Capítulo 13

Pov. Bella

Ouvi Antony e Sofia rindo sem parar e resolvi dar uma espiada.

Eles estavam olhando alguma coisa no celular e pareciam se divertir bastante. Se não fosse o fato de minha filha precisar mesmo de nota em matemática eu não interromperia de jeito nenhum aquele momento fofo.

Mas, Sofia precisava estudar e a diversão teria que ficar pra depois.

− Álgebra, crianças. Álgebra. – Eu lembrei aos dois adolescentes sorridentes ao entrar na sala e eles se endireitaram no lugar, tentando, sem sucesso, se concentrar nos livros outra vez.

Sofia tinha ficado uma fera quando Antony aparecera aqui pela manhã. Ela ligara para Lara e gritara com a prima até que eu me vi obrigada a interferir e fazê-la ponderar que Lara, na verdade, lhe fizera um favor.

− Favor? Como pode ser um favor, mãe? Lara e eu tínhamos combinado de estudar com o tio Jasper. Ela mesma dispensou a ajuda do Antony e aí, de manhã, ele aparece aqui e me pega descabelada e de pijama. Ela não me fez favor nenhum. Lara me jogou aos lobos, isso sim! – Sofia falou brava e eu revirei os olhos para o seu drama.

− Certo. Que seja, Sofia. Mas, agora, você vai tomar um banho, vestir uma roupa e estudar álgebra com o Antony. Você vai aproveitar a companhia do garoto que arranja mil pretextos para estar com você, apesar das suas constantes recusas. E isso é uma ordem, mocinha! – Eu falei séria e ela bufou, pisando duro em direção ao banheiro.

Quando Sofia finalmente voltou para a sala, Antony já tinha espalhado sobre a mesa várias folhas com exemplos algébricos e explicações, e eu sorri ternamente ao imaginá-lo acordado quase a noite toda para preparar àquela “aula” para minha filha.

Antony Cullen estava apaixonado por Sofia e eu só queria que ela parasse de resistir tanto.

O filho do meu namorado era realmente bom com números e por várias horas durante aquele sábado deu mil e uma explicações à Sofia tentando fazer a álgebra finalmente entrar na cabecinha dela.

Mas, parece que a concentração e empenho deles já tinha ido embora há algum tempo.

− Mãe, acho que já estudamos bastante. Não aguento mais ver tantos x, y e z na minha frente. Estou com dor de cabeça já. – Sofia reclamou, debruçando sobre a mesa e Antony e eu rimos.

− Sente-se preparada para sua prova de segunda? – Perguntei, servindo suco de laranja aos dois e Sofia deu de ombros.

− Eu sei mais do que sabia ontem. Isso é melhor que nada. Mas, só vou saber se estou preparada quando estiver com a prova na minha frente.

− Eu garanto que ela está. Sofia fez vários exercícios sem minha ajuda. Ela vai arrasar! O bom de eu ajudá-la a estudar é que sei exatamente que tipo de coisa o Sr. Morrison cobra na prova. Ela vai tirar dez. Tenho certeza. – Antony falou convicto e eu ri, enquanto Sofia dava de ombros, desacreditada, uma vez que ela sempre foi uma tragédia com números.

− Bom, assim esperamos. Agora, já que acabaram, porque não vão dar uma volta na praia, tomar um sorvete e ver gente bonita. Vão ao parque do píer. Divirtam-se. Afinal, hoje é sábado, vocês são jovens e a vida é curta. – Eu sugeri e eles trocaram um olhar.

− Tudo bem por você, Antony?

− Eu vou adorar, Sofia. Já faz muito tempo que não vou ao parque do píer. Além disso, um pouco de diversão vai fazer bem ao nosso cérebro depois de tanta matemática. – Antony gracejou e Sofia sorriu.

− Certo. Então vou me arrumar e já volto. – Ela falou, correndo para o quarto e eu troquei um sorriso com Antony.

