Lauro e Pedro
9 Um Passeio no Parque
Notas iniciais
Pedro se trocou bem rápido, estava felicíssimo, ele e Lauro estavam namorando! Se isso era um sonho não queria acordar nunca, ou então acordar na hora que tivesse que arrumar aquele quarto. Colocou uma calça jeans, uma camiseta qualquer e uma jaqueta por cima. Deu uma arrumada no cabelo e prendeu do jeito que mais gostava. Desceu as escadas correndo e lá na sala esperando por ele estava Lauro.
_ Demorei?_ Perguntou sorridente.
_ Não, nem um pouco._ respondeu Lauro devolvendo o sorriso.
_ Você sempre diz isso?
_ Você sempre pergunta isso.
Os dois sorriam bobamente, estavam felizes, até demais. Mas, não iam ficar parados no meio da sala, saíram porta a fora e foram até o parque ali perto. Estava um dia frio, mas ainda assim o parque estava cheio, muitas barraquinhas vendendo artesanatos, bijuterias, comidas. Pedro adorava passear nesse parque aos sábados, estava sempre movimentado e cheio de coisas pra olhar.
_ Nossa, quanta gente! É sempre assim._ perguntou Lauro espantado com a quantidade de gente naquele parque.
_ Hoje até que está vazio, nos dias quentes isso aqui fica entupido, não dá nem pra se mexer.
Os dois passearam pelo parque por um bom tempo até que Lauro pediu que parassem um pouquinho pra descansar. Sentaram em um dos muitos bancos de pedra que havia no parque. Pedro puxou Lauro pra junto de si.
_ Está frio hoje não está? _ perguntou sorridente.
_ Bastante._ Lauro respondeu, estava vermelho, mas era bom estar pertinho de Pedro.
_ Eu te amo muito sabia? _ Pedro tinha um sorriso lindo nos lábios. Lauro não agüentou e beijou esses lábios, que pareciam o estar chamando.
_ Eu também te amo. Muito mesmo. Estou até com medo de acordar de repente e perceber que foi só um sonho.
_ Se isso é um sonho eu não quero acordar nunca.
Os dois ficaram sentados abraçadinhos por mais um bom tempo. Nesse frio era bom ficar juntinho assim. Eles não eram os únicos, haviam muitos casais no parque, e muitos estavam como eles. Porem eram os únicos garotos e todos que passavam viravam a cara para eles, algumas velhinhas que passavam ainda comentavam aos cochichos umas com as outras. Pedro não pode deixar de ouvir quando uma delas disse em alto e bom som.
_ Mas que pouca vergonha! No meio da rua se agarrando assim?
Pedro fechou a cara, não eram os únicos no parque e nem estavam fazendo nada.
_ Velha antipática._ Pedro deixou escapar.
_ Não liga pra ela não Peu.
_ Não estou ligando.
_ Está sim.
_ Fica quieto e me dá logo um beijo!
Lauro atendeu esse pedido na hora, as línguas se entrelaçando, brincando uma com a outra, Lauro massageava a nuca de Pedro e este o agarrava cada vez mais forte pela cintura. Só pararam por que ouviram um grito, de uma voz que Pedro odiava ouvir.
_ PEDRO!!!! _ era Debbie, Pedro sempre odiou sua presença, mas agora, nesse exato momento estava odiando muito mais. Lauro largou de Pedro extremamente corado, pois Debbie não estava sozinha, com ela estava ninguém mais, ninguém menos, o que sua ex, Viviane, estava chorando e parecia estar chorando a muito tempo.
_ Que saco, menina! Você não larga do meu pé? Não se pode mais beijar o próprio namorado em paz?
_ Seu namorado?
_ Vou ter que repetir?_ Pedro odiava repetir as coisas, ainda mais as que estavam na cara. _ Me responda uma coisa: amigos normais se beijam? Não está na cara.
