Laços de amor
12 Capítulo 12
Capítulo 12
Pov. Sofia
− Não aguento mais os olhares fulminantes de Mary Jane em minha direção. Ela me olhou assim a semana toda. – Eu comentei com Lara quando percebi a doida da Mary Jane me encarando feio pela milésima vez naquela semana e minha prima riu.
− Ela está com raiva por você ter ousado se aproximar de Antony Cullen. A idiota ainda acredita que ele é propriedade exclusiva dela. Mal sabe Mary Jane que nós duas temos conhecimento de que, na verdade, eles nunca namoraram. Como ela pôde mentir para a escola toda? Uma mentira assim é algo que pode acabar com a popularidade e reputação de qualquer garota. – Lara comentou, olhando descaradamente na direção de Mary Jane e eu ri baixinho das suas palavras.
Quando eu contara a Lara a verdadeira história entre Antony e Mary Jane Volturi, minha prima rira feito uma maluca, tirando sarro da cara de nossa companheira de time por ter, durante esse tempo todo, se proclamado dona de um cara que não estava nem um pouco a fim dela.
E claro que, como não podia deixar de ser, teve mais um monte de ideias envolvendo Antony e eu.
− Eu nunca iria imaginar uma coisa dessas. Jurava que ele ia aos nossos treinos e jogos para ver Mary Jane. – Eu comentei e Lara bufou, me olhando divertida.
− É, mas na verdade ele ia pra ver você. Isso é tão legal! Ter o maior gato do colégio interessado em você é surreal, Sofia! – Lara falou, batendo palmas animada e eu ri, balançado a cabeça para suas bobeiras.
− Seria legal se eu não tivesse que ficar aguentando os olhares mortais de Mary Jane. Tem horas em que ela me dá medo.
− Mary Jane vai acabar morrendo envenenada com o próprio ódio. Ela pode te olhar quanto e do jeito que quiser. Até porque, já sabemos o fim dessa história.
− E qual é? – Perguntei interessada e Lara sorriu triunfante.
− Você, feliz e contente, nos braços de Antony Cullen. – Lara falou, piscando em minha direção e eu ri, revirando os olhos.
Mas, era bem esse o final que eu almejava mesmo. Antony e eu, juntos, como nossos pais.
− Eu o que? – Antony perguntou, aparecendo do nada e eu dei um pulo assustada, torcendo para que ele não tivesse escutado o que minha prima havia dito.
Ele já tinha ideias demais a esse respeito para ser incentivado pelas loucuras de Lara Swan.
− Você nada, Antony querido. Sofia e eu só estávamos comentando sobre os olhares fulminantes que ela tem recebido de Mary Jane essa semana. – Lara comentou e Tommy suspirou, sentando-se do meu lado e comendo um pedaço de maça que estava no meu prato.
Eu estreitei os olhos em sua direção e ele riu, pegando mais um pedaço de fruta e colocando na boca, o que me fez revirar os olhos.
Antony estava ficando engraçadinho demais para o meu gosto!
− Não liguem para Mary Jane. Ela é louca e tudo o que eu quero é distância dela. Mais cedo ou mais tarde ela vai ter que entender que eu não sou propriedade dela. Na verdade, eu pretendo ser propriedade de outra garota. – Ele falou, piscando em minha direção e eu baixei o olhar, corando e sorrindo de leve.
− Ah... Vocês são tão fofos! – Lara falou de um jeito meloso e eu revirei os olhos, evitando o olhar insistente de Antony.
− Amanhã podíamos sair. E antes que você se negue, a gente pode levar Mia junto. Ela ia adorar passar um tempo com você. – Antony falou e eu o encarei por um segundo, antes de desviar meu olhar para Mary Jane que praticamente rosnava por estarmos tão próximos.
Voltei a encará-lo e sorri.
− Eu tenho uma prova de álgebra segunda. E eu não sei porcaria nenhuma. Meu tio ficou de ajudar Lara e eu a estudarmos. Amanhã. Então, não vai dar. – Eu expliquei e ele torceu os lábios.
