Laranja Azeda
20 Capítulo 20- Segredos da realeza 5ªParte- Senhor Dois
Notas iniciais
O Senhor Dois caminhava em direção ao quarto de seu filho, sua mente fervilhava com a possibilidade daqueles três terem lido aquele pergaminho, dentre tantos outros como eles foram escolher logo o mais importante? A história de Adam e Eve. Eve! Só de pensar naquele nome o velho precisava juntar todas suas forças pra não sair correndo dali até a parte proibida da ilha, para não ir até o meio da Ilha do Escorpião, para não parar embaixo da árvore da vida, para não chama-la, para não beijar Eve, para não se entregar aos braços da sedutora morte.
Ele entrou e encontrou seu filho deitado na cama batendo punheta, o rei estava pelado expondo toda aquela maravilha morena que ele chamava de corpo.
–Otto.
–Espera pai estou quase lá! Oooor– O rei acelerou o movimento de sua mão sentindo seu membro rijo se expandindo, ou em outras palavras, sua pica dura latejando e por fim cuspindo porra sobre seu abdome. Ele ri e se limpa com o lençol mais próximo– O que deseja pai?
–Eu quero que expulse da ilha: Santana cabelos de fogo; Hector o diabo loiro e Felix o Homem-Aranha!
Otto deixou o queixo cair diante de tal pedido, seu pau sacudiu involuntariamente escorrendo um líquido transparente que ficou pendurado na glande.
–Que absurdo é este?
–Os três quebraram as regras!
–O que? Eles foram pra zona proibida?
–Não, eles invadiram meu escritório!
–Pai este não é um motivo plausível para expulsa-los.
O Senhor Dois estava com os olhos vermelhos de tanta raiva, os segredos daquele pergaminho...
–Quando eu entrei, vi que Santana tinha nas mãos o pergaminhos de Adam e Eve.
O rosto de Otto ficou tão branco quanto a sua porra no lençol.
–Ela leu o pergaminho?!
–Eu acho que não, mas...
–Pai vou recriminar os três, tenho certeza de que não vão entrar em seu escritório de novo, a Santana é...
–Pare com isso! Você esta cego pelo amor que sente por aquela garota ruiva.
–Até hoje cedo o senhor gostava dela.
–Isso foi antes dela por em risco a linhagem real. Quero que a expulse!
–Não posso fazer isso! Eu amo a Santana!– Otto se sentiu estranho ao dizer aquelas palavras, ele já sabia daquilo, mas dize-lo em voz alta era estranho.
–Otto você sabe muito bem de que quando eu morrer você não vai dar a mínima pra qualquer mulher ou homem.
–Eu sei que um dia vou esquecer da Santana assim como o senhor esqueceu da mamãe.
–Não vamos falar daquela mulher de novo– O desdém com que o Senhor Dois falava de sua antiga amada era muito revoltante, Otto ficou triste ao saber que no dia em que seu pai morresse ele esqueceria o amor que sentia por Santana– Filho a muito tempo te contei o segredo da nossa família, quando eu morrer você só vai conseguir pensar nela, quando este dia chegar sua mente vai ser preenchida por Eve.
A muito tempo o Senhor Dois tinha contado o segredo real ao Otto, tudo começou naquela ilha, no tempo em que ela não se movia pelos oceanos, no tempo em que nem se chama Ilha do Escorpião, naqueles primeiros dias havia um casal. Ela se chama Eve e ele Adam. A mulher veio primeiro, surgiu num lampejo de luz divina vindo do infinito, por alguns dias ela viveu sozinha na ilha, ainda era o começo de tudo, cada coisinha era nova, pássaros estranhos voavam no céu e peixes exóticos nadavam no mar. Eve tinha comida em abundância, se divertia com os animais, mas quando chegava a noite quando ficava sozinha, sentia um calor que lhe enrijecia o clitóris e os bicos dos peitos, ela sentia um desejo de ser tocada.
Como se o infinito sentisse pena dela, realizou seu desejo e criou um semelhante, do barro nasceu o primeiro homem cujo o nome era Adam. Os dois viveram juntos naquele paraíso e os dois se amaram, aquele não foi só um primeiro beijo, foi “O primeiro beijo”, dali nasceu o amor que viria a ser a força mais poderosa do universo, mas que também podia trazer infinita dor e sofrimento, contudo naqueles primeiros dias o amor era simples e perfeito.
O Senhor Dois não sabia os detalhes, mas sabia que havia a árvore da vida da qual o consumo do fruto era proibido, certo dia Eve foi tentada por uma entidade, não se sabe ao certo qual foi, já que na ilha haviam várias, qual foi não era importante e sim o fato da mulher ter quebrado a única regra que o infinito lhe ditou e aquilo foi o marco do fim da perfeição. Eve comeu todo o fruto e assim lhe foi concebido poderes sobre humanos, entre eles a vida eterna, a mulher não envelheceria, a morte lhe foi negada, mas aquele não era seu castigo, o pior ainda estava por vir.