Lauro estava vermelho como um pimentão, não sabia o que fazer, simplesmente baixou a cabeça e deixou que Pedro resolvesse a situação.
_ Lauro. _ Viviane murmurava sem parar o nome dele, e continuava chorando.
_ Vocês vão continuar ai paradas? Se for assim vamos embora nós dois._ esbravejou Pedro. Ele levantou-se e puxou Lauro pela mão. Estavam indo quando Pedro sentiu um puxão forte, era Viviane, ela puxou Lauro e o beijou a força. Lauro assustou-se, empurrou a garota e lhe deu um tapa na cara, não foi um tapa forte, Lauro não encontrou forças. Agarrou-se em Pedro tremendo da cabeça aos pés.
_ Me deixe em paz!_ disse em um soluço _ Não foi você que terminou comigo? Eu não gosto de você! Vai embora!
Deram as costas as duas e foram embora, quando estavam bem longe das duas conseguiram falar.
_ Meus parabéns! Adorei o tapa que você deu naquela Vaca. Se você não tivesse se agarrado em mim eu descia um soca na cara dela.
_ Você bateria em uma mulher?
_ Aquela Viviane não é só uma mulher, é uma mulher que teve a audácia de te beijar.
_ Ficou com ciúmes?
_ Humpf!!!
_ Ficou sim! Confessa.
_ A culpa é sua! Se você não fosse tão lindo eu não ia ter ciúmes de você.
_ Seu bobinho, não precisa ter ciúmes de mim, não quero ficar com mais ninguém, só você.
_ Bom saber.
Os dois estavam saindo do parque e voltando pra casa de Pedro. Lauro notou que Pedro não estava lá muito contente em voltar pra casa, e sabia muito bem o motivo.
_ Por que você está com essa carinha?_ perguntou inocentemente.
_ Que carinha?
_ Essa mistura de descontentamento e preguiça?
_ Lauro, Lauro, Lauro. Se você tivesse que arrumar um quarto como o meu também estaria com essa cara.
_ Não fica assim, eu ajudo você.
_ Não precisa.
_ Eu insisto.
Chegaram na porta de entrada da casa de Pedro, ele suspirou e abriu a porta e deu de cara com o irmão mais novo, que já ia saindo de casa.
_ Aonde você vai?_ interviu Pedro.
_ Não é da sua conta.
_ Não seja malcriado comigo. O que eu fiz?
_ Nasceu.
Daniel saiu batendo a porta, Lauro e Pedro se entreolharam. O que Daniel tinha era meio que óbvio, os dois irmãos sempre tiveram uma boa amizade, brigavam pouco e se entendiam super bem. Mas tudo isso mudou a alguns meses atrás, quando Pedro se declarou Gay. Para Daniel isso foi um insulto enorme e parou de falar com o irmão, e estava sempre arrumando brigas por motivos inúteis. Pedro nem queria pensar em como seria daqui pra frente.
Os dois foram para o quarto de Pedro achando que encontrariam a maior bagunça, mas o quarto estava arrumado.
_ O que aconteceu aqui?_ exclamou Lauro.
_ Não sei, quem sabe minha mãe arrumou pra..._ Pedro calou-se ao ver a sua penteadeira.
_ O que foi?_ Lauro foi chegando perto da penteadeira e viu que Pedro tinha um frasco de perfume nas mãos.
_ Achei que você tinha quebrado seus perfumes.
_ Mas eu quebrei. Esse perfume não é meu.
_ É de quem então?
_ Do Dan. Aquele bobo, fica todo mordido comigo, mas ainda assim...
_ Seu irmão é mesmo um anjo.
_ Eu sei...
Notas finais
Agora você leitor me pergunta: Acabou? Mas como? Não acabou não, isso continua em outra fic. É só procurar nas minhas outras fics uma que se chama “André e Daniel”, a continuação está lá. E se você não a encontrar, espere que logo você vai encontra-la...
Lyli Kouga chan se despedindo^^
Até a próxima.
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