Notas iniciais
Espero que gostem! Está um pouco tenso esse capitulo... ;)

Depois dos cumprimentos fomos para o interior da casa, onde foi feita uma espécie de “visita guiada” para Edward, que iria ficar hospedado na mesma.

Edward, como eu notava, estava sempre, atento aos gestos de Garrett para comigo. O seu olhar pousava em cada movimento feito por mim ou por Garrett. De seguida, dirigimo-nos todos para a sala de convívio, onde os homens, mais pai e filho, conversavam sobre os negócios da família, todo isto era acompanhado por um copo de vinho da família.

-E então Edward? – Começou Eleazar, chamando a atenção de Edward, que ainda me encarava. – O que achou da casa? Irá vir para aqui, assim que se casar com a minha filha? – Perguntou rindo no final.

Edward sorriu, o que eu conhecia como sendo um sorriso nervoso, típico dele. Encarei o copo que pendia nas minhas mãos, não querendo ouvir a resposta.

-A casa é formidável. Sem dúvida aconchegante…

-E o casamento, para quando será? – Interrompeu Garrett.

-Para breve esperemos! – Disse Eleazar, olhando Edward profundamente. – Mas mudando de assunto! Vem Garrett, vamos até ao escritório, pretendo tratar dos subsídios dos empregados ainda hoje.

Garrett levantou-se com o pai, seguindo-o nas escadas, sempre em silêncio, passando de vez em quando a mão nos cabelos negros. Quando deixei de o ver nas escadas, levantei-me e em silêncio pretendi sair da sala, dirigindo-me ao meu quarto.

-Eleazar descobriu. – Ouvi a sua voz rouca falar, calmamente.

-Suponho então que estás aqui a pedido dele? – Perguntei ainda de costas para ele.

Ouvi o barulho do copo pousar sobre a mesa central de vidro. Percebi que ele se aproximava e virei-me para o encarar.

Ele encolheu os ombros e parou.

-Sim é isso. – Ele caminhou para perto da janela e deixou-se ficar lá. – Ele quer que eu tenha a certeza de que apenas amo a sua filha… — Ele riu irónico.

-Precisavas de vir até aqui para o saber?

Ele olhou-me e voltou a encarar a paisagem lá fora. O silêncio reinou na sala. Então ele suspirou e disse sério:

-Porque é que me torturas desse jeito? Sabes que ainda podia-mos dar certo? Porque finges que nada aconteceu? – Questionou encarando a paisagem, apenas olhando para mim no final.

-Porque sempre que olho para ti…Eu vejo outra nos teus braços e por mais que eu lute contra isso, será uma lembrança que sempre terei presente em mim.

Ele olhou para mim, um sorriso triste, de arrependimento e culpa, rasgava os seus lábios. Ele afastou-se da janela e caminhou para perto de mim.

-Então a culpa foi minha, certo? Sempre será…

-A culpa foi dos dois!

Ele abaixou o rosto encarando os próprios pés. Suspirou novamente parecendo conter algo dentro de si e levantou o rosto, sempre me encarando onde eu mais temia: na minha alma.

-Nós precisamos de parar com todo isso! Precisamos pôr um ponto final no que se resume o nosso passado…

Ele silenciou-se com o som da chuva lá fora. Olhamos os dois para as escadas quando ouvimos o barulho dos dois homens que as desciam. Garrett num passo mais acelerado e firme, e Eleazar, que seguia atrás dele, parecendo tentar impedi-lo de algo, porém estagnou nas escadas quando viu o seu filho sair pela porta da frente da casa, dirigindo-se á chuva torrencial. O meu impulso foi segui-lo mas a mão forte de Edward impediu-me de o fazer.

-Não! – Afirmou quando o olhei.

A sua mão incomodava-me no pulso, não pela força que exercia nele, mas pela sensação que me passava, por ter o seu corpo tão perto do meu.

-Larga-me Edward! – Pedi.

A sua mão, porém, não largou o meu pulso, pelo contrário senti o meu corpo sendo puxado cada vez mais para perto dele. A sua outra mão parou nas minhas costas e cortou o pequeno espaço que havia entre nós.

