Laços Quebrados
13 Capítulo 13
-Sabes, podíamos fazer alguma coisa logo á noite…
-Eleazar estará aqui a essa hora, Isabella! – Interrompeu-me Garrett.
-Tudo bem! Mas podíamos fazer alguma coisa diferente. De certeza que o teu pai, não vai querer ficar enfiado em casa.
-Isso é lá com ele! – Disse resmungão.
Parei de caminhar e ele parou também, quando percebeu que eu já não o acompanhava. Ele olhou para mim como se tentasse perceber o que eu tinha.
-Que se passa? – Perguntou.
-Essa pergunta deveria ser feita por mim.
Ele encolheu os ombros, e continuou a caminhar.
-Sabes que um dia vais ter de o enfrentar, certo?
Ele parou onde estava.
-Não podes esperar que ele adivinhe aquilo que sentes, quando ele é demasiado controlador! – A minha voz suava alto, pela distância entre nós.
-E o que queres que eu faça? – Perguntou.
Eu ri.
-Essa não é a pergunta correta Garrett, mas sim o que queres fazer? O que lhe queres dizer?
Ele encarou o sol alto e forte que fazia em Itália. Parecia ansioso por algo que ele queria que acontecesse porém algo que só ele poderia fazer acontecer. Algo que só ele podia mudar. Libertar-se, eu acho, era o que ele parecia ansiar.
-Eu queria…que ele me deixasse ser quem eu sou! Que confiasse em mim, que me amasse como seu filho e não como um bastardo qualquer! Pois eu não o sou…eu sou o seu único filho…
Eu sorri-lhe e ele sorriu de volta. Ele abriu os seus braços para mim e eu fui caminhando de encontro a ele, sempre observando-o. Vendo-o sorrir.
-Agora só te falta dizeres isso a quem precisa de o ouvir. – Disse fazendo-o bufar.
Ele beijou-me a cabeça e continuamos a caminhar na vinha dos Denali.
Garrett explicava-me todo o processo de produção, desde a apanha da uva á venda do famosíssimo vinho italiano. Ele parecia orgulhoso de tudo o triunfo da sua família. Apesar de os hotéis da família serem mais conhecidos que o vinho, ali, em Itália, era onde ele era realmente feliz.
Depois de me mostrar a vinha o que demorou pelo menos meia hora, fomos avisados por uma empregada que o almoço seria servido em breve.
Almoçamos no jardim atrás da casa, perto da piscina, onde fazia sombra, pois o calor naquele dia era absurdamente avassalador, o que me obrigou a prender o cabelo num rabo-de-cavalo fazendo com que o meu pescoço ficasse completamente descoberto, o que fez com recebesse um olhar de luxuria de Garrett.
Eu ri-me da sua cara e ele olhou-me nos olhos.
-Eu adoro-te Bella! – Ele disse, beijando a minha mão delicadamente.
-Eu também gosto muito de ti Garrett!
-Eu sei… — Ele confessou cabisbaixo.
-Desculpa-me! Talvez um dia eu possa…
-Amar-me? Eu espero que o possas fazer sem pensar em nada nem mais ninguém.
-Garrett, eu tento… esquecê-lo mas é difícil. Ele marcou-me como mais ninguém o fez…até agora!
-Sinceramente Isabella, acho que esse é o erro que estás a cometer! Não devias tentar esquecê-lo, mas sim ultrapassá-lo.
-Eu não sei…Parece tudo tão incerto! Eu não sei se um dia irei conseguir amar alguém como o amei!
-Nunca amarás alguém, como o amas a ele! Será impossível…vai contra as leis do Universo! Só se ama uma pessoa assim na vida. Tu amá-lo a ele e eu a ti! Será sempre assim…para sempre!
“Contra as leis do Universo”?! Será mesmo? Então que mal fiz eu, para amá-lo a ele primeiro? Porque teria de sofrer por amar alguém? E como poderia eu algum dia continuar a seguir em frente, continuando a amar alguém do meu passado?
Eram tantas perguntas e tão poucas respostas! Eu estava confusa. Sem saber o que fazer.
Garrett pareceu perceber a minha confusão psicológica e levantou-se dirigindo-se para o interior da casa, mas não sem antes me depositar um beijo no pescoço.
Momentos depois, entrei também na casa. Quando passei na sala de convívio Garrett falava ao telemóvel, nervoso. Eu subi as escadas para o meu quarto, onde na casa de banho lavei o rosto, tentando tirar algum cansaço psicológico dos meus ombros.
-Menina Bella? – Chamaram do meu quarto. Limpei a cara na toalha suave e foi até ao quarto.
Lea estava na porta do meu quarto. Quando me viu sorriu gentilmente e disse-me que Garrett me chamava.
Agradeci-lhe e desci as escadas até á sala de convívio. Garrett já não estava lá, perguntei a Lea onde ele se encontrava e ela disse-me que ele estava nas vinhas, acompanhado de uma visita. Novamente agradeci- lhe e saí de casa, colocando os meus óculos de sol, pois o sol estava alto e tornava impossível conseguir avistar Garrett no imensidão que eram as vinhas.
Um empregado de Garrett passou por mim num caddy afirmando que iria ao encontro de Garrett. Ofereceu-me boleia no pequeno veiculo, que imediatamente aceitei, agradecendo no final.
Ao longe, pode avistar Garrett acompanhado de dois homens, vestidos a rigor. Deveriam ser homens importantes, pois quem é que viria de suit para o meio de vinhas?!
Não consegui perceber quem era, mas quando nos aproximamos pode reconhecer os dois homens.
-Bom dia! – Cumprimentei.
Os três homens viraram-se na minha direção. Garrett sorriu-me e caminhou até mim abraçando-me pela cintura com o braço direito e beijando-me a bochecha, deixando-me envergonhada. Eleazar, sorriu-me e cumprimentou-me com dois beijos no rosto, contudo Edward Cullen limitou-se a acenar positivamente com a cabeça. Não esboçando nenhuma emoção, a não ser consternação.
Notas finais
Bjs,♥!
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