Notas iniciais
Musica para quem quiser: Jesse McCartney - It's Over
Este capitulo é dedicado a todas as leituras, especialmente á minha melhor amiga Qaqei!!
É um capitulo explicando, para quem não percebeu bem a relaçao de E e B, o que aconteceu, e o porque de eles se terem casado.
Espero que gostem!!
Bjs,♥!
Nota no final!!!

Isabella caminhava nervosa em direção ao escritório do seu pai, Charlie, onde ele a esperava juntamente de Carlisle. Os seus passos eram vagarosos tentando de alguma forma não chegar lá tão depressa.

Chegou perto da grande porta castanha e bateu ouvindo de seguida o seu pai dando-lhe permissão para entrar.

Os Swan’s sempre foram uma família tradicional. Assim Isabella cresceu vítima de uma infância extremamente rigorosa. Apesar disto dava-se por sortuda por ter um pai que a compreendia e que no fundo ela sabia que este a amava.

Porém, o seu pai era um homem de palavra, rigoroso e extremamente severo quando o assunto era os seus negócios, mesmo que isso implicasse a sua família, Charlie dava tudo para poder acrescentar mais uma pequena ou até grande, quantia de dinheiro na sua enorme fortuna. Charlie Swan era visto pelos demais, como uma pessoa ambiciosa e de pouco paciência para ver os seus objetivos concluídos.

O escritório estava silencioso. Os dois homens de meia- idade encararam a jovem que acabara de entrar. Isabella sorriu para o seu pai que lhe sorriu também. Carlisle levantou-se para cumprimentar a jovem.

-Como é bom vê-la novamente Isabella! – Disse Carlisle amigavelmente beijando a testa da jovem.

Isabella lembrava-se de ter visto Carlisle uma ou duas vezes quando pequena. Sabia que este era casado com Esme Hale, que tinha dois filhos de um outro casamento, Rosalie e Jasper, e tinha também os seus legítimos herdeiros, Alice e Edward. Carlisle era, assim como os seu pai, um empresário famoso pelo seu carácter severo em questão de negócios.

-Igualmente Carlisle! – Disse Isabella.

Carlisle sorriu perante a timidez da jovem. Sabia, pelo que ouvia, que a jovem era rapariga de poucas palavras.

Sentaram-se novamente. Carlisle sorriu confiante para Charlie que olhou a filha intensamente.

-Isabella eu e o meu socio, Carlisle, queremos fazer-lhe uma proposta á qual, aviso-lhe com antecedência, deve repensar muito bem. – Disse Charlie altivo.

Ali Isabella soube que a tal proposta iria ser aceite, ela querendo ou não, o seu destino estava nas mãos de seu pai.

…

-Como pode minha própria mãe compactuar com isso? – Revoltou-se Isabella contra sua mãe.

-Calma Isabella! – Exaltou-se Renne, sua mãe. – Você sabe que é o melhor para todos no momento. As duas famílias são muitíssimo poderosas, juntas serão ainda mais. Será gratificante para todos…E para si então nem se fala, já que terá um marido divino! – Disse fumando mais um dos seus cigarros.

-É só nisso que a minha família pensa? O que dirá Emmett quando souber? O meu irmão não pode estar do vosso lado! – Levantou-se dirigindo rapidamente para o seu quarto.

-Isabella! – A voz forte de seu pai chamou. Ela parou no lugar onde estava.

Sentiu as lagrimas quererem sair dos seus olhos mas apertou com força os maxilares não se permitindo a tal fraqueza.

Virou-se e encontrou o seu pai parado na porta do seu escritório com os punhos cerrados. Vi a fúria e o medo no seu olhar. A altivez, porem não o abandonava nunca. E isso foi o que a irritou mais ainda.

-Pai…

-Você vai fazer exatamente aquilo que eu, seu pai, lhe disser que é o melhor a ser feito, percebeu? Deixe de ser infantil! Não irá para nenhum purgatório, muito pelo contrário, você irá casar com um homem de honra e gentil! Um homem que não lhe tocara a não ser que seja o seu desejo. Isto, vindo de um homem nos dias de hoje, já é muito a se considerar. Agora aja com a Swan que é, e levante a cabeça! Encare isto como um desafio e trate de o superar, deixando as birras com sua mãe de lado. A não ser que me queira ver irritado, Isabella!

Isabella ergue a cabeça do chão, e com as lágrimas que lhe corriam pela face sorriu para seu pai, retirando-se de seguida para o seu quarto.