− Obrigada por ajudá-la a estudar, Antony. Tenho certeza que ela apreciou o seu gesto. – Eu agradeci e ele corou, me encarando sem graça.

− Ela não pareceu muito feliz em me ver hoje de manhã. – Ele falou ressabiado e eu ri.

− Ela abriu a porta de pijama e descabelada, pois não esperava te ver ali. Por isso ela pareceu brava. Mas, sei que ela gostou de ter estudado com você. Não se esqueça de que eu a conheço mais do que ninguém. – Eu afirmei e ele sorriu animado.

− Eu gosto muito da sua filha, Bella. Espero que um dia ela possa retribuir aos meus sentimentos e pare de ser tão teimosa.

− Tenho certeza que ela vai, Antony. Só peço que você tenha um pouco de paciência com Sofia. Depois de presenciar todos os meus fracassos amorosos, é natural que ela tenha medo de se apaixonar. Mas, eu sei que ela também tem sentimentos por você. Então, tudo o que você precisa ter é paciência. – Eu expliquei ternamente e ele sorriu animado.

− Eu esperarei por ela o tempo que for. Pode ficar tranquila. – Antony garantiu e foi minha vez de sorrir.

− Obrigada, querido. Você é um garoto incrível e nada me deixaria mais feliz do que vê-los juntos. – Eu falei, dando-lhe um beijo no rosto e indo verificar Sofia que estava demorando demais a se arrumar para uma simples tarde no parque.

− Se rolar beijo eu quero ser a primeira a saber. – Eu falei, encontrando-a em frente ao espelho arrumando o cabelo e ela corou, me olhando séria.

− Não vai rolar, mãe. Tommy e eu somos amigos e combinamos que nada vai acontecer entre nós por enquanto.

− Se você soubesse como beijar um Cullen é bom, tenho certeza que mudava de ideia rapidinho. – Eu falei, piscando divertida em sua direção e ela revirou os olhos. − Bem, vou aproveitar esse passeio de vocês para cuidar de mim, pois hoje tenho um encontro romântico com o meu namorado gostoso a quem eu vou beijar e, portanto, tenho que estar gostosa, linda, cheirosa e descansada. – Eu brinquei, piscando em sua direção e Sofia riu, balançando a cabeça.

− Mãe, às vezes, eu penso que eu sou a adulta dessa relação. – Ela comentou exasperada e eu ri, abraçando-a e beijando seus cabelos. Aproveitei nossa posição para colocar algum dinheiro em seu bolso, pois sabia que ela não me pediria.

− Divirta-se, amor. E aproveite, pois esse garoto gosta mesmo de você. – Eu disse e ela sorriu, beijando meu rosto.

− Eu sei. Agora eu vou, antes que ele desista. Até mais tarde. E obrigada pela grana. Prometo usar com responsabilidade. – Ela piscou para mim e eu sorri largamente, agradecendo aos céus por ter criado uma menina tão maravilhosa.

Minha vida não havia sido fácil desde que eu me descobrira grávida de Sofia aos quinze anos de idade. Meus pais surtaram, me chamaram de irresponsável e chegaram a cogitar um aborto, mas eu me recusei terminantemente.

Eu sempre fora uma defensora assídua dos direitos da mulher e isso incluía o direito ao aborto, mas eu não queria fazer aquilo. Eu desejava meu bebê, mesmo que o pai dele tivesse sido um completo canalha comigo.

Então, eu enfrentara minha família, Jacob e a família Black e tivera o meu bebê. Quando Sofia nascera, eu só conseguia olhar para ela e chorar. Chorar de alegria por tê-la saudável em meus braços apesar de tudo o que passamos e chorar de desespero por não saber o que seria de nós duas.

Na época, eu vivia em uma minúscula cidade do estado de Washington, Forks, e minha gravidez precoce foi assunto por muito tempo. Minhas amigas foram afastadas de mim e, na escola, quase ninguém conversava comigo, ao não ser Alice, que também estava grávida de Lara. Acho que a população de Forks tinha medo que o nosso comportamento, julgado tão promíscuo para a mente limitada daquelas pessoas, fosse contagioso.

