Lawrence
10 Tensões
Notas iniciais
Eu quis mostrar a verdadeira face da diretora Lenina... quem achava que ela era uma santinha vai se surpreender... ¬¬,
So.... Let's have some fun! ^_^
Kyle e Luke estavam acabando de se agarrar na sala de máquinas de novo, pois o sinal das aulas tocou. E, enquanto ajeitavam as roupas e os cabelos, conversavam sobre o que havia acontecido durante a semana.
-- Eu sabia que tinha alguma coisa errada esse tempo todo com o Vince – disse Kyle – Ele parecia não tomar posição sobre tudo isso, mas agora eu sei o porquê – levantou um dedo e olhou com o canto dos olhos para Luke – Mandy e Michie.
-- Eles são amigos, não são? – perguntou Luke, recolocando o relógio que tirara, pois segundo Kyle, ele machucava enquanto se agarravam.
-- Pressupõe-se – respondeu o garoto, coberto de ironia – Nunca vi, se dizem amigos, mas nenhum deles tem coragem de dizer uns para os outros o que pensam... Quero dizer, as duas ficaram quietas quando eu lhes perguntei se estavam a fim do Vince. E ele não diz pra elas que é gay...
-- Ah, é verdade, ele te disse que ele era mesmo dos nossos, não é?
Luke deu uma risadinha e deu uma espiada pela porta. Ninguém passava pelo corredor, então os dois poderiam sair juntos.
-- Ei, lembra aquele dia que você veio falar comigo pela primeira vez sobre o Vince? – perguntou Luke.
-- Claro, por quê?
-- Quando você entrou na sala do coral pra conversarmos, você disse que precisava falar duas coisas, mas tecnicamente você só disse uma, lembra?
Kyle franziu a testa e tentou se recordar. Mas no momento não se lembrava de nada parecido.
-- Acho que não me lembro disso não...
-- Ora, vamos – disse Luke, virando os olhos – eu fiquei pensando nisso faz algum tempo, jura que você vai me deixar na curiosidade?
-- Luke – disse Kyle, sério – eu não me lembro de nada.
-- Bom, tente se lembrar do que aconteceu naquele dia, antes de nos vermos... Por que você foi falar comigo, o que você conversou, com quem...
Kyle olhou para o chão e começou a se concentrar. Já fazia bastante tempo aquilo, quase um mês... Muito bem, ele tinha certeza que era um dia em que Hannah não havia ido para a escola, pois não dera desculpa para ir falar com Luke para ninguém... ou melhor... ele havia dado uma desculpa. Para Lawrence.
-- Lembrei. Tinha a ver com o Lawrence.
-- Com Porter? O que tem ele?
-- Eu ia te perguntar sua opinião sobre uma coisa... meio estranha. Porque ele passava quase o tempo todo me encarando, e dizendo que queria que fôssemos amigos.
-- Espera, agora que você falou, eu lembro de uma aula em que ele não parava de te olhar... – disse Luke, com um dedo na boca – Eu achei mesmo meio estranho, mas nem comentei nada...
-- Pois bem – continuou Kyle – eu queria saber sua opinião sobre o que ele quer de mim. Porque ele passava, tipo, MUITO tempo olhando, e isso me incomodava, sabe... eu imaginava se ele não ia... me atacar a qualquer momento, por eu ser...
Luke interrompeu-o colocando uma mão sobre o ombro do garoto. Teria feito mais se já não estivessem no corredor, com várias pessoas à volta. Kyle olhou para ele e apertou os lábios. O professor disse:
-- Se ele quisesse fazer algo do tipo – disse o homem – já teria feito. Pode confiar em mim. Como eu sei?, por experiência própria.
Kyle acenou com a cabeça. Afinal, ele e Lawrence já estavam praticamente amigos, então Luke tinha razão. Se o garoto quisesse fazer algum mal para Kyle, já teria feito em alguma das várias oportunidades que se viram sozinhos.