Sentiu o seu orgulho ferido. Seu pai era sim bastante severo, mas nunca havia falado com ela com tanta arrogância.

…

Três dias se passaram do dia que Isabella considerava o pior de toda a sua insignificante vida.

Naquela noite seria o tão esperado jantar de noivado. Na verdade era mais para Isabella e Edward Cullen se conhecerem. O que não faria grande diferença já que Isabella era levada á força para o altar.

Ela passou a odiar-se por não ser forte o suficiente para se revoltar contra seu pai e dizer o que realmente queria. Mas sempre que Isabella se chegava á frente com algum argumento novo, Charlie sempre lhe dava a volta.

Isabella encarava-se no espelho do seu quarto. O vestido realçava as curvas do seu corpo. Os seus cabelos de um castanho avermelhado estavam soltos, e caiam-lhe perfeitamente pelos ombros nus pelo vestido.

Estava bonita! Sentia-se bonita. Mas era uma beleza exterior. Por dentro sentia-se perdida, e como o seu pai tinha dito uma vez, sentia-se a caminhar para o seu purgatório.

Mas como o seu pai lhe explicara, todo era feito por aparências e depois de dois anos juntos cada um podia seguir o seu caminho, já que as ações das empresas estariam já numa só.

Suspirando profundamente Isabella sorriu tentando parecer feliz, mas a seus olhos todo parecia tão falso, tão fútil. Queria chorar e gritar aos sete ventos que não estava bem. Mas sabia que não adiantaria de muita coisa. Seu pai tinha mãe de ferro e quanto á sua palavra, essa não era de se duvidar.

Isabella ouviu vozes desconhecidas no andar inferior, como se pudesse ver quem era, olhou a porta, do seu quarto, aberta.

Suspirou novamente e encaminhou-se para o andar inferior. A primeira pessoa que viu foi a sua mãe. Renne sorriu-lhe como se a encorajasse, o que de imediato Isabella estranhou. De seguida viu aquela que a criou como se fosse sua verdadeira mãe, Nelly. A empregada da casa sorriu-lhe amorosamente, e sabendo que aquele não era o seu lugar logo se retirou para a cozinha. Isabella colocou o seu melhor sorriso no rosto e desceu o resto das escadas de mármore. Adentrou a sala acompanhada da sua mãe e logo o seu pai se levantou do sofá onde estava sentado e veio ao pé de si beijar-lhe a testa.

-Isabella, deixa-me apresentar-lhe o seu futuro marido. – Disse Charlie.

A palavra marido, parecia não fazer sentido para Isabella.

Os seus olhos varreram a sala e encontraram uns olhos extremamente verdes que a olhavam com gentileza.

O homem de pele clara, finos lábios e um cabelo de um bronze que ela nunca tinha visto em ninguém, levantou-se e caminhou na sua direção. Isabella sente as pernas tremer. Era sem dúvida o homem mais bonito que ela encontrou na sua vida. Porém não fazia a ideia de uma casamento sem sentimentos, ser mais fácil de digerir.

-Muito prazer Isabella. – Disse com uma calma voz de veludo.

Isabella sorriu-lhe. A sua mão pálida foi levada aos lábios de Edward por ele mesmo, onde foi beijada gentilmente.

— O prazer é meu Edward. – Isabella disse cordialmente, sentindo o estomago embrulhar pela mentira.

Edward sorriu-lhe.

-Bem…Acho que podemos ir então! – Disse Charlie eufórico.

Charlie e Renne foram na frente com Carlisle e Esme seguidos dos seus filhos, irmãos de Edward, que sorriram para Isabella.

Edward olhava com interesse para Isabella. Também ele não havia gostado da ideia de casar com uma desconhecida. Tinha uma namorada e gostava dela. Porém o seu desejo de comandar as empresas de seu pai falara mais alto e ele viu-se então, de casamento marcado.

-Eu sei que não é fácil Isabella, mas porque não tentar-mos que isto dê certo? – Perguntou Edward.

Isabella sentia-se bem com Edward, não sabia explicar o porque e quando pensava nisso, sinta-se irracional. Não se deveria deixar levar por aquele belo homem de lhos verdes.

Sabia que tinha dois caminhos á escolha: sair impune depois de dois anos, ou apaixonar-se como uma menina levada pelo coração, e sair magoada.

Notas finais
Se mesmo depois do capitulo continuarem com duvidas perguntem eu responderei assim que puder!
♥!