O primeiro casal foi separado, o homem continuaria a envelhecer, morreria e sua essência migraria para o próximo mundo de glória do infinito, mas a mulher estava fadada a viver pra sempre sem que pudesse se afastar mais que dez metros da árvore da vida, pois no momento em que o fizesse sua existência seria apagada, sem ir pra próxima vida, simplesmente deixaria de existir. A Ilha foi expulsa das terras sagradas e foi atirada a deriva no oceano e foi cercada por um mar de monstros se tornando a prisão de Adam e Eve.
Adam já estava muito velho, sua memória já não muito boa e por muitas vezes se esquecia de Eve. Num certo dia enquanto estava na praia uma jangada improvisada chegou até ali. Dentro estava uma sobrevivente do mar de monstros, estava uma mulher! Pelo jeito o Infinito não tinha desistido da humanidade, talvez tivesse começado de novo, tivesse tentado de novo em outro lugar, com outras duas primeiras pessoas, ou segundas, talvez até tivesse lhes dado nomes similares aos de Adam e Eve, quem sabe? Adam viveu o resto de sua vida com aquela forasteira e tiveram um filho, em seus momentos finais, quando sua essência saiu de seu corpo para migrar para o próximo mundo, naquele momento sua mente clareou sem os males da velhice se lembrou de Eve, se lembrou daquele magnifico amor, lembrou de seus beijos, de seu toque, do seu olhar, de sua buceta e percebeu que não podia ir embora sem ela.
Num último ato de egoísmo Adam entrou no corpo de seu filho somando sua existência à dele, misturando algumas memorias, sentimentos e um desejo: Voltar pra Eve. Dias depois outros sobreviventes chegaram e aos poucos a ilha foi aumentando em número de moradores assim seguiu por milênios, havia a linhagem real da qual nascia apenas um único menino e quando seu pai morresse a essência do primeiro homem pulava de corpo surgindo um novo Adam. Todos os Adams foram visitar Eve em algum momento da vida, mas sabiam que não podiam permanecer ao seu lado por muito tempo, pois tinham que viver, afinal além de ser Adam eles também tinham sua própria identidade. O Senhor Dois amava Lilith, mas quando seu pai morreu ele se tornou o novo Adam e como tal desesperado por Eve. Ele a visitou algumas vezes, mas sempre voltava pra sua vida. Afinal se ficasse ao lado dela envelheceria até a morte e partiria pro próximo mundo. Então era isso, Adam e Eve se encontraram por infinitas gerações, com a alma dele pegando carona nos corpos da família real.
Se aquele segredo fosse revelado todos da ilha iam querer ver essa tal Eve com seus próprios olhos, e quando vissem seus poderes, cobiçariam o fruto proibido e só Deus sabe qual seria o castigo se a humanidade ousasse repetir o mesmo erro. Não seria de se espantar se o castigo fosse até mesmo o fim definitivo do projeto: Humanidade.
–Filho você sabe que pro bem de Eve...
–Foda-se essa Eve! E esse Adam dentro de você também!– Otto gritou andando em direção ao pai com seu pênis balançando– Quando ele entrar em mim não vou permitir que me use da maneira que bem entender, não é justo eu ter que abrir mão do meu amor para que ele possa ter alguns encontros com o seu!
–Você não intende a força do primeiro amor.
–Eu entendo a força do meu amor! E entendo o que é egoísmo, Adam e Eve são egoístas, a mulher é ambiciosa e o homem egoísta, mas não vou permitir que essa história se repita, sei que sou diferente o senhor mesmo admitiu que nunca houve alguém com um hormônio tão forte quanto o meu! E pra terminar essa conversa como rei da Ilha do Escorpião declaro que Santana, Hector e Felix continuam na tribo!
Otto saiu pelado do quarto deixando seu pai furioso com suas duas almas fervilhando. Aquilo não podia ficar daquele jeito, alguma coisa devia ser feita! O Senhor Dois olhou pela janela, não tinha autoridade para castigar possuidores dos hormônios dos deuses, mas teve uma ideia de como se vingar e foi falar com Ned, afinal tinha salvado sua vida tantos anos atrás, pedir um favor não seria muito.
Felix estava assustado com quais poderiam ser as consequências de se quebrar uma regra, nunca tinha sido castigado na sua casa ou na sua antiga escola. Ele caminhava pela floresta rumo a caverna particular do Hector, o garoto sabia que ele não estaria lá, mas gostava de ir lá assim mesmo, aquele se tornou um lugar especial para os dois. Quando já estava afastado da tribo ouviu um galho quebrando e antes que se virasse para ver quem era, reconheceu a voz.
–Lamento Homem-Aranha, mas você foi escolhido.
–Ned eu não...
–Você não pode dizer não para um possuidor dos hormônios.
Felix foi andando pra trás até que tropeçou e caiu de bunda levantando as pernas e na mesma hora o enorme negro já estava agarrando-lhe a bermuda e a tirando. O garoto estava de camisa e cueca quando Ned o agarrou e beijou na boca, aquela língua enorme o excitou, mas ele sabia da dor que o esperava e por isso precisava fugir. Tentou se levantar e Ned agarrou sua cueca com as duas mãos puxando com tanta força que a rasgou em pedaços e atirou pro alto e o vento levou os retalhos da cueca do Homem-Aranha, aquela cena praticamente foi simbólica representando a destruição eminente do garoto.