− Isso é sério, Lara? – Ele perguntou a minha prima e eu o olhei indignada.
Como assim ele ousava duvidar da minha palavra?
− Hei! Eu não minto, Antony Cullen! – Eu falei, dando um tapa em seu braço e ele riu, se esquivando do meu golpe, enquanto achava tudo muito divertido.
− Ela falou a verdade, Antony. A droga da álgebra vai nos manter reclusas por todo o fim de semana. E como a tia Bella vai sair com seu pai amanhã à noite, Sofia vai dormir na minha casa para retomarmos os estudos no domingo de manhã. – Lara explicou e Tommy suspirou, me encarando com um olhar quase arrependido.
− Só queria confirmar que a álgebra não era uma desculpa para você me evitar. Mas, se é a matemática o problema, eu posso ajudá-las. Sempre fui excelente com números. – Ele se gabou e eu revirei os olhos, o que o fez rir. – Estou falando sério!
− Claro que está, Antony. Mas, sua oferta será recusada, pois minha querida prima passaria a aula toda admirando sua beleza e não aprenderia álgebra. Então, é melhor que meu pai nos ensine. Ele também é excelente com números. – Lara falou e eu enrubesci, fuzilando-a com o olhar.
As pessoas deviam parar de fazer comentários e perguntas constrangedoras sobre Antony e eu. Essa mania coletiva já estava me irritando.
− Tommy, e seu primo, Ethan? Não o vi muito essa semana. Lara achou ele uma gracinha. – Eu falei de forma provocante e minha prima engasgou com o suco, me lançando um olhar mortal.
Ponto pra mim, Lara Swan!
− Ele foi jogar em New York. Mas, estará de volta na segunda. Fique tranquila, Lara. E a propósito: ele também te achou uma gracinha. – Antony falou divertido e Lara bufou, o que me fez rir.
Como era bom vê-la provar do próprio veneno.
Depois do intervalo, seguimos para nossas três últimas aulas e eu gemi internamente quando Mary Jane sentou-se ao meu lado na aula de inglês.
− Oi, Sofia. Importa se eu me sentar com você? − Ela perguntou e eu respirei fundo, negando com um gesto de cabeça. – Queria falar com você sobre Antony Cullen. Mas, acho que você já desconfia disso.
− Eu não tenho nada pra falar sobre Antony, Mary Jane. Ele é filho do namorado da minha mãe. Só isso. Agora, me dá licença, pois quero prestar atenção à aula.
− Não pense que esse assunto terminou, Sofia. Ninguém se mete com o meu namorado e sai ilesa. – Ela falou e eu bufei, mas preferi ficar em silêncio.
Era melhor não dar trela para a loucura obsessiva daquela garota.
Quando o sinal para a saída tocou, eu saí rapidamente da sala, tentando despistar Mary Jane.
Tinha conseguido chegar ao estacionamento quando ouvi alguém gritar o meu nome. Virei-me na direção da voz e ri quando o corpo pequeno de Mia se chocou contra o meu.
− Sofia! Eu estava com saudades! – Ela falou e eu sorri, me abaixando para beijar seu rostinho.
− Eu também estava, pequena. Mas, o que você está fazendo aqui? Cadê seu irmão?
− Ele deve estar vindo atrás de mim. Eu saí correndo quando te vi. Minha escola fica aqui ao lado. Na verdade, é a mesma escola, mas como sou pequena, fico separada por um muro. – Ela explicou e eu ri, olhando ao redor e vendo Tommy se aproximando com uma expressão irritada.
− Se você correr de mim assim outra vez, Mia Cullen, eu juro que te esgano. – Ele ameaçou e a pequena revirou os olhos.
Aquela garota não tinha o menor senso de perigo.
− Eu só queria falar oi para a Sofia. Você a vê todo dia. Eu não. – Mia explicou e eu sorri para Antony, que soltou um longo suspiro.
