Capítulo 16

Pov. Edward

Bella estava atrasada. Muito atrasada e o fato de ela não atender ao telefone e nem responder as minhas mensagens estava me deixando preocupado.

Hoje era sexta-feira, o dia em que teríamos nosso encontro romântico regado de comida boa, carinhos, conversas, risadas e sexo delicioso. Ela estivera animada o dia inteiro e me mandara várias mensagens sugestivas que quase me fizeram entrar em combustão espontânea.

E agora, desaparecera sem deixar vestígios.

− Você parece nervoso, pai. Algum problema? – Antony perguntou ao chegar do seu treino de futebol e eu suspirei, jogando meu telefone sobre o sofá.

− Minha namorada desapareceu. Bella sumiu e não dá notícias. Acho que vou ter que cancelar nossa reserva no restaurante. – Eu lamentei e Tommy ficou me encarando por longos segundos.

− Já ligou para Sofia? Ela pode ter alguma notícia da mãe. – Meu filho sugeriu e eu sorri, lhe estendendo o telefone.

− Eu não tinha pensado nisso. Mas, já que a ideia foi sua, ligue você. – Eu ofereci e ele engoliu em seco, mas, por fim, acabou fazendo a ligação.

− Sofia? Tudo bem? É o Antony. Estou ligando para perguntar sobre a sua mãe. Ela tinha um compromisso com o meu pai, mas não apareceu e não atende ao telefone. – Tommy explicou e eu fiquei encarando-o em expectativa. – Sério? Mas, você tem certeza? – Meu filho falou, parecendo surpreso e eu fiquei mais nervoso ainda. O que será que havia acontecido?

− O que é Tommy? O que ela disse? Cadê minha namorada? – Eu perguntei desesperado e meu filho me dispensou com um gesto de mão, me fazendo bufar.

− Pode deixar. Vou falar pra ele. Até mais. Um beijo.

− O que ela disse? Fala logo, Antony.

− Bella teve uma cirurgia de última hora. – Ele falou e eu respirei aliviado.

Era só uma cirurgia. Menos mal.

− Com a vovó. – Antony falou e eu arregalei os olhos, encarando-o assustado.

− Como é?

− Bella está em cirurgia com a vovó. Com a sua mãe. – Antony repetiu e eu fiquei encarando-o pasmo.

− Mas, o que minha mãe está fazendo em Los Angeles? Ela trabalha em Boston. E porque que ela está operando com Bella? Sua avó vai espantar minha namorada. Bella vai fugir para as Bahamas depois de conhecê-la. – Eu falei desesperado e Antony riu.

− Pai, não seja exagerado. A vovó é gente boa. Tenho certeza de que Bella irá adorá-la.

− Sua avó é maluca, filho. Bella vai me dispensar depois que conhecê-la. – Eu declarei e Antony revirou os olhos.

− Pai, vai ficar tudo bem. Bella te ama e não vai fugir de você só porque sua mãe é um pouquinho maluca. Fique calmo. De qualquer forma, não há muito que ser feito. As duas estão operando juntas e já se conhecem. – Antony concluiu e eu suspirei, sabendo que ele tinha razão.

Só me restava torcer para que desse tudo certo.

− Eu vou para o hospital. Quero ter certeza de que Bella não vai fugir de mim. – Eu declarei e Tommy riu.

− Pode ir. Eu cuido da Mia. E, se por acaso Bella não fugir e vocês ainda forem ter uma noite romântica, fique tranquilo. Eu fico numa boa com a baixinha.

− Obrigado, filhão. Mia está no quarto dela. Tem comida pronta no forno, mas se quiserem pedir pizza, tem dinheiro na cozinha. Estarei com o celular ligado o tempo todo. Qualquer coisa, me ligue.

− Pode deixar, velho!

Eu voei para o hospital e quando cheguei lá encontrei minha namorada na recepção, conversando animadamente com minha mãe.

− Boa noite, caras damas. – Eu falei e elas me encaram surpresas.

− Filho, que bom te ver. Como vai o meu bebê? – Minha mãe perguntou, vindo me abraçar e eu encarei minha namorada por cima dos ombros dela, querendo me certificar de que estava tudo bem.

− Eu estou bem, mãe. Só estou muito curioso para saber o que você está fazendo em Los Angeles.

− Eu vim para visitar meus filhos, meus netos e para conhecer minha nova nora. Estava curiosa, ainda mais quando soube que ela era cirurgiã. – Minha mãe declarou e eu revirei os olhos.

− E porque você não esperou para conhecê-la em uma reunião de família? Porque tinha que abordá-la no trabalho dela, quando ela não poderia fugir de você? – Eu perguntei e minha mãe me olhou divertida.

− E porque ela iria querer fugir de mim?

− Porque a senhora é maluca. – Eu declarei e ela gargalhou.