-- Não fique pensando coisas ruins à respeito dele, Kyle – aconselhou Luke – Se fizer isso, é capaz que comece a considerá-las, mesmo quando são quase impossíveis.
-- Você quer dizer, eu posso começar a sentir medo dele e me afastar sem motivo de verdade?
-- Exatamente.
Os dois andaram juntos mais um tempo pelos corredores. Kyle queria perguntar uma coisa, mas não sabia se seria indelicado. Já estava com Luke havia um tempinho, então era capaz que ele se ofendesse... Seria prudente...?
-- Acha que ele gosta de mim, Luke?
O homem olhou para ele. Kyle continuava olhando para o caminho e não expressou reação. Ouviu-o dizer um longo “Aaahhhh...” antes de responder:
-- Bom, sei lá, ele não é malvado com você, e... não sei, parece não ter tendências, então... Não, acho que não gosta assim de você.
Kyle apenas concordou com a cabeça. Claro, se Luke gostasse mesmo dele não ia deixar transparecer que outros caras estariam concorrendo com ele. Os dois pararam na frente de uma sala de aula e começaram a falar baixinho enquanto os alunos não entravam.
-- Eu te vejo amanhã de noite? Queria levar você pra conhecer meu apartamento... Agora você vai, não é?
Kyle olhou para o rosto dele. Ele parecia normal. Tinha que.Não podia levantar suspeitas na escola. Mas Kyle ainda não queria ir para a casa dele. Certo, ele era uma delícia de homem, mas sabia o que aconteceria se estivesse sozinho na casa de um homem que estava pegando. Sabia o que ele iria querer, e não estava preparado para isso.
Os alunos começaram a aparecer e alguns entraram na sala, cumprimentando o professor. “Jesus abençoado”, pensou Kyle.
-- Então eu te entrego as respostas do teste especial amanhã, tudo bem? – disse o garoto.
Luke fechou a boca e soltou o ar pelas narinas.
-- Tudo bem. Mas não se esqueça, são importantes para sua avaliação.
-- Certo. Obrigado pelo seu tempo, professor.
O garoto deu meia-volta e foi andando para sua sala. No meio do corredor, olhou pra trás e mal pode perceber a piscadinha que Luke dera para ele. Ele não respondeu, mas saberia que Luke não ficaria chateado. Não deviam fazer isso na escola...
Na sua sala, encontrou Hannah e sentou-se do lado dela. Cumprimentou-a com um sorriso, o qual ela retribuiu. Curvou-se em direção a ela e cochichou, para que mais ninguém escutasse:
-- Garota! Quase tenho um infarto agora! Aconteceu uma coisa...
-- Com o Luke, não é? – perguntou Hannah.
-- Exatamente! Olha, a gente tava voltando da sala de máquinas... você sabe, a gente costuma se pegar lá...
-- Eu sei, você vive dizendo isso...
-- Bom, que seja. Estávamos na frente da sala dele e ele está começando a me pressionar para ir na casa dele...!
Kyle esperou uma resposta da amiga, mas ela não disse nada. Como ninguém respondesse algo, Hannah disse:
-- Bom, e o que você respondeu?
-- Ah, não dei uma resposta... Mas acho que vou negar...
-- Não preciso dizer o que penso disso, não é?
Kyle piscou. A garota ainda não tinha olhado para ele. Concentrara-se em seu caderno e anotações. Por que estava tão seca?
-- Bom, o que você acha...?
Hannah tirou os olhos do caderno e olhou para Kyle.
-- Eu acho – disse ela, muito séria – que já está na hora de você e o Luke pararem com essa brincadeirinha de namorados.
Kyle franziu as sobrancelhas. Hannah continuou:
-- Na verdade, você já devia ter negado ir à casa dele no primeiro momento. Você sabe o que ele quer e sabe que você mesmo não quer isso. Não devia ter sido tão bonzinho para com ele, mas levando em conta que está achando tudo isso tão mágico, lindo e invulnerável que acho que iniciar esse processo já é um passo.