De Jacob ninguém falava absolutamente nada e quando eu reclamava ouvia a justificativa tosca de que homens eram assim mesmo e que eu devia ter me cuidado. Era como se eu tivesse engravidado sozinha.

Minha vida foi difícil até o fim do ensino médio, mas pelo menos os meus pais aceitavam Sofia e me ajudavam com ela. Eu estudava de manhã e a tarde trabalhava em uma cafeteria, só podendo ficar com minha filha no tempo limitado do meu almoço, à noite e aos domingos.

Quando eu fui aceita na universidade da Califórnia, meu pai surtou e me disse que jamais me deixaria tirar Sofia de Forks. Mas, ela era minha e iria comigo para onde eu fosse.

Consegui uma vaga em um alojamento estudantil, omitindo o fato de que uma menininha de dois anos viveria comigo ali. Por sorte, minha companheira de quarto era um amor e não viu problemas em ter Sofia vivendo conosco.

Arranjei uma vaga em uma creche local e enquanto eu estava na faculdade, Sofia podia conviver com outras crianças, brincar e aprender. Aos fins de semana, mesmo tento que estudar, íamos à praia, ao parque ou ao museu, brincávamos e fazíamos bagunça, sendo que eu passava todo o tempo disponível ao lado da minha princesa, estudando apenas nos momentos em que ela dormia. Sorte a minha ter memória fotográfica.

Quando Alice e Jasper vieram para Los Angeles com Lara, minha vida melhorou bastante. Eu me mudei para o apartamento deles e Alice me ajudava com Sofia, enquanto eu me dedicava a residência médica.

Apesar da minha ausência devido aos estudos, Sofia sempre foi uma criança doce e compreensiva. Ela era muito educada, não me dava problemas na escola e estava sempre pronta a me oferecer um sorriso lindo quando eu chegava em casa depois de horas e horas em pé na emergência ou em uma sala de cirurgia.

Nunca houve cobranças da parte dela, sedo que quando eu dizia que eu não podia comprar algo devido ao nosso orçamento limitado, ela milagrosamente entendia. Sofia me pedia permissão para tudo e quando eu dizia não para algo, raramente havia discussão.

Desde seu nascimento, Sofia se tornara a razão da minha vida e eu não tinha palavras para expressar o quanto eu era apaixonada por ela.

Agora, minha linda menininha havia se tornado uma moça encantadora e estava apaixonada pela primeira vez. Era algo lindo de se ver, principalmente porque Antony, que era um garoto incrível, retribuía ao sentimento.

Os dois eram tão fofos juntos que tudo o que eu podia desejar era que eles se entendessem o quanto antes.

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Enquanto minha filha e seu futuro namorado (Se Deus quisesse!) passavam o resto da tarde no parque, eu aproveitei minha rara solidão e passei a tarde submersa em minha banheira, relaxando e pensando em tudo o que poderia acontecer naquela noite. Só de pensar em sexo com Edward eu sentia meu corpo esquentar em zonas proibidas.

E, a fim de estar preparada para essa noite, hidratei meus cabelos, limpei minhas sobrancelhas, arrumei minhas unhas, cuidei da pele do meu rosto e fiz uma rápida depilação íntima.

Depois do banho, sequei meu cabelo cuidadosamente e cacheei levemente as pontas, deixando-o cheio e bonito.

Escolhi um vestido preto, que se aderia perfeitamente bem ao meu corpo e que era soltinho da cintura para baixo, o que me deixava esguia e elegante.

Fiz uma maquiagem leve, coloquei um brinco de brilhantes que ganhara de Jasper em meu último aniversário e que combinava perfeitamente bem com meu colar banhado a ouro que tinha uma pequena menininha como pingente, representando minha linda Sofia.

Coloquei uma sandália de salto e sorri para minha imagem no espelho. Eu estava linda, elegante e sensual e só esperava que Edward aprovasse.