− Tá. Já falou oi. Agora, vamos. Tia Rosalie está nos esperando.
− Eu quero ir com ela. Passar o dia na casa dela. – Mia falou e Tommy bufou, passando a mão pelo rosto.
− Mia, não é educado se convidar para ir à casa das pessoas. Então, fala tchau para a Sofia e vamos logo. – Tommy falou e eu o olhei com estranheza.
Porque ele estava tão irritado?
− Qual o problema? – Eu perguntei e ele suspirou, me olhando por um momento.
− Estou cansado das loucuras de Mary Jane. Soube que ela te ameaçou na aula de inglês. Só queria que ela parasse com essa perseguição. – Ele falou e eu suspirei, me aproximando e tocando seu ombro.
− Tudo bem, Tommy. Eu sei lidar com Mary Jane. Então, não se estresse a toa. Com o tempo ela vai acabar desistindo. E quanto a Mia, tudo bem se ela for comigo. Minha mãe está em casa hoje. Será uma ótima oportunidade de elas se conhecerem. – Eu sussurrei a última parte e ele respirou fundo, sorrindo em seguida.
− Certo. Vou avisar meu pai, então. E como eu terei que ir buscá-la mais tarde, você aceita ir comer uma pizza comigo? – Ele perguntou e eu mordi os lábios para conter um sorriso.
Eu adoraria sair com ele, mas ainda tinha a sensação de que tudo estava indo rápido demais.
− Posso ir também? – Mia pediu e eu ri quando Tommy fez uma careta.
− Pode, Mia. Claro que pode. Até mais tarde, então, meninas. – Tommy falou e se despediu de nós com um beijo no rosto.
Fomos para casa e minha mãe ficou agradavelmente surpresa com a presença de Mia.
− Olha só... Temos uma ilustre convidada para o lanche. Porque não vão lavar as mãos, meninas? Eu já vou servir. – Minha mãe falou, dando um beijo em cada uma de nós e eu conduzi Mia até o banheiro.
− Sofia? – Mia falou, me olhando através do espelho e eu a encarei atentamente.
− Hum?
− É legal ter uma mamãe? – Ela perguntou de forma inocente e eu sorri tristemente para ela.
− É claro que é. Minha mãe é incrível. Ela é mandona às vezes em relação às tarefas de casa e à arrumação do quarto. Mas, ela só faz isso porque me ama.
− Será que ela vai me amar também?
− Se você deixar, com certeza. Minha mãe tem muito amor pra dar.
− E você não se importa se ela dividir comigo e com o meu irmão?
− Nem um pouco. – Eu garanti e ela sorriu.
Comemos em meio a conversas e risadas e Mia até que foi simpática com minha mãe.
− Nunca gostei das namoradas do meu papai. Elas eram todas falsas e não gostavam de verdade de mim e do meu irmão. Eu queria que meu papai se casasse com a tia Kate, mas ele não quis. Ela sim gosta do meu irmão e de mim de verdade. – Mia declarou e minha mãe me olhou por um momento, antes de voltar sua atenção para a criança a nossa frente.
− Tia Kate?
− É. Ela é irmã da minha mãe. Acho que ela gosta do papai, mas ele nunca quis namorá-la. E eu não entendo porque, já que ela é tão bonita. Ela é até advogada como ele. – Mia falou e minha mãe se mexeu incomodada na cadeira, o que me fez disfarçar um sorriso.
Isabella Swan não tinha talento nenhum para esconder o seu ciúme.
− Ela trabalha com seu pai?
− Trabalhava. Mas, agora ela mora em São Francisco. Ela me pediu ajuda para conquistar o meu papai, mas ele não quis, mesmo quando eu espantava todas as suas namoradas. Acredito que ele achava estranho namorar a irmã da minha mãe. – Mia falou e eu ri, enquanto minha mãe continuava olhando pasma para Mia.
− Era por isso que você espantava as namoradas do seu pai? Por que sua tia pedia?
