Notas iniciais
Yo, minna-san!!! Aqui é a Mogami! Hoje tenho alguns avisos e agradecimentos a fazer... Primeiro, senhorita Louise Le Blanc, muito, muito obrigada pela recomendação! É a nossa primeira recomendação juntas e a minha primeira!!! Nem preciso dizer o quanto vc é diva e o quanto ficamos felizes com isso!! Sério, é muito gratificante saber que vc está gostando tanto!! ~lágrimas de alegria~ Enfim, somos duas autoras, (Avá, ninguém sabia!) então nada mais justo que dois caps em homenagem a sua senhoria. O de hoje é da Glória-san, nem preciso dizer que tá lindo porque é dela!! E semana que vem, vai ter um extra meu. Espero que vc goste de ambos! Na verdade, espero que todos gostem, porque vai rolar umas coisas bem loucas, hehe. Bom, agora os avisos: Mudamos a capa e a sinopse, para agregar os outros núcleos, hehe. Não cabia tanta gente na capa, mas fizemos o possível. Alguns capítulos foram revisados e vamos alterar aqui, mas nada muito drástico. Enfim, acho que é só... Até as notas finais! Boa leitura...

Capítulo dezesseis – Bola fora

A aula estava para começar e Hisagi ainda não havia entrado na sala de aula, onde Gin-sensei estava prestes a tocar o terror. Não que ele se importasse, estava muito ocupado sendo um eterno “cabeça oca”, só que com aquele ar de seriedade, o que o tornava um tanto contraditório. Andava aéreo e despreocupado pelo corredor de sua amada escola.

Pensamentos banais e de pouca importância rondavam sua mente. Mas, emaranhado no meio desse turbilhão, estava nítido o que aconteceu há pouquíssimo tempo entre ele e Kira. Mesmo sendo algo que não devia preocupá-lo, seu amigo parecia muito... esquisito desde aquilo. Kira se ofereceu para ajudá-lo, o loiro não deveria se sentir enojado no fim das contas. Certo? Se fosse isso, Hisagi não se perdoaria por arriscar a mais sólida amizade...

Sem nem perceber que atrapalhava o fluxo dos poucos alunos desesperados porque se encontravam quase atrasados, acabou esbarrando em alguém. Seu material sempre “organizado” se espalhou em um raio de um metro, porém, Shuuhei não estava em condições de xingar alguém. Foi sua culpa, de qualquer forma.

Estava prestes a pedir mil desculpas quando percebeu quem lhe ajudava a juntar as coisas espalhadas. As palavras ficaram presas em sua garganta, como pareciam ficar quando se encontrava com esse homem. Muguruma-sensei estava lá, ajudando-o. Ele parecia sempre parecia estar lá para lhe socorrer.

O material foi entregue e, no processo, suas mãos se tocaram. A pele dele era quente e áspera. E mais uma vez, Hisagi fez esforço para se lembrar do que se diz... Droga, isto estava virando rotina. Como era? Ah...

– Obrigado.

– Por nada. – Os olhos castanhos dele sempre foram tão intensos? O semblante sempre severo parecia ameno e... alguma outra coisa agora. Ele olhava para o garoto e parecia querer falar algo. Mas o quê? Agora, Hisagi não sabia o que dizer. Sorte a sua que Kensei continuou a conversa, ou ele teria se engasgado tentando formular uma frase coerente. – Então, você não deveria estar na sala?

– Ah... sim, mas... – Amaldiçoou-se mentalmente por hesitar na resposta. – Bem, eu já estava indo. – devolveu na defensiva. Kensei apenas riu; uma risada simples, leve e desinteressada. O corpo de Hisagi estremeceu. Essa era a primeira vez que o ouvia rir, e desconfiava que não existisse som tão bonito e especial quanto este.

– Relaxa, garoto. Eu não vou dedurar que você está matando a aula de matemática para ir fazer seja lá o que você vai fazer.

– Eu não vou matar aula. – ele assegurou. – Aliás, como sabe que é de matemática?

– Não sei. Só disse o que eu faria no seu lugar. – Ele sorriu, mas não o sorriso que ele usou na última aula de educação física. Era um sorriso gentil e morno que aqueceu os membros de Hisagi e mandou borboletas para o seu estômago. O garoto suspirou silenciosamente.