Ned lhe rasgou a camisa e o puxou pelos cabelos, Felix resistiu fechando a boca e recebeu uma surra de pica na cara e acabou abrindo, pensou em morder, mas não podia ferir um possuidor dos hormônios, as consequências podiam ser ainda piores. O filho da noite metia na boca do garoto batendo em sua garganta o fazendo engulhar, quando seu pau estava todo babado, ou pelo menos a metade, virou o garoto de costas e lhe abriu as nádegas sem pelos.
–Seu cú ainda é tão rosinha.
–Ned por favor meta devagar.
–Meu hormônio é o da dor e não o da delicadeza.
Ned entrou com tudo no buraco de Felix que grita alto assustando vários pássaros de cima das árvores, mas estava muito longe pra ser ouvido.
–Que apertado acho que não tem jeito vou ter que abrir com os dedos mesmo.
O negão tirou a rola com tudo e dor foi ainda pior do que da entrada, ele o segurou pelos quadris e meteu a língua no cuzinho rosa, Felix gritou enquanto o outro brincava com seu ânus metendo a língua e seus grossos dedos sem o menor cuidado, quando já estava mais folgado Ned voltou a meter. Seu pau foi entrando aos poucos, centímetro por centímetro, Felix se retorcia mais a pior parte começava agora. O negão começou a meter sem piedade fazendo o garoto tremer, arregalar os olhos e começar a chorar. A vara preta já estava tingida de vermelho, as pregas do cú do garoto já estavam se rasgando, ele chorava, babava, mas nada diminuía o ritmo das metidas do negão.
Ned sentiu um fogo em seu pênis e introduziu ele todo, olhou pra baixo vendo aquele cuzinho se abrindo mais do que podia, aquela sensação de dominação era ótima, ele meteu com força e sua ejaculação por algum motivo tardava.
–Você não quer se masturbar enquanto te como?– Perguntou e só obteve choramingo como resposta– Você é que sabe, depois não saia dizendo que eu não sou um cara legal.
O negão meteu e meteu, quando percebeu sua virilha já estava toda babada de sangue, parecia que não ia gozar nunca daquele jeito, então tirou seu pênis daquele buraco e começou a se masturbar sobre o garoto que o encara inexpressivo, Ned sentiu o calor vindo puxou a cabeça de Felix e gozou tanta porra que deixou o rosto do garoto branco e os cabelos grudentos. Com o trabalho feito, Ned saiu sorridente deixando o garoto caído ali mesmo.
Santana estava na barraca Hospital com o Dr. Logan fazendo um curativo em sua bochecha e Hector comendo uvas com sua cara tradicional de desdém, quando ouviram um grito de garota, Estrela entrou afobada no recinto.
–Rápido o Felix esta...
Mike passou por ela com Felix pelado em seus braços, sua cara toda gozada e sangue escorrendo por suas pernas, Hector deixou suas uvas caírem.
–Nós o achamos perto da caverna do Hector– Disse Mike.
–Felix!– Santana gritou e correu até seu primo, o Dr. Logan a seguiu e Hector ficou parado onde estava apenas olhando em silêncio para aquela cena.
–Ele esta perdendo muito sangue! Rápido coloquem ele naquela maca!– Mandou Logan– Me tragam água quente, toalhas, álcool e o kit de costura!
Santana começou a chorar não podia ver seu primo naquela situação, como aquilo foi acontecer? E a expressão dele... Felix estava acordado, mas seus olhos estavam vazios.
–Calma primo você vai ficar bem– Disse enquanto limpava seu rosto com uma toalha e Hector ainda apenas olhava de longe.
Mais uma pessoa entrou no Hospital, um velho sorridente, o Senhor Dois bateu palmas chamando a atenção de todos.
–Pelo jeito os deuses escolheram o pequeno Homem-Aranha pra receber a dolorosa pica do filho da noite, que pena não?
–Ora seu!– Santana partiu pra cima do velho, mas foi segurada por Mike.
–Santana acalme-se! Você não pode atacar ele assim!
–Que deuses que nada! Você mandou que ele fizesse isso! Essa é sua forma de se vingar? Seu maldito!
–Tudo que eu faço é para o bem do meu povo.
–Isso não vai ficar assim! Diz pra ele Hector! Hector?
Santana teve medo, sim ela teve, o que era aquilo no rosto dele? Desde que trouxeram Felix o loiro não disse uma palavra, mas agora olhava para o Senhor Dois como um tigre olha pra sua presa, era um olhar assassino, o olhar de quem esta pronto para matar. O Senhor Dois olhou pra ele e foi nítido que o velho também se assustou, Hector caminhou até a maca onde estava Felix, o beijou na testa, passou pelo seu pai, por Santana, Estrela e Mike, parou ao lado do velho sem olhar pra ele apenas disse:
–Prepare-se– E saiu.
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