-Desculpa! – Pediu.

A mão de Edward que estagnara nas minhas costas descia agora de encontro á minha cintura. Eu não me mexia. Encontrava-me inerte pela sua reação, como um corpo vazio, sem alma, e deixei-me ser beijada por Edward.

Senti algo molhar-me a face e antevi que seria uma lágrima de Edward.

Quando ele parou o beijo, dando um último e suave beijo no canto da minha boca, pode constatar que de facto ele chorava, silenciosamente. Aquela imagem, de Edward, o poderoso advogado Edward Cullen, chorava nos meus braços, fragilizou-me.

-Saí desta casa agora! – Gritou Garrett.

Assustamo-nos e separamo-nos de imediato. Vimos Garrett todo molhado, os seus cabelos negros colavam-se á sua fronte húmida e pelos olhos vermelhos notava-se a dor e o sofrimento que eu lhe causara.

Porém, aquilo que mais me assustou foi o facto de Garrett ter em sua posse uma arma, a qual ele apontava a Edward. Garrett mantinha a sua postura firme.

-Garrett, por favor, pára! – Pedi assustada.

-Cala-te Isabella! Não sabes o que me pedes! Seria uma glória para toda a minha insignificante vida que eu pudesse sujar as minhas mãos com sangue de tão sujo sujeito.

-Não Garrett…por favor!

Ele parecia…Ele não parecia o meu Garrett! O seu olhar transparecia raiva pura.

Edward mantinha-se á minha frente, sem me tapar a visão de um Garrett que eu poderia admitir que estaria louco, louco de raiva e louco por um amor cego.

-Garrett meu filho…Pára com isso! – Pedia Eleazar, do cimo das escadas.

Garrett gargalhou. Parecia encenar um papel totalmente diferente do que ele encenava todos os dias. Até o seu riso era diferente, era um riso doloroso, talvez um pouco macabro, algo nunca visto nele.

-Seu filho?! Eu todos os dias me pergunto se será verdade! Como pode chamar-me de seu filho e agir nas minhas costas, tentando tirar-me o que me mantém vivo todos os dias? Como é que se sente agora, que estou prestes a matar o bastardo dos Cullens? – Perguntou enfurecido, as lágrimas grossas rolavam pela sua face e ele tentava limpá-las, em vão. – O seu querido futuro genro!

Mais uma vez o seu riso chegou aos meus ouvidos fazendo-me fechar os olhos automaticamente, enquanto tentava imaginar o meu Garrett de volta.

-Abre os olhos Isabella! – Ordenou. – Quero que vejas aquilo que me desgraçou, aquilo que fiz por ti…

-Por mim? – Esbracejei. – Estás a apontar a arma a quem eu mais amo na vida e dizes que o farás por mim?

Os olhos de Garrett contraíram-se e quando se voltaram a abrir ele abaixou a arma.

-Saí agora, antes que eu mude de ideias! – Disse para Edward.

Cullen olhou-me e saiu sem dizer mais nada.

Eleazar respirou fundo de alívio e eu sentei-me no sofá. Estava atónita com o que se tinha passado. Ouvi Garrett pousar a arma em cima da mesa e olhei-o. Ele continuava a chorar, lágrima a lágrima, silencioso.

-Está descarregada! – Disse. E pude perceber ali, o meu Garrett habitual. – Eu só precisava que admitisses para mim quem era ele, e que apenas usaste-me este tempo tudo.

Ele virou costas e caminhou para as escadas subindo-as rapidamente, saindo da minha visão.

Dias haviam-se passado, as minhas malas estavam prontas novamente, no chão do quarto. Há dois dias Garrett havia partido para Nova Iorque novamente, deixando-me sozinha com o seu pai que ficaria para cuidar das coisas que restavam. Soube ainda por Eleazar que Edward também teria viajado.

E agora ali estava eu, sozinha, sentada num canto da cama, com uma carta de Garrett nas mãos, a qual pedia para que eu fosse ter com ele a uma pequena residencial perto do aeroporto. E eu pensava se: Deveria ir, ou não?

Notas finais
Comentários? E já agora ideias para o final que está bem próximo!! :P
Bjs,♥!