A mão direita de Kensei se aproximou devagar e lentamente, indo em direção a sua cabeça. Hisagi fechou os olhos, apertando-os, e lutou internamente para não se encolher. Os dedos eram rígidos contra seus cabelos e a sensação de conforto e segurança que eles traziam não era inédita. Experimentou há seis anos, quando ele entrou em sua vida e bagunçou seus sentimentos para o resto de seus dias.

Abriu os olhos lentamente surpreendendo-se com o que viu. Mesmo que poucos soubessem disso, Kensei era do tipo de pessoa que só deixava que enxergassem o que ele queria. Seus sorrisos sádicos, sua postura propositalmente tensa... Mas, ele nunca pôde controlar a expressão de seus olhos.

Infelizmente, Hisagi ainda não tinha vivência ou intimidade o suficiente para entender aquele olhar. Ainda assim, a intensidade e a situação o fez corar. Ele desviou a vista para a bochecha esquerda de Hisagi, a que ostentava orgulhosamente a tatuagem que a todos os outros olhos era indecente, mas para ele, cheia de significados. Kira diria que aquele olhar era algo que apenas um ogro indelicado mandaria, mas Hisagi discordava. Podem dizer que isso se devia ao fato de ele amar loucamente aquele cara, entretanto, ele acreditava que Muguruma-sensei era muito mais complexo que isso.

– Vá estudar, garoto. Logo, logo estará de férias. Evite passear pelos corredores. Se Kyouraku te encontrar, comerá teu fígado. – Hisagi não conseguiu imaginar um homem como Kyouraku-sensei comendo seu fígado. Enfim, Muguruma-sensei estava certo, não poderia negar.

– Sim, senhor. – Aluno se despediu de professor com um simples aceno, seguindo seu caminho. Hisagi suspirou, sentindo seu couro cabeludo, por onde Kensei passou os dedos, formigar. A sensação era muito patética, se avaliada com cuidado, então Hisagi respirou fundo, como se isso pudesse fazê-lo se livrar dela. Não deu certo, desafortunadamente.

...

Gin-sensei o repreendeu pelos dez minutos de atraso, mas Hisagi o mandou catar coquinhos mentalmente. Que droga, eram apenas dez minutos. De má vontade, andou a passo tartaruga até sua carteira e só não se jogou, causando um estrondo monstruoso, porque provavelmente faria muito escândalo.

Desta vez, foi resolvido a assistir a aula com atenção e aprender tudo, assim como Kira e Rukia pareciam conseguir fazer, mas, por alguma razão, nada gravava em sua mente. Gin-sensei quase conseguiu acabar com seu bom humor, porém, a sensação quente dos dedos de Muguruma-sensei não permitia.

Sem que o moreno desse a permissão, um sorriso bobo desenhou-se em seu rosto mal humorado até pouco atrás. Kira o olhou como se fosse um estranho no ninho.

– O que é, Hisagi? – ele indagou calmamente, mesmo que não sentisse essa calma por dentro. – Por que está tão feliz? – Hisagi sorriu na intenção de acalmar o amigo, como este sempre fazia, mas parece que dessa vez não foi assim. Seu sorriso bobo cresceu assustadoramente até quase rasgar o rosto e provavelmente poderia ser visto do outro lado da cidade.

– Nada, Kira. – vendo que o outro ainda não acreditava, continuou, sorrindo ainda mais abertamente. – Nada.

...

O sinal para o término da aula de matemática finalmente soou e Hisagi não poderia se sentir mais agradecido. O rapaz se espreguiçou e bocejou em seguida, tendo cada movimento observado por Kira. Finalmente, alguém perdeu a paciência e puxou assunto. Esse alguém foi Hisagi.

– Quer algo? – a sua voz transbordava gentileza. Mesmo que não soubesse, era isso que matava Kira por dentro. A estúpida mania que Hisagi tinha de ser gentil. Mesmo assim, não se abalou;

– Sim. Por que se atrasou? – o loiro finalmente pôs em palavras as dúvidas que lhe consumiam.
Hisagi mais uma vez sorriu para o amigo. Desta vez, todavia, respondeu a questão com algo próximo a sinceridade. Ou com uma pergunta muito indiscreta se eles não fossem amigos íntimos. Em todos os sentidos.