-- Espera aí... – disse Kyle, ficando um pouco irritado – Achei que você estivesse gostando que eu estivesse namorando... Quero dizer, você nunca tinha reprovado a ideia. O que aconteceu agora?
Hannah revirou os olhos e se levantou.
-- Ora, vocês não estão namorando e você sabe disso. Ele só está te usando.
Kyle não estava confortável. Se aquela era uma brincadeira da garota, era de muito mau-gosto e estava irritando-o. Ele ergueu um pouco a voz.
-- Hannah, qual o seu problema? Achei que fosse poder contar com você, mas resolveu me atacar sem motivo? O que está acontecendo?!
-- Acontece – a garota apoiou a mão na mesa e se aproximou do rosto de Kyle para poderem falar mais baixo. Pelo menos ela ainda tinha um pouco de tato – Que eu já peguei pessoas mais velhas. Professores. E em nenhuma das vezes, eu ou o cara se saiu bem dessa. Nenhuma. Eu só estou querendo te proteger, porque eu sei o que esses caras pretendem com gente da nossa idade.
-- Acontece que ele é diferente – disse Kyle, levantando-se também – Ele demonstra que não está interessado só naquilo.
-- E o que te faz pensar que pode confiar nele? – disse Hannah, cruzando os braços – Esse cara te observava o tempo inteiro, não é difícil pra ele saber o que você gosta e como quer ser tratado. Na real, ele é bonito pra caramba e muito legal, na verdade acho que ele nem precisa se esforçar pra fazer isso, não é? O único trabalho que ele tem é de se fingir de bom moço respeitador pra te enganar, o que, convenhamos, não é nem um pouco difícil... Afinal, o Príncipe Encantado dos seus contos de fadas nun—
-- Cala a boca.
Hannah parou de falar. Agora Kyle estava irritado de verdade. Quem ela pensava que era para dizer tantas bobagens sobre ele e o Luke? Mas não importava. No fundo, o garoto sabia que em algum momento, alguém iria não aprovar o relacionamento, só não esperava que fosse tão cedo. E que esse alguém fosse Hannah. Mas tudo bem, se ela queria brigar com ele, que brigasse. Ele não ia lhe dar ouvidos.
-- Pelo jeito, acho que não posso mais contar com você para algumas coisas. Se você tem inveja que eu estou com o Luke e você não, isso não é problema meu.
-- Inveja sua?! – disse Hannah, gargalhando alto – De estar com aquela mona bafônica?! Acorda, garoto, eu gosto de homens de verdade.
-- É, bem se vê,a Dannan deve ser um homem perfeito para você! – Kyle estava completamente alterado — Por que você não pede pra ela te comprar uma bota, já que os homens pagam tudo para as namoradas? Ah, eu esqueci! Vocês já são um par de sapatões!
Kyle nem notou que tinha falado isso alto demais. A sala inteira tinha parado para observá-los e agora Hannah começava a corar. Os dois olharam em volta e se entreolharam. A garota franziu o cenho, de repente, chegou bem perto do garoto e disse:
-- Eu estava esse tempo todo tentando não te expor, mas você fez isso comigo. Valeu de verdade, Kyle.
Dito isso, pegou suas coisas e saiu rápido da sala. Os colegas ficaram olhando para o garoto. Kyle pôs a mão no rosto, bufou e se jogou na cadeira. “Parabéns, seu escroto, olha só o que você fez”, pensou.
...
Já era tarde da noite, e a diretora Lenina ainda estava em seu escritório. Preencher os papéis de acordo para a formatura da escola, promovida pela maior empresa da cidade, estava levando mais tempo que ela achava que seria necessário. Ela olhou o relógio e teve a certeza que não chegaria a tempo de jantar com a família. Soltou um palavrão porque teria que comer a janta requentada do marido. Ajeitou os óculos de gatinho no rosto, deu uma tragada no seu cigarro e ficou imaginando que gororoba ele teria preparado.
