo, então? Para selar nosso acordo?

− Pensei que a calma fosse a regra principal para nós, Antony Cullen. Amigos não beijam...

− Beijam sim se for para selar um acordo. – Eu falei baixinho, me aproximando do seu rosto e ela sorriu.

Sofia não se afastou, como pensei que ela faria e, por isso, eu sabia que podia beijá-la. Senti a respiração dela chocar-se contra meu rosto e a vontade de beijá-la me chicoteou com força.

Toquei seus lábios com os meus com toda delicadeza possível e foi mágico. Sentia-me flutuando em um paraíso.

Seus lábios eram doces e macios e eu me vi ainda mais hipnotizado por sua beleza, por seu gosto e por seu cheiro.

Quando nos afastamos, ela demorou alguns segundos para abrir os olhos, e quando o fez, sorriu timidamente para mim.

Tive vontade de beijá-la outra vez, mas sabia que não deveria fazê-lo. Sendo assim, me contentei em beijar o seu rosto e puxá-la para perto de mim. Sofia descansou o rosto no meu ombro e eu me senti feliz só por poder segurá-la assim.

Depois do nosso beijo, andamos de mãos dadas pelo píer, conversando, rindo e brincando. Tomamos sorvete, andamos na roda gigante e depois eu a acompanhei no carrossel, rindo da sua alegria infantil em poder andar no brinquedo.

Sofia era maravilhosa e a cada momento que passava ao seu lado eu ficava mais apaixonado. Eu sabia que ela se sentia da mesma forma e eu só esperava que nosso segundo beijo não demorasse tanto, pois, eu mal via a hora de finalmente poder chamá-la de minha namorada.

Notas finais
Está aí o bônus como prometido. E para quem ainda não visitou minha página no face, aí está: https://www.facebook.com/groups/650207918371728/ Beijos! Não deixem de comentar!