− Edward, sua mãe é fantástica. Não diga bobagens. Eu adorei conhecê-la. – Minha namorada declarou e eu sorri, indo até ela e beijando seus lábios com carinho.

− Eu fiquei com medo de você fugir de mim depois de conhecê-la. Minha mãe já afugentou muitas namoradas minhas com a sua maluquice. – Eu falei e minha mãe bufou, me olhando com censura.

− Namoradas vadias. Você, até hoje, só conheceu duas mulheres que valem a pena. Tanya e Bella. Eu não espantei sua esposa e não vou espantar sua atual namorada. Fique tranquilo. Ela é incrível. E, pelo que fiquei sabendo, ela já até ganhou o coração da Mia. Então, não tem como eu afugentá-la. – Minha mãe garantiu e eu revirei os olhos, beijando a testa da minha namorada e a abraçando forte.

− Bella é maravilhosa, mãe. Um verdadeiro achado. Então, por favor, entenda meu medo de perdê-la devido às suas loucuras. – Eu falei e Bella corou, o que fez minha mãe rir.

− Fique tranquilo, meu bebê. Eu só queria mesmo estar em uma sala de cirurgia com a sua namorada para testar suas habilidades cirúrgicas. Apenas isso. Mas, fiquei sabendo que vocês tinham um encontro hoje. Podem ir. Vou para sua casa ficar com meus netos. Aproveitem a noite. – Minha mãe falou e eu sorri satisfeito por poder, finalmente, ficar a sós com a minha princesa. – Querida, nos vemos amanhã. Foi um prazer operar com você.

− O prazer foi meu, Dra. Cullen. Pode vir para cirurgias sempre que quiser.

− Terei isso em mente para uma próxima visita. E me chame apenas de Esme. Somos da mesma família agora.

Depois que minha mãe se foi, eu me virei para Bella e a encarei desconfiado.

− Você e minha mãe, hein! – Eu comentei e ela riu.

− Eu levei o maior susto quando ela se apresentou como minha sogra. Mas, a Dra. Esme Cullen é um máximo. Foi a cirurgia mais incrível da qual eu já participei, amor. E ela não é louca. É só uma mãe orgulhosa dos filhos e dos netos. – Bella falou, acariciando meus cabelos e eu sorri, beijando seus lábios.

− Aposto que ela falou muito sobre mim.

− Falou. Ela é uma mãe que tem muito orgulho do filho que você é, do marido que você foi e do pai que você se tornou. Mas, conversamos mais a respeito da minha vida em Los Angeles, da época da faculdade e da residência. Falamos sobre Sofia. Ela também me contou sobre a vida de vocês em Boston, sobre a tristeza que ela e seu pai sentiram quando você e Rosalie resolveram vir para a Califórnia. Essas coisas... Foi uma cirurgia longa, então, tivemos tempo de conversar bastante.

− Bom, se essa conversa não fez você fugir correndo de mim, eu posso superar o fato de minha mãe ter agido pelas minhas costas. – Eu declarei e ela revirou os olhos, me beijando com carinho.

− Bobo. Mas, o que acha de irmos para minha casa? Sofia está na casa do meu irmão e, portanto, temos meu apartamento só para nós dois. Eu sei que você planejou algo diferente, mas eu estou tão cansada. Acho que um banho e um filme na TV já está de bom tamanho essa noite. – Bella falou e eu sorri, guiando-a até o carro dela, já que minha mãe havia levado o meu.

Chegamos ao seu apartamento em menos de vinte minutos e enquanto ela tomava banho eu preparei uma macarronada para nós dois. Comemos no maior clima de romance e quando minha fome por comida foi saciada, eu senti outro tipo de fome me corroer.

Mas, Bella dissera estar cansada e, portanto, ela teria que dar o primeiro passo naquela noite, pois não eu poderia passar por cima de sua exaustão apenas para saciar minha vontade louca de fazer amor com ela.

Seu vestido curto estava me tentando a noite toda, pois eu podia jurar que ela não usava nada por baixo. Depois do banho, minha princesa deixara os cabelos soltos e sua aparência de menina travessa, andando descalça pelo apartamento, estava mexendo demais com a minha cabeça, me fazendo ter pensamentos nada inocentes com ela.

− Vem, vamos assistir TV na cama. Amanhã lavamos a louça. – Ela ofereceu e eu sorri, seguindo-a até o quarto.

− Eu ainda não havia sido apresentado ao seu quarto. – Eu comentei depois que Bella voltou do banheiro e ela sorriu, aproximando-se de mim e começando a desabotoar minha camisa.

− Nós não tínhamos intimidade para que eu pudesse trazê-lo aos meus aposentos reais. Mas, depois do último fim de semana e dos orgasmos incríveis proporcionados a mim, você adquiriu esse direito. – Ela falou, beijando meu queixo e eu arfei.

− Pensei que estivesse cansada...