Uma batida na porta. A diretora permitiu que a pessoa entrasse, e essa pessoa era sua subordinada, Ellis, que carregava um envelope na mão. Ela disse:
-- Com licença, Lenina. Desculpe incomodá-la...
-- Já disse que eu odeio que me interrompam enquanto faço serviços importantes, Ellis. Se eu não terminar de preencher estes papéis hoje, irei botá-los na sua mesa, e eu acho que você não quer isso, não é?
-- Não, diretora... – disse Ellis. Era uns vinte anos mais nova, mas já era de meia-idade. Era ligeiramente mais alta que a diretora Lenina, mas as duas pareciam ter o mesmo percentual de gordura nos quadris. Seu penteado parecia uma versão castanha e mais ruça que o de sua superior – É que encontrei este envelope em minha mesa, assinado como “Anônimo”... Ele pede que seja entregado diretamente para a senhora.
-- Mais papéis para eu ler? Não, obrigada. Certamente essas pessoas não fazem ideia do tanto que eu tenho para resolver. E se for mais algum escândalo, terei que encobri-lo, exatamente como outros... – a diretora disse tudo isso enquanto assinava mais papéis – Lembra da professora de Inglês? Lembra do motivo pelo qual eu tive que demiti-la, e agora mentir para os alunos que gostavam dela que ela sofre de Síndrome do Pânico? Pois bem... Não quero mais um desses em minhas mãos.
-- Mas senhora, eu acho que seria muito importante que você...
A diretora Lenina bufou e estendeu a mão.
-- Está bem, me entregue esta merda.
Ellis estendeu-lhe o envelope pardo. A diretora estava com vontade de saber o que era, mas não podia ser tão flexível na frente de sua subordinada. Durona com empregados e doce com os alunos, esse era seu lema.
Abriu o envelope, que continha uma carta impressa em tinta preta. “Tenho informações importantes sobre um de seus professores e um aluno. Não peço nada em troca, apenas que tome as medidas necessárias para afogar e encobrir o caso. Talvez possa não saber, mas este professor tem um histórico de casos da mesma natureza em outros estados. Talvez ache interessante saber disso.”
Ellis viu Lenina franzir a testa enrugada de quase-idosa. A diretora vasculhou mais o interior do envelope e encontrou cinco fotografias. A cada fotografia, a expressão da diretora parecia se animar cada vez mais. Ellis espichou o pescoço para tentar ver o que era, mas Lenina virou as fotos com a face para baixo, sobre a mesa.
-- Pegue o telefone, Ellis – disse a diretora, começando a juntar os papéis da formatura – e ligue para o professor de Física, aquele loirinho...
-- O professor Tyler...? – Perguntou Ellis, com cautela.
-- Isso, isso, ele mesmo... Faz tempo que eu estava procurando algum motivo para demiti-lo... Ah – disse a diretora – os papéis da formatura vão ficar para você. Achei algo muito melhor para tomar conta agora...
Notas finais
Quero a opinião de vocês numa coisa '-' Estive pensando em escrever um capítulo erótico. ESPEREM! Não pensem que a história do nada vai mudar para Lemon, não vou escrever coisas do tipo "Pegou seu **nis e **teu bem rápido nele", eu tenho pensado em escrever sobre um momento de sexo que gira em volta de uma música '-' Então ele descreveria o processo sensual, e não sexo em si. Digamos que ele conteria aquilo que pensamos enquanto fazemos sexo... xD Mas só escreverei se muitas pessoas aprovarem a ideia, ok?! xD Vamos fazer assim: se até o post do 15º Capítulo houverem 10, DEZ votos a favor, eu escreverei... xD Combinados?! ;D
Então até a próxima, guys!! Comentem! ^_^
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