Sofia chegou quando eu já estava de saída, pois Edward estava me esperando na portaria, e assoviou quando me viu.

− Nossa, mãe, você está muito gata! – Ela falou animada e eu ri, corando.

− Obrigada, querida. Espero que Edward também goste. Lara está vindo para lhe fazer companhia. Não saiam daqui. Deixei dinheiro para a pizza no seu quarto. Eu não tenho hora para voltar, mas quando voltar, vou querer saber tudo sobre o passeio no parque. Até mais tarde, amor da mamãe. Te amo! – Eu falei, beijando seu rosto e ela sorriu, enquanto eu corria em direção ao elevador.

Edward me esperava no hall de entrada e sorriu largamente ao me ver.

− Você está maravilhosa, Bella. – Ele falou admirado, me envolvendo pela cintura e beijando meus lábios. – E muito cheirosa também.

− Você também está lindo, Edward. E igualmente cheiroso. – Eu falei com um sorriso, admirando sua calça jeans escura que aderia perfeitamente a musculatura da perna, sua camisa azul clara que destacava seu peitoral largo e o blazer claro que compunha uma combinação elegante e perfeita.

Como meu namorado era gostoso!

Ele me guiou até o carro e em menos de vinte minutos chegávamos ao restaurante escolhido. Fomos conduzidos a uma mesa reservada e após os pedidos do vinho e da entrada, ficamos finalmente sozinhos.

− Eu estava ansioso por esse encontro. – Edward confessou, apertando minhas mãos sobre a mesa e eu sorri.

− Eu também estava. Gosto muito dos nossos encontros familiares, mas acho que precisamos de um tempo a sós.

− Realmente. Mas, antes de nos concentramos em nós, preciso te contar que Mia nem reclamou de ficar na casa da tia, hoje. Acho que ela está começando a aceitar nosso namoro. – Ele disse contente e meu sorriso se ampliou.

− Que bom, Edward. Essa notícia me deixa muito feliz. Tudo o que eu mais quero é que Mia me aceite como sua namorada. – Eu falei e Edward sorriu, piscando para mim.

− E Antony? Foi um bom professor hoje? Ele passou boa parte da noite estudando para ajudar Sofia.

− Foi sim. Acho que Sofia finalmente se entendeu com a Álgebra. E depois do estudo, foram ao parque do píer. Espero que tenham se divertido.

− Eu encontrei os dois no hall quando cheguei para buscá-la. Eles pareciam felizes. Meu filho está bem empolgado com a ideia de namorar Sofia. Passear com ela numa tarde de sábado deve ter sido a realização de um sonho. – Edward falou divertido e eu ri.

− Sofia não admite, mas eu sei que ela também está empolgada com a ideia. Antony é um fofo e o que eu mais quero é que eles se entendam.

− Eles vão se entender, Bella. Tenho certeza.

Quando nossa entrada chegou, o assunto mudou.

Falamos sobre nossos trabalhos, nossos gostos musicais, filmes preferidos, viagens, comida e família.

Edward me falou também sobre o seu casamento com a mãe de Antony e Mia e eu fiquei triste ao saber de todo o sofrimento pelo qual eles passaram nos meses que antecederam a morte de Tanya.

− Foi um período difícil. Mia era muito pequena e dependente e Antony estava carente, já que a mãe não conseguia lhe dar toda a atenção de antes e eu tinha que dividir minha atenção entre Mia, Tanya e o trabalho. Se não fosse por Rosalie, eu teria enlouquecido com toda a certeza.

− Ela morreu de câncer, não é?