− Era. Mas, eu fazia isso porque elas eram realmente umas bruxas. Teve uma que ameaçou me enviar para um colégio interno. Então, eu sumi com ela. Eu faço parte da vida do meu pai e nenhuma mulher vai mudar isso. Como até agora você não tentou, tá tudo bem. Acho até que gosto de você. – Mia declarou e minha mãe sorriu, embora ainda estivesse claramente preocupada com a história da tal tia apaixonada.
Depois do nosso lanche, jogamos banco imobiliário e assistimos filmes da Disney na TV. Mia vibrou quando minha mãe fez pipoca caramelizada, o que nos fez rir. Comemos e tomamos Coca-Cola e Mia tirou sarro de nós duas por causa do excesso de calorias, dizendo que ela não precisava se preocupar pois ainda era uma criança.
Aquela garota sabia ser má, às vezes!
Quando Tommy chegou para buscá-la, Mia dormia em nosso sofá e minha mãe disse que ficaria com ela para que pudéssemos dar uma volta. Eu aceitei a oferta e fui com Tommy a uma pizzaria que ficava de frente para o mar.
− Deve ser legal morar em Santa Monica e poder vir à praia sempre que quiser. – Ele declarou, observando as ondas se chocarem contra as pedras e eu sorri.
− Minha mãe sempre gostou do mar e por isso quis comprar nosso apartamento aqui. Mas, a gente quase não vem à praia. Minha mãe trabalha demais e Lara, que é minha companheira de aventuras, odeia areia, sol e água. – Eu falei e ele riu me encarando por longos segundos.
− E seu pai, Sofia? Você nunca fala dele. – Tommy comentou e eu suspirei.
− Eu não tenho pai, Tommy. Quer dizer, eu não o conheci e não faço a menor questão. Ele abandonou minha mãe grávida e nunca voltou nem para saber se o bebê era menino ou menina. A família dele também nunca fez questão de me conhecer. Então, eu simplesmente finjo que sou filha apenas da minha mãe. Ajuda me parecer só com ela. – Eu expliquei e ele riu.
− Vocês são quase idênticas. Isso é tão estranho. Nunca tinha conhecido mãe e filha tão parecidas.
− Acho que o fato de eu ser praticamente a cópia da minha mãe foi um presente dos céus, porque, pelo menos assim, ela não tem que se lembrar do cretino do meu progenitor. Eu sou só dela e me pareço só com ela. Sou muito grata por isso. Além disso, minha mãe é linda. Ter a aparência dela é um presente divino. – Eu gracejei e ele riu.
− Ela é linda mesmo. Meu pai está apaixonado. Não fala em outra coisa ao não ser em sua linda namorada. Ele está mega ansioso para o encontro de amanhã. – Antony comentou e eu corei ao me lembrar do que provavelmente aconteceria amanhã.
− Minha mãe também. Já até escolheu a roupa. Umas quinze vezes. – Eu comentei divertida e ele gargalhou.
− Mia e eu vamos dormir na casa da tia Rosalie amanhã. O que significa que... Bem, você sabe o que significa. – Ele falou sem graça e eu desviei o olhar.
Eu simplesmente me recusava a falar sobre a vida sexual dos nossos pais.
− Sua irmã falou a respeito de uma tia Kate hoje. Você sabia que ela era apaixonada pelo seu pai? – Eu mudei de assunto e Tommy bufou, me olhando preocupado.
− Kate é irmã da minha mãe e depois que meu pai ficou viúvo ela quis tomar conta das nossas vidas. Tia Rosalie a colocou para correr quando percebeu suas intenções. Mas, por muito tempo, ela ficou rondando meu pai, querendo que ele desse uma chance a ela. Mia jogava no time da tia Kate e infernizava as namoradas do meu pai a mando dela. Quando descobrimos, meu pai comprou a parte dela no escritório e a mandou catar cocos. Mas, ela ainda liga de vez em quando. Acho que, no fundo, ainda nutre a esperança de meu pai dar uma chance para um relacionamento entre eles. Só espero que sua mãe não tenha ficado encanada com essa história. Meu pai nunca teve interesse nenhum em minha tia.