– Kira, você conhece a sensação de estar apaixonado? – questionou inocentemente.

– Eu... eu não sei. – Seu amigo de repente parecia mais pálido que o normal. Hisagi olhou-o com preocupação, mas ele logo sorriu. – E você?

– Bem, eu sei. – Shuuhei riu gostosamente.

– E como é? – a voz curiosa de Izuru se fez presente novamente. O moreno sorriu antes de responder de forma sonhadora. Hisagi parou um pouco para refletir. Como colocar isso em palavras?

– Bem... – hesitou por pouco tempo, até organizar o pensamento. – Tudo é mais colorido, os sons são mais claros... Até os sabores são melhores! Nem mesmo o Gin-sensei e as matérias dele podem acabar com seu bom humor. Tudo parece ótimo. Mas a pessoa especial consegue parecer ainda mais radiante que o próprio Sol. – Kira o olhou como se enxergasse além do que via. Além das frases ruins e além do cabelo despenteado.

– Acho que compreendo...

– Porém. – Hisagi interrompeu. – Algo consegue ser melhor que tudo isso.

– O quê?

– Primeiro: você descobrir que aquela paixonite virou amor. Pode parecer horrível de cara, mas você entende que é bom quando aliada ao segundo tópico.

– E o que seria o segundo tópico? – Izuru não aguentava mais o suspense, mas, mesmo assim, parecia pior se soubesse. Se é que já não soubesse. Shuuhei mais uma vez riu. O que antes fazia bem a Kira estava deixando-o doente. Hisagi e todos esses risos e sorrisos e essa filosofia barata...

– A esperança de ser recíproco. – Por um momento, o mundo de Kira desabou. Mas, isso havia virado cotidiano desde a chegada do novo professor de educação física.

...

Fim de expediente. Kensei rumava estressado a secretária. Não suspirou porque não era homem de ficar suspirando. Ainda assim, aquele garoto o perturbava desde aquela sua primeira aula. Reconheceu-o, óbvio. Mas, não sabia se deveria dizer, não sabia como deveria se portar.

Nossa, estava parecendo um adolescente... apaixonado?

Quê? Claro que não. Afinal era um professor, e o garoto – isso mesmo, o garoto – era apenas um aluno (e uma criança). Ficar se preocupando com esse tipo de coisa não tinha sentido. E, pior, não combinava com ele.

Perto da secretária, ouviu vozes um tanto quanto elevadas. Aparentemente, alguém estava tentando se matricular para o próximo ano letivo. Bom, até aí tudo bem. Mas, o garoto era um tanto rude. Assim que se aproximou, Kensei notou o quanto a pobre secretária parecia nervosa. E o garoto de cabelos escuros e compridos e pele estranhamente bronzeada parecia verdadeiramente se divertir com aquilo.

Era assustador, mas, esse jovem era muito parecido com seu aluno, Hisagi. Por um momento não soube o que dizer em defesa da pobre secretária, permitindo que o rapaz malvado continuasse:

– Você é burra, por acaso? Vou soletrar para você: K-A-Z...

– Ei, algum problema aqui?

O garoto o olhou, desafiador. Ainda assim, parecia animado sabe-se lá com o quê. O sorriso dele – além do cabelo exageradamente comprido, do bronzeado e dos óculos – era o que mais o diferia de Hisagi. Porque o sorriso que via agora era maldoso, sádico, cruel. Já Hisagi, tinha um sorriso bobo, calmo e bondoso.

– Nada, sensei? – disse em tom de deboche. Kensei achou melhor ignora-lo.

– Você está bem, senhorita?

– C-claro.

Decidiu que seria melhor continuar ali, observando de perto o progresso da matricula do tal rapaz. Convenceu-se que era para dar mais segurança a pobre secretária. Mas, no fundo queria saber se ele era parente de seu aluno. Tarefa com a qual não teve êxito.

Bem, não era tão importante.

Quando o garoto se afastou, mais uma vez não suspirou porque não era homem de fazer isso. Mas, o próximo ano seria longo...

{···}

Notas finais
O que acharam?? Comentários alimentam a alma, hehe. Ahh, já sabem quem é esse carinha simpático que apareceu?? Poxa, tá bem óbvio. Enfim, beijocas para vcs e até a próxima...