− Sim. Nós achamos que ela estava grávida outra vez. Ficamos apavorados, pois Mia era praticamente recém-nascida. Mas, ao fazer um ultrassom, Tanya descobriu um tumor em um dos ovários. Ele era o responsável pela falta de menstruação. Minha esposa iniciou o tratamento imediatamente. Retirou o ovário e a tuba. Depois o outro ovário e o útero. Mas, já era tarde. O câncer já havia se espalhado. Foram quatro meses de sofrimento intenso até que ela faleceu. Foi horrível acompanhar todo o seu sofrimento sem poder fazer absolutamente nada para ajudá-la. Antony ficou em choque. Não comia, não brincava e nem conversava. Nem mesmo com Ethan, que era seu melhor amigo.

− Sinto muito. – Eu murmurei, apertando suas mãos em um gesto solidário e ele sorriu tristemente.

− Eu também sinto, Bella. Tanya era jovem, bonita, alegre e cheia de vida. Foi uma perda difícil. Levei anos para me recuperar e acreditar que eu podia ser feliz de novo. Aí veio Kate com toda sua loucura querendo me tornar seu marido e eu recuei de novo. Eu queria refazer minha vida, mas não com a irmã da minha esposa morta. E foi só quando eu conheci você que entendi que toda essa espera valeu a pena. Oito anos de solidão é bastante tempo, mas a recompensa foi você. Então, valeu a espera. – Ele falou, sendo incrivelmente fofo e eu sorri, não conseguindo formular uma resposta a altura.

Edward tinha o poder de me deixar sem palavra, às vezes.

O jantar continuou e, em um dado momento, ele quis saber sobre o pai de Sofia.

− Sofia não o conhece. Como eu te disse, ele sumiu quando percebeu que seu plano maligno de me fazer ter um aborto não deu certo. Ele nunca me procurou, nem mesmo para saber se o bebê era menino ou menina. Sofia só tem o meu nome na sua certidão de nascimento. Ele não a quis e não merecia ser lembrado.

− E se ele aparecesse hoje querendo conhecer Sofia? – Edward perguntou e eu fiz uma careta, estremecendo com a ideia.

− Não sei qual seria minha reação, sinceramente. Eu não sinto mais nada por Jacob. Nem raiva, nem desprezo, nem nada. Mas, eu não gostaria que ele se aproximasse da minha filha. Jacob causa destruição e sofrimento por onde passa e eu não quero que minha Sofia sofra.

Depois do jantar, fomos para uma boate e, esquecendo-nos do papo sério que tivemos no restaurante, dançamos coladinhos por um bom tempo.

Quer dizer, eu dancei. Edward apenas se mexia de um lado para o outro, o que me fez gargalhar do seu jeito desengonçado.

Bebemos alguns coquetéis, mantendo uma conversa leve, divertida e agradável e trocando beijos, amassos e apertões, até que sugeriu que fôssemos passa sua casa, o que fez com que borboletas invadissem meu estômago, me fazendo estremecer de desejo.

Ai meu Deus do céu!

Liguei para Sofia enquanto esperava ele buscar o carro e ela me desejou sorte.

− Não preciso de sorte, amor. Eu sou gostosa, linda e sensual, assim como meu namorado. Mas, obrigada.

Use camisinha, mãe. E aproveite. Lara e eu estamos bem.

− Pode deixar, amor. Vou aproveitar e muito. Até amanhã. Eu te amo! – Eu falei, me despedindo quando Edward parou o carro a minha frente e eu nem ouvi a resposta de Sofia, já que estava com pressa para chegar logo na casa de Edward.

Fizemos o caminho em silêncio e eu me recostei no banco do carro, deixando me envolver pelo som suave da música que tocava no rádio, enquanto a antecipação do que estava prestes a acontecer turvava minha mente e deixava meu corpo todo aceso.

Quando chegamos ao condomínio onde Edward morava com os filhos, ele me conduziu até a sala da sua casa e me ofereceu uma taça de vinho, que eu aceitei prontamente. Naquela noite eu precisava da coragem que o álcool me dava, pois já fazia muito tempo que eu não ficava nua na frente de ninguém.

E se ele não gostasse do meu corpo? Se me achasse magra demais? Se não gostasse dos meus seios ou da minha bunda?

James sempre reclamava dos meus atributos físicos reduzidos.