− Eu estou, mas sexo me relaxa. – Ela comentou e eu gemi baixinho, beijando-a com paixão.

Essa mulher seria minha ruína!

− O que acha de uma massagem? – Eu ofereci com a voz rouca e ela sorriu animada, correndo para o banheiro e voltando, segundos depois, com um frasco de creme nas mãos, o que significava que minha proposta havia sido aceita.

Sentei na cama de costas para a cabeceira e ela acomodou-se no meio das minhas pernas, me lançando um olhar malicioso quando notou minha nada discreta ereção, o que me fez corar.

Ela ajoelhou-se na minha frente, de costas para mim, e desabotoou o vestido lentamente, descendo-o pelos ombros. Eu engoli em seco e, sem saber direito o que estava fazendo, espremi um pouco de creme na palma da mão e comecei a espalhar delicadamente por suas costas.

− Você estava só de vestido esse tempo todo? – Eu perguntei rouco e ela suspirou, jogando a cabeça para trás para apreciar melhor minhas carícias.

− Eu não uso roupas íntimas em casa. Pelo menos não quando estou sozinha ou na companhia do meu namorado. – Ela respondeu e eu sorri, me inclinando e mordendo o lóbulo da sua orelha de leve, o que a fez gemer.

− Garota má...

Ela não respondeu e eu continuei a massagem, colocando mais creme em minhas palmas e deslizando minhas mãos meladas por sua barriga plana e subindo até os seios, sentindo-os duro de excitação.

Ela gemeu alto e meu pênis se mexeu por conta própria.

Beijei o lado do seu pescoço, mordendo e lambendo de leve e quando ela amoleceu em meus braços, eu levei minha mão até a frente do seu corpo, penetrando-a com um dedo, me surpreendendo com a facilidade com que consegui fazer aquilo. Ela começou a ofegar e eu sorri, movimentando meu dedo lentamente dentro dela.

Continuei provocando-a e estimulando-a, até que ela se virou nos meus braços e me encarou com os olhos turvos de desejo.

− Chega disso. Agora, eu quero você dentro de mim. – Bella falou e eu gemi, jogando-a na cama e me livrando rapidamente das minhas roupas.

− Assim? – Eu perguntei, penetrando-a com força e Bella arfou, arqueando seu corpo contra o colchão.

− É... Assim. Ai que delícia! – Ela sussurrou, movimentando seu corpo de encontro ao meu e eu gemi, estocando com força.

− Você é muito gostosa. E é toda minha. – Eu falei, soando extremamente possessivo, mas sem me importar nem um pouco.

Ela era realmente minha e seria para sempre.

Eu virei a nós dois na cama, deixando que ela me cavalgasse e quando ela intensificou os movimentos sobre meu corpo, eu não contive um gemido.

− Shhhhhh... Isso aqui é um apartamento, Edward. Os vizinhos podem nos ouvir. – Ela sussurrou contra meus lábios e eu a beijei, passando a mão por suas costas e apertando sua bunda.

− Vamos deixá-los com inveja, então. – Eu falei, invertendo nossas posições mais uma vez e ela revirou os olhos.

− Nada disso. Contenha-se... – Bella comandou e eu ri, investindo com força contra seu corpo, fazendo com que ela tivesse que abafar um gemido.

− Não quero me conter. Eu só quero te foder direito...

− Você está me fodendo direito, amor. Muito direito. – Ela sussurrou, fechando os olhos e eu abracei seu corpo pequeno, investindo nela com ainda mais ímpeto.

Em pouco tempo alcançamos um orgasmo explosivo e maravilhoso, e, só conseguimos abafar nossos gritos de prazer porque estávamos com os lábios colados no momento em que alcançamos o clímax.

Seu corpo se abria e se fechava ao redor do meu pênis em deliciosos espasmos e, naquele momento, ainda dentro dela, eu me dei conta de que nunca na minha vida havia feito sexo de uma forma tão plena e maravilhosa como aquela.

− Tudo bem aí? – Eu perguntei depois que nossa respiração voltou ao normal e ela sorriu, mantendo os olhos fechados.

− Tudo ótimo. Maravilhoso, aliás. – Ela respondeu com a voz rouca e eu ri, abraçando-a e beijando sua testa com carinho.

Cochilamos por algum tempo e quando eu percebi que ela tentava escapar dos meus braços, eu a apertei contra mim.

− Vou tomar banho, bonitão. Quer vir comigo? – Ela ofereceu, sussurrando no meu ouvido e eu sorri, mas me mantive na mesma posição.

Ouvi o chuveiro sendo ligado minutos depois e me levantei, ajeitando a bagunça que fizemos no quarto antes de ir para o banho.

E foi quando eu vi parte do meu gozo nos lençóis é que me dei conta que Bella e eu, no calor do momento, não usamos nenhuma proteção.

Eu gelei.

Será que ela tomava pílula?

Puta merda!