Lauro e Pedro

8 Finalmente Juntos


Lauro sorriu e abraçou Pedro com força, não conseguia parar de chorar, soluçava alto, alto até de mais. Pedro tentou se sentar direito na cama, mas Lauro era, de certa forma, bem pesadinho, não que isso fosse um grande problema, Pedro o puxou junto, de forma que este ficasse em seu colo.

_ Eu te amo muito, sabia?_ Lauro disse ao seu ouvido.

_ Não sabe o quanto ouvir isso me deixa feliz. Eu também te amo.

Pedro deu um beijo na testa de Lauro, e enxugou as lagrimas que ainda escorriam de seus olhos.

_ Pedro, é que eu queria te perguntar uma coisa. _ disse Lauro corando violentamente.

_ Então pergunte horas.

_ É que eu fico sem jeito.

_ Agora você me deixou curioso, o que é?

_ Você... Você quer namorar comigo?

_ Que pergunta boba! É claro que eu quero. Se depois disso tudo eu dissesse não é que ia ser estranho.

_ Agora que tudo isso acabou, você pode sair desse quarto e ir tomar um bom banho. Porque você está mesmo precisando.

_ Eu fiquei sete dias trancado nesse quarto, como queria que eu estivesse? Bom, eu não vou a lugar nenhum com você em cima de mim vou?

_ Ah, foi mal.

Lauro saiu de cima de Pedro e este pode se levantar da cama, mas logo depois caiu estatelado no chão.

_ Peu! _ disse Lauro correndo em seu auxilio _ O que aconteceu?

_ Me deu uma tontura.

_ Não é pra menos, ficou deitado na cama um tempão, seu corpo deve estar fraco.

_ Eu to é com fome.

Lauro ajudou Pedro a se levantar e depois o ajudou a chegar até o banheiro.

_ Tem certeza que pode fazer isso sozinho?

_ Já sou bem grandinho pra tomar banho sozinho.

_ Você quem sabe, chame se precisar, vou falar pra sua mãe que você está com fome.

_ Eu não quero sopa.

_ Vai comer o que sua mãe fizer.

Pedro se trancou no banheiro e começou a tomar seu banho, saiu de lá limpo e feliz, estava mesmo precisando desse banho. Vestiu um jeans que estava lá no banheiro e foi para o seu quarto, onde Lauro tentava dar um jeito na bagunça que Pedro tinha deixado. Pedro via seu amado se empenhando naquela arrumação, não pode deixar de sorrir, Lauro era muito bonitinho.

_ Bagunça dez, Lauro zero._ disse rindo dos esforços do novo namorado para arrumar a bagunça.

_ Passou um furacão por aqui, o que você andou fazendo nesse quarto?

Pedro sentou-se na cama seu riso foi aos poucos sumindo, e Lauro percebeu que essa não fora uma pergunta muito feliz, ficou parado olhando Pedro, que estava pensando no que responder.

_ Bom, muitas coisas._ disse por fim _ Eu derrubei o guarda roupa no chão, depois... hum... deixa eu ver... Ah, eu rasguei muitos papeis, não sei porque mas isso me relaxa. Daí eu derrubei tudo da minha penteadeira no chão, uma coisa que eu me arrependo muito, quebrei alguns perfumes, ai, ai, ai.

Lauro estava sem palavras, Pedro estava lhe narrando o pior ataque de raiva de que ele já havia ouvido falar, e Pedro não parou por ai continuou narrando cada uma das coisas que ele quebrou, rasgou, amassou, Lauro não agüentava mais ouvir, Pedro tinha mesmo sofrido muito com tudo isso. Sentou-se ao seu lado, não sabia se falava alguma coisa, se devia abraça-lo, se devia se desculpar outra vez, só sabia que não queria mais ouvir aquilo. Pedro percebeu que Lauro não estava gostando do que ouvia, sentiu o rapaz tenso ao seu lado e o trouxe mais pra junto de si.

_ Mas, deixemos essas coisas ruins no passado._ disse dando um leve cafuné em Lauro_ O que passou, passou. O importante é que eu estou com fome.

Lauro riu, Pedro sabia faze-lo esquecer dos problemas, estar ao seu lado era muito reconfortante.

Os dois desceram até a cozinha, onde, para a infelicidade de Pedro, sua mãe tinha feito sopa.

_ A não?_ exclamou Pedro.

_ Deixa de ser reclamão e come.

Lauro tentava em vão, fazer Pedro tomar a sopa, estava sentado do lado dele na mesa e empurrava a colher contra a boca do garoto birrento.

_ Eu não quero.

_ Vamos Peu, só uma colherada, vai.

A mãe de Pedro ria da situação, Pedro parecia uma criancinha mimada e Lauro sua mãe. Ela estava muito feliz em ver que os dois se acertaram, sorriu mais ainda quando Lauro beijou Pedro depois de ele ter tomado uma colher de sopa, a cena se repetiu para cada colherada que Pedro comia, o irmãozinho de Pedro, que observava o, irmão mais velho lá da sala, fazia uma careta a cada beijo que o irmão ganhava. Finalmente Pedro terminou sua sopa, levou o prato até a pia e, como costumava fazer, já ia lavá-lo, mas sua mãe interviu.

_ Deixa que eu faço isso, você tem o seu quarto para arrumar.

Pedro soltou um muxoxo alto, seu quarto estava mesmo uma bagunça.

_ Tudo bem se ele arrumar o quarto depois, senhora?

Pedro olhou para Lauro, de certa forma, intrigado, o que ele estaria pensando?

_ Bom, se tiver algo melhor pra ele fazer.

_ O que tem em mente Lauro?

Pedro estava curioso, Lauro estava sorridente, isso era um bom sinal não era?

_ Nada. Só que eu estava pensando, você não quer ir ao parque comigo? Quer dizer, dar uma volta sabe, já que você ficou trancado no quarto um tempão eu achei que talvez... e ...

_ Eu adoraria. Posso ir não posso mãe?

_ É claro!