Mas, porque eu estou pensando naquele imbecil justo agora, quando tinha um cara maravilhoso ao meu lado?

Sacodi a cabeça de leve tentando afastar os pensamentos sem sentido e quando Edward me trouxe para perto do seu corpo eu prendi a respiração.

− Você é muito cheirosa. Poderia passar o dia todo sentindo seu cheiro que jamais iria me cansar. – Ele falou, beijando meu pescoço e eu sorri, sentindo meu corpo esquentar.

Sem saber como, eu fui parar no seu colo. Aproveitei nossa posição para beijá-lo e quando eu friccionei meu corpo sobre o seu quadril ouvi com satisfação o seu gemido de prazer.

− Já faz muito tempo que eu não fico com uma mulher assim, Bella. E, nesse momento, estou prestes a entrar em combustão. Então, me perdoe se eu fizer algo errado. Mas, eu desejo você demais. – Ele sussurrou, beijando meu colo com delicadeza e eu joguei minha cabeça para trás, gemendo baixinho.

− Você não vai fazer nada errado, Edward. E se isso ajuda, eu também estou prestes a entrar em combustão. – Eu sussurrei e ele sorriu, olhando para meu colo com desejo.

− Eu quero tirar a sua roupa e fazer amor com você. A noite toda se possível. Mas, não aqui. No quarto. Vamos. – Ele falou, me conduzindo escada acima e eu ri, quando ele nos jogou sobre a cama. – Você é tão linda. Eu quero beijá-la inteirinha. – Ele falou, com a voz rouca de desejo, passando a mão sobre meu corpo e eu sorri, acariciando seu rosto e beijando seus lábios com carinho.

− Então, beija! – Eu sussurrei e ele me beijou mais uma vez, antes de avançar sobre meu corpo e começar a despir-me.

Quando já estávamos nus, eu me sentei sobre seu colo e, juntos, deslizamos a proteção sobre seu membro ereto, unindo nossos lábios enquanto sentia-o me preencher por completo. Eu me movimentei sobre seus quadris me sentindo linda, plena e sensual. Suas palavras doces, misturadas com algumas mais sujas me envolveram em um ritmo alucinante, me transportando para outro planeta. As sensações que a união dos nossos corpos provocou eram tão fortes que foi impossível conter o grito de paixão e desejo na minha garganta. Minha unha arranhou sua pele, assim como meus lábios distribuíram mordidas e beijos. Seus dentes também marcaram minha pele suada e seus lábios não ignoraram nem um centímetro do meu corpo. Suas mãos seguraram minha bunda, me incentivando e me ajudando a ter sempre mais. Muito mais. Eu gritei de puro prazer, chegando ao clímax e sentindo meu corpo flutuar. Quando voltei a perceber o ambiente ao meu redor, encontrei seus olhos dourados fitando-me com intensidade, gratidão e paixão. Não me contive, e me inclinei para beijá-lo, o que fez com que ele sorrisse.

− Linda! – Ele sussurrou, beijando meu rosto e eu me aproximei do seu corpo, deitando minha cabeça sobre seu peito suado.

− Foi maravilhoso, Edward. Obrigada!

− Foi realmente incrível, Bella. Mas, porque está me agradecendo?

− Porque depois de muitas tentativas frustradas eu finalmente encontrei alguém que fez com que eu me sentisse linda, desejada e especial. Foi intenso e perfeito e acho que eu estou apaixonada. – Eu confessei, enquanto lágrimas grossas rolavam pelo meu rosto e Edward beijou meus cabelos.

− Então somos dois, meu anjo, pois eu também estou apaixonado. Irremediavelmente apaixonado. – Ele falou e eu sorri largamente, me aconchegando ao seu corpo.

Pelo jeito, havia finalmente encontrado meu lugar no mundo e isso era mais do que perfeito, que nem sequer parecia real.

Mas, era real e eu não queria que acabasse nunca.

Notas finais
Esquentou aí? hahahahahahaha