Laura
3 Capítulo 3
— Você é o que?!?!?!
— Eu sei …. Eu deveria ter contado
— AH VOCÊ ACHA? — Disse ironicamente Bárbara gritando
— Amor.
— Não — Cortou a loira — não me chama assim, você não tem o direito! — Disse berrando
— Eu sei… — disse a ruiva abaixando a cabeça
Barbara sentou na ponta do sofá levando as mãos à cabeça, mas imediatamente tirando pela dor que sentiu da costela.
— Deixa eu ver se eu entendi — disse recuperando o folego — Você, é esposa de um doleiro, que também é chefe de um cartel internacional de drogas e ainda por cima faz negociações de armas nucleares?
— É….
— AHHHHH EU NÃO ACREDITO! PORQUE VOCÊ MENTIU PARA MIM!? — Disse a loira quebrando um abajur que estava atrás dela e com os olhos cheios de água- seu nome é ao menos Marcele?!
— Ah… não — disse a ruiva olhando para baixo
— Eu vou embora daqui — disse Barbara se virando indo em direção a porta
— NÃO! — Gritou Marcele, ou seja, lá qual fosse o nome dela — está escuro e de noite e chovendo, além disso você ta machucada — disse se aproximando
— Qual é o seu nome? — Perguntou Barbara entre os dentes
— Laura
— Me de seus pulsos — disse se virando
— Que?
— Me dá seus pulsos — e de supetão Laura deu seus pulsos a ela
— Me diz a verdade, qual o seu nome?
— Laura
— Ok você não está mentindo sobre isso
— Deixa eu limpar seu ferimento
— Não, eu too bem-disse de costas para ela
— Por favor …
Barbara assentiu com a cabeça, mesmo que relutante. Laura fez sinal para a frente e foram para a cozinha.
— Senta no balcão — disse Laura
Barbara então subiu. Laura pegou um kit de primeiros socorros que estava no armário de baixo do balcão, pegou várias coisas e começou a preparar para fazer um curativo.
— Tira a blusa — disse Laura
— Que? — A loira disse com um olhar de desacreditada
— Eu preciso fazer um curativo decente em você
A loira obedeceu, tirou a blusa que estava grudada no ferimento e sentiu uma dor absurda no movimento. Laura começou a limpar o ferimento, só então que Barbara notou o que tinha acontecido com seu lado esquerdo do corpo. Estava aberto, um rasgo enorme, que ia ficar cicatriz, não se importava, até gostava das cicatrizes para ela significam marcas de guerras que a gente passa na vida e que doem, mas se sobrevive. Ao pequeno toque de Laura sentia uma dor e uma ardência absurda, por isso o curativo demorou tanto para ser feito. Uma hora e meia depois sua barriga estava toda enfaixada suas costelas estavam de fato quebradas, mas pelo menos sangue não estava mais perdendo e nem corria risco de infecção, de acordo com Laura.
— Eu fiz uma sutura, ela vai segurar o ferimento até ser seguro para irmos a um hospital
— Porque não posso ir?
— Porque agora eles sabem que você está comigo, então você corre perigo também
— Eles quem? Por favor me explica – pediu Barbara com uma voz doce e com os olhos cheios de lágrimas
— Eu…. Ah, eu não posso, não quero que você corra mais perigo ainda
— Mas se eu já estou correndo que diferença faz?
— Desculpa — disse a ruiva chegando perto e acariciando o pouco de barriga que aparecia da loira — eu…
E foi surpreendida por um beijo da loira, ela ainda a amava? Mesmo depois do que ela contou? Ou estava machucada e mesmo assim seu sentimento não acabou? Ah não sabia o que estava acontecendo.
Agora vinha um clarão da galeria:
— Da onde está vindo essa luz? …. Isso não faz sentido … enfim
— Bom acho que vocês ainda não estão entendendo exatamente o que aconteceu — foi o seguinte
Se escuta barulhos de tiros vindo detrás de onde ela estava, ela olhou desesperada para trás.
— Me acharam — e então começou a correr, porém em vão, vieram pessoas da frente também, então mudou de direção para a direita, porém tropeçou e caiu na água — tarde demais me pegaram disse para a câmera que estava na sua mão ainda — e a guardou dentro da calça para que não lhe fosse tirada.
Ao virar para trás, viu que em cima dela estava o que ela mais temia, o marido de sua amada com uma arma apontando para a sua cabeça.
— Onde estão os códigos?
— Eu não sei — disse a loira rosnando para ele
— Ah olha a cadela sabe falar — disse para seus capangas que riram, e deu um chute na sua barriga
— Ai!!! — Gritou de tanta dor, suas costelas agora deviam ser só pó, chegou a escorrer uma lágrima de seu olho
— Levem ela, a gente vai fazer o passarinho piar
Os capangas pegaram um saco preto e colocaram na cabeça de Barbara, que só voltou a ver algo quando tiraram o saco e notou que estava em uma cela muito quente, a meia luz.
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