Notas iniciais
Essa é a minha primeira fic Rizzles, espero que gostem!
Boa leitura *-*

O que é se apaixonar? Depois de algumas noites em claro e distrações constantes, eu descobri. Antes eu achava que pessoas apaixonadas eram emotivas e melosas, que ficavam assoviando por todos os cantos — e admito que eu não estava tão errada. Às vezes a paixão vira amor, e quando as coisas estão sérias, alguns desistem — como bons medrosos -, e outros continuam a correr riscos, mas também podem ser felizes como nunca. Escolhi a segunda opção.

Eu, Jane Rizzoli, me sinto estranha por me apaixonar, e ainda mais por compartilhar meus sentimentos, já que tento manter a pose de durona o tempo todo. Mas a verdade é que sempre que eu a via — quase sempre sorridente -, meu coração batia mais forte, e eu ficava sem assunto, feito uma idiota. Nós nos conhecíamos a algum tempo, de uma forma bem estranha, e construímos uma forte amizade, por ela eu faria qualquer coisa. Sim, eu estou apaixonada pela minha melhor amiga, Maura Isles, mas não sei se ela sente o mesmo por mim.

...

A arquibancada estava lotada, a maioria das pessoas gritava meu nome — como um mantra ou coisa parecida -, e a outra parte urrava: “Cachorro-quente!!!”. Concluí que era um típico jogo de baseball, do qual tinha muito orgulho de presenciar quase todas as noites na minha televisão, é claro, se não houvesse algum caso.

Mas desta vez eu não estava no conforto do meu sofá tomando uma cerveja enquanto assistia ao jogo, e sim no campo, com nove jogadores de uniformes vermelhos e brancos do Red Sox — inclusive eu. Isso só poderia significar uma coisa: meu sonho tinha se realizado, ou pelo menos um deles. Em seguida, nossos maiores rivais entraram em campo, os Yankees.

Durante os primeiros minutos, o jogo estava bom e ao nosso favor, não tinha com o que se preocupar. Eu apenas esperava a chance de mostrar o porquê de estar ali, e esse momento não demorou muito, porque a bola foi arremessada pra mim. Não que eu tivesse medo, já que domino o baseball, ainda mais sendo rebatedora.

Com toda a experiência, me posicionei para fazer o melhor “Homer Run” da história em 3,2,1...

...

A “Marcha Fúnebre” soou pelos quatro cantos do meu quarto. As imagens se desvaneceram e eu voltei a encarar o teto sem graça de sempre. Devo ter murmurado algum xingamento, mas não me lembro qual. Fiquei realmente decepcionada ao saber que um jogo clássico como aquele tinha sido apenas minha imaginação.

O celular continuava a tocar, e mesmo não sabendo as horas, tinha certeza de que era muito cedo pra acordar. Mas, sendo a “Rainha dos Mortos” do outro lado da linha, não havia problema, e sabendo disso, até meu mau humor desapareceu. Tateei o colchão em busca do aparelho perdido nas cobertas. Onde ele estava? Parecia que tinha até vida própria. Percorri meus olhos pelo quarto, e encontrei meu celular no chão, próximo à porta, só podia ter sido Jo Friday.

Senti tontura assim que me levantei, não uma simples, mas muito forte e nada comum, devia ser algum resfriado ou qualquer outra bobagem. Pensei em contar para Maur, já que ela era a “Google Mouth”, mas resolvi ficar quieta. Peguei o celular no chão com certa dificuldade e o atendi.

- Jane! Estamos ligando pra você faz horas. — ela exclamou nervosa — Até a Angela está indo na sua casa agora.

- Desculpa, eu não ouvi. — me defendi — Acha que eu sou acordada facilmente essa hora? Espera, você ligou pra ela?

- Estudos comprovam que programar o seu cérebro para acordar quando escutar algum barulho é fundamental para sua segurança. — ela deu uma pausa — Sua mãe se preocupa com você, e eu também.

- Eu entendi Maur, o que foi? — a interrompi, tentando não demonstrar minha surpresa em sua última frase.

- Temos um homicídio que envolve muito sangue, até um pouco macabro, e o Frost ainda não chegou perto do corpo, então precisamos de você.

Senti que naquele momento, “precisamos” se tornou “preciso”, e eu sorri feito uma idiota. Como eu podia me apaixonar pela minha melhor amiga? Aconteceu tudo tão rápido que eu nem percebi. Mas, resolvi tomar uma medida drástica, da qual eu nunca teria coragem de fazer: eu contaria sobre tudo o que estava sentindo.

- Ok, estou indo... Maur, podemos conversar mais tarde? — fechei meus olhos à espera de uma resposta.

- Sim, mas venha logo.

Troquei de roupa o mais rápido possível, nesse caso, peguei as primeiras peças que encontrei, e isso envolvia meu terno. Logo, Jo Friday acordou com toda a barulheira que fiz e ficou saltitando ao meu redor.

- Está com fome? — eu perguntei, e os latidos provavelmente acordaram toda a vizinhança.

Antes de sair de casa, veio uma única pontada na cabeça, bem pior do que um murro, mas tratei de tomar um remédio, e isso ia passar logo, eu tinha certeza, ou quase. Aquele era o dia mais difícil, ou melhor, a madrugada. Dentro de algumas horas Maura ficaria sabendo de tudo. E eu talvez perderia uma amiga.

Assim que me aproximei da porta, Jo começou a choramingar, eu nunca tinha visto aquilo antes.

- Só estou indo pro trabalho. — eu disse — Volto mais...

Não consegui terminar a frase, minha visão escureceu, e mais pontadas vieram, uma mais forte do que a outra, minhas pernas fraquejaram e a última coisa de que me lembro foi quando caí no chão frio.

Notas finais
E aí, mereço reviews? Devo continuar?