− Ela ficou um pouco encanada sim. Mas, eles vão conversar e se entender. Se seu pai não tem nenhum interesse na sua tia, não tem porque minha mãe ficar preocupada. – Eu falei e Antony sorriu.
− Não tem mesmo. Meu pai está encantado por ela. Só por ela...
Comemos nossa pizza conversando sobre os mais variados assuntos e andamos um pouco pela orla da praia antes de voltar para minha casa.
Edward estava lá e sua cara não estava muito boa, o que significava que, provavelmente, eles haviam conversado sobre a tal tia Kate.
Minha mãe nos serviu sorvete a fim de prolongar a estadia da família Cullen na nossa casa e Mia, que já parecia bem à vontade na minha casa, até ajudou a colocar a cobertura sobre as taças. Ela não estava brava por Antony e eu termos saído sozinhos, o que era ótimo.
Ser alvo da irritação de Mia era a última coisa que eu queria.
Depois que eles foram embora, ajudei minha mãe com a louça e, enquanto ela tomava banho, eu invadi sua cama mais uma vez.
− Vou ter companhia essa noite, então. Ótimo! Estou precisando conversar. – Ela falou animada e eu gemi ao imaginar o tipo de conversa que ela queria ter.
− Não vamos falar sobre sexo, né?
− Claro que vamos. Eu, provavelmente, irei transar amanhã. Estou ansiosa. Faz muito tempo que eu não vejo um homem nu. – Ela comentou e eu revirei meus olhos, o que a fez rir.
− Mãe, por favor! Isso é constrangedor.
− Deixa de ser careta, menina. É sexo. Algo que todo mundo já fez, faz ou irá fazer um dia. Faz parte da essência humana.
− Eu não sou careta. Mas, você vai fazer sexo com o pai do Antony. É estranho. Além disso, vocês dois, nus, em uma cama, não é uma cena que eu goste de imaginar. – Eu declarei e minha mãe corou, rindo em seguida.
− Eu comecei com a pílula. Não quero produzir um bebê, como Mia sugeriu. – Minha mãe falou divertida e eu ri.
− Aquela garotinha tem algum problema de filtro. Nunca vi uma criança soltar tantas pérolas como ela. Mas, acho que o problema é ela ter crescido sem uma mãe. Edward é um pai maravilhoso, mas não conseguiu suprir a falta de uma presença feminina na vida da Mia. Hoje ela me perguntou como é ter uma mamãe.
− É mesmo? Pobrezinha! Se bem que a tal Kate tentou suprir essa necessidade, né? – Minha mãe falou brava e eu ri.
− Falou com Edward sobre isso?
− Falei. Ele disse que não tem nada a ver e que embora ela tenha realmente tentado ser namorada dele quando sua esposa morreu isso ficou no passado. Segundo Edward, ela namora e está bem feliz morando em São Francisco. Mas, eu vou ficar de olho. Ninguém vai tirar o meu advogado lindo de mim. Nem mesmo a tia Kate. – Minha mãe declarou e eu ri, me aconchegando próxima ao seu corpo.
Dormimos rapidamente.
Na manhã seguinte, estávamos fazendo palavras cruzadas e tomando café quando a campainha tocou. Eu imaginei ser Lara que viera me buscar para a nossa aula de álgebra. Por isso, não me importei em abrir a porta de pijama.
Mas, não era Lara. Era Antony. E quando ele me olhou de cima a baixo eu corei.
− Antony? Tá fazendo o que aqui?
− Vim te ajudar com álgebra. – Ele respondeu e eu o olhei confusa.
− Mas... Lara e eu...
− Fica tranquila. Já está tudo acertado com Lara. Eu serei seu professor particular com a total aprovação da sua prima. – Ele falou sorridente e eu respirei fundo, antes de deixá-lo entrar.
Eu ia matar minha prima.
Ah se ia!